Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2019 | 03h00

REFORMA TRIBUTÁRIA

Jabuticabal

A reforma tributária é a bola da vez, imprescindível e urgente. A procura por uma solução deve passar por uma racionalização saneadora. Impossível não admitir a existência de várias jabuticabas que infernizam a vida das empresas. Tentar resolver essa travessia do Mar Vermelho reintroduzindo uma jabuticaba como a detestável CPMF, rebatizada, foi uma péssima ideia. Fala-se também em eliminar os JCPs – juros sobre o capital próprio –, outra jabuticaba. Antes de sairmos às ruas clamando por sua extinção, vale lembrar que foi um artifício para atenuar os efeitos da não correção dos balanços. Os JCPs visam a diminuir o valor tributável, sujeito à mordida leonina, via Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Acontece que, ao longo dos anos, a falta de correção dos balanços fez com que, em vários casos, as empresas apresentassem um lucro distorcido (para cima) e, consequentemente, fossem tributadas em excesso. De jabuticaba em jabuticaba, corrigindo distorções e introduzindo outras, para satisfazer o apetite arrecadatório – justificado pelo nosso drama fiscal –, esse assunto merece mais estudo e menos retórica.

ALEXANDRU SOLOMON

asolo@alexandru.com.br

São Paulo


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FINANÇAS PÚBLICAS

Miserê

Simplesmente surreal o conteúdo do áudio vazado de reunião do Ministério Público de Minas Gerais em que o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos choraminga pelos R$ 24 mil líquidos (!), fora os penduricalhos, que recebe de salário. “Um salário relativamente baixo, sobretudo para quem tem filhos. Como o cara vai viver com R$ 24 mil?”, lamuriou-se. Esse procurador não é caso isolado. Muitos como ele parecem viver num país de fantasia, esquecendo que integram aquele 1% que está na cúpula da pirâmide social, num contexto de crise econômica quase estrutural e num momento em que Minas Gerais tenta de tudo para se recuperar da devastação imposta a seus cofres, arrasados por administrações pretéritas corruptas e inconsequentes. Num país onde dezenas de milhões sobrevivem com menos de um salário mínimo – que já é baixo – e cerca de 24 milhões estão desempregados, subempregados ou desalentados, sem renda alguma para a subsistência, é lastimável que alguém a ocupar posto de tanta proeminência e recebendo tão gordos estipêndios seja egocêntrico a ponto de ignorar tudo o mais e olhar só para o próprio umbigo, dando de ombros para o verdadeiro “miserê” da imensa maioria do povo, que – pelos impostos que paga – sustenta suas regalias. Lastimável.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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CORREIOS

Greve

Mais uma greve nos Correios, empresa que já encheu os brasileiros de orgulho e de alguns anos para cá é motivo de raiva e decepção. Eu falo há anos que somente existem duas opções: ou se privatiza ou se quebra o monopólio. Chega de a população ficar à mercê desses sindicalistas boas-vidas.

MOYSES CHEID JUNIOR

jr.cheid@gmail.com

São Bernardo do Campo


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Privatização já

Os funcionários dos Correios estão em situação similar à dos bancários, fazem greve e ninguém percebe. Por que não aproveitar a ocasião e privatizar logo, a toque de caixa mesmo, esse antro histórico de corrupção?

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo


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GOVERNO BOLSONARO

Alerta

Quero relembrar aos Bolsonaros que mais da metade dos votos obtidos pelo chefe da família em 2018 teve origem antipetista. Se eles continuarem com as absurdas e tragicômicas declarações e mensagens digitais, tenham a certeza de que, ao final do mandato do presidente, ou até antes, sua popularidade e a possibilidade de reeleição estarão próximas de zero. O que ainda mantém alguma esperança é a atuação de ministros do porte de Sergio Moro, da Justiça, e Paulo Guedes, da Economia.

