Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Opinião descabida

Devemos sempre deixar claro a quem quer que seja que não se afronta a democracia impunemente. Não importa quem seja: filho do mais humilde brasileiro (com todo o respeito ao humilde brasileiro) ou filho do presidente da República (aí já não com tanto respeito, porque um pai tem a obrigação de mostrar ao filho os limites e parece que Jair Bolsonaro não fez isso, ao que parece, até estimula que os limites sejam ultrapassados). Não tem cabimento um medíocre e despreparado vereador meter-se a dar declarações sobre se a democracia atingirá os objetivos de que o Brasil precisa. Esse vereador deve calar a boca e se dedicar a estudar e a se preparar, aí verá que democracia não se faz pela vontade de um, mas da maioria, quando se estabelecem as prioridades e se buscam os recursos necessários para tal. Não cabe a um quase analfabeto em ciência política tentar ensinar ao Congresso e ao Supremo Tribunal o certo e o errado. Esse senhor não tem a mínima noção de responsabilidade cívica, ou ainda nada conhece de História para constatar que posições impostas de cima para baixo não vingam e só causam prejuízos à Pátria. Ele que entenda isso e se dedique a trabalhar para o progresso e o desenvolvimento do Brasil, e não a criar discussões inúteis que só atrapalham este governo, estabelecido pela vontade do eleitorado, mas que, ao que parece, não está fazendo jus à confiança de quem o elegeu.

CÉLIO MELLO

celiomello02@gmail.com

Curitiba


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Roda fora do eixo

O vereador Carlos Bolsonaro bisonhamente culpou a imprensa por supostamente ter deturpado sua cristalina declaração contra a democracia. Depois usou uma metáfora, da roda girando no próprio eixo, para justificar sua infeliz declaração. Em 1964 a roda girou fora do seu eixo e pagamos o preço de 21 anos de autoritarismo, com todas as suas nefastas consequências, até voltarmos à normalidade que tanto incomoda o filho do presidente da República.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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Declaração infeliz

A propósito da fala infeliz de Carlos Bolsonaro, vale refletir que a democracia sem democratas é como um avião sem piloto, ou seja, não decola ou não é capaz de implementar as mudanças de que a sociedade precisa, por meio do diálogo e da negociação, sem sectarismos e extremismos. A democracia, como os direitos humanos, é uma conquista humana, constantemente sob ameaça pelos excessos retóricos tanto à direita como à esquerda do espectro político.

AIRTON REIS JÚNIOR

areisjr@uol.com.br

São Paulo


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É urgente que Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro parem de dar declarações polêmicas, para evitar desgaste e insegurança no governo. Essas manifestações absurdas já ultrapassaram o limite do razoável, irritando não só a classe política, mas a sociedade e, principalmente, os aliados desta administração.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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Perguntar não ofende

Será que para o presidente Bolsonaro agora o que vale é o Brasil acima de tudo e os filhos acima de todos?!

AURÉLIO QUARANTA

relyo.quar@gmail.com

São Paulo


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Pode um político em licença não remunerada sofrer cassação de mandato por pronunciamento indevido?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Precisa desenhar?

Novamente vem o governo falar em aumento de impostos, desta vez na reedição da CPMF, de 0,40% para depósitos e saques. Já ficou demasiado cansativa essa conversa! Qual foi o quesito que este governo não entendeu? Que o “principal” problema econômico e financeiro do País, que impede o seu crescimento, é justamente o custo dos impostos embutidos nos preços dos produtos? Aliás, “comprovadamente”, uma carga de impostos das mais altas do mundo! A estrutura do governo é que tem de ser reduzida. Drasticamente. Sob pena de, alguns meses à frente, ouvirmos “novamente” a mesma ladainha: mais impostos. Chega! O Brasil não aguenta mais impostos!

