Fórum dos Leitores

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Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Meia-sola

Parece que ainda não será desta vez que os “nossos” congressistas vão votar a favor dos mortais brasileiros, do Brasil. Depois de há muito postergada, a reforma vem sendo desidratada, mantendo os privilégios de algumas classes, como a dos militares, por exemplo, na votação de primeiro turno. O Senado manteve abonos e com isso retirou mais de R$ 76 bilhões da “reforma”. E ainda quer mais. Enfim, uma reforma meia-sola. Pobre Brasil!

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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Não tem jeito mesmo! Nossos senadores, como nossos deputados, não conseguem fazer nada bem feito. Acabaram de aprovar em primeiro turno no Senado uma reforma, de fato, meia-sola.

AILTON DE SOUZA ABRÃO

a.abrao@terra.com.br

São Paulo

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‘Capitis diminutio’

Esse Senado se apequena cada vez mais, não tem mais jeito. Favorece funcionários públicos e apadrinhados, não vota os interesses da União e retarda propositalmente a reforma para favorecer seus interesses pessoais. Acorda, Brasil!

JONAS DE MATOS

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

‘O repto de Lula’

Parabéns ao Estadão pelo editorial O repto de Lula (2/10, A3), que diz exatamente o que todo cidadão brasileiro trabalhador, honesto e sem mordomias gostaria de gritar. Lula se acha um deus e quer fabricar leis somente para ele. Incrível como os seus seguidores não querem enxergar a realidade.

WAGNER JOSÉ CALLEGARI

wagcall@terra.com.br

Limeira

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A prisão de Lula em regime semiaberto, numa cadeia comum, custaria um centésimo do que custa hoje. Além disso, ele precisaria labutar, deixando de ser um fardo e fazendo algo de útil para a sociedade. Seria protagonista de trabalho e contenção de gastos, que são palavrões no dicionário lulopetista.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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Político preso

A carta de Lula recusando a progressão da pena para o regime semiaberto com tornozeleira eletrônica não passa de um calculado gesto teatral, eminentemente político, para posar de mártir e preso político, o que constitui uma afronta à Justiça merecedora de condenação. O corrupto-mor e contumaz mentiroso continua se achando caso único no Brasil, quiçá no planeta, reivindicando para si um conjunto de leis próprias e exclusivas, não extensivas aos demais seres humanos, trazendo à memória a intangibilidade dos tempos de outrora do passado imperial. O ex-presidente, julgado, condenado e detido por sentença confirmada em nada menos que três (!) instâncias, além de figurar como réu em mais oito (!) processos por corrupção, nada mais é que um político preso que deve desculpas à Nação por ter desmoralizado a política, escarnecido da Justiça e das leis e banalizado a corrupção. Merece ser jogado na lata de lixo da História. Lula nunca mais. Basta!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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Tremembé

Sugestão para acabar com esse mimimi do presidiário larápio que ocupa uma sala especial na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e diz não querer deixar a prisão. Pura chicana de malandro, o que nele é elevado à enésima potência. É só transferi-lo para Tremembé. Simples assim.

ANTONIO MOLINA

molinaengenharia.santafe@gmail.com

Santa Fé do Sul

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Conversa fiada

O ex-presidente Lula sabe muito bem que é um delinquente e merece, sim, estar preso. Essa história de não querer progredir para o regime semiaberto é somente jogar para a plateia. Pelo simples fato de ter bancado a “esplendorosa” Dilma Rousseff para o cargo de presidenta do Brasil, ele já merecia prisão perpétua. O resto é conversa fiada.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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PODER JUDICIÁRIO

Tarefas do STF

Que tal se o Supremo Tribunal Federal (STF) esquecesse um pouco o Lula e enfrentasse a tarefa de pôr um fim no processo que trata das perdas das cadernetas de poupança no Plano Verão, de 1989?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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MEIO AMBIENTE

Plantar árvores

Parabéns ao sr. Paulo Hartung pelo artigo Investimento verde (1.º/10, A2). Mas faltou abordar com mais ênfase a questão do pequeno agricultor. Precisamos incentivar os pequenos agricultores a plantarem árvores para fins de construção civil, fabricação de móveis, etc. Assim, depois de cerca de 15 anos não precisaríamos derrubar mais nenhuma árvore na Amazônia. Lógico que isso não deve interessar às grandes empresas, porque o tempo de espera é muito longo. É muito simples.