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

Santo André


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Pilares

O Brasil não elegeu apenas Jair Bolsonaro, ou melhor, representativamente, aos olhos dos seus eleitores menos truculentos e fanáticos, o presidente da República foi transfigurado, como na mitologia, num ser de três cabeças. As outras duas, claro, são as dos atuais ministros Paulo Guedes e Sergio Moro.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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HORIZONTE SOMBRIO

‘Quero que tenham pânico’

Greta Thunberg, uma menina sueca de apenas 16 anos, mobiliza a Europa para a defesa do meio ambiente. Em Davos, disse ela: “Não quero que tenham medo, quero que tenham pânico”. Ampliando o alerta de Greta: as questões ambientais estão pondo em risco a sobrevivência da humanidade; novas tecnologias aumentam o desemprego e o desnível na distribuição da riqueza, favorecendo os bens formados intelectualmente e provocando o aumento da pobreza. Os pobres passarão a viver de esmolas, isolados dos recantos de prosperidade por muros, para que não enfeiem a paisagem ou perturbem a ordem com sua presença incômoda, espelhando a sua situação de desemprego e penúria. As instituições democráticas não permitem mais razoável representação dos povos, por motivos que vão da deficiente formação intelectual dos eleitores ao uso de propaganda que atende aos interesses das classes dominantes, e não às necessidades do povo sofrido; além da parcela de políticos medíocres e corruptos. Por fim, é preciso considerar a não existência de recursos para atender a todas as expectativas de consumo e emprego. O povo está sendo enganado. Novo estilo de vida, menos consumista, se impõe. É imperioso que se construam mecanismos que façam chegar a todos, ao menos, parcelas da produção que possibilitem uma pobreza digna, com o atendimento das necessidades básicas das pessoas. Essa é a missão dos Estados e das sociedades livres e justas. Debates serão necessários na busca de um consenso democrático. Caso nada seja feito, é provável a ocorrência de confrontações entre os que detêm a maior parte da riqueza e as multidões que já quase nada têm, nem emprego, comida, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, segurança, sonhos, esperanças... As difíceis soluções não estão só na política, na economia e nos Poderes e nas instituições republicanas, mas também, de forma decisiva, na prática moral da solidariedade, espaço a ser ocupado pelas religiões e pela educação integral de qualidade, para todos.

EURICO DE ANDRADE N. BORBA

eanbrs@uol.com.br

Caxias do Sul (RS)

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“O Brasil está quebrado, todo mundo no maior sacrifício, e o Congresso, com seu fundo eleitoral, querendo viver no paraíso. Menos, por favor!”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE OS PRIVILÉGIOS PARA PARTIDOS E PARLAMENTARES BANCADOS PELOS IMPOSTOS PAGOS PELA POPULAÇÃO BRASILEIRA

luiz.frid@globomail.com

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“Está mais do que na hora de ela ser investigada a fundo”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE DILMA ROUSSEFF ESTAR SENTINDO A PRESSÃO DAS ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO DE SEU EX-MINISTRO ANTÔNIO PALOCCI, EM DELAÇÃO PREMIADA

robelisa1@terra.com.br

É DO BRASIL


Embora tenha custado a cabeça do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, por ter se antecipado na defesa do imposto ou ter sido usado como balão de ensaio, existem várias evidências de que o governo Bolsonaro pensa ou pensou na volta da CPMF. Em outra frente, no mesmo momento, negocia o aumento do fundo eleitoral de R$ 1,87 bilhão para R$ 3,7 bilhões. Uma pessoa menos avisada, com certeza, pensaria que as duas propostas são de países distintos, tamanha é a incoerência, mas ambas são daqui, do Brasil, mesmo.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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A RESSURREIÇÃO DA CPMF