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo


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Excrescência

É de lamentar termos pessoas tidas como inteligentes e sábias usando argumentos tão impróprios e vazios para defender suas ideias ou proposições. Para justificar a volta do odioso “imposto do cheque” o ministro Paulo Guedes disse que Netflix e semelhantes vão pagá-lo. Ora, se tais empresas não pagam os tributos que todos nós pagamos, criem-se impostos para elas, não para nós. A CPMF é de uma excrescência tal que, ao pagar outros impostos, teríamos de pagar também esse. Para pagar um imposto ser obrigado a pagar outro?! Só aqui mesmo. Ademais, como estão inovando e a CPMF será paga tanto por quem paga como por quem recebe, pergunto: no pagamento do imposto, a entidade pública que o recebe (União, Estados, municípios) também vai pagá-lo? De há muito, no Brasil, quando se quer criar ou aumentar impostos, fica um jogo de mentiras, com um ou outro político se dizendo contra. Como talvez seja combinado entre eles, no final o novo imposto ou aumento de um já existente acaba vindo mesmo. Ainda que “por estrita margem de aprovação”. Por isso, mesmo com todos os malefícios que lhe são correlatos, podemos esperar que essa “nova” CPMF virá, ainda que Bolsonaro e Rodrigo Maia se digam contra.

HUGO JOSE POLICASTRO

hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos


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Sem palavra

Mais uma bravata do nosso “ínclito” presidente Bolsonaro. Desde seu discurso de candidato, prometeu que não haveria CPMF. E agora se propõe uma taxa de 0,4% sobre os saques e depósitos em dinheiro. Palavras e promessas não cumpridas!

ARTUR TOPGIAN

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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CORREIOS

Momento propício

Conforme divulgado na mídia, os funcionários dos Correios resolveram entrar em greve geral. Na minha opinião, não existe momento mais propício para a equipe econômica do governo dar início ao processo de privatização dessa estatal.

JOSÉ ROBERTO VIEIRA

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo


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“O ministro Paulo Guedes chegou com boas ideias e propostas e acaba caindo na armadilha da reedição da famigerada CPMF. Será que se estaria preparando para abandonar o barco?”


JOSÉ YARYD / SÃO PAULO, SOBRE O ODIADO ‘IMPOSTO DO CHEQUE’

yaryd@uol.com.br

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“Se nenhum grande país utiliza imposto como a famigerada CPMF, por que o governo brasileiro quer reinventar a roda? Não seria mais fácil e simples, implantar o IVA municipal, estadual e federal, como nos países desenvolvidos?”


MILTON BULACH / CAMPINAS, IDEM

mbulach@gmail.com

A PERTURBAÇÃO DOS BOLSONAROS


O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, teve a quem puxar ou sofre de esquizofrenia. Com suas desajustadas e horrendas declarações, ele se superou dizendo que o Brasil não terá as transformações almejadas por “vias democráticas”. Um absurdo, uma afronta à Nação. Estarrecido, o presidente em exercício Hamilton Mourão respondeu que a “democracia é fundamental”, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que despreza a manifestação do vereador. Todos sabem que o presidente Jair Bolsonaro é um idólatra de ditadores – e até de torturadores –, o que não é “fake news”. Certamente, seu filho Carlos aprendeu em casa a sua vocação em favor de regimes autoritários. Porém, se o Brasil não alcançar o desenvolvimento econômico e social necessário na atual gestão, será por culpa exclusiva do presidente, que no lugar de governar prefere promover crises internas e externas e tem nulo tato para dialogar com o Congresso. Ademais, prefere salvar seu filho senador, Flávio, de uma investigação por suposto ato ilícito, e tomar a medíocre decisão de indicar para a embaixada dos EUA, num puro ato de nepotismo, um zero à esquerda em diplomacia, seu filho o deputado Eduardo Bolsonaro. Se, felizmente, estamos aprovando a reforma da Previdência, a medida provisória da Liberdade Econômica, a lei de Abuso de Autoridade e a reforma tributária, a caminho, diferentemente do que pensam o presidente e seu filho Carlos, é porque o Congresso Nacional está funcionando à plena luz da democracia. É lamentável e inédito na nossa história republicana que a própria família de um presidente ande perturbando o País.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘FLERTE COM O GOLPISMO’


A propósito do contundente editorial Flerte com o golpismo (11/9, A3), cabe, por oportuno, citar Bertolt Brecht: “A cadela do fascismo está sempre no cio”. Cuidado, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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HISTÓRIA


Carlos Bolsonaro foi bom aluno e estudou a História do Brasil. Sob o Estado Novo e no ciclo dos governos militares, particularmente sob Médici, o Brasil alcançou crescimento do PIB jamais igualado em quaisquer outros períodos, inclusive naqueles cantados, em prosa e verso, como democráticos. São fatos históricos e, como tais, devem ser ensinados e lembrados.


Dilermando Wiegmann Sanches cataro22@yahoo.com.br

Curitiba


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NADA CONTRA


Realmente, dez meses para aprovar uma reforma (a da Previdência) é demais. Nosso Congresso anda a passo de tartaruga. Assim, em quatro anos, conseguiremos o feito de aprovar cinco reformas, se tivermos sorte. Foi isso o que Carlos Bolsonaro quis dizer. Nada contra a democracia, e sim contra a morosidade dos nossos congressistas.


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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DESPREZO PELA DEMOCRACIA


A deputada federal pelo PT Maria do Rosário postou recentemente em seu Twitter: “A fraude Lava Jato produziu golpe contra Dilma, prisão ilegal de Lula, acabou com economia nacional, jogou milhões no desemprego, criou fascistas de verde-amarelo e fraudou eleições de 2018, p/Presidência. Tem que anular a eleição presidencial. O Brasil é melhor q essa fraude!”. Bem, é verdade que a fala do vereador Carlos Bolsonaro atentando contra a democracia tem um peso muito maior na opinião pública, por ser filho do presidente, do que as afirmações grotescas da deputada. Entretanto, é preciso ficar claro que declarações como esta de Maria do Rosário são tão descaradamente ofensivas aos valores democráticos quanto as do vereador, e merecem igual repúdio.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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COERÊNCIA


Em que pese toda a insensatez embutida na declaração de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, ao opinar que o Brasil não se transformará como desejado, na velocidade necessária, por vias democráticas, merece registro, entre as várias reações ao inoportuno posicionamento, a do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, ao se manifestar pela imprensa e afirmar que todo agente público investido de poder, como ele, é obrigado a “refletir e tomar muito cuidado com o que diz”, além de argumentar que a “conta de nossas frases é paga pelo povo mais pobre”. Será que o nobre parlamentar, no exercício de um dos mais importantes cargos do sistema político brasileiro, pensou nos mais necessitados ao emitir, também pela mídia, o ponto de vista de não ser exagero dobrar o valor fixado do velhaco fundo eleitoral destinado a financiar campanhas nas próximas eleições municipais, que, então, atingiria quase R$ 4 bilhões? Fica a dúvida sobre a coerência.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


Não tenho procuração do sr. Carlos para defendê-lo, pois não coaduno com suas principais ideias e opiniões. Porém, neste episódio atual, creio que muita gente esteja precisando voltar aos bancos escolares para estudar interpretação de texto, para entender o sentido da frase. Digo isso porque, no final de 1990, após o Plano Collor, fui convidado pela repórter da época Denise Campos de Toledo, na Rádio Eldorado, do Grupo Estado, para participar do programa matinal dela. Lembro-me de que umas das perguntas que me fez foi se, para o Plano Collor dar certo e o Brasil voltar a crescer, a continuidade das reformas não deveria prosseguir, tais como a tributária, a previdenciária, a trabalhista, a política, a de Estado, etc. Minha resposta em 1991: “Diferentemente do Chile, que fez numa tacada só essas reformas, com Pinochet, e graças a elas o país cresceu até hoje em média aproximadamente 4% ao ano, tendo atualmente o dobro de nossa renda per capita, no Brasil, na democracia, vamos demorar muitos, muitos anos, ou elas podem até não sair”. Infelizmente, o que eu disse em 1991 não deu outra, estamos discutindo até hoje aquelas reformas. Então, para os mal intencionados que agem de má-fé ou são obtusos, o que o sr. Carlos quis dizer e que pessoas esclarecidas já sabem foi exatamente o que eu disse em 1991. Na democracia – vide o Brexit –, as decisões não fluem, e no Brasil pior ainda.


