Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2019 | 03h00

REFORMA DO ESTADO

Empresas públicas

Sinceramente, quem acredita que o Brasil será economicamente eficiente na prestação de serviços públicos algum dia? Com 637 empresas públicas infestadas de “servidores” vitalícios, quase todas deficitárias, sorvedouras de dinheiro público? São 637 empresas de controle estatal, total ou parcial, apenas no âmbito federal, imaginem o monstro se considerarmos todas as empresas com participação governamental nos Estados e municípios. Agora está entendido o motivo dos extorsivos 37% do PIB em impostos, mais a dívida pública de R$ 4 trilhões, e ainda não é o suficiente para pagar as folhas salariais da classe privilegiada dos “servidores públicos”, que deveriam, na verdade, ser “servidores do público”.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Paulo


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Duas Pátrias amadas

Os governos petistas criaram o monstro. Catapultaram o aumento de pessoas na função de servidor público e quase triplicaram o salário médio da categoria. Concomitantemente, mantiveram-se privilégios de licenças e gratificações, estabilidade, progressão por tempo de serviço e tantos outros. Que sistema pode conviver com tantas vantagens sem o mesmo peso em contrapartidas? Abusos que chamam a atenção pela falta de racionalidade, mas, infelizmente, não são casos isolados nos Poderes da República. Apesar da impopularidade, todavia, pouco se pode fazer para alterar regras que impeçam membros do Poder Legislativo de propor aumentos salariais e benefícios em causa própria. Uma excrescência do sistema. Também o Poder Judiciário, que deveria estar equidistante desse tipo de análise, tem atos permissivos. Mesmo sendo bem pagos em relação à média salarial verificada no País, e havendo milhares de casos pendentes para julgamento, juízes ausentam-se do País cotidianamente para tratar de negócios no estrangeiro. Rega-bofes de lagosta são aprovados quando milhões de desempregados mal têm o que comer. Insensíveis às ruas. Milhares de assessores para prover um sistema legal anacrônico, pouco produtivo e enredado em dispositivos protelatórios sem fim que só encarecem o sistema. E todos nós temos de pagar. Usam a força do sistema a seu favor – a mudança parece que só serve quando se passa no vizinho. Enfim, um sistema que divide o nosso país em dois Brasis.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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Resistência às mudanças

É mais que bem-vinda – aliás, já passou da hora – a proposta de reforma administrativa substancial que será anunciada em breve pelo governo federal. É evidente que haverá resistência e esperneio contra medidas como o fim da estabilidade e da progressão automática por tempo de serviço, a revisão dos famosos privilégios e a redução do número de carreiras, entre outras. Quem já frequentou ou trabalhou numa repartição sabe bem o quanto procedem – com exceções, é claro – as pechas de indolência e comodismo que sempre caracterizaram a imagem do “funcionário público”. E não é por acaso: as leis atuais que regem o funcionalismo público são absolutamente deturpadas, na medida em que favorecem a estabilidade e regalias a que o servidor tem direito, deixando para segundo ou mesmo terceiro plano a cobrança da qualidade do trabalho esperado. Sem contar que a máquina pública está flagrante e indecentemente inchada. A preciosa opinião pública contará muito quando chegar o momento de discutir a reforma administrativa.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Custo alto, serviço ruim

Acerca da necessidade premente da reforma administrativa, basta dizer que no Estado brasileiro só trabalha quem quer. Conforme bem disse Luís Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, no governo federal “os salários iniciais são muito altos, quase não há chance de adotar a meritocracia e é praticamente impossível penalizar as pessoas que não têm bom desempenho”. Esses são fatores determinantes para custos altíssimos e baixa qualidade, alinhados à opinião de Ana Carla Abrão, ex-secretária de Fazenda do Estado de Goiás, para quem o governo “não entrega serviços básicos de saúde, educação e segurança de boa qualidade” e “gasta cada vez mais, mas os serviços públicos não melhoram”. A grande barreira para mudanças tão necessárias e urgentes é o poderoso lobby do funcionalismo, que não quer nem ouvir falar sobre flexibilização da estabilidade e ajuste de seus salários em patamares razoáveis.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)


