Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Aumento de impostos

Sou sexagenário e ainda me surpreendo ao ler sobre alternativas estudadas pelo ministro da Economia para alcançar o tão desejado equilíbrio das contas do governo. O que todas elas apresentam em comum é simplesmente o aumento de impostos. Seja por meio da volta da CPMF, da criação de nova alíquota para o Imposto de Renda ou postergar o reajuste de sua tabela, e assim por diante. Mas nenhum dos nossos governantes fala em corte radical de despesas. Essa meta pode e deve ser alcançada, como qualquer gestor ou pai de família faz quando a situação aperta. Insistir em outras hipóteses é fugir do problema e, pior, tornar a situação ainda mais grave. Aliás, a defesa dos fundos partidário e eleitoral revela a inexistência de qualquer compromisso com o povo. O ministro podia virar o disco?

MARCOS NOGUEIRA DESTRO

mdestro@amcham.com.br

São Paulo


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Insistência na CPMF

Após a incisiva declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre seu veto à CPMF, o ministro da Economia, Paulo Guedes, volta a defender o imposto sobre transações financeiras, o que significa, a meu ver, um verdadeiro desafio ao chefe. Estará Paulo Guedes querendo sair do governo?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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A mesma coisa

Naturalmente, não foi por conta da definição do que seria o novo imposto que o então secretário da Receita Federal, Marco Cintra, caiu. Mas dizer que sua CP, a tal Contribuição sobre Pagamentos Financeiros, nada tem que ver com a odiada CPMF é muito desrespeito à inteligência de quem verdadeiramente teria de pagar por ela.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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Tempestade

Tornou-se um mantra de todos os governos em estado de insolvência ressuscitar a famigerada CPMF. A economia baratinada, o comércio paralisado, com lojas fechando, indústrias encerrando suas atividades, o consumidor sem dinheiro no bolso, o capital estrangeiro evaporando... e o governo federal só olha o próprio umbigo, correndo o risco de desacelerar de vez nossa projeção de crescimento econômico. Vivemos uma tempestade perfeita.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo


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Promessa é dívida

Se o Ministério da Economia não vê possibilidade de isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais, como prometeu o presidente Bolsonaro em campanha, ao menos isente quem recebe até R$ 3.960,57 (base dezembro/18), que é o valor calculado pelo Dieese como o mínimo para cobrir despesas de sobrevivência. É preciso coerência para atingirmos a justiça social. Nosso povo padece num país tão conflitante.

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo


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Salário mínimo

Paulo Guedes também aventa a possibilidade de congelar o salário mínimo. Por que o ministro não propõe congelar o salário de todos os políticos?


ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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Tudo por dinheiro

Dizia um personagem de Chico Anysio: “Do pobre eu só quero o voto”. Ao ler sobre a farra com dinheiro público urdida no Congresso Nacional, enquanto o povo não tem sequer o direito de opinar sobre desemprego, saúde, etc., percebo quão atual é esse antigo bordão. Infelizmente.

M. CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru


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Sorvedouro

É o valor de R$ 1,7 bilhão destinado ao fundo eleitoral que é pequeno ou o número de municípios – com suas Câmaras e enorme quantidade de vereadores – criados pelo Congresso, sem nenhum fundamento lógico, é que é demasiado? Não está na hora de enfrentar também esse sorvedouro de verbas públicas?

MILTON BONASSI

mbonassi@uol.com.br

São Paulo


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Desafio ao presidente

Jair Bolsonaro disse várias vezes que quem manda é o presidente e que seu objetivo principal é o Brasil, e não interesses pessoais ou político-partidários. Então, desafio-o a encaminhar ao Congresso com a máxima urgência seis projetos que deixariam bem clara sua intenção de recuperar a economia e promover um pouco de justiça social. 1) Extinção dos fundos eleitoral e partidário. 2) Extinção das isenções de Imposto de Renda, igrejas incluídas. 3) Extinção do direito a prisão especial para qualquer pessoa que cometa crime. 4) Extinção de todas as mordomias de políticos, funcionários públicos e militares (deverão pagar seus gastos com os próprios salários). 5) Extinção das nomeações sem concurso para qualquer cargo público. 6) Extinção do Grupo de Transporte Especial (GTE), pois não presta nenhum serviço operacional à Força Aérea Brasileira, servindo apenas para mordomias políticas.

