Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2019 | 03h00

PARTIDOS POLÍTICOS

Mazelas do sistema

O presidente Jair Bolsonaro, que já transitou por oito siglas em 29 anos de vida política e agora, com os filhos, está envolvido no imbróglio com o PSL. À parte o jogo pelo poder nessa briga, ela serve para demonstrar a inutilidade dos atuais partidos políticos brasileiros. Sem exceção, neles inexistem compromissos programáticos que norteiem a atuação executiva e legislativa de seus filiados eleitos, prestando-se tão somente a sorver descaradamente o dinheiro que retiram do orçamento público para eleger seus apadrinhados, filhos incluídos, com o cínico argumento de que a democracia tem preço. Escandalosamente, restam contas com ausência de documentos comprobatórios e até – pasmem! – da assinatura dos responsáveis. Via da aprovação de leis em benefício próprio, assaltam à mão desarmada nossos bolsos, distribuindo o butim entre os 32 caciques que comandam essas entidades privadas, zombando da nossa cara. Sem dúvida, os frutos da democracia brasileira caem, e não é exatamente de maduros...

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Laranjais

A tentativa do sr. presidente da República de se afastar do PSL, seu partido atual, pode ser uma forma de manter distância de um possível laranjal em Minas. Mais difícil, porém, será livrar-se do laranjal no seu quintal.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

Fazendo história

Alguém consegue imaginar o Lula pedindo auditoria nas contas do PT? Michel Temer mandando investigar o MDB? Aécio Neves denunciando falcatruas do PSDB? Bolsonaro está fazendo história na política brasileira, resta saber qual será o desfecho.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

O preço da democracia

Em termos de agitação eleitoral, o ano de 2020 promete. Estará em jogo a escolha de novos prefeitos ou a recondução dos que hoje ocupam o cargo, num total de mais de 5 mil municípios. Serão também selecionados pelo voto cerca de 100 mil vereadores, estimando uma média de 20 vereadores por município. Se forem computados os custos relacionados a urnas eletrônicas, tribunais eleitorais e transporte de mesários, entre outras atividades paralelas, será atingido um valor de proporções astronômicas. É o preço que o contribuinte estará pagando para contar com o funcionamento de um regime autointitulado democrático. Acrescente-se a tudo isso a indecente drenagem de recursos referente ao famigerado fundo eleitoral, cuja fonte, claro, é também o bolso do pagador de impostos. São números que impressionam e preocupam, em face do clima de polarização que se vem exacerbando ao longo dos últimos anos no nosso país. Esperemos, todavia, que prevaleça o espírito “cordial” do brasileiro, certa vez visualizado por celebrado sociólogo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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SANTA DULCE DOS POBRES

Prece

Roguemos a Santa Dulce dos Pobres que interceda junto a nosso Deus-Pai para iluminar os membros dos três Poderes constitucionais brasileiros, a fim de que exerçam seu ofício dentro de princípios éticos e com retidão, honrando assim o juramento feito ao tomarem posse de seus cargos públicos. Em especial, aqueles que no último fim de semana compareceram ao Vaticano em sua homenagem, formando comitivas oficiais de nossas ditas autoridades, à custa dos parcos recursos públicos, subtraídos de uma população alquebrada, sofrida, humilhada e desconsiderada, concedendo a esses cidadãos uma segunda chance para que daqui em diante passem a exercer suas obrigações com caráter, equidade e senso de justiça. Assim sendo, rogue por seus conterrâneos. Amém!

MARCOS MARTINS AQUINO

marcosmartinsaquino@hotmail.com

São Paulo

Voos da alegria a Roma

Os “voos da alegria” são e ainda serão realizados por muito tempo pela classe política brasileira, que nunca se envergonha verdadeiramente com nada. A caravana que se dirigiu a Roma para a canonização da primeira santa brasileira é um tapa na cara dos brasileiros de bem. O País está falido e os políticos dos principais partidos, da situação e da oposição, usam e abusam da paciência do povo, gastando em convescotes o dinheiro arrecadado dos nossos impostos. Santa Dulce, com toda a certeza, não aprovaria tal atitude desses políticos e, com toda a certeza também, ficaria muito grata se, em vez de eles terem ido a Roma, tivessem doado parcela do que gastaram nessa escandalosa farra com o erário para obras de caridade e assistência aos pobres.

