Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2019 | 03h00

PARLAMENTO ITALIANO

Redução e economia

A Itália vem de aprovar a redução do tamanho do seu Parlamento. A Câmara encolherá de 630 para 400 deputados e o Senado, de 315 para 200 senadores. Com isso fará economia de € 100 milhões (R$ 448 milhões) por ano e, de quebra, tornará mais ágeis as decisões. A notícia chama a atenção aqui, no Brasil, onde o Congresso Nacional consome R$ 10,8 bilhões por ano – só o dos EUA gasta mais e este ano temos um déficit federal que vai a R$ 124 milhões. Tramita na Câmara a PEC 431/18, de autoria do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que prevê reduzir o Senado de 81 para 54 senadores (só dois por Estado) e a Câmara, de 513 para 390 deputados, além da redução de 24% dos 1.059 deputados estaduais. Está, pois, na mão dos parlamentares cortar na própria carne em prol do País.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FINANÇAS PÚBLICAS

Salários exorbitantes

No mundo moderno não existe espaço para a ineficiência e despesas improdutivas. O Brasil está com as contas públicas em estado calamitoso. Em contrapartida, temos um agronegócio, com excelente desempenho, ótimo nível de reservas cambiais e exportações como nunca antes, inflação em níveis controlados e taxas de juros em constante queda. O grande obstáculo para melhorar a economia e criar empregos está justamente nas contas públicas, além do excesso de impostos e da péssima prestação de serviços públicos. Medidas urgentes precisam ser tomadas para reduzir a exuberância de despesas com salários do funcionalismo, pois é aí que está o grande fator inibidor do desenvolvimento do Brasil. É inadmissível os salários no setor público serem em média o dobro dos do setor privado, enquanto temos 13 milhões de desempregados.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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INFRAESTRUTURA

Cemitério de obras

São centenas as obras paradas, nas esferas federal, estadual e municipal, deixando um rastro de incompetência e corrupção nos respectivos governos. As alegações para não serem finalizadas são, na maioria dos casos, falta de dinheiro ou impedimentos do Judiciário. Muitas delas tiveram início por vaidade dos gestores ou desejo de auferir ganhos políticos. Mas é preciso concluí-las, porque o prejuízo será maior se ficarem paradas e se deteriorando. Tirante as punições a cargo da Justiça, cabe aos poderes constituídos forçar a retomada de ações para finalizá-las, até com auxílio da iniciativa privada, mediante contratos de parceria público-privada, por exemplo. O que não pode é continuar esse verdadeiro cemitério de obras inúteis para os contribuintes brasileiros.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Questão de mérito

É muito bom que o governo Bolsonaro pretenda marcar sua gestão não por grandes obras, mas por finalizar as que estão inacabadas. Até porque estamos vivendo uma grave crise econômico-financeira. O que não pode, e não deve, é atribuir-se a autoria dessas obras, como se tivessem sido iniciadas e finalizadas em tempo recorde em seu governo, como tenho visto se espalhar como memes pelas redes sociais. Seria de bom alvitre tomar apenas o mérito que lhe cabe e deixar bem claro que somente está dando término ao que já havia sido começado. Isso, por si, já será um grande feito, como bem salienta o Estadão em editorial de ontem (A3).

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

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REMESSAS AO EXTERIOR

Gincana cambial

Vem em boa hora a possibilidade de brasileiros manterem conta em dólares aqui, no Brasil. Há seis anos envio regularmente divisas aos filhos que estudam no exterior e cada remessa é uma tarefa árdua na busca da melhor taxa de câmbio. São inúmeras as variáveis que afetam cada ocasião, sendo a principal a variação cambial diária, além da cobrança por bancos e empresas especializadas de elevadas taxas pelo serviço de envio, fora os impostos e sobretaxas federais. Inevitavelmente, o resultado é sempre uma taxa efetiva de câmbio muitas vezes ultrapassando 10% a 15% a taxa cambial comercial. Hoje já há bancos que usam essa taxa, mas durante anos a taxa referenciada foi a de turismo, evidentemente, superior à primeira. A remessa, que sempre visa a manutenção no exterior, com pagamento de despesas como moradia, alimentação e seguro de saúde, no entanto, sempre foi tratada como se fosse para turismo. Nosso governo deveria isentar essas remessas de impostos e taxas, pois a renda já foi anteriormente tributada.

