Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 03h00

SUBTERRÂNEOS DO PODER

Passagens secretas

Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criaram passagens reservadas para fugir do assédio do público e da imprensa. Qual a razão disso? Por que evitá-los? Outro dia fiquei sabendo que a líder do governo no Congresso que perdeu o cargo perdeu também os 30 assessores a que tinha direito. Como 30 assessores? E pagos por nós! Há muita coisa errada neste país. Está passando da hora de algo ser feito. Não dá para ficarmos só olhando para a paisagem.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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Poderosos que cumprem sua missão não precisam se esconder do povo em castelos, fortalezas e caminhos subterrâneos, nem gastar fortunas em segurança. Quem não tiver o que esconder, que tal voltar a andar no meio do povo, como qualquer cidadão, usar transporte público? Bons exemplos não faltam!

EDDA SIGNE MÖBUS

signe@terra.com.br

São Paulo


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Haja túneis!

Os grupos de renovação política são a resposta às recorrentes práticas dos partidos políticos, desprovidos de objetivos claros, dominados por famílias nada republicanas e, o pior, sustentados por nós. Já está passando da hora de serem substituídos por organizações abertas a todos, transparentes e efetivamente praticantes do real interesse geral. A continuarem assim, os partidos terão também de fazer túneis para o acesso de seus integrantes, copiando o péssimo exemplo dos dirigentes máximos dos três Poderes da República, que apequena nosso país. Haja túneis!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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UTOPIA

‘Fado tropical’

Portugal está em alta, inclusive na política. Em seu artigo Fado tropical (20/10, A2), Luiz Sérgio Henriques faz um breve histórico da jornada portuguesa desde a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, até o surgimento da “Geringonça”, improvável acordo entre partidos políticos que deu ensejo ao bom momento social e econômico naquele país. Espelhando isso para o Brasil, o autor sonha com a reprodução desse acordo aqui, com “uma esquerda mudancista, plural e tolerante”, que possa oxigenar nossos ares políticos. Proposta bonita. Só é triste perceber que no Brasil, com cada liderança política encastelada em suas idiossincrasias, sem abertura para o diálogo, estamos bem longe dessa alternativa.

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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ANDAR DE BAIXO

Pobres e desiguais

O editorial Mais pobre e mais desigual (20/10, A3) praticamente esgota o assunto. Entretanto, vale lembrar os milhões de desempregados mourejando nas intermináveis filas a busca de emprego, os doentes enfrentando as filas do SUS, as centenas de empresas estatais deficitárias e seus cabides de bons empregos, os funcionários públicos prestando maus serviços, gozando de estabilidade e auferindo invejáveis salários. Pergunta que não quer calar: quando o presidente Jair Bolsonaro vai deixar de cuidar só dos filhos e enfrentar o drama dos pobres e desiguais?

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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A respeito do editorial Mais pobre e mais desigual, importante é observar que nada concentra mais a renda que um bolsão de desempregados. Basta crescer e empregar que a concentração da renda, por óbvio, se reduz. Quanto maior for a renda per capita de um país, menor a desigualdade. Simples assim.

RENATO ABUCHAM

rabucham@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO BOLSONARO

De estratégia

É sempre instrutivo ler Celso Lafer, mas seu artigo de 20/10 (Estratégia, A2) é especial, de um homem de muitas letras sobre um homem de pouquíssimas letras, o presidente Bolsonaro. Lafer interpreta retroativamente a atuação vitoriosa de Bolsonaro como tendo sido uma estratégia. Eu penso que tenha antes sido uma coleção de ações pragmáticas – improvisos – percebidas nas circunstâncias. Bolsonaro percebeu uma oportunidade. E foi muito sensato na instalação do seu Ministério, até mesmo reconhecendo as suas limitações. Mas não tem plano nem estratégia para o governo, salvo o combate à corrupção e o crescimento econômico, assuntos delegados a dois ministros-chave. São também objetivos pragmáticos evidentes. Não são, contudo, expressões de estratégia.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Questões de ordem