VANDERLEI ZANETTI

zanettiv@gmail.com

São Paulo

Antítese

Os políticos que foram ao Vaticano assistir à canonização e fazer turismo usando dinheiro público representam exatamente o oposto do que foi a vida e a obra de Santa Dulce dos Pobres.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Empate com a Nigéria

Decepcionante ver uma seleção brasileira de futebol incapaz de vencer Senegal e Nigéria. Antes disso, amargamos uma derrota para os peruanos e um empate com os colombianos. Um pífio desempenho que tem deixado irritada a torcida, em grande número já não se interessando pela seleção, preferindo fazer outra coisa ou procurar notícias do seu clube no Campeonato Brasileiro. A porta de saída está totalmente aberta, sr. Tite.

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

Neymar

Perguntar não ofende: afinal, segundo as próprias palavras de Neymar, não é ele que carrega o time nas costas? Ora, contra a Nigéria foi substituído aos nove minutos de jogo. Pegou seu jatinho e voltou pra casa, “cai, cai”?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

De fato, não deve ser nada fácil e leve para o craque Neymar carregar sozinho a seleção nas costas, como disse na semana passada. Afinal, a “canarinho” tem o peso de trazer no peito as cinco estrelas, por ser a única pentacampeã mundial, sem que o craque tenha participado de nenhuma das cinco conquistas. Neymar joga muito e fala demais.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo


“Ó Santa Dulce, perdoe esses nossos políticos que foram a Roma para

assistir à sua canonização gastando recursos dos cofres públicos e, quem sabe, até utilizando cartão corporativo...”

 

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE

OS QUE MARCARAM PRESENÇA

EM ROMA, ATÉ PARA EVENTUAL EXPLORAÇÃO ELEITORAL

mmpassoni@gmail.com

“Fica claro que para os milionários jogadores convocados para jogar na seleção essa atividade não passa de entretenimento. Uma vergonha!”

 

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE

O EMPATE COM A NIGÉRIA

luiz.frid@globomail.com

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ERROS PRIMÁRIOS


A mudança de posição de Washington em relação ao apoio para a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) envolve erros grosseiros e primários na condução de questões diplomáticas por Brasília. O Brasil não teria de “abrir mão” do tratamento tarifário diferenciado sob o argumento de uma promessa de apoio da Casa Branca. Não tínhamos de ceder um milímetro sem que houvesse movimentação clara, inquestionável e quase irreversível de apoio ao ingresso brasileiro na OCDE. O governo Bolsonaro coloca o País em situação de subserviência aos interesses norte-americanos a troco de quê? De nada, absolutamente nada. Não houve, até aqui, nenhum acordo bilateral amplamente vantajoso. O patriotismo tem validade até a página 4? Porque nós já passamos do prefácio. Demos munição para os franceses frearem a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia; queremos nos intrometer em assuntos internos da Argentina; não sabemos agir com sabedoria e firmeza na questão do acordo de Itaipu Binacional, que envolve o pequeno e economicamente frágil Paraguai; enfim, qual passo importante foi dado nas relações internacionais? O significado de patriotismo e soberania nacional deve estar completamente equivocado no vocabulário do bolsonarismo.


Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema


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SIM PARA A ARGENTINA


Com respeito ao apoio dos EUA para a entrada da Argentina na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), deve-se registrar que não somente o governo Trump seguiu a ordem da cronologia, mas, sobretudo, deu prioridade à sua geopolítica para a América do Sul, qual seja a de impedir que haja um líder destacado no continente, assim suportando uma segunda nação que equilibre tal poder. Deixou claro, também, que as atitudes de nosso presidente para com os EUA pouco valem. Equilíbrio fiscal, regras adequadas para o capital estrangeiro e um tratamento independente nas relações internacionais muito mais fariam por nosso Brasil.


Luiza Morikawa francisco@mcquimica.com.br

São Paulo


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EMBRULHÃO


Que rasteira deu Donald Trump no Brasil e no afoito ou ingênuo presidente Jair Bolsonaro! Nosso presidente acreditou na promessa do presidente americano de que indicaria, e confirmaria, o nosso país como membro permanente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em troca, Bolsonaro fez algumas concessões, como dispensar a exigência de visto a norte-americanos, por exemplo. Mas confirmados, mesmo, para a OCDE pelos EUA foram a Argentina e a Romênia, em respeito à ordem cronológica de apresentação do pedido – quesito que Trump tentou desrespeitar. Só Bolsonaro não queria enxergar, ou não sabia, o que todos sabiam: que o presidente americano é um embrulhão. Fosse humilde e tivesse a grandeza de ouvir renomados embaixadores brasileiros, e não quem indicou para ministro das Relações Exteriores, o inexperiente e serviçal do Planalto Ernesto Araújo, Bolsonaro não teria bajulado o inconsequente presidente americano. Mesmo porque a obrigação do Itamaraty é fazer política de Estado, e não ficar idolatrando presidentes dos países parceiros do Brasil.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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INTERESSES


