Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2019 | 03h00

REFORMAS

É só o começo

Muito bom para o Brasil o fato de a tão necessária reforma da Previdência ter sido aprovada, vencendo o governo forças que durante decênios impediram o sucesso da mudança. Entretanto, está demonstrado que só a reforma da Previdência não basta para alavancar a economia do País, duas outras são indispensáveis: a tributária e a administrativa. Com a tributária teremos a simplificação da sistemática de arrecadação de impostos, além da possível redução da carga tributária. E com a administrativa poderemos ter a otimização da máquina estatal, emperrada, demasiado burocrática e impeditiva do desenvolvimento nacional. Se ambas forem levadas a efeito, o Brasil finalmente estará pronto para competir globalmente e ter uma economia de país desenvolvido e apto a receber investimentos locais e alienígenas. A propósito, as constantes mudanças jurisprudenciais no Supremo Tribunal Federal (STF) não afugentam investimentos no nosso país?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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CORRUPÇÃO

Segunda instância

Os corruptos roubando bilhões e Rosa Weber recitando poesia... Aliás, o “voto poético” da ministra direcionou o Brasil para voltar a ser o que sempre foi.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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A verdadeira questão no STF, a meu ver, é se pode ou não haver prisão após a Lava Jato.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Os incorrigíveis

Os cinco deputados estaduais do Rio de Janeiro presos na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, foram libertados por decisão da Assembleia Legislativa. Os parlamentares do PT e do PSOL ficaram indignados, estarrecidos e revoltados com tal decisão, mas continuam com a velha ladainha do “Lula livre”. Os esquerdopatas, para variar, dão uma no cravo e outra na ferradura. São, de fato, aloprados.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Dolo

Os petistas não querem que o Lula seja julgado, querem que os crimes dele prescrevam. A prova do dolo.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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EDUARDO BOLSONARO

Esperar para ver

O novo líder do PSL, Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao Estado, manifestou-se cobrando de parlamentares do partido lealdade ao seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, e não ao “dinheiro do Fundo Partidário”, afirmando também que todos eles foram eleitos “com a ajuda do presidente”. Mas essa lealdade solicitada é muito difícil de se concretizar. Todos conhecemos muito bem o comportamento, a índole e a ganância dos nossos parlamentares em geral, daí as minhas dúvidas quanto à possibilidade de isso ocorrer. Para finalizar, e tumultuar ainda mais, Eduardo não descartou a possibilidade de um dia vir a disputar a Presidência caso haja “clamor popular”. Não é muita pretensão e petulância de sua parte?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Sem embaixada

Finalmente a prole do presidente Jair Bolsonaro acertou uma, a desistência de Eduardo da embaixada nos EUA. Um golaço, parabéns. Oxalá continuem assim os meninos mimados.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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ÓLEO NO MAR

Inversão de valores

O Brasil é, de fato, um país sui generis. Em qualquer parte do mundo os criminosos do óleo derramado estariam sendo execrados (e caçados) por terem provocado uma tragédia ambiental deliberada, impiedosa e sem precedentes. Mas, ao que parece, depois de um giro completo na notícia, encontraram um novo vilão: o governo Bolsonaro, que não cobriu um território marítimo com 3,6 milhões de km²... Ah, façam-me o favor!

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Os prefeitos mal conseguem tapar os buracos das ruas, mas os críticos querem que as manchas de óleo sejam rapidamente detectadas pelo governo federal desde a vastidão do oceano!

LUIZ C. BISSOLI

lcbissoli46@gmail.com

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Direitos dos credores

Diante da incompetência e irresponsabilidade de governadores e prefeitos, quantas moratórias mais serão concedidas aos Estados e municípios antes de pagarem os precatórios aos credores? Antes seriam pagos até 2020. Depois até 2024. Agora o prazo para as pessoas jurídicas, pelas mãos dos senadores Antonio Anastasia e Bezerra Coelho (ele mesmo...) foi para 2028. Quantas pessoas já morreram sem receber? Quantas mais morrerão? A alegação é preservar o interesse dos cidadãos. E quem defende os credores? Sua cidadania não vale nada? Onde está a Justiça, se é que existe?

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA

ritarua@uol.com.br

São Paulo

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CASA DA MOEDA

Privatização

A Casa da Moeda do Brasil é uma instituição tricentenária, fundada em 1694. É muito mais antiga que a República e o Banco Central. São 325 anos de operações ininterruptas, tratando-se provavelmente da mais longeva instituição pública do País. Durante todo esse tempo a instituição foi responsável pela emissão de nossas cédulas e moedas, partes inquestionáveis de nossa História e de nossa cultura. A Casa da Moeda do Brasil tem imenso e inestimável acervo cultural de forte caráter material e indubitável caráter imaterial. Adicionalmente, a Casa da Moeda do Brasil é detentora de expertise técnica superespecializada e com forte caráter de segurança nacional. Nesse sentido, é necessário reconhecer que várias empresas e instituições de grande porte já tiveram problemas em suas cadeias de fornecimento, cada vez mais globais, cujo resultado foi a paralisação de suas atividades produtivas. Alguns meses sem a quantidade adequada de meio circulante já são suficientes para criar impactos negativos na economia. Todas essas questões deverão ser analisadas com profundidade e seriedade para tomada de qualquer decisão sobre o futuro dessa instituição.

HILTON LUCIO, Sociedade Numismática Brasileira

hilton.lucio@anteagroup.com

São Paulo

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“Qual é o custo de periodicamente o STF discutir as mesmas coisas? E a jurisprudência como fica?”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE O JULGAMENTO DA PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

smbulach@gmail.com

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“Com o voto a favor do cumprimento de pena após segundo grau, o ministro Luís Roberto Barroso criou a Operação Lava Alma. Obrigado!”