Algumas perguntas aos srs. ministros do STF, para que respondam antes do julgamento sobre o cabimento ou não da prisão após a condenação em segunda instância. Como fica o princípio constitucional que garante eficácia aos processos, ou seja, que estes não excedam o tempo que os torna ineficazes? Como fica o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana caso todas as vítimas diretas e indiretas, ou seja, toda a sociedade, representada na indignação de cada cidadão, sejam frustradas nos seus legítimos sentimentos de justiça? Como fica a frustração da maioria dos brasileiros, que clamam por justiça, ao ouvir alegações dos srs. ministros como, por exemplo, a do juiz natural, já que todos eles chegaram ao STF por indicação política? Como ficam os ladrões de galinha, que causam mal muito menor que os ditos criminosos de colarinho branco, quando todos os ideólogos bradam pelo fim dos privilégios, das oligarquias e dos favorecimentos?

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cada um no seu quadrado

O melhor argumento para comprovar que o STF age de forma diversa dos interesses da grande maioria dos cidadãos no julgamento das prisões em segunda instância está na própria Constituição, que diz que os Poderes da República são independentes e harmônicos. Ora, tendo notícia de que a proposta de emenda constitucional sobre esse tema já se encontra em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados – à qual, diga-se, é que compete legislar –, não deveria o Supremo, tempestivamente, deixar de pautar o assunto e esperar pela manifestação do Poder competente? Isso, sim, seria agir harmoniosamente.

JOSÉ R. DOS SANTOS VIEIRA

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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“Caminhos secretos não levam a nada, hoje temos os caminhos das redes sociais, que divulgam, informam, lutam e vencem. Fica a dica”

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES / AMERICANA, SOBRE AS PASSAGENS DITAS RESERVADAS NO CONGRESSO E NO STF

carmen_tunes@yahoo.com.br

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“Nós também temos uma passagem secreta para evitar os políticos: as urnas!”

PAULO CELSO BIASIOLI / LIMEIRA, IDEM

pcbiasioli@yahoo.com.br

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“Só para que não se esqueça: por onde passa um boi passa uma boiada”

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, SOBRE A PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

e.delgadofilho@gmail.com


INSTABILIDADE NA AMÉRICA LATINA

A América Latina, outrora explorada pelo colonialismo e subjugada por golpes, ditaduras e caudilhos, volta à instabilidade. Não bastasse a Venezuela conturbada, vemos hoje o Chile e o Equador sob protestos violentos da população, o Peru destituindo a Suprema Corte e o Parlamento, a Bolívia tentando impedir o quarto mandato de Evo Morales e a Argentina, sob crise econômica, podendo voltar ao kirchnerismo. Diferentemente dos tempos da guerra fria, quando Estados Unidos e União Soviética “dividiam” o mundo, hoje as razões são diferentes e passam pela corrupção, pelo viés ideológico e pela desorganização administrativa. O Brasil tem grande responsabilidade além das próprias fronteiras. Maior economia do continente, pode oferecer efetiva contribuição para o equilíbrio regional, mas para isso tem de resolver os próprios problemas. Tem de acabar com o permanente clima eleitoral que impede as mudanças e tornar-se economicamente viável, para atrair investidores. No dia em que os países da região forem sólidos e economicamente estáveis, pouco importará a ideologia de quem o povo vier a eleger, pois não poderão ir contra o peso das instituições. É isso o que já ocorre nos países desenvolvidos.  

              

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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PROTESTOS NO CHILE


#ChileAcordou. Cuidado! O #Brasil ainda não acordou! Nosso Estado não atende às necessidades de grande parte (maioria!) da população, é ineficiente e caro. Nossos representantes vivem encastelados, em Brasília, com o maior PIB do País, 2,6 vezes maior que o nacional, que é de R$ 30.411,00, segundo o IBGE.


