Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2019 | 04h00

BOLSONARO NA ONU

Melhor se não tivesse ido

Qual foi o objetivo do discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU? Trazer à tona assuntos internos brasileiros, como a competência dos médicos cubanos, o assassinato dos policiais militares e a suposta diminuição do desemprego e da violência? Comparar bananas com maçãs ao dizer que o Brasil usa apenas 8% de seu imenso território para produzir alimentos, enquanto Alemanha e França usam 50% de seus territórios para a mesma finalidade, sabendo que a soma das populações e das áreas desses dois países representa 71,6% e 11,8%, respectivamente, da população e área brasileira? Repetir que a nossa Amazônia permanece praticamente intocada (em chamas?), que o socialismo (e não os políticos corruptos de esquerda, direita e centro) foi o responsável por nossa situação calamitosa? Atribuir a si mesmo a conclusão do acordo entre o Mercosul e a Área Europeia de Livre Comércio (Efta), que precisa ser ratificado e já encontra resistência europeia? O discurso foi para políticos muito bem informados, embora o público alvo fosse seu fã-clube no Brasil. Não teria sido bem melhor se ele poupasse sua saúde, nosso dinheiro e a imagem já arruinada do Brasil e não participasse, alegando motivos médicos?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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Arqueologia do discurso

Há três tipos de líderes políticos: os que estão à frente do seu tempo, como Lincoln ou Roosevelt, os que vivem ao sabor do presente, como Bill Clinton, e os que vivem instalados no passado. Jair Bolsonaro está neste último grupo. Se a direita liberal, democrática e civilizada acreditou que seria possível domesticá-lo, o discurso na ONU servirá como atestado de óbito. O objetivo primordial de Bolsonaro foi a “lacração”, convertendo o púlpito das Nações Unidas em palanque. Do cacique Raoni aos sujeitos ocultos que o apavoram, ninguém passou incólume. Cuba, Venezuela, mídia, soberania nacional, ambientalistas, direitos humanos, a “ameaça” do socialismo, entre outros, evidenciaram um resgate de ideias soterradas no passado, próprias dos anos 1960 ou 70. Se daqui a uns cem anos um arqueólogo fizer um “teste de carbono 14” no discurso de Bolsonaro, terá dificuldades para situá-lo. Anacrônico, busca “restabelecer a verdade” partindo de duas premissas falsas. Afinal, a verdade não é monopólio de um grupo ou partido político, porque, por definição, qualquer deles é parte interessada. Em segundo lugar não se pode – por respeito ao projeto iluminista que nos trouxe até aqui – submeter a verdade científica ou a liberdade de imprensa ao sabor dos próprios afetos. Por parcial, nacionalista e caduco, o discurso de Bolsonaro é tão só mais um ato de sua campanha permanente. Ficará marcado na História pelo que é. Jamais pelo que poderia ter sido.

LUIZ PERES-NETO

regina.lima@novapr.com.br

São Paulo


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Queriam o quê?

O que poderíamos esperar do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU, na terça-feira? Nada mais que a apresentação da realidade catastrófica da herança petista, dos 13 anos de corrupção desenfreada e aparelhamento do Estado, em todas as instituições republicanas. A ideia de que nosso país vai ficar marcado pelo destempero do palavrório presidencial não se sustenta. A verdade machuca. O que se vê é a hipocrisia dos que se alimentaram das falcatruas, dos desvios financeiros e éticos da trupe do Foro de São Paulo, comandadas pelos ex-presidentes petistas, um presidiário e a outra, “impichada”, mas livre e solta para denegrir o Brasil lá fora. O que foi destruído em décadas passadas na Amazônia está sendo debitado aos oito meses do novo governo, como se fosse ele o único responsável. Ninguém é favorável a desmatamento, grilagem ou garimpagem criminosa nas nossas florestas, mas a favor do aproveitamento racional e sustentável das nossas riquezas. Quanto aos indígenas, eles são detentores legítimos de imensas parcelas territoriais do País. Nossos filhos e netos cobrarão das atuais e das vindouras autoridades o bem-estar dos índios e a proteção das nossas florestas, dos nossos rios, do nosso mar, da flora e da fauna.

