Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2019 | 03h00

BOLSONARO E A PGR

Abuso do MPF

A tentativa de violação da Lei Maior pelo Ministério Público Federal (MPF), mais precisamente do artigo 84, XVI, da Constituição da República, revela a intenção de mais uma vez ultrapassar a linha que delimita suas funções. Impecável a mensagem do editorial A escolha do procurador-geral (7/9, A3) (https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,a-escolha-do-procurador-geral,70003000411). A iniciativa de criticar, mesmo de forma autoritária e sem medida, a indicação pelo presidente Jair Bolsonaro do procurador Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR) revela em definitivo que até o MPF está aparelhado filosoficamente e, como tal, em larga medida paira severa dúvida na sociedade quanto à isenção de seus membros no exercício do mister constitucional a eles atribuído de serem os fiscais da lei. Abusos e violações legais são e devem ser sempre inaceitáveis e reprimidos com rigor, em especial quando advindos dos que têm como função precípua o exercício pleno da fiscalização imparcial da aplicação de nosso arcabouço legal, no devido processo legal. Desrespeitar esse dogma programático constitucional ao tentar impor ao presidente da República limitações no cumprimento da Carta Magna, sem dúvida, se trata de um abuso injustificável. O presidente não se pode submeter às vontades dos procuradores que agem de forma corporativista e em desrespeito ao espírito público, que deveria norteá-los. Impõe-se o fim da prática da lista tríplice.

CLÁUDIO ABDUL-HAK ANTELO

claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

Rompante autoritário

Como bem mostra o editorial, a escolha do chefe da PGR é prerrogativa privativa do presidente da República. Integrantes do Ministério Público, ao criticarem Bolsonaro por sua indicação fora da lista que eles mesmos fizeram, agem como os esquerdopatas e pervertem a verdade. Pergunto-me se é só um rompante de autoritarismo ou se há um objetivo escuso que demandaria uma boa investigação.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

A verdade e a lei

Muito esclarecedor o editorial sobre a escolha do procurador-geral da República, parabéns. Em meio ao vendaval das notícias, estaremos seguros nos firmando na verdade constitucional. No mundo tecnológico das redes sociais, recebemos notícias e comentários em avalanche e somos estimulados a dar respostas rápidas aos acontecimentos, muitas vezes precipitadas. A mídia tradicional, como o Estadão, é imprescindível para termos notícias consistentes e analisadas com o rigor da verdade e da lei.

SILVIA REBOUÇAS P. DE ALMEIDA

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

‘Fake news’ em Sergipe

Leio sobre a renúncia de dois procuradores da PGR de Sergipe a cargos de chefia, em protesto contra a escolha por Bolsonaro do baiano Augusto Aras fora da lista tríplice oferecida pelo “coletivo” (que exclui os procuradores da Justiça Militar e estaduais). Ora, mais política do que a escolha pelo presidente da República é a escolha pelos da mesma corporação. Criticar o novo procurador-geral por, supostamente, ser alinhado a Bolsonaro é lançar-lhe a pecha de venal e desconhecer os mecanismos internos de controle no Ministério Público. Voltando aos sergipanos, eles não abdicaram dos cargos que já detinham, como querem fazer crer, mas apenas dos nomeados precipitadamente por Raquel Dodge, pois sabiam que não seriam confirmados por Aras nos postos que assumiriam somente em outubro. Criaram fake news e, vê-se, não mereciam a nova posição.

PAULO MELLO SANTOS

policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

Currículo

A justa crítica dos que apoiam o governo Bolsonaro não é por ele ter escolhido alguém fora da lista dos procuradores, mas por quem ele escolheu.