Henrique Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo


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LOGÍSTICA E GOVERNO


O passo atrás dado pelo presidente do Chile, Sebastian Piñera, a respeito do aumento das passagens de metrô, é um exemplo clássico de quanto os políticos nada entendem da realidade do povo que dirigem e, mais importante ainda, não entendem nada de Logística. Só após o pau quebrar e colocar a polícia na rua e o Exército decretar toque de recolher na capital é que surge a medida paliativa para reduzir o impacto do aumento para os setores mais vulneráveis da sociedade. Só após a detenção de mais de 400 pessoas, quase 200 feridos, 41 das 140 estações do metrô de Santiago detonadas e mais de 16 ônibus incendiados. Esse é o custo social e físico da falta de planejamento e de noções básicas de Logística. É um problema do Chile? É um problema da maioria dos governos, estejam eles sob qualquer bandeira ou sistema político. Vejam o transtorno do Brexit... Aqui, por exemplo, é federal, estadual, municipal. Não se pensa lá na frente, não se medem consequências e vão-se atirando leis, decretos, aumentos e outras gracinhas políticas, como se o povo fosse uma plateia inerte, sem sentido, sentimentos ou problemas econômicos de primeira instância. Pode até funcionar no Brasil, onde a média de escolaridade é muito baixa e grande parte da população tem sua vontade e iniciativa dirigidas por seitas. Em países onde o nível cultural é mais desenvolvido, o povo sai às ruas para resolver, não para passear ou fazer caminhadas. É o que aconteceu no Chile. Enfim, isso tudo mostra um modelo político ultrapassado, morto e cheirando mal em plena praça pública global. A diversão política do momento é ficar enviando mensagens em mídias sociais, achando que o mais importante é estar junto do receptor, mesmo que distante de suas necessidades. Esse modelo, essa “brincadeirinha”, já está cansando, em vias de esgotamento. Hoje, a informação deixou de ser importante. É muita informação por segundo. O importante, hoje, é a reputação, cujo resultado é a confiança. Zelar pela reputação é zelar pelo seu espaço, por sua imagem pública. Vivemos numa era exponencial só não percebida pelos políticos e seus auxiliares. O dano político de uma ação como a do governo Piñera é irreversível. Estampa o despreparo da equipe de governo, falta de liderança, entre outras pragas. E espelha ações que podem ser colocadas em prática novamente com grande prejuízo para o país. Meu conselho? Em vez de onipotência, aposte em onisciência e onipresença. Taí um modelo de governo moderno. Que só vai dar passos para a frente.


David Ferretti david@dfa.com.br

Amparo


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REPÚBLICA


A liberdade individual e o regime da lei, dois princípios basilares da República, muito bem descritos no editorial O Significado da República (20/10, A3), foram detonados nas duas ditaduras que aconteceram no Brasil desde sua proclamação, há 130 anos: a do Estado Novo (1937-1945) e a do Regime Militar (1964–1985). Alguns estudiosos afirmam que este último foi continuação do primeiro, com um breve interregno de democracia. Não são poucas as manifestações, nas redes sociais, de pessoas saudosas da ditadura militar. E estas manifestações tornam-se cada vez mais intensas perante um Supremo Tribunal Federal (STF) que não hesita em dar demonstrações claras e recorrentes de incoerência e de insegurança jurídica e um Congresso em boa parte constituído por parlamentares ruidosos e suspeitos, interessados em várias coisas, menos no interesse da Nação. Como conclui o editorial, “há muito a fazer, a exigir, a retificar, a aperfeiçoar” para amadurecer a República, mas em nenhuma hipótese suas imperfeições podem justificar o retorno da ditadura.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SER E ESTAR


Li com interesse o editorial publicado neste domingo tratando da proclamação da República e suas consequências. Nele se exaltam os ganhos que tal proclamação trouxe à população e ao País, tais como o “todos são iguais perante a lei” ou que na República não há reis, rainhas, etc., e por isso não há privilégio nem castas. Faltou mencionar a qual país o editorialista está se referindo, pois no Brasil as coisas estão ou são um pouco diferentes. Alguém acha que os políticos, juízes e ricos são iguais, perante a lei, a um cidadão comum? Alguém acha que a lei é aplicada à população do mesmo modo que é aplicada a políticos e juízes? Vide onde está encarcerado e como é tratado um certo ex-presidente da República. Se não temos reis, rainhas e castas, por outro lado temos uma nata (malcheirosa) que tem salários e benefícios que fazem corar qualquer pessoa com dignidade, num país em que grande parte de sua população está no limite da fome. Existe uma diferença de atitude entre ser e estar em qualquer situação. O Brasil pode ser uma República, mas com certeza não está vivendo numa.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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POLÍTICA E HISTÓRIA