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SÍNODO SOBRE AMAZÔNIA

Cisão

A mensagem de Jair Bolsonaro em resposta ao sínodo, que o presidente da República não aceita, parece uma tentativa de semear dissidências. “Nem todos os católicos pensam dessa forma”, observou, claramente querendo polarizar. Alguém precisa contar a Bolsonaro que nem todos são como o PT, que só aceita opiniões que lhe agradem. Saudável é dialogar, usar a dialética. Governar, definitivamente, não é a arte de polarizar. O PT foi mestre nisso e se deu muito mal. Está na hora de Bolsonaro aprender com o passado (dos outros), se quiser pleitear construir um futuro diferente.

BRUNO HANNUD

hannud.bruno@yahoo.com

São Paulo


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ENERGIA NUCLEAR

Ideias radioativas

O governo quer retomar a mineração de urânio e ampliar seu programa nuclear com participação da iniciativa privada. Os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho não foram dramáticos o suficiente, para agora aumentar nossa preocupação com eventual vazamento de rejeitos radioativos? No meio de crise orçamentária, o governo procura terminar a usina de Angra-3, ao custo de R$ 16 bilhões. O desastre de Fukushima no cuidadoso Japão não mostrou que a força da natureza vence qualquer esquema de segurança das usinas nucleares? Já se esgotou o potencial de geração de energia de fontes renováveis, em particular a eólica e a fotovoltaica?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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EXPURGOS DA POUPANÇA

Plano Verão 2020

Será que o Supremo Tribunal Federal vai tirar as amarras impostas pelo ministro Gilmar Mendes aos planos econômicos, até fevereiro de 2020? Afinal, vence o prazo para que os bancos paguem os expurgos devidos em razão de todos os planos econômicos em ações já transitadas em julgado. Esperamos poder ver milhares de velhinhos mais felizes no próximo verão.

EDSON KENAN GARCIA

edkgarcia@gmail.com

São Paulo


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“Do jeito que caminham as privatizações, presumo que até 2050 teremos todas as estatais privatizadas. Caso não haja problemas...”

JONAS DE MATOS / SÃO PAULO, SOBRE AS DESESTATIZAÇÕES NO GOVERNO BOLSONARO

jonas@jonasdematos.com.br

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“Tenho a certeza de que irmã Dulce preferiria que os senadores ficassem no Brasil e votassem a reforma da Previdência, que vai ajudar quem ela sempre defendeu: os pobres. Ainda dá tempo!”


TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A REVOADA DE PARLAMENTARES PARA UMAS FÉRIAS EXTRAS EM ROMA A PRETEXTO DA CANONIZAÇÃO

taniatma@hotmail.com


CONSTITUIÇÃO OU VOLUNTARISMO?

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes aproveita o momento em que volta a ocupar os principais noticiários do País nos últimos dias – a declaração do ex-procurador-geral Rodrigo Janot de ter tido a intenção de assassiná-lo e a prisão de um auditor da Receita Federal que já havia sido acusado por irregularidades na divulgação de dados sobre ele – para perseguir seu intento diabólico de destruir a Operação Lava Jato e o ministro Sergio Moro: agora, pressiona a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que requeira a “verificação da autenticidade das mensagens roubadas” dos procuradores da Lava Jato. O ministro Luis Roberto Barroso, a exemplo do que já havia dito seu colega Edson Fachin, reiterou, em resposta a esta investida, que “a Constituição expressamente proíbe a utilização de provas ilícitas em processo de qualquer natureza”. É lamentável que, mesmo perante tamanha clareza, o ministro Gilmar insista em polemizar um assunto que não levará a lugar algum sob a ótica da legalidade e da Constituição. O exemplo que ele passa para a sociedade está mais para voluntarismo do que constitucionalismo propriamente.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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RAIVA VIVA


Gilmar Mendes fez da noite de segunda-feira (7/10), no programa Roda Viva, o vazadouro de sua malquerença contra a força-tarefa da Lava Jato, a imprensa, contra tudo e todos que não estão em sua esfera de agrado ou interesse. Exibiu, além de incontrolável intolerância ou raiva contra o procurador Deltan Dallagnol, desconforto com a popularidade nacional e o prestígio internacional do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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BANDIDOS E MOCINHOS