ALOÍSIO ARRUDA DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira


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Enxovalho

Não bastassem os vexames com que somos bombardeados pela verborragia radical do sr. Bolsonaro, agora fomos envergonhados internacionalmente por suas neuróticas e insanas declarações na Assembleia-Geral da ONU. Shame on you, Bolsonaro!

LAURO BECKER

bybecker@gmail.com

Indaiatuba


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Sem papas na língua

Jair Bolsonaro disse na ONU o que pensa, sem papas na língua. Os ataques à mídia e a países comunistas, como Venezuela e Cuba, representaram parte de seus eleitores. A questão ambiental foi central para se defender do que chamou de ideologia de esquerda. Não foi um discurso amigável, mas beligerante, de acordo com sua formação militar. A citação ao ministro Sergio Moro foi importante para situar sua relação com o ex-juiz e sua disposição de acabar com a corrupção e os crimes violentos. Do ponto de vista de atração ao capital estrangeiro, a ênfase na abertura do País às parcerias não ideológicas me pareceu de bom tom. Enfim, o presidente foi lá e disse a que veio.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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Rosário de erros

O Bolsonaro até que não está fazendo um mau governo, mas quando abre a boca é só vexame. Agora mesmo, criou-se uma expectativa sobre seu discurso na ONU, mas – na verdade, já era de esperar – falou o que não devia, atacando aleatoriamente, criando barreiras que só nos prejudicarão no futuro. Nem mesmo o Lula, um semianalfabeto, cometeu tantos erros.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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Pingos nos is

Jair Bolsonaro foi seco e duro em seu discurso na ONU, mas pôs os pingos nos is. Já era tempo de o mundo ouvir algumas verdades. De negativo, apenas a velha falta de ternura.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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No saloon

O xerife Bolsonaro, ao sacar as suas armas na ONU, expôs-se ao ridículo ao tentar atirar a esmo, sem noção precisa dos seus alvos. John Wayne teria sufocado de tanto gargalhar ao assistir à performance do seu malfadado imitador.

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo


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“Simplesmente ridículo o discurso do presidente Jair Bolsonaro, só faltou discursar com uma arma em punho”

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS / SÃO PAULO, SOBRE O PRONUNCIAMENTO NA ONU

rzeiglezias@gmail.com


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“O discurso do presidente Bolsonaro na ONU fez-me lembrar aqueles comícios de antigamente feitos em cima da carroceria de caminhões”

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL, IDEM

mmpassoni@gmail.com

DA ONU AO CONGRESSO NACIONAL


O presidente Jair Bolsonaro abriu a Assembleia-Geral da ONU com um discurso contrário à linha tradicional dos representantes brasileiros que o antecederam, mas sob medida para seus fiéis seguidores, que o exaltaram e lhe garantem praticamente uma vaga no segundo turno da eleição em 2022. Enquanto Bolsonaro posava de estadista na ONU, aqui, no Congresso Nacional, os deputados derrubavam os vetos que ele fez à Lei de Abuso de Autoridade, que na prática coloca a Operação Lava Jato no caminho trilhado pela Operação Mãos Limpa, da Itália, que foi aniquilada por políticos que por ela estavam sendo postos na cadeira.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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COMO CONFIAR?