Não resta a menor dúvida de que os cofres públicos estão depauperados depois de tanta roubalheira nos últimos 20 anos.  Como o governo não tem peito para enfrentar as nobres excelências de todos os poderes e cortar suas mordomias, quem será penalizado, mais uma vez, será o povo otário que mal consegue colocar na mesa o trivial arroz, feijão e bife, mas tem de sustentar lagostas, bebidas finas, dentes novos para exibir sorrisos debochados e belas cabeleiras ensebadas, quando não as manteúdas. Então estamos sob a ameaça da ressurreição da famigerada CPMF, é claro, sob um novo nome, bonito, empolado, até porque alguém, para justificar o assalto, afirmou debochadamente que “nem vai doer no bolso”. Acaso estamos na idade média e somos todos bobos desta corte corrupta?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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IDEIA DE GUEDES


A nova CPMF não passa no Congresso, mas, se passar, todo mundo vai tirar o dinheiro do banco antes de sua implementação e pagar tudo com dinheiro vivo... Um imposto reinventado por banqueiro de investimento. Paulo Guedes, tchau!


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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TRAIÇÃO


A ideia da volta da CPMF representa uma traição ao eleitor. Sua implantação é apenas uma solução simplista do governo para seu problema atual de arrecadação. Como o foi na época de dr. Adib Jatene, defendendo a criação deste imposto para justificar a construção de hospitais pelo País. Mas do que foi feito na ocasião todos nos lembramos. Sinceramente, o que precisa ser feito é um verdadeiro corte de despesas e reordenamento dos gastos gerais. Até o momento só assistimos ao governo se esquivar. Reduzam a quantidade de impostos para dois ou três, no máximo. Isso, sim, pode tornar o País viável economicamente.


Marcos Nogueira Destro mdestro@amcham.com.br

São Paulo


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IMPOSTO NOVO?


A questão é que não se quer reformar o sistema tributário, o que se quer é “criar” impostos. O tal Marcos Cintra fez bem em puxar o carro, mais impostos é burrice e idiotice. A CPMF seria algo a ser considerado se fosse “para substituir” impostos, não para gerar novos.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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ANÁLISES SUPERFICIAIS


Confesso que não consigo me habituar com a superficialidade das análises dos jornalistas brasileiros sobre temas que envolvem economia e finanças. No presente caso, colocam e fundamentam suas análises como se a “nova CPMF” fosse apenas mais um imposto. Não encontro uma palavra sequer sobre o fato de ela substituir parcial ou integralmente a alíquota de 20% que as empresas recolhem, mensalmente, sobre a folha de pagamento de seus empregados. Ora, essa contribuição ao INSS também é cumulativa e faz parte dos 68,30% de encargos que incidem sobre a folha de pagamento de uma empresa – para um funcionário que ganha R$ 2 mil por mês, a empresa terá de pagar outros R$ 1.376,00 ao INSS e a outros órgãos controlados direta ou indiretamente pelo governo. Ou seja, trata-se de uma proposta que merece, sim, análises mais aprofundadas, e não ser tratada com tanta superficialidade, especialmente num país que apresenta taxa tão elevada de desemprego.


Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br

São Paulo


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GOVERNO RICO, PAÍS POBRE


O Brasil é um país pobre que tem um governo rico. Não há crise no governo, não há desemprego, quem consegue um cargo no governo está com a vida ganha. Medidas de contenção de despesas como o teto de gastos são facilmente contornadas por aumentos na carga tributária, não há força no universo capaz de fazer o governo brasileiro gastar menos. A produtividade do governo tende a zero, não há qualquer preocupação em ser produtivo, basta estar no governo e você não terá de fazer mais nada na vida. Jair Bolsonaro é o exemplo acabado de político improdutivo que alcançou os píncaros da glória. Se ele trabalhasse numa empresa privada com a mesma produtividade de sua carreira como deputado, ele teria sido demitido sumariamente. Para mudar este cenário será preciso uma enorme pressão popular, ou uma revolução.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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O SEGREDO DA VIDA


Um dos segredos da vida é economizar pensando no futuro – digamos, 10% do salário. Não importa se o salário equivale a um ou a 40 salários mínimos. Numa reunião do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Azevedo dos Santos, procurador da Justiça, reclamou do “miserê” de R$ 24 mil líquidos que recebe e disse que vai reduzir os gastos para não virar pedinte. Leonardo, agradeça a Deus. Atente para que mais de 50% dos brasileiros com carteira assinada recebem o líquido de R$ 920,00, ou seja, trabalham mais de dois anos para ganhar o que você ganha em um mês.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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A CURVA


