Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2019 | 03h00

INSEGURANÇA PÚBLICA

Poderes e combate ao crime

Desde o fim de semana o Ceará está sob ataque. Criminosos queimaram ônibus, carros, caminhões e prédios públicos. Em Fortaleza o transporte público está com frota reduzida e a polícia, de prontidão. As autoridades já transferiram 257 detentos (25/9, A18). É imprescindível a coordenação entre os encarregados da segurança (federal e estadual) para evitar o agravamento da situação e o crescimento das facções criminosas, como no passado, em decorrência da ineficaz política para o setor. Tramita na Câmara dos Deputados o pacote anticrime do ministro Sergio Moro. Parte da proposta já foi retirada por uma comissão parlamentar, mas pode ser reinserida no texto quando da passagem pela Comissão de Constituição e Justiça. Os parlamentares, responsáveis pela elaboração das leis, incluídas as de segurança pública, não podem, por questões políticas, pessoais ou quaisquer outras razões que não as de Estado, mutilar um projeto elaborado com conhecimento técnico para confrontar os problemas vividos pelo País.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Leniência

Enquanto as leis penais, processuais e de execuções forem lenientes com os marginais, a violência só aumentará: sonhos destruídos, vidas inocentes precocemente ceifadas. O exemplo da jovem estuprada e morta no interior de São Paulo por um homem que se ofereceu para trocar o pneu do seu carro é contundente. O criminoso já havia sido preso por estupro e latrocínio, mas estava em liberdade por progressão da pena. No Rio de Janeiro muitas pessoas morrem por “balas perdidas” porque os meliantes possuem fuzis e enfrentam a polícia. Srs. parlamentares, fuzil é arma de guerra e quem o utiliza no crime deve ter tratamento diferenciado dos demais presos. Pablo Escobar, o maior narcotraficante que a humanidade já conheceu, dizia que preferia morrer a cumprir prisão perpétua nos EUA.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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Imolada pelos complexos de culpa histórico-sociais, a sociedade brasileira é forçada a conviver – por causa de leis penais descabidas, aviltantes e ineficazes e de ideologias sociais inconsequentes – com a impunidade generalizada, com a vontade íntima da vingança pessoal e com a omissão e indiferença de políticos que sempre se agigantam nos palcos dos discursos mentirosos e se apequenam em seus deveres patrióticos não cumpridos, pois jamais têm a coragem necessária para mudar as leis penais que tanto incentivam os crimes e poupam os criminosos.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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IMPRENSA

Ataques à liberdade

Excelente a análise dos problemas atuais da imprensa feita pelo publisher do jornal The New York Times, A. G. Sulzberger, em artigo reproduzido pelo Estadão. A imprensa livre, pilar da democracia, vem sofrendo crescentes problemas criados por inimigos da liberdade, à direita e à esquerda, que buscam confundir a população com a difusão de fake news e insinuações sobre jornalistas. Parabéns ao Estado pela publicação no momento em que o Brasil sofre os mesmos ataques à liberdade que marcam a ascensão de políticos radicais em diferentes países.

MARIO ERNESTO HUMBERG

marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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Jornalismo ameaçado

O artigo A ameaça crescente ao jornalismo ao redor do mundo, do publisher do NYT, alerta que jornalistas estão sendo alvo por se desempenharem na garantia de uma sociedade livre e informada. O clima contra a imprensa em 2019 começa a lembrar o histórico ano de 1939. Naquela época, um manifesto censurado de Albert Camus analisava os quatro pilares da imprensa livre: lucidez, recusa, ironia e obstinação. Lucidez pressupõe a resistência aos movimentos de ódio e ao culto da fatalidade. Recusa da mentira e do que é falso a fim de assegurar a autenticidade da notícia. Ironia como arma contra os poderosos demais, ao dizer a verdade driblando a censura. E obstinação em enfrentar os obstáculos à liberdade de imprensa. Conjunto de regras que continua atual para preservar a liberdade e a informação.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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AINDA BOLSONARO NA ONU

Inoportuno e desastroso

Assim foi o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU, que perdeu a grande oportunidade de proferir um pronunciamento de estadista. Como se ainda estivesse num palanque de campanha eleitoral, culpou índios por sua pífia gestão, negou a devastação da Amazônia e atacou outras nações, chocando diplomatas. Só nos resta aguentar os três anos restantes de seu governo e esperar que o Brasil não seja retaliado e isolado internacionalmente por sua manifestação.