SHICHUM TOMA

shichumtoma@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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EDUCAÇÃO

Diversidade

O fato de algumas pessoas não quererem escolas militares para seus filhos não pode impedi-las para quem as quer. Senão, por que aceitar escolas religiosas, bilíngues, etc.? Cada um matricule seu filho na escola que entender melhor para ele, incluída a militar ou militarizada.

SEVERINO J. DA SILVA

silva.pretti@gmail.com

São Paulo

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IMPRENSA

Virada tecnológica

Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Estadão, reafirmou, em seminário da ESPM, que vê nas mídias digitais uma oportunidade para o jornal ampliar a sua audiência, atingindo milhões de leitores pela internet, mas sem abrir mão de sua defesa centenária da democracia e da livre-iniciativa. E destacou: “O maior desafio é criarmos essa cultura nas pessoas, sempre mantendo o foco no jornalismo profissional, o que é fundamental nesse mundo de fake news, e na conversão de assinaturas”. Leitor assíduo, meus parabéns ao melhor jornal do País. Estamos vivenciando a maior virada tecnológica da História. Cabe à grande imprensa apontar os caminhos para esse ainda incerto futuro.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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“O benefício da prisão domiciliar é o único benefício que o Lularápio não aceitou na vida!”

PAULO CELSO BIASIOLI / LIMEIRA, SOBRE O PRESIDIÁRIO-MOR DO PT, JÁ CONDENADO EM DOIS PROCESSOS POR CORRUPÇÃO

pcbiasioli@yahoo.com.br

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“O ‘cara’ está querendo imitar dom Pedro I: se for para o bem da Nação, digam que fico (em cana). E como perguntar não ofende, a banca de advogados do ‘cara’ vai recorrer ao STF para ele permanecer na cadeia?”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mg2448@icloud.com

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRISE NA INDÚSTRIA

A manchete da primeira página do Estadão de segunda-feira (1/10) dizia: Indústria no Brasil cai 15% em cinco anos; no mundo, cresce 10%. Isso nos leva a um porcentual negativo catastrófico perante o grupo das dez nações mais industrializadas do mundo, no qual estamos incluídos ainda, sem sabermos até quando, se é que já não saímos dele. O somatório dessas diferenças representa uma brutal retração da ordem de 25%. O pior e mais assustador é a falta total de perspectivas, considerando a falta de iniciativa do governo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com

São Paulo

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DE$INDUSTRIALIZAÇÃO

Num país com mais de 12 milhões (!) de desempregados e outro tanto de subempregados e desalentados, causa espécie e grande preocupação a notícia de que em breve ele poderá deixar de fazer parte do seleto grupo das dez mais industrializadas nações do planeta. Ao tempo em que a produção mundial cresceu nada menos que 10% desde 2014, a nacional teve expressiva queda, de 15%. O desempenho fraco e a anemia do parque industrial, exemplificado no fato de que em seu auge, em 1976, representava 22,3% do PIB, e hoje está em 11%, reflete a baixa demanda, problemas estruturais de competitividade e produtividade, como a complexa estrutura tributária, o baixo investimento e o parque produtivo obsoleto, entre outros problemas não menos graves. Se até 2012 a indústria nacional e a do resto do mundo seguiam praticamente a mesma trajetória, a partir de 2013 a brasileira começou a fraquejar e não mais se recuperou, enquanto a mundial segue crescendo e, hoje, está nada menos que 40 pontos porcentuais à frente. Como se vê, a desindustrialização segue de marcha à ré, rumo ao despenhadeiro, desidratando o sonho dos anos dourados JK. Pobre Brasil tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ALGO TEM DE SER FEITO

Indústria no Brasil cai 15% em 5 anos; no mundo, cresce 10%, nesse mesmo período. Será que não seria o momento de Jair Bolsonaro recorrer ao Posto Ipiranga?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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POR UMA NOVA MATRIZ DE TRANSPORTES

