Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2019 | 03h00

POLÍTICA EXTERNA

Tratado UE – Mercosul

...na verdade eu tinha viajado sem entregar meu relatório sobre os produtores de damasco de Roussillon, enojado com a inutilidade daquela tarefa, já que era evidente que, quando fossem assinados os acordos de livre-comércio que estavam sendo negociados com os países do Mercosul, os produtores de damasco de Roussillon não teriam a menor chance, a proteção que a denominação de origem de ‘damasco vermelho de Roussillon’ oferecia não passava de uma farsa ridícula, a invasão de damascos argentinos era inevitável, desde já se podia considerar praticamente mortos os produtores de damascos de Roussillon, não ia sobrar nenhum, nem um só, sequer um sobrevivente para contar os cadáveres.” Trata-se de transcrição de trecho do livro Serotonina (pág. 22), do escritor francês Michel Houellebecq, de onde se depreende que, não obstante o ritmo das queimadas na Amazônia poder efetivamente estar aumentando, elas não passam de mero pretexto para que governos de alguns países europeus – entre os quais pontifica a França, daí o empenho oportunista do presidente Emmanuel Macron – para barrar a confirmação do acordo Mercosul-União Europeia, cedendo às pressões dos seus fartamente subsidiados produtores agrícolas, que não teriam a mínima possibilidade de resistir à concorrência dos produtores do Mercosul.

CARLOS F. MICHELETTI

cfmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

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ORÇAMENTO DA UNIÃO

Distribuição letal

O Projeto de Lei Orçamentária de 2020 (Ploa 2020), elaborado pelo governo federal e enviado à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, pretende destinar aproximadamente R$ 1,3 bilhão para financiar assistência médica e odontológica aos servidores públicos civis, militares e seus dependentes, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Um exame mais atento do Ploa 2020 mostra que mais R$ 2 bilhões serão destinados ao pagamento de benefícios obrigatórios (seja lá o que isso for) e outros R$ 31 milhões a auxílio-moradia para a casta mais abastada do funcionalismo público federal. Para dar uma ideia do que isso representa, o montante previsto no Ploa 2020 para o financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento pela principal agência de fomento à pesquisa do País, o CNPq, é de apenas R$ 16 milhões. Neste momento em que o Brasil atravessa a pior crise fiscal de sua História, é imperativo discutirmos critérios eficientes e justos para a aplicação dos recursos públicos, a fim de promover o desenvolvimento econômico e social do País, caso contrário, estaremos destinados ao fracasso por decisão própria.

ROBERTO KOPKE SALINAS

roberto.kopkesalinas@gmail.com

São Paulo


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Reforma administrativa

‘Reforma administrativa vai ajudar no equilíbrio fiscal’ (Estado, 21/9). Eis um vespeiro difícil de mudar, pois reforma administrativa que inclua diminuição de cargos ou eventual perda de estabilidade terá a feroz oposição, entre outros, de juízes e promotores, defensores dos muitos privilégios da casta do alto funcionalismo do Estado. Seria importante modificar a legislação que implica a necessidade de tantas regulamentações e justifica tantos funcionários. Um passo inicial para diminuir a paquidermia do Estado. Nunca é demais lembrar que nosso ineficiente Estado já consome cerca de um terço do PIB em tributos.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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CONGRESSO NACIONAL

Tirania

Do excelente artigo Reforma política ou magno latrocínio? (22/9, A2), de Roberto Romano, destaco: “Indecência de engordar o fundo partidário quando há no País tanta carência é tirania”. Explica a insensibilidade, ou perversidade, da classe política, que, ante o grave déficit fiscal, da economia empacada e dos mais de 12 milhões de desempregados, não só quer garantir fundo político de R$ 1,7 bilhão para gastar nas eleições de 2020, como elevá-lo para R$ 3,8 bilhões, entre outras vantagens espúrias.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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Parece mentira

Com sete parlamentares alvos de processos na Justiça, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado será instalado hoje. Raposas tomando conta do galinheiro. Incrível!