Contra o Brasil, ao nos trair sem o maior pudor quanto à indicação do Brasil para a OCDE, preferindo a falida Argentina e uma economia diminuta como a da Romênia, Donald Trump confirmou a máxima de que “governos não têm amigos, têm interesses”. De quebra, frustrou pessoas que, como eu, nele acreditavam, humilhou e enfraqueceu o governo de um aliado fiel (e de primeira hora) como Jair Bolsonaro, melou por completo a indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada de Washington e deu à esquerda do Brasil uma piada de ouro contra os conservadores brasileiros – afora o mau exemplo ao mundo de que não se deve, mesmo, confiar na palavra dos EUA. Com um “aliado” assim, quem precisa de inimigos?


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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HIENAS


E as hienas, rápidas no gatilho, já manifestaram contentamento pelos rumores de que os Estados Unidos estariam retirando o apoio ao ingresso do Brasil na OCDE. Sem apurar com responsabilidade as implicações de natureza política que levaram o secretário de Estado Mike Pompeo a emitir documento recomendando a inclusão inicial da Argentina por razões consideradas estratégicas pela Casa Branca – Mauricio Macri corre sério risco de perder as próximas eleições presidenciais de novembro para a chapa populista Fernández/Kirchner –, apressaram-se a classificar como frustrante o suposto recuo do governo americano – já negado pelo próprio Trump – em relação à indicação do Brasil. Vários comentaristas e mesmo leitores em cartas aos jornais explicitaram sua alegria ao assistir a, segundo eles, mais uma derrota da diplomacia brasileira, ressaltando, ao mesmo tempo, por conta própria, a hipótese de o Brasil, afinal, não ser prioritário para os interesses americanos e a possível ocorrência de quebra do acordo firmado entre Trump e Bolsonaro em março, durante visita oficial. Lamentável que o desejo de ver naufragarem todas as iniciativas deste governo os tenha levado a veicular com alarde suposições não ratificadas por fontes oficiais.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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INOCENTES


Quem ficou surpreso porque Donald Trump não cumpriu com a sua palavra de apoiar a candidatura do Brasil à OCDE é porque acreditou em fantasias tipo “a química correta” entre os dois presidentes ia fazer isso acontecer!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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OCDE


O Brasil paquerava a garota linda da esquina, no troca-troca de olhares, tudo bem, mas não se apercebeu de que ela já namorava seu vizinho. Saiu pela tangente.


Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira


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PROBLEMA DE RELACIONAMENTO


A propósito da indisfarçada frustração do governo Bolsonaro com os EUA pela não indicação do Brasil à almejada entrada na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cabe, por oportuno, citar duas máximas atemporais e autoexplicativas vigentes na política externa há séculos: “países não têm amigos, têm interesses” e “amigos, amigos, negócios à parte”.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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SEM LIMITES


O ministro Gilmar Mendes declarou que a 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido dos advogados de Lula, julgará o recurso que questiona a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, até novembro. Em entrevista a um canal de TV, Mendes disse que, caso o ex-juiz seja considerado suspeito, os processos que envolvem Lula que foram julgados por Moro deverão ser considerados nulos, devendo voltar à fase de denúncia. A medida, que pode ter o apoio de outros ministros do STF, leva em consideração – pasmem – a validação como prova de mensagens roubadas por hackers e vazadas pelo suspeitíssimo site The Intercept Brasil. No campo da analogia, equivale a dizer que os ministros devem se reunir para discutir se uma carga de tênis roubada é falsificada ou original, deixando de lado o ato criminoso do roubo para analisar a qualidade do produto surrupiado. Uma aberração. O ato é tão absurdo quanto a possibilidade de algum veículo de comunicação questionar a lisura de um juiz acusado de vender sentenças no mais alto tribunal de Justiça do País. Como se sentiria um ministro de quem se espera reputação ilibada, se sua imparcialidade fosse questionada? Pergunto: existe algum limite até que o sonho de Suas Excelências se realize, colocando o presidiário número 1 do País em liberdade?


Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo


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PODE TUDO?