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

PACOTE ANTICRIME

Legítima defesa em pauta

Sempre leio com muito interesse e respeito os artigos do professor Miguel Reale Júnior, por sua notória competência e porque lhe sou eternamente grato pelo protagonismo no impeachment da petista Dilma Rousseff. No artigo Ilegítima agressão (7/9, A2) (https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,ilegitima-agressao,70003000439), o professor ataca a iniciativa do projeto do ministro Sergio Moro, argumentando que as “pretendidas alterações na legítima defesa surgem para proteção de maus policiais”. Ao justificar suas razões, discorre sobre o conceito jurídico de legítima defesa do artigo 25 do Código Penal, que, parece-me, considera mais apropriado que o do projeto Moro. No código, a defesa encetada por alguém só o isentará de responsabilidade se tiver reagido usando os meios necessários de forma moderada. Advogado, confesso ficar alarmado com os aspectos técnicos dessa figura jurídica vis-à-vis a realidade atual. Não sei como um juiz decidirá se uma reação de defesa foi moderada, nos dias de hoje. A interpretação envolve muito subjetivismo de quem julga e muita sensibilidade à realidade hodierna da prática criminosa. Esse dispositivo legal quase octogenário me faz lembrar o contexto da época em que o Código Penal foi promulgado, 1940. Naquela época nos dirigíamos aos policiais no tom respeitoso de “seu guarda”. Minha tia-avó chamada carinhosamente de tia Leka empunhando uma vassoura defendeu-se (legitimamente) de um ladrão surpreendido na sala de sua casa, no Jardim Paulistano. Com essa “arma” o acuou e entregou à polícia. Hoje os policiais enfrentam gangues pesadamente armadas, protegem-se com coletes à prova de bala. A coisa está séria. O crime modernizou-se e sofisticou-se. A tipificação da legítima defesa no vetusto Código Penal, de viés subjetivo, não mais devia ter lugar. Atirar pedras faz bem ao ego de quem as atira. Mas o que o professor Reale Júnior, expert em legislação penal, teria a propor como meio-termo entre a modernização do antigo conceito penal de legítima defesa e o do projeto Moro? Seu artigo não oferece tal valiosa contribuição. Uma pena.

FLÁVIO G. BELLEGARDE NUNES

flaviogonzaganunes@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Mais taxas e burocracia

A Prefeitura arrumou mais um jeito de tirar dinheiro das empresas, até dos profissionais liberais e outros que trabalham exclusivamente em escritórios virtuais e home office. Criou um tal cadastramento de gerador de resíduos sólidos (Decreto 58.701) e quem não fizer o cadastro até hoje, 9/9, estará sujeito a multa de R$ 1.639,60. Quanta burocracia! Já não basta a quantidade de taxas que pagamos à Prefeitura? E agora mais esta, além de mais custos com contabilidade? É o fim!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

“Destaques nas manifestações de 7 de Setembro organizadas por UNE, Ubes, centrais sindicais e políticos da oposição: ‘Fora Bolsonaro’ e ‘Lula livre’. A reforma trabalhista enfraqueceu os milhares de sindicatos e acabou com a mamata dos sindicalistas. A bola da vez é a UNE (e congêneres). Medida provisória institui a carteira digital gratuita para os estudantes, cortando a fonte de renda da UNE, defensora do mais ‘inocente’ dos salafrários deste país. Bolsonaro pode até ser um troglodita, mas às vezes acerta”  

J. A. MULLER / AVARÉ, SOBRE UMA NO CRAVO, OUTRA NA FERRADURA 

josealcidesmuller@hotmail.com

POLÍTICA DE EXCELÊNCIA

É muito bom perceber que o Congresso Nacional esteja demonstrando ação política de excelência, como há muito não víamos nesta terra tupiniquim. Refiro-me ao que ocorreu na semana passada, com a aprovação célere, na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), do relatório da reforma da Previdência e também da PEC paralela, que inclui Estados e municípios na reforma, do relator senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Isso permitirá liquidar a aprovação da matéria no plenário até o próximo mês. Tudo isso foi fruto de um diálogo político de alto nível, um exemplo a ser seguido, e urgentemente, pelo Planalto, desde que o presidente Jair Bolsonaro realmente pretenda ver este país no caminho do desenvolvimento econômico e social sustentável. Ora, é lógico que houve alterações desde o projeto aprovado na Câmara. Mas todas de ordem social, como com os benefícios a crianças carentes, os de pessoas com enfermidades degenerativas, o caso da pensão por morte de um salário mínimo para quem ganhe abaixo deste valor, etc. Desta forma, dos R$ 933,5 bilhões de economia em dez anos, o valor caiu para R$ 870 bilhões. Mas, se for aprovada também em plenário a PEC paralela, a economia em dez anos poderá chegar a R$ 945 bilhões, além de outros R$ 350 bilhões de economia em dez anos com a inclusão na reforma dos Estados e municípios. Foi um grande avanço.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A ECONOMIA DA REFORMA