É auspiciosa a notícia de que a General Motors prepara o transporte por ferrovia, hidrovia e navegação marítima de seus veículos de exportação aos países vizinhos (Estadão, 2/10, B10). Principalmente porque existem outros negócios que também poderão participar do esquema. Oxalá o projeto vingue e os nossos milhares de quilômetros de linhas férreas abandonados ou subutilizados possam voltar à ativa. O Brasil possui atualmente 27,8 mil quilômetros de ferrovias, mas apenas um terço é produtivo. Isso equivale ao tempo do Império, quando as ferrovias somavam um terço da extensão atual. É preciso repensar os modais de transporte brasileiros. Não há razão para o caminhão continuar atravessando o País com uma pequena carga – de grãos, combustíveis ou até manufaturados – que poderia chegar com mais segurança e competitividade, se conduzida no trem ou em barcaças. Nada contra o caminhão, apenas racionalidade no seu emprego. Isso já ocorre nos países desenvolvidos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Ora bolas, o Senado Federal tinha mais é de derrubar a proposta do governo em restringir o abono salarial, somente para quem ganha até um salário mínimo, ou R$ 996,00. Tantos privilégios no próprio Senado, na Câmara dos Deputados, no Poder Judiciário, no próprio governo federal, e daí por diante, vai mexer com quem recebe abaixo de dois míseros salários mínimos? O caso é que parlamentares, governo federal, Judiciário e demais membros que têm cargos públicos só enxergam o próprio umbigo. Reforma administrativa, com redução “efetiva” quantitativa de cargos e benefícios “já”, a fim de interromper o iminente caminho da nossa Pátria amada em direção à Venezuela ou Cuba.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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ARROZ DE FESTA

Leônidas Pereira Quaresma! Lembram-se dele? Aquele arroz de festa que não saía dos canais de TV nos meses março/abril, orientando os contribuintes para a declaração de ajuste anual de Imposto de Renda. Pois bem, o referido auditor da Receita Federal, entre outros, foi preso temporariamente por envolvimento no esquema de extorsão dentro da própria Receita, contra investigados da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Aos contribuintes que seguiram a orientação do senhor Quaresma e caíram na malha fina, recomenda-se que recorram ao supremo ministro Gilmar Mendes para reparar os danos sofridos. Sei lá, vai que...

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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BUTIM DO BUTIM

No país do “faz de conta que existem leis”, R$ 2,6 bilhões da Petrobrás recuperados pela Operação Lava Jato, na maior desfaçatez e com a anuência do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão distribuídos para outros fins. A Petrobrás foi duplamente prejudicada. A isso se pode denominar de butim do butim.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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A RESISTÊNCIA DE LULA

O ex-presidente Lula poderia migrar para o regime semiaberto, pois já cumpriu um sexto da pena a que foi condenado, mas resiste e quer permanecer preso. Sabem por quê? Ele vem afirmando que não é condenado por ter cometido crime, de acordo com o Código Penal. Ele se considera preso político, ou seja, um inocente que foi acusado e condenado por crime que não cometeu. Caso aceitasse ir para o semiaberto, de acordo com a lei de progressão de pena, ficaria caracterizado como criminoso qualquer.  Na verdade, ele quer a comutação de pena e entrar com ação de ressarcimento por ter sido condenado injustamente. 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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RICO NÃO!

A “alma mais honesta deste país” não quer sair da prisão. Alega querer provar a sua inocência, que não cometeu crime algum. É vítima de perseguição, diz. Muito justo, acreditam os que o idolatram, sabemos que não. Ora, nascido e crescido no meio sindical, influenciado pela intelectualidade uspiana de formação marxista e tendo fundado um partido baseado no “centralismo democrático” de Lênin, cujo objetivo é implantar a “ditadura do proletariado”, Lula não dá muita bola para esta coisa de honestidade. Trata-se de um valor da odiosa classe média, a “pequena burguesia”. O que ele se preocupa, mesmo, é com a sua imagem de pobre ou “proletário”, de que nada possui. É só lembrar por que ele não comprou o apartamento que, num ato falho, chamou de “triplex minha casa minha vida”. Poderia tê-lo adquirido honestamente. A mesma coisa com o sítio. Não, ele preferiu não ser proprietário para manter sua aura de pobre. Se sair da cadeia, Lula terá de pagar uma multa de R$ 4,5 milhões. Ficará claro que ele é um homem rico. Essa imagem ele não quer ter. Ladrão pode até ser, rico ou classe média, jamais.

