Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 03h00

CONGRESSO NACIONAL

A grande farra continua

Contrariando o bom senso, que recomenda austeridade, e ignorando o difícil momento que o País atravessa, a Câmara dos Deputados, alheia à realidade, aprovou na caradura lei que aumenta as regalias dos partidos. Entre as aberrações aprovadas na votação do PL 5.029/2019, será possível pagar com o fundo eleitoral multas de campanha, comprar e/ou alugar móveis e imóveis, promover posts pagos nas redes sociais, gastar de forma ilimitada com advogados e contadores para defender candidatos e ex-candidatos, permitindo que nosso dinheiro – pasmem! – seja utilizado até para financiar o “Lula livre”. Ainda abre brecha para o caixa 2 – prática já considerada criminosa – e o desvio de dinheiro do tal fundo. O projeto também restabelece a propaganda política no rádio e na TV em anos não eleitorais, ampliando ainda mais os gastos bancados pelos pagadores de impostos. Um desaforo para com os contribuintes, que pagam a conta dessa farra para uma turma acostumada a viver de privilégios imorais. Perderam de vez a pouca vergonha que lhes restava. Como o PL já foi aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para sanção presidencial. Torçamos para que o presidente vete essa imoralidade, evitando que mais uma vez políticos inescrupulosos enfiem as mãos em nossos bolsos.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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Imoralidade, o retorno

Mais desanimador, impossível. A Câmara dos Deputados não perdeu tempo para aprovar o tal projeto de reforma eleitoral, que de reforma não tem nada: é a mera retomada dos privilégios do acesso ao fundo eleitoral – leia-se dinheiro público, proveniente dos impostos pagos por nós – para financiar interesses partidários. Essa questão, que parecia morta e enterrada após longa discussão e pressão da opinião pública, retorna com força, e talvez até pior do que antes. O fundo partidário é e continuará sendo antipático à sociedade, por mais que se queira dar-lhe um verniz de procedência. A imoralidade volta à tona.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo


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As castas privilegiadas

Quando já não se poderia esperar nada de bom vindo do Congresso, eis que os deputados federais conseguiram superar-se. Usaram um cavalo de Troia chamado fundo partidário para custear regalias inadmissíveis, como construção de sedes de partidos, contratação de advogados para defesa de filiados, e por aí vai. Depois daquele “pobre” procurador reclamar por receber um “miserê” de R$ 24 mil mensais (sem contar os famosos adicionais), temos de assistir a esse descalabro com o dinheiro público. A quem recorrer? Veto do presidente? Manifestações nas ruas e nas redes? Infelizmente, nada vai adiantar. As castas venceram mais uma vez e o Brasil, atolado em dívidas e no desemprego, joga a toalha.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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Veto presidencial

Não deixa de ser uma indecência e falta de respeito à sociedade a aprovação na Câmara do projeto que promove o retorno da maioria das benesses derrubadas pelo Senado. Cabe agora ao presidente Jair Bolsonaro vetar, sim, mais essa excrescência.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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Orçamento da União

Anuncia-se que o Orçamento da União para 2020 terá redução de R$ 393,7 milhões na dotação para vacinas e um aumento de R$ 1,99 bilhão para o fundo eleitoral. Pelo amor de Deus, esse fundo eleitoral deve ser extinto! Vamos zelar e contribuir para a manutenção das nossas prerrogativas democráticas. Senhores dos três Poderes, deixem de alimentar investidas desse tipo!

HUGO JOSE POLICASTRO

hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos


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Reforma partidária

A reforma trabalhista extinguiu a obrigatoriedade da contribuição sindical, o que desestimulou o surgimento de novos sindicatos e fez desaparecer muitos deles. Da mesma forma, deveria existir alguma regra que norteasse a criação de partidos, pois o fundo partidário é um grande incentivo para políticos amealharem dinheiro público gratuitamente (para eles). É inadmissível que 28 partidos tenham representação no Congresso.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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PODER JUDICIÁRIO