MARCOS NOGUEIRA DESTRO

mdestro@amcham.com.br

São Paulo

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IRMÃ DULCE

Caravana

Era só o que faltava, uma caravana de políticos brasileiros indo ao Vaticano para desprestigiar a canonização de irmã Dulce. Será que eles ouviram dizer que o Brasil é um país laico? E nós vamos ter de pagar por essa incrível esbórnia?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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Santa dos pobres

Não tenho a menor dúvida de que irmã Dulce ficaria bem mais feliz se o montante despendido pelos 15 mil baianos que estarão em Roma para comparecer à canonização fosse doado às suas obras sociais. Tal soma beneficiará empresas de turismo, de aviação, de hotelaria e o marketing da Igreja Católica, que luta para competir com outras igrejas mais agressivas na atuação. Relato aqui o que me foi feito pelo próprio interlocutor. Certa vez irmã Dulce submeteu à apreciação de um médico de sua equipe o projeto de nova enfermaria para seu hospital. Depois de examinar a planta, disse-lhe o médico: “Gostei, mas noto faltar um departamento importante”. “E qual seria?” “A capela.” “Capela?! E para quê capela, meu filho?!”, ponderou a freira. “Ora, irmã, isto aqui é uma instituição católica e, como tal, precisa de uma capela para atender a todos os fiéis, incluídos os pacientes, nas suas orações.” Irmã Dulce: “E você não acha que se pode orar limpando doentes, pensando ferimentos, recolhendo e jogando urina no sanitário, lavando o chão, operando a lavanderia e a cozinha? E que agradará mais a Deus empregarmos o dinheiro destinado à capela na expansão da enfermaria para recebermos mais irmãos necessitados?” “Acho. E acho também que a senhora pode orar assim, porém a maior parte das pessoas necessita da capela.” Depois de convencida, ela desabafou: “É lamentável que as pessoas precisem de uma capela para se dirigir a Deus!”.

WALTER BARRETO DE ALENCAR

walteralencar30@gmail.com

Salvador

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“Sr. presidente, é preciso ter a humildade de reconhecer que política internacional não é para amadores. E não insistir para que seu filho seja embaixador nos EUA”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE O RECUO DE DONALD TRUMP EM APOIAR A ENTRADA DO BRASIL NA OCDE

marcoscatap@uol.com.br

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“Precisava ir para o outro lado do mundo para empatar com o Senegal? Não faria melhor se ficasse por aqui e jogasse contra o Madureira ou o Votuporanga?”

PANAYOTIS POULIS / RIO DE JANEIRO, SOBRE A SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

ppoulis46@gmail.com

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

 

A notícia de que manchas de petróleo chegam perto de rios em Sergipe e esse óleo tem “assinatura” venezuelana – cujo governo era beneficiário da lambança praticada pelos “cumpanheros” amigos – é algo a dar motivos para encararmos a teoria da conspiração, num momento em que até a Igreja Católica se mostra claramente contra o presidente eleito democraticamente no Brasil, fazendo o jogo de uma oposição vingativa e partidária do “quanto pior, melhor”. Não bastasse isso, os ditos “aliados” se juntam para tramar fazendo de um tudo para atrasar as reformas necessárias, tentando chantagear o governo brasileiro, até porque as nobres excelências – a maioria na mira da Lava Jato – querem a volta do “presidiário” ao poder, para continuarem a farra do saque aos cofres públicos. Basta ver os movimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, na sequência, as declarações de Marcelo Odebrecht. E também não nos esqueçamos das declarações de outro presidiário domiciliar, JD, sobre a tomada de poder não pelo voto e das afirmativas sobre “exércitos” de movimentos sociais convocados a lutar contra o governo... Pergunta: há esperança para o Brasil e seu povo?

