Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2019 | 03h00

AI-5

Prudente silêncio

O deputado Eduardo Bolsonaro, se estiver disposto a colaborar com o governo do pai, deveria começar ficando de boca calada. Assim evitará dissabores ao presidente, como vem ocorrendo. O silêncio, em muitos dos casos, é produtivo. Para quem tem juízo, pelo menos.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Autocrítica

É premente a necessidade do exercício da autocrítica e do bom senso de todos quantos fazem declarações bombásticas, pois, pelo andar da carruagem, acabarão dando bom dia a cavalo. Além disso, é sabido que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

EDUARDO A. DELGADO FILHO

e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

Exposição

Gostaria de saber a razão de se dar tanta divulgação ao que dizem os filhos do presidente. Será que não percebem que é isso mesmo que eles querem? Se os esquecerem, eles desaparecem. O que dizem tem tanto valor quanto se nada dissessem. Até parece que a sociedade inteligente tem medo deles.

PAULO M. BESERRA DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Indigência mental

A fala do deputado Bolsonaro sobre reedição do Ato Institucional n.º 5, o AI-5, só serve para revelar a pobreza do seu repertório. Não merecia, de fato, a importância que lhe deram.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

Entre extremos

Dois extremos predominam no Brasil de hoje. De um lado, um deputado ameaçando com a possibilidade de retorno do terrível AI-5, instrumento de supressão total de liberdades políticas utilizado nos anos de chumbo; de outro, o Supremo Tribunal Federal (STF), interpretando segundo “cada cabeça, uma sentença” a Constituição de 1988, ainda hesita, depois de várias tentativas e adaptações, se valida ou não a prisão após condenação em segunda instância ou se libera geral, soltando vários políticos presos. Enquanto isso, nós, o povo brasileiro, assistimos da plateia a esse filme de terror, sabendo que nem o saco de pipocas nem o refri que o acompanha vão suavizar o sentimento de pavor e angústia que nos acompanhará ao sairmos desse espetáculo deprimente.

REGINA ULHÔA CINTRA

regina.cintra@yahoo.com.br

São Paulo

Boca fechada

Diz a sabedoria popular que em boca fechada não entra mosca e também que muito ajuda quem não atrapalha. Será que os meninos 01, 02 e 03 ainda não aprenderam? O pai está tentando erguer o Brasil, dilapidado pelos da turma do “quanto pior, melhor” (para eles, é claro!), e os meninos ainda dão munição aos baderneiros e ladrões do erário? Elles estão batendo palminhas, agradecidos. Pelamor, falem menos e trabalhem mais!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Saúde democrática

A infeliz manifestação do deputado Eduardo Bolsonaro, referindo-se ao AI-5 como possível instrumento a ser reutilizado na eventualidade de radicalização da esquerda, por ele próprio vislumbrada, e as reações ao pronunciamento, várias delas meio bravateiras, de alguns integrantes do ambiente político, explicitam dois aspectos. O primeiro é a falta de foco exibida pelo parlamentar, nascido muito depois (16 anos) da entrada em vigor do instrumento por ele lembrado e, portanto, sem vivência do clima ideológico da época, marcado pela guerra fria. O segundo é a aparente tempestade em copo d’água fabricada pelos que dizem temer, por causa da inusitada atitude, uma possível ruptura institucional. Ou seja, do ponto de vista deles, a democracia de que se dizem paladinos não teria saúde nem meios para neutralizar com serenidade os efeitos do inoportuno comentário.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

GOVERNO BOLSONARO

Pacificar é preciso

O ministro Paulo Guedes, da Economia, prepara-se para enviar ao Congresso medidas amargas, com os pacotes fiscal e administrativo, levando adiante o seu plano de ajuste e reforma do Estado. Ora, diante das agruras a que grande parte da população está sendo submetida, e ainda terá de enfrentar, para a qual a única preocupação é sobreviver, ter o que dar de comer à família, que importância tem se há uma esquerda querendo buscar exercer o protagonismo a que tem todo o direito no regime democrático vigente, ou, ainda, se há adversários, sejam quem forem? Está na hora de o presidente Jair Bolsonaro largar mão de seu desejo manifesto de aniquilar “inimigos”, reais ou imaginários, e cuidar dos problemas que a população tem de enfrentar. Um olhar mais compassivo aos mais pobres seria de bom alvitre, pois a impressão é que, para o presidente, essa massa imensa de despossuídos, carentes de tudo, não consta de seu rol de preocupações. Pode ser que em 2022 tenha já garantida sua cota de apoiadores fiéis que o levarão ao segundo turno. Mas não é exigir muito pouco da vida, diante de um poder tão grande que lhe foi conferido? A Nação pacificada e solidária não seria mais gratificante do que apenas buscar a reeleição?

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

URBANISMO

Adensando ainda mais

Apesar de seu imenso território, São Paulo vem se transformando num imenso paliteiro. E novamente a Prefeitura quer mudar o zoneamento da cidade para atender as construtoras, não a população. O que vem acontecendo com as leis de zoneamento é um absurdo. A atual tem só três anos! Uma série de argumentos técnicos apresentados não convencem. Entre as consequências perversas podemos citar congestionamentos maiores ainda do trânsito e derrubada da vegetação arbórea, que costuma ser volumosa nos remansos dos bairros. E não vi nenhuma manifestação sobre os serviços de infraestrutura. Certamente as redes elétrica, de água e de esgoto terão de ser redimensionadas. O paulistano já respira mal, pesquisa aponta que mais de 4 mil paulistanos morrem por ano, principalmente pela poluição dos carros. Eu morava na Vila Olímpia e depois da Operação Faria Lima, com o passar do tempo, o bairro foi se deteriorando em termos de trânsito e poluição. E os moradores dos prédios passaram a enfrentar congestionamentos ainda dentro das suas garagens no pico da manhã.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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“Já não passou da hora de os filhos de Jair Bolsonaro saírem de cena, lembrando-lhes que o pai deles é o presidente da República?”


ARIOVALDO J. GERAISSATE / SÃO PAULO, SOBRE O 03 E O AI-5

ari.bebidas@terra.com.br


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“Presidente, pedimos encarecidamente que tire seus filhos do governo, eles agem como se fossem seus inimigos!”


SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ, IDEM

sepassos@yahoo.com.br


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OPERAÇÃO MÁCULA


O presidente Jair Bolsonaro tem mania de dar “bom dia” a cavalo, e, quando não, fica de boca aberta para mosca entrar. Depois de fazer sérias ofensas e acusações ao governo venezuelano, a Polícia Federal traz a informação de que é um navio grego, o Boubalina, o principal suspeito de ter derramado no mar o petróleo que atinge as praias do Nordeste brasileiro. Navio que saiu da Venezuela com destino provável à Malásia. O que virá logo em breve vai demonstrar um pouco mais do caráter do nosso presidente, mas o bocão não deixará de falar baboseira.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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ÓLEO COM CEP


Por que o óleo derramado atingiu apenas a costa brasileira?


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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FLERTE COM A DITADURA


Se seu pai, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), homenageou descaradamente um torturador como Carlos Alberto Brilhante Ustra, em 2016, e recentemente elogiou os ditadores Augusto Pinochet, do Chile, e Alfredo Stroessner, do Paraguai, agora Eduardo Bolsonaro escancarou de vez o flerte da família Bolsonaro com a ditadura. Em entrevista à jornalista Leda Nagle, o deputado deu a declaração excrescente de que, se a esquerda radicalizar e ocorrer manifestações semelhantes às do Chile, a saída seria o uso da repressão decretando “um novo AI-5” – o Ato Institucional de triste lembrança, decretado pelo então presidente general Costa e Silva, que envergonhou o Brasil perante o mundo, tendo revogado direitos fundamentais e fechado o Congresso Nacional. A declaração boçal do deputado federal não respeita as nossas instituições. Ele não tem capacidade de conviver num regime democrático. A indignação dos brasileiros, contudo, foi geral e veio até do exterior, como também do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que assim reagiu: “Estas manifestações de Eduardo são repugnantes, devem ser repelidas” e são “passiveis de punição”. Ou seja, por fazer apologia à ditadura, Eduardo Bolsonaro precisa ter o mandato cassado. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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HISTÓRIA


O deputado federal Eduardo Nantes Bolsonaro sugeriu emitir um decreto para fechar o Congresso Nacional, fechar as Assembleias Legislativas, censurar a música, o cinema, o teatro e a televisão. Isso tudo foi o que aconteceu após a emissão do Ato Institucional n.º 5, emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. Naquela época, o presidente da República e os governadores legislavam utilizando decretos-leis. O desastrado deputado deveria ter pensado um pouco antes de falar tamanha estupidez. Agora é tarde demais para pedir desculpas. A sorte é que ele tem imunidade parlamentar, mas, mesmo assim, ele deveria ganhar uma advertência formal do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.


José Carlos Saraiva da Costa  jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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A FALA DO ANO?


A fala de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5 só não é, ainda, a imbecilidade do ano pelo simples fato de que o ano ainda não terminou. Sempre pode vir algo pior.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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24 HORAS


Nada como um dia após o outro. Primeiro, o presidente Jair Bolsonaro desqualifica a mídia em geral com o termo “canalhice”, sobre a matéria do assassinato de Marielle Franco. Já no dia seguinte, o mesmo presidente se desculpa pela fala inadvertida do filhote 03, Eduardo Bolsonaro, sobre a necessidade da aplicação de um novo AI-5 para acabar com a esquerda radical no País. É espantoso como as coisas, na família Bolsonaro, mudam em 24 horas, não é mesmo?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA


O baixo nível nas atitudes políticas da família Bolsonaro continua. A mais recente foi a do deputado federal que chega ao desplante de insinuar a edição de um novo AI-5. Pelo visto, ele desconhece a ditadura que adotou um posicionamento antidemocrático ao extremo, que incluía o fechamento do Congresso Nacional. A repercussão da declaração foi ampla. Que este parlamentar entenda que a democracia deve ser um desafio e, mais, exige uma prática transparente e leva em consideração o interesse coletivo, e não corporativo.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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PIMENTA NA BOCA


Eduardo Bolsonaro defende novo AI-5. Quando é que o pai vai passar pimenta no boca deste bobalhão?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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OS BOLSONAROS E A DITADURA


Depois de o presidente Bolsonaro ter elogiado em alto e bom som, sem corar, um de seus ídolos, o famigerado torturador-mor do DOI-Codi, coronel Brilhante Ustra, chamado de “herói nacional”, e de ter feito loas aos ditadores Pinochet (Chile) e Stroessner (Paraguai), não é de causar espécie nem surpresa que um de seus filhos, o deputado Eduardo (PSL-SP), vulgo “zero três”, tenha ameaçado qualquer sinal de convulsão pública no País com a edição de um novo AI-5. Ai, ai, ai, a que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DITADURAS


Deputados federais de esquerda utilizam a Câmara dos Deputados para homenagear Marighella, Fidel Castro, Che Guevara e a ditadura cubana, e está tudo bem. O deputado federal Eduardo Bolsonaro fala no AI-5 e a esquerda fica alvoroçada. Onde está a coerência da esquerda?


Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças  real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)


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DEMAGOGIA


No embate entre Eduardo Bolsonaro e outros políticos sobre a volta do AI-5 em represália aos movimentos de esquerda fora do Brasil, ouso dizer que Eduardo tem um pingo de razão. Ele falou condicionalmente e por ter sido o deputado mais votado do Brasil. Tem capital político para fazê-lo. Enquanto isso, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, ministros do STF e outros que não conseguem tirar uma certidão negativa jogavam para suas esmirradas plateias, sem convencer nem a si próprios. Demagogos de plantão.


Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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ATO ILÍCITO NÚMERO 5


Eduardo Bolsonaro, o deputado federal mais votado do Brasil, acena com a volta do AI-5 e, ainda, através de um plebiscito popular? Está “sonhando”, como diz o pai, e nós que sofremos o pesadelo?


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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SONHO MEU


Ao ter a eminente certeza de que não teria seu nome aprovado no Congresso para ser o embaixador do Brasil no país onde sua principal referência é ter fritado hambúrguer, o número 3 do clã Bolsonaro se sentiu à vontade para defender a volta do odioso AI-5, único sistema em que governos com vocação vital para o autoritarismo se sentem à vontade. O deputado Eduardo Bolsonaro, eleito democraticamente, nem tinha nascido quando o AI-5 foi promulgado, em 1968. A história, da forma que conhece, lhe foi adestrada pelo pai, defensor ferrenho do regime autoritário, o mesmo que disse que “quem quer que fale em AI-5 está sonhando”. Mas, talvez, esse sonho não seja somente do seu filho.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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ATO-FALHO


Que ato falho, presidente Bolsonaro! “Quem quer que fale em AI-5 está sonhando (...)” ... sonhando com a volta do AI-5.


Elisa Maria Andrade elisampcandrade@gmail.com

São Paulo


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PINK E CÉREBRO


Tem mais uma característica que deveria constar entre as “virtudes” do deputado Eduardo Bolsonaro: ser discípulo do Cérebro, aquele ratinho que formava a dupla “Pink e Cérebro” – aquela dupla de camundongos que queria conquistar o mundo. Somando-se ao fato de ter vendido hambúrguer nos EUA, entre otras cositas más, teríamos um embaixador brasileiro nos EUA perfeito para, juntamente com Pink (Donald Trump), conquistarem o mundo. Juro que tenho dó de quem votou neste deputado, que quer acabar até com a regra que o elegeu.


Edmir de Machado Moura negrinho10@hotmail.com

Caçapava


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EMBAIXADOR


Eduardo Bolsonaro seria um excelente embaixador no Afeganistão, nas Filipinas ou na Indonésia de Rodrigo Duterte, onde impera um “AI-5” aditivado, com esquadrão da morte e milicianos.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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COMO AJUDAR O PAÍS


Eduardo Bolsonaro, pretendente à embaixada, precisa calar a boca. