Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

O velho demagogo

A Lava Jato solicitou a progressão da pena de Lula da Silva para o regime semiaberto e, como sempre, o ex continua com sua demagogia: “Não aceito barganhar meus direitos e liberdade”. Se não quer ir para sua residência, que seja transferido para um presídio, pois não deve ficar mais na Polícia Federal em Curitiba.

JOSÉ LUIZ ABRAÇOS

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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Então, o “todo-poderoso” Lula da Silva impõe condições sobre sua migração para o regime penal semiaberto? Era só isso que faltava para escancarar a prepotência e petulância do mentiroso contumaz.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Na Papuda

Lula não quer sair da cadeia? Deseja ser um Mandela? Muito simples resolver o problema: é só tirá-lo de onde está e mandá-lo para a Papuda. Vejamos se ele vai querer continuar preso...

OSWALDO ABRÃO JOSÉ

oaj007@hotmail.com

São Paulo

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Sair do bem-bom...

Para a progressão da pena Lula terá de pagar uma dívida de R$ 4,1 milhões. E também trabalhar. Como ele se encontra num verdadeiro “spa”, vai continuar com a sua narrativa de preso político, quando, na realidade, é apenas um político preso e condenado. Vitimização é o seu lema. Trocar o conforto para trabalhar? Imaginem...

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Prisão voluntária

“Se quiser ficar, fica.” Certamente estamos falando de flats com frigobar, TV e até equipamentos para garantir a boa forma física, sem falar nas visitas e entrevistas. Quem não ficaria? Uma mentira muitas vezes repetida acaba por se tornar “verdade” e está claro que é mais fácil se “convencer” da própria inocência e ser tratado como mártir do que encarar a dura e fria realidade do cotidiano da maioria dos cidadãos brasileiros, que trabalham muito, recebem pouco e nem sequer têm a garantia de, em caso de necessidade, receber o acolhimento merecido das instituições públicas de saúde.

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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E o ‘Lula livre’?

Está difícil de entender a esquerda. Esse pessoal não vivia gritando “Lula livre” em todos os cantos do Brasil e até no exterior? Agora já não o querem livre? Por quê? Seria porque, livre, Lula deixaria de ser a vítima? Ou porque, se ficar em semiaberto, poderá ser transferido para um presídio comum, perder todas as mordomias de Curitiba e ainda ter de trabalhar?

ANGELA MARIA DE SOUZA BICHI

angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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Malandro é malandro...

... mas nós não somos candidatos a mané! Lula escreveu carta afirmando que não vai pedir progressão de regime penal, pois não se considera culpado, e se o fizesse estaria validando a sua condenação. Na verdade, ele aposta que o Supremo Tribunal Federal (STF) dará algum refresco na sua situação em face da decisão emanada do processo de Aldemir Bendine. Caso a decisão do STF não tenha repercussão para favorecê-lo, não dou duas semanas para Lula mudar de posição, alegando que o fará por pressão dos familiares. Mesmo abandonando as mordomias e facilidades que a “carceragem” da Polícia Federal de Curitiba lhe proporciona, abrirá mão dos seus “princípios” por imposição da família... A ver.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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Afronta

O fato de a carta de Lula ter chegado à imprensa é uma afronta à Justiça e, principalmente, ao sistema penal. Mas não se enganem, o único objetivo de Lula é voltar à cena política, elegível, para, na eventual volta, poder apagar de vez tudo o que deixou de rastros na ida.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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Realidade

Lula, preso, orienta advogados, determina à Justiça como deve ser solto e não quer o semiaberto, que exige trabalho de dia. Poderia economizar dinheiro da Nação, pois preso no regime fechado é o mais caro dos encarcerados. Ele sempre se disse do povão, mas não quer sair de sua cela/escritório nem usar tornozeleira, como a massa carcerária. Continua a criticar Sergio Moro, mesmo condenado pelo Superior Tribunal de Justiça. A que ponto chegamos! E ainda há quem não queira ver a realidade.

SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO

aranhafilho@aasp.org.br

Garça

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Amigos

Prestes a sair da prisão, Lula da Silva deve estar preocupado com o leilão da frota de carros de luxo determinado pela Suíça, de propriedade de Teodoro Obiang, filho do ditador da Guiné Equatorial, seu amigão. Lá atrás, o amigão foi agraciado com financiamentos milionários do BNDES para obras em seu país, quando a tigrada petista estava no poder.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Paciente VIP

Realmente, a Justiça não é cega, conforme desabafo de uma advogada, cujo cliente faleceu, que espera desde 2011 a solução de uma ministra do STF. Já um certo político quase todos os meses tem recursos julgados pelo STF.