Estadão, 20/10/2019: na primeira página, Grupos de renovação política ganham força e incomodam partidos. Evidente, os princípios destes grupos são que não são nem de direita ou esquerda; seguem preceitos econômicos liberais; são aliados ao ideário social, à eficácia administrativa e ao combate às desigualdades, princípios não adotados pelas tradicionais raposas partidárias do País. Na página A4, vi, entre outros, citações de  Mara Gabrilli, Alessandro Molon e Tabata Amaral, que militam com posições que, mesmo divergentes, em alguns aspectos representam uma nova filtragem eleitoral. E, na página A3, o editorial O significado da República, histórico, simplesmente fantástico. Deveria o jornal, como sugestão, transformá-lo em livro editado, para nosso acervo memorial e intelectual. Parabéns.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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BAGUNÇA NO PSL


briga é feia. Promete capítulos eletrizantes. Jair Bolsonaro deu tiro no próprio pé rompendo com três valiosos aliados do próprio partido deles, o PSL. O capitão ainda sofrerá um bocado com o senador Major Olímpio, a deputada Joice Hasselmann e o deputado Delegado Waldir.  O trio é desaforado. Já provou ser de briga. Não foge da raia nem se intimida com ameaças. Os alquimistas do Palácio do Planalto estão tontos. Novamente, os três filhos destrambelhados de Bolsonaro azedaram mais ainda a já complicada convivência e permanência do pai no PSL. Estão ficando craques na patética arte de fazer gols contra. Não agregam. Atrapalham. O clima ficou tão pesado e hostil que o senador Olímpio chegou a sugerir que Bolsonaro arrumasse embaixadas não só para o emérito fritador de hambúrguer, Eduardo, mas também para Flávio e Carlos. A deputada Joice, por sua vez, chamou Eduardo Bolsonaro de “menino” e o então líder do partido, deputado Waldir, declarou, alto e bom som, que vai “implodir” Bolsonaro, a quem chamou, também, de “vagabundo”.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PSL


Eu, nos meus quase 70 anos, nunca vi uma baixaria tão grande! Esta é a “nova política”? Família ou “famiglia”?


Jose Roberto Palma palmajoserobertto@yahoo.com.br

São Paulo


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BAIXARIA


Com efeito, a troca de posts via Twitter entre os deputados Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, ambos do PSL-SP, é de constranger e ruborizar qualquer um. “Peppa”, “moleque”, “nem-nem”, entre outros termos usados, estão mais para briga de boteco pé sujo do que entre nobres representantes eleitos pela população para defender seus interesses. Como se vê, a baixaria da politicagem nacional é fato consumado. A que ponto se chegou! Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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EM CASA ONDE FALTA PÃO


O dito popular assevera que em casa onde falta pão todo mundo briga e ninguém tem razão. Realmente, a ausência de uma liderança respeitada e estimada num partido político traz a celeuma que impera entre os 53 deputados do PSL. Daí que o presidente Bolsonaro deve liderar pessoalmente, e não por intermédio de interpostas pessoas, ou, então, vai continuar amargando fracassos como os que já sofreu em sua agremiação política. Pode até mudar de partido, mas, se não conseguir a liderança, todos vão brigar para atingir o “pão”. Não seria assim?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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NÃO APRENDEU


O presidente Bolsonaro ficou 28 anos na Câmara federal como deputado e, pelo andar da carruagem, não aprendeu nada com seus pares sobre “como funciona o esquema”, ou, se aprendeu, não está pondo em prática. Outrossim, depois de alguns tropeços,  precisa lembrar que foi eleito presidente do Brasil e começar a governá-lo nos três anos que ainda lhe restam. Para tanto, precisa, primeiramente, arrumar três embaixadas, uma para cada filho, e deixá-los longe do Brasil. Diante da crise instalada dentro do PSL, com a tentativa de substituir o líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir, por seu filho Eduardo, tudo fica muito claro: os Bolsonaros estão de olho, mesmo, é no fundo partidário para as próximas eleições, e o povo que se dane! Em tempo: é bom o presidente Bolsonaro lembrar a frase dita por um corrupto preso famoso, Paulo Preto, ex-Dersa, de que não se abandona um companheiro ferido na estrada.


