Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 03h00

JANOT X GILMAR

Faroeste caboclo

Já não bastam os tiroteios verbais, espalhando muitas vezes uma virulência inadequada? Agora se fala de balas de verdade, como se estivéssemos no Velho Oeste! Mas o que realmente preocupa e entristece é saber que esses senhores tiveram acesso às melhores universidades, enquanto a maioria da nossa população nem sequer consegue chegar aos cursos médios. Não restam dúvidas quanto ao fato de que alguns cargos importantes estão sendo ocupados por pessoas sem importância.

VERA BERTOLUCCI

vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

Alma adoecida

Um tribunal é um órgão de julgamento necessariamente colegiado. Em razão do estrangulamento de suas atividades, os tribunais brasileiros criaram, em profusão, as denominadas decisões monocráticas ou unipessoais. O oposto da essência dos julgamentos nas Cortes. Um só ministro pode modificar o que muitos outros magistrados já decidiram, colegiadamente, em tribunais inferiores. A colegialidade traz duas virtudes: o debate e a impessoalidade. O lamentável episódio Rodrigo Janot x Gilmar Mendes teve origem nessa deformação de nossas Cortes de Justiça. Uma decisão pessoal de Gilmar levou Janot a arguir sua suspeição. Ante a reação do arguido como suspeito, envolvendo uma filha do procurador, este viu aflorar um daqueles sentimentos menores que têm todas as almas humanas: a irascibilidade perante o que considera injusto. Doutrinava Averrois, o filósofo da Andaluzia, que, como todos temos esse vício, cavalgamos sobre ele e o dominamos. Janot, como muitos fazem, dominou-o. E depois teve a coragem de confessá-lo. É coisa de louco. O que não acontece com os que agem do mesmo modo, todos os dias – embora, por óbvio, não no Supremo Tribunal –, mas não assumem que têm de domar o seu cavalo bravio.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Confissões

Houve tempo em que desejos confessados em livros pertenciam ao mundo da arte e da ficção. Por maior realismo que contivessem, não extravasavam desse universo. Agora dão cadeia.

LEONEL CUNHA

leonelcunha@icloud.com

Curitiba

Mera intenção

Juridicamente, nada há a ser apurado contra o sr. Rodrigo Janot. As buscas realizadas pela Polícia Federal na sexta-feira foram um abuso. Suas declarações, com o intuito de chamar a atenção, sabe-se para quê, longe estão de ser crime. Se formos punir pensamento, imaginem que inferno seria. Impunível. Lamentável o que vimos.

EDMAR AUGUSTO MONTEIRO

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

Encrenqueiro

Sempre achei Rodrigo Janot um mal-intencionado. Suas atitudes em busca de holofotes denunciavam narcisista. Agora se vê que, além de tudo, é também desequilibrado e mentiroso. A declaração de que foi armado ao STF tem todas as características de um exibicionista amoral e cheio de bazófia. Não creio que ele tenha coragem para atirar em ninguém. Só quis causar furor para vender seu livro. Uma estratégia furada, que pode causar-lhe a cassação de sua aposentadoria. Quem sabe, os irmãos Batista o socorram outra vez...

JOSE ED. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@gmail.com

Itu

De pesos e medidas

Janot pode ter seu benefício cassado após ter trabalhado os anos necessários para a aposentadoria legal por causa da confissão de uma hipótese, uma possibilidade de crime. Já juízes de Direito comprovadamente corruptos e criminosos se aposentam com vencimentos integrais, sem questionamentos, mesmo sem terem trabalhado os anos necessários que os justifiquem.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Delatados condenados

Lembrando que a lei da delação premiada é posterior à Constituição federal e em nada a fere, não parece lógica a ação daqueles que invocam a Carta Magna para, com toda a coreografia que o assunto requer, garantirem ao delatado a última palavra, sob pena de pleitear a nulidade da sentença. As manifestações dos causídicos por não terem tido os delatados a oportunidade de falar por último parecem um achado para confundir, com relativo sucesso até agora. Um detalhe foi cuidadosamente omitido: ao delatado condenado – sem ter tido direito à derradeira réplica – sobram oportunidades, embargos, recursos com os mais variados rótulos que o juridiquês contempla. O direito à ampla defesa, por mais infame que seja o delito, está garantido. O problema levantado pela defesa do sr. Aldemir Bendine e que parece ter comovido o STF simplesmente inexiste.