CARLOS GASPAR / SÃO PAULO, IDEM

carlos-gaspar@uol.com.br

INSEGURANÇA NO SUPREMO

Tenho pensado bastante sobre as atitudes tomadas por nossos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no tocante ao que deveria ser a segurança jurídica oferecida aos cidadãos. A regra geral, vigente desde todo o sempre, era até simples: uma vez tomada uma decisão sobre um determinado assunto, o STF a aplicava mansa e pacificamente no correr dos anos e das décadas. Foi o que ocorreu com relação ao entendimento da extensão conferida ao princípio da presunção de inocência, atualmente tão debatido, como nos informou o Estadão do dia 17/10 (A3), onde se lê que "o STF sempre entendeu que era possível executar a pena após decisão de segunda instância", salvo entre o período entre 2009 e 2016. Neste último ano, entretanto, os ministros decidiram fazer valer o entendimento de "todo o sempre" admitindo a prisão de réus condenados em segunda instância.  Decisão mais que acertada, como disse o Estadão, já que "não havendo mais possibilidade de reavaliação probatória, não cabe dizer que ainda há inocência a ser presumida". A história pretérita do STF dizia que a partir de então questões que viessem a bater em suas portas sobre este mesmo assunto seriam sumariamente decididas com base no venerável acórdão e o Brasil seguiria em frente. Não foi o que ocorreu, infelizmente. Um juiz, o ministro Gilmar Mendes, resolveu simplesmente mudar seu voto passando a dizer abertamente que somente deve ir à prisão o réu condenado definitivamente e pregando um novo julgamento para aquele tema já julgado, proclamado e transitado em julgado. Como a maioria da decisão anterior fora formada por apenas um voto, não faltaram ministros perdedores a apregoar novo julgamento e a diminuir a força e a validade da decisão anteriormente tomada. Em outras palavras, o ministro Gilmar Mendes se insurgiu contra o que ele mesmo aprovou e passou à tática de guerrilha atacando tudo e todos os que participam do entendimento majoritário. E eu pergunto: poderia um juiz desfazer uma decisão do colégio do qual ele é apenas um membro? Que força tem este ministro para mandar voltar tudo ao status quo anterior por sua única vontade? Pois foi o que ele fez, posteriormente com a ajuda de outros, como os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Fico a pensar se a tal máxima de que "decisão judicial não se discute, cumpre-se" não vale entre os senhores ministros do Supremo.  Isso, essa rebeldia escancarada, está levando o "pleno" a rediscutir questões que poderiam ser arquivadas por simples despacho do presidente. E eu pergunto, mais uma vez: pode isso? O ministro Gilmar Mendes já foi chamado de "dono do STF" e, ao que parece, age como tal. Lamentavelmente, o nosso Supremo de hoje não é aquele tribunal pacificador de que o Brasil necessita e, ao contrário, provoca e acirra os ânimos da população ao ponto de ter os nomes dos seus ministros na ponta da língua de todos, tal como a escalação de um time de futebol.   

Augusto M. Dias Netto diasnetto@terra.com.br

São Paulo

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INSTÂNCIAS

O ônus da prova na primeira instância cabe à acusação. O ônus da inocência na segunda instância cabe ao apenado. Outras instâncias são para as exceções de praxe.

Carlos Tullio Schibuola

São Paulo

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NÃO CHEGA NUNCA

O julgamento da constitucionalidade da prisão em segunda instância começou na quinta-feira passada. Depois veio a sexta-feira e só recomeçou na quarta-feira desta semana. Será que segunda e terça foram feriado no STF? É por isso que o trânsito em julgado não acontece nunca.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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A NOVA BIZÂNCIO

É impressionante a capacidade de nossos congressistas e dos ministros do nosso STF de travar verdadeiras "discussões bizantinas". Chego a me sentir na antiga capital do Império Romano do Oriente, transportada para Brasília (nossa Nova Bizâncio), que, enquanto o País está politicamente "em chamas", com crianças inocentes sendo vítimas de balas perdidas, mulheres sendo estupradas e/ou espancadas e os cidadãos e patrimônios sendo assaltados, hordas de doentes morrendo nas filas de hospitais públicos, alunos tendo índices educacionais pífios, etc., nossos representantes legislativos e autoridades jurídicas gastam horas, dias, semanas, meses e até mesmo anos completamente indiferentes a essas questões, reunindo-se para discutir e responder se "os anjos têm ou não sexo". É assustador! Tomemos, por exemplo, a análise no STF dos habeas corpus impetrados contra a prisão de condenados em segunda instância. Essa matéria já foi decidida diversas vezes ao longo da história, com posições diferentes: uma hora podia prender, depois não podia mais, voltou a poder e, agora, a discussão continua bizantinamente. Até parece que o problema está na segunda instância. Não. O problema está no famigerado "trânsito em julgado" pelas instâncias subsequentes, que não têm prazos para se manifestar sobre condenações ocorridas na segunda instância. Com isso, os "advogados de porta de mansão" usam e abusam de artifícios legais e/ou constitucionais para "empurrar com a barriga" os processos de seus clientes poderosos (e não menos corruptos ou criminosos por isso), até que sentenças condenatórias por culpas cristalinas estabelecidas nas primeiras duas instâncias prescrevam e, assim, consigam que seus cliente fiquem impunes. Bastaria estabelecer um prazo máximo (seis meses, por exemplo) de tramitação dos processos na terceira e na última instâncias, para a questão se resolver, no máximo em um ano. Isso faria com que acabasse a verdadeira "farra do boi" ou "a festança promovida pelas grandes bancas advocatícias". Caso uma instância atingisse o prazo estabelecido sem que houvesse manifestação, valeria a decisão estabelecida pela instância imediatamente anterior. E não adiantaria, como fazem hoje, os advogados espertos entupirem o STJ e o STF com miríades de intermináveis recursos protelatórios, pois, se o fizerem, essas instância perderiam o prazo para manifestação e a condenação e prisão em segunda instância prevaleceria, pelo menos até que "na eternidade" o STJ e o STF conseguissem "digerir" o monturo de recursos apresentados. Elementar, minhas caras Excelências!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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OUTUBRO ROSA

Prisão após condenação em segunda instância é o melhor tratamento para combater a corrupção, o câncer de mama estatal. Estamos todos na torcida para o STF se engajar na campanha do outubro rosa.