Assistir à entrevista do ministro Gilmar Mendes no programa Roda Viva, da TV Cultura, não foi para fracos. Se existe uma definição para cara de pau, ele é o exemplo, porque, mesmo confrontado pelos entrevistadores com relação aos seus julgamentos feitos na Corte no passado e seu pensamento hoje, escorregou, escorregou e não se explicou. Agora entendemos por que Lulla se recusa a sair para o semiaberto a que tem direito. Pautando o julgamento de prisão após condenação em 2.ª instância no STF dia 23/10 e pelas respostas do ministro, tudo será anulado e todos os bandidos já presos ficarão livres. Como nossa Justiça é lenta, ninguém mais irá para a cadeia, principalmente corruptos que voltarão com tudo a assaltar os cofres públicos. Gilmar, ao menosprezar a Lava Jato e enaltecer o site The Intercept, as gravações sem autorização judicial serão usadas contra a força-tarefa, inclusive anulando julgamentos de Lulla. Sergio Moro e procuradores serão os bandidos e os bandidos serão os mocinhos? Voltaremos às ruas!  


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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O ‘LADO B’ DE GILMAR


Quem viu o ministro Gilmar Mendes levando espinafrada dos jornalistas Josias de Souza e Dora Kramer no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (7/10), desconhece o Gilmar Mendes professor e sócio do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), como aponta matéria do Estadão de ontem. Daria até para questionar se os alunos fossem advogados, pois a categoria que está inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recebe todas as votações do Supremo Tribunal Federal (STF) como se a Corte fosse independente. E pior: fica calada. Depois que a Operação Lava Jato chegou perto dos ministros Gilmar e Toffoli, bem como de suas esposas, as votações e interpretações tomaram outro rumo. Como reconhecer uma pessoa com duas caras? Difícil, para um cidadão que se senta numa sala de aula para a sociedade? E ainda critica os procuradores sob qual alegação, se vota de acordo com seus interesses?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DESRESPEITO


Não é possível que tenhamos de suportar um ministro ocupando uma cadeira no STF com a postura repugnante que tem Gilmar Mendes. O histórico de desavenças públicas com os ministros, como Joaquim Barbosa e Luis Roberto Barroso, e o desrespeito com que já se referiu à ministra Cármen Lúcia e demais integrantes desta Corte são revoltantes e desrespeitosos.  Levanta suspeitas sobre pessoas públicas, como já fez com a filha do ex-procurador-geral, e mais recentemente, numa das últimas sessões da Corte Suprema, quando proferiu críticas ao ministro Sergio Moro, acusando-o de defender tortura quando ainda era juiz em Curitiba, demonstrou seu rancor, sua revolta e até inveja com o sucesso do ex-juiz, esquecendo-se de que um dos princípios básicos de um ministro de uma Corte Suprema, além do notório saber jurídico, é a postura serena, respeitosa e, principalmente, comprometida com a Constituição. Além disso, não podemos também nos esquecer das diversas manifestações do sr. Gilmar Mendes ao liberar inúmeros presos na Operação Lava Jato, demonstrando o seu rancor e suas críticas à operação e a procuradores e juízes, assim como não se declarou impedido para julgar processos defendidos pelo escritório de advocacia de sua esposa e com direto envolvimento de pessoas de estreito relacionamento pessoal com o ministro. Independentemente da postura política e crítica dos demais ministros, não é possível que tenhamos de continuamente assistir ao sr. Gilmar Mendes sentado numa cadeira do STF não tendo o mínimo respeito, compostura e até dignidade para compor um colegiado como o Suprema Corte, achando-se impune, dono da verdade e desrespeitando os demais integrantes desta Corte. O seu impeachment seria a solução para trazer o equilíbrio respeitoso à Suprema Corte brasileira.


Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos


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CONFUSÃO NO TRIBUNAL


Após a Lava Jato acabar com a folia da corrupção, as polêmicas e confusas interpretações dos ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram a favor de réus delatados terem de que falar por último, depois dos réus delatores, nas alegações finais, além de perderem a credibilidade perante a sociedade, estão dando margem para que bandidos que saquearam e quebraram o Brasil saiam da prisão. A função do Supremo não é criar regras, e sim interpretar a Constituição federal.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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NÃO EVOLUÍMOS MUITO


Como já é do conhecimento de todos os que leem sobre a história do autodenominado homo sapiens, na Idade Média os doutos da Igreja Católica, enclausurados nas primeiras universidades, dedicavam-se a debater temas estranhos como “o diabo pode procriar?”, “quantos anjos podem dançar na ponta de uma agulha?”, e outros igualmente “relevantes”. As conclusões extraídas das discussões de tais temas vieram a sedimentar as doutrinas que fizeram – e ainda fazem – parte integrante das crenças religiosas dos habitantes deste “vale de lágrimas”. Recentemente, pesquisando na “máquina de fazer doido” se havia algo para passar o tempo, deparei-me com uma transmissão da “mais alta Corte de justiça do País” em que o tema era se, no julgamento, o “réu delatado” deveria “falar” antes ou depois do réu “delator”. A preocupação maior se referia aos “condenados” pela Lava Jato. Não sou jurista, graças a Deus! Na minha visão de leigo, o fato de um corrupto falar antes ou depois não o transforma em mais ou menos corruto. O que vale são os fatos levantados pela investigação. Se não, para que serve a polícia? Desliguei a TV e dei graças aos livros. A “Idade Média” deveria ser uma droga para o “zé povo”, mas não deixa de ser divertido ler sobre ela. Aprende-se muito sobre a estupidez humana. Concluí que o “autodenominado” homo sapiens não evoluiu muito nestes últimos mil anos.


Roberto de Almeida robmeida22@gmail.com

São Paulo


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ANTES OU DEPOIS


Delator ou delatado, um antes outro depois, acho que as provas materiais seriam o importante. Este antes ou depois não seria os “infringentes” do petrolão?


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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LITERATURA


Gostaria de propor aos brasileiros um forte empenho para indicarmos o STF ao próximo Prêmio Nobel de Literatura, por conseguirem transformar a Constituição do nosso país numa comédia de costumes.


Carlos Gaspar  carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ASFALTANDO O FUTURO


O condenado Marcelo Odebrecht, cumprindo pena domiciliar, percebendo as movimentações para a soltura do demiurgo Lula da Silva e percebendo, também, as atitudes pouco ortodoxas de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, contrários à Operação Lava Jato, resolveu também apoiar “este movimento”. Com a maior cara de pau, resolveu recuar sobre as acusações feitas ao preso político – e não político preso – e a alma “mais honesta deste país”. Afinal, as coisas antes da Lava Jato eram muito mais fáceis e, assim, optou por asfaltar o futuro promissor. Ora, vai que...


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O DESDITO


O famigerado herdeiro Marcelo Odebrecht disse, ao ser preso, que o ex-presidente Lula esteve diretamente envolvido no milionário imbróglio de corrupção da Odebrecht. Depois de solto, desdisse o que falou. Por oportuno, cabe perguntar: alguém compraria um carro usado dele?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PROBABILIDADES & POSSIBILIDADES


Foi só o STF mudar seu entendimento e os Odebrecht mudaram seus depoimentos processuais. É um lamaçal de coincidências...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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O RECUO DE MARCELO ODEBRECHT


Estranhamente se abre espaço jornalístico para opinião – e não passa disso, é mera opinião – de Marcelo Odebrecht sobre o que vai dentro da Operação Lava Jato. Agora, ele se arvora a analisar o que ocorreu. Estamos diante de três bandidos: ele, seu papai (Emilio) e Antonio Palocci, que não merecem grande credibilidade. Até por causa desta gente as delações seguem ritual cuidadoso, que se inicia com investigação por Ministério Público, Polícia Federal e demais órgãos envolvidos, e somente depois disso concluído se apresenta a delação, com as devidas provas, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a exigida homologação. Difícil de acreditar em bandidos quando se tem todo o ritual acima descrito. Bandido protege bandido, e isso é o que sugere a atual intervenção de Marcelo Odebrecht. Terá está ação algo que ver com o recente pedido de falência da Odebrecht pela Caixa Econômica Federal (CEF)?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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LULA LIVRO