Eduardo Santalucia santalucia.eduardo@uol.com.br

São Paulo


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A REAÇÃO DO SENADO


Chegou a ser tocante a manifestação de “desprezo” do ínclito presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela declaração infeliz do filho do presidente, Carlos Bolsonaro. Agora ele deveria imaginar o que ele provoca não permitindo “democraticamente” a divulgação do ganho dele e de seus colegas do Senado.


Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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DESPREZO


Presidente David Alcolumbre, nós, brasileiros, também temos desprezo pela sua atitude de arquivar o pedido da CPI da Lava Toga e o pedido de impeachment dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli.


Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo


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POR QUE, PRESIDENTE?


Qual o motivo da não abertura da CPI da Toga? Sr. Davi Alcolumbre, como presidente do Senado, o sr. tem obrigação de informar aos brasileiros quem impede essa providência.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo


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CPI LAVA TOGA


Flávio Bolsonaro pede para senadores retirarem apoio à CPI da Lava Toga (Estadão, 9/9). Os senadores têm de fazer prevalecer o apoio à CPI e contrariar a vontade do rei das rachadinhas!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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OS INTERESSES DO JUDICIÁRIO


O senador Flávio Bolsonaro faz pressão para evitar a CPI de análise do STF. Por quê? O segredo está oculto em interesses do próprio, porque o Brasil deseja medidas corretivas contra ações de determinados ministros do STF. Caso não prospere a CPI, os brasileiros dirão de boca cheia que o Senado da República encolheu perante interesses do Judiciário. Ou não?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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ACORDÃO


É o tal “pacto dos poderes pelo Brasil”. Uma senadora retirou sua assinatura... Olha o “acordão” aí, gente!


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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RÉQUIEM


Como diz o velho ditado, “roupa suja se lava em casa”. Por isso, no Senado, parece haver um grande acordão para “enterrar” a Lava Toga. Não tem jeito, Davi Alcolumbre é um legítimo aprendiz de Renan Calheiros.


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O SUPREMO DE HOJE


Logo após a eleição de Jair Bolsonaro, o PT reuniu sua executiva e a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, afirmou que a eleição foi resultado de um processo “eivado de vícios e fraudes”, aquilo que a então senadora Fátima Bezerra chamava de “gópi”. “Gópi” ou golpe é o que vem ocorrendo gradativamente por obra do STF. Defensor maior da Constituição, ele tem agido de forma a violar a Carta Magna sobrepondo-se aos demais Poderes, usurpando-os. O STF julga, investiga, legisla, atua como Executivo, chegando a impedir a extinção de conselhos, que proveria o enxugamento da máquina estatal. Suas próprias decisões nem sequer encontram respaldo em seus próprios precedentes. Seus atos têm se revestido do mais nefasto totalitarismo. É tempo de dar um basta! CPI da Toga já!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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DEUS ACIMA DE TUDO, STF ACIMA DE TODOS


O STF se intromete em tudo e decide sempre de acordo com a interpretação, digamos, muito particular, dos seus 11 ministros. E pior, resolvem em nome de uma população de 210 milhões de brasileiros calados.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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FAXINA


Já não é de hoje que por vezes constatamos decisões estapafúrdias e esdrúxulas da nossa Justiça. Isso ocorre não apenas por inapetência de seus quadros, mas também pela corrupção que – vou me ferrar – também existe no meio jurídico. Precisamos, sim, de meios e até de armas para que não fiquemos presos às suas decisões. Sou a favor da Lava Jato, mas precisamos de uma faxina no Poder Judiciário. Eles não são os “donos da razão”. São simplesmente os responsáveis por atender e cumprir a Constituição e o nosso Estado Democrático de Direito.