VITAL ROMANELI PENHA

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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No Peru

O presidente do Peru, Martin Vizcarra, dissolve o Congresso. Martin acusa parlamentares de escolherem magistrados para a Suprema Corte com o objetivo de abafar casos de corrupção. Acho que já vi esse filme...

CARLOS R. GOMES FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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EM SÃO PAULO

Ônibus escolar

Sou usuário do Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. Há mais de 60 dias vejo que se encontram estacionados dentro do parque uns cem ônibus de transporte escolar, zero-quilômetro, ostentando na traseira os dizeres “caminho da escola”. Não sei se são da Prefeitura ou do Estado. O que realmente interessa é o que esses ônibus estão fazendo ali, inúteis, em vez de servirem à população.

NELSON DE GENNARO

nelson@rdgfomento.com.br

São Paulo

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“A prisão perpétua chegará ao Brasil: Lula afirmou que ficará preso até ficar provada a sua inocência”

JOMAR AVENA BARBOSA / RIO DE JANEIRO, SOBRE O PRESIDIÁRIO CONDENADO POR CORRUPÇÃO

joavena@terra.com.br

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“Em vez do grito ‘meu reino por um cavalo’, na versão curitibana esgoela-se um ‘fico em cana, mas não trabalho’...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO IDEM

standyball@hotmail.com

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“O Lula faria o mesmo espetáculo sobre a soltura se estivesse numa prisão comum (leia-se inferno)?”

OMAR EL SEOUD / SÃO PAULO, IDEM

elseoud.usp@gmail.com

IMPERATIVO BOM SENSO


Não foi por acaso que, ao encerrar a última sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente e ministro Dias Toffoli fez questão de adiantar que, embora seu voto vá acompanhar a já majoritária votação a favor da tese de que réus delatados tenham o direito de falar por último nos processos em que também há réus delatores, vai sugerir um conjunto de ajustes aos efeitos desta decisão – a tal modulação. Ele sabe muito bem, ainda bem, que seria incabível a soltura de mais de 140 presos por corrupção no processo da Lava Jato, por causa de uma tecnicalidade de rodapé, o que causaria, com razão, enorme comoção nacional. O STF é guardião da Constituição, sem dúvida alguma. Mas é de sua função precípua também o exercício da justiça à luz do bom senso.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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HOLOFOTES E MICROFONES


Éramos felizes quando os supremos ministros só se manifestavam nos autos. Hoje, os holofotes e microfones preterem o plenário. Ao participar de uma sessão solene na Câmara federal, terça-feira, 1.º/10, o ministro Gilmar Mendes, sempre ele, na pele de porta-voz juramentado de seus pares, tornou público que há “seis ou sete votos” a favor da modulação proposta pelo delegado... ops, ministro Alexandre de Moraes no imbróglio sobre a precedência entre delator e deletado nas alegações finais dos processos da Operação Lava Jato. “Acho que é essa a decisão” (a medida só será considerada para os réus que tiverem feito o questionamento ainda na primeira instância), arrematou o ministro. Para infelicidade geral da República, valho-me do sucesso de Lulu Santos para concluir que “não há lógica que faça desandar o que o ‘Gilmar’ decidir”. Será que o Brasil precisa de uma Corte Suprema com esta configuração? No Peru, viraram a mesa!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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OLHOS ABERTOS NO STF


Pois é, um excelente ator entrou novamente em cena com a tese de que a Operação Lava Jato é uma mentira, um tremendo factoide, inventou a corrupção no Brasil para incriminar inocentes, ou seja, é o mesmo que dizer que o médico é o culpado pela doença do paciente. O fato é que o ex-presidente Lula perdeu o bonde do tempo, jogou sua biografia na latrina e se aliou a tudo o que havia de mais nefasto na política para atingir seus objetivos de partido único e governo perpétuo, e junto trouxe para seus dois governos – e logo depois para o de sua afilhada política e poste sem luz, Dilma Rousseff – recessão e corrupção endêmica, levando quase à falência as maiores empresas do País, da construção civil e do petróleo. Agora, para nossa surpresa, será concluída votação no pleno do STF que pode mandar para casa bandidos corruptos que assaltaram o bolso de milhões de contribuintes e os cofres da Nação. Todos atentos à decisão dos 11 ministros, que podem acabar com a Lava Jato, que tirou de cena dezenas de corruptos e corruptores da política do País e devolveu mais de R$ 13 bilhões roubados da saúde, educação, segurança e de tantas outras demandas que faltam no dia a dia do País e de seus duzentos e tantos milhões de brasileiros.