Lula já é história. Lula será apenas capa de livros que ele nunca lerá. Lula foi um fenômeno para os historiadores fiéis aos fatos explicarem, não os atuais comentaristas de política, nem os sequazes que o orbitam, nem os congressistas que insistem em que ele é um preso político, não um criminoso preso. Emilio Odebrecht disse que Lula é um bon vivant  que nunca foi de esquerda... Chico de Oliveira, fundador do PT falecido aos 85 anos no último 10/7, disse numa entrevista do Roda Viva que Lula é mais esperto do que se imagina, um oportunista sem caráter que decepcionou os ideólogos da esquerda brasileira, e disse, ainda, que assume a responsabilidade pelo erro. Lamentavelmente, há um enorme contingente de brasileiros que ou têm o mesmo caráter de Lula ou teimam em preferir a volta dele ao poder por motivos torpes, por ingenuidade absoluta, ou simplesmente por acreditar que Lula gosta mais do povo do que do poder e da riqueza. Neste caso, lavamos as nossas mãos: danem-se!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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DIFÍCIL DE ENGOLIR


Aproxima-se, infelizmente, o dia em que o STF se reunirá para decidir a favor do fim da prisão depois da condenação em segunda instância. Tal decisão significará a liberdade de criminosos que poderão contratar o melhor da advocacia fazendo uso de recursos que desviaram dos cofres públicos. Difícil de engolir uma coisa como esta!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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CONDENADO PREFERENCIAL


O STF, em suas intermináveis firulas jurídicas em especial atenção ao ex-presidente Lula, como se fosse o único processo na Alta Corte, mas a montanha de pastas ao lado do loquaz ministro contradiz a calma e a dedicação ao eterno uníssono inocente que foi condenado em três instâncias e é réu por mais de meia dúzia de delitos em processos em curso em instância inferiores.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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CIDADÃO PARISIENSE


Incrível! O Conselho da cosmopolita capital francesa concedeu em 3/10 o título de cidadão honorário de Paris a Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República Federativa do Brasil, eleito em dois mandatos (2003-2010), condenado a 8 anos e dez meses, preso com oneroso tratamento especial na Polícia Federal em Curitiba (PR). Respeito diplomaticamente a soberania do Conselho de Paris, mas deploro essa precipitada decisão sem aguardarem pelo julgamento de todos os processos a que Lula da Silva ainda responde no Judiciário brasileiro. Quero crer que, como eu, muitos brasileiros e franceses estamos indignados com esta homenagem, mesmo tendo o vereador Patrick Klugman dito que o critério para a outorga foi que Lula da Silva realizara muito pelos direitos humanos e combate à pobreza no Brasil. Argumento que Lúcifer também deve ter feito muito pela humanidade enquanto na condição de arcanjo não caído, mas nem por isso habilitado a receber título de cidadão honorário, mesmo em Estados laicos. Seria mais interessante, segundo tais critérios, se os admiradores de Lula no Conselho tivessem feito uma moção de apoio.


Herbert Silvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


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TUDO DE NOVO?


As eleições presidenciais de 2022 ainda estão longe, mas os discursos eleitoreiros já começaram. E que ninguém se engane: a ideia provavelmente não saiu da “cabeça oca” de Lula, mas o ex-presidente já deu a largada no palanque dos sonhos de 9 entre 10 políticos, onde há ampla divulgação em todas as mídias, total aprovação da Justiça e. o melhor de tudo, “na faixa”. Alguma duvida?