ARNALDO L. DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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Falta foco

O presidente Jair Bolsonaro perdeu a oportunidade de atrair investidores para o Brasil. Durante seu pronunciamento na ONU, poderia ter destacado a necessidade de obras de infraestrutura, como portos, energia, saneamento, rodovias e ferrovias. O Brasil precisa de recursos externos para se desenvolver e já passa da hora de iniciar novos empreendimentos, que certamente trarão mais trabalho e expulsarão o fantasma do desemprego do País. Bolsonaro está sem foco definido e de nada adianta de prático ficar falando dos erros de outros países e dos governos anteriores.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Discurso de capitão

Realmente, mais uma oportunidade perdida no discurso do capitão. Estivesse o pintor grego Apeles, autor da famosa frase “não suba o sapateiro acima da sandália”, ainda vivo, por certo complementaria com “e não suba o capitão acima do pelotão”. Não tem jeito... Temos de ter paciência até 2022.

LUIZ ANTONIO RIBEIRO PINTO

larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Memória

Em 12 de outubro de 1960, Nikita Kruchev, então ditador na União Soviética, fez um discurso na ONU em que, para enfatizar os seus argumentos belicistas, tirou o sapato e bateu com ele na tribuna. Bolsonaro quase fez o mesmo. Kruchev caiu quatro anos depois, quase o mesmo tempo que falta para o fim do governo Bolsonaro.

JOSE GUILHERME SANTINHO

msantinho@uol.com.br

Campinas

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“Disse Bolsonaro: ‘Um juiz que é símbolo no meu país, o dr. Sergio Moro’. É verdade que ele está fritando o ministro, mas temos de reconhecer que é num óleo da mais alta qualidade...”

LUIS MOLIST VILANOVA / SÃO PAULO, SOBRE O DISCURSO DO PRESIDENTE NA ONU

luisvilanova@terra.com.br

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“Não vejo o porquê do estranhamento com o pronunciamento de Bolsonaro na ONU. Por acaso alguém esperava um Rio Branco falando?”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, IDEM

fransidoti@gmail.com

DESANIMADOR

 

Os Poderes Legislativo e Judiciário da República estão em rumo de colisão. Motivo: uma liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso autorizando operação de busca e apreensão no gabinete do líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O referido magistrado, após ser comunicado pelo presidente da Corte Suprema, Dias Toffoli, de que um grupo de parlamentares da Casa, liderados pelo seu presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se organizara para, em audiência, solicitar reversão da decisão, emitiu nota reiterando que ela fora tomada com base em preceitos constitucionais. O mais lamentável, no entanto, foi o fato de que a ida em caravana ao Supremo Tribunal Federal (STF), impregnada de corporativismo, provocou o adiamento da análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da reforma da Previdência, de fundamental importância para o futuro do País, o que, certamente, ocasionará atraso da votação em plenário. Desanimador.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BRIGA ENTRE PODERES

 

A briga entre o Poder Judiciário e o Senado Federal está dando o que falar. A Corte determinou busca e apreensão de documentos sobre possíveis falcatruas do senador Fernando Bezerra Coelho & família. Já aquela Casa se sentiu vilipendiada e intensificou a aprovação do projeto de Abuso de Autoridade. O braço de ferro contra a corrupção já deu o que falar. De qualquer forma, o povo de bem cumprimenta o ministro do STF Luis Roberto Barroso, pela determinação. Muda, Brasil!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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TÔ AVEXADO!

 

“Então tá combinado, é tudo somente sexo e amizade”, diria o saudoso Gonzaguinha sobre a profana e indecente “DR” entre Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, 15 senadores líderes partidários e o supremo presidente Dias Toffoli para suspender a liminar que permitiu a operação de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo. Saltou aos olhos que a CPI da Lava Toga e os pedidos de impeachment de magistrados supremos, no limiar de aceitação pelo Senado, serão o fio-terra desta escatológica “suruba” interpoderes. “Tô avexado!”, diria o meu desbocado e irrequieto papagaio Batoré.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BUSCA NO SENADO

 

Corporativismo declarado. Quando o STF autoriza busca, apreensão em outros setores tudo bem, mas no intocável Senado é interferência? Devido a este fato, eles prejudicam o Brasil com a não votação do texto da Previdência. Isso, sim, é ilegalidade, prejudicando o povo brasileiro trabalhador. Que façam novas diligências e que tenham resultado esperado.

 

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

 

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DEFESA CORPORATIVA, PAUTA PRIORITÁRIA

 

A alegria que sentimos quando o sr. Davi Alcolumbre foi eleito presidente do Senado, derrotando o sr. Renan Calheiros, durou pouco. Os métodos são os mesmos.

 

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

 

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ORDEM

 

Sr. Alcolumbre, primeiro as necessidades do Brasil, depois o corporativismo.