ALEXANDRU SOLOMON

alex_sol@terra.com,br

São Paulo

Esperança

Por quase 14 anos o Brasil esteve entregue aos (des)governos do PT. Atravessamos uma tempestade política, econômica e ética sem precedentes. Palácios foram transformados em centrais de arrecadação e distribuição de valores desviados. Na Petrobrás e em outras estatais, numa única operação, foram subtraídos R$ 20 bilhões. Mas a leniência em relação aos crimes de colarinho-branco teve fim. Ex-presidente, ex-governadores e vários outros agentes públicos cumprem prisão ou respondem a processo penal por corrupção. Uma grande resistência às transformações, todavia, ainda persiste. O combate, no entanto, prosseguirá, a Lava Jato não acabará. E chegará o dia em que olharemos para trás e veremos que valeu a pena lutar.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Lula livre

Como assim, Lava Jato? Semiaberto se pagar R$ 4 milhões? Muito fácil, em vista do que foi roubado. Não aceito esse pagamento, o dinheiro é nosso!

ELAINE NAVARRO

elainenavarrop@gmail.com

São Paulo

Lula retrata bem o que é a Justiça no Brasil. Ele está prestes a ficar solto. E rico!

CARLOS GASPAR

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

Inteligente o pedido desse benefício pela Lava Jato. Assim acaba a pressão do STF e Lula perde a pose de vítima, de injustiçado.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo


“Infelizmente, nossos juízes do STF, com suas decisões ambíguas, parecem estar cada vez mais se afastando

dos anseios do povo”

 

MARCOS CATA / SÃO PAULO, SOBRE O RECEIO DE QUE A LAVA JATO VENHA A SER PULVERIZADA

marcoscatap@uol.com.br

“Entre atônitos e indignados, os brasileiros de bem se perguntam:

o que, afinal, realmente pretende o STF?”

 

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), IDEM

ricardocsiqueira@globo.com


DECISÃO ILEGÍTIMA

decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) – adiada para a próxima quarta-feira – e que caminha para colocar uma pá de cal sobre a Lava Jato é manifestamente ilegítima. Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski não estão aptos – sob o ponto de vista da legislação e da moral – a julgarem processos oriundos daquela operação. O rol de decisões flagrantemente inconstitucionais que esses ministros têm protagonizado já os inabilitaria ao exercício do cargo se o Brasil vivesse verdadeiramente sob um regime democrático. Não é o que acontece. A celebrada Constituição de 1988 – a chamada Constituição Cidadã – é uma colcha de retalhos que objetiva primordialmente favorecer a plutocracia que exerce o poder por aqui desde a proclamação da República. Por isso Dias Toffoli e Alexandre de Moraes se sentiram à vontade para censurar empresas de comunicação e criar investigações sigilosas quando membros da Corte foram noticiados como suspeitos da prática de ilícitos; Lewandowski não hesitou em rasgar a Constituição para proteger sua amiga Dilma, quando presidiu o processo de impeachment desta; Marco Aurélio Mello, encerrado o ano judiciário de 2018, decretou liminarmente a libertação de todos condenados presos sem o trânsito em julgado da sentença; e Gilmar Mendes atuou em processos que têm como réus pessoas com quem tem relações de intimidade, em que há participação do escritório de advocacia do qual sua esposa era sócia, de empresas que financiam  eventos da instituição de ensino da qual é sócio e tem o hábito de ofender publicamente autoridades das mais diversas, dentre outras colegas do STF, juízes de instâncias inferiores e membros do Ministério Público. Tudo isso sob o beneplácito do atual presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP) – a quem cabe rejeitar os pedidos de impeachment de ministros do STF –, o qual conseguiu a proeza de, em nove meses no cargo, ganhar da população brasileira a mesma admiração que esta tem pelo senador Renan Calheiros, um de seus antecessores no posto. Alcolumbre, para quem não sabe, é investigado em dois inquéritos no Supremo. A tão celebrada democracia francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – teve seu berço, é bom lembrar, com a queda da Bastilha em 14 de julho de 1789, quando a França vivia tempos sombrios em que os poderosos estavam acima da lei, tais quais como os que agora estamos vivendo no Brasil.


Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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SEM VOLTA


A manobra da 2.ª Turma do STF para anular o processo de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobrás condenado a 11 anos de prisão pela Lava Jato, serviu como um atalho para algo maior e mais nefasto. O STF reuniu-se na quinta-feira 26/9 para dar uma nova paulada no esforço anticorrupção deflagrado no País há cinco anos, dando ares de legalidade à tese de que réus delatados têm o direito de falar por último nos casos em que também há réus que fecharam acordos de colaboração premiada. A tese é tão falsa quanto aquela criada pelo ministro Ricardo Lewandowski que garantiu os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. Uma falácia. Consultados sobre o assunto, especialistas como o ex-ministro Sydney Sanches negam essa possibilidade, lembrando que a lei processual quanto aos prazos das alegações finais é o mesmo para todos os réus. Ou seja, os ministros criaram uma chicana sem previsão na lei para preparar o caminho da libertação de Lula e de centenas de outros delinquentes que praticaram toda espécie de ilícitos. Resumindo: o STF deu mais uma prova de que é a maior força a favor do crime hoje em atuação no Brasil. A anulação de sentenças porque o “réu delator” falou depois do “réu delatado” – sem que se prove prejuízo algum para o condenado – é mais que uma chicana, é um atentado à Constituição e um prêmio supremo para criminosos continuarem delinquindo. Mesmo que queira, o STF não transformará criminosos em inocentes. A Lava Jato é maior e vai fazer o que sempre fez (inclusive no longo cerco a Lula): recolher todas as cascas de banana colocadas no caminho, mandando a bandidagem para o lugar que merece, a cadeia. O padrão Moro não tem volta.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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A ORDEM DOS FATORES


Data vênia, qual a diferença entre as alegações finais e quem fala primeiro? E só agora perceberam. Piada pronta.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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O ENFEITE DO DIABO


O diabo enfeitou tanto o filho que acabou furando os seus olhos. É o caso do STF sobre a ordem nas manifestações finais nos processos-crimes: falam delatores ou réus delatados?


José C. de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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HIDRÔMETRO


Cortaram a água da Lava Jato. É como se diz por aí, uma mão suja a outra...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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POLÍTICA, PODER E PERVERSÃO


O Estado, que na aurora dos tempos surgiu para dissolver ou impedir o conflito, promover o entendimento tribal, o bem-estar e a segurança coletiva, degenerou-se pela vaidade, a prepotência, a soberba e – por que não? – a incompetência instalada pelo voto ou pelas armas, também pelo decoreba de uns tantos concursados. No Brasil, a Praça dos Três Poderes concentra o desregramento, a podridão do poder e seu perverso efeito, a tendência ao delito que a política sugere como menor percurso ao enriquecimento rápido e ilícito, epicentro no Congresso Nacional. O chorume do Parlamento escorreu para os tribunais supostamente superiores, tendo o Supremo Tribunal Federal como desvio exemplar do  juridicamente sábio e íntegro. Neste cenário, a Operação Lava Jato sofre a destruição pelo cupim legiferante do tipo Lei do Abuso de Autoridade, direcionada para o revisionismo corrupto, vetos presidenciais derrubados com o propósito de promover o retorno dos ladrões à sanha criminosa sobre o dinheiro do povo. No clima delirante e podre de Brasília, ninguém quer ser investigado pelo Imposto de Renda, ninguém admite ser alcançado pela lei. Em Brasília se acredita que o otariado nacional permanecerá resignadamente bovino até a consumação dos séculos.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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PARLAMENTO SUPREMO


É verdadeiramente um sucesso o STF legislando no lugar e para os nossos congressistas, assim como para os corruptos que sempre estão de plantão e para os demais presos, principalmente da Lava Jato. Realmente, é estarrecedor ter toda a certeza de que o Brasil tem tudo para não dar certo!


Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo


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BASTIDORES


Todo mundo discursando a favor da Lava Jato mas, nos bastidores de Brasília, todo mundo querendo destruí-la. Chegou às entranhas do Judiciário.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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FRUSTRANTE


Como é frustrante viver num país onde o Supremo Tribunal Federal prefere “defender” o crime do colarinho branco; onde mesmo que o roubo, o desvio do dinheiro público, a propina, etc. sejam evidentes, por terem sido detectados por meios não considerados legais, permite-se que todos estes criminosos continuem a viver livres, leves e soltos – e todos vivendo uma vida de milionários, diante de uma população com 14 milhões de desempregados.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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CABO E SOLDADO


Depois desta sensacional deliberação do STF, começo a achar que um cabo e um soldado para fechar esta usina de absurdos são uma boa ideia.


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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A QUE PONTO CHEGAMOS!


Como se sabe, o famigerado Rodrigo Janot foi procurador-geral da República por nada menos que dois mandatos de dois anos, de 2013 a 2017. As duas indicações foram feitas pela presidente Dilma Rousseff, após ele ter ficado em primeiro na lista tríplice elaborada por membros do Ministério Público. Nas duas ocasiões, foi sabatinado e aprovado pelo Senado. E agora, depois da bombástica revelação de seu livro Nada menos que tudo, a ser lançado em breve, de que chegou a ir armado de revólver a uma sessão do Supremo Tribunal Federal com a clara intenção de matar a tiros seu grande desafeto, o ministro da Corte Gilmar Mendes, e, em seguida, cometer suicídio, cabe, por oportuno, perguntar: o que dizer de um país em que o chefe supremo do Ministério Público Federal, que tem sob sua responsabilidade importantes e decisivos interesses nacionais, revela-se um tipo totalmente desequilibrado emocionalmente, com uma clara patologia a ser diagnosticada e tratada antes que pense em repetir o gesto, desta vez disparando duas vezes nos alvos. Diante do absurdo exposto, cabe à Polícia Federal solicitar a imediata instalação de detector de metais na entrada do STF, antes que seja tarde. A que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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AJUDA PSIQUIÁTRICA


Não entendi: por que o ministro Gilmar Mendes, em resposta ao fato de o ex-procurador-geral Rodrigo Janot ter revelado que quase o assassinou, além de recomendar que este procurasse ajuda, fez questão de realçar que o quase homicida Janot sempre escreveu mal? Não seria o caso, então, de recomendar que ambos procurassem ajuda?


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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LOUCURA


Janot: “Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar” (Estadão, 26/9). Eis uma grande confissão de Janot, que desnuda um pouco as emoções que reinavam em sua mente num passado não tão distante. Antes de partir para qualquer ação penal, deveria ser examinada a sanidade mental do ex-procurador-geral, pois indica muitos conflitos interiores que já estariam no limite entre a sanidade mental e a insanidade ensejadora de inimputabilidade criminal, com consequente internação forçada para tratamento psiquiátrico. O homem, pelo visto, sofre de distúrbios mentais, pois tal tipo confissão em si só já ensejaria uma justificada suspeita. Loucos nunca acham que estão loucos!                    


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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PREOCUPANTE


Ao ler a reportagem do Estadão em 26/9 sobre a divulgação do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot em seu livro, sobre sua intensão de assassinar o ministro Gilmar Mendes, não há como não se preocupar. Um vai armado à Corte para resolver um problema porque o outro era mentiroso. Este é o Poder Judiciário que o brasileiro deseja?


A.Nogueira anogueira56@yahoo.com

São Paulo


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A DELAÇÃO DE PALOCCI


Se o ex-procurador-geral Rodrigo Janot declarou que Antonio Palocci, ex-tudo do PT, afirmou que cinco ministros do STF receberam propina, o que tem a dizer a Polícia Federal que deu a ele delação premiada? Se essa denúncia não entrou no pacote da delação, não será crível que ele volte à prisão e tenha sua delação cancelada? A conferir...


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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IMPEACHMENT DE TRUMP