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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POLÍTICA ECONÔMICA

Diáspora brasileira

Brasileiros empreendem nos EUA. Estão desistindo do Brasil. Corrupção, violência, desemprego, burocracia tornam qualquer sonho inviável por aqui. Só vejo pessoas saindo do Brasil, ninguém retornando. Cadê o “posto Ipiranga”?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Estagnação do País

Mudamos o governo numa eleição turbulenta. Enchemos as ruas pelas mudanças. Porém, por termos um governo que parece estar voltado somente para sua própria reeleição e dando prioridade total aos interesses dos três filhos do presidente, renegando 210 milhões de brasileiros, somos obrigados a sair em busca de um novo nome para a Presidência da República em 2022. Alguém que pense no Brasil, e não tão somente em si e na sua própria família.

CELSO VICENTE FIORINI

cvfiorini@gmail.com

São Paulo

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VENEZUELA

O caminho da pobreza

Impactante a reportagem Na cidade mais rica da Venezuela, o colapso chega ao cemitério (21/9, A12). Como é possível isso no país aquinhoado com as maiores reservas de petróleo do mundo e que já foi o mais próspero da América Latina, apenas superado historicamente pela Argentina, o único país do subcontinente que já foi rico? Nos dois casos, muitas coisas em comum, entre elas o caminho esquerdista – bolivariano ou peronista. A pobreza, muitas vezes, é meticulosamente construída. O populismo esquerdista é o caminho mais eficiente e rápido para alcançá-la. Por muito pouco não seguimos esse caminho. Como estaríamos sem o impeachment de Dilma Rousseff e sob mais uma gestão petista?

JOSÉ JAIRO MARTINS

josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Violência sem fim

É claro que estamos todos indignados e chocados com a morte da pequena Ágatha no Rio de Janeiro. Mas daí a políticos oportunistas quererem incluir esse problema no pacote anticrime do ministro Sergio Moro... Menos!

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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“A morosidade do Congresso Nacional faz o relógio andar para trás. Logo, logo, chegaremos ao ano passado...”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE A DEMORA NA VOTAÇÃO DE PROJETOS QUE NÃO SEJAM DE INTERESSE EXCLUSIVO DOS PARLAMENTARES

ricardocsiqueira@globo.com

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“Mateus, primeiro os meus! Os deputados federais não se importam com as nossas futuras gerações, importam-se exclusivamente com as suas futuras reeleições”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / SÃO PAULO, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

 

UMA CIDADE ATORMENTADA

O povo do Rio de Janeiro clama por justiça em razão do assassinato da menina Ágatha, de 8 anos, no fim de semana, e sua voz já está rouca. Ainda que nenhuma ação repressiva fosse da responsabilidade direta do governador Wilson Witzel, bastaria seu espírito desumano para desenvolver entre muitos furiosos um inconsciente coletivo de agredir, ferir e matar. Ao expressá-lo, libera estas aranhas venenosas que hoje atormentam uma cidade que já foi a Paris do cone sul, que teve, para dizer menos que o mínimo, Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Terras dos artistas e do Cristo no morro, que deve chorar todos os dias ao ver quem governa aquele povo.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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SOBRE O FUTURO

 

A dor e a revolta do avô da menina Ágatha, morta pela bala de um policial no Rio de Janeiro, me comoveram profundamente. Tenho uma neta de 8 anos alegre e risonha, como a Ágatha que aparece nas fotos. Poderia Ágatha tornar-se uma adolescente, como Greta Thunberg, lutando pela preservação do ambiente? Poderia militar por melhores condições de vida no Complexo do Alemão? Nunca saberemos, pois Ágatha não tem futuro. Apesar de estar recebendo uma educação privilegiada, não sei que futuro terá minha neta num país cujo governante trata com desprezo a educação e a cultura, promulga leis que favorecem a destruição das florestas, desrespeita as nações indígenas, abomina a diversidade e fomenta o ódio. Não deveria ser utópico imaginar que Ágathas e meninas como minha neta pudessem se tornar amigas e colegas de classe numa boa escola pública e crescer num país que lhes assegurasse o desenvolvimento de suas potencialidades. As lágrimas do avô de Ágatha me levaram a distorcer o poema de Castro Alves para adaptá-lo aos tempos atuais: “Oh Maldito que semeias / Armas, armas a mão cheia / E manda o povo atirar / A bala que fere e cala / É dor que lacera a alma / É sangue que faz um mar”.

