Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 03h00

ECONOMIA

Real conversível

Palmas para o Banco Central, que vem cumprindo de forma brilhante o seu papel. Agora falta a equipe econômica e o Congresso começarem a trabalhar com mais afinco e em conjunto para que, finalmente, o Brasil deixe de ser apenas o país do futuro e passe a país do presente.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Privatizar, sim

O governo precisa dar condições para os empresários investirem no País. Carga tributária menor é o primeiro passo. A estabilidade econômica e política é a etapa seguinte. A iniciativa privada é que deve cuidar de portos, aeroportos, rodovias, energia, comunicação, mineração e tecnologia, entre outros setores da economia. Privatizar é preciso. Aliviar as despesas do governo é prioridade zero. Os países desenvolvidos e civilizados fizeram esse enxugamento há décadas. A máquina estatal inchada é péssima para todos e propícia à corrupção. As estatais são protetoras do superfaturamento, aliciamento e desmoralização.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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FINANÇAS PÚBLICAS

Gasto com funcionalismo

O Senado tem mais de 5 mil funcionários para servir a 81 senadores. É mais gente do que a população de muitos municípios brasileiros. Alguém acha que, convivendo diariamente com esses funcionários, os senadores pensam nos milhões de brasileiros que os elegeram? Esse é apenas um exemplo do que acontece no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. É uma grande família e qualquer ato que a contrarie acabará como briga de casal em rota de colisão. Alguém acha que os congressistas estão preocupados com o Brasil? Gastamos, brutos, 10% do PIB só com funcionalismo, que ganha salários até 100% acima dos da iniciativa privada. Ou os congressistas atentam para essa discrepância ou jamais seremos um país de iguais.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Redução de cargos

O Brasil, aprimorando a Operação Mãos Limpas, da Itália, foi mais longe no combate aos diversos tipos de corrupção. Agora, poderia ir também mais longe que o recente exemplo italiano de extinguir cerca de 36% dos cargos do seu Parlamento, incluindo as imensas despesas decorrentes, julgadas por lá como desnecessárias.


MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Sindicalistas na Petrobrás

Não há como não ficarmos revoltados ao ler na coluna Direto da Fonte (8/10) que há na Petrobrás mais de 70 sindicalistas que não trabalham há 20 anos, cuidam apenas de questões sindicais. Eles recebem da empresa, em média, cerca de R$ 17 mil por mês de salário e alguns deles atingem até R$ 29,4 mil/mês, quando temos no País milhões de aposentados que deram duro a vida inteira e recebem salário mínimo. Essa despesa anual para a Petrobrás gira em torno de R$ 20 milhões e fico imaginando onde tal montante poderia estar sendo aplicado, como em creches, escolas, etc., ao invés de ficar sustentando essa turma.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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PETRÓLEO DERRAMADO

No Nordeste

Longe de mim pôr em dúvida os relatórios do Ibama e da própria Marinha do Brasil que atestam, em 23 amostras colhidas, ser da Venezuela o óleo derramado no litoral nordestino, já dado como o maior desastre ambiental do gênero. Mas o que me dá mesmo certeza é o silêncio sepulcral do presidente da França, da menina Greta e até do papa.

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

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Ouvidos moucos, bico calado

Aventada a origem venezuelana do óleo em praias nordestinas, os ditos “ambientalistas” não ouvem mais nada. Falar, então, nem um pio...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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Intempéries da vida

Setembro com as florestas em chamas, outubro com praias do Nordeste cobertas de óleo. Como diz o velho ditado, será o Benedito ou o capote dele...?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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Descobrir os culpados