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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PARECE MENTIRA, MAS É VERDADE


Desde a mais modesta primeira instância até a mais alta Corte de Justiça, em todas elas há uma montanha de processos sem julgamento. Existe processo em aberto no STF há mais de 50 anos. Repito: cinquenta anos. Mas nos últimos anos incontáveis vezes advogados de Lula furaram a fila. Pior ainda, o STF analisa agora um processo já julgado, em que o delator foi o último a falar, mas no entendimento do STF a última fala deveria ter sido a da defesa do delatado, por isso vai retornar à primeira instância. A ordem dos fatores não altera o produto, mas como o envolvido é Lula, vai retornar lá no começo, podendo atrasar o caso em nove meses. Parece mentira, mas é verdade. E nota: alguns dos ministros do STF foram nomeados por Lula.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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A QUEM PENSA QUE ENGANA?


Seria mais honesto da parte de Lula da Silva admitir que seu posicionamento ao afirmar que não deseja deixar a cadeia para o regime semiaberto, conforme pedido à Justiça feito pelo Ministério Público (Lava Jato), é o substrato de uma estratégia política que objetiva sua volta ao cenário eleitoral, o que só poderia ser viabilizado mediante a anulação da sentença que o mantém preso por corrupção passiva, aspecto no qual se concentram os esforços atuais da sua defesa, estimulados pelas recentes decisões dos ministros da Corte Suprema. Preferiu, no entanto, não negar seu típico comportamento dissimulado, digno de Capitu, ao declarar por carta: “Não troco minha dignidade pela minha liberdade”. Ora, a quem a velha e carcomida raposa pensa que engana?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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NOVO MOTE


Os petistas mudaram o mote, agora vão sair por aí com as faixas “Lula preso!”.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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SE SAIR, A ONÇA PEGA


Se Lula da Silva sair da prisão para o semiaberto, terá de usar tornozeleira. Mas o pior é que legitimará, na integralidade, o processo que contesta e agride. Certamente, seus advogados não o deixarão enfrentar a onça, mesmo que a namorada queira!


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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CONSCIÊNCIA


Naturalmente que não é por dignidade que o ex-presidente Lula não quer deixar a cadeia de Curitiba para cumprir o regime semiaberto que a primeira condenação lhe garante. Lá, no fundo do seu íntimo, Lula sabe muito bem que ainda não pagou sua enorme dívida com a sociedade, por ter comandado e usufruído do gigantesco esquema de corrupção que arrasou o País. Talvez o próprio Lula não tenha percebido, mas o seu drama é de pura consciência.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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LULA: HERÓI OU MÁRTIR?


Interessante a entrevista do presidente da República, Jair Bolsonaro, para o Estadão (1/10, A8). Como ele disse, o projeto de poder de Lula fracassou. No entanto, o ex-presidente não perdeu a vontade de virar um mártir político, já que divulgou uma carta dizendo que não aceita barganhar a sua dignidade pelo direito à liberdade. Mas, de acordo com o dicionário, “barganhar” significa “negociar por meio de troca”, ou seja, é necessário ter dignidade para poder barganhá-la. E, convenhamos, alguém com nove denúncias e um terço delas convertido em ações penais não tem muita dignidade para negociar. A progressão de regime prisional está prevista na Lei de Execuções Penais, é um imperativo legal, não é algo que possa ser trocado. Lula parece desconhecer a frase de Winston Churchill “a verdade é inconvertível, a malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim lá está ela”, ou seja, não adianta se martirizar, ele está preso, pois mereceu. Este espetáculo do ex-presidente, colecionador de ações penais, é uma estratégia para virar um mártir político, pois ele sabe que mesmo no regime semiaberto continuará inelegível até 2035, com chances de uma nova condenação em segunda instância e com a sua dignidade irrecuperável.


Marcelo Batista Yang yangmarcelo7@gmail.com

São Paulo


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COERENTE


A contestação do ex-presidente Lula à determinação judicial de cumprir em regime semiaberto o restante da pena a que foi condenado vai provocar muitos debates. É um posicionamento que deve ser considerado como coerente. Ele alega que não aceita a decisão por considerar “barganha”. E vai continuar buscando provar sua inocência. É mais um motivo para avaliação dos desdobramentos dos processos relacionados com a Lava Jato.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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MUDEMOS DE ASSUNTO