E o Congresso derrubou 18 dos 33 vetos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro à recém-aprovada na calada da noite Lei do Abuso de Autoridade. Com isso, o mundo do crime vê reabertas várias alamedas para a atmosfera de impunidade que a sociedade julgava em processo de limpeza. Exulta, principalmente, uma insólita maioria de ocupantes das sinistras cúpulas, envolvida em processos por atos ilegais. A sessão que sacramentou a retirada dos dispositivos foi aparentemente convocada às pressas na esteira da represália contra liminar concedida, segundo preceitos estritamente constitucionais, pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a busca e apreensão no gabinete do líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e provocou, por tabela, o adiamento do exame pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da reforma da Previdência em tramitação, o que por sua vez determinará atraso na votação em plenário. Como confiar nos bons propósitos dos nobres parlamentares, evocados até às lágrimas por um de seus líderes, e acreditar que lá estão para defender o Brasil e zelar pelo interesse público?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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VENCEDORA FOI A LIBERDADE


Aos trancos e barrancos, nossa democracia caminha num campo minado de balas e sob exércitos inimigos, como se fosse uma operação de paz das Nações Unidas. 18 vetos do autoritarismo de Bolsonaro derrubados pela Câmara. O insólito causa profunda perplexidade; garantiu-se, por exemplo, o direito (pulverizado) de o advogado falar com os juízes, já que entre eles, desde tempos arcanos no Brasil, não deve haver hierarquia. Antes do veto do Congresso, o juiz poderia fechar as portas e livrar-se dos advogados, é dizer, dos cidadãos brasileiros, que se socorrem da justiça para recompor um direito estilhaçado, mas são tratados como objeto.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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NA ONU, SEM SURPRESAS


Na ONU, Bolsonaro rompeu a tradição no discurso de abertura da Assembleia-Geral. Realmente, não falou da estocagem de vento, como Dilma Rousseff, não falou mentiras, como Lula, que disse ter acabado com a pobreza, e nem tentou falar um inglês bizarro, como fez Sarney. Ele falou da realidade atual do nosso país depois de tantos anos de corrupção e roubalheira dos governos anteriores e das riquezas da Amazônia que tanto atraem estrangeiros. Pode não ter agradado a todos, mas foi o Bolsonaro de sempre, que foi eleito pela maioria dos brasileiros.


Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André


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NADA DE ERRADO


Fora o tom meio ríspido, natural de Bolsonaro, não vi nada de errado no discurso do presidente na ONU. O índio Raoni só é líder da sua própria tribo – e não da Amazônia –, Cuba e Venezuela destroem a vida de seus cidadãos, Emmanuel Macron é um provocador que não olha para o próprio quintal e o PT queria, sim, um projeto contínuo de poder – sabe-se lá quão mal iríamos terminar...


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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ÁRIA BOLSONARIANA


Resumo da ópera: cuidem do que é seu, a Amazônia é nossa! Quanto a Cuba e a Venezuela, que se lasquem...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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ONU NÃO É PALANQUE


Não fiquei surpreso com a pobreza intelectual do discurso de Bolsonaro na ONU. Texto recheado de repetidas e cansativas acusações, ressentimentos e ameaças descabidas. Seguramente, a rispidez, o provincianismo e a grosseria de Bolsonaro não agradaram aos mais de 140 chefes de Estado presentes ao plenário da ONU. Enfatizar que ninguém mete o bedelho na soberania do Brasil foi valentia óbvia e desnecessária. Na ONU, os presidentes devem enfocar detalhes da política externa de seus países. Anunciar avanços e contribuições de suas gestões. Medidas que podem servir ao mundo. Não praguejar como se estivessem em palanque eleitoral. Travestido de vítima e salvador da Pátria.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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CHINA, A INIMIGA COMUNISTA


O Brasil espera que a República Popular da China releve os ataques furiosos do presidente Bolsonaro aos socialistas e comunistas. Se a China, socialista e comunista até a alma, resolver levar para o lado pessoal a fala de Bolsonaro na ONU e resolver se afastar do Brasil, o agronegócio brasileiro entrará em colapso, teremos de passar o resto da vida comendo soja, que a China usa como ração barata para alimentar seus porcos.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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BARBAS DE MOHLO


Engraçado o presidente Jair Bolsonaro, qualquer ato das pessoas indicadas ou subordinadas ao ministro Sergio Moro que o desagrade, ou Bolsonaro demite o seu indicado ou coloca Moro em situação delicada. Quando comparece à Assembleia-Geral da ONU, que é um evento mundial, para se destacar, cita o sr. Sergio Moro aproveitando-se da moral e do conceito do ex-juiz perante a comunidade internacional. Ao invés de ter citado Moro, deveria ter citado seu filho Eduardo, utilizando os argumentos de que ele tem amizade com Donald Trump e sabe fritar hambúrguer. Que Moro fique com as barbas de molho, se é que já não está.


Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira


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INCISIVO


Discordo peremptoriamente daqueles que avaliam o discurso de Bolsonaro na ONU como agressivo. Ele foi incisivo. Mostrou de forma clara o posicionamento de governantes europeus mais preocupados com as riquezas da região amazônica do que com a preservação ambiental. Não tomam providências em situações de descaso com a natureza em seus próprios países e, no entanto, querem ditar regras. A verdade nem sempre agrada. Bolsonaro elucidou como encontrou o Brasil e os rumos que seu governo está tomando para se afastar de vez do socialismo, tão danoso. Veja-se o exemplo de Cuba e Venezuela.


José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista


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DEBATE


Depois de tanto tempo, o Brasil tem um presidente com a devida coragem e dignidade para representar a vontade da maioria da população do seu país e fazer um discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU dizendo verdades que tanto incomodaram o esquerdismo dessa entidade, do nacional e mundial que tanto odeiam ouvir a verdade. Que tal o esquerdismo nacional e mundial, devidamente reconhecido retrógrado, pegar o pronunciamento do presidente brasileiro e se apresentar para um debate público? Os brasileiros patriotas esperam isso.


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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CORAÇÃO ABERTO


Gostei do discurso de Bolsonaro na ONU. Abriu o coração. Disse como estava o Brasil e o que se faz para corrigi-lo. Não gostei de tudo o que falou, mas gostei de muita coisa. Entre os que não gostaram, muitos já não gostavam antes mesmo de ouvir o discurso, se é que o ouviram. No detalhe, falou algumas inconsistências. De qualquer forma, com erros e acertos, a mensagem foi dada. Como este governo já demonstrou ter capacidade de recuar de posições erradas, compete a quem puder que mostre a ele as correções a serem tomadas.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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POSIÇÃO MARCADA


Gostei do discurso do nosso presidente na ONU. Marcou posição de forma clara, objetiva e, ao mesmo tempo, foi conciliador. Apontou os erros de um governo de esquerda que esperamos não se repetir e também, em relação ao meio ambiente, tentou trazer dados mais objetivos e o que o Brasil deseja nesse sentido.


Marina Nihi marinanihi@gmail.com

São Paulo


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NASCIMENTO


Enganam-se os míopes que criticam a fala de Jair Bolsonaro na ONU, não percebendo que não foi ele quem falou, quem falou foi o Brasil. Após exatos nove meses de uma gestação de risco, o gigante sul-americano nasceu belo, forte, impávido colosso. Parabéns, Brasil, pelo seu futuro, e parabéns aos 57 milhões de emocionados e orgulhosos padrinhos.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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BRASIL SOB NOVA DIREÇÃO


Em sua fala na ONU, o presidente Bolsonaro foi assaz abrangente. Enfatizou a democracia, família, educação, restabelecimentos diplomáticos e novas parcerias econômicas com países amigos, e exigiu respeito à soberania brasileira, inclusive sobre a Amazônia. Mídia desinformada em relação às nossas florestas, desmatamento e nações indígenas. Somos riquíssimos em recursos naturais. Mencionou o fracasso, a miséria causada pelo socialismo, consequentes do Foro de São Paulo, cujos resquícios serão extirpados do Brasil. Em suma, Bolsonaro exigiu respeito ao Brasil sob nova direção.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O PRESIDENTE NO ‘PODRÃO’


As críticas a Bolsonaro na ONU, pela mídia tradicional, têm sido unânimes, o que indica, para os que leram ou viram na internet a sua fala, orquestração da suposta elite intelectual do Brasil. Chegaram ao ridículo de afirmar que o presidente deixara de participar do rega-bofe dos chefes de Estado para empanturrar-se num “podrão”. Que podrão, que nada, o homem teria ido com toda a sua comitiva a uma bela steakhouse. Fake, por desatenção, ou proposital, de alguns órgãos, pois sabe-se que, em razão da recente cirurgia que quase o impede de viajar, Bolsonaro ainda está na fase da sopinha e do caldinho.