Edmir de Machado Moura negrinho10@hotmail.com

São Paulo


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INVESTIGAÇÃO


Tão ou até mais importante que a Operação Lava Jato é a chamada CPI da Lava Toga. Isso porque, como julgadores – se assim podemos considerá-los –, os ministros do Supremo tomam decisões que podem até ser questionáveis, mas não a ponto de serem contraditadas inúmeras vezes, por instâncias diferentes, sem a mínima consideração pelo povo, em geral, ou por quem paga os holerites invejáveis que auferem.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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A TRANSPARÊNCIA E O RESPEITO


O Supremo Tribunal Federal (STF), outros tribunais, o governo e o Parlamento não carecem de auditoria, pois são instituições, criadas por leis exaustivamente elaboradas e titulares de funções claras e bem definidas. Mas não ocorre o mesmo em relação aos seres humanos que os integram, todos portadores de virtudes, culturas, ligações, sonhos, medos e até fraquezas inerentes à espécie. No caso específico do STF, seria preciso verificar se a decisão de seus membros cumpre a Constituição e o ordenamento jurídico pertinente para, em havendo algum problema, fazer a reforma, como já ocorre em primeira e segunda instâncias. É habitual a contestação de decisões dessas autoridades. Deveriam elas – independentemente da sua importância – ser as principais interessadas em manter a transparência e a clareza sobre suas ações. Até as CPIs, como a da “lava toga”, deveriam ser utilizadas para esclarecimentos, e jamais por motivação política. Talvez esteja nelas a grande oportunidade de discutir e encaminhar soluções. Lutar contra pode deixar a impressão de que há coisas a esconder.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU?


O filho do ex-ministro Edison Lobão foi preso pela Polícia Federal na 65.ª fase da Lava Jato (Lava Jato 65 mira Lobão e prende seu filho Márcio por propinas de R$ 50 mi em Belo MonteEstadão, 10/9). Cá entre nós, pelos antecedentes, se o pai desse “menino” fosse um tubarão, dizia-se que filho de peixe peixinho é, mas como o pai é Lobão, é normal que filhote de lobo lobinho seja. Sem ironia, por favor!


José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo


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LOBINHO


Segue o líder, bata na porta dos três porquinhos na certeza de lauto jantar.


Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo


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NOS TEMPOS DO PT


Sobre a matéria Filho de Lobão lavou em obras de arte R$ 10 mi de propinas, diz Lava Jato (Estadão, 10/9), as roubalheiras dos antigos sócios do PT, gradativamente, vêm à tona. Neste caso, o filho de um ex-ministro tentou escamotear o produto da rapinagem do pai por meio da compra de obras de arte. Esquema muito manjado, mas, entre muitos outros, não escaparam das investigações da Polícia Federal. A forma de governo que existia no Brasil durante os governos petistas seria mais bem definida como República Cleptocrática. Baseados nos muitos processos legais após julgados, os estudiosos do fenômeno terão riquíssimo material disponível para a defesa de dissertações ou teses de mestrado e doutorado sobre a corrupção que foi praticada por muitos nas mais variadas formas possíveis, no que apenas o céu era o limite. Também se propõe a reedição, com dados atualizados, do Pequeno Dicionário da Corrupção Petista.

               

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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IRMÃOS METRALHA


Nunca antes neste país vimos um ex-presidente tão enredado em roubalheira quanto aquele que se intitula o “mais honesto” cidadão brasileiro. Os irmãos metralhas das HQ tornaram-se personagens reais com a denúncia (mais uma) de Lula da Silva e de seu irmão Frei Chico, que recebeu mesada de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês, de 2003 a 2015. Com mais esta denúncia, só os “babacas” podem vociferar “Lula livre”.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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NOVA DENÚNCIA


Imaginem se Lula não fosse o homem mais honesto do Brasil!


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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A VOLTA DA CPMF


volta da CPMF é um bom negócio para o governo e é péssimo negócio para o Brasil. Paulo Guedes pretende tirar R$ 250 bilhões do Brasil que trabalha, produz, gera emprego e paga a maior carga tributária do planeta e colocar esse dinheiro nos cofres do governo para pagar auxílio-paletó, fundo partidário, emenda parlamentar, lavagem dos carros oficiais e outras coisas que não agregam nada. Se o ministro da Economia esgotou seu repertório e insistir na volta desse imposto, ele deveria ser sumariamente demitido pelo presidente Bolsonaro.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FALTA DE IMAGINAÇÃO