O procurador Leonardo Azevedo dos Santos, de Minas Gerais, reclamou do salário que ele chamou de “miserê”, que é de R$ 24 mil mensais (vinte e quatro mil reais), fora as gratificações, que podem fazer seu recebimento chegar a R$ 60 mil. Este procurador, que se julga um ponto fora da curva, tem de saber que na verdade a curva é ele, até porque num país com mais de 12 milhões de desempregados essa fala do procurador é uma afronta principalmente aos menos favorecidos, que são a maioria.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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PROBLEMA ESTRUTURAL


O defeito é estrutural. As regalias dos “nobres” juízes, servidores, senadores, deputados e vereadores cabem numa Constituição decente? Compreendem despesas obrigatórias. Não há espaço para obras que dariam renda para contingentes pobres por causa deles. Ninguém se dá conta disso e eles se defendem apontando para a Constituição. Trata-se de uma situação pré-democrática.  A imprensa reverbera um pequeno aumento do consumo como se isso fosse melhorar a estrutura da economia. Sem se dar conta, serve de nuvem de fumaça para distrair as atenções das causas dos problemas.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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OUTRO GOL DO COAF


O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sempre trabalhou no sentido de apontar movimentações bancárias suspeitas. O valor encontrado na conta do deputado Davi Miranda, marido de Glenn Greenwald, responsável por vazar áudios roubados, terá de ser explicado. Qual a origem desse dinheiro? O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, vai proibir que se investigue isso, como fez com o pedido do senador Flávio Bolsonaro? Nada revolta tanto uma nação quanto o comportamento da mais alta Corte, que deveria zelar pela ordem e pelo cumprimento da Constituição, e não o faz por “ideologia”.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘TRIBUTAÇÃO EM NÚMEROS’


José Serra alardeia que 56,4% da arrecadação federal é repassada aos Estados e municípios (Tributação em númerosEstadão, 12/9, A2). Ele simplesmente ignora que tal porcentual se deve muito mais à insensata quantidade de municípios e Estados existentes no Brasil, a grande maioria deles sem condição de sobrevivência independente. Essa situação é totalmente ignorada pelos nossos políticos, e o fabianos, classe da qual Serra faz parte, se acumpliciam neste pensamento. E haja estruturas políticas esparramadas pelo País que têm de sobreviver da dita arrecadação. Reforma política, que corrigiria este quadro, nem pensar. É mais do mesmo. Ou mudamos a forma de pensar ou o País acaba da afundar. Serra e o PSDB estão em rota declinante, pois lá já estiveram e só contribuíram para abrir espaço para a esquerda nociva, e ainda assim pretendem dar receitas para acertarmos. É muita cara de pau.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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PROTEÇÃO