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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BOLSONAROS & PSL – EXPERTISE


Neste topa tudo por dinheiro, leva o bolo quem aos deputados perguntar primeiro quem quer dinheiro. Quem parte e reparte e ainda fica com a pior parte ou é um grande bobo ou não entende da arte...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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MALDITO DINHEIRO


A disputa pelo controle do milionário fundo partidário do PSL implodiu o partido. Este maldito dinheiro... sempre ele!


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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PRINCÍPIO DA INCERTEZA


O presidente é chefe de Estado e chefe de governo no presidencialismo de coalizão, o que inclui o partido de Jair Bolsonaro. Nestes estranhos tempos atuais, o PSL rompeu com o governo e passará a agir de maneira independente no Parlamento. O chefe de governo pode indicar os líderes do Congresso Nacional, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e, obviamente, de seu próprio partido. Mas este se rebela e diz que não aceita a decisão do presidente da República. Vivemos o tempo da política fluida, em que atmosfera, temperatura e pressão sobre o sistema político movem os atores sob o princípio da incerteza. Quanto menor for a incerteza na medida da posição, maior será a incerteza de seu momento linear, e vice-versa.

        

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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DESASTRE ANUNCIADO


Esta crise no PSL já era um desastre anunciado. Desde as primeiras sessões sobre a “reforma da Previdência” víamos que o partido parecia um ninho de gatos. Ninguém se entendia. Muitos pareciam desaprovar e até atrasar as reuniões sobre o assunto. De um partido boca de aluguel, candidatos aproveitando a onda Bolsonaro correram para se filiarem à sigla e se elegeram praticamente sem dinheiro. Um sucesso. O presidente tem razão quando reivindicava apoio, que não veio. Uma boa parte destes mais de 50 eleitos não passa de políticos que queríamos ver fora do Congresso. Vestiram-se de ovelhas e mal chegaram se transformaram em lobos, sem se importarem com o Brasil. Principalmente Luciano Bivar, presidente da sigla. Não daríamos a ele um cachorro para administrar, imaginem o segundo maior partido na Câmara. Ele é o próprio desastre.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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A ESTIRPE DO PSL


Estadão, ao destrinchar o PSL em seu editorial de 19/10, revelou a estirpe do dragão da chinelagem na nova política da Nação. Casa abandonada é logo ocupada pela escória da população. Os melhores quadros da Nação se afastaram da política, dando lugar a oportunistas e medíocres de todos os credos e matizes ideológicos. O que não se perdoa é a omissão das elites, que, por inércia ou por puro oportunismo, conduziram pessoas sem as mínimas qualificações aos mais altos cargos do País.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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O MEDO É O PIOR CONSELHEIRO


Quando Jair Bolsonaro era candidato, ele já esboçava esta personalidade conturbada que hoje aparece com tanta evidência para quem tem olhos de ver. Ora, tudo o que está acontecendo são sintomas de quem tem dificuldade de lidar com a realidade. Desta forma, continuará a ser difícil ou praticamente impossível podermos esperar um governo estável, focado nos diversos e complexos problemas que o País precisa enfrentar. Vale lembrar que tudo isso está acontecendo porque Bolsonaro só tem um foco no momento, e este foco não passa pela resolução dos problemas: o que lhe importa e motiva é a sua reeleição. Esse é o único ponto que norteia as ações do presidente. Assim, o que esperar senão choques dentro e fora de seu próprio partido? Acrescente-se a isso a contribuição nefasta dos filhos nesse conjunto de fatores. E, para atingir seu objetivo, é evidente que o PT tem um papel fundamental: é preciso que o partido de Lula seja sempre sentido como uma ameaça terrível. Será com essa única pauta, que alimenta este medo permanente, que iremos enfrentar os reais problemas que afetam tanto o nosso país, como a grave desigualdade social que se aprofunda cada vez mais? Será que não dá para perceber que dessa maneira seremos puxados cada vez  mais para baixo? Sim, porque, quanto maior a pobreza, mais difícil fica de sair desta crise que vai se cristalizando dramaticamente. E não haverá Guedes que dê jeito. Só temos, portanto, uma saída: pressionar este governo para que governe de verdade e que pare de colocar a culpa sempre fora, por não conseguir dar conta do recado das crises que surgem, por não saber se concentrar nelas. E nas próximas eleições tratemos de escolher alguém que realmente se disponha a fazer o governo que tanto desejamos, se soubermos escolher não com base no medo do PT, mas tendo por guia os verdadeiros valores éticos, morais e os mais profundos princípios democráticos.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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O PIOR