Manoel Podadera Chafino manoelpodadera@gmail.com

São Paulo 

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A GOTA D'ÁGUA

O fim da prisão dos condenados em segunda instância será a proverbial gota d'água que fará transbordar o copo. A libertação dos criminosos condenados será o estopim da revolta social que finalmente trará o fim deste lixo todo que aí está e permitirá que o Brasil renascença das cinzas, um novo país, nova Constituição, novos poderes e, principalmente, novos políticos. Não restará pedra sobre pedra do lixo que existe hoje.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MERGULHO PERIGOSO

Se o STF votar contra a prisão após condenação em segunda instância, e com toda a publicidade que o assunto ganhou, só freios morais impedirão o Brasil de mergulhar num ambiente onde o crime será institucionalizado e oficializado.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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LULA

O ex-presidente Lula recusou-se a aceitar o regime semiaberto a que teria direito por ter cumprido um sexto da pena de oito anos pela condenação no caso do tríplex no Guarujá, pois, segundo seus advogados, ele deveria ter sua "liberdade plena" restabelecida "porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo". Ora, por simples questão de coerência, se o STF decidir anular a jurisprudência da prisão em segunda instância - o que possibilitaria a Lula ser solto junto a outros milhares de presos para aguardar o trânsito em julgado -, o ex-presidente deveria da mesma forma se recusar a sair da cadeia, já que, afinal, a única possibilidade de soltura seria sob a condição de liberdade total e definitiva. Conseguirá Lula manter-se fiel à sua tradicional arrogância?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EM VÃO

Data vênia, se vingar a opinião do relator, ministro Marco Aurélio Mello, ele trabalhou em vão, porque "ele" quer continuar preso.

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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SEGUNDA INSTÂNCIA

No meu sentir, o dia 23/10 poderá se tornar o Dia da Alforria do Crime do Colarinho Branco.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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FOI UM SONHO

Se o STF soltar os 4.895 detentos, após o resultado sobre a prisão em segunda instância, o povo não vai sentir nenhuma diferença. A situação caótica da criminalidade ficaria como está; o crime, tanto de colarinho branco como de criminosos comuns, é tão surreal que soltar Lula, José Dirceu e demais comparsas não faria a menor diferença. É melhor soltá-los e deixá-los esperando o "transitado e julgado". Eles ficariam sob a espada de Damocles gastando a sua fortuna com os advogados. Para completar a obra, seria bom revogar a Lei da Ficha Limpa. O crime venceu e tudo continuará como dantes, desde o século 16 e a descoberta do Brasil. A Lava Jato foi um sonho. Acordei!

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CLAMOR

O ministro do STF Alexandre de Moraes afirma que a Corte não deve ouvir o clamor das ruas. Daí deduzo só valer o clamor dos corruptos e seus poderosos advogados. Até quando?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ADVOGADOS NO STF

É impressionante que só depois que políticos e empresários de alto poder começaram a ser presos o nosso brilhante e competentíssimo STF percebeu que era necessário julgar esta matéria de condenação em segunda instância. A meu ver, as milionárias bancas advocatícias têm feito pressão no STF para acabar com a condenação em segunda instância, justamente para continuarem a defender os abutres da Nação visando a muitos lucros financeiros, mesmo sabendo que seus honorários poderão ser pagos com o dinheiro roubado da Nação. O STF é composto por quem? Seres iluminados? Não, por advogados.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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OS CRIMINALISTAS E OS POBRES

Advogados criminalistas e outras agremiações jurídicas atenderam ao convite do STF, como amicus curie, para a apreciação da prisão após a segunda instância. Estes advogados criminalistas não têm como cliente o padeiro da esquina que sonega, mas os maiores assaltantes do erário, uma agremiação de políticos corruptos com empresários idem, que os pagam regiamente com o dinheiro do crime. Um deles, que se acha diferenciado dos demais e tem o seu apelido familiar escrito na ortografia anglo-germânica, defende a tese para que a prisão após a segunda instância seja eliminada porque ela atinge os mais pobres. Então tá!