Insensibilidade

Os membros do nosso Judiciário são brilhantes e muito ativos quando o assunto é aumentar despesas e criar palácios para a Justiça, como bem mostra o editorial A insensibilidade da Justiça (19/9, A3). Eles parecem não saber que temos uma das mais caras Justiças do mundo, e das mais lerdas. Também parecem ignorar que o problema não é o número de julgadores nos diversos níveis, mas a ineficiência, como muitos estudos já mostraram. Atacar a ineficiência é o que a sociedade espera.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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Outro mundo

A Justiça brasileira é insensível porque vive num mundo à parte, de fartura e privilégios. Gente que ganha R$ 50 mil por mês, trabalhando pouco – jornada reduzida, 60 dias de férias por ano, recessos, feriadões – e sem risco de perder o emprego, não dá a mínima para comedimento e outras chorumelas.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)


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NA SORBONNE

Desinformação

Em palestra organizada pela decadente esquerda em Paris, Dilma Rousseff, além das patacoadas habituais louvando os governos do PT, foi saudada por Allain Tenon, decano da Sorbonne, como estadista proeminente. O decano deveria informar-se melhor e ver o estrago feito em nosso país.

MARIO COBUCCI JÚNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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Conjunto da obra

Dilma, em palestra na Sorbonne, insistiu em afirmar que o impeachment que sofreu foi “golpe”, como, acentuou ela, foi confirmado por Michel Temer em recente entrevista. Como presidente, Dilma foi um fiasco e sofreu impeachment após longo processo, com todos os contraditórios em sua defesa. Lula e Dilma, pelo conjunto da obra, destroçaram o Brasil, mas, felizmente, estão fora do jogo político. Senão celeremente nos tornaríamos outra Venezuela.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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“O que a Câmara fez com a tal reforma eleitoral foi só extinguir a lei e nos empurrar goela abaixo mais despesas, como se fôssemos todos idiotas. Não somos!”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE O RETORNO DAS FALCATRUAS

luiz.frid@globomail.com


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“Os valores dos fundos federais para educação, pesquisas, saúde, Minha Casa, Minha Vida diminuíram. Já o valor do fundo eleitoral vai aumentar. É a lei das compensações...”

FLAVIO BASSI / SÃO PAULO, SOBRE AS NECESSIDADES DO POVO E AS PRIORIDADES DE SEUS ‘REPRESENTANTES’

flavio-bassi@uol.com.br

 

O BOLÃO DO PT

Bolão de funcionários da liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara ganha os R$ 120 milhões da Mega Sena. Coitados, bilhões são só para companheiros de outro nível.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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LEMBRANÇA

Quando vi a manchete na primeira página do Estadão de que um grupo de funcionários da liderança petista na Câmara tinha ganhado a bolada de R$ 120 milhões, a primeira coisa que veio à minha mente foi o que aconteceu alguns anos atrás com os famosos “anões do orçamento”. Será que a história vai se repetir ou será que os petistas, tão “preocupados” com os trabalhadores desempregados do País, vão dividir a bolada com eles?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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BANDEIRA DE LADO

Após vários integrantes do PT ganharem na Mega Sena um prêmio de mais de R$ 120 milhões, já houve uma mudança radical em suas bases: agora, são totalmente contrários à taxação das grandes fortunas. Afinal, por que será?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PIADA DE MAU GOSTO

O folclore vem desde o ex-deputado federal João Alves, que usara a afirmação de ter sido premiado dezenas de vezes na loteria como justificativa de patrimônio. Agora é um grupo de assessores do PT levando R$ 120 milhões da Mega Sena. Outro dia, o prêmio saiu para um interior desconhecido do mapa, onde até tatu morre de solidão, e o único felizardo (pasmem!) nem se deu ao trabalho de aparecer. É o Brasil divertido, as aberrações parecem um gozo coletivo, a desfaçatez ganha destaque jocoso da mídia e os homens maus acabam convencidos de que ludibriar (saquear) é melhor que produzir (trabalhar). A nossa premiação é menor, ganhamos um sorriso de tolo, que dói muito no bolso e, ainda mais, na consciência. Até quando?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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PENTE FINO

Lindo, lindo, agora o PT descobriu como ganhar mais dinheiro: é só esperar a  Mega Sena acumular e fazer um bolão entre os petistas. Está na hora de fazer um pente fino nas loterias da Caixa para ver até onde os brasileiros estão sendo enganados. Depois desta, nunca mais jogo em loterias da Caixa.

