Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2019 | 03h00

CANONIZAÇÃO

Santa Dulce dos Pobres

O papa Francisco canoniza hoje irmã Dulce, em cerimônia no Vaticano, durante o Sínodo para a Amazônia. Irmã Dulce teve reconhecidos dois milagres: teria estancado violenta hemorragia de uma dona de casa sergipana e curado instantaneamente a cegueira de um homem de 50 anos. Irmã Dulce é “ideal de igreja”. O fato de a freira que dedicou a vida aos pobres na Bahia tornar-se a primeira santa brasileira é o reconhecimento de sua história como exemplo maior de humanidade. Irmã Dulce é síntese de generosidade, solidariedade, amor e compaixão. Sua ação ultrapassa os limites da existência terrena, pois se eterniza em seu legado. Não há como não se emocionar com a história do “anjo bom da Bahia”. A freira miudinha e (só aparentemente) frágil, raro exemplo de bondade e amor, foi arquiteta de uma das mais notáveis obras sociais do Brasil. Quantas vidas tiveram outro porvir por terem sido por ela cuidadas? Dulce vem do latim dulcis, que significa doce. Nome feliz para quem soube viver a plenitude do Evangelho, cumprindo no dia a dia o maior de todos os mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo. Que a vida de Santa Dulce dos Pobres, mulher frágil de saúde e forte de determinação, nos encoraje a fazer o bem. Sem concessões. 

JOSÉ RIBAMAR PINHEIRO FILHO

pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

Tempos modernos...

... tempos difíceis. Se irmã Dulce tentasse hoje transformar um galinheiro em hospital, com certeza seria alvo de contínuos processos do Ministério Público, receberia manifestações contrárias dos tão atuantes ditos defensores dos direitos humanos, assédio diário da imprensa progressista, e concluiria, por fim, que não teria alternativa senão deixar os pacientes morrerem nas filas do SUS ou no corredores dos hospitais sucateados.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Políticos no Vaticano

Nunca imaginei que tivéssemos tantos políticos católicos. Será que eles foram a Roma para se confessarem diretamente ao papa, pedir perdão por tantas barbaridades que têm feito contra o nosso Brasil?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

À espera de um milagre

Os políticos brasileiros chamaram muito a atenção por, em caravana, terem ido à cerimônia de canonização de irmã Dulce, na Itália. Na verdade, além das juras (mentirosas) de não praticarem a corrupção e nenhum outro deslize, vários deles esperam um grande milagre: não serem apanhados pela Polícia Federal. Ora, nem mesmo com toda a santidade a excelente brasileira conseguirá suportar tamanho fardo da politicalha. Menos, ok?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

A CÉU ABERTO

Mandado de injunção

Obras subterrâneas não rendem votos. São 100 milhões de sofridas almas brasileiras vivendo com esgoto a céu aberto – nada que nos distinga da maioria dos países do igualmente macerado continente africano. Perspectiva de solução, no ritmo presente, só em 2060. Vislumbramos uma único caminho: a edição de uma lei sanitária, se necessário por mandado de injunção requerido ao Supremo Tribunal Federal, pois o saneamento básico, que se cuida como de somenos importância no âmbito municipal, é dever do Estado nacional brasileiro e garantia de todos, nos termos da Carta Magna. Solução radical e efetiva: nenhum outro investimento poderia ser movimentado, salvo em caso de emergência, antes da implementação plena de redes de água e esgoto em determinado município. A saúde pública seria beneficiada muito mais, em cotejo com a construção de faraônicos hospitais, amiúde desequipados, que servem somente às constumeiramente hipócritas campanhas eleitorais.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO X PSL

A mulher de César

O presidente Jair Bolsonaro, em briga com Luciano Bivar pelo controle do PSL, de forma veemente vai pedir uma auditoria das contas do partido nos últimos cinco anos. Bravo, apoiamos a iniciativa do presidente! A maioria dos seus eleitores também gostaria que ele empregasse essa mesma veemência para esclarecer, antes que seja tarde, o envolvimento do seu filho Flávio no episódio conhecido como caso Queiroz. A história nos ensina que “à mulher de Cesar não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