SÉRGIO MOREIRA

seteemeio@hotmail.com

São Paulo


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OS PRIVILEGIADOS

Nossos problemas

Falar de problemas no Brasil é como falar de areia no deserto. Temos muitos. Muita saliva e muita tinta gastas para falar sobre o abominável foro privilegiado (55 mil beneficiados), mas estamos falando da parte final de um problema maior e que tem origem no famigerado “cala a boca” de outras obscenidades, tais como estabilidade de emprego para mais de 10 milhões de pessoas, licenças das mais absurdas (inclusive licença-prêmio), atestados médicos fajutos e que ninguém contesta, auxílio-moradia, auxílio-paletó, férias de até 90 dias, salário em dobro e sem trabalhar, acúmulo de funções (só no papel), plano de saúde ilimitado e sem contribuição, centenas de aspones pagos por nós, carro oficial, motoristas, etc. Muito espaço seria necessário para tudo relatar. O foro privilegiado precisa ser extirpado, assim como uma montanha de benefícios que outros brasileiros não têm e não encontram paralelo nem em países ricos.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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CORREIO

Fim da greve

O Correio entrou em greve. O Correio suspendeu a greve. E ninguém notou...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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“Se forem cortadas as mordomias e os penduricalhos dos três Poderes, sobrará muito espaço para redução dos impostos. Basta querer!”


MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

mbulach@gmail.com

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“Todos os problemas do Brasil residem na falta de recursos para resolvê-los. Recursos que foram desviados pela corrupção”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, SOBRE O ESTADO CADA VEZ MAIS CRÍTICO DAS FINANÇAS PÚBLICAS

eugenioalati13@gmail.com

DISCURSO NA ONU

O tradicional discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na próxima semana, deverá ser feito pelo presidente Jair Bolsonaro, se sua saúde o permitir. Caso sua viagem seja impedida pelos médicos, caberá ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o pronunciamento para a seleta plateia de quase 200 países. O que se sabe até agora é que as linhas da fala estão sendo escritas a quatro mãos pelos assessores de Bolsonaro e pelo ex-assessor de Donald Trump, o ultraconservador da alt-right Steve Bannon. Com efeito, as paredes da belíssima e imponente sede da ONU vão tremer.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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O MUNDO ESTÁ ERRADO

Com a ida do presidente Jair Bolsonaro – de maca ou cadeira de rodas – à abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente irá reforçar que “o mundo todo está errado”, pois os desmatamentos e as queimadas estão sob controle, além, é óbvio, de discorrer sobre a soberania da Amazônia Legal, mesmo com total falta de recursos. Quem viver verá!          

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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EXPLICAÇÕES DEVIDAS

O mundo espera que o governo Bolsonaro apresente de forma clara e inequívoca seus planos para a Amazônia. Bolsonaro mandou receber com pompa e circunstância mineradores ilegais, que receberam promessas de ter regularizadas suas atividades ilegais e destruidoras do meio ambiente. O presidente Bolsonaro acabou, na prática, com o Ministério do Meio Ambiente e inutilizou todo o aparato de controle do desmatamento. Ninguém tem mais medo da fiscalização, as multas serão perdoadas, fiscais estão sendo punidos por realizarem suas obrigações e gestores de unidades de conservação estão sendo substituídos pela turma pró-desmatamento. O presidente Jair Bolsonaro precisa deixar muito clara sua posição sobre o meio ambiente e o que ele pretende fazer para conter o crescimento explosivo das queimadas e do desmatamento na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O PRESIDENTE AMARELOU

Nosso presidente combinou fazer a sua quarta cirurgia mesmo agora, para escapar do discurso inaugural na ONU. Depois de ter feito um “pronunciamento” de 7 minutos em Davos, não teve estrutura para encarar aquele ambiente. Falar mal de uma senhora francesa ou fazer declarações grosseiras aqui, no Planalto, protegido pelos seus, tudo bem, mas encarar a ONU parece que não vai dar.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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RAQUEL DODGE NÃO DECEPCIONOU