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

 

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O PT E O VIL METAL

Ser petista é, mesmo, uma festa, só alegria! Posam de defensores dos pobres, de politicamente corretos, em serem “antissistema”, socialistas que pregam dividir quase tudo (desde que dos outros) para “combater a miséria social”, têm cargos públicos com salário polpudo e ainda, além disso tudo, ganham na Mega Sena acumulada! Aliás, parece que ser petista atrai, de um jeito ou de outro, o que eles mais dizem ser repugnante: o “vil metal”. E como!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

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PROVIDÊNCIA MALIGNA

De um lado, morre de “causa indeterminada” o delator que sujaria a fita de uns quantos, inclusive de Aécio Neves. De outro, um grupo de petistas faz um bolão e ganha R$ 120 milhões na Mega Sena. Já que a fonte secou, arrumaram outra bica... De repente me lembrei de como morreu Celso Daniel e mais 7 testemunhas que poderiam complicar a vida de quem, de tão seguro da própria impunidade, acabou se complicando sozinho mais tarde, graças a Deus e a Sergio Moro. Voltamos à estaca zero na criminalidade política? Nós não suportamos mais!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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A MORTE DE HENRIQUE SERRANO

Preocupante: “morre” um prestativo delator em circunstâncias misteriosas, e ninguém encontra vestígios. Os especialistas de plantão, nada! Comentários escritos, televisionados ou falados, nada! Preocupante. Quem será o próximo.

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

 

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SEM ALARDE

Curiosamente, o assassinato de um ex-executivo da Odebrecht não foi alardeado pelos meios de comunicação. Será que isso foi censurado? Ou estamos voltando ao passado? Ou, ainda, será que foi o lobo quem comeu a vovozinha?

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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FARRA NA CÂMARA

A notícia de que os decrépitos deputados – ditos representantes do povo – aprovaram projeto de reforma eleitoral em que são retomadas benesses a partidos e em que se abre brecha para aumentar o fundo eleitoral é simplesmente ultrajante: um tapa na cara do povo esfolado por impostos, sem contrapartida nos serviços mais básicos como saúde e educação, entre outros. Uma farra com o dinheiro público. Inacreditável a capacidade das nobres excelências de “trabalhar” tanto na surdina, na caradura, mesmo, para se blindar e garantir mordomias para si e seus cúmplices. Pergunto: é esta a democracia de que hipocritamente se dizem representantes e defensores em nome do... povo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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SOBRIEDADE

No Brasil em crise, com redução orçamentária de importantes ministérios para amenizar o déficit, não tem cabimento doar uma fortuna aos fundos partidários, ainda mais com a insistência dos deputados em desvirtuá-los para a defesa advocatícia de seus pares, quando são precários os serviços públicos básicos no País. Não seria o momento oportuno de, em nome da sobriedade, extinguir tais fundos? Que tal praticar “o que eu posso fazer pelo meu país”, em vez de “o que eu posso obter do meu país”.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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BRASIL ESFUMAÇADO

Quando o Barão de Montesquieu escreveu a obra O Espírito das Leis, em que prevalecia a independência política dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, jamais imaginou que esses poderes, tendo passado por colônia, império e República, desdenhariam dessa premissa fazendo das prerrogativas das leis e da Constituição um balaio de gatos, contrariando as normas do Barão, com intromissão indevida de cada poder na Constituição em vigor. Vejam o exemplo da Câmara federal, que acaba de aprovar um projeto de reforma eleitoral e, para continuar com a falta de vergonha do Legislativo maior da República, aprovando no bojo da reforma porteiras escancaradas para o execrável caixa 2. Ledo engano de quem pensa que as queimadas só ocorrem na Amazônia, todo o País está enfumaçado. E, como diz o ditado, “onde há fumaça há fogo”. Oremos.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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INSENSÍVEIS