Para sairmos do enrosco em que o atual governo e sua política econômica colocaram o Brasil, é urgente e necessário resgatar a confiança e a autoestima dos milhões de brasileiros desempregados, sem cidadania alguma, vivendo na miséria, passando fome e sujeitos a todo tipo de brutalidade, como serem tratados por “vagabundos” – como se esta situação de desemprego tivesse sido criada por eles próprios, vide o desemprego nos setores industrial, de serviços e, agora, no agronegócio, com o fechamento de frigoríficos e o cancelamento de contratos internacionais de fornecimento de carga brasileira para o mundo. Mas esse resgate de cidadania e econômico não se faz de um dia para o outro, é necessário pôr em prática, em regime de urgência urgentíssima e também de longo prazo, a ideologia do Brasil grande. Ou seja, deve o governo atual fomentar, incentivar e fixar uma mentalidade desenvolvimentista – uma visão cepalina neoestruturalista – nos brasileiros, de caráter nacionalista, intervencionista e estatizante. Dessa forma se cria uma substancial política econômica de reserva de mercado para os produtos brasileiros, pois é a indústria nacional que efetivamente gera crescimento econômico, produz valores e riquezas, engorda os cofres do governo com o pagamento de tributos (impostos, taxas etc.), distribui, qualifica e emprega trabalhadores desempregados. Sem falar que os lucros obtidos ficam por aqui mesmo, são investidos em novos projetos de expansão, desenvolvimento e contratação de mais trabalhadores. Nesse sentido, o governo atual não pode deixar de valorizar o “similar” nacional e, sempre que possível, baixar medidas que dificultem a entrada no Brasil de produtos estrangeiros. Assim, como fazem costumeiramente os governos de países estrangeiros – vide os EUA e os países da Europa sobretaxando e/ou aumentando alíquotas de importação do nosso aço, nossa soja, nossas carnes, nosso suco de laranja, nossas roupas, nossos calçados, etc., sempre que a indústria desses países está em risco e sendo ameaçada pela concorrência internacional de produtos importados. Destarte, o governo atual não pode desconsiderar essas medidas básicas de proteção de nossa indústria, mercado, trabalhadores e soberania nacional. Caso contrário, o desastre econômico e social produzido pelo atual governo será igual ou pior ao do neoliberal Mauricio Macri, da Argentina – alimentando cada vez mais as desgraças que aí estão. Acorde, Brasil, a Pátria amada é o Brasil grande!


Antonio Sergio Neves de Azevedo antonio22yy@hotmail.com

Curitiba


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‘FLERTE COM O GOLPISMO’


Sobre o editorial do Estado de 11/9 (Flerte com o golpismo), com a oposição se opondo a tudo, sem se importar com o bem do País, só dá para pensar nestas coisas, não é? Quem hoje não gostaria de ver este Supremo Tribunal Federal (STF) desbancado? E estes deputados e senadores que pouco se importam com o que é necessário para todos, e mais com eles? Aí uma pessoa, que por ser filho de quem é e que realmente deveria pensar nas consequências antes de publicar todos os tipos de besteiras, escreve o que a maior parte da população pensa e é execrado em praça pública. Para muitos, ficará apenas na vontade.


Alberto Souza Daneu alberto.daneu@alsodan.com.br

São Paulo


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RÉQUIEM PARA A DEMOCRACIA


Depois da declaração de um dos “príncipes” da pseudomonarquia instalada no Brasil atualmente – quando a Constituição de 1988 corre riscos muito sérios –, o governo (no sentido figurado, um saco de gatos com um cachorro dentro), sem anúncio e sem convite, estabelece o falecimento da meritocracia, cuja sepultura poderia ser dupla, para acomodá-la junto da de Tancredo Neves. O que se passa no Brasil atual lembra o texto bíblico em que Deus, para castigar a soberba dos homens que construíam a Torre de Babel, tão alta que deveria se estender até o trono de Deus, confundiu-lhes as línguas. O governo não é Deus, mas confundiu as línguas dos Três Poderes constitucionais, com Executivo, Legislativo e Judiciário cada um querendo mostrar que seu escudo é impenetrável e sua espada foi forjada com aço inquebrável. Ainda faltam mais de três anos para novas eleições. Oremos.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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CAMINHO


Nestes tempos estranhos que vivemos do primeiro ano do polêmico, retrógrado e autoritário governo Bolsonaro, cabe citar o poema No caminho com Maiakóvski, de Eduardo Alves da Costa: “Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E também não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta”. A esta altura dos acontecimentos, não poderia soar mais oportuno, pois não? Cuidado, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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É VERDADE