A guerra à corrupção

Muito louvável a decisão do presidente Jair Bolsonaro de pedir uma auditoria nas contas de seu partido. Sugiro que se avance com essa ideia e sejam auditadas as contas de todos os partidos políticos, dando ênfase às relativas ao fundo eleitoral e às emendas parlamentares, que são verdadeiros sumidouros de dinheiro público.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Mesmice

O presidente Bolsonaro está fazendo o que criticava nos governos petistas: aparelhamento do Estado (evangélicos, armamentistas, amigos dos amigos), varrer para debaixo do tapete as acusações de corrupção (Flávio e Queiroz), mexer os pauzinhos para bloquear a investigação do filho (Coaf, PF, STF), indicar pessoas despreparadas e incompetentes para cargo importante (Eduardo e a embaixada em Washington), participar do “é dando que se recebe” com o insaciável e inconsequente Congresso Nacional... Lamentável.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com

São Paulo

Quadro desanimador

Diante dos últimos acontecimentos, em particular das decisões do Supremo Tribunal Federal – usando esdrúxulas filigranas jurídicas não previstas em lei para inocentar condenados por corrupção –, mas também do Executivo e do Congresso Nacional, sobra ao cidadão a incômoda sensação de que o País está retornando aos tempos de paraíso da impunidade. Que retrocesso! Não bastaram as enormes manifestações dos últimos anos, com o povo clamando pelo combate à corrupção e à impunidade? Até o presidente, que se elegeu com esses tópicos como bandeira, agora, para proteger seu filho e a si mesmo, está transigindo com esse quadro, fazendo conluios com o Supremo. A gente desanima até de voltar às ruas...

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS VIEIRA

rdsvieira@gmail.com

São Paulo

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O TCU E O ‘PACOTE ANTICRIME’


O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu a veiculação de publicidade envolvendo o “pacote anticrime” por entender que o projeto representa “grave lesão ao interesse público”, como ficaram conhecidos os projetos de lei idealizados pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Entretanto, em 2013, Dilma Rousseff conseguiu mais de R$ 5 milhões para uma simples propaganda de uma singela conferência. O TCU fez-se de cego. Em 2019, o tribunal determina que a propaganda do pacote anticrime seja suspensa. Dois pesos, duas medidas e um falso compromisso da luta contra a corrupção. Ainda temos aqueles que vivem da velha política que cria dificuldades para, depois, vender facilidades.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA É ISTO AÍ?


Disse o Estadão (9/10, A8): Ministro do TCU veta campanha do pacote anticrime. E, aí, eu pergunto: quer dizer que agora um ministro, sem votos, de um Tribunal de Contas (!) tem o poder de definir a linha da comunicação social de um governo democraticamente eleito? É por aí que vamos, senhores? Segundo argumentou, como a proposta do governo pode ser alterada no Congresso, a publicidade pode, eventualmente, causar “prejuízo”. Ora, faz favoire, como diriam os portugueses! A campanha visa, justamente, a dar transparência ao tema para que todos – começando pelos próprios parlamentares – entendam o que está sendo proposto e por quê. Fazer divulgação dessa matéria “depois” de eventualmente rejeitada – e desaprovada, talvez, porque não foi bem divulgada – é que não faria sentido algum.   Quanto a dizer que a campanha é onerosa, devo redarguir que a questão da violência em nossa sociedade está na pauta do dia e justifica amplamente o custo, neste caso estimado em R$ 10 milhões. E, a propósito, digo que ele é ínfimo, se comparado, por exemplo, aos bilhões (de dólares!) entregues de mãos beijadas por governos petistas apoiados pelos deputados Orlando Silva (PCdoB), Paulo Teixeira (PT) e Marcelo Freixo (PSOL) – os mesmos que aplaudiram o despacho do ministro Vital do Rêgo – a ditaduras “amigas” na África e na América Latina, sem que alguém tivesse visto o Tribunal de Contas da União (TCU) fazer algo a respeito em relação àquele crime de lesa-pátria perpetrado sob as barbas de todos.  Fora isso, R$ 10 milhões equivalem, talvez, ao que o Tesouro despende a cada 15 minutos com os juros da dívida pública, mesmo com a taxa básica Selic em patamares historicamente baixos, como agora. E já que estamos a falar em verbas públicas, lembro que o ministro Vital do Rêgo, autor da “canetada”, é pessoa investigada... na Lava Jato (!), o que por si só legitima dúvidas sobre o aspecto “republicano” de seu despacho. Está tudo errado. No Brasil, aparentemente, quem está a dizer o que vale ou não são pessoas sob suspeita, investigados, réus e até condenados (!), e não quem tem mandato legal para governar. É “esta” a democracia pela qual o País tanto lutou?