Joaquim Luiz Bessa Neto jlbessaneto@gmail.com

São Paulo 

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NO JARDIM DAS LIBERDADES

O artigo Querem arrancar uma flor do jardim das liberdades, do criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira (Estadão, 16/10, A2) exigiu de nós, leitores, algumas reflexões e ponderações importantes. Desataco alguns trechos: "(...) o projeto anticrime apenas endurece as punições e dificulta a defesa, nada mais"; "pretende-se com o projeto dificultar o exercício de direitos políticos, incluídos os constitucionais"; "não leva em conta o pernicioso sistema penitenciário"; "traz no seu bojo a semente de um Estado autoritário"; "restrições que atingem a ADVOCACIA (maiúsculas minhas), o ensino, meio ambiente, ciência, direitos humanos, imprensa"; "primeiro passo em direção ao jardim no qual existem flores constitucionais e com elas as liberdades individuais e democráticas". Isso posto, tomo a liberdade de resumir que o jurista em epígrafe sonha especialmente com a liberdade de um ex-presidente, entre outros. Deseja implantar, pelo exemplo do futebol, um "VAR judiciário". Vamos rever! Provas confirmadas por três eméritos juízes da segunda instância em Porto Alegre "esgotadas toda as revisões cabíveis, confirmaram o que afirmou o juiz Sérgio Moro em primeira instância afirmou: "Lula foi preso porque cometeu crimes analisados exaustivamente". Deixando o Brasil, portanto, saqueado pela corrupção. Entendemos que as opiniões emitidas pelo emérito criminalista defendem o trânsito em julgado após esgotados em análise todos os recursos apresentados. Óbvio e cristalino que isso interessa e muito às bancas advocatícias, pois somente os poderosos ($) têm como bancá-las. Extremamente longa e morosa, a tramitação gera vultuosas quantias de dinheiro para cada recurso. O jornal Folha de S.Paulo analisou 38 mil recursos especiais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e 2.500 extraordinários no STF, todos de Direito Penal (2009 a 2019). Hoje, o STJ acumula 5 mil processos nesta área (7%) e no STF são 43 mil (14%). Conclui-se que compensa e muito o tal do "trânsito em julgado", que será sempre um estímulo à corrupção, da qual este sofrido povo brasileiro está cansado. Data vênia, não sou advogado, as alegações do dr. Mariz são infundadas, e não somente sobre o sistema carcerário, pois sem delito as pessoas de bem estarão fora dele.

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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PRESSÃO DA SOCIEDADE

Por que o STF sofre pressão da população sobre "prisão em segunda instância"? Basta lembrarmos Paulo Maluf. Roubou São Paulo como governador e prefeito, foram coletadas provas até no exterior, mas, quando foi julgado no "STF última instância", já estava tão velhinho que hoje curte prisão no aconchego do seu lar.  Enquanto não era julgado, reelegeu-se inúmeras vezes aliando-se aos piores políticos do País. Este caso é apenas um dos milhares emblemáticos espalhados pelo Brasil afora, onde o corrupto e corruptores nunca foram para a cadeia. Mas o Brasil de "antes e depois da Lava Jato" não aceita mais. Portanto, o STF retroagir na lei aprovada três anos atrás apenas porque políticos e empresários importantes estão presos não dá. Mudam interpretação da lei de acordo com os condenados de estimação? Os ministros têm consciência do retrocesso, tanto é que estão criando até rota de fuga do tribunal para não enfrentarem a população indignada. Eles sabem que estão errados. Como sabem!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SOMEBODY LOVE

O início da decisão portenha entre River Plate e Boca Juniors foi atrasado por algum tempo em razão da torrencial chuva de papel picado provocada pelas torcidas, que fizeram sumir as linhas demarcatórias do campo. Vendo uma pilha de resmas sob a forma de processos, processos e processos na retaguarda do cansativo e prolixo decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, por ocasião da exagerada rasgação de seda em homenagem aos dez anos de magistratura do atual presidente Dias Toffoli, alçando-o, com exagerados adjetivos, à excelência (sic) da sabedoria jurídica, que o faz desempenhar com louvor, a seu juízo, a honrada presidência da Casa, as imagens dos hermanos me fizeram viajar no "somebody love" do aluno Armando Volta, da Escolinha do Professor Raimundo. "Por que usar, por que não usar?" De coração, "usá-los-ei" (os referidos processos picotados) na final da Libertadores, vez que papéis, depoimentos e provas vêm se tornando em descabido fardo para o egrégio plenário dos tempos atuais. O que valem são os vaidosos e midiáticos votos das celebridades togadas e seus minutos de fama, tudo afiado com os interesses dos colegas corruptos condenados, e que se danem as partes prejudicadas, os autos, a lei, a ordem e a sociedade.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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RANKING

O Brasil caiu 15 pontos no ranking global que avalia a facilidade de fazer negócios,  informa o Estadão, e certamente subirá exponencialmente no ranking de falcatruas, se o STF decidir pela prisão somente após o trânsito em julgado.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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'O MUNDO É UM MOINHO'

O Brasil está imerso numa crise econômica herdada após mais de 13 anos de governo petista, que priorizou a ascensão do partido como principal instrumento de poder, em detrimento dos interesses nacionais, e vê as decisões sobre as reformas essenciais para a retomada do crescimento preteridas por interesses particulares dos membros do Poder Legislativo. Por outro lado, assiste a uma Corte Suprema completamente desacreditada promover o triunfo da impunidade através da provável revisão da constitucionalidade da prisão após julgamento em segunda instância. E o povo? Contempla tais descalabros placidamente, sem se manifestar como principal protagonista, que deveria ser, aparentemente satisfeito somente com a participação subalterna do voto no momento exigido, todavia afastado após os resultados das eleições. Não estaria mais do que na hora de os nossos homens públicos pararem de flertar com a beira do abismo que cavam com seus próprios pés, imagem evocada pelo saudoso Cartola em sua linda composição O mundo é um moinho? 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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'DÁ PARA FAZER'

Cumprimento José Serra por seu artigo Dá para fazer (24/10, A2), em que destaca os economistas laureados com o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre como erradicar a pobreza. O professor Abhijit Banerjee é um dos mais entusiastas defensores e pesquisadores da Renda Básica Universal e Incondicional. Ele tem acompanhado com a atenção as experiências no Quênia, na Índia e noutros países. No Brasil, o governo poderá pôr em pratica a lei aprovada por todos os partidos 10.835/2004 que institui, por etapas, a Renda Básica de Cidadania.

Eduardo Matarazzo Suplicy

São Paulo

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

A notícia de que manchas de petróleo chegam perto de rios em Sergipe e esse óleo tem "assinatura" venezuelana - cujo governo era beneficiário da lambança praticada pelos "cumpanheros" amigos - é algo a dar motivos para encararmos a teoria da conspiração, num momento em que até a Igreja Católica se mostra claramente contra o presidente eleito democraticamente no Brasil, fazendo o jogo de uma oposição vingativa e partidária do "quanto pior, melhor". Não bastasse isso, os ditos "aliados" se juntam para tramar fazendo de um tudo para atrasar as reformas necessárias, tentando chantagear o governo brasileiro, até porque as nobres excelências - a maioria na mira da Lava Jato - querem a volta do "presidiário" ao poder, para continuarem a farra do saque aos cofres públicos. Basta ver os movimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, na sequência, as declarações de Marcelo Odebrecht. E também não nos esqueçamos das declarações de outro presidiário domiciliar, JD, sobre a tomada de poder não pelo voto e das afirmativas sobre "exércitos" de movimentos sociais convocados a lutar contra o governo... Pergunta: há esperança para o Brasil e seu povo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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INVESTIGAÇÃO

Sobre a reportagem Investigação sobre óleo no Nordeste mira 23 navios suspeitos, publicada no Estadão em 10/10/2019, ninguém mesmo, nem bolivarianos venezuelanos, jogam petróleo fora, mas os atuais navios de grande porte, que têm motores imensos, da ordem de 80 mil hps, têm um problema de onde dispor o óleo queimado do cárter, quando se troca o óleo, tal qual nos automóveis. A solução mais fácil é, claro, jogá-lo aos mares, para sumir com o produto e não ter de pagar pela reciclagem - o que é extremamente danoso ao ambiente, porque o óleo acaba chegando às praias. Empresas de navegação sérias não fazem isso, mas, como existem navios velhos ainda trafegando sob bandeiras duvidosas, seriam eles os maiores suspeitos.                         

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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SABOTAGEM

Eu simplesmente não preciso mais que a Marinha de Guerra do Brasil e o Ibama atestem com provas científicas que o óleo derramado era proveniente da Venezuela. Eu sempre acreditei e disse que o sr. Nicolás Maduro iria provocar Jair Bolsonaro e o Brasil, sabotando-nos de todas as formas, para criar um conflito externo capaz de desviar a atenção de seu próprio povo (estratégia do inimigo externo) da imensa crise venezuelana, provocando assim uma união nacional com base num sentimento patriótico em seu entorno, a exemplo do que fizeram os patetas militares argentinos nas Malvinas. O que eu quero da Marinha e do Ibama - e também da CIA, do FBI, da Abin, da Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores, do cartório lá, da esquina, enfim, do governo em geral - é que provem, com provas robustas, que este atentado ambiental tenha sido, mesmo, premeditado e doloso. Aí, então, só quero mais uma coisa: Trump do nosso lado.

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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O DNA DO PETRÓLEO

Rafael Corrêa e Nicolás Maduro, ambos bolivarianos, influenciando indígenas no Equador contra o presidente Lenin Moreno. A provável volta de Cristina Kirchner ao poder na Argentina, já tranquila no cardápio. Portanto, não é nenhuma aberração pensarmos que a Amazônia em chamas gritada pela esquerda mundial e naturalistas contra o Brasil segue um plano, principalmente agora, que foi descoberto que o petróleo derramado nas praias do litoral brasileiro veio criminosamente da Venezuela. Nada melhor do que também jogarem esse infortúnio nas costas do governo Bolsonaro bem às vésperas das eleições municipais e, principalmente, no Nordeste, reduto do PT.  Só se esqueceram de que o petróleo tem DNA. Perderam! Perderam!  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DEMOROU

Já faz um mês que se percebeu a chegada de manchas de óleo em muitas praias do Nordeste, e só agora o governo se mexeu e procura descobrir o que provocou esse dano ambiental. É interessante que, quando se trata de dar sumiço em Queiroz, a ação é bem rápida, quase instantânea. É uma mera questão de prioridade...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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DESPREPARO ABSOLUTO

O Brasil tem se mostrado completamente despreparado para lidar com um grande derramamento de óleo em alto mar. Nada está sendo feito para conter o lento avanço da mancha de óleo de origem desconhecida, que segue atingindo cada vez mais áreas do litoral brasileiro. Esse despreparo do Brasil é extremamente preocupante. Um país que faz perfurações de petróleo em águas profundas deveria estar muito mais bem preparado e equipado para conter rapidamente vazamentos de óleo em alto mar.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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MUDANÇA DE PARTIDO

Governar não é a praia do presidente Jair Bolsonaro, como vem demonstrando. Ele gosta, mesmo, é de mandar, de se distrair com assuntos pessoais e de ofender quem o critica, mesmo que tudo isso seja prejudicial à imagem do nosso país. Não é por outra razão que, pela nona vez na sua carreira política, Bolsonaro deve trocar de partido. Para qual, ainda ninguém sabe... O certo é que está de saída do PSL, que o elegeu. O objetivo não é nada republicano: poder dizer que é dono de um novo partido, como seus arredios filhos também desejam. A mesma coisa faz Lula com o PT até hoje, mesmo da cadeia. Ou o ex-presidente Fernando Collor fazia no poder da Republica com sua pequena sigla, o PRN. Diferente de FHC, que durante seus oito anos de Planalto jamais ameaçou ser dono do PSDB. Infelizmente, o presidente Bolsonaro, abandonando o partido que o elegeu, também abandona e demite do governo fiéis amigos que o ajudaram a se eleger, demostra claramente, como se diz no jargão popular, que "não tem saco" para dialogar com a classe política, e menos ainda com a imprensa ou com quem não o bajula. Uma lástima!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A NONA VEZ

Caso o presidente Bolsonaro deixe a agenda de aluguel PSL e mude de partido, será nada menos que a nona vez (!) que saltará de legenda. Acreditem, se quiserem!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VAR E BIVAR

Se um VAR atrapalha no futebol, imaginem um BiVAR na política! Após oito partidos de aluguel, o clã Bolsonaro procura casa própria só para eles. O problema é como carregar o cofre cheio do PSL...