 

Maria Helena de Souza Fontes mhfontes@terra.com.br

São Paulo

 

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EXPECTATIVA DE VIDA

 

Há muito que o Rio de Janeiro não deveria fazer parte dos cálculos para elaboração da expetativa de vida do brasileiro, tendo em vista que esses dados não excluem as mortes diárias por confrontos diretos entre policiais e milícias organizadas e de pontaria que causa inveja à própria força policial responsável pela segurança pública. Sergio Moro, de forma equivocada, cria um escudo de proteção ao policial que mata o cidadão, “em estrito cumprimento do dever”. A vergonhosa estatística, no Rio de Janeiro, sobre o assassinato de crianças por “balas perdidas” é vergonhosa para um país que se diz democrático. Quase uma dezena de crianças foi morta pela estupidez de quem não tem condições de usar uma arma e atira só por suspeitar. Estatísticas de expectativa de vida no Rio não têm validade, diante da taxa de mortalidade existente entre cidadãos, policiais e, o pior, crianças que ainda mal ou nem começaram a viver. Sistema prisional, milícias em crescimento, enquanto isso nossos governantes vivem no país da Alice, gozando as delícias do poder, enquanto nossas crianças são sacrificadas, quando não por bandidos, pela própria polícia, que por incrível que possa parecer tem a proteção do ex-juiz Sergio Moro. Acredite se quiser.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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ROTINA TRÁGICA

 

A trágica morte da menina Ágatha Felix, de 8 anos de idade, depois de ser atingida por um tiro nas costas na noite de sexta-feira, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, é tristemente um fato corriqueiro no cotidiano dos brasileiros. Todos os dias, 30 menores de 19 anos são assassinados no Brasil, apontou o relatório A Criança e o Adolescente nos ODS, divulgado pela Fundação Abrinq em dezembro de 2017. Triste também é o oportunismo de alguns críticos – em sua maioria os habituais inimigos da Operação Lava Jato – do pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, os quais não têm escrúpulos em se valer da morte da menina para atacar o projeto. Entre estes figura o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmou pelo Twitter: “Os casos de mortes resultantes de ações policiais nas favelas são alarmantes. Ágatha é a quinta criança morta em tiroteios no RJ neste ano. Ao total, 16 foram baleadas no período. Uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana”. Ressaltando que as ações envolvendo confronto com bandidos ocorrem quando a polícia reage aos ataques dos criminosos, é temerária a afirmação do ministro porque as investigações sobre esses casos estão longe de serem concluídas. E Gilmar Mendes – um dos críticos mais virulentos da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro – segue a rotina de descumprir a jurisprudência do Supremo e distribuir a torto e a direito habeas corpus para presos após condenação em segunda instância. Embora as decisões do ministro contemplem, via de regra, criminosos de colarinho branco, seus efeitos são aproveitados para libertar presos comuns, o que fatalmente contribui para elevar o absurdo número de crianças vítimas de mortes violentas no País.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A LEI ANTICRIME E OS PARLAMENTARES

 

A morte da menina Ágatha Felix é mais um lamentável episódio daqueles que tantas vidas já interromperam nos anos de caos do Rio de Janeiro. Coincide com a discussão do pacote anticrime no Congresso Nacional. Sergio Moro e Rodrigo Maia discutiram, pelas redes sociais, sobre o abrandamento da criminalização das ações policiais. O comportamento de governos temerários e da própria sociedade trouxe problemas à instituição policial e facilitou o crescimento do crime organizado. Policiais são criminalizados e bandidos, incensados por grupos de direitos humanos e assemelhados. O pacote anticrime é uma necessidade. Mas já foi desidratado em seu texto original e agora vai Comissão de Constituição e Justiça e ao plenário. Os policiais são profissionais de nível superior e conhecedores de Direito e legislação. Se a lei resultante do pacote os continuar ameaçando, certamente vão evitar o confronto armado. Aí não haverá mortes nem problemas para eles. Mas a sociedade pagará caro. Espera-se atuação lógica, firme e responsável dos senhores parlamentares. Se legarem ao País uma lei inócua, serão os grandes culpados pelas mortes de inocentes que, a partir de então, vierem a ocorrer e, ainda, poderão ser considerados coniventes com a catástrofe da segurança pública nacional.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DEBATE NO CONGRESSO

