Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Chapéu alheio


Tanto se falou em corrupção na Petrobrás, bilhões e bilhões foram roubados. Quando a Operação Lava Jato levantou o maior esquema de corrupção de que se tem notícia, condenou e prendeu alguns e recuperou uma pequena parte do que foi roubado. Com esse dinheiro recuperado, não faltaram pais para adotar o filho, como a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Câmara dos Deputados (Cortesia com chapéu alheio, 13/9, A3). Como dizia minha avó, depois do prato feito não falta quem queira comer. E com esse prato pronto chegou a vez de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre o acordo entre PGR, AGU e Câmara. Não é preciso ser mágico para adivinhar: perderão os que investiram na estatal (acionistas) e o povo. Não fosse a força-tarefa da Lava Jato, nada teria sido descoberto. E apesar de todo o esquema de corrupção, ainda há setores que não reconhecem o trabalho realizado, mas na hora de fazer cortesia como chapéu alheio não faltam candidatos. A conferir o que fará o STF.


IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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Sobre o editorial Cortesia com chapéu alheio, que aborda o encaminhamento dos valores oriundos de penalidades impostas à Petrobrás, há que considerar que a empresa é uma S/A e, ainda que o governo seja o sócio majoritário, todos os acionistas devem participar de decisões sobre o destino de fundos que, de fato, a eles pertencem. Interessante, até agora não se tinha visto ninguém destacar esse “detalhe”. A meu ver, quem primeiro deve ser consultado sobre o que fazer com tal montante são, sim, os acionistas. Só depois se pode pensar em qualquer destinação desse fundo bilionário.


ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas


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PESQUISA

Grau de corrompimento


Perturbador, porquanto lamentavelmente verdadeiro, o resultado de pesquisa feita em 27 países dirigida a temas relacionados a populismo e nacionalismo, elaborada pelo Ipsos, uma das mais respeitáveis empresas de inteligência de marcado no mundo, visando a avaliar a imagem que os habitantes têm a respeito do grau de corrompimento de suas sociedades. O Brasil, triste conclusão, ocupa a segunda pior posição, atrás somente da Polônia, empatado com a África do Sul. E ainda é retratado como politicamente restrito, a contar com um pouco confiável grupo humano encarregado de conduzir seus destinos, mal qualificado por consistir de autoridades econômicas que primordialmente desenvolvem políticas com foco no favorecimento dos mais ricos e de políticos, que pouco se preocupam com as pessoas comuns. Em resumo, os dados obtidos parecem indicar que temos um longo caminho até atingir uma situação de razoável justiça social e de desenvolvimento sustentável.


PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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OLAVO DE CARVALHO

De novo


Como era de esperar, o filósofo/pensador/astrólogo e guru político do presidente Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, não aguentou ficar muito tempo longe dos holofotes. Em vídeo viralizado na semana passada, lançou mais uma de suas pérolas rompantes ao afirmar: “Os Beatles eram semianalfabetos em música. Mal sabiam tocar violão. Quem compôs as canções deles foi Theodor Adorno (sociólogo e filósofo alemão)”. O jornal britânico The Guardian deu-se até ao trabalho – desnecessário – de refutar tamanha patacoada, explicando que Carvalho tirou essa ideia absurda (propositalmente?) de um artigo que satirizava que o alemão seria o autor de algumas músicas da banda, mas, na verdade, Adorno desprezava os Beatles e tudo o que eles representavam. Além disso, ainda no vídeo, Olavo de Carvalho afirma que todas as bandas de rock têm ao menos uma composição evocando “satanás” (!). Bem, considerando que o vereador Carlos Bolsonaro se declara grande admirador do “pensador”, não é surpresa seu manifesto desprezo pela democracia, pois o guru nunca teve muita simpatia por ela.


LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA

‘Morrer em Lodz’


O artigo Morrer em Lodz, de Simon Schwartzman (13/9, A2), merece ser objeto de profunda meditação sobre como a opinião e a ação de população culta pode ser manipulada por uma propaganda perniciosa. Obviamente, o Tratado de Versalhes, orquestrado pelo francês Georges Clemenceau, criou condições para o surgimento do nazismo. Mais do que isso, a destruição do Império Austro-Húngaro deu ensejo aos conflitos centro-europeus que Adolf Hitler espertamente explorou. Com o Império Austro-Húngaro intacto não teria havido Anschluss e, possivelmente, tampouco Holocausto. Foi um erro crasso achar que os austro-húngaros seriam aliados naturais do expansionismo nazista.


TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@iq.usp.br

São Paulo


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FUNDAMENTALISMO

Autoimolação em Teerã


Em frente a um tribunal na capital do Irã, a autoimolação de uma jovem torcedora de esportes em protesto contra sua sentença de seis meses de prisão por ter comparecido a um estádio de futebol para assistir a uma partida provocou enorme comoção no seu país. A discriminação contra as mulheres em eventos esportivos causa choque e indignação. A lei que proíbe a presença de mulheres nos estádios precisa ser abolida. O governo teocrático do Irã, dominado pelos xiitas, demonstrou de novo toda a sua opressão.


LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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VENEZUELA X COLÔMBIA

Guerra e paz


A Venezuela está provocando a Colômbia, pondo em risco a paz na América do Sul. O que não vimos ainda é uma posição realmente firme tanto do Brasil como do Mercosul que possa inibir o governo ditatorial de Nicolás Maduro. O que estamos esperando? O Brasil pode ser o protagonista na defesa regional.


EDUARDO CAVALCANTE DA SILVA

cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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Essa é só mais uma manobra de Maduro para direcionar a atenção para fora quando tem problemas internos. O confronto será apenas no campo verbal, pois a Venezuela mal se aguenta em pé, quanto mais sustentar um força militar em operação. Aliás, seu exército tem mais de mil generais, é muito cacique para pouco índio, sinal de pouco profissionalismo das forças armadas.


ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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“E pensar que o fundo bilionário da Petrobrás, de cerca de R$ 2,6 bilhões, cujo destino está em discussão no Supremo, poderia estar ainda nas mãos dos corruptos...”


EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, SOBRE A OPERAÇÃO LAVA JATO

eugenioalati13@gmail.com


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“É o governo que promove o aumento de 600% nos casos de dengue no País, por ser omisso de não providenciar a eliminação do mosquito Aedes aegypti


MICHELLE SCHOTT / SANTANA DE PARNAÍBA, SOBRE A ATENÇÃO À SAÚDE PÚBLICA

mschott@sti.com.br


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A DESPEDIDA DE RAQUEL DODGE


“Ministério Público não serve a governos.” Com essa frase, na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que marcou a despedida da procuradora-geral da República Raquel Dodge do cargo, o decano da Corte, ministro Celso de Mello, fez uma defesa enfática da independência do Ministério Público (MP). Com exceção dos ministros do STF e da cambada de corruptos do Parlamento, não é mesmo, senhor decano?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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QUEM ESTÁ FALANDO?


Num indisfarçável recado ao presidente Jair Bolsonaro durante a sessão no STF que marcou a despedida da procuradora-geral da República Raquel Dodge, o ministro Celso de Mello fez uma defesa ardente da independência do Ministério Público, afirmando que a instituição não serve a governos, pessoas e a grupos ideológicos e não se subordina a partidos políticos. Cabe lembrar que o Ministério Público tampouco deve se curvar a ministros do Supremo, a exemplo da deplorável decisão recentemente tomada por Dodge, que, pouco antes de deixar o cargo, pediu o arquivamento de trechos da delação premiada de Léo Pinheiro que citava o irmão do ministro Dias Toffoli, o mesmo Dias Toffoli que tinha defendido a recondução da procuradora ao cargo. Em sua fala, o decano da Corte ainda frisou que o MP não deve servir a pessoas, na contramão do que vem acontecendo com o STF, cujos ministros articulam diuturnamente pôr em liberdade o presidiário #01 de Curitiba, mudando seu voto para seguir os colegas da 2.ª Turma, como vêm ensaiando ultimamente. Pergunto: qual Celso de Mello está falando agora? O que denunciou o projeto criminoso de poder no processo do mensalão ou o que absolve os integrantes deste mesmo projeto?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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INDEPENDÊNCIA