Enquanto o Ministério da Saúde envia ao Congresso proposta orçamentária para 2020 reduzindo R$ 393,7 milhões para a compra de imunizantes (vacinas), os congressistas lutam desesperados para aumentar o valor destinado ao fundo eleitoral, principal fonte de recursos para as campanhas políticas (Estadão, 19/8, A4). É por isso que falo com todas as letras que o nosso Congresso Nacional é composto por um bando de canalhas, de crápulas, verdadeiros ladrões insensíveis, nada preocupados com as nossas crianças que ficarão sem vacinas, por exemplo. Os filhos desta corja são vacinados em clínicas particulares, e pagam caríssimo por isso, com o salário que vem do nosso dinheiro, é claro. Da Justiça brasileira este povo com certeza escapará, mas da Justiça de Deus não escaparão ilesos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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A ÉTICA HUMANA E OS BUFÕES

O estudo da Ética é um dos principais pilares da Filosofia que definem o ser humano. Saber separar o bem do mal e ter moral são atributos humanos. Qual a definição dos nossos políticos na escala evolutiva dos seres vivos terrestres que o fazem não conseguir priorizar a saúde da população, destinando simples vacinas que terão um impacto social de uma ação segmentar que beneficiará somente a eles nas suas campanhas com uma vergonhosa verba de R$ 1,7 bilhão? O problema nosso é que estes seres inferiores não conseguiram chegar ao nível humano na evolução darwiniana. Vejam seus gestos e características grotescas típicos de um bufão. Só que no Brasil a corte é regida pelos bufões do rei. Uma simples inversão do conceito de evolução da raça humana de Darwin.

Ayrton Massaro ayrton.massaro@gmail.com

São Paulo

 

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NOVA LEGISLAÇÃO ELEITORAL

Será que houve, mesmo, uma renovação no Congresso?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ESTAMOS AMADURECENDO

Dos bons acontecimentos no quadro político nacional, o eleitor já está fazendo o seu novo cadastro no TRE e quer conhecer o seu candidato. Em compensação, no Congresso em Brasília as velhas raposas que ainda sobraram estão buscando uma fórmula para voltar ao sistema antigo de fazer política, inclusive, gastando mais do dinheiro público. Apesar dos pesares, o brasileiro está amadurecendo politicamente. Vamos aguardar a eleição de 2020.

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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ESPERANÇA

 

Tem um ditado que diz que a esperança do pobre é o ano que vem, já a esperança dos eleitores brasileiros serão as eleições de 2022.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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2022...

Em sua coluna no Estadão de 17/9, Bolsonaro em 2022? (página A6), a jornalista Eliane Cantanhêde, ao comentar sobre as próximas eleições presidenciais, escreveu: “Talvez seja a hora de um grande freio de arrumação. Fim do PT, fim do PSDB, uma nova reaglutinação das forças que foram capazes de sobreviver, enquanto o PSL se desfaz em pedaços, desgarrando-se de Wilson Witzel no Rio, resvalando para Doria em São Paulo, insurgindo-se contra Flávio Bolsonaro no Senado. Com toda essa balbúrdia e a falta de alternativas, quem lucra é quem já está no poder, pela força da inércia: Jair Bolsonaro. As manifestações dele são chocantes, os filhos aprontam coisas incríveis, alguns ministros (vocês sabem quais) são inacreditáveis e, pior, a recuperação da economia continua não dando os ares de sua presença, mas quem desponta para galvanizar a reação a tudo isso? Por enquanto, há um campo livre para a reeleição de Bolsonaro em 2022, contra Doria, Ciro Gomes, alguém, qualquer um, do PT. E não para por aí. Nesta toada, Bolsonaro não só se reelege, como se prepara para fazer o sucessor. Pode até tentar lançar um filho (se lançou para a principal embaixada, por que não para o Planalto?). Como plano B, os evangélicos. Têm muito, muito, muito dinheiro, e TV, rádio, palanque em qualquer bairro do País e rebanho. Só falta apoio político forte. Que tal o do próprio presidente da República?”. Diante da grave ameaça ao País, só nos resta ajoelhar e rezar. Oremos juntos com toda a força para espantar o mau que nos espreita.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ENQUANTO ISSO...