 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

 

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INVESTIGAÇÃO

 

Sobre a reportagem Investigação sobre óleo no Nordeste mira 23 navios suspeitos, publicada no Estadão em 10/10/2019, ninguém mesmo, nem bolivarianos venezuelanos, jogam petróleo fora, mas os atuais navios de grande porte, que têm motores imensos, da ordem de 80 mil hps, têm um problema de onde dispor o óleo queimado do cárter, quando se troca o óleo, tal qual nos automóveis. A solução mais fácil é, claro, jogá-lo aos mares, para sumir com o produto e não ter de pagar pela reciclagem – o que é extremamente danoso ao ambiente, porque o óleo acaba chegando às praias. Empresas de navegação sérias não fazem isso, mas, como existem navios velhos ainda trafegando sob bandeiras duvidosas, seriam eles os maiores suspeitos.                        

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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SABOTAGEM

 

Eu simplesmente não preciso mais que a Marinha de Guerra do Brasil e o Ibama atestem com provas científicas que o óleo derramado era proveniente da Venezuela. Eu sempre acreditei e disse que o sr. Nicolás Maduro iria provocar Jair Bolsonaro e o Brasil, sabotando-nos de todas as formas, para criar um conflito externo capaz de desviar a atenção de seu próprio povo (estratégia do inimigo externo) da imensa crise venezuelana, provocando assim uma união nacional com base num sentimento patriótico em seu entorno, a exemplo do que fizeram os patetas militares argentinos nas Malvinas. O que eu quero da Marinha e do Ibama – e também da CIA, do FBI, da Abin, da Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores, do cartório lá, da esquina, enfim, do governo em geral – é que provem, com provas robustas, que este atentado ambiental tenha sido, mesmo, premeditado e doloso. Aí, então, só quero mais uma coisa: Trump do nosso lado.

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

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O DNA DO PETRÓLEO

 

Rafael Corrêa e Nicolás Maduro, ambos bolivarianos, influenciando indígenas no Equador contra o presidente Lenin Moreno. A provável volta de Cristina Kirchner ao poder na Argentina, já tranquila no cardápio. Portanto, não é nenhuma aberração pensarmos que a Amazônia em chamas gritada pela esquerda mundial e naturalistas contra o Brasil segue um plano, principalmente agora, que foi descoberto que o petróleo derramado nas praias do litoral brasileiro veio criminosamente da Venezuela. Nada melhor do que também jogarem esse infortúnio nas costas do governo Bolsonaro bem às vésperas das eleições municipais e, principalmente, no Nordeste, reduto do PT.  Só se esqueceram de que o petróleo tem DNA. Perderam! Perderam! 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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DEMOROU

 

Já faz um mês que se percebeu a chegada de manchas de óleo em muitas praias do Nordeste, e só agora o governo se mexeu e procura descobrir o que provocou esse dano ambiental. É interessante que, quando se trata de dar sumiço em Queiroz, a ação é bem rápida, quase instantânea. É uma mera questão de prioridade...

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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DESPREPARO ABSOLUTO

 

O Brasil tem se mostrado completamente despreparado para lidar com um grande derramamento de óleo em alto mar. Nada está sendo feito para conter o lento avanço da mancha de óleo de origem desconhecida, que segue atingindo cada vez mais áreas do litoral brasileiro. Esse despreparo do Brasil é extremamente preocupante. Um país que faz perfurações de petróleo em águas profundas deveria estar muito mais bem preparado e equipado para conter rapidamente vazamentos de óleo em alto mar.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MUDANÇA DE PARTIDO

 