 

José Cândido de Toledo candidotoledo@bol.com.br

Taubaté

 

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UM CRIME

 

O adiamento da votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da reforma da Previdência pode ser tipificado na Lei Penal como formação de quadrilha. Um verdadeiro crime cometido pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e seus quadrilheiros, mais conhecidos como líderes dos partidos políticos. Uma verdadeira demonstração de descaso e afronta a todos os brasileiros, colocando interesses corporativos acima dos da Nação.  

 

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

 

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FRUSTRAÇÃO

 

Após o adiamento da votação da Previdência no Senado, o povo se pergunta: para que Senado, minha gente?

 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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RAÍZES DANINHAS

 

Quando será que os parlamentares honestos serão maioria no Congresso? Está difícil de arrancar “as raízes”!

 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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RIR É O MELHOR REMÉDIO

 

Bezerra pai senador e Bezerra Filho deputado mamam nas tetas de todos os governos. Mamaram na teta do PT de Dilma, na teta do PMDB de Temer e estavam grudados no seio do governo Bolsonaro. Muita teta para poucas bezerras acabou em leite derramado. O governador do Rio, Wilson Witzel, acabou com as gratificações a policiais que evitam matar. Quem “mira na cabecinha” tem mais chance de ser premiado pelo governador matador do Rio de Janeiro. Siro Darlan, o desembargador que desembarga tudo por dinheiro, também divide a toga suja com seu filho corrupto. Haja sabão! São os índios que estão queimando a Floresta Amazônica! – só Bolsonaro sabia disso e só revelou o segredo na ONU. Deveria ter contado, primeiro, ao Sergio Moro, em delação premiada. “Prendam os índios e salvem a Amazônia!”

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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A VERDADE NUA E CRUA

 

Muito triste viver num país onde parte da população – diga-se a destroçada esquerda – prefere a subserviência à altivez de um presidente que teve a coragem de falar ao mundo todas as verdades, com transparência, firmeza e sinceridade, atributos de um verdadeiro chefe de Estado. O Brasil mudou, foi-se o tempo do rabinho ente as pernas e de ex-presidentes coniventes com a mentira e a corrupção. O passado obscuro de ex-presidentes como Lula, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, que inventava números e estatísticas para fazer crer que a pobreza e a miséria haviam desaparecido do Brasil, ou de sua sucessora, o poste Dilma Rousseff, posta na rua por crimes de responsabilidade por pedaladas ficais, ficou para trás e nunca mais voltará a nos incomodar. Críticas de que o presidente Bolsonaro envergonhou o Brasil com seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, esta semana, estão em todas as partes, mas a nós, suas “tropas”, como se referiu o jornalista e professor Eugênio Bucci em seu artigo Essa tal de ‘ideologia’ (Estado, 26/9, A2), nos encheu de orgulho, pois temos um presidente sincero e que vem honrando a sua palavra. A maioria dos cerca de 150 países presentes na abertura da 74.ª Assembleia-Geral da ONU aplaudiu, conosco, as colocações do presidente, pois convivem há milhares de anos cultivando a verdade, fonte segura de confiança e prosperidade, que infelizmente entre nós foi esquecida nos últimos anos.   

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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‘ESSA TAL DE IDEOLOGIA’

 

Iluminado por Marilena Chauí, Eugênio Bucci está ensacando vento. Não vai demorar a ombrear-se com Dilma Rousseff...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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BOLSONARO NA ONU

 

Para desespero dos que acreditaram que o atentado contra a vida de Jair Bolsonaro iria impedi-lo de governar o Brasil, sua boa condição física permitiu que o presidente fizesse até seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, na terça-feira. Sua fala causou surpresa para alguns, mas não para aqueles que conhecem sua lealdade com os compromissos assumidos perante o povo. Parte da imprensa trata o discurso de Bolsonaro como “beligerante”, quando na verdade é apenas uma ruptura com tudo o que temos escutado dos últimos ex-presidentes brasileiros no púlpito da ONU: uma fala objetiva e direta. Ao confirmar o empenho de seu governo em se relacionar com países como EUA, Israel, China, Canadá, Japão e países árabes, Bolsonaro resgata uma das qualidades natas do povo brasileiro: a convivência harmoniosa entre todas as etnias. Essa atitude vai contra aquilo que o PT e Lula pregaram nas últimas décadas, quando criaram artificialmente o “nós contra eles”, visando a dividir o Brasil, enfraquecê-lo para, em seguida e sem maiores resistências, alinhá-lo ao que há de pior em regimes comandados por ditaduras comunistas como a de Hugo Chávez, seu pupilo Nicolás Maduro e o líder máximo Fidel Castro. Citados por Bolsonaro em seu discurso, fica claro que a distância entre o Brasil e regimes totalitários de esquerda se ampliou. O novo Brasil fecha suas portas ao comunismo e deixa de ser um porto seguro para terroristas estrangeiros, como frisou o presidente, ao lembrar de Cesare Battisti, o terrorista italiano tratado pelo PT como refugiado político. O tom firme do presidente em defesa da soberania e da preservação da Amazônia surpreende os globalistas interessados na exploração consentida das riquezas alheias. O recado foi direto a governantes como Emmanuel Macron, que ainda sonhavam em conseguir uma gestão internacional para a Amazônia. Devagar, o governo Bolsonaro vai tentando demolir o enorme aparelhamento esquerdista que o Brasil sofreu nos últimos 15 anos. Tarefa dura, que só é efetiva com atitudes igualmente duras. O discurso de Bolsonaro aposenta de vez a tese de que nós, brasileiros, padecemos do complexo de vira-lata.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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UM DISCURSO DE DEFESA