Sobre a reportagem ‘Ministério Público não serve a governos, pessoas ou partidos políticos’, diz Celso de Mello (13/9, A6), associada ao artigo de Carlos Ari Sundfeld (Independência é princípio básico), debruça-se sobre a independência do MP. Independência deve prevalecer em todos os órgãos de Estado, não só no MP. Mas essa independência precisa ser bem definida. No STF, pelo menos três juízes são useiros e vezeiros em criticar o MP, tanto quanto a própria Justiça em primeira instância. Gilmar, Lewandowski e Marco Aurélio são tais baluartes. Como se defende independência, se juízes do STF se arvoram a indicar o que cada um deve fazer e nem mesmos eles cumprem o que devem? Direitos políticos de Dilma Rousseff mantidos e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) impedido de investigar pessoas privilegiadas – por acaso as mesmas que definem tal impedimento – são exemplos claros de que não são as instituições que falham, são seus ocupantes que se esquecem do que têm de fazer. Devemos olhar com mais cuidado nosso umbigo.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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O NOVO PROCURADOR


Sr. Augusto Aras, realmente, o Ministério Público tem de ter independência. Até para engavetar processos contra os desafetos?


Tania Tavares taniatma7@gmail.com

São Paulo


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DEMOCRACIA BRASILEIRA


Raquel Dodge pediu ao STF: “Protejam a democracia brasileira”. Vejamos: 1) em 5/2/2018, ela entrou com ação no STF contra o voto impresso. Isso é proteger a democracia, quando está provado que o sistema eleitoral atual está sujeito a todos os tipos de fraude por ser inauditável? 2) Ela qualificou a democracia como “brasileira”. Por que brasileira? Quantas democracias existem? De fato, há inúmeras versões de democracia, uma das quais a da Venezuela (apud Lula). Neste caso, ela errou ao pedir proteção especificamente à nossa, que não é uma das mais fiéis ao conceito do poder que emana do povo. Aliás, o cidadão brasileiro não tem qualquer poder a não ser gritar nas ruas, e ainda assim não é ouvido (apud STF). 3) Ela falou isso numa sessão do STF olhando diretamente para o presidente da Corte, um senhor que tem mais de 15 pedidos de impeachment clamados pelas ruas, e não acolhidos teimosamente pelo presidente do Senado, outra das instituições da “democracia brasileira” cujos presidentes não têm merecido a confiança dos cidadãos, que não se sentem representados. Espero que seu substituto seja mais coerente.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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POLÍTICA


Excelentes os discursos de Celso de Mello, do STF, e de Raquel Dodge, da Procuradoria-Geral da República, mas não consegui tirar o palanque deles...


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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INEXPLICÁVEL


Pela terceira vez o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu liberdade a dois grandes empresários envolvidos nos desvios de dinheiro público na área da saúde. Mendes usou, novamente, da argumentação de que os fatos criminosos não são contemporâneos (sic). Pergunta-se: as mortes e os danos oriundos dos desvios desse dinheiro público são contemporâneos? A impunidade e as injustiças são contemporâneas? A indignação de todos é contemporânea? E, ainda, em todos os tempos futuros esses fatos inexplicáveis do chamado Direito nacional serão contemporâneos?


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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DECISÃO JUSTA?


O povão está ficando indignado, pois no reduto dos deuses em Brasília, onde estão os 11 guardiões da Constituição da República, nota-se que um deles se considera o “Onipotente” e vem soltando réus já condenados. Só há um meio de pôr ordem na casa, ou seja: os senadores convencerem o seu presidente a não engavetar a chamada CPI da Lava Toga, apoiada pelas manifestações de rua.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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CASA DA MÃE JOANA


Este vergonhoso “prende e solta” é o retrato do Brasil: uma chicana. Desmandos, incompetência, falta de consenso e tudo o mais que se aplique à nossa Justiça, que emite sinais de precariedade, calamidade, merecendo mesmo a avaliação de abaixo da crítica. Urge repensá-la, requalificá-la e redemocratizá-la para que desça do pedestal e sente-se à mesa com todos os brasileiros, que merecem, no mínimo, explicações mais francas sobre a febre de autoritarismo e isolamento que acomete o Poder Judiciário.                    


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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CONTRAMÃO


Pegar o fio da meada para desbaratar corrupção é muito difícil. Desde sempre imperou a impunidade dos graúdos. A Operação Lava Jato conseguiu, após longos processos e respeitando o contraditório da defesa, até então inédita, apenar graúdos e recuperar parcialmente o butim de bilhões de reais. Daí, na contramão, decepcionando o País, age o STF, priorizando, advogando e até libertando condenados na Lava Jato.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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MISTÉRIOS


Lendo a notícia de que certo juiz negou a quebra do sigilo bancário e fiscal do deputado federal Davi Miranda (substituto do fugido Jean Wyllys e marido do americano do The Intercept Brazil), sob a alegação de que isso poderia prejudicar a imagem do indivíduo, gostaria de perguntar, se isso não ofender (ainda...), o porquê de tantos mistérios, segredos e que tais envolvendo este pessoal. Hum, sei não, mas existem mais mistérios entre o céu e os porões do PSOL do que podemos imaginar, não?