José Jairo Martins josejairomartins7@gmail.com

São Paulo

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MORDOMIAS

O ex-presidente goza de mordomias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Se fosse transferido para um presídio, talvez pensasse melhor na possibilidade de continuar cumprindo a sua pena em regime semiaberto ou domiciliar, utilizando uma tornozeleira eletrônica. Por sua pseudoinocência, nem no inferno ele será aceito.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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MOSCA

Gostaria de ser uma mosca para saber tudo o que tem e de que usufrui Lula neste regime fechado, para ele usar aquelas instalações de prazerosa barganha política.

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

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NO SEMIABERTO

Lula não quer ir para o regime semiaberto porque sabe que assim estará fora do jogo político e o PT perderá a bandeira do “Lula Livre”. Em Curitiba ele está num belo escritório, com todas as mordomias que a lei dos ex-presidentes lhe oferece e com a possibilidade de se portar como uma vítima da injustiça do ex-juiz Sergio Moro. Lula aproveita sua pena para transformá-la em bandeira política e manter-se em evidência na mídia, sem se importar com o que fez ao País e, especialmente, à Petrobrás. Ele sabe que em regime semiaberto sua força e prestígio na esquerda serão menores e praticamente perderá a possibilidade de dizer-se inocente por ter aceitado as disposições da lei que o condenou. Lula é uma jararaca presa numa gaiola de ouro que, mesmo em seu último minuto de vida, destilará seu veneno letal.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MASSA DE MANOBRA

Na primeira manifestação que as esquerdas fizeram “a favor” da Educação, apareceram muitas bandeiras vermelhas e o “Lula livre”. O presidente Bolsonaro, então, disse que eram massa de manobra, e chiaram. Agora, vão defender o “Lula preso”? São ou não apenas massa de manobra? Cruzes.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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INDECISÃO

Afinal, o que os aloprados querem, Lula livre ou Lula preso?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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UM PROBLEMA PARA O PT

Os petistas estão chegando à conclusão de que Lula se tornou um grave problema tanto solto quanto preso.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CAMPANHA ‘LULA PRESO’

Lula diz que não trocará sua dignidade por liberdade. Ótimo, porque já está mais do que na hora de a Justiça entrar com a série de condenações pendentes contra o ex-presidente. Dessa forma, estará matando dois coelhos com uma só cajadada, como se usa dizer. E não se fala mais no assunto!

Maria Elisa Santos arilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

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BOA VIDA

Lula esperneia dizendo não aceitar barganhar defesa apresentada contra a progressão da pena para o regime semiaberto, pedida pela Lava Jato de Curitiba. O presidiário, a exemplo de milhares em situação análoga de condenação, alega da injustiça do processo e da condenação, afinal ele se intitulava o “mais honesto” dos homens públicos, delírio típico de malandros espertalhões enganadores de pobres coitados. Todavia, nada deve prosperar; se sair, o que deve ocorrer, pode chiar à vontade que tornozeleira tem de ter e voltar à noite para dormir na cadeia, seja qual for. Durante o dia – e aí é que mora o perigo –, Lula terá de trabalhar e mostrar que está trabalhando, o que ele abomina, afinal, sempre viveu de mesadas de sindicatos, do PT e do governo, sem ter de nada provar.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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DEIXEM QUE FIQUE

Sábias palavras as do presidente Bolsonaro, de que é direito de Lula ficar preso lá. Quer ficar, fica. Sim! O ex-presidente Lula deve continuar preso por muito tempo, pois os brasileiros não sentem a sua falta.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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A CONTA

Arrogância à parte, o ex-presidente Lula pode até ter o direito de se recusar a sair da prisão. Caso isso aconteça, quem continuará bancando a permanência dele em Curitiba, com todo aquele aparato especial é, naturalmente, o erário. Portanto, não seria nada injusto se a justiça daqui em diante enviasse a conta para ele.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESCONDE-ESCONDE

Na tentativa de ainda resguardar um pouco a história da justiça no Brasil, proponho a Lula pagar sua multa e brincarmos de esconde-esconde. Vou contar de 1 a 10 bilhões... Começando.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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PREVARICAÇÃO

Por estes dias, surgiu a notícia de que no livro de memórias escrito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot consta declaração sua no sentido de que procuradores da Lava Jato, incluindo Deltan Dallagnol, teriam solicitado uma  audiência sua com a manifesta intenção de que fosse oferecida denúncia contra Lula (sempre ele) por lavagem de dinheiro, o que teria sido por ele  recusado. Se é realmente verídico esse fato, o ex-procurador-geral cometeu crime de prevaricação, ao deixar de apresentar denúncia contra esses procuradores. Se nada fez quando deveria, não dá para entender com quais intenções lança essa maliciosa e criminosa suspeita agora. Em benefício da própria imagem, o melhor que Janot faria seria permanecer de boca fechada e, melhor ainda, escafeder-se para bem longe e dedicar-se à criação de galinhas, com todo respeito às simpáticas aves.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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CONTRIBUIÇÃO ÀS INVESTIGAÇÕES