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O CLÃ EM AÇÃO

O clã Bolsonaro está em ação. Entrou em "campo" desafiando seus pares do PSL. Ora, o Zero 1 resolveu ir contra o governador carioca, mas, assustado, resolveu voltar atrás. O Zero 3 resolveu afastar somente 73 presidentes da legenda, que, por sua vez, bateram às portas do Judiciário. Já o Zero 2 fuzila pelo Twitter todos os que são contrários ao governo. Por sua vez, o paizão diz que pretende deixar o partido "a ver navios". Trata-se do autêntico clássico de baixo clero em ação!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FUNDO PARTIDÁRIO

Pela briga no PSL que envolve o dinheiro do fundo partidário, fica claro que temos partidos que valem mais que seus políticos. Critério discutível. 

Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FOCO EQUIVOCADO

A grandeza se mostra pelos gestos. Em vez de colocar toda sua energia e atenção nas providências para recuperar a economia do Brasil, o presidente está preocupado com questões secundárias, como deixar o partido que o ajudou a se eleger. Que foco equivocado, meu Deus!

 

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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NOVA SIGLA

O PSL, por desavenças com o presidente da República, embora o tenha eleito para tão elevado cargo, afastou-o do partido. Isso faz com que o presidente Bolsonaro tenha de Jair pensando em que partido deve se filiar. "Podendo", é a sigla que mais se conjuga com suas atividades políticas. Portanto, a ela deve e pode filiar-se. Com a devida vênia, este é o meu pensamento.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE COMUNICAÇÃO

Esta briga de marido e mulher dentro do PSL se deve à falta de comunicação entre o maluco Bolsonaro e as bases. Na política não se faz nada sozinho, muito menos governar um país. Ele tem um caráter egoísta e individualista.

Francisco Anéas franciscoaneas66@gmail.com

São Paulo

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DANÇA DEPLORÁVEL

Quem já integrou nove partidos em 30 anos de vida política, obviamente, nunca teve identificação com nenhum deles. É o caso do presidente Jair Bolsonaro, prestes a romper com o PSL e selar mais uma aliança com outro partido. Este fenômeno traz novamente à tona a velha e ainda muito mal resolvida problemática dos partidos chamados nanicos, que não têm nem nunca tiveram vertente política bem definida e cujo único propósito é negociar coalizões em troca de benefícios próprios que passam longe dos interesses nacionais. É uma situação totalmente diversa da de outros países como Israel, por exemplo, em que partidos minoritários, no momento de negociar coalizões, não abrem mão de suas posições políticas - caso dos ortodoxos e árabes-israelenses, entre outros. Esta literal promiscuidade que existe por aqui só deixará de existir após a devida e bem discutida reforma política. Enquanto isso, só resta a nós, povo, assistir a esta deplorável dança de cadeiras. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MONITOR ESTADÃO

Muito oportuno o monitoramento do Estadão nas propostas dos governantes Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e João Doria, governador do Estado de São Paulo. É assim que vamos construindo e consolidando a democracia brasileira com qualidade e legitimidade, e com certeza já haverá clima para a introdução do voto distrital misto nas próximas eleições. É um novo passo para fortalecer o regime democrático no País e o Estadão vem, com muita propriedade, esclarecendo isso ao leitor leigo. Parabéns!

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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PRÊMIO CAMÕES

A obra literária de Chico Buarque, ao contrário de suas músicas antológicas, é de um primarismo petista. Certamente, o 2.º Prêmio Camões é um prêmio com um nítido viés ideológico.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CHICO BUARQUE

Ganhar o Prêmio Camões foi fácil. Difícil será pendurar na parede o diploma assinado pelo Bolsonaro...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ASSINATURA

Por que Chico Buarque não pede ao ex-presidente Lula que assine seu diploma do Prêmio Camões? Seria a homenagem política ao artista muito admirado no passado.

 

Carlos Gaspar  carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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SEGREDOS RUSSOS

Unidades secretas russas desestabilizam democracia na Europa (Estadão, 9/10). Durante a guerra fria, com apoio da Otan, os Estados Unidos e o Reino Unido montaram a Operação Gládio em diversos países da Europa Ocidental. Exércitos secretos para operações como sabotagem, atentados e notícias falsas contra qualquer avanço do comunismo da União Soviética. Portanto, não deveria ser nenhuma surpresa que a Rússia tenha adotado a mesma tática desde antes do marco inicial da nova guerra fria, a anexação da Criméia em 2014. Realizar campanhas de desestabilização dos países europeus com a chamada guerra híbrida (propaganda, ataques hackers, desinformação e confrontação militar).  

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SELEÇÃO BRASILEIRA

É triste ver uma seleção brasileira de futebol ser convocada desfalcando clubes que disputam o Campeonato Brasileiro (não paralisado) e ser levada ao outro lado do mundo para jogar com a "potente" seleção senegalesa, não conseguindo vencê-la e por ela ser dominada em boa parte da partida. Lamentável! Tite ainda não pediu para sair? Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os insucessos já estão ficando recorrentes.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro 

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MEDIOCRIDADE

É uma vergonha que ano após ano a CBF continue agindo sempre em benefício próprio de seus dirigentes, em detrimento dos clubes. Nestes anos de "desadministração" do futebol, dirigentes e CBF ficaram cada vez mais ricos com os contratos "escusos" firmados, amistosos da seleção vendidos atendendo a interesses deles e de seus parceiros (que nunca são os seus clubes federados). As convocações de jogadores para estes amistosos "caça-níqueis" sempre prejudicam os clubes que disputam um campeonato brasileiro que já é suspeito e engordam os cofres dos seus dirigentes. Realmente, o futebol, que já foi considerado a paixão nacional do brasileiro, hoje é motivo de repulsa e indignação para grande parte dos brasileiros. A mídia esportiva, em sua grande parte vendida, não ajuda em nada, principalmente a maior delas, que detém o poder das transmissões dos jogos, decide quem ganha os campeonatos e manipula os resultados, segue soberana e inalcançável. Assim caminha a mediocridade futebolística.