O presidente Jair Bolsonaro não descarta a hipótese de que o óleo derramado no Nordeste tenha origem criminosa (Estado, 8/10). Quando eu era menino, na década de 50, início de 60, ao frequentar as praias de Itanhaém (SP), todas elas viviam contaminadas por salpicos de uma substância semelhante ao piche, que nos sujava os pés. Mas todas as casas tinham um garrafão de querosene e trapos para o pessoal se limpar. A explicação era que o que chegava às praias paulistas vinha de navios que trocavam o óleo e o lançavam ao mar na Barra de Santos, enquanto aguardavam a entrada no porto. Já na década de 1970, quando passou a haver mais controle e legislação ambiental, esse tipo de poluição foi gradativamente diminuindo. Pelas fotos publicadas na mídia me parece que também no caso das praias do Nordeste se tratou de troca de óleo em alto-mar feita por um ou mais navios de muito grande porte. Como existe um controle internacional dos mares vizinhos navegados, seria interessante a Marinha fazer uma investigação para que se descubram os possíveis infratores ambientais, quem ficou parado em alto-mar para fazer a troca. Uma análise química das manchas negras facilmente poderá precisar qual a origem do produto que chegou às nossas praias. Há na região laboratórios da Petrobrás, em suas refinarias, capazes de fazer esse serviço.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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IRMÃ DULCE

Passeio à nossa custa

manifestação de ontem da leitora sra. Tânia Tavares, dizendo que irmã Dulce ficaria mais contente se os senadores ficassem no País para votarem a reforma da Previdência, é, certamente, o que 99% da Nação deseja. Só não é 100% porque as excelências não pensam como a maioria do povo que as elege. Esses senhores – mais iguais do que todos nós – adoram passear com o nosso dinheiro e não iriam desperdiçar mais essa oportunidade. Mesmo que alguns nem acreditem na santidade da nossa freirinha, um passeio a Roma à custa do erário não é para desprezar. Prestigiar a santa e rezar, aqui? O bom é passear de graça.

REGINA HELENA DE P. RAMOS

reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo


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“Lula quer usar o livro de Rodrigo Janot em habeas corpus. O que mais vão inventar?”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE O PRESIDIÁRIO CONDENADO POR CORRUPÇÃO

robelisa1@terra.com.br

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“Lula recusa-se a aceitar a progressão do regime de prisão. Será que depois da chamada condução coercitiva teremos

a liberdade coercitiva?”

JOMAR AVENA BARBOSA / RIO DE JANEIRO, IDEM

joavena@terra.com.br

BOLSONARO E O PSL


Acho que o presidente Bolsonaro deveria, mesmo, mudar de partido, principalmente se for para o Podemos, partido muito mais afinado com a Operação Lava Jato do que o PSL, cuja maioria dos políticos eleitos surfou na onda do presidente, mas, mal entrou no Congresso, bateu asas, nem sempre em consonância com seus eleitores. Nosso farol continua sendo o ministro Sergio Moro e a Lava Jato. Essa troca de partido deixará o presidente mais perto do discurso que o elegeu.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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AS FACES DE JAIR BOLSONARO


O ser humano tem inúmeras faces – que aparecem conforme o contexto. A face correspondente à ética é uma que um presidente logo expõe pelas suas falas. Comparem a face ética de Lula com a de Bolsonaro: a de Lula surgiu no mensalão – e foi se agigantando a cada fala a partir daí, quando ele mentiu dizendo que “não sabia”. Essa face cresceu tanto que, mais recentemente, ele teve de se colocar uma máscara de “o mais honesto” para levar sua falsa ética até o fim. Chico de Oliveira, um dos fundadores do PT já falecido, em gravação do programa Roda Viva confessou sua decepção: “O Lula não tem caráter”. E Bolsonaro? Desafio quem quiser a dizer quais e quantas são as faces dele. Quantas? Ele só tem uma! A face ética da honestidade. Por isso ele se enrola a cada dia pelas frases que diz, e que lhe saem direto do coração. A última foi falar à meia voz a um apoiador que se identificou como pré-candidato pelo PSL no Recife – e foi ouvido, gravado e filmado, o que serviu de caçoada até no Senado, onde os chacais da esquerda mais mordem – que não divulgasse um vídeo ao lado do presidente em que citava Luciano Bivar, presidente do PSL, porque “ele está muito queimado”. Um presidente da República passando um assunto extremamente sensível como este só para poupar o turista de constrangimentos perante parentes e amigos? Quantas faces tem Bolsonaro? O que Lula faria na mesma situação?