O tributo sobre movimentação financeira perdurou por 11 anos e foi um sucesso de arrecadação. Por ter uma alíquota razoavelmente baixa, acostumamo-nos a pagá-lo, mesmo nas operações tidas como informais. Os senadores daquela época não deveriam ter posto fim na sua cobrança. Sugerir o seu retorno, sem antes discutir a reforma tributária, demonstra o desespero e a falta de imaginação da equipe econômica.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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GUERRA NO ORIENTE MÉDIO


O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou um plano de anexação da Cisjordânia ocupada, e isso poderá ser visto como declaração de guerra no Oriente Médio. O Irã está construindo uma base militar na Síria para atacar Israel. O governo teocrático dominado pelos xiitas conta com o apoio do Hezbollah, que, no Líbano, controla uma fábrica de mísseis guiados que está dividida em quatro seções: produção de motores, garantia de qualidade, fabricação de explosivos para ogivas e logística. É alto o risco de uma confrontação militar nos próximos meses com apoio indireto, em lados opostos, dos Estados Unidos e da Rússia.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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A MENTIRA


Abadeh é um lugarejo localizado na província fértil de Fars, no Irã. Trata-se de um lugar onde não costuma haver muita coisa além de um vento ameno e produção de tapetes. Assim, a surpreendente revelação de Netanyahu de que Abadeh tem servido como local secreto onde os persas têm trabalhado diligentemente para produzir suas bombas atômicas é uma grande notícia. Simplesmente, a alegação dos aiatolás sobre suas finalidades civis para o programa nuclear não combina com esta sua operação em instalações secretas “abadeianas”. O acordo assinado a respeito e a não proliferação nuclear foram para o espaço. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) forçosamente terá de iniciar investigações. A flagrante violação do acordo não deve importar muito para Rússia, China e Coreia do Norte. Talvez não seja tão grande novidade para os EUA. Mas a mentira atual e constante da República Islâmica deve endurecer significativamente a posição da Europa a respeito. E justo quando as conversações no final deste mês com os americanos talvez começassem em paralelo à Assembleia-Geral da ONU. É uma pena, mas Disney, a contragosto, talvez tenha de encontrar outro fornecedor de tapetes para Aladdin.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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MAL DO SÉCULO


É estarrecedora a notícia de que a cada 40 segundos uma pessoa no mundo se suicida por estar sofrendo de depressão, ansiedade e síndrome do pânico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que ainda confirma que a depressão é uma das doenças que mais cresceram no Brasil nos últimos anos, atingindo mais de 11 milhões de pessoas. Sentimento e sensação de intranquilidade, medo, fobia ou receio. O estado emocional diante de um futuro incerto e perigoso no qual o indivíduo se sente impotente e indefeso. Ou, ainda, sofrimento físico e psíquico, aflição, angústia, nervosismo. Por isso, pais ou responsáveis precisam ficar atentos. Sabemos que isso acontece por causa da correria que muitos vivem em razão da vida profissional, pela relação intensa com a internet e pela dificuldade na relação e no convívio familiar. A ansiedade faz parte do ser humano desde o momento em que saímos da barriga da mãe. Choramos desesperadamente por “ene” motivos, entre eles por fome e a ânsia pelo leite materno. Ao longo da vida, crescemos, aprendemos, evoluímos e o sentimento ansioso continua sempre conosco. Isso é natural do ser humano. Tão comum, que passaram a não ser mais aceitos como “pontos fracos” uma perda na família ou a separação dos filhos. Afinal de contas, quem não é ansioso? E tem como não ser ? E a situação econômica do País, que, como dizem, “não tá fácil pra ninguém”? O Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo e é o quinto em incidência de depressão. É o campeão da América Latina, com 9,3% da população com algum tipo de transtorno ligado à ansiedade, tornando-se este o mal do século. No Brasil, a taxa é três vezes superior à média mundial. Outro mal “do século” é a depressão: segundo a OMS, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos. Os números levam o Brasil ao patamar de país mais deprimido e ansioso da América Latina. Com isso, o uso de antidepressivos quase dobrou no País nos últimos cinco anos. Nestes casos, cautela e compreensão dos familiares ajudam muito a pessoa doente.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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