 

Morte da menina Ágatha cria embate sobre pacote anticrime entre Maia e Moro (Estadão, 22/9). Pronto! Rodrigo Maia e seus “colaboradores” na Câmara dos Deputados encontraram mais um empecilho para bloquear o correto andamento do pacote anticrime de Sergio Moro. Não adianta, esta legislatura não deseja um Brasil melhor.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

        

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ESTUPIDEZ

 

O País, indignado, se comove com mais uma morte por bala perdida, desta vez de uma menina de 8 anos, Ágatha Vitória Sales Félix. Ela foi baleada pelas costas, tudo indica, por disparos de fuzil de policiais militares em confronto com bandidos nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. É de questionar, contudo, por que o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) insiste em aprovar, conforme promessa de campanha, um projeto enviado ao Congresso em que consta a estupidez de inocentar ou dar salvo-conduto a policiais que matam, inclusive, um cidadão inocente. Se for aprovado, certamente muitas outras Ágathas serão assassinadas pelo Brasil. Ora, passou do tempo da urgente redução deste vergonhoso índice de violência urbana, que em 2018 foi de 57 mil assassinatos no País. E inconcebível é que o próprio presidente da República deseje livrar das barras dos tribunais policiais que agem de forma irresponsável com a arma nas mãos.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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EÇEPAISPERDEUAVERGONHA!

 

Numa politização asquerosa, covarde e rasteira, vigaristas de todos os matizes e naipes ideológicos tentam desmoralizar o pacote anticrime usando a morte de uma criança. Pelas costas! Ágatha não merecia isso, definitivamente...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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FIM DOS TEMPOS

 

No Rio de Janeiro, policias e crianças morrem assassinados; em Brasília, padre é assassinado; na Amazônia, fogo está destruindo as florestas; no mar, o nível da água está subindo. Será o apocalipse? Na minha humilde opinião, nosso país necessita urgentemente de orações!

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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EU QUERO APLAUDIR

 

A reforma da Previdência está adiada, o pacote anticrime de Sergio Moro foi boicotado, mas o vergonhoso aumento dos fundos para campanhas eleitorais foi votado às pressas. É preciso dizer mais alguma coisa? Eu quero aplaudir! Este Congresso não me representa!

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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TIRANIA

 

Se quem pratica a tirania é tirano, segundo Roberto Romano no artigo Reforma política ou magno latrocínio (22/9, A2), Rodrigo Maia sem dúvida o é. De fato, o presidente da Câmara mostrou não ser o político confiável, patriota nem bem intencionado que se mostrou no andamento da reforma da Previdência enquanto no seu quintal. Com a regulamentação das eleições e do fundo partidário, ele mostrou realmente quem é: um cínico tirano.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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FUNDO ELEITORAL

 

Na manutenção do indecente fundo partidário, ao invés de jogar nosso dinheiro nas privadas, os nada ilustres representantes poderiam eles mesmos mergulhar nas latrinas de seus gabinetes e puxarem a descarga. Assim nos livraríamos desta gentalha e o dinheiro seria aproveitado no que realmente importa: educação, saúde, segurança e infraestrutura para todos nós. E haja esgoto para tanto efluente fétido.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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VETAR INTEGRALMENTE

 

O papel que a maioria dos deputados aprovou o indecente projeto do fundo eleitoral, que beneficia os partidos políticos para os mesmos permanecerem no poder, deve ser vetado na sua integralidade pelo presidente Jair Bolsonaro. Para evitar tais abusos, os eleitores brasileiros devem participar mais da vida política nacional, a fim não eleger parlamentares oportunistas que sempre votam em causa própria em detrimento aos interesses da sociedade.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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RETORNO

 

Estive pensando numa proposta para todos os eleitores. Se o político tem direito a uma senhora verba de fundo eleitoral, isso é parte do meu dinheiro. Acho que devo vender também o meu voto, e por um senhor preço, e assim receber parte de volta do que é meu!