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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O PRESIDENTE ATACA O PSL


Quando o aluguel está ficando caro, é melhor construir, dizem engenheiros e economistas. Já os professores de Português alertam que partido e rachado não são sinônimos.


Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira


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INGRATIDÃO


Ao criticar o PSL, Bolsonaro cuspiu no prato que comeu.


Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá


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PARTIDO DOS BOLSONAROS


PB, Partido dos Bolsonaros, em gestação. Um presidente, Jair, e três dirigentes: 01, 02 e 03. E o resto, só eleitores. Quando terminar a atual gestão presidencial, só quatro descerão a rampa do Palácio do Planalto.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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INFÂMIA PRESIDENCIAL


O capitão Bolsonaro continua sem freios na língua. Berrando para garimpeiros na entrada do Palácio do Planalto há alguns dias, disparou contra a árvore, chamando-a de “porra”. Continua avançando o livro de ultrajes, deboches, comparações infames e piadas sem graça do chefe da Nação. Coitada da árvore. Caiu na desgraça do gentil Bolsonaro. Logo ela, que dá frutos, que oxigena a vida, que embeleza a paisagem, que sombreia o mundo, que orvalha o coração, que acolhe pássaros, essencial ao reflorestamento. Valendo-me do palavrão do brasileiro que deveria respeitar a liturgia do mais importante cargo do País, digo, então, por exemplo, que “p...” é o governo dele. Time de “p...” é o medíocre ministério. “P...” é a insegurança que amedronta a população. Monumental “p...” é Bolsonaro insultar a primeira-dama da França. “P...” é o desemprego humilhando famílias. Não tem “p...” maior do que Bolsonaro insistir em fazer o filho embaixador nos Estados Unidos, embora não tenha qualificações profissionais para o posto. Igualmente gritante e cínica a exigência dos senadores, só acelerando a reforma da Previdência se ganharem o que foi acordado. Que “p...” é essa? Com o aval do “sangue novo” no Senado. De “p...” em “p...” vamos navegando neste Brasil tumultuado e já perdendo as esperanças. Dominado por criminosos milicianos e pela impunidade. Resta-nos orar. “P...”.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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LÍNGUA SOLTA


A assessoria do presidente Bolsonaro tenta evitar que ele faça declarações que degastem sua imagem e confronte os meios de comunicação. Em recentes declarações, ele chamou a imprensa de “fétida” e, ao ser questionado sobre problemas nos presídios no Pará, respondeu de forma agressiva, pedindo ao jornalista para “parar de perguntar besteira”. Ou seja, os meios de comunicação, pelo visto, só merecem elogios se omitirem fatos como as suspeitas de corrupção de integrantes de seu governo, por exemplo. A que ponto chegamos.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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DIPLOMACIA


Esperamos com muita fé que até o dia da votação oficial no Senado para aprovação ou não de Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente Jair Bolsonaro, como embaixador nos EUA, os 15 senadores que já declararam seu voto a favor sejam iluminados para mudar de ideia, para o bem do Brasil. Pois, se Eduardo tiver a mesma diplomacia e agressividade de seu pai, a coisa não vai dar certo, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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DESGASTE


Com espírito construtivo, acho que é estratégico e prudente que existam pelo menos dois níveis de decisão entre uma embaixada e o presidente do país representado. Embaixador se reporta ao chanceler e este, ao presidente. Embaixador filho de presidente anula o chanceler levando o assunto direto ao presidente, sem espaço para negociação. É “sim” ou “não”. Isso desgasta a todos.