Enquanto em Brasília se discutem reformas intermináveis e pretendidas paternidades, em São Paulo o governador João Doria constrói um castelo para inaugurar em 2022.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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CIRO GOMES

A respeito da matéria Ciro Gomes abala frente de esquerda e volta ao jogo, publicada no Estadão em 15/9 (Coluna do Estadão), partidos que não caem na real, inclusive o PT, por olhar apenas no espelho retrovisor, com seu “Lula livre” e sua oposição sistemática de inconformados, acabarão no esquecimento – aliás, algo que não seria tão mau assim. Ciro, o derrotado nas últimas eleições, viu que se quiser ter algum futuro com vida própria terá de partir para outra sem o antigo “aliado”.

                       

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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DIFÍCIL DE AGUENTAR

Ciro Gomes (PDT), político saltimbanco à procura de notoriedade, mas que só encena atos medíocres pelos quais poucos estão dispostos a pagar, está querendo, mais uma vez, voltar à cena, encarnando uma espécie de Antônio Conselheiro da caricata centro-esquerda até hoje ridiculamente aplicada no escondidinho geopolítico desta Terra de Pindorama. Certamente, será mais uma das muitas piruetas executadas por essa figura decadente que, tal qual cometa vagabundo, aparece periodicamente de maneira perturbadora. Difícil de aguentar!

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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TURBULÊNCIA

O senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo e alvo de Operação Turbulência, da Polícia Federal, ontem, colocou seu cargo a disposição. Como é que se indica alguém assim para ser líder do governo? O governo não sabia disso? Nem desconfiava? Respinga no discurso de probidade do governo. É bem verdade que neste Congresso, se 15% escapam, é muito. Para achar alguém probo vai ter de fazer o que o filósofo grego Diógenes de Sinope fazia. É melhor ficar sem líder. Inventam esse negócio de líder na Câmara, líder no Senado, etc. para o parlamentar engordar seu contracheque. Vai demorar muito a faxina na política brasileira.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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OPERAÇÃO DA PF

Fernando Bezerra Coelho vai se lembrar de Moro. Lobo em pele de cordeiro! Cuidado!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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BRASIL EM ESTADO TERMINAL

Que país insolente é este onde o artificial destino produz em larga escala animais fantasiados de “pobres”, de “favelados”, de “desprovidos de sorte na vida”, os quais, amparados pelas falácias dos criminosos de gabinetes que, por anos e anos petrificam-se nesta República de araque, matam pelas ruas os ricos, os pobres, os homens, as mulheres e as crianças, com a plena tranquilidade, seja de dia ou de noite, sem medida ou qualquer mínima racionalidade, mas sempre sob o olhar desatento das próprias forças de segurança? Que país é este onde sob a luz do dia de uma comum quarta-feira, de um bairro então entendido como relativamente seguro, pessoas são mortas a tiros de armas de fogo sem qualquer temor dos assassinos em assim proceder? Que país é este onde a parte do povo de bem elege em seu respectivo Estado federado um governador sem nenhum compromisso com a sociedade e com o espírito público, senão com a sua própria vaidade de tamanho incomensurável, e que tem no seu marketing pessoal desmedido a sua grande virtude? Que país é este em que a maioria dos governantes, senão todos eles, são confiantes e convencidos de que todas as demais pessoas são idiotas e acreditam nas aleivosias melodramáticas criadas aos quatro cantos, os mesmos cantos que os ratos se atrevem a ocupar? Que país é este onde a maior cidade tem um prefeito semibiônico que nem sequer consegue entender onde está e por que ali está onde dizem que ele está? Que país é este que tem no governo federal a esperança de dias melhores, quando se sabe que são dias piores que virão? Que país é este onde a parte de seu povo não se presta minimamente a ser digna do convívio com a outra parte formada pelas pessoas de bem? Que país é este em que o seu povo não clama por educação, por segurança, por saúde e por direitos dignos? Que país é este que tem como suas principais características a violência urbana desmedida, a corrupção desenfreada, a ignorância insuperável, a indolência incorrigível e o completo desrespeito pela civilidade? Que país é este que, mesmo passados mais de 500 anos, não consegue se formar como nação? Esse país é este aqui, que, a continuar nesse estado de “Sodoma e Gomorra” a que está submetido por décadas, somente restarão em condições para escrever a história os morféticos, os seres mais grotescos, os mais desprezíveis, os imprestáveis, inclusive, para desilusão total, também aqueles exemplares de maior expressão dentre os piores, quais sejam: os que agora se encontram presos em salas e em celas, mas que em breve estarão soltos por ordem dos arautos da sabedoria do melhor direito, no âmbito de uma justiça “cega e surda”, mas que se faz muito “viva e eloquente” quando a causa própria passa a interessar. Aos incautos e iludidos, este país se chama Brasil, portanto estejamos preparados com o risco iminente de a história futura vir a ser escrita em conjunto pelos repugnantes do passado e do presente, que triste memória teremos.