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o relatório da reforma da Previdência com economia de R$ 870 bilhões em dez anos. Se considerarmos que a pretensão de economizar R$ 1 trilhão caiu para R$ 870 bilhões, alguém pode me informar para onde vai a diferença?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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TIRO NO PÉ

É incompreensível a alteração inserida na reforma da Previdência que determina a demissão do empregado público que continuar trabalhando mesmo após se aposentar pelo INSS (§ 13 do art. 37 da Constituição). É um tiro no pé do próprio governo! Não avaliaram as consequências, eis que todos perdem: Previdência Social, Orçamento federal, União. Atualmente todas as pessoas que trabalham em empregos públicos ou privados podem (e devem) continuar trabalhando após se aposentar. O custo de oportunidade para o caixa da União é excelente, por várias razões. Uma, por um lado, ao continuar trabalhando, os tributos recolhidos (Imposto de Renda e INSS, incluindo a parte patronal) decorrentes da continuidade do trabalho superam, em muito, o que o empregado recebe (do outro lado) de aposentadoria, sobre a qual também incide o Imposto de Renda. É o mesmo que dizer que a Previdência Social não tem qualquer custo com esse aposentado; ao contrário, tem superávit. Segundo, porque na maior parte das vezes esses empregados se aposentam em valores bem menores que o teto, geralmente algo entre 60% a 75% do teto. Como não existe a desaposentação (recálculo da aposentadoria), no momento em que pararem de trabalhar sofrerão a dura realidade de conviver com uma aposentadoria menor para o resto da sua vida. Ou seja, a continuação do trabalho depois da aposentadoria é um negócio da China para a Previdência e o Orçamento federal, sob todos os sentidos. E terceiro, se a ideia foi a de demitir empregados de estatais que se aposentarem após as novas regras, é por demais óbvio que eles não se aposentarão e o custo de oportunidade foi abandonado – com prejuízo para o Orçamento federal e a Previdência. Muitas vezes o óbvio surpreende mais que a realidade. Pensar fora da caixa dá nisso. Se é que ao menos pensaram. A respeito do assunto, confira-se o artigo A reforma da Previdência e a demissão de servidores que se aposentarem pelo INSS/RGPS: um tiro no pé.

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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SERVIDORES PREOCUPADOS

A tramitação do projeto de reforma da Previdência preocupa os mais diferentes setores. E os servidores públicos, por certo, não querem ser prejudicados em seus direitos e decidem requerer a aposentadoria. É mais uma demonstração de inconformismo, de não aceitar a imposição da área econômica do governo numa questão que tem como base a área social.

Uriel Villas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O TETO DE GASTOS

Lendo o editorial publicado no Estadão do dia 5/9, sobre o assunto da flexibilização do teto de gastos, fiquei com a sensação de que só o Congresso, sobretudo o sr. Rodrigo Maia, é que tem bom senso se opondo à mexida no teto. Lembro-me de que desde a campanha eleitoral de 2018, e após a tomada de posse do ministro Paulo Guedes, sempre se falou que era necessário cortar despesas, pois o Estado não tinha mais como pagá-las. Lembro-me de que Paulo Guedes sugeriu cortar expediente e, portanto, os salários de servidores públicos, e sua colocação não passou na Suprema Corte pois o lobby ali é muito forte. Está na hora, então, de o Congresso, encabeçado pelo sr. Rodrigo Maia, apresentar uma PEC para permitir mexer nos salários e benefícios de todos os servidores públicos, bem como no dos funcionários do Judiciário e dos senhores deputados, para que então o Congresso possa chamar para si essa conquista. Será que vão fazer isso? Duvido, porque sempre será mais fácil culpar o governo, como se tem feito todos os dias desde 1/1/2019. Quando é que este país vai mudar?