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes,  encarregado de investigar a autoria de ofensas e ameaças a ministros do Supremo, ao ter conhecimento na semana passada de que Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, confessara em entrevista ao Estado (27/9, A10) que fora armado ao STF, em maio de 2017, com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes, e só não o fizera porque “a mão de Deus” o impediu, tomou imediatas providências para garantir a vida do colega: mandou a Polícia Federal realizar diligências na residência e no escritório de Janot para “verificar a eventual existência de planejamento de novos atos atentatórios ao ministro Gilmar Mendes e às próprias dependências do Supremo Tribunal Federal” e apreender documentos, computadores e armas encontrados naqueles endereços. Admirador que sou e preocupado que estou com a integridade física do ministro Gilmar Mendes, venho dar minha contribuição ao persecutório de Moraes. Em 6 de setembro do mesmo ano de 2017, outra declaração do mesmo teor e referente ao mesmo alvo da de Janot foi feita em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. Dessa vez a confissão foi feita pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello, que afirmou ter “inimizade capital” com Gilmar Mendes e ameaçou: “Em relação a mim ele passou de todos os limites inimagináveis. Caso estivéssemos no século 18, o embate acabaria em duelo e eu escolheria uma arma de fogo, não uma arma branca”. Ao ministro Alexandre de Moraes, respeitosamente, para as providências que julgar cabíveis.

Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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A ADOECIDA ALMA BRASILEIRA

Um tribunal é um órgão de julgamento necessariamente colegiado. Em razão do estrangulamento de suas atividades, os tribunais brasileiros criaram, em profusão, as denominadas decisões monocráticas ou unipessoais. O oposto da essência dos julgamentos nas cortes. Um só ministro pode modificar o que muitos outros magistrados já decidiram, colegiadamente, em tribunais inferiores. A colegialidade traz duas virtudes: o debate e a impessoalidade. O lamentável episódio de Janot x Gilmar teve origem nessa deformação de nossas cortes de Justiça. Uma decisão pessoal de Gilmar Mendes levou Janot a arguir sua suspeição. Ante a reação do arguido como suspeito, envolvendo uma filha do procurador, este viu aflorar um daqueles sentimentos menores que possuem todas as almas humanas: a irascibilidade ante o que considera injusto. Doutrinava Avicena, o filósofo da Andaluzia, que, como todos temos esse vício, cavalgamos sobre ele, ou seja, o dominamos. Janot, como muitos, dominou-o e, depois, teve a coragem de confessá-lo. É louco, o que não ocorre com aqueles que agem do mesmo modo, todos os dias, embora, por óbvio, não no STF, e não admitem que domaram seu cavalo bravio.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O SENHOR E A LEI MAIOR

Deus, com seu infinito poder divinal, evitou que uma tragédia jurídica se consumasse num dos mais importantes Poderes da República, o Judiciário. Este poder seria maculado, manchado, infamado, se o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot cometesse o que alardeou: matar o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, pelos motivos já do conhecimento público, o que foi impedido pela “mão de Deus”, e, em seguida, suicidar-se. Misericordiosamente, Deus provou que é também constitucionalista.

Antonio Brandileone  abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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PSIQUIATRIA

Gilmar Mendes disse que o caso de Rodrigo Janot em relação a ele seria um caso psiquiátrico. O mesmo eu acho a relação do ministro com a Lava Jato e seus procuradores.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA JURÍDICA

Tal como o macaco Sócrates da televisão, eu só quero entender: segundo nosso quase divino STF, Adélio Bispo não cometeu crime contra a Segurança Nacional ao esfaquear o candidato à Presidência Jair Bolsonaro, mas Rodrigo Janot, sim. É isso, mesmo? É crime pensar? A venda da deusa da Justiça, que significa imparcialidade, foi arrancada sem pudor. O caos da insegurança jurídica está próximo.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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JÁ PASSOU DA HORA