Passados dez meses, impossível avaliar quem é pior para o País: Lula ou Bolsonaro.


José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

                       

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NÃO MORDE


É claro que Bolsonaro quer ter o controle do partido, mas contou com a ajuda dos maritacas dos filhos, que são piores do que o pai. Ao invés de ajudarem, atrapalham. Mas o pai, por algum motivo, tem o rabo preso, e parece que atrás de tudo está a ex, que parece não ser flor que se cheire. Mostrando a cara de pitbull, Bolsonaro parece mais um luluzinho de madame.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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O FINANCEIRO


Muito piedoso o espírito do editorial do Estado de 19/10. A estirpe e as práticas não são privilégio do PSL. Ambas, estirpe e práticas, são políticas, no geral, todos os nossos partidos têm tudo igual. Esta crise do PSL está diretamente ligada ao financeiro do partido. Se olharmos todo o Brasil, independentemente de partidos, nos daremos conta disso. Não pretendo cobrir o Brasil, mas darei poucos exemplos. Estes não geraram disputas/crises partidárias, mas, muito pior, geraram administrações corrompidas e, em seguida, falidas. Minas Gerais, com Aécio Neves, Antonio Anastasia e Fernando Pimentel, na sequência, está falido. No Rio de Janeiro, Brizola, Marcelo, Cabral, Pezão et caterva liquidaram o Estado. No Rio Grande do Sul, outros tantos governadores liquidaram com um pródigo Estado. Notemos que nos três exemplos não estamos com um partido, ou uma pessoa, ou seja, o mal é geral, independentemente de partido e de pessoas, e nós assistimos a esta calamidade sem punição aos irresponsáveis que perpetraram a calamidade que enfrentamos. Vê-se, portanto, que o PSL é mais do mesmo. Nossa responsabilidade que não estabelecemos duas coisas fundamentais: 1) melhor critério na escolha de candidatos. Neste ponto temos algo para relevar, o universo de candidatos pouco nos apresenta quem possa mudar o cenário. Será que isso é devido aos donos de partidos?; 2) nossa justiça é tudo, menos justiça. O tal foro privilegiado, associado à letargia do ambiente judiciário quando recebe denúncia, nada faz para resolver o assunto e penalizar os responsáveis. Pior, faz, sim, deixa o processo em banho-maria, até que a prescrição abençoe os políticos sujos.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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DECEPÇÃO


Planalto estuda liberar voos em classe executiva para ministros (Estadão, 20/10). Ministros viajando em classe executiva e aumento de gastos (secretos) nos cartões corporativos. Lá vai o discurso de campanha para a lata de lixo. Que decepção!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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CLASSE EXECUTIVA


Sou totalmente liberal, a favor de um Estado enxuto. Mas só quem nunca viajou  de classe econômica em voos longos pode acreditar que uma pessoa não se ressinta das condições ambientais de uma cabine de aeronave. Eu fiz uma fantasia: se fosse um neurologista vindo operar minha cabeça, eu exigiria que ele viesse de classe executiva e ainda descansasse um dia antes da cirurgia. Por que não um ministro que, teoricamente, está cuidando de mais de 200 milhões de cabeças? Cabe ao Estado se responsabilizar, liberando ou não, as permissões. Ver ministros desconfortáveis só satisfaz aos sádicos ou aos ignorantes.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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TRAGÉDIA NO NORDESTE