Rubens Rizek fazsaojoao@fazsaojoao.com.br

Arealva


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SEM REAÇÃO


Preocupado com a aprovação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro demonstra que não quer atritos com o Senado Federal – que pode aprovar a ida do filhote para a nova função. Fica evidente a falta de reação do presidente nas derrotas retumbantes que sofreu, mas que não quer contrariar aquela Casa. Na verdade, pouco se interessa pelo Brasil, senão obter a aprovação do rebento para ser vizinho de Donald Trump. Está explicado!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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MAIS DINHEIRO PARA PARLAMENTARES


Congresso Nacional quer ampliar as emendas obrigatórias. São as emendas ao Orçamento para atender aos parlamentares em suas bases eleitorais. As emendas somaram R$ 16,2 bilhões em 2019, e eles querem mais. No Senado, onde a Previdência já passou no primeiro turno, empacou por causa da barganha dos parlamentares. Querem a liberação das emendas para votar o segundo turno. Tem, ainda, a discussão sobre a distribuição dos royalties do leilão do pré-sal. Uns defendem uma maior parcela para os Estados e outros, para os municípios. Enfim, um autêntico balcão de negócios. Enquanto isso, o País para. Outro dia o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, referindo-se à ameaça do ex-procurador-geral Rodrigo Janot ao ministro Gilmar Mendes, perguntou: “Quem quer investir num país desse?”. A questão, deputado, de não investir não é em razão da ameaça, mas sim ao Congresso que temos, e eu acrescento o Judiciário também. Presidente Bolsonaro, vai ser difícil de limpar o chiqueiro com os porcos dentro.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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ESTAMOS DISTRAÍDOS?


Congresso pode dobrar emendas obrigatórias. Interessante a atuação de nosso Congresso, mas preocupante a atuação de órgãos informativos. Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia alardeiam estarem engajados na correção dos rumos de nosso país, e diuturnamente declaram que o Congresso está focalizando ajustes que tragam economia e funcionalidade ao Brasil. Diante deste cenário, tudo o que se refira a despesas incorridas pelo Congresso são colocadas em pauta com urgência sem comparativos, no mais das vezes se vota o que vá neste caminho na calada da noite, às vezes se limita a votação aos líderes (para fugir do plenário, posto que este não garante as aprovações desejadas). Vem-me a seguinte pergunta: os dois presidentes são os que elaboram a pauta, portanto a eles cabe responsabilidade total sobre a sequência dos fatos, eles sabem que os aludidos projetos trazem despesas extraordinárias e, mesmo assim, abrem espaço para as votações, então como acreditar no engajamento destes dois cidadãos no esforço de recolocar o País no rumo necessário? Não estaremos distraídos engolindo os pronunciamentos dos dois presidentes como verdade? Vergonha nacional!


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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O BRASIL IMPOSSÍVEL


Fica cada vez mais claro que o Brasil existe para sustentar seus políticos. Em qualquer cidade o palácio mais luxuoso é sempre a prefeitura ou a Câmara dos Vereadores.  O governo brasileiro não se cansa de dar dinheiro a si mesmo, por meio dos mais variados mecanismos: do fundo eleitoral ao auxílio-paletó, e agora até o dinheiro do pré-sal será usado para as emendas parlamentares. A vida em Brasília é uma festa eterna, não há qualquer preocupação para quem está no poder, não há horários nem cobranças de qualquer natureza. Um deputado pode passar 30 anos tranquilamente sem produzir nada e, depois, vai encerrar a carreira brincando de ser o presidente da República. O nepotismo é a regra, a impunidade é a lei, a ineficiência é geral e, mesmo com todas essas mordomias oficiais, a corrupção continua sendo a razão de ser da vida pública no Brasil. Não há qualquer esperança de mudanças nas próximas décadas, o Brasil, que era o país do futuro, hoje é um país que foi sem nunca ter sido, nem nunca será.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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AFRONTA À SOCIEDADE