“Vossa excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso.” Foi com essas palavras que o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, pontuou, durante sessão da Corte de 2009, uma divergência com o ministro Gilmar Mendes. Em 21/3/2018, o ministro Luis Roberto Barroso classificou a personalidade do mesmo Gilmar como “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”, em discussão sobre a constitucionalidade de doações ocultas para campanhas eleitorais. Por outro lado, é de conhecimento geral que a atuação de Gilmar se caracteriza por decisões impactantes no sentido de libertar corruptos responsáveis por crimes de grosso calibre, causadores de sérios prejuízos a toda a sociedade. Recentemente, voltou a ser citado em entrevista do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, durante a qual este declarou a absurda disposição de assassinar o ministro no recinto do tribunal e, depois, cometer suicídio, por ter assacado acusações mentirosas contra sua filha, em represália pelo pedido de impedimento dele feito por Janot no julgamento do empresário Eike Batista, por estar a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, a serviço do advogado do empresário. Diante desta pequena, porém significativa, amostragem, é lícito considerar que já passou da hora de ser examinada por quem de direito a possibilidade de instalação de processo de dispensa de Gilmar Mendes do importante cargo que exerce, em nome da estabilidade jurídica do País.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CURIOSO

Se a confissão do Janot sobre a intenção de, no passado, matar Gilmar Mendes e suicidar-se for verdadeira – e acredito que seja ­–, haveria uma renovação positiva no STF, no mínimo. Tirando fora a tragédia envolvendo homens da lei, não deixa de ser engraçado ler a declaração de Gilmar criticando o corporativismo da escolha do procurador-geral da República pelos seus pares, tradição rompida por Jair Bolsonaro. Mas o que dizer, então, do sistema de escolha para a mais alta Corte do País?

Roberto Viana dos Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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LAVA TOGA

Sentença judicial não se discute, se obedece – isso não quer dizer que concorde com ela, ainda mais vinda de um Judiciário imoral, com raras exceções corrupto, e proferida por pseudodeuses, ou que se julgam deuses, acima de tudo e de todos. Por que receiam tanto a chamada CPI da Lava Toga? Quem não deve não teme. Por que todos os políticos querem foro privilegiado? Por que é mais fácil de comprar os julgadores. Por que os membros do Supremo têm pavor de serem investigados pela polícia e pela Receita Federal? Juízes de primeira e segunda instâncias e desembargadores se corrompem por porcaria, negociam sentenças abertamente, sem o mínimo pudor. O que esperar de um Judiciário cujo presidente foi reprovado duas vezes no concurso para juiz, e foi nomeado para o Supremo por um hoje presidiário? Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, por sua vez, causam asco até em analfabetos. Rodrigo Janot é da mesma laia, porém, se tivesse concretizado o que pretendia, creio que seria aclamado como herói nacional pelo Brasil.

Leslie Fischbein leslie.fischbein@gmail.com

São Paulo

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CERVEJA NA AMBULÂNCIA

A pequena, rica e pacata Guararema (SP) virou manchete na imprensa depois de um acontecimento inédito e deplorável: a utilização de uma ambulância para transportar cervejas até uma festa que ocorria na região norte do município. Uma coisa é o atendimento prestado pela instituição que, aliás, é mantida com dinheiro público e privado, uma vez que ela também atende pacientes que têm plano de assistência médica. A direção do hospital tentou justificar o injustificável, o que é duplamente lamentável. O que está em discussão é desviar a finalidade de um veículo que, por questões óbvias, deve estar à disposição para atendimento emergencial, portanto, desviar sua finalidade é algo que não dá para justificar. Aliás, é espantoso que tentem fazê-lo. Faltou aos dirigentes uma autocrítica. Houve, sem dúvida, desvio de finalidade. Ambulâncias não podem, em hipótese alguma, ser confundidas com caminhões de cerveja. Faltou bom senso na declaração. É sabido que as instituições filantrópicas e públicas enfrentam dificuldades de ordem financeira, mas, se faltam recursos para o custeio do hospital, é imperioso que os vereadores estejam cientes e atentos quanto ao tema. Guararema é um município superavitário e é perfeitamente possível fazer um remanejamento de recursos sem prejuízo na prestação de outros serviços públicos. Pode-se, inclusive, elevar o valor da subvenção já no próximo exercício fiscal. O que não dá é para banalizar o uso de um veículo com objetivo específico e de caráter público.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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