Pode um ministro do STF, como Gilmar Mendes, abrir seu voto sem a discussão na Corte sobre as sentenças do ex-juiz Sergio Moro? Valem os grampos obtidos de forma criminosa? Ele continua podendo tudo e envergonhando o Supremo?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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OS AMIGOS DO SUPREMO


Não seria melhor o STF organizar esta bagunça de recursos, instâncias e as longas e irritantes falas dos seus ministros? Basta criar a delação amigável, com nomes dos seus amigos, parceiros, intocáveis e criminosos que não podem ser importunados por nenhuma lei. O problema é que a relação pode envolver muitos poderosos e exigir um sistema informatizado de grande porte, a um custo superfaturado.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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SÉRGIO CABRAL


Pouco destaque foi dado aos 33 anos de reclusão impostos pela 12.ª condenação do ex-governador Sérgio Cabral, que, em razão da recorrência, virou registro de rodapé nos plantões de delegacias e nos protocolos de juizados. Até agora, são 267 anos de prisão a cumprir. Serginho, no Brasileirão da Lava Jato você está na rabeira com folga. Muitos de seus “campanhas” já abriram o bico e estão em casa de tornozeleiras. Que o diga o “italiano” Palocci na dianteira do campeonato! Eduardo Cunha está pronto para “molhar o bico”. Tem tudo para encostar no italiano. Para seguir o líder, governador, evitando o rebaixamento de estabelecimentos penais, seja franco com o VAR. Apresente as suas provas oficialmente, lute pela sua tornozeleira, pois! Mande flores para dona Guiomar. Vai que o seu caso, pelo conjunto da obra, seja direcionado para o semideus Gilmar Mendes. Apesar da pouca atenção da mídia, não creio que o supremo ministro usará instrumentos diferentes dos usados para a libertação de notáveis amigos corruptos.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A VIOLÊNCIA COMO LEMA


Ainda está pulsando no País a incrível confissão de Rodrigo Janot de querer matar Gilmar Mendes e o ministro do Supremo já nominou Sérgio Moro e Deltan Dallagnol como seus novos desafetos. Um ministro do Supremo Tribunal Federal tem como inimigos um ex-procurador-geral da República, o juiz mais popular da Nação e atual ministro da Justiça e o mais atuante membro do Ministério Público. Este é o Poder Judiciário do Brasil. Que mensagem passam ao povo brasileiro, cujo presidente da República tem como gesto marca registrada imitar armas com as mãos, como seus beligerantes filhos? A violência como lema da Nação.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO


Para quem sabe ler, um pingo é letra. Procuradoria avalia ‘saída honrosa’ para Dallagnol da força-tarefa (Estadão, 10/10). Apostam num prêmio de consolação promovendo-o ao cargo de procurador regional. O procurador-geral da República, Augusto Aras, está afinadíssimo com The Intercept Brasil, juntamente com alguns ministros do STF. Vergonhosa essa atitude para afastar o procurador Dallagnol da Operação Lava Jato. Jogam no lixo todo um trabalho primoroso no combate à corrupção quando dão voz a criminosos que vazaram ilicitamente conversas de celulares. Aproveitem que os hackers estão presos e vazem as conversas de todos os celulares invadidos. Até quando vamos assistir a essas condutas de dois pesos e duas medidas?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘SAÍDA HONROSA’


É lamentável a saída do digno e atuante procurador Deltan Dallagnol como titular da Lava Jato. Sua “saída honrosa” deveria ser por meio de promovê-lo a ser ministro de um cargo ao lado de Sérgio Moro para, juntos, continuarem a combater a corrupção em nosso país, continuando a prender os verdadeiros marginais “empresários e políticos”.


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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‘CONTAS FALHAS’


Não é de hoje que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem demonstrando uma incompreensível tolerância com o bom senso. Legalizar mais de 30 partidos no País não pode ser considerada uma atitude responsável. Pior: está em vias de autorizar mais alguns que, a começar pelas próprias denominações, são verdadeiras aberrações, a ponto de ter partido com nome de torcida futebolística. Pois bem, informou-nos a coluna Direto da Fonte do Estadão de 9/10 que 15 dos 34 partidos apresentaram documentos incompletos dos gastos na campanha de 2018. O montante atinge a absurda cifra de mais de R$ 696 milhões. Pessoalmente, tenho a audácia de desenvolver duas teorias para isso. Primeira, má-fé e, consequentemente, dificuldade pela falta de documentos que comprovem os gastos; segunda, os partidos não dispõem de quadros que consigam preencher relatórios complexos com a propriedade necessária. Seja num ou noutro caso, o TSE está pagando o preço de ter abdicado das suas responsabilidades. Já aprendemos que nem tudo o que é legal é moral.