Mais um procurador-geral da República (PGR) que sai da vida pública e entra para o panteão dos engavetadores da República. Assim foi a trajetória de Raquel Dodge, a agora ex-procuradora-geral da República que chegou ao cargo pelas mãos de Michel Temer, deixando o ofício na gestão Bolsonaro pela porta dos fundos, quase uma tradição entre os últimos PGRs, a exemplo de seu antecessor Rodrigo Janot, que deixou o cargo em meio a controvérsias, entre elas seu empenho em derrubar o então presidente Temer e seu encontro furtivo num boteco de Brasília com o advogado Pierpaolo Bottini, que defendia o empresário corrupto Joesley Batista. Ao encerrar sua trajetória à frente do Ministério Público, Dodge não decepcionou aqueles com quem convive no ofício. Graças a um parecer ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, trechos importantes da delação premiada de Léo Pinheiro que implicavam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e alguns ministros, entre eles o presidente do STF, Dias Toffoli, foram arquivados, gerando uma revolta que culminou com a renúncia de vários procuradores que investigam casos da Lava Jato. Se nossa democracia fosse medida pelos feitos de agentes públicos ao deixarem o cargo, e não quando assumem a função – quando ainda contam com o benefício da dúvida –, não seria exagero dizer que estamos condenados a viver numa República de compadrio, onde prevalecem interesses particulares de uma casta privilegiada, fato característico de Repúblicas bananeiras.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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O VERMELHO

O povão quer saber se a vestimenta vermelha que Raquel Dodge usou na sua despedida, após dois anos de mandato no cargo de procuradora-geral da República (PGR), foi uma demonstração de simpatia aos petistas ou foi algo casual?

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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PGR

Raquel Dodge saiu da PGR deixando aparecer o que mantinha engavetado. Saiu menor do que entrou. Não aparentava...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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NA GAVETA

E eu, que achava que a sra. Raquel Dodge era da turma favorável ao Brasil, nunca imaginei que fosse “engavetar” casos destas velhas raposas de nossa política: Eunício Oliveira, Edison Lobão, Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Imaginem se em nosso país tivéssemos uma Justiça igual para todos, há quanto tempo este quarteto já estaria preso e quanto dinheiro desviado poderia ter voltado aos cofres públicos.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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COBRANÇA

Sobre a matéria Fachin cobra Raquel por ‘segurar’ casos da Lava Jato, publicada no Estadão em 17/9, na saída da PGR Raquel Dodge do cargo, Fachin fez cobranças que mostram toda a sua incompetência em segurar casos da Lava Jato. O que esperar de uma procuradora eleita numa lista tríplice? Espero que seu sucessor fora da lista seja bem melhor.

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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A BRONCA DO MINISTRO

É com muita razão que o relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, deu literal bronca na procuradora-geral da República Raquel Dodge, por segurar por até 21 meses casos de políticos investigados na operação, como publicou o Estadão. São 14 casos, desde 2017, que tiveram a investigação desacelerada e nada de conclusão. Os alvos são velhos políticos, mais conhecidos pelas páginas policiais dos jornais e por supostos casos de corrução, como Eunício Oliveira, Edison Lobão, Eduardo Cunha (novas denúncias) e o manjado Renan Calheiros. Todos do MDB. Por quê? Raquel se sentia ameaçada?     

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A CAMINHO DO QUÊ?

Desculpem-me, mas o artigo de Edson Fachin no Estadão de ontem (A caminho, 18/9, A2) é de um cinismo absoluto. O País tem pressa e não pode ficar à mercê de opiniões que não a têm. São 210 milhões de pessoas que aguardam ter um país decente, principalmente com uma justiça ágil para ser efetiva, não só burocrática. Quantos casos da Lava Jato o Supremo já julgou? E as mordomias com a alimentação de ministros e convidados? E as férias de vários meses por ano? É isso que pretendem oferecer como exemplo de trabalho e dedicação à justiça? Acordemos.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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SE A MODA PEGA