 

Oswaldo Vicente oswaldo.vicente@uol.com.br

Marília

 

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‘MAU POLÍTICO NÃO CAI DO CÉU’

 

O sensato editorial Mau político não cai do céu (22/9, A3) aponta para atitudes simples e salutares no caminho da responsabilidade cívica. Em minhas palavras: descarte as mídias que “desinformam”, pervertendo a verdade, basta usar seus dedos, mudando de canal, de emissora de rádio, de portal, isso é “pensar”. Escolha e vincule-se a um partido político e seja um olho exigente de sua atuação, isso é “cuidado”. Siga os políticos nos quais você votou, pois “esquecer” é a defesa dos fracos, tenha “coragem”. E, por fim, em pessoa ou por intermédio de publicações na internet, engaje-se, enuncie e denuncie sendo um “republicano” atuante. De dois em dois anos somos chamados a escolher: urge seguir os preceitos do editorial.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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DAS URNAS

 

Sobre o editorial Mau político não cai do céu (22/9, A3), nem o bom político cai do céu, mas sai da urna, se assim desejar o eleitor consciente.

 

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

 

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SÓ RESTA CHORAR

 

A promessa de que um novo paradigma, alicerçado no apoio popular traduzido no resultado das urnas, ignoraria as exigências fisiológicas de “300 picaretas”, como certa vez Lula da Silva qualificou a maioria dos integrantes das sinistras cúpulas parlamentares, a perspectiva de se praticar uma nova política cujo foco prioritário fosse o soerguimento da economia, após o inferno astral que durou quase 15 anos, deixando-a virtualmente quebrada, e a esperança de promoção de qualidade de vida de muitos, em detrimento da manutenção de privilégios de poucos, tudo isso não passou de retalhos de um sonho bom. Infelizmente, a podre realidade ressurge com força máxima neste impotente regime presidencialista, fantasiado de sonso e corrupto parlamentarismo, e obriga o novo governo, em nome do desgastado conceito de governabilidade – tantas vezes evocado em cenários anteriores fracassados –, a barganhar cargos e distribuir emendas nem sempre cristalinas. Só resta sentar no meio-fio e chorar.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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QUARENTENA ELEITORAL

 

Centrão quer uma quarentena eleitoral para magistrados (Estadão, 21/9). Quem está por trás desta proposta indecente? O deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade, o mesmo que disse que a reforma da Previdência não deveria ser aprovada pois com ela Jair Bolsonaro poderia se reeleger. Vejam como eles só pensam na próxima eleição. Mas o deputado não está sozinho, o DEM e o MDB estão com ele, além de outros que surgirão, é claro. Como também, é claro, o medo que esses picaretas há anos mamando nas tetas do governo têm de que gente do bem assuma seu lugar e acabe com a canalhice a que estamos assistindo neste Congresso. Temos ali poucos parlamentares que realmente têm perfil para mudar o Brasil, em compensação, a quantidade de sanguessugas ainda destrói este país. Antes de pensar em cortar da eleição magistrados, cortem na raiz a possibilidade de parlamentares que não têm ficha limpa de se candidatar. Afinal, a Lei da Ficha Limpa está valendo? Não parece, já que temos senadores e deputados com processos nas costas e dando as cartas de como deve ser o Brasil. Esta gente não tem moral. Cassar seus pares nem pensar, não é? O que é isso, minha gente? Não vamos permitir tamanha ousadia. Quem manda no Brasil é o povo, não estes pseudoditadores.

 

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ELEIÇÕES

 

Sobre a matéria ‘Plano anti-Deltan’: Centrão quer ‘quarentena eleitoral’ para magistrados, de quanto tempo, então, deverá ser a quarentena para apresentadores de televisão?