Alexandre Eduardo T. P. Duro

alexandreduro1@gmail.com

Salvador

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DURA TRAVESSIA

Foi deveras preocupante saber que “a Casa Civil e oficiais-generais das Forças Armadas” pressionavam pela flexibilização da regra constitucional do teto de gastos (Estado, 4/9). A situação das contas públicas segue preocupante, a carga tributária, talvez a maior entre os países “emergentes”, é sabidamente insuficiente em face do engessamento das despesas e, com tudo, a relação dívida-PIB só faz crescer. A propósito do tema, o jornal colheu as opiniões de Fabio Giambiagi, economista do BNDES, e de Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos (4/9, B3). O primeiro considera a flexibilização, mas somente após 2022, e a segunda ponderou que foi esse teto antipático que possibilitou a taxa básica Selic a 6% e cadente, o que é inédito no Brasil. Alinho-me com a última, para quem, antes de considerar o afrouxamento, há que reduzir as despesas estruturais, e, nesse sentido, consideraria prioritário que se fizesse: 1) ampla faxina em regras arcaicas e engessadas do funcionalismo; 2) o enxugamento da máquina pública, com extinção pura e simples de órgãos sabidamente inúteis; 3) venda de ativos, por exemplo, milhares de imóveis que só servem para sangrar a União; 4) combate ingente às fraudes, como as existentes no INSS, no Bolsa Família e em outros programas cheios de “furos”; e 5) venda de empresas estatais que haverão de render centenas de bilhões e aliviar este momento de recomeço, após a devastação promovida pelo furacão petista. Alternativas há para enfrentarmos esta dura travessia. Basta vontade política.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL SERVIL

O Brasil age como a mulher que apanha do marido mas leva a cerveja gelada toda vez que ele grita com ela. É absolutamente patético discutir, ao mesmo tempo, aumento do teto de gastos, volta da CPMF e o aumento do fundo partidário. Seria preciso uma revolução para impor as mudanças necessárias para o Brasil deixar de ser uma nação servil, escrava de seus políticos.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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UM FUNDO MAIS GORDO

Mais dinheiro público para abastecer a excrecência do fundo partidário foi aprovado por 263 votos contra 144, na semana passada, na Câmara dos Deputados. Parlamentares do PT e de seus partidos-satélites (PSOL e PCdoB), que se intitulam defensores da ética, não tiveram um mínimo de pudor e votaram favoravelmente a mais este absurdo. Depois são os primeiros a inflamar o povo contra cortes de verbas na educação e em outros serviços à população. O que falta para os “esquerdopatas” é vergonha na cara.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PRÓSPEROS

Nunca antes neste país o aumento do fundo eleitoral fez, como agora, as maiores empresas nacionais morrerem de inveja.

Moisés Goldstein

mg2448@icloud.com

São Paulo

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UM BOTE NO SEU BOLSO

É um escárnio este bote no dinheiro do contribuinte vindo dos parlamentares, chamado fundo eleitoral. Por que destinar tamanha fortuna aos partidos para se elegerem? Não basta ver que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito sem precisar desse fundo? A deputada estadual mais votada em São Paulo, Janaína Paschoal, também não se valeu deste dinheiro. Convém observar que o Partido Novo é o único partido que elegeu 8 deputados sem utilizar o malfadado fundo, e são os únicos parlamentares que fazem uma gestão coerente com seus discursos, olhando para os eleitores e para o Brasil. Se para se eleger o dinheiro do fundo foi dispensável, aonde querem chegar estes ladravazes? Acordem, brasileiros. Conheçam como pensa e age quem você elegeu. Eles não têm compromissos com o País.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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FUNDOS MILIONÁRIOS

Com efeito, num país com a economia no fundo do poço, causa espécie a aberração da existência de dois milionários fundos: um partidário e outro eleitoral. Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE

Como é do conhecimento geral, a Lei de Abuso de Autoridade foi clara e abertamente “sacramentada” por suas excelências da Câmara e do Senado. O fato é que a tal lei teve quase a metade de seus pontos indeferida pela Presidência da República. E, cá entre nós, Jair Bolsonaro até que foi econômico no facão. Ele deveria ter vetado pelo menos mais uns 20 itens da lei, porque, se aprovada na sua integridade, beneficiaria criminosos de toda ordem, políticos corruptos e por aí afora. Só para dizer o mínimo!