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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‘INSEGURANÇA’


O ministro Vital do Rêgo, do TCU, mandou suspender a propaganda do pacote anticrime do ministro Sergio Moro. Vital do Rêgo alegou que as propagandas causam “uma sensação de insegurança” no povo brasileiro. Dá para acreditar numa coisa desta? E pensar que no dicionário o nome “Vital” significa “aquele que traz vida”...


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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AUTOPROTEÇÃO


Só não vê quem não quer: há um conluio de autoridades contra o pacote anticrime, com o objetivo de autoproteção. A mais recente atitude, perpetrada pelo juiz Vital do Rêgo, que não passa de censura, é a pá de cal a confirmar tal atitude. Comecemos pelos autores do pleito de suspensão: Paulo Teixeira (PT), Orlando Silva (PCdoB) e Marcelo Freixo (PSOL). Enveredemos pelo aparentado do juiz, membro da família Vital do Rêgo, que tem pessoa com possível envolvimento em ações sob investigação da Lava Jato. Agora analisemos o motivo alegado pelo juiz: pacote pode ser alterado. A campanha publicitária lançada visa a dar conhecimento ao público em geral do que se pretende aprovar no Congresso. Impedir que esclarecimentos sejam dados à sociedade é censura torpe, provavelmente inspirada em medo de que se alcance o eleitorado de forma a levá-lo a lutar pela aprovação do pacote. Realmente, nosso Estado de Direito tem sido diariamente agredido, e infelizmente isso é protagonizado pelo Judiciário.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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JABUTICABA


O pacote anticrime do ministro Sergio Moro (aguardado pela sofrida população) ganhou mais um adversário: o ministro Vital do Rêgo Filho, do TCU. Que eu saiba, esse tribunal tem como funções básicas fiscalizar, informar, corrigir, normatizar, sancionar e servir de ouvidoria. Portanto, não está em suas atribuições vetar projetos de qualquer espécie, mesmo que ele entenda que haverá desperdício de dinheiro público. Bem, não nos esqueçamos de suas origens: Vital do Rêgo foi deputado. Mais uma jabuticaba deste Brasil varonil!


José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


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QUEM MANDOU?


Quem mandou sujar as praias brasileiras? Quem mandou matar Jair Bolsonaro? Quem mandou aprovar a Lei de Abuso de Autoridade? Quem mandou esvaziar a Lei Anticrime? Quem mandou enfraquecer a Lava Jato? Quem mandou xingar Sergio Moro de corrupto e ladrão? Todas essas perguntas e muitas outras têm pelo menos uma resposta comum: não foi a direita!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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BARGANHAS


O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, admitiu que tem havido dificuldades para levar adiante no Congresso Nacional o projeto anticrime que ele apresentou ao Parlamento no início do governo Bolsonaro, um conjunto de medidas para combater a criminalidade violenta e a corrupção. Atribuiu tais dificuldades, por diplomática cortesia e necessário agir político, a fatores outros que não os que surgem como os verdadeiros empecilhos ao pacote de leis anticrime: as chances de barganhas políticas, os interesses pessoais e corporativistas nas próprias impunidades e o desprezo de muitos políticos pelas reais necessidades da nação brasileira, esta vítima forçada a votar naqueles que não a respeitam devidamente.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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À ESPERA DAS REFORMAS


Tudo indica em nada ter adiantado a renovação no Poder Legislativo. Tanto deputados como senadores continuam iguais, com raríssimas exceções. A votação da reforma da Previdência é a melhor prova, no momento, disso. Usam a necessidade da votação para chantagear o Executivo com a liberação de verbas, e assim atrasam aquilo que é um dos passos absolutamente necessário ao País para se desenvolver. Para eles, parlamentares, nada disso interessa, eles privilegiam seus interesses políticos e pessoais. Não temos recall para mandá-los para casa mais cedo, portanto só nos resta esperar as próximas eleições e punir, não reelegendo os irresponsáveis, aliás, todos muito bem pagos para cuidarem do País, o que não fazem.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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BASTA!