Num país mergulhado há anos numa gravíssima crise econômica, com mais de 12 milhões (!) de desempregados e outro tanto de subempregados e desalentados, em que a dívida bruta bateu novo recorde em agosto ao atingir nada menos que a exorbitância de R$ 5,62 trilhões (!), o equivalente a 79,8% do Produto Interno Bruto (PIB), o debate nacional está focado em Lula preso ou Lula livre. Se o corrupto-mor petista deu trabalho e causou alvoroço ao ser detido, fará o mesmo ou mais ainda ao ser libertado. Quando é que vamos mudar de botão e assunto?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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FLÁVIO BOLSONARO


Aparentemente, a família Bolsonaro está se fortalecendo. Além de Dias Toffoli, Gilmar Mendes impede qualquer investigação sobre Flávio Bolsonaro (Gilmar susta processos que miram FlávioEstadão, 1/10, A4). Na periferia da minha cidade chamariam essa união de formação de quadrilha.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ASSUSTADO


Mais uma vez o ministro Gilmar Mendes proíbe que corruptos sejam investigados. Desta vez foi o caso da “rachadinha” de Flávio Bolsonaro, quando o ministro, monocraticamente, “assustou” o processo envolvendo o 01. Depois, Pai Gilmar fica “assustado” e reclama da pressão do honesto povo contra suas decisões pouco ortodoxas. Fora Gilmar!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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OS FILHOS ZERO


O fator grave, gravíssimo, que nos mói com desesperança, ceticismo, indignação – dia sim, outro também – é a República ser refém de um filho zero. Se um, dois ou três, pouco importa. Em pelo menos dois deles estão condão e cordão para entender o cinismo jurídico que tisna as Presidências da República, Câmara, Senado e, desgraça das desgraças, do Supremo Tribunal Federal.


José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém


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GUINDASTE SUPREMO


E o ministro suspendeu o processo. Junto, elevou as suspeitas sobre os Bolsonaro...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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A HISTÓRIA DA NOSSA DESGRAÇA


Mais uma vez, em sua incansável pregação do voto distrital puro, Fernão Lara Mesquita enriquece as páginas do Estadão com seu artigo Essa é a história da sua desgraça (1/10, A2). Com clareza solar, o autor mostra que o poder de verdade está nas mãos do povo, de quem vem sendo usurpado desde sempre. É, pois, o voto distrital puro – e não o misto, como sóem pregar José Serra e outros – a salvação da nossa democracia, o caminho para a verdadeira justiça social, pondo fim à odiosa privilegiatura que drena para si preciosos recursos que acabam fazendo falta àqueles que deles mais necessitam. Voto distrital puro com recall, eleições de retenção para detentores de cargos públicos e referendos populares são conceitos que, se forem ensinados à grande parcela da população que não lê jornais, permitirão que se instaure no Brasil a verdadeira democracia: aquela inscrita na mais recente das nossas inúmeras Constituições.


Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo


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DEBATE IMPORTANTE


No excelente artigo de Fernão Lara Mesquita (1/10, A2) podemos pinçar pontos para maior discussão. Logo no início ele fala de soltar Lula e o PCC. Um pouco difícil de isso acontecer, o STF ignora precedências e tudo o que vem de Lula é prioritário. O PCC terá de aguardar 20 anos ou mais. Neste mesmo trecho, Fernão alude ao “Estado de Direito”. No Brasil, Estado de Direito é um pouco diferente, aqui ele vale para poucos. Só vale para aqueles que têm muito dinheiro, geralmente obtido por meios escusos, e que têm condição de contratar os mais caros advogados, quase sempre aqueles de grande familiaridade com juízes, principalmente aqueles do STF. Logo a seguir, Fernão afirma “(...) há centenas de anos insiste a minoria que no-los impõe (...)”. Inegável que as minorias merecem ter seus direitos atendidos, mas o que hoje vivemos é a ditadura das minorias, pois, atingido por elas direito que efetivamente lhe cabe, estes passam a ser a regra geral, e a todos se impõe respeitá-las. Mero exemplo, os privilégios criados pelas cotas de todo tipo. A seguir ele menciona os “excelentíssimos”, ou “otoridade”, como muito mais propriamente ele se refere. A estes, e não à classe média, tem servido de forma absurda o poder nas três esferas. No fulcro de toda a questão, Fernão nos coloca: “O povo não existe, nem para a esquerda nem para a direita, nem para o centro, imprensa incluída”. Gravíssimo este trecho, pois abre a ferida. A inclusão da imprensa feita por Fernão, com a qual concordo, é realmente o que de pior nos acontece. Aquele que deveria ser o quarto poder, que alardearia a vontade popular, está aferrado à ideologia e se afastando da isenção que deve pautar a imprensa livre. Watergate provou que a imprensa, quando exercida isentamente, serve ao povo. Escola de Base provou que a imprensa não isenta não serve a ninguém. Mesmo diante destas verdades, fatos, o grosso na imprensa ignora que nos dias atuais as maiorias estão alijadas das decisões, e se atrevem a dizer que o ódio move as maiorias. Não é ódio, é angústia de ver que nada acontece, ou quando acontece só o faz em velocidade que satisfaz os poderosos. O pobre homem do povo vê o tempo correr, seus filhos cada vez com pior futuro previsto, mas os poderosos vivendo com lautos salários, achando que o tempo lhes serve. No parágrafo iniciado com “tratemos do que é sério com quem é sério, pois”, Fernão expõe as entranhas do problema. A bagunça e o descaso com que as “otoridades” todas tratam a coisa pública são afrontosos. O povo que se lasque. Realmente, só através da decisão do povo as coisas mudam, e a decisão do povo chama-se voto. Os poder corrompe, por isso nenhum cargo deveria ser vitalício ou com mandato definido. Todos deveriam estar em constante avaliação (voto distrital com recall, controle externo do Judiciário e por aí vamos), é o que deveria ser instituído. Plebiscitos e referendos mais amiúde (o referendo do armamento foi e é ignorado por todos, e notemos que foram 63% pelo lado que está sendo desrespeitado) deveriam ser implantados, e aí, sim, o poder seria exercido pelo povo.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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‘ESSA É A HISTÓRIA DA SUA DESGRAÇA’