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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DERRUBAR O VETO

Quando da aprovação da Lei de Abuso de Autoridade na “calada da noite”, em “votação simbólica”, nenhum parlamentar precisou mostrar a cara. É chegada a hora dos que pretendem derrubar o veto presidencial, de fazê-lo ao vivo e a cores. Breve saberemos que é quem.

Jomar Avena Barbosa

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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A GAVETA DO DEPUTADO

Por que será que o projeto do foro privilegiado está “escondido” na gaveta do presidente da Câmara federal, Rodrigo Maia? A aprovação do de abuso de autoridade foi “relâmpago”. Muito suspeito!

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERGUNTA

Agora, que a matéria do abuso de autoridade está sendo regulamentada, qual situação seria tipificada: a ordem de prisão do ex-governador do Rio de Janeiro e sua esposa, decretada por um juiz acolhendo os fundamentos do Ministério Público, ou a liminar de soltura relâmpago expedida pelo desembargador de plantão?

Yvette Kfouri Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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PROBLEMA PROCESSUAL

A decisão da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a ação penal em que é acusado o ex-presidente da Petrobrás Aldemir Berdine, para que sejam apresentadas novas alegações finais na 13.ª Vara Criminal de Curitiba, pelo entendimento de que nos processos em que há delação premiada os réus delatados devem apresentar suas alegações finais após a apresentação dos réus delatores, pois as alegações finais destes podem conter acusações contra os delatados, criou um problema processual de difícil solução. A rigor, nas ações penais em que há delações premiadas, as alegações finais de todos os réus, delatores e delatados, podem conter acusações. Os delatores sustentando os termos de suas delações, para diminuir suas penas, e desse modo acusando os delatados, e estes procurando desconstituir as delações, e por isso tentando agravar as penas dos delatores. Quem as apresentará por último?

Reynaldo J. G. Busch

rjgbusch@hotmail.com

Limeira

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DINHEIRO RECUPERADO

R$ 1,06 bilhão mais R$ 1,6 bilhão resultantes da Operação Lava Jato irão para o combate ao desmatamento da Amazônia e para a Educação. Este feito deveria conferir o Prêmio Nobel ao Brasil ou a Sergio Moro!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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‘A AMAZÔNIA NÃO É SÓ NOSSA’

No artigo de Flávio Tavares (Estado, 6/9, A2), li e me choquei com a inconsistência. Se a Amazônia não é só nossa, por que o presidente francês, Emmanuel Macron, falou só do Brasil? O fogo está acontecendo só na Amazônia brasileira ou se propaga nas demais nações que têm florestas em seu território? Ele também defende que já houve reflorestamento na Alemanha. Pelo visto, o articulista nem sequer sabe o que seja o reflorestamento alemão. Procure ele por pássaros e insetos nas tais florestas alemãs. Vai cansar e nada encontrar. O que se preserva no Brasil é mata nativa, com todo o seu bioma protegido. O que se faz no Brasil é obrigar proprietários de terras a terem 20% de suas terras com matas nativas. Isso é cuidado, o resto é lorota e milonga. As queimadas não são exclusividade brasileira. América do Norte e Europa vivem suas queimadas também, e ninguém sai na crítica forte que só Macron fez, piorando quando afirma “notre maison”. Casa dele uma ova, a Amazônia que ele atacou é brasileira e não é a casa dele. Ou ele nasceu em Belém do Pará? O articulista ainda envereda pelo caminho de dizer que estaríamos sujeitos ao uso de usinas térmicas. Ele ignora que hoje ao redor de 10% da energia gerada no Brasil já é de origem eólica e que também estamos avançando na geração fotovoltaica. Ou seja, a índole brasileira é, e sempre foi, pela energia limpa. Quem usa e abusa de usinas térmicas e nucleares são os países europeus. Quem, além do Brasil, teve um Rondon, que ainda nos anos 10 desbravou a Amazônia protegendo e preservando o índio, e respeitando a cultura deles? Busquem outro país no mundo, excetuando-se os da África, onde tanto se preservou e se protege o índio? O visionário e profeta Paulo Carneiro, acadêmico e intelectual, provavelmente como a maioria dos intelectuais em geral, que jamais pisaram na Amazônia (e não se diga que ele esteve em Manaus e Belém, quero ver se ele fez o que fez Rondon) e pretendem ter soluções para algo que nem sequer conhecem, propôs a internacionalização da Amazônia em 1946. Como forma de preservar a hileia, e devemos nos dar conta de que em 2020 a Amazônia continua intacta, sem internacionalização, o Brasil tem feito tudo sozinho. Que raio de proteção Paulo Carneiro queria introduzir? Ele queria era a exploração da Amazônia, e é isso o que outros países desejam. Haja riqueza escondida naquelas plagas, ninguém é bobo a ponto de desprezar o que lá existe. Já nos roubaram a borracha, o que mais querem levar? Nióbio?