O “filhinho 02 de papai 00” (ou zero à esquerda, como se queira considerar), um moleque, irreverente e irresponsável, que se acha, por sua filiação, mais poderoso que os outros mortais, vive “tuitando” comentários que na sua maior parte só servem para os leitores exercitarem seus dedos apertando a tecla “delete”. No entanto, numa de suas últimas mensagens ele falou uma verdade absoluta, insofismável e inquestionável: “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”. Não cabe discussão sobre isso. Um francês simplesmente diria “pas question!”. Entretanto, essa declaração deflagrou uma verdadeira histeria coletiva na classe política e na grande mídia, revoltados com a insinuação que percebem (por conta do que vai em suas consciências) e achando o comentário golpista. Grande parte dos políticos porque temem que de repente, num ato de força, alguém lhes tire as regalias, os privilégios e as oportunidades de praticar seu esporte preferido: a corrupção. Eles resistem furiosamente à necessária transformação de que o País precisa (não só quer), escondendo-se atrás de suas duas trincheiras constitucionais: os direitos adquiridos e as cláusulas pétreas (Mellinho que o diga). Além disso, grande parte dos congressistas e outros políticos temem a “espada da Justiça” que está vindo em sua direção, por ilícitos cometidos durante seu mandato. Basta ver a “frenagem” que aplicam nas reformas necessárias para transformar o País. Quando não travam as PECs, retardam sua votação e as desfiguram de acordo com seus interesses. É o caso da reforma da Previdência, que procura acabar com privilégios escandalosos e a Lei de Abuso de Autoridade, cujo objetivo principal é dificultar a ação de juízes, procuradores e policiais para que a impunidade que existe ainda no Brasil se perpetue. É disso que se trata. A julgar pelas primeiras declarações do indicado para a Procuradoria-Geral da República (não criminalizar políticos e uma Lava Jato positiva – sic), ele vai fazer exatamente o que a classe política quer: continuar procurando sem achar nada. A grande mídia, por outro lado, ainda lembrando de suas vicissitudes sofridas durante os anos de chumbo, saiu “trombeteando” em protesto contra o filhote do presidente. Uma amostra, como exemplo, pode ser lida no editorial do Estadão de 11/9 (página A3) com título Flerte com o golpismo.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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REALIDADE


O que foi que o filho de Bolsonaro, Carlos, falou que não seja a mais pura expressão da realidade? Passados 31 anos desde quando foram restabelecidas as eleições diretas para a Presidência, o que o vimos no aperfeiçoamento da democracia? Um Congresso extremamente corporativista, fazendo de tudo para protelar o andamento das reformas de que tanto o Brasil necessita. Reformas da Previdência, tributária, política e tantas outras, tão necessárias para que o País ande, quando serão postas em prática pelos nossos nobres deputados e senadores? O que se percebe, com raríssimas exceções, é que o nosso Legislativo não tem o menor comprometimento com o que é bom para o País. Portanto, em que pese a declaração de Carlos Bolsonaro, ela tem de ser analisada em seu contexto. Ele não disse nada que não refletisse a realidade do que temos visto nos dias atuais. Existe uma clara tendência no Congresso de dificultar a governabilidade de Bolsonaro e, enquanto isso, o País que se lasque.


Claudio Rocha claudiogrocha@bol.com.br

São Paulo


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NA DEMOCRACIA


Nossa democracia é deformada, injusta e hipócrita, mas, ainda assim, precisamos buscar um caminho evolutivo e conciliador dentro dela. Extingui-la sob o pretexto de acelerar mudanças é limitar-se às sombras do dia e ao escuro da noite.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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SÓ PELO TWITTER


O clã Bolsonaro, que é especialista em deflagrar notícia capciosa pelo Twitter, continua a todo vapor, mas não é só o presidente que ataca tudo e todos nas redes sociais. Seus filhos, como noticiou o Estadão (11/9, A3), flertam com o golpismo. Já houve declarações de que “um cabo e um soldado podem acabar como o STF, em minutos”. Também tem filhote que flerta com a Embaixada dos Estados Unidos e anda armado em hospital; outro flerta com a raspadinha; e por aí vai. Ou seja, pelo Twitter tudo vale, mas pessoalmente, quando instados com notícias antidemocráticas, colocam o rabinho entre as pernas e se escondem. Afinal, quando o clã Bolsonaro vai acabar com tudo isso?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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APRENDIZ


O PT desmoralizou o Congresso com o mensalão, arruinou a Petrobrás com o petrolão, ameaçou muito mais a democracia! Carlos Bolsonaro é um mero aprendiz de feiticeiro.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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CHEGA!