O governo, sem competência para dialogar com o Congresso – e não por falta de aviso – tomou uma bola nas costas quando senadores insatisfeitos com o Planalto desidrataram a reforma da Previdência em mais R$ 76 bilhões. Mas, para salvar os dedos sem se preocupar com os anéis e concluir a reforma sem mais atropelos, Jair Bolsonaro concordou em direcionar 1/3 dos R$ 22 bilhões dos recursos do megaleilão do pré-sal aos 81 senadores e 513 deputados. Porém estes recursos, conforme acordado, seriam de exclusividade dos Estados, recebendo R$ 11 bilhões, e outros R$ 11 bilhões para os municípios. Ou seja, deputados e senadores, num puro golpe e com a desculpa de atender suas bases, visando à eleição municipal de 2020, teriam um acréscimo de R$ 7,3 bilhões em suas emendas parlamentares. Uma verdadeira afronta à Nação! Se se consumar essa aberração, este Parlamento não terá nenhum pudor num futuro próximo de querer administrar os orçamentos dos Estados e dos municípios, receber parte dos dividendos pagos pelas estatais ao Tesouro e até dos recursos auferidos das futuras concessões e privatizações. Uma esculhambação.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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OS RECURSOS DO PRÉ-SAL


Armínio Fraga produziu um estudo chamado Estado, desigualdade e crescimento no Brasil, em que aponta que as reformas previdenciária, tributária, do Estado e a redução de subsídios poderiam economizar 9% do Produto Interno Bruto (PIB) em alguns anos. Correspondem a 25% do Orçamento. Em consequência, não existe nenhuma justificativa para que recursos extraordinários advindos de vendas de empresas estatais, de concessões e do leilão do pré-sal sejam aplicados em despesas de custeio do governo, de Estados e municípios. Falta uma legislação correspondente. Assim como para a Lei de Responsabilidade Fiscal e para a Lei do Teto de Gastos, punições severas devem ser aplicadas à infração a uma “Lei da Aplicação de Recursos resultantes da alienação Patrimônio da Nação”.


Harald Hellmuth hellmuth@uol.com.br

São Paulo


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A VIAGEM DOS SENADORES


Sobre a matéria Canonização de Irmã Dulce deve atrasar segundo turno da reforma da Previdência no Senado (Estadão, 7/10), os senadores do Brasil não se sentem constrangidos em participarem da canonização de Irmã Dulce? Desconhecem ser ela a Santa dos Pobres na Bahia? Seguramente, o Vaticano no próximo domingo não é o lugar deles.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo


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DEUS ESTÁ VENDO


Por que os corruptos vão ao Vaticano? Por que não fretam um avião com os meninos órfãos de que Irmã Dulce cuidava? Querem posar de santos para os eleitores. Mas será que Ele pode ser enganado? O Altíssimo?


Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo


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HIPOCRISIA


Sobre a matéria Deputados da oposição são convidados para evento paralelo ao Sínodo da Amazônia, publicada no Estadão em 3/10, quanta hipocrisia de seus organizadores, que afirmam que o Sínodo da Amazônia não tem objetivos políticos, mas apenas “espirituais”. Convidando partidos políticos brasileiros que são visceralmente materialistas dialéticos? João Paulo II deve estar se virando no túmulo com o renascimento do clero progressista. O papa Francisco está acendendo duas velas ao diabo e nenhuma a Deus.

                      

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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A ‘ESCOLINHA’ DO PROFESSOR GILMAR