Governar não é a praia do presidente Jair Bolsonaro, como vem demonstrando. Ele gosta, mesmo, é de mandar, de se distrair com assuntos pessoais e de ofender quem o critica, mesmo que tudo isso seja prejudicial à imagem do nosso país. Não é por outra razão que, pela nona vez na sua carreira política, Bolsonaro deve trocar de partido. Para qual, ainda ninguém sabe... O certo é que está de saída do PSL, que o elegeu. O objetivo não é nada republicano: poder dizer que é dono de um novo partido, como seus arredios filhos também desejam. A mesma coisa faz Lula com o PT até hoje, mesmo da cadeia. Ou o ex-presidente Fernando Collor fazia no poder da Republica com sua pequena sigla, o PRN. Diferente de FHC, que durante seus oito anos de Planalto jamais ameaçou ser dono do PSDB. Infelizmente, o presidente Bolsonaro, abandonando o partido que o elegeu, também abandona e demite do governo fiéis amigos que o ajudaram a se eleger, demostra claramente, como se diz no jargão popular, que “não tem saco” para dialogar com a classe política, e menos ainda com a imprensa ou com quem não o bajula. Uma lástima!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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A NONA VEZ

 

Caso o presidente Bolsonaro deixe a agenda de aluguel PSL e mude de partido, será nada menos que a nona vez (!) que saltará de legenda. Acreditem, se quiserem!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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VAR E BIVAR

 

Se um VAR atrapalha no futebol, imaginem um BiVAR na política! Após oito partidos de aluguel, o clã Bolsonaro procura casa própria só para eles. O problema é como carregar o cofre cheio do PSL...

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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O CLÃ EM AÇÃO

 

O clã Bolsonaro está em ação. Entrou em “campo” desafiando seus pares do PSL. Ora, o Zero 1 resolveu ir contra o governador carioca, mas, assustado, resolveu voltar atrás. O Zero 3 resolveu afastar somente 73 presidentes da legenda, que, por sua vez, bateram às portas do Judiciário. Já o Zero 2 fuzila pelo Twitter todos os que são contrários ao governo. Por sua vez, o paizão diz que pretende deixar o partido “a ver navios”. Trata-se do autêntico clássico de baixo clero em ação!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FUNDO PARTIDÁRIO

 

Pela briga no PSL que envolve o dinheiro do fundo partidário, fica claro que temos partidos que valem mais que seus políticos. Critério discutível.

 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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FOCO EQUIVOCADO

 

A grandeza se mostra pelos gestos. Em vez de colocar toda sua energia e atenção nas providências para recuperar a economia do Brasil, o presidente está preocupado com questões secundárias, como deixar o partido que o ajudou a se eleger. Que foco equivocado, meu Deus!

 

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

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NOVA SIGLA

 

O PSL, por desavenças com o presidente da República, embora o tenha eleito para tão elevado cargo, afastou-o do partido. Isso faz com que o presidente Bolsonaro tenha de Jair pensando em que partido deve se filiar. “Podendo”, é a sigla que mais se conjuga com suas atividades políticas. Portanto, a ela deve e pode filiar-se. Com a devida vênia, este é o meu pensamento.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE COMUNICAÇÃO

 

Esta briga de marido e mulher dentro do PSL se deve à falta de comunicação entre o maluco Bolsonaro e as bases. Na política não se faz nada sozinho, muito menos governar um país. Ele tem um caráter egoísta e individualista.

 

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

 

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DANÇA DEPLORÁVEL

 

Quem já integrou nove partidos em 30 anos de vida política, obviamente, nunca teve identificação com nenhum deles. É o caso do presidente Jair Bolsonaro, prestes a romper com o PSL e selar mais uma aliança com outro partido. Este fenômeno traz novamente à tona a velha e ainda muito mal resolvida problemática dos partidos chamados nanicos, que não têm nem nunca tiveram vertente política bem definida e cujo único propósito é negociar coalizões em troca de benefícios próprios que passam longe dos interesses nacionais. É uma situação totalmente diversa da de outros países como Israel, por exemplo, em que partidos minoritários, no momento de negociar coalizões, não abrem mão de suas posições políticas – caso dos ortodoxos e árabes-israelenses, entre outros. Esta literal promiscuidade que existe por aqui só deixará de existir após a devida e bem discutida reforma política. Enquanto isso, só resta a nós, povo, assistir a esta deplorável dança de cadeiras.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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MONITOR ESTADÃO

 

Muito oportuno o monitoramento do Estadão nas propostas dos governantes Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e João Doria, governador do Estado de São Paulo. É assim que vamos construindo e consolidando a democracia brasileira com qualidade e legitimidade, e com certeza já haverá clima para a introdução do voto distrital misto nas próximas eleições. É um novo passo para fortalecer o regime democrático no País e o Estadão vem, com muita propriedade, esclarecendo isso ao leitor leigo. Parabéns!