Bolsonarista de primeira e penúltima hora, acreditei que fosse possível uma mudança radical no posicionamento político do governo. No entanto, percebo que essa mudança não acontecerá diante do acordão do presidente com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado para proteger suas crias, que mais parecem os presidentes 01, 02 e 03, culminando com a nomeação de um declarado pró-petismo e antilavajato para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Como podem três rapazes, alguns suspeitos e investigados, mudarem o destino da Nação? Não dá mais! Esta é a última hora: fora Bolsonaro!


Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo


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POSSIBILIDADE?


Por não recriminar seu filho Carlos, mantendo um silêncio ensurdecedor sobre as falas sobre regime ditatorial, o presidente Jair Bolsonaro mostra que é uma ideia não descartável?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PENSAR ANTES?


Os Bolsonaro falam tudo o que pensam. Os Bolsonaro só não pensam o que dizem...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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TENTATIVA


Que tal aprovar pelo nosso Legislativo um projeto proibindo o “filhotismo” no Brasil? Daí, restarão somente as incoerências do presidente.


Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga


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GOVERNO BOLSONARO


Na minha adolescência, anos 60, tinha uma frase para definir os “filhinhos de papai” (termo também do meu tempo): “papai é rico e eu sou bestinha”.

Hoje podemos atualizá-la para “papai é presidente e eu sou uma besta”.


Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo


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É MELHOR OUVIR


Existe um ditado que diz que “é melhor ouvir do que ser surdo”. Os filhos de Bolsonaro falam muitas besteiras. Seu pai também fala. Então não negam o DNA. Agora, para que amplificar tais ruídos? Deixem para lá. Não quer ouvir? Delete. Porém fica a certeza de terem sido extremamente minados. É a impressão que tenho como mãe. Devem ter ganhado muitos brinquedinhos e ainda não se desfizeram deles. Penso ser melhor do que roubar, como fizeram Lula e seus filhinhos. Neste caso, sim, fizeram muito mal ao País.


Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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AS DECLARAÇÕES DO ERNESTO ARAÚJO


O presidente Jair Bolsonaro e membros de seu governo são dados a fazer declarações tão absurdas que deixam as pessoas sem ação: armar a população para se defender; declarar (pasmem) que “a Alemanha tem muito a aprender com o Brasil” na questão ambiental; fazer comentários grosseiros sobre Brigitte Macron e Michelle Bachelet, e por aí vai. Contribuindo com sua cota, o chefe da “diplomacia” brasileira, Ernesto Araújo, declarou em Washington que os brasileiros, “brexiters”, e eleitores americanos são unidos por uma revolta ideológica contra alarmismo climático, usado para fins políticos. Tal revolta é comandada (surpresa) pela dupla Donald Trump e Jair Bolsonaro. O jornalista Ishaan Tharoor, do The Washington Post, escreveu que Araújo “acredita que a mudança climática é uma conspiração marxista”. Continua atual a máxima de Einstein sobre a estupefiz do homem!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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‘ATRÁS DO QUEIROZ’


Na sua hilária crônica Atrás do Queiroz (Estadão, 12/9, C6), Luis Fernando Veríssimo sugere que seu não menos hilário e famoso detetive Ed Mort procurasse o Queiroz e quem matou Marielle. Por simples coerência, ele não poderia também descobrir quem mandou esfaquear o presidente Jair Bolsonaro?


Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira


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JUSTIÇA FOI FEITA


O cunhado da apresentadora de TV Ana Hickmann foi unanimemente absolvido pela morte do homem que invadiu o quarto de hotel da apresentadora ameaçando sua vida. Ora, qualquer outro resultado que não fosse a absolvição seria mais uma aberração da Justiça, pura e simples.


Maria Elisa Santos marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

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