Vartenis Lima vartenis@gmail.com

São Paulo

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'SOU O BOM'

Tivemos o incomparável Pelé, craque excepcional. Na esteira, outros fenomenais, como Ronaldo e Rivaldo, com suas conquistas internacionais que se eternizam. Hoje, no entanto, com futebol interno sofrível, temos de engolir a desfaçatez de um bom jogador (apenas um bom jogador) como Neymar Jr., sempre protegido pelo técnico da seleção nacional. Pretensioso, esnobe, abusado e marrento, cria problemas por onde passa. Faltava ouvir esta: "Carrego a seleção nas costas". Menos, meu caro, menos!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André*

VERGONHA DO GOVERNO

O presidente Jair Bolsonaro está transformando o Brasil numa autêntica República das bananas. Desde minha adolescência, quando era presidente Getúlio Vargas, eu acompanho a política em nosso país e não me lembro de termos um presidente como Bolsonaro. De tal maneira que me faz sentir saudades da ex-presidente Dilma Rousseff, por mais incrível que possa parecer. Enquanto a população tenta sobreviver a um nível de desemprego inédito, o presidente gasta o seu tempo em criar picuinhas e desafetos nos mais incríveis nichos. Ao mesmo tempo em que as praias do Nordeste foram sendo invadidas por uma inédita onda de petróleo agressiva, ele ficou criando confusão em seu próprio partido, o PSL. Por qual motivo? Para colocar o seu filho Eduardo como líder do PSL na Câmara dos Deputados, o mesmo que ele vinha tentando transformar em embaixador nos EUA, apesar da sua gritante incompetência para tanto. E esta semana o deputado Eduardo Bolsonaro confirmou sua desistência de ocupar a embaixada do Brasil nos EUA. Ou seja, o presidente deixou a principal das nossas embaixadas sem titular por nove meses apenas por um capricho insano. Contudo, a viagem de Jair Bolsonaro para o Japão, onde exibiu a faixa presidencial, tal como Nicolás Maduro, serviu para que o vice-presidente Hamilton Mourão assumisse o governo e determinasse a ida do Exército para ajudar na limpeza das praias nordestinas - isso depois de mais de dois meses de uma invasão contínua de petróleo, mortal para a flora marinha e prejudicial à saúde humana. Também foi preciso que o presidente em exercício determinasse que o incompetente ministro do Meio Ambiente deixasse de acompanhar o problema sobrevoando os locais e fosse pessoalmente vistoriar o desastre ecológico. Jamais senti tanta vergonha de um governo como do atual, apesar de todos os que já me envergonharam anteriormente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A OPÇÃO PELO PARTIDO

Sobre a desistência de Eduardo Bolsonaro, o deputado notou o oportunismo de Luciano Bivar, presidente do PSL, que foi no vácuo de Bolsonaro para a microlegenda, para cujo crescimento o cacique em nada contribuiu. Agora, oportunisticamente, tenta se aproveitar da situação e tirar o máximo lucro pessoal possível, pouco pensado nos compromissos políticos assumidos perante o eleitorado, bem como no compromisso assumido com o País, das muitas reformas necessárias. Vendo o perigo representado por Bivar e sua turma, muito oportuna e responsavelmente, Eduardo teve de optar pelo mais urgente. Poderia ter sido útil em Washington, sim, mas será muito mais necessário na Câmara como líder, para impedir posicionamentos perigosos à continuidade da política e da obra política do presidente.

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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UVAS VERDES

Como as "uvas estão verdes" para ser embaixador em Washington, papai mandou Dudu 0.3 ficar cuidando do laranjal do PSL em Brasília.  

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PERGUNTAS

Assim que assumiu a liderança do PSL na Câmara, o primeiro ato de Eduardo Bolsonaro foi destituir os 12 vice-presidentes do partido na Casa, sem nenhum critério, análise ou interesse em manter algum deles que pudessem ser úteis. Fê-lo pelo simples fato de alguns nomes serem ligados ao presidente da sigla, Luciano Bivar. Deixo registradas duas perguntas, para quem queira ou possa responder: o pai do garotão agora líder na Câmara sem dúvidas estava de comum acordo com tal atitude, que já havia sido esquematizada, elaborada e determinada, né não? E quanto nos custou tal façanha, para angariar os votos de 28 deputados para que Eduardo pudesse ser eleito líder?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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EDUARDO FICA

Pelo menos o gajo mostrou que não é burro. Como embaixador dos EUA, teria vida curta, mas como chefe do partideco PSL poderá reinar até depois da saída do pai do governo. O cara, pelo menos, não é tão burro.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O DEVER PRIMEIRO

Nosso Estadão de ontem (página A4) deu a notícia de que o deputado Eduardo Bolsonaro, não tendo conseguido apoio dos senadores para assumir o cargo de embaixador nos Estados Unidos, agora está de olho na direção do BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ora, a meu ver, este filho do presidente - com o máximo respeito aos eleitores que nele votaram e, sobretudo, às nossas instituições democráticas - tem de cumprir seu dever de exercer a função de deputado federal em Brasília, cargo que o povo paulista lhe entregou. Como e até quando a ilustre família Bolsonaro irá em busca de mais e mais cargos? Já não lhes bastam os que o povo lhes deu? Passa da hora de o papai dar uma carraspana na rapaziada. Deputado Eduardo, lembre-se de que foi eleito deputado federal, portanto cumpra seu mandato até o último dia, e, se essa responsabilidade não lhe convém, renuncie. Por esta e outras leviandades de políticos é que devemos partir urgentemente para o sistema eleitoral distrital puro.