O costumeiro brilhantismo de Fernão Lara Mesquita atingiu o ápice na edição de ontem com a expressão “legisferância hiperbólica”.


Luciano Fleury Filho lapfleury@yahoo.com.br

São Paulo


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AS FINANÇAS DO RIO DE JANEIRO


A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu parecer favorável pela aprovação das contas do ex-governador (atual presidiário) Luiz Fernando Pezão (MDB), contrariando o Tribunal de Contas do Estado. O disparate é suficientemente grave para colocar a política no hall dos ambientes mais imundos da face da Terra.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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WITZEL VAI À ONU


Sobre a matéria Witzel pedirá à ONU equiparação entre facções brasileiras e Al-Qaeda, publicada no Estadão de 1/10, considero perfeita a proposição do governador Wilson Witzel, pois o crime organizado, com seus tentáculos espalhados por todo o mundo, equivale ao que seria uma organização terrorista. Talvez seja interessante somar ao crime organizado comum as Farc como o “crime militarmente organizado”, bem como, por analogia, o “crime politicamente organizado” do PT, uma verdadeira entidade criminosa politicamente organizada (ECPO), que está no Foro de São Paulo associada às Farc desde longa data. Os livros de Direito Penal do futuro englobarão na modalidade de crime organizado, além do comum, as variantes militares e políticas com base em fatos reais.                      


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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GENOCÍDIO


O governador do Rio de Janeiro afirma que solicitará ao Conselho de Segurança das Nações Unidas no intuito de que se adotem medidas para impedir a venda de armas para o Paraguai, Bolívia e Colômbia. Alega que esses países são os responsáveis pela entrada de armas no Brasil, provocando um genocídio no seu Estado. Vejo que se trata de uma medida inócua por duas razões: eles têm dificuldades em evitar as ações criminosas de seus narcotraficantes e o Brasil tem uma imensa fronteira. Observo uma solução de médio prazo, que é de que o criminoso portando fuzil, uma arma de guerra de grande letalidade e alcance, seja submetido a uma pena de prisão de 30 anos ininterruptos, sem direito a qualquer regime de progressão de pena.


Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro


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FUNDO DO POÇO


O Brasil e, principalmente, a cidade do Rio de Janeiro encontram-se em situação absolutamente calamitosa. O Rio é hoje a pior capital do País, o governo Bolsonaro e o sr. Paulo Guedes nada estão fazendo a respeito. O Brasil tem um povo ignorante e sem qualquer qualidade, a educação até hoje não é prioridade neste país e temos a pior classe política do mundo, com partidos que nada representam. O País não tem projeto, suas instituições estão carcomidas e ele tem o pior Judiciário do planeta. Um país sem rumo! A saída? Só mesmo aeroporto!


Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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FUTEBOL SEM TÉDIO


O futebol tornou-se um esporte tedioso. São 90 minutos maçantes, muitas vezes para acabar em empate de zero a zero. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) deveria repensar o formato do jogo e buscar alternativas como as utilizadas pelo futebol americano, onde é raríssimo a partida acabar empatada. Talvez menos tempo de jogo corrido e prorrogação até o desempate tornariam o jogo mais emocionante.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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