Como se não bastasse o obsceno fundo eleitoral, as excelências querem agora colocar suas mãos imundas no dinheiro do pré-sal para praticar a roubalheira generalizada das emendas parlamentares. O Brasil é um país que não deu certo, seria necessária uma revolução que destruísse todo este lixo que está aí hoje e refundasse a Nação em outras bases.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PREVIDÊNCIA E PRÉ-SAL


Alguém explica o que a reforma da Previdência tem que ver com os recursos advindos do pré-sal? Como podem governadores e senadores chantagear o governo por votos em assunto de interesse nacional? Por que não tratam Previdência e distribuição/compartilhamento de recursos extraordinários como pautas separadas? Por que não se escandaliza a atitude dos representantes eleitos?


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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JUSTA PARTILHA DO PRÉ-SAL


Não se discute a importância do Fundo de Participação dos Estados para transferir mais recursos para os Estados do Norte e do Nordeste. Porém, na divisão da arrecadação dos bilhões do megaleilão do pré-sal, a ser realizado no próximo mês, não poderiam sair prejudicados os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, conforme o Senado aprovou. Graças à insistência de governadores encabeçados por João Doria, de São Paulo, que não aceitavam essa desfeita aprovada pelo Senado, em boa hora a Câmara dos Deputados modificou esse rateio, depois de muita negociação. Por exemplo: São Paulo, que receberia apenas R$ 93,9 milhões, neste novo arranjo receberá R$ 623,6 milhões, ou mais 574%. E os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que receberiam apenas R$ 2,08 bilhões, vão receber um total de R$ 4,25 bilhões. E o Rio de Janeiro, como Estado produtor, ficará com o maior valor, R$ 2,37 bilhões. Também os 5.570 municípios vão dividir desta partilha R$ 10,9 bilhões. A União vai ficar com R$ 49 bilhões e a Petrobrás, com outros R$ 33,6 bilhões. Porém o que se espera é que ao menos parte das milhares de obras paradas ou abandonadas pelo Brasil seja concluída com estes recursos, alavancando a criação de empregos.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DESAVENÇAS PARTIDÁRIAS


A briga de Jair Bolsonaro com o presidente do PSL (Estadão, 11/10, A4) é apenas mais uma entre milhares de desavenças de filiados e dirigentes partidários. A diferença é que o insurgente de hoje é o presidente da República, um político que nunca teve apego a siglas, tanto que já foi filiado a nove delas em 30 anos de carreira. Em vez da salutar reunião de cidadãos com os mesmos ideais, os partidos brasileiros tornaram-se cartórios, sem os quais infelizmente ninguém pode ser candidato. Do jeito que existem, são alvos da desconfiança geral quanto à gestão de recursos recebidos dos cofres públicos e sobre a lisura em campanha. O mensalão, o petrolão, o eletrolão e outros escândalos são testemunhas disso. Quando pede auditoria no PSL, Bolsonaro apenas encarna as dúvidas gerais sobre os partidos. Espera-se que, a partir da própria experiência, ele faça uma proposta de reforma coerente, justa e aceitável. Os partidos não devem continuar como estão, mantidos com dinheiro público e em tão elevado número. Bom seria se sustentados pela contribuição dos filiados, como qualquer clube social. A verba pública tem de ser reservada para finalidades mais nobres e exclusivamente voltadas às necessidades da população.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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BOLSONARO E O PSL


O que pensar de um presidente que quer investigar o próprio partido? A meu ver, essa atitude só aumenta sua credibilidade.                              


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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FUNDO PARTIDÁRIO


Bolsonaro já passou, ou passeou, por 8 partidos políticos em 28 anos. Está a um passo do 9.º. À disposição dos políticos existem 32 partidos e mais 75 em formação. O bom do PSL, e motivo de disputas, são os R$ 355 milhões à disposição na eleição municipal de 2020.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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BOIA


O racha Bolsonaro-Luciano Bivar pode fazer o PSL soçobrar. Mas... O partido só irá à pique quando decidido se os ratos abandonam o navio ou o navio abandona os ratos...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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UM PRESIDENTE ATIVO DEMAIS


O País está com um problema muito sério, por ter um presidente ativo demais. Pena que não seja para focar nos sérios problemas que o Brasil enfrenta. Nestes nove meses de governo, não teve um dia em que o presidente Bolsonaro, principalmente por meio das redes sociais, não tenha criado mais um caso. Versátil, atacou gratuitamente líderes de outros países, correligionários seus e outros políticos nacionais. Em decorrência do seu esdrúxulo desejo de colocar um filho seu como embaixador em Washington, sem que ele seja diplomata e não tenha a mínima qualificação para tanto, faz com que, até hoje, o Brasil não tenha um titular na embaixada considerada a mais importante da diplomacia. E pior, na esperança de que os senadores votem a favor desse seu desejo, puramente paterno, está influindo nas atividades que regem as relações do Executivo com o Parlamento. Mas o presidente sempre quer mais, e agora decidiu que tem de tirar o presidente do seu partido. Em consequência, estamos assistindo a declarações suas a respeito do seu intento, como declarar que o referido presidente está “queimado pra caramba”, ou que vai sair do partido. Na sexta-feira, apareceu com outra novidade, a de lançar o jornalista Datena para a Prefeitura de São Paulo. Enquanto isso, o Brasil enfrenta forte oposição internacional por causa de sua equivocada posição sobre o meio ambiente. No caso do também inédito derrame de petróleo em nosso litoral do Nordeste, já identificado como petróleo de origem venezuelana, o presidente não acusa, mas insinua que pode ter sido um ato criminoso, provocando desnecessariamente a reação da Venezuela. Enquanto o presidente se preocupa em criar problemas nessas idas e vindas, o agronegócio já se preocupa com as retaliações que já sentiu de alguns países, em razão da política ambiental de Bolsonaro. Como o presidente não dedica todo o seu tempo para melhor conduzir o País, o Congresso Nacional vai abocanhando, cada vez mais, verbas públicas para as suas atividades partidárias, enquanto o ministro da Fazenda procura tirar mais dinheiro da população. Ou seja, até agora, um governo bem trapalhão.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DATENA EM SÃO PAULO?


Infelizmente, Bolsonaro não aprende a governar. Pensar em colocar Datena como candidato a prefeito de São Paulo no ano que vem é o mais novo dos absurdo entre os muitos que tem cometido. Pobre Brasil!


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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QUAL É A DE DORIA?


Votei em João Doria porque achava que o Estado de São Paulo estaria melhor em suas mãos, mas, ao vê-lo desde já fazendo alianças com o pior pelo Brasil afora, já de olho na Presidência da República em 2022, me sinto traída. Saiu da prefeitura com o trem-bala correndo a mil, prometendo mundos e fundos para o governo de São Paulo. Mal assumiu, e se transformou em inimigo do presidente Bolsonaro, que apoiou em campanha, já fazendo campanha para a Presidência, cuja disputa é daqui a três anos. Doria passa a impressão de que é bom apenas de propaganda de si mesmo, porque fica uma dúvida: se conseguir a Presidência em 2022, depois vai concorrer a presidente mundial? O universo será seu limite? Porque até agora só o vimos governar muito bem e ter sucesso nos seus bens pessoais.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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TRAIÇÃO


Antes, João Doria se denominava “gestor”, e não político. Agora, há quem o chame de covarde e traiçoeiro. Quando candidato a prefeito e governador, acomodou-se na sombra do presidente Jair Bolsonaro. Mas, agora, covardemente, com pretensões de chegar ao Planalto em 2022, ataca gratuitamente e critica o presidente. Alguém precisa fazê-lo entender que homens, principalmente políticos, com estes perfil e caráter, valem menos que aquilo que o gato enterra. Em minha modesta opinião, é o pior dos piores políticos que o Brasil tem. Se Deus quiser, está destinado ao ostracismo.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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COMÉRCIO NO METRÔ


Ao governador de São Paulo, João Doria, como perguntar não ofende, gostaria de perguntar por que o nosso metrô está abandonado. Os paulistanos já não aguentam mais o comércio ambulante dentro dos vagões do metrô. Ambulantes que entram nos vagões gritando como loucos, vendendo mercadorias duvidosas. Onde estão os guardas metropolitanos, que não os expulsam das passarelas e dos vagões? Prezado governador aguardo providências.


Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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