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

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PRÊMIO CAMÕES

 

A obra literária de Chico Buarque, ao contrário de suas músicas antológicas, é de um primarismo petista. Certamente, o 2.º Prêmio Camões é um prêmio com um nítido viés ideológico.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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CHICO BUARQUE

 

Ganhar o Prêmio Camões foi fácil. Difícil será pendurar na parede o diploma assinado pelo Bolsonaro...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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ASSINATURA

 

Por que Chico Buarque não pede ao ex-presidente Lula que assine seu diploma do Prêmio Camões? Seria a homenagem política ao artista muito admirado no passado.

 

Carlos Gaspar  carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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SEGREDOS RUSSOS

 

Unidades secretas russas desestabilizam democracia na Europa (Estadão, 9/10). Durante a guerra fria, com apoio da Otan, os Estados Unidos e o Reino Unido montaram a Operação Gládio em diversos países da Europa Ocidental. Exércitos secretos para operações como sabotagem, atentados e notícias falsas contra qualquer avanço do comunismo da União Soviética. Portanto, não deveria ser nenhuma surpresa que a Rússia tenha adotado a mesma tática desde antes do marco inicial da nova guerra fria, a anexação da Criméia em 2014. Realizar campanhas de desestabilização dos países europeus com a chamada guerra híbrida (propaganda, ataques hackers, desinformação e confrontação militar). 

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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SELEÇÃO BRASILEIRA

 

É triste ver uma seleção brasileira de futebol ser convocada desfalcando clubes que disputam o Campeonato Brasileiro (não paralisado) e ser levada ao outro lado do mundo para jogar com a “potente” seleção senegalesa, não conseguindo vencê-la e por ela ser dominada em boa parte da partida. Lamentável! Tite ainda não pediu para sair? Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os insucessos já estão ficando recorrentes.

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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MEDIOCRIDADE

 

É uma vergonha que ano após ano a CBF continue agindo sempre em benefício próprio de seus dirigentes, em detrimento dos clubes. Nestes anos de “desadministração” do futebol, dirigentes e CBF ficaram cada vez mais ricos com os contratos “escusos” firmados, amistosos da seleção vendidos atendendo a interesses deles e de seus parceiros (que nunca são os seus clubes federados). As convocações de jogadores para estes amistosos “caça-níqueis” sempre prejudicam os clubes que disputam um campeonato brasileiro que já é suspeito e engordam os cofres dos seus dirigentes. Realmente, o futebol, que já foi considerado a paixão nacional do brasileiro, hoje é motivo de repulsa e indignação para grande parte dos brasileiros. A mídia esportiva, em sua grande parte vendida, não ajuda em nada, principalmente a maior delas, que detém o poder das transmissões dos jogos, decide quem ganha os campeonatos e manipula os resultados, segue soberana e inalcançável. Assim caminha a mediocridade futebolística.

 

Vartenis Lima vartenis@gmail.com

São Paulo

 

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‘SOU O BOM’

 

Tivemos o incomparável Pelé, craque excepcional. Na esteira, outros fenomenais, como Ronaldo e Rivaldo, com suas conquistas internacionais que se eternizam. Hoje, no entanto, com futebol interno sofrível, temos de engolir a desfaçatez de um bom jogador (apenas um bom jogador) como Neymar Jr., sempre protegido pelo técnico da seleção nacional. Pretensioso, esnobe, abusado e marrento, cria problemas por onde passa. Faltava ouvir esta: “Carrego a seleção nas costas”. Menos, meu caro, menos!

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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