Leio que o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse aos filipinos que eles podem “atirar, mas não matar” funcionários públicos que exigem dinheiro em troca de seus serviços. Se a moda pega por aqui, considerando que os políticos são servidores de validade incomensurável, providos pelos cofres públicos, alguns descaradamente de forma indireta, enviesada, imoral e ilegal, haveremos de ter um incremento no segmento bélico. Considerando os membros do Judiciário como potenciais “clientes”, a procura do mercado será maior do que a oferta, demandando um terceiro turno na indústria de armas e munições. Na carona, aplaudindo o feito, a indústria de saúde privada e insumos, superfaturando horrores à conta dos efeitos da corrupção oficializada.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘CAUSA INDETERMINADA’

Delator da Odebrecht encontrado morto (Estadão, 18/9). Vamos ver em que dará a apuração do caso. Geralmente, delatores deixam documentos autênticos em lugar seguro ou com alguém de confiança caso algo lhe aconteça. Delatou, entre outros, dois cardeais do Senado. Aécio Neves e Edison Lobão. A propósito, não foi o deputado Aécio Neves que, numa gravação de pedido de R$ 2 milhões, se referiu a alguém dizendo que “depois a gente mata ele”? Como também tem gente da CUT e indígenas envolvidos nas denúncias deste delator...

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ATENÇÃO A LEWANDOWSKI

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que pretende aguardar uma definição sobre o direito ou não de o réu se manifestar na ação penal após as alegações dos delatores acusados no processo, e não no mesmo prazo, se o STF pelo seu plenário estiver na iminência de analisar essa questão. Entretanto, advertiu: “Se demorar muito, eu vou decidir sim ou não”. O aviso de Lewandowski, longe de ser mera bravata, deve ser visto com preocupação. O ministro tem um histórico de decisões singulares extravagantes, como é exemplo a decisão tomada na véspera do encerramento do ano judiciário de 2017, quando cancelou a medida provisória que suspendia o aumento salarial dos servidores federais e contribuiu, assim, de forma agressiva e irreversível, para o buraco bilionário nas contas públicas. Causa espanto que um integrante da Corte, que tem como missão precípua a guarda da Constituição, aja como se a sua vontade estivesse acima da lei.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NADA MUDOU

Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao articular com eficiência a aprovação da fundamental reforma da Previdência, foi às lágrimas e passou à sociedade a sensação de que surgia um novo modelo de liderança, capaz de higienizar a instituição que quase sempre deu mostras de pouco compromisso com o interesse público, em detrimento dos projetos particulares de poder. Transcorrido pouco tempo, porém, vê-se que tal esperança se desvaneceu, quando seu prometido paladino exibiu talvez a sua verdadeira essência, ao pôr em votação furtivamente medidas que moldam blindagens protetoras para processos delituosos nos quais está envolvida assustadora porcentagem dos parlamentares sob seu comando, inclusive ele mesmo respingado por delações, além de, mais uma vez, conduzir rapidamente a aprovação de projeto de lei que permite aos partidos o uso dos fundos partidário e eleitoral para enfrentar a fiscalização da respectiva Justiça, abrindo caminho para a ressurreição de caixa 2. Desanimada, a sociedade descobre que as velhas forças e os viciados métodos de sempre continuam mais vivos do que nunca e que, como cantava o compositor Léo Jaime, “nada mudou”.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AFRONTA

Presumo que, num país com milhões de pessoas desempregadas e vivendo literalmente na miséria, utilizar R$ 1,7 bilhão de recursos públicos para abastecer um fundo partidário é, no mínimo, uma afronta aos brasileiros, principalmente à maioria, que não vive de política.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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FUNDO ELEITORAL, PALAVRÃO...

 

Que país é este em que os Três Poderes tudo podem, onde um candidato gasta R$ 3 milhões numa eleição e outro, R$ 300 milhões, e tudo fica por isso mesmo? Cadê a mídia e a Justiça Eleitoral? Povo, despertai-vos!