Gildete Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo


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O BRASIL EM ÁGUAS REVOLTAS


A nau chamada Brasil está navegando num mar revolto com sua estrutura completamente comprometida para essa travessia. O Parlamento brasileiro não legisla, senão em causa própria, incluindo nessa desmoralização a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. O Poder Executivo não consegue se organizar e a cada dia de governança que experimenta cria desnecessárias confusões, de dia e de noite, dentro e fora do palácio e de suas repartições, perdendo a confiança até mesmo dos eleitores cativos, em face da completa e a total ausência da essencial instauração da política de Estado. A denominada reforma do Estado em sentido lato, com quase dez meses de governo, deu sinais claros de estar afundando, o “toma lá dá cá” parece que não resistiu e voltou com força, especialmente considerando que as eleições de 2022 já começaram. Mas isso não é o pior, o atual Poder Judiciário, capitaneado pelo Supremo Tribunal Federal, que, liderado por uma parcela substancial de seus ministros, legisla e nada decide em prol dos anseios da sociedade brasileira. Atuam com peculiar arrogância e distância de tudo e de todos, como se estivessem no Olimpo, destroem, diante dos cidadãos de bem, o que havia sobrado da credibilidade que em antigos tempos outros conquistaram. Aos brasileiros está sendo imposto assistirem a tudo isso com perplexidade e indignação; sentimentos que ainda não lhes foram retirados, mas que todos estejam vigilantes, pois a indicação é a de que tentarão. Os ataques desferidos pelos políticos à denominada Operação Lava Jato são sérios e os resultados dessa iniciativa produzirão efeitos deletérios em breve. Os sinais de desequilíbrio e de falta de capacidade mental e emocional de alguns importantes membros do Ministério Público Federal na condução de seus deveres profissionais faz acrescer aos cidadãos brasileiros a certeza de que realmente vivemos tempos mais que estanhos. Por qualquer ângulo ou ótica que se possa ver este momento nacional, a visão será a do completo descontrole, o sistema corrupto que está instalado nos intestinos do País há décadas está ganhando o jogo, a criminalidade do colarinho branco, a mesma que incentiva aquela que mata nas ruas do País, está sendo privilegiada mais uma vez. A lei de abuso de autoridade, recentemente ovacionada pelos “sérios” congressistas, mediante a derrubada dos vetos presidenciais, provocará resultados assustadores, a instauração da insegurança ou mesmo da inércia jurídico-institucional revela-se como certa, e com ela efeitos devastadores virão. A economia, segundo os informes e índices que aí estão, dá pífios sinais de recuperação, circunstancia a assegurar dias ainda mais difíceis aos brasileiros comuns. Enfim, o sentimento nacional é o de que o Brasil entrou numa situação de descalabro total, um verdadeiro circo de terror. A Nação segue estupefata com tantas notícias manipuladoras, muitas mentirosas vindas de lado a lado. Essa constatação da existência de lados no cenário brasileiro não afeta o País, ao contrário, é uma condição histórica, até mesmo no período do império havia lados, na “fundação” da República idem, e assim o é até hoje. No entanto, o drama está quando todos esses lados têm as mesmas características e verdades idênticas, institucionalizando a política do “quanto pior, melhor”. Para onde está indo essa nau chamada Brasil e quem está no comando, a considerar que até mesmo o povo a está abandonando? Deixou-se de respeitar, quiçá por culpa do próprio povo, o preceito magno de que o poder emana dele e em nome seu é que deverá ser exercido!


Cláudio Marcio Abdul-hak Antelo claudio@ahantelo.com.br

São Paulo


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ESTRATÉGIAS


“Acho que o ministro Sergio Moro tenta, como sempre, a estratégia permanente dele, a estratégia de um pouco de pressão, de tentar acuar as instituições democráticas deste país”, disse, entre tantas baboseiras, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao criticar pontos do pacote anticrime do ministro da Justiça. Quem é Rodrigo Maia para falar de estratégia? Deputado, bom lembrá-lo como se deu a sua difícil reeleição em 2018, quase na margem de erro, do que disseram delatores da Lava Jato sobre o personagem Botafogo e das imundas e babadas figurinhas de autodefesa e sobrevivência, conquistadas no jogo do bafo com a cumplicidade do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Muito em breve a sua casa cairá. O povo está de olho nas suas estratégias e maracutaias, e sabe o que quer. A cadeira do Palácio do Planalto está imunizada contra insensíveis e oportunistas políticos com a sua ideologia.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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CADA UM NO SEU QUADRADO


Que alguém diga ao apresentador Luciano Huck, possível candidato a presidente da República, que se limite a reformar latas velhas em seu programa de TV, que já estará de bom tamanho. Deixe a imunda política para quem é do ramo. Sorry!


Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo


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‘O MILAGRE DE SILAS’


Estadão de ontem (8/10, A4), em Sinais Particulares, nos apresentou o pastor e deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), que, no seu relatório sobre o projeto do Novo Mercado de Gás, conseguiu o que o mercado não esperava: consenso. O texto, apelidado de “o milagre de Silas” e que deve ser votado em comissão nesta semana, o exultou tanto que sua fisionomia na charge do Estado representa que seu olhar voltado para o céu e mãos postas estão agradecendo a Deus pelo milagre em tela.


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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CONSELHOS TUTELARES


Os evangélicos, em seus vários segmentos, ocupam posição de destaque no governo Bolsonaro, no Parlamento, com a denominada “bancada da Bíblia”, e até na recente eleição de conselheiros tutelares, em que se notou a presença de militantes evangélicos coletando votos. É uma situação que merece muita reflexão, pois a política partidária não pode servir para vantagens para nenhum segmento, religioso ou não.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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ÁVIDA DISPUTA


A mobilização e os “desencontros” gerados para a conquista do cargo de conselheiro tutelar deram a parecer que os candidatos pretendem sanar todas as dificuldades em nosso país. A avidez com que tal cargo foi disputado merece certo cuidado pelos responsáveis do governo.


Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo


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ASSÉDIO COMERCIAL NO MERCADÃO


Estive, na semana passada, com um grupo de amigos de Juiz de Fora (MG), em visita de turismo na cidade de São Paulo. Dentre os pontos escolhidos para visitação incluiu-se, obrigatoriamente, uma passada pelo Mercado Municipal de São Paulo, o popular Mercadão. Suas fartas e variadas opções gastronômicas, principalmente as frutas, levam os turistas ao delírio de satisfação no passeio e, em consequência, se assim o desejar, à compra de alguns dos produtos ali ofertados. Neste ponto das aquisições é que reside o fator negativo do passeio àquele local. Há um acintoso assédio comercial aos que frequentam aquele ambiente, pelos vendedores empregados nos boxes, principalmente os de frutas, nos bares e nos restaurantes, que buscam de todo jeito vender seus produtos ou serviços, quase que impingindo suas ofertas aos que por ali passam, numa situação de total desconforto e de incômodo, principalmente para aqueles que lá estão até num simples passeio. Ficam essas pessoas numa situação constrangedora diante de ofertas quase impositivas de provas gustativas da variada gama de produtos, levando quase sempre o visitante a uma compra por vezes indesejada, mais motivada pela pressão e quase intimidação dos vendedores para provas de produtos do que pelo sincero desejo de aquisição. Abaixo o assédio comercial! Livre direito de circulação!


Carlos Queiroz ca2342@gmail.com

São José dos Campos


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ESPÍRITO CARIOCA?


No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella recorreu ao seu suposto espírito carioca para justificar, como gracejo, a visível provocação machista à juíza Mirela Erbisti, que contraria sua intenção de liberar a Avenida Niemeyer, interditada depois de uma série de deslizamentos. Se Crivella tivesse qualquer resquício desse atributo carioca, não deixaria a cidade durante a maior expressão cultural do Estado, o carnaval. Prova inequívoca da sua ojeriza ao evento, desrespeito pela cidade que administra e falta do tal espírito carioca.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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RESPEITO


Nossos políticos são realmente as pessoas mais sem noção e sem respeito pelo povo. Vejam o caso do Rio de Janeiro. Os cariocas precisando da Avenida Niemayer, para fazer a ligação dos bairros, e estão brigando para gastar R$ 700 milhões, fora o desvio para construir um autódromo para a Fórmula 1. É ridículo, sem propósito, sem razão. O Rio não tem nem onde cair morto, apesar dos tiroteios, e o prefeito e o governador, dois sem noção, se preocupam com o autódromo. É inconcebível. Será que ninguém pensa  em mais nada, a não ser em reeleição e eleição, e os outros que se danem? Povo do Rio, você não merece isso. Vá para a briga.


José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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