Roberto Viana M. dos Santos rvms@oi.com.br

Salvador


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RESPONSABILIDADE BRASILEIRA


Vejo e ouço todos os dias muita gente poderosa preocupada com o meio ambiente amazônico e milhões e milhões serão e foram enviados para vários países que englobam a Amazônia sob o pretexto de sua conservação. No entanto, não se vê qualquer dedicação para com o reflorestamento da Europa e ninguém critica ou faz qualquer menção a este assunto. O Brasil precisa crescer e a região amazônica possui uma área riquíssima e ainda inexplorada. Sua preservação é importantíssima para a humanidade, mas cabe ao Brasil administrar a forma de sua preservação.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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BRASIL E O MEIO AMBIENTE


A Organização das Nações Unidas (ONU) é um órgão que realiza uma Assembleia-Geral anual com participação de líderes e ou representantes de 193 países para discussões de temas problemáticos do mundo. Em 2019 os objetivos foram: 1) erradicar a pobreza; 2) educação de qualidade; 3) ações para redução dos efeitos das mudanças climáticas; 4) promover inclusão social. Desde 1995 o Brasil profere o primeiro discurso. Dito isso, ressalto no Estadão matéria excelente (22/9, A10) que pesquisou nos arquivos da ONU e de forma didática resumiu os pontos de destaque das falas dos últimos presidentes (ou “presidenta”) do Brasil desde 1982. Destes pronunciamentos participaram João Figueiredo; José Sarney; Collor de Mello; Fernando Henrique Cardoso; Lula; Dilma; Temer. Pois bem, a única menção ao meio ambiente foi de Collor (1990), que é interessante e reproduzo: “O Brasil precisa ter acesso facilitado às tecnologias que permitem eliminar os danos ao meio ambiente e que se apresentam como ecologicamente seguras”. E os outros: nada! A mim fica muito claro – embora o governo atual e somente após insistência da mídia tenha se preocupado em combater estes danos – que o viés político está mais que evidente e presente na questão ambiental.


Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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ADOLESCENTE ENIGMÁTICA


Nada contra os discursos recheados de emoção e frases de efeito, tampouco os olhares desafiadores da adolescente sueca Greta Thunberg, criadora e militante de um movimento internacional de estudantes contra as mudanças climáticas. Entretanto, para quem ainda não sabe, ela é patrocinada pela One Foundation, fundação pertencente ao bilionário George Soros. Ou seja, é bem possível que ela seja uma mera marionete ou objeto de marketing a serviço de forças poderosas cujos interesses podem ser os mais variados e enigmáticos.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SANTO DE CASA


Trabalhei por anos numa firma sueca do Grupo Wallenberg, o mais forte da Suécia, e pude visitar o país algumas vezes. Quando vejo a jovem Greta Thunberg falar de meio ambiente, até concordo com ela, mas, já que faz a diferença com seus discursos e não estuda às sextas-feiras, deveria ver o que ocorre dentro da Suécia. Num país de primeiríssimo mundo, com políticos honestos, que ganham muito menos do que ganham os nossos brasileiros, com mordomias zero, onde se pagam impostos altos – e realmente ricos pagam mais e pobres pagam menos –, existe um alto índice de suicídio devido ao frio, bebe-se muito e o controle de alcoólatras faz com que exista um mercado negro de bebidas alcoólicas, e os idosos em geral, após os 65 anos, deixam a casa de parentes e vão morar com outros idosos em locais chamados elefantes brancos, custeados pelo Estado. Ou seja, a menina Greta deveria dar atenção à vida no seu país, afinal de contas dizem que santo de casa não faz milagres. Será que é o caso?


Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro


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INVESTIGAÇÃO


Governador Wilson Witzel (PSC-RJ), pegando o gancho da ativista Greta Thunberg, de 16 anos, se vocês falharem na investigação da morte da menina Ágatha Felix, nunca vamos perdoar.


João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos


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INCENTIVO PARA MATAR


O “excludente de ilicitude” do pacote anticrime de Sergio Moro e a volúpia de matar do governador carioca, Wilson Witzel, passam de licença a incentivo para matar.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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SABATINA NO SENADO


Ouvindo alguns senadores na sabatina de Augusto Aras, indicado procurador-geral da República por Jair Bolsonaro, me parece que estão realmente questionando e deliberando sobre a nomeação, e, ao mesmo tempo, será que estão nos seus questionamentos pensando em benefício do País? Ou serão somente questionamentos visando a benefícios pessoais?


Arcângelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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LULA LIVRE...


Após o cumprimento de 1/6 da pena de pouco mais de 8 anos de detenção pelo caso do triplex do Guarujá, ocasião em que o condenado Lula já pode migrar para o regime semiaberto, cumpre perguntar: diante da grave ameaça de o corrupto-mor deixar as grades, o que o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, está esperando para condená-lo em segunda instância a mais de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no imbróglio do sítio de Atibaia? Se não agora, quando?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PROCESSO E IDEOLOGIA


As provas contra Lula são concludentes, exceto no olhar da esquerda que não enxerga os fatos, mas faz poesia contra a certeza e a conclusão certa. Lula livre é o resultado ideológico, mas nunca processual e correto.


José C. de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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ONDE ESTÁ PALOCCI?


Não dá para entender. O ex-ministro Antonio Palocci, que participou dos governos do presidiário Lula e de Dilma Rousseff, sabe tudo o que se passava, o que acontecia no governo daquela época, e tem feito denúncias que incriminam vários personagens, além dos ex-presidentes. São acusações pesadas e, no entanto, a mídia não as repercute. Como se nada estivesse acontecendo. Cenário de passeio na Disney. Mal noticia uma nova denúncia. Qualquer dia, dará a notícia no rodapé das páginas de classificados.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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CASO LULA


Se o Brasil fosse um país sério, Lula teria prisão perpétua. Nem se fala nos assassinatos de Celso Daniel e de Toninho do PT, apesar de outros dois malandros do PT, e na fieira de assassinatos que os acompanhou. Só pela ladroeira já seria perpétua!


Ariovaldo Batista ariooba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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O RETORNO DE MARTA SUPLICY


Marta Suplicy reapareceu no noticiário afirmando que Lula é um preso político e que a ex-presidente chilena Michelle Bachelet disse que existem muitas dúvidas sobre a condenação do líder petista enclausurado em Curitiba. Podemos, portanto, concluir que elas também acreditam em bicho-papão.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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UM SUPLÍCIO


A ex-tudo (prefeita, senadora, deputada, ministra e petista) Marta Suplicy, percebendo que está no ostracismo, resolveu voltar ao passado e se reaproximar do PT. Perdida como cego em tiroteio, quer resgatar a simpatia da “tigrada” petista. Na verdade, deveria se lembrar do próprio mote como sexóloga: “Relaxa e goza”. Ora, mais de Marta Suplícyo, digo Suplicy, o povo não aguenta!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘PAS SI VITE’


O artigo do professor dr. Antonio Carlos do Nascimento (Estadão, 25/9, A2) é leitura obrigatória para todos nós, brasileiros, e especialmente os estudantes, pois desperta uma cornucópia de reflexões necessárias para salvar o futuro da humanidade.


Shiniti Sakuragui shinmid@uol.com.br

São Paulo

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