Jaime Eufrasio Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

 

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CONDIÇÃO

Defendo que o tal fundo partidário seja ligeiramente maior: R$ 100 bilhões já estariam de bom tamanho para começar, desde que, em contrapartida, seja permitida a criação imediata dos seguintes partidos: PASC, o Partido dos Amigos das Santas Casas; PMTSC, o Partido das Mães Trabalhadoras Sem Creche; Papinss, o Partido dos Aposentados e Pensionistas do INSS; PDPE, o Partido dos Desesperados Por Emprego; PSASPQ, Partido dos Sem-Acesso a Saúde Pública de Qualidade; etc. Hã? É ilegal destinar dinheiro público para entidades particulares? E os atuais partidos políticos são o quê?

Paulo Isamu Uehara paulouehara119@gmail.com

São Paulo

 

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PL 5.029/2019

O Projeto de Lei 5.029, que tratava de tornar mais obscura a prestação de contas dos partidos e seus candidatos, bem como aumentava a contribuição ao fundo partidário, foi votado na terça-feira no Senado e quase totalmente rejeitado. Tratava-se de uma verdadeira afronta a todos os brasileiros. Os políticos (verdadeiros abutres do dinheiro público) aproveitaram que toda a atenção dos brasileiros está voltada para a votação da reforma da Previdência e, ainda, mesmo sem votá-la, iniciaram a discussão sobre a reforma tributária para tirar o foco deste projeto de lei que permite a utilização do dinheiro público para dar crédito a todas as mazelas ali previstas. Estes senhores, cada vez mais, dão razão sobre o que pensamos do Congresso como um todo: que se trata de um verdadeiro prostíbulo, só faltam a música e a bebida.  E o povo que se dane!

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

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FILHO PRÓDIGO

O Senado se amedrontou em avalizar. E a indecência voltou aos indecentes...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CARTÓRIOS CANSATIVOS

A pressão que os cartórios estão fazendo sobre o presidente Bolsonaro para que ele vete o dispositivo que dispensa os fundos de investimento de fazer o registro de seus regulamentos é mais um dentre vários exemplos de corporações que não medem esforços em lutar por interesses exclusivamente próprios – envolvendo principalmente vultosos dividendos – pouco se importando com o País e com a população. É de conhecimento de todos que cartórios produzem lucros exorbitantes por conta de procedimentos burocráticos antigos e cansativos, muitos deles absolutamente desnecessários – um verdadeiro abuso do tempo e dinheiro das pessoas. Assim como aconteceu com os sindicatos após a extinção da contribuição sindical obrigatória, está na hora de os cartórios se reinventarem.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O CAMPO ARMADO

Decreto de Jair Bolsonaro libera o uso de armas de fogo nas propriedades rurais. Raquel Dodge, no último dia de seu mandato como PGR, apontou inconstitucionalidade do decreto. O MST e seus congêneres, ditos movimentos sociais, pensarão duas vezes antes de invadir e depredar propriedades rurais. Até então, com o apoio incondicional dos governos petistas, os tais movimentos sociais invadiam, depredavam e, após reintegração de posse, deixavam todo o prejuízo para o dono da terra. Mas nada como um dia após o outro.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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O DESARMAMENTO QUE SUFOCA O POVO

Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a lei que amplia a posse de arma de fogo para todo o perímetro da propriedade rural. É o começo da devolução da segurança aos fazendeiros, sitiantes e até chacareiros. Desde que a dita social-democracia assumiu o poder, eles são obrigados a assistir, sem nada poder fazer, à destruição do patrimônio (muitas vezes único) construído pela família durante toda a vida de trabalho. Mesmo assim, os fantasiosos defensores do desarmamento torcem o nariz. O desarmamento, em lugar da pauta humanitária e de defesa à vida, virou bandeira política. Subjugou toda a população, na medida em que não desarmou os bandidos e serviu até para as tentativas de enfraquecer e criminalizar as ações da polícia. Governo e Parlamento que vieram para mudar têm o dever de restabelecer a verdade do setor e criar condições para a população voltar a viver com relativa segurança e equilíbrio. O cidadão de bem, desde que cumpra os regulamentos e as exigências, tem o direito de armar-se. Até porque é humana e economicamente impossível ter polícia em número suficiente para patrulhar e garantir a segurança de todos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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INCÊNDIO NO HOSPITAL BADIM

É extremamente importante a determinação das causas do terrível incêndio ocorrido no hospital do Rio de Janeiro, para adequar as normas e tornar mais rígidas as exigências na instalação de geradores (alternadores) de emergência não só em hospitais, mas também em outros locais de risco. O fogo, a julgar pela fumaça, se propagou pelo reservatório de combustível, que deveria ter proteção e localização apropriadas. Uma análise rigorosa deve também ser feita para saber a razão de o disjuntor de proteção elétrica não ter atuado em tempo. A procura de uma peça do alternador dificilmente vai esclarecer a causa do incêndio.