Abel Cabral

abelcabral@uol.com.br

Campinas

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DE QUEM É A AMAZÔNIA?

Não se pode esperar nada do atual governo em matéria de preservação da Floresta Amazônica, que há milênios é o lar dos índios, seus preservadores e legítimos donos. Fonte da água que mata a sede dos brasileiros e irriga toda a nossa agricultura, suas árvores são nossa riqueza natural. Somos incapazes de administrar sequer nosso Brasil urbano e precisamos de um Conselho Tutelar que nos impeça de destruir nossa mãe amazônica.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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STAND-UP

Diariamente, o povo brasileiro tem a alegria de “saborear” as profundas falas do presidente Jair Bolsonaro. Cheias de grosserias e desconstrução de seus desafetos, os ouvintes deliram com a audiência. Não deixa de ser uma boa maneira para o trabalhador começar mais um dia de labor. Muito divertido o “stand-up” do presidente. Parabéns!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CASO QUEIROZ

Sobre a matéria Mesmo exonerado, Queiroz demitiu ex de miliciano do gabinete de Flávio, diz MP (Estado, 5/9), por que ele ainda não foi intimado?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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RIO DE JANEIRO

Há anos o que lemos e ouvimos na mídia são os crimes, desordens e decadência do Rio de Janeiro. Eu gosto muito daquela cidade, fui para lá muitas vezes nos anos 60, quando andávamos na rua à noite sem qualquer preocupação de segurança, mas já não vou ao Rio há anos, e vejo todas as notícias que nos alcançam diariamente. Para minha surpresa, um casal de amigos que mora no Chile passou alguns dias naquela cidade e me deu notícias surpreendentes e completamente diferentes. Ruas limpas, inclusive no centro, transporte público bom, tudo funcionando direito, o Museu do Amanhã belíssimo e bem cuidado e as pessoas gentilíssimas. É verdade que as notícias de crimes vendem, mas não dá para falar do que há de bom naquela cidade? Às vezes, eu sinto que também a mídia tem de se olhar no espelho e recordar o que é, efetivamente, seu objetivo de informar sem viés esta nossa realidade.

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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UM ACORDO BOM PARA QUASE NADA

O Irã anunciou que começará de imediato a construir centrífugas para enriquecimento de urânio, o que o colocará em curto prazo em condições de produzir uma bomba atômica. O que se deduz disso? Ora, o Irã começou a desrespeitar o acordo só em julho deste ano e em menos de seis meses terá urânio enriquecido em quantia suficiente para seus armamentos nucleares. Isso demonstra o quão inócuo foi, mesmo, o acordo nuclear com o Irã em termos de afastar o maior financiador de terror e de conflitos no mundo de suas almejadas armas de destruição em massa. Esperemos que o próximo acordo a ser negociado com os EUA atinja os seus objetivos de forma adequada.

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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