Cláudio Abdul-Hak Antelo Claudio@ahantelo.com.br

São Paulo

 

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BRASIL ARMADO

Uma grande maioria eleva sua voz para se colocar contra o armamentismo promovido pelo presidente Jair Bolsonaro, porém todas as vozes silenciam quando deveriam dizer das penalidades penais que, ineficazes, mais motivam os crimes e mais aumentam a necessidade e o desejo pelo armamento. Paradoxos da coerência.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O STF DE HOJE

Assim escreveu Eros Roberto Grau, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no artigo A Lei da Anistia (14/9, A2): os juízes não fazem justiça, são servos da lei. O.k., professor de Direito aposentado, os rumos que o STF está tomando hoje de jeito nenhum mostram que os juízes são servos da lei. Eles tomam decisões que vão contra a Constituição federal. Eles agem de acordo com os interesses  daqueles que estão sob seus votos. E, o mais grave, são chamados de ministros e nem ao menos são juízes. Fiquemos nos votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Para eles, as leis são seus servos. Mais uma jabuticaba neste Brasil, que, ao invés de ir a favor do progresso, marcha em direção ao retrocesso.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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RECADO DE EROS GRAU

Brilhante o artigo do ex-ministro do STF Eros Roberto Grau publicado no Estadão de 14/9, com título A Lei da Anistia. Um recado precioso para os nossos magistrados! O citado ministro, que em 1970 esteve preso pela ditadura militar no DOI/Codi, desistiu de se aposentar no Supremo em 2010 porque não podia faltar naquele momento importante da Nação, já que foi nomeado relator da Lei da Anistia. E o seu voto a favor, em abril de 2010, foi pela “anistia ampla, geral e irrestrita”. Diz que não votou com o estômago ou por vingança, porque esteve preso injustamente pela ditadura – que nosso presidente hoje teima em elogiar –, mas “fazer e aplicar as Leis, e fazer justiça”. Assim como cita Sartre, que diz sobre a conduta de um garçom de um café, que executa uma série de gestos solícitos para atender o cliente, e o faz equilibrando bem a bandeja. E “exatamente assim devem cumprir os juízes o papel que a Constituição lhes atribui”, diz Eros Grau.  Que “enquanto juízes, hão de exercer, representar seu papel nos termos da Constituição e da legalidade”. Porém, repudia todas as modalidades de “tortura, de ontem e de hoje, civis e militares, policiais e delinquentes”, já que “há episódios na nossa vida que não podem ser esquecidos”. Mas que “os juízes não fazem justiça, são servos da lei”. Estes sábios conselhos de Eros Roberto Grau deveriam ser assimilados, e urgentemente, pelo presidente do STF, Dias Toffoli, que, por exemplo, concedeu liminar suspendendo investigações do Coaf, objetivando a livrar sua esposa de supostos ilícitos, assim como também de Gilmar Mendes, e, com as digitais de um acordo indigesto com o Planalto, para livrar também o senador Flávio Bolsonaro de outra rumorosa investigação. Uma demonstração de que Toffoli não é “servo da Lei”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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‘A LEI DA ANISTIA’

A todos nós cursos de renovação de conhecimento ou aperfeiçoamento caem muito bem. Que tal o digno Eros Grau dar um cursinho de Lex/Jus aos atuais integrantes de nosso STF?