 

John Edgar Bradfield lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

 

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AVISA LÁ!

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, veio a público manifestar com grande entusiasmo seu plano de criar muitas praças e jardins na cidade. Ora, prefeito, a população certamente ficaria muito mais feliz ao ouvi-lo dizer que está nos seus planos construir inúmeras creches e escolas. Fale sério, senhor Covas!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

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PESQUISA DE OPINIÃO

Aconteceu: Covas vai contratar pesquisa por R$ 1,8 milhão (reportagem de 17/9 no Estadão, página A10). Prefeito, não se dê a este desplante, com tantas outras necessidades muito mais importantes e pendentes por “falta” de verbas. Nós respondemos à pesquisa antecipadamente e de graça: nem pense! O senhor e o seu partido estão fora de cogitação.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

 

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DESNECESSÁRIO, PREFEITO

O prefeito Bruno Covas vai gastar desnecessariamente R$ 1,8 milhão para contratar pesquisa com a finalidade de mapear qualidade dos serviços prestados na sua atual gestão da cidade de São Paulo. Ou seja, pretende se preparar para a reeleição. Se a pesquisa não for direcionada ou manipulada para obter um resultado desejado, como ocorre com tudo no nosso meio político inútil e incapaz, seu resultado será obviamente desastroso, vai denegrir ainda mais sua imagem. Isso porque os problemas crassos da cidade nós, a população, os vivemos dia a dia. Para tanto, bastaria ele ler os jornais, ver e ouvir telejornais, ouvir notícias no rádio, etc., que ficaria totalmente a par de tudo imediatamente, e ainda saberia onde ocorrem os problemas com nome, local e ocorrências. Podemos, de imediato, mencionar alguns: ruas intransitáveis, repletas de buracos, calçadas em estado precário, inexistência de guias rebaixadas para cadeirantes, árvores sem poda, emaranhadas entre os cabos elétricos, iluminação de ruas inexistente, postos de saúde com falta de medicamentos básicos, atendimento médico precário, ruas sem placas indicativas, semáforos quebrados e desregulados, bocas de lobo obstruídas, repartições públicas desinteressadas, guarda municipal inoperante, ônibus em péssimo estado, etc. Será necessário mencionar mais alguma coisa, excelentíssimo prefeito? Porém, não podemos deixar de mencionar a eficiência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) por sua estratégia totalmente diferente de sua real atividade e finalidade para a qual foi criada, a de orientar e direcionar o trânsito. Os marronzinhos se dedicam exclusivamente, e de forma maléfica, escondidos atrás de postes, árvores e curvas de ruas, sem visual, a manter em plena atividade a indústria das multas.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AVANÇOS IMPORTANTES

Não sou contra o prefeito Bruno Covas contratar pesquisa para ouvir a opinião do munícipe sobre o trabalho de sua gestão. Eu faria o mesmo. A verdade é uma só: a oposição sabe o que eu também sei. Bruno conseguiu avanços importantes em serviços, principalmente na zeladoria em toda a cidade. Uma pesquisa vai mostrar isso – cacifando fortemente a reeleição do neto de Mario Covas. Sem dizer que, quando converso com as pessoas de diferentes camadas sociais, ouço de muitos “não tem ninguém. Ele é o melhorzinho”. O grande desafio do prefeito será convencer a população da periferia de que ele não tem nada que ver com o nosso governador João Doria. A rejeição a Doria no subúrbio é fenomenal, por ter abandonado a Prefeitura.

Devanir Amâncio  devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

 

 

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