Aparecida Dileide Gaziolla  aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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CAUTELA


O juiz alegou cautela no caso Davi Miranda (Estadão, 12/9, A8). Realmente, é preciso muita cautela ao examinar a modesta movimentação de R$ 2,5 milhões (suspeita, segundo o Coaf) nas contas de um indivíduo que nem conseguiu ter votos suficientes para se eleger e exerce um mandato só porque um parceiro de tramoias renunciou ao cargo para falar mal do Brasil no exterior. Uma vergonha, para não mencionar o fato de que este Miranda é marido de Glenn Greenwald, notório divulgador de notícias obtidas de forma criminosa, mas que devem ter sido muito bem pagas. Quem sabe uns R$ 2,5 milhões?


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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O CRIME DAS RACHADINHAS


Infelizmente, tem sido comum no Brasil que parte da classe política, principalmente atuando no Legislativo, cometa o crime das “rachadinhas”, o desvio dos salários de assessores para o eleito. Investigações deste crime alcançaram dois filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Primeiro, o senador Flávio Bolsonaro, que por enquanto ficará livre da investigação, como também seu cúmplice, seu ex-assessor Fabrício Queiroz, porque graças a um estranho acordo do presidente com o ministro presidente do STF, Dias Toffoli, este concedeu liminar suspendendo todas as investigações com dados extraídos do Coaf, o que pode beneficiar também membros de quadrilhas criminosas. O outro filho implicado nas “rachadinhas” é o fofoqueiro, barraqueiro e de grande influência no Planalto Carlos Bolsonaro, que também está sendo investigado por suposto envolvimento na divisão de parte dos salários dos seus ex-assessores, e, ainda, por ter nomeado funcionários fantasmas quando era deputado no Rio de Janeiro. E, como assegura a nossa Constituição, a lei sem privilégios e distinção deve ser aplicada a todos. Lembrando que também estão sendo investigados filhos de Lula e a filha de Michel Temer. Tudo à luz da democracia.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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TRIO ATACANTE


Carlos, Eduardo e Flávio jogam no campo do Brasil. O técnico Jair orienta, e fazer gols é o objetivo, mas estão ocorrendo muitos erros. E a torcida não está aplaudindo, mas criticando. Então está na hora de os Bolsonaros se manterem dentro de suas esferas de atuação, falando somente o necessário e jogando certo nas suas posições.


José C. de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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DEMOCRACIA E ALVOROÇO


Carlos Bolsonaro causou enorme constrangimento na semana que passou afirmando que na democracia as ações demoram muito para serem aprovadas, mas apenas parafraseou o ministro da Inglaterra Winston Churchill, que afirmou: “Na democracia as ações demoram quatro anos a mais que nas ditaduras”, referindo-se à demora do Parlamento em ver que Hitler armava a Alemanha rapidamente para a guerra. Ainda citando Churchill, ele declarou que “a democracia é o pior regime político, excetuando-se todos os demais”. Não era para causar tanto alvoroço nos meios políticos e jurídicos do Brasil...


Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

São Paulo


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‘MORRER EM LODZ’


O texto do sociólogo e membro da Academia Brasileira de Ciências Simon Schwartzman é tocante (Morrer em Lodz, 13/9, A2). Ainda bem que a nossa realidade hoje é a de um presidente cujo governo é oficialmente alinhadíssimo a Israel, amigo e fã incondicional de longa data do povo hebreu e, portanto, os judeus daqui estão “em casa”, seguros, e tudo isso embalado por um Estado Democrático de Direito que o presidente eleito, ao seu modo, respeita e preza constitucionalmente, isso apesar de alguns ladinamente (especialmente artistas viciados em dinheiro público e falsos intelectuais de botequim) tentarem desmerecê-lo comparando-o a quem perseguiu judeus. Coisa de quem idelogicamente perdeu uma eleição e é tiete de certo ladrão preso em Curitiba. Claro, não é o caso do autor do texto.