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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PACAEMBU

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou a concessão do Estádio Municipal do Pacaembu e do Complexo Esportivo Pacaembu, que passará para a iniciativa privada por 35 anos. Cumpre destacar que a decisão de passar o Pacaembu para a iniciativa privada foi de seu antecessor, João Doria. Para quem não sabe, aquele complexo esportivo foi projetado pelo escritório do arquiteto Francisco de Paula Ramos Azevedo no início da década de 1940 e é um dos principais monumentos arquitetônicos da nossa cidade, assim como as demais obras do notável arquiteto, entre elas o Teatro Municipal, o Mercado Municipal, o prédio da Pinacoteca e outras tantas que se destacam ainda hoje em nossa cidade. Também tem um significado histórico indiscutível na evolução do futebol paulista, que proporciona uma arrecadação significativa para a cidade. Não foi por acaso que o Museu do Futebol foi instalado ali. Eu, na minha juventude, frequentei o Estádio do Pacaembu e admirava a sua arquitetura, que com a sua concha acústica era na verdade um anfiteatro ao ar livre, próprio não só para o futebol, como para espetáculos artísticos com orquestras sinfônicas e outros. Atrás do estádio, o complexo esportivo, como tantos outros existentes pela cidade e administrados pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A população poderá continuar frequentando o clube municipal, mas, agora, com grandes restrições, o que também é um absurdo. Na terça-feira (17/9), ao me deparar com a imagem estampada no Estadão à página A18, sob o título Consórcio vai ‘encolher’ Pacaembu, fiquei estarrecido. Não dá para entender como tal mudança pôde ter sido aprovada tanto pelos conselhos do patrimônio histórico como pela Câmara Municipal de São Paulo. O que eu vi naquela imagem foi o fim de um dos símbolos mais significativos da nossa cidade, substituído por uma espécie de shopping. A indicação de que serão permitidas, em princípio, apenas 15 partidas de futebol por ano desmente, inclusive, o título enganoso de modernização do Pacaembu. O que ocorreu ali foi a substituição do antigo estádio por um conjunto comercial, numa região onde obras desse naipe são proibidas. Fez bem a Associação Viva Pacaembu em abrir uma ação sobre a demolição do tobogã pelo Ministério Público. O tobogã também é tombado pelos órgãos do patrimônio público, pois naquela oportunidade já tinha substituído a concha acústica do projeto original, por determinação do ex-prefeito Paulo Maluf. Não me parece razoável que tanto o Executivo como a Câmara Municipal de São Paulo, além dos conselhos do patrimônio histórico, possam decidir por uma transformação tão radical, justamente num ícone arquitetônico e histórico da cidade, em mais um complexo comercial de uso particular. Está errado e a Justiça terá de reverter uma decisão totalmente descabida de seus autores. Criou-se um precedente perigoso, pois daqui em diante o prefeito da vez poderá permitir a construção de um shopping dentro de um parque municipal, sob o pretexto de modernização.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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PACAEMBU, ONDE?

Sobre o direito de explorar o Pacaembu durante 35 anos, vencido por meio de licitação pelo Consórcio Patrimônio SP, pelas alterações e construções que farão, tudo indica que na realidade pouco lhe interessará explorá-lo como estádio para jogos de futebol, como é tradicionalmente conhecido, tanto é que o consórcio reduzirá a capacidade do Pacaembu de 39 mil para 26 mil pessoas. Pois só o fato de demolirem o “tobogã”, como foi anunciado, para erguer em seu lugar um prédio de cinco andares com lojas, restaurantes, escritórios, etc., entende-se que a real finalidade é construir um shopping center num lugar privilegiado, onde seu investimento seria no mínimo o triplo do preço pelo que adquiriram o direito de exploração. Tudo isso sem mencionar a piscina olímpica, a quadra coberta poliesportiva, duas quadras de tênis, os jardins no seu entorno, etc. Ótimo negócio para os vencedores.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CNH, NOVAS REGRAS

Não foi correto extinguir a exigência dos simuladores para solicitar Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para automóveis. Medidas as proporções, o risco seria o mesmo em não exigir aulas em cursos de tiro para os pretendentes ao porte de armas. A prova de aptidão em ambos os casos é incontestável, e de exigências necessárias, para o risco iminente, que nas duas situações podem ocorrer.

Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 
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