O Brasil enfrenta o maior desastre ambiental de sua história, o derramamento de óleo que atinge praias, rios e manguezais em grande parte do Nordeste. É inacreditável que o presidente da República esteja preocupadíssimo em encontrar inimigos imaginários e não esteja minimamente interessado em tomar sequer as providências previstas em lei. O presidente Bolsonaro tem se mostrado uma pessoa desequilibrada emocionalmente, tem atitudes que beiram o delírio, como na ameaçada imaginária à soberania nacional na Amazônia e, agora, na busca aos inimigos imaginários que, na visão dele, jogaram o óleo no mar de propósito para prejudicar os leilões do pré-sal. Os inimigos também estão em seu próprio partido político. Fica difícil de saber quem vai sobrar para defender Bolsonaro quando houver os pedidos de impeachment contra ele.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NOSSO DESTINO?


Esta vida é muito louca, e tudo pode mudar muito rapidamente, no átimo de um instante. Vivendo em Salvador, onde temos praias belíssimas, para o lazer e a contemplação. Mas o momento presente inclui o passado, vejo o passado acontecendo no agora, já que tudo aconteceu lentamente, através das correntes marinhas. Sei que os oceanos são gigantes, olhando para a formiguinha da mancha de óleo. Mas na fábula de Davi e Golias Golias tombou pesadamente com a pedra lançada por Davi. O nosso oceano atingido por este vazamento de petróleo, supostamente da Venezuela, mostra o ofuscante momento do meio ambiente aquático. Sentimo-nos anestesiados e espantados com a dimensão do desastre ecológico. O azul do mar se mescla de cores do céu e do mar, hoje com a doçura amarga do manto escuro do óleo cru, em todo o litoral. A tecnologia e a ciência, tão avançadas, não impediram o desastre. Acolher o vazamento como um destino é nos esquecermos de que estamos vivos e podemos alterar o futuro  e evitar acidentes semelhantes investindo na vigilância das nossas costas marítimas.


João Misael Tavares Lantyer misael51@terra.com.br

Salvador


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ESTRANHO


É de pasmar ver os ditos defensores do meio ambiente que fizeram tantas críticas ao Brasil no episodio das queimadas na Amazônia (França, Noruega, Inglaterra, etc.), agora, em silêncio total quanto ao derramamento de óleo bruto nas águas brasileiras, causando danos brutais ao nosso meio ambiente, matando tartarugas, peixes e até provocando a degradação nos corais. Mais estranha, ainda, é a falta de habilidade do governo brasileiro, de não cobrar daquela gente uma manifestação de solidariedade e de pronunciamento ao mundo, protestando contra o desastre que nos foi causado. Onde está a coragem do nosso presidente e dos ministros das áreas afetadas? Por que não usar a oportunidade para afrontar aqueles críticos? Ou só sabem falar da falta de beleza da mulher dos outros?


Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo


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‘CHORO SOBRE O ÓLEO DERRAMADO’


Fernando Gabeira foi perfeito na análise sobre o óleo que invade as praias do Nordeste (Choro sobre o óleo derramadoEstadão, 18/10). Falta esforço internacional para monitorar os navios que transportam petróleo. E a nossa Marinha? Não deveria estar mais envolvida com este problema, monitorando os navios que trafegam em nossas águas territoriais? Não veja reação adequada dos responsáveis nem indignação suficiente na população. Triste.


Jussara Helena Beltreschi jubeltreschi@gmail.com

Ribeirão Preto


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E A PETROBRÁS?


Gostaria de saber por que, até o presente momento, ninguém da imprensa foi à Petrobrás perguntar sobre o vazamento de óleo nas praias do Nordeste. Vejamos: o vazamento propalado não se trata de óleo, mas petróleo in natura, não processado, e muito menos tem algo que ver com a Venezuela, que foi colocada como bode expiatório nesta história. Este petróleo está vazando de plataformas da Petrobrás. A empresa tem culpa no cartório, sim.