 

Leonel Cunha leonelcunha@icloud.com

Curitiba

 

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JUÍZES ESTRESSADOS

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou um novo auxílio aos juízes que pode fazer com que 65% da classe receba salários acima do teto constitucional. A alegação da vez é de que 90% estejam sofrendo de estresse pelas atividades que executam. Mas essa situação não deve afetar a turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pois lá o problema já deve ter sido resolvido com a licitação milionária para o cardápio das excelências, que incluiu vinhos premiados e whiskies de 20 anos.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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PENDURICALHOS

 

reportagem feita pelo Estadão (23/9, sobre penduricalhos não traduz a realidade, já que os dados do partido Novo não são elucidativos. Houve substancial aumento de doenças na última década não apenas entre juízes, mas entre funcionários; os planos de saúde estão bem acima da média e recolhemos 27,5% ao Fisco; e, se comparado com os privilégios do Executivo e do Legislativo, não desejamos penduricalhos, mas sim bons salários, que desde 2015 não são indexados conforme a inflação.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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O BUSTO DO BARÃO DE RIO BRANCO

 

Finalmente, o busto em homenagem ao patrono da diplomacia nacional, José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, foi colocado no lugar de destaque a que faz jus no plenário da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (Estadão, 23/9). A estátua de quem desenhou com extrema competência e firmeza várias linhas do contorno atual das fronteiras do País não deveria ter ficado tantos anos escondida no fundo do amplo salão. Agora, está onde deve, à altura de sua importância na história do Brasil. Cumprimentos ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), autor do nobre e oportuno gesto. Viva o Barão!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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MENOSPREZO AO INSTITUTO

 

A exposição do busto do Barão do Rio Branco no plenário da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados seria mais do que justa, não fosse o autor dessa iniciativa o deputado Eduardo Bolsonaro, que não mede esforços apelativos para conseguir sua aprovação no Senado para o posto de embaixador nos EUA. O Instituto Rio Branco é historicamente conhecido pela qualidade, rigor e seriedade na formação de diplomatas. Ao afirmar que “tem assistido a vídeos no YouTube e lido livros sobre o Brasil”, como se isso bastasse para qualificá-lo a assumir posição tão complexa e delicada, o deputado menospreza o instituto, seus professores, alunos e a própria carreira. Eduardo Bolsonaro faria melhor se manifestasse intenção de se inscrever no curso do instituto – cujos critérios de aprovação só para frequentá-lo são sabidamente rigorosos –, ao invés de continuar recorrendo a expedientes tão patéticos quanto os de saber “fritar hambúrguer” ou “aguentar o frio do Maine”.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O BARÃO E O DEPUTADO

 

A foto de primeira página do Estadão de sábado (21/9), em que aparecem lado a lado o deputado Eduardo Bolsonaro e o busto do Barão do Rio Branco, me instigou uma dúvida cruel: qual deles era o mito e quem é a caricatura? Qual deles é a charge e quem era o busto?

 

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

 

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‘PIRATINI’

 

Excelente o artigo de Luis Fernando Veríssimo Piratini (Estadão, 22/9, C6). Em agosto de 1961 eu era recruta no glorioso Exército Brasileiro, num quartel da grande São Paulo. O sr. Quadros era mais um delegado de polícia que um presidente da República. Greves em ferrovias e outros setores. A renúncia de Jânio, com o vice Jango em missão na China comunista, era o prato feito para um golpe militar. Com menos de dois meses de farda, fomos treinados não só para combater greves, como também, eventualmente, lutar contra nossos irmãos sulinos liderados por Brizola e o 3.º Exército. Felizmente, o bom senso e a Constituição prevaleceram e foi evitada uma guerra fratricida. O golpe militar foi adiado para 1964.

 

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

 

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HERÓIS

 

Sobre o artigo Piratini, talvez os heróis comunistas de Luis Fernando Veríssimo (Dilma, Brizola, Zé Dirceu, etc.) fossem criar no Brasil uma bela democracia.

 

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

 

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JORNALISMO DE QUALIDADE

 

Ao menos Carlos Alberto Di Franco reconhece que é ilusão a neutralidade jornalística, aprimorando outros postulados seus anteriores (Bom jornalismo sempre fascina, 23/9, A2). Mas ainda seu texto estabelece uma falácia: por que apenas ouvir dois lados, quando há situações com três ou mais, especialmente quando envolvem questões políticas e orçamentárias? Contudo, não adianta evocar a qualidade da reportagem quando o público leitor é cada vez menor, pois não foi a versão que suplantou o fato, mas, sim, a crença, pregada agora em caráter oficial.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

 

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