Tem quem elogie Gilmar Mendes por sua atuação como professor na sala de aula onde leciona disciplinas jurídicas, mas tem também aqueles que o qualificam como “a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia” quando veste sua toga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como seu colega de Corte Luís Roberto Barroso, com quem manteve discussões acirradas televisionadas para todo o Brasil. Alguns de seus desafetos no Supremo afirmam que sua presença na mais alta Corte de Justiça macula a imagem do Judiciário, como lembrou o então ministro Joaquim Barbosa quando asseverou durante bate-boca não ser um dos “seus capangas de Mato Grosso”. Mais recentemente, o ex-procurador-geral Rodrigo Janot revelou seu plano de liquidar o ministro a tiros. Na sala de aula, Gilmar Mendes prega em suas disciplinas a importância de respeitar a lei nos mais diversos ramos da atividade jurídica, mas revestido com capa preta de ministro contradiz seus ensinamentos quando ataca a Operação Lava Jato e seus procuradores, tachando a maior operação anticorrupção como uma “organização criminosa”. Essa dualidade comportamental lembra o romance Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, sobre o Médico e o Monstro, um filme baseado na história de um medico que cria uma fórmula no laboratório que acabou experimentando. Como resultado, seu lado demoníaco é revelado. Hoje o STF está mais para filmes bizarros do que para guardião da lei.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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‘TODOS OS PODERES DO SUPREMO’


Fernando Gabeira, ao escrever seu artigo Todos os poderes do Supremo (4/10, A2), colocou Dias Toffoli no seu devido lugar, ao dizer que “Toffoli criou uma delegacia própria dentro do STF. Alexandre de Moraes funciona como o delegado. Censurou a revista Crusoé, determinou buscas e apreensões na casa das pessoas”. E mais: o Supremo agora legisla. O Congresso tem grande parte de seu plantel precisando da boa vontade dos ministros. De fato, a decisão de Toffoli acerta em cheio a Lava Jato. Tudo piorou quando o Coaf estava examinando as contas das esposas de Gilmar e Toffoli. O Coaf perdeu seu status de órgão seguidor do dinheiro para se tornar inimigo dos Três Poderes, com a pá de cal dada por Bolsonaro, transformando-o num órgão de inteligência do Banco Central. Parabéns, Gabeira, irretocável e contundente seu texto. O que causa surpresa é ver o silêncio da Ordem dos Advogados do Brasil diante dessas atitudes dos delegados do STF. Lamentável!


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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RUI BARBOSA


Em vista da orgia anticonstitucional que se avoluma no “celestial” Supremo Tribunal Federal (STF), deixo para reflexão dos sempre omissos e silentes juízes do STF que, na cara de pau, vêm se arvorando em legisladores ao atropelo do Poder Legislativo, o que nos ensinou o advogado, jurista, jornalista, político e diplomata Rui Barbosa de Oliveira: “O bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o juiz covarde”. E mais, “quanto maior o bem (para a sociedade), maior o mal que de sua inversão procede”. Com coragem e determinação, antes que seja tarde, na vez de defensor legal da Constituição, enfrentem a banda dos arrogantes e desafiadores colegas libertadores de maus ladrões, inimigos da Nação. Ainda que o pleno negue a inexorável invasão de competência, sendo imperativo legislar (?), decidam pelo bem do brasileiro honesto e trabalhador, sufocando os interesses da venenosa banda corporativista que se instalou na Corte Suprema. Fica combinado que o Legislativo “entubará”, vez que não cabe discutir decisões do Poder coirmão. O povo está de olho!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A COLMEIA


Digno de reflexão o ponto de vista exposto em documentário exibido num canal alternativo de televisão, segundo o qual, a democracia, em várias partes do mundo, vem sendo driblada habilidosamente. Mostra o referido conteúdo que são cada vez mais frequentes as ações articuladas pelos verdadeiros donos do poder político que, em troca de apoio para seus projetos, viabilizado por grandes forças econômicas, favorecem-nas e, sob a capa de suposta vigência de um regime que emana da vontade popular, criam continuamente mecanismos que permitem somete a poucos o controle dos destinos da população. O nosso espoliado Brasil, por exemplo, vem dando há algum tempo, sem que a sociedade perceba em toda a plenitude, uma triste demonstração nesse sentido. Persiste alguma dúvida, por exemplo, de que nosso regime seja manipulado por 11 ministros da Suprema Corte e um caro Parlamento que mais se assemelha a uma colmeia cujas abelhas perderam a capacidade de polinizar plantas fora dela?