Walter João Chessa walterchessa@yahoo.com.br

São Paulo


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13.º PARA BOLSA-FAMÍLIA


Confirmando promessa de campanha, felizmente, Jair Bolsonaro assinou medida provisória (MP) que concede neste ano o 13.º para os beneficiários do Bolsa-Família (antigo Bolsa-Escola, criado em 2001 por Fernando Henrique Cardoso). Pela primeira vez, 13,5 milhões de famílias com renda mensal de até R$ 178 vão receber o 13.º. Isso vai gerar uma despesa extra para o governo federal de R$ 2,5 bilhões em 2019. Mas é bom lembrar que, graças a estes 20 anos de existência do programa, milhões de brasileiros passaram a se alimentar melhor e os filhos destas famílias, por exigência do programa, também passaram a estudar. Mais importante, ainda, é que com este benefício milhões de brasileiros deixaram a triste realidade de viver abaixo da linha de extrema pobreza, situação em que desgraçadamente ainda vivem 15 milhões de pessoas no País. Este importante programa social idealizado pela já falecida Ruth Cardoso, esposa de FHC, foi adotado por Lula, que mudou o nome para Bolsa-Família, só para chamá-lo de seu, e tem um custo baixo, de apenas 0,5% do PIB, ou R$ 30 bilhões por ano. Nesse sentido, fez muito bem o presidente Bolsonaro de cumprir sua promessa.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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CUSTO


Não sou contra o pagamento do 13.º salário a milhões de famílias pertencentes ao Bolsa-Família, conforme medida inédita assinada para este ano pelo presidente Jair Bolsonaro. Muito pelo contrário, concordo plenamente com ele, uma atitude digna e sensata para auxiliar os milhares de brasileiros extremamente pobres vivendo miseravelmente, que em diversas ocasiões – para não dizer frequentemente – são privados até de ter um prato de comida mínimo necessário para poder sobreviver. Agora, faço aqui uma pergunta: quem pagará o valor destinado para tal finalidade? Com certeza, e como sempre, caberá a nós, a dizimada e escorchada população, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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OPOSIÇÃO


Editada a MP que concederá a 13.ª parcela do programa Bolsa Família em dezembro próximo, seguindo o que fizeram maldosamente contra a concessão gratuita da carteira estudantil, em quanto tempo os furiosos e desencarnados psolistas, capitaneados pelo deputado federal Marcelo Freixo (RJ), entrarão com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) visando a barrar o benefício concedido pelo presidente Jair Bolsonaro? Estes são os políticos que falsamente se dizem lutar pelos direitos e liberdades do cidadão, nas pérgulas de laureados hotéis, sorvendo premiadas bebidas e deliciosos acepipes por conta do contribuinte, sempre rodeados pelos seguranças que guarnecem seus carros blindados. Decepcionante saber que há eleitores que ainda acreditam nesses cretinos. Como se comportarão nas eleições municipais de 2020?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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PELA LEGALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


Carlos Alberto Di Franco, em seu artigo Drogas, STF e ativismo judicial (21/10, A2), foi feliz. Além de objetivo e cristalino, como sempre. Sejamos “franco”, em países com um poder de discernimento mais apurado, como os EUA, por exemplo, a dependência química faz um estrago danado. Agora, onde a educação, que gera discernimento, está aquém do razoável, como se daria a legalização da maconha, porta de entrada para o bolso cheio de “pinos”? Nas periferias de São Paulo, os relatos de usuários de cocaína são de vozes nem sempre dóceis. O artigo de Di Franco cita mais de uma vez a palavra homicídio, sim, a cocaína, ao longo dos anos e do uso, te leva por caminhos macabros, e de vozes, e de crimes. Especialista, eu? Não, só escuto as vozes das ruas, e elas falam e gritam por socorro. Não precisam legalizar absolutamente nada, as drogas já estão em nossas esquinas. E em nossos joelhos encostam o focinho, feito um cão. O que precisa ser legalizado é o poder de discernimento do cidadão, através da educação. E de pensar que tudo começa com um baseadinho em São Tomé das Letras, depois um pesadelo de vozes e compulsão. Como já disse uma vez, volto a repetir, raramente você verá um Monteiro Lobato numa mão e o cachimbo de crack na outra. Apenas um, e por enquanto, é o cachimbo que impera nos subterrâneos da vida. Legalizem a educação, senhores. Esta, sim, é proibida hoje.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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