Ubiratan de Oliveira Uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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PAZ?

Em sua entrevista ao Estadão, Eduardo Bolsonaro declarou que tem "a responsabilidade de apaziguar o PSL", sua missão é de "colocar panos quentes" e que precisamos ajudar o presidente, pois todos, sem exceção, foram "eleitos com a ajuda do presidente Bolsonaro". Considerando sua briga/intriga para assumir a presidência do PSL (já que o projeto de embaixador nos Estados Unidos não decolou), somente acredita quem quiser.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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BASTA!

Na entrevista ao Estadão (24/10, A4), o polêmico deputado federal Eduardo Bolsonaro, líder do PSL na Câmara, disse, sem corar, que "aceitaria a possibilidade de ser presidente da República se fosse uma missão, como é para seu pai. Não tendo outro nome ou havendo clamor popular". Diante de suas ameaçadoras palavras, cabe apenas dizer que um Bolsonaro já está de bom tamanho. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ENQUANTO ISSO, NO NORDESTE...

É possível entender por que o governo federal não tratou e não trata com prioridade os desastres ambientais na Amazônia e nas praias do Nordeste. O nosso presidente, ao invés de cobrar atitudes e soluções para estes impactos, tem se preocupado com a prole, procurando cargo de destaque para um e defendendo os outros, seja judicialmente ou não. Até agora, o que vemos é os desastres ambientais aumentarem e a empreitada do papai se complicar. 

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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BOLSONARO NA CHINA

Os 39 chineses mortos encontrados num caminhão frigorífico perto de Londres, imigrantes ilegais que buscavam trabalho, confirmam a fala do presidente Jair Bolsonaro ao desembarcar na China ontem, dizendo em uníssono, com voz espectral: "Sim, presidente Bolsonaro. O senhor está, mesmo, num país capitalista. E nós somos alguns dos milhões de vítimas descartáveis deste sistema econômico desumano, que produz mortos tal como produz carros, celulares e roupas de grife.

Túllio Marco Soares Carvalho 

Belo Horizonte

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CASO QUEIROZ

Sobre a matéria Em áudio, Queiroz fala de cargos no Congresso e cita gabinete de Flávio: 'Faz fila, é só chegar' (Estadão, 24/10), como é que este cara ainda não está preso?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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'APRENDIZES DE ADOLF HITLER'

Introduzo esta carta deixando claro que não sou um bolsonarista e que espero para as próximas eleições tenhamos para votar um nome de centro, social-democrata, mas com visão liberal da economia. Contudo, o artigo de Eugênio Bucci Aprendizes de Adolf Hitler (Estadão, 24/10, A2) ultrapassou o que se espera de uma visão jornalística com um mínimo de bom senso. Usar esta página que pago para ter boas leituras e comparar com nazismo a atuação dos Bolsonaros é demais. No mínimo, teremos de esperar o que a nobre deputada Joice Hasselmann tem a nos apresentar. Na verdade, ela jogou mal neste episódio e terá de provar o que falou, e seu tiro tem grande chance de sair pela culatra. Quanto à existência de "fakes", isso é realidade de nossos dias. Somos invadidos por bobagens tanto da direita quanto da esquerda, que geralmente são risíveis. Elas substituíram as "pastas rosas", os dossiês do Toninho malvadeza, as pastas dos aloprados e por aí vai. Agora, falar em nazismo e em Hitler, isso está explodindo com nossa paciência.

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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EUGÊNIO BUCCI

Quer dizer que a tática da repetição de uma mentira várias vezes para tornar -se uma verdade é do bolsonarismo? E o tal Lula, inocente? E o "nunca antes na história deste país"? Pena um militante declarado do PT, colega do candidato derrotado Fernando Haddad, redigir um artigo com título tão sensacionalista num jornal que ainda era um último reduto da imprensa isenta. 

Nilson Francisco Genovesi genovesi1@me.com

São Paulo

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PROVOCAÇÃO

Antes de mais, recomendo o artigo de Eugênio Bucci Aprendizes de Adolf Hitler (24/10, A2). E digo mais (com todo respeito ao articulista), contra todo "embuste", apenas uma assinatura de jornal bastaria. Leio, logo penso, analiso e voto. Como diria a Nação Zumbí: "Como pode a propaganda ser a alma do negócio, se esse negócio que te engana não tem alma?". Para ser sincero, o eleitor é alma do negócio, enquanto este, longe de tudo o que te faz pensar - "ouse pensar". Na minha opinião, ler o Estadão todos os dias, ao longo dos anos, e votar em Bolsonaro eram um contrassenso. Continuo lendo e devorando o jornal, e, sobretudo, dormindo sem o peso na consciência. "A revolução não será televisionada", frase do saudoso Gil Scott Heron, em outrora. Hoje eu diria: a revolução não virá com uma live. Mas percebo que os destinatários destas "bombas de efeito imoral" estão a cada dia diminuindo, e isso é bom para a nossa República. Quanto às paranoias que o articulista de mão cheia discorre, quem sabe não fique na conta do Pervitin, que seduzia o terceiro Reich. Eugênio Bucci aqui, neste jornal, carrega o estandarte e nos provoca bastante. Que bom.

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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LIBERTADORES DA AMÉRICA

Depois da piaba que levou do Flamengo no Maracanã, na quarta-feira, o Grêmio voltará do Rio de Janeiro de Latam, porque de Gol não aguenta mais. Parabéns ao rubro-negro, pelo espetáculo majestoso. Futebol de primeira classe. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

 

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