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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L’ÉTAT, C’EST MOI


A frase da juíza Louise Filgueiras, classificando o ato praticado por Matheus Carneiro Assunção como “um atentado praticado contra a magistratura, pois afeta todos os juízes diretamente, e atinge também a sociedade”, traduz os dizeres L’État, c’est moi, atribuídos a Luís XIV. O Judiciário brasileiro precisa sair do século XVII.


Miguel Ângelo Napolitano mnapolit@gmail.com

Bauru


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REFORMAS


Cumprindo fielmente a promessa de campanha política do Movimento 5 Estrelas (M5S), os deputados italianos acabam de aprovar uma reforma constitucional radical que reduzirá em nada menos que um terço o número de parlamentares, de 945 para 600, economizando a bagatela de € 500 milhões por legislatura. Ao tempo em que se discutem as urgentes e inadiáveis reformas no Brasil, trata-se certamente de uma excelente e oportuna ideia a ser copiada de pronto. Reformas já!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O BRASIL E A ENERGIA NUCLEAR


Lendo a opinião no Fórum dos Leitores, identifiquei-me com ela. É perigoso pensar em energia nuclear no Brasil. A tragédia de Chernobyl, na Rússia, foi um pecado contra a humanidade toda, além de reconhecer o sofrimento dos russos, reconhecimento que nos torna irmãos nessa dor. O livro de Svetlana Aleksiévitch comove e revolta pelo que fez o país eslavo com o povo próximo ao reator assassino. Fico preocupada com a ideia de terminarmos Angra 3. Não que nossos cientistas não sejam capazes de lidar com a Física Nuclear – são respeitados e dignos de confiança –, mas a estrutura político- ético-mental de nossos representantes nas instituições e empresas tem sido temerária. Como lembrou um missivista, nem o cuidadoso Japão se fortificou o suficiente perante a soberana natureza. Bem lembrou a irresponsabilidade dos empreendedores, como igualmente do setor público, pela fiscalização e vigilância das mineradoras de Minas Gerais. Energia nuclear ainda não, sr. presidente, é prematuro.


Maria José Martins de A. Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo


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PAÍS ADERE AO APOCALIPSE


Como um rato que ruge, o Brasil, coadjuvado pelo Estado da Bahia, pretende aderir ao programa suicida nuclear adotado por potências que se dedicam a dar autenticidade às visões do apóstolo João quanto aos Cavaleiros do Apocalipse, que, traduzido, teria o mundo transformado em cinzas, causado por uma guerra nuclear, em que desapareceriam nações com urânio e sem. O que causa espécie nesse desejo baiano é que o desejo daquele estado está condicionado a meia dúzia de empregos que na sua maioria seriam ocupados por profissionais capacitados na ciência nuclear, o que não terá efeito sobre os milhões de desempregados no Estado. Isso comprova a teoria de que o Brasil caminha célere para o futuro, porém com um empecilho, caminha montado num cágado sedado. A guerra que o País se organizar é contra um inimigo bem próximo, fornecedor de armas, munição e drogas para a guerra interna que a cada dia dizima cidadãos e crianças. Que a Bahia continue a sua tradição de oloduns e reggaes. Só isso.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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SUPREMACIA QUÂNTICA


Recentemente, o Estado publicou matéria informando que um computador do Google teria atingido supremacia quântica. A notícia passou despercebida por quase todos que não acompanham o tema, principalmente pelos profissionais das humanidades. Afinal, computadores, números, física quântica não são temas com os quais essa turma se sente à vontade. Mas deveriam! O que o laboratório do Google conseguiu indica, sem qualquer dúvida para os céticos, que estamos no limiar de um grande pulo tecnológico que irá transformar para sempre a humanidade e a dinâmica social como conhecemos. O pulo do gato final será a viabilização da fusão nuclear. Aí o limite serão as estrelas. Literalmente!


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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