Embora pareça improvável, o presidente Donald Trump pode ser o primeiro presidente americano a sofrer impeachment. Em 1972, pelo caso Watergate, o já falecido Richard Nixon escapou de ser destituído do poder porque renunciou. Mas, com o anúncio da presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, de abertura de inquérito para destituir o soberbo e inconsequente presidente americano, mesmo que Trump não sofra impeachment, certamente será prejudicado pela negativa repercussão, que pode inviabilizar a sua corrida à reeleição para a Casa Branca em 2020. Trump foi longe demais ao afrontar a Constituição americana usando o poder em beneficio próprio, objetivando a perseguir um adversário político: pediu ao presidente da Ucrânia, Volodymir Zelenski, para investigar se Hunter Biden, que foi membro do conselho de uma empresa de gás ucraniana, cometeu algum grave ilícito. Hunter é filho de Joe Biden, ex-vice de Barack Obama que hoje lidera as pesquisas de opinião para a Casa Branca. É fato que o Partido Democrata, de Biden, só tem a maioria necessária para o impeachment na Câmara, mas no Senado os republicanos dominam. Porém, quando a economia mundial neste momento não vai bem, muito em função das decisões intempestivas do ídolo de Jair Bolsonaro, Donald Trump, principalmente no confronto com o comércio bilateral com a China, o anúncio de abertura de inquérito para destituir Trump do poder deve azedar ainda mais o humor dos investidores.  


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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MOMENTO HISTÓRICO E UM ALERTA


Pedir o impeachment de Donald Trump era imperativo. Não se pode permitir que o abuso de autoridade continue por mais tempo. A autorização da Câmara dos Representantes foi inevitável, assim como imprescindível seu julgamento pelo Senado Federal, onde são necessários 67 votos, mas há apenas 47 opositores ao presidente. Se ele permanecer no cargo, é preciso derrotá-lo nas urnas em 2020. Entretanto, como a eleição é indireta em turno único, ele pode ser reeleito com menos votos populares tendo mais votos no Colégio Eleitoral. Neste caso, deve-se aceitar novamente o amargo resultado. Se isso ocorrer, o momento histórico faz um alerta, pois qualquer tentativa de revogar a Emenda 22 da Constituição, para abrir caminho para um 3.º mandato, deve ser duramente combatida. Esta praga assola a América Latina, a África e o Oriente Médio e poderia voltar a atingir o coração do presidencialismo, afetado pela doença da reeleição contínua uma única vez na década de 1940.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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O FIM DE TRUMP E O RECOMEÇO DO MUNDO


Sob aspecto de gravidade, o episódio atual de Trump não difere muito do que levou à lona Richard Nixon. Uma concertação com representante ucraniano para investigar não o comitê, mas a vida do filho de seu adversário democrata, Joe Biden. Deve ser o fim do gangsterismo internacional para manter poder absoluto sobre o mundo. Se não caminharmos para um impeachment, que os democratas o derrotem, para imensa vergonha de quem quis incendiar o mundo, nas próximas eleições americanas. O mundo recomeçará paulatinamente a ter as feições do homem.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CAÇA AO BRUXO


Donald Trump se defende da abertura do processo de impeachment afirmando que é uma “caça às bruxas”. É caça a um só bruxo, loiro, que tenta assombrar o mundo com seus falsos feitiços baratos de canastrão na política.   


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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A DESPOLUIÇÃO DO TIETÊ


No ano de 1971, quando decidi morar na cidade de São Paulo, entre tantas  coisas que estranhei, a pior de todas era o cheiro que o Rio Tietê  exalava. Na época eu só não voltei para o Estado do Paraná porque ouvia o prefeito de então dizer que iria gastar milhões de cruzeiros para despoluir o rio. Passaram-se 48 anos, mudou-se o nome da nossa moeda, virou-se o século e o governador  atual do Estado disse, recentemente, que irá trabalhar para que o Rio Tietê seja despoluído. Após quase meio século de promessas, será que desta vez podemos acreditar? A conferir.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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FUTEBOL – SELEÇÃO DESACREDITADA


O treinador Tite continua refém de “Neymala” e, apesar de este jogador nem estar atuando em seu clube na França, o treinador o convocou e, ainda por cima, o colocou como titular nos amistosos contra as poderosas e aguerridas seleções da Colômbia e do Peru. Mais duas vergonhas proporcionadas por esta seleçãozinha que não agrada e não encanta mais ninguém. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deveria apoiar os nosso clubes durante a realização do campeonato brasileiro de futebol, ainda enfraquece os clubes permitindo que muitos jogadores sejam convocados e desfalquem os seus cubes no meio do campeonato para disputarem dois amistosos “data Fifa” em território americano, onde colecionamos mais dois vexames: um empate e uma derrota. Assim caminha a mediocridade do futebol brasileiro.


Vartenis Lima vartenis@gmail.com

São Paulo

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