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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‘ABJURAÇÃO’


Abjuração? O governo atual não renega suas crenças! Não há como não me indignar com mais um artigo publicado em O Estado de S. Paulo, sob o título Abjuração, de autoria do pseudojornalista Eugênio Bucci, no qual, entre tantas outras aberrações, ele faz uma analogia totalmente descabida, buscando semelhanças nas manifestações do presidente quando elogia os pseudotorturadores dos governos militares com uma suposta e improvável glorificação pela ministra Ângela Merkel da memória de Hitler, que, caso ocorresse, resultaria na queda da ministra. Quanta ignorância e absurdez num mesmo texto. Torturados hoje não são os guerrilheiros urbanos ou rurais que roubaram, sequestraram e mataram cidadãos inocentes em nossa Pátria. Torturado hoje é o trabalhador brasileiro, usuário do transporte coletivo, que viaja nos metrôs, trens urbanos e ônibus em condições precárias, comprimido, vendo desrespeitada sua dignidade, ou, ainda, quando busca atendimento no SUS, nos hospitais públicos, onde também se vê a atrocidade, a perversidade e a desumanidade para com ele. São estes trabalhadores os verdadeiros atormentados, vítimas de governos petistas corruptos e insensíveis que preferiram investir dinheiro público fora do Brasil, em detrimento da saúde e do transporte públicos para os pobres e humildes do nosso país.


Plínio Pereira Carvalho pliniocarvalh@ig.com.br

São Paulo


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EUGÊNIO BUCCI


Irretocável o artigo de 12/9 (A2)!


Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto


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AMOR E ÓDIO


Um jornal que tem um articulista como Eugênio Bucci não precisa de inimigos. Ele deve sofrer de mania de perseguição, é um indivíduo áspero, partidário do “quanto pior, melhor”. Bons, para ele, eram o presidiário de Curitiba, o “democrata” da Venezuela ou os “anjos” de Cuba e da Coreia do Norte. O que o leva a ter tanto ódio de Jair Bolsonaro, eleito democraticamente por 60 milhões de brasileiros? Quem sabe não é amor?


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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SARAMPO


A respeito da surpreendente volta do sarampo ao Estado de São Paulo, onde uma pessoa faleceu no mês passado, depois de 22 anos sem ocorrências como esta, cabe, por oportuno, reproduzir o que disse o infectologista Celso Granato (Unifesp e Fleury Medicina): “As pessoas começaram a achar que o sarampo não é uma doença tão grave assim. Mas é. A vacinação estava bem aquém daquilo que deveria ser. O sarampo é muito transmissível. Uma pessoa contamina de 12 a 18 pessoas. Não há nenhuma doença que contamine tanto assim. Quando há menos de 90% da população vacinada, que é o que estamos vivendo aqui, em São Paulo, a possibilidade de surto é real”. Diante da grave ameaça, todo cuidado será pouco. Vacina, São Paulo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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AS VACINAS & OS IMBECIS


“A internet deu voz aos imbecis”, sentenciou Umberto Eco. Mas este eco de tolices que retumba em todo o planeta nos permitiu, pela primeira vez na História, avaliar o grau de estupidez que assola a humanidade, em pleno florescimento das avançadas tecnologias da comunicação. O exemplo mais evidente é a campanha antivacina, lançada por pessoas ignorantes e obscurantistas e imediatamente encampada por seus iguais nas redes antissociais. A evolução tecnológica é inversamente proporcional à involução mental da maioria da humanidade.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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A DÍVIDA DO CORINTHIANS


Sobre a reportagem Em capítulos: as dívidas do Corinthians por causa da arena em Itaquera, publicada no Estadão em 13/9 (A20), eis uma bomba de ação retardada que o corintiano Lula deixou para o seu time predileto, uns “restos a pagar” impagáveis para o time da antiga “plebe ignara da marginal sem número”. Lembro-me dos divertidos diálogos de personagens como Didu Morumbi, Pai de Santo Joca, Comendattore Fumagalli e outros nos anos 70, quando morava e estudava na pauliceia e ouvia na antiga Rádio Panamericana o seu humorístico Show de Bola, que ocorria durante e depois de jogos futebolísticos importantes. Que diriam hoje aqueles personagens sobre o que acontece no timão e no futebol dos dias atuais? Principalmente sobre o “presente de grego” dado pelo agora presidiário em Curitiba?


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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