 

Contrariamente ao que disse a maioria dos grandes órgãos de nossa imprensa, considero o discurso de Jair Bolsonaro na ONU muito bom. Não me agrada o governo Bolsonaro, particularmente a influência de sua família e seu envolvimento em assuntos menores, ao invés dos temas mais relevantes para o povo brasileiro. Mas isso não o desqualifica para a defesa de nossa soberania, das verdades sobre o excesso de terras indígenas, da proteção de nossa pujante agropecuária, de nossa liberdade religiosa e das tradições familiares ora ameaçadas pelo modismo da onda avassaladora do politicamente correto, do pouco valor à vida humana e da corrupção generalizada, do interesse pessoal e corporativo sobre o coletivo.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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O RECADO

 

Como era de esperar, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deu o seu recado ao abrir os trabalhos da ONU esta semana. No conteúdo do seu discurso há referências para todos os gostos, e, com o devido vigor que lhe é característico, expôs o surgimento do novo Brasil e desmascarou aqueles que sentem prazer em denegrir a imagem do brasileiro. O recado foi dado.

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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BOM PARA O BRASIL

 

Pelo visto, o discurso do presidente Bolsonaro na ONU assustou muita gente. A maioria esperava uma fala protocolar, seguindo os seus antecessores – menos Dilma, que falou muita bobagem. Ora, no plenário da ONU todo mundo fala abertamente expondo a sua opinião, pois sabem que não traz nenhuma consequência. Bolsonaro foi autêntico, falou o que ele tem dito a todo mundo aqui, no Brasil. Agora, parte do mundo também sabe quem é o nosso presidente. Acho que isso é bom para o Brasil.

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

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DISCURSO NAS NAÇÕES UNIDAS

 

A impressão que dá é de que o presidente Bolsonaro incomoda muita gente.

 

Jaime Eufrasio Sanches jaime@carboroil.com.br

São Paulo

 

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ANTIGLOBALISTA

 

A contradição entre a postura de governo e o discurso antiglobalista do presidente Bolsonaro, na cúpula da ONU, é escancarada, e para não ver, só fechando os olhos. Pensei em enviar os trechos mais contundentes para alguns amigos, que não são poucos, para que refletissem sobre o erro do discurso e a gravidade das consequências para nossa imagem e economia, e não para criticar as suas escolhas. Tenho certeza de que alguns irão rebater dizendo que passei para o lado dos companheiros que perderam o poder é hoje fazem crítica cega a tudo e contra tudo. Já outros nem se disponibilizarão a ler, pois consideram estritamente parcial e contra todos que façam qualquer crítica a Bolsonaro, exatamente como faz idolatrado guru.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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VAI NOS CUSTAR CARO

 

O presidente Bolsonaro, em seu discurso na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, não me decepcionou. Fiquei realmente envergonhado. Eu esperava um pronunciamento agressivo e na linha do samba do crioulo doido. Não deu outra. Confesso, porém, que ele conseguiu exagerar muito mais do que eu imaginava. Foi um discurso patético e totalmente fora do contexto, principalmente no seu final, quando o presidente parecia narrar “as minhas férias na casa da vovó”. Os chefes de Estado de todos os países estavam ali reunidos para discutir os problemas que afetam o mundo como um todo, e não um relatório ridículo das atividades de cada um em seu país. E a situação ficou mais vergonhosa, ainda, pelo fato de o centro das discussões mundiais, na atualidade, ser sem dúvida o aquecimento global. E a nossa Amazônia terá papel fundamental no sentido de estancarmos o aquecimento da temperatura média da Terra. As demais nações não vão se curvar aos desejos particularíssimos do presidente Bolsonaro, ao contrário, esperava-se que o presidente consertasse as bobagens que andou falando anteriormente. Não só não o fez, como partiu para ataques específicos a países e seus mandatários, algo totalmente contraproducente para o Brasil. Tem razão o embaixador Rubens Ricupero, já aposentado: o discurso de Bolsonaro vai nos custar caro (Estadão, 25/9). É evidente que vamos sofrer retaliações comercias depois de tantas agressões.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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OPÇÃO TOLERÁVEL

 

Parabéns ao Estadão por publicar na quarta-feira (25/9) a oportuna entrevista com o experiente diplomata Rubens Ricupero. O discurso do presidente Bolsonaro na ONU foi de fato um desastre. Foi agressivo, arrogante e endereçado ao público errado. O discurso do capitão foi elaborado por no mínimo quatro mãos. O ministro das Relações Exteriores, o estranho Ernesto Araújo, deve ter sido um deles. Os outros foram provavelmente ministros militares, a escolher. O guru Olavo de Carvalho pode também ter dado seus palpites. Bolsonaro foi a opção contra o PT. Espera-se que tenha sido uma tolerável opção.

 

José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

 

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PESQUISA IBOPE

 

Da mais recente pesquisa Ibope feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontando a contínua deterioração da imagem de Jair Bolsonaro entre a população neste nono mês de governo, o dado mais preocupante certamente é de que nada menos que 55% dos entrevistados afirmaram não confiar no presidente. Que futuro esperar para o País, quando mais da metade dos brasileiros diz categoricamente que não tem confiança no dirigente-mor da Nação? Pobre Brasil tropical abençoado por Deus e bonito por natureza...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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‘CULTURA DE NEGÓCIOS’

 

Lendo a entrevista feita com o sr. Newton Simões, presidente da Racional Engenharia (Brasil não vai virar Dinamarca após Lava Jato, diz presidente de construtoraEstadão, 26/9, B12), fiquei surpresa (no mau sentido). Quando questionado acerca da capacidade da Operação Lava Jato de diminuir a vergonhosa e terrível corrupção no nosso país, expressou sua opinião de que o processo, ao qual chama de “cultura de negócios”, foi “construído em cima da ineficiência do Estado e da necessidade de rentabilidade das empresas”. O projeto político do PT de perpetuação no poder e a desonestidade e ganância das empresas envolvidas foram omitidos e “maquiados”, talvez para construir um discurso neutro do ponto de vista político, que no entanto acabou por se tornar vazio e dispensável.

 

Lucila Amaral Ferraz ferrazlucila077@gmail.com

São Paulo

 

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LAVA JATO À BEIRA DA MORTE

 

Em 1988, o Estado de Goiás foi desmembrado para a criação de mais um Estado, Tocantins. Assim foi possível a criação de mais cargos públicos para que os partidos políticos conseguissem mais dinheiro para suas roubalheiras. Sim, conforme cresce o número de partidos, os políticos buscam a criação de mais Estados e municípios, para alojar seus “companheiros”. E para pagar toda essa corja, a cada ano, aumenta-se a carga tributária no País. Até quando vamos nos calar diante dessa calamidade? Vamos assistir quietos ao fim da Lava Jato? Inclusive com o apoio do atual presidente da República, Jair Bolsonaro? Que triste ver o nosso herói Sergio Moro hoje do lado dos corruptos.

 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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DONALD TRUMP

 

A denúncia feita por um funcionário da inteligência norte-americana contra o presidente Donald Trump, e que motivou a abertura de impeachment na Câmara dos Deputados, é no mínimo polêmica e discutível, mas não é isso o que importa. É mais do que evidente que o que está em jogo são forças políticas poderosas visando à disputa presidencial de 2020 e tanto democratas quanto republicanos já iniciaram a contenda, cada um com suas armas (incluindo-se nestas o famoso “vale-tudo”). Impeachment, no Brasil e nos EUA, como sabemos, é um processo iminentemente político. Engana-se, portanto, quem acha que Trump já está derrotado. Ao contrário, ele pode sair disso mais vitorioso do que se imagina.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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O COMEÇO DO FIM

 

É velho o jargão de que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente. Abertura do processo de impeachment pelo Congresso norte-americano contra o exótico presidente Trump poderá ser o começo do fim de um fanfarrão que chegou ao cargo sem noção e veio apenas para instabilizar as relações comerciais e provocar guerras regionais, com aumento do aquecimento global do planeta.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPEACHMENT NOS EUA

 

É pouco provável que os democratas consigam o impeachment de Donald Trump. Mas já deixaram Joe Biden fora, o que é ótimo.

 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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