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


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POUCA-VERGONHA


Sob a complacência de Rodrigo Maia, da lavra do deputado Marcelo Ramos, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) recriando o imposto sindical e sindicatos sem prévia autorização do Estado. Paulinho da Força está até o pescoço nesta pouca-vergonha explícita...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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PRECATÓRIOS


A notícia estampada na página B5 do Estadão de 9/10/2019 CCJ do Senado prorroga pagamentos de precatórios, embora se refira somente a pessoas jurídicas, é revoltante e inaceitável. Como é crível que a CCJ do Senado tenha prorrogado, novamente e agora, para 2028 (que está logo aí), o pagamento de precatórios para as empresas? Vale lembrar que os precatórios para pagamentos das pobres pessoas físicas – cuja natureza é alimentar – também, apesar disso, foram postergados inúmeras vezes, em ato desumano, debochado e pernicioso. Embora não tenha sido atingido pela absurda medida, há que levantar, de imediato, uma bandeira colimando acabar, definitivamente, com esta pouca vergonha! Quousque tandem, meu Deus?


José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo


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OBRA PARADA


A subida da Serra de Petrópolis continua abandonada. Faz muito tempo que o transporte rodoviário na BR040 está esperando pelas promessas do governo. É urgente terminar obras paradas. O dinheiro público foi jogado fora com a promessa da nova subida da serra, ocorreram mortes no desabamento de um túnel e a população está cansada de esperar. O aproveitamento do leito da antiga ferrovia Leopoldina está em perfeitas condições para instalar um projeto de trem moderno com gôndolas para transporte de caminhões conjugados com vagões de passageiros. Por que o transporte ferroviário não é priorizado pelos governos?


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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A ECONOMIA E O AQUECIMENTO GLOBAL


O caderno de Economia & Negócios do Estadão de 9/10 trouxe duas matérias sobre economia com visões diferentes da citada ciência e o aquecimento global. A primeira, do economista Vinod Thomas, PhD pela Universidade de Chicago e autor do livro O Brasil visto por dentro, que já em seu primeiro parágrafo afirma que “a política econômica atual no Brasil, assim como nos EUA, considera de forma errônea as ações climáticas e a proteção ambiental como hostis ao crescimento econômico. Mas a verdade é exatamente o oposto. A destruição ecológica acelera o passo das mudanças climáticas, que representam o maior perigo para o crescimento econômico e o bem-estar social”. Mais adiante, afirma que China, EUA, Índia e Brasil, os principais emissores de dióxido de carbono, estão aumentando as suas emissões, acrescentando que neste ano o mês de setembro foi o mais quente registrado no mundo. Também cumpre destacar no seu artigo o trecho “os cientistas não poderiam ser mais claros sobre a devastação das florestas tropicais, o derretimento das geleiras e o aquecimento global. Mas os sinais vitais estão indo na direção errada. O dióxido de carbono na atmosfera atingiu o perigoso nível global de 415 partes por milhão, graças aos principais emissores”. Já na página inicial, que trata da exploração do petróleo no Brasil, no destaque, o presidente da Petrobrás afirma que “temos de explorar o pré-sal antes que seja tarde”. Roberto Castelo Branco, que comanda a estatal, é economista e também PhD pela Universidade de Chicago. Embora aparentemente estejam em campos opostos, na verdade têm a mesma visão de que o uso do petróleo é responsável pelo aquecimento global e o seu uso está fadado a cair no futuro, devido à implementação das chamadas energias renováveis, como a eólica e a solar. Castelo Branco cumpre o seu dever funcional de não deixar a Petrobrás em situação econômica difícil e antecipar a extração do petróleo do pré-sal antes que se torne antieconômico novamente. Mas o Brasil deixará de cumprir o Acordo de Paris. No dia 10/10, o Estadão publicava a reportagem sobre o Prêmio Nobel de Química de 2019, cujos escolhidos foram os cientistas que desenvolveram a bateria de íons de lítio, lançando bases para um futuro de uma sociedade sem fio e sem combustíveis fósseis. Bolsonaro se preocupa em explorar a Amazônia à moda antiga, guiado por um guru com ideias que, a meu ver, com todas as vênias, estão “pra lá de Bagdá”. Não acredita no aquecimento global e, com suas declarações e decisões, já provocou o aumento das queimadas na Amazônia – aqui sem nenhuma vênia. Procura imitar o presidente Donald Trump, mas o Brasil não é uma potência que possa se opor aos demais países, que estão levando o aquecimento global a sério, sem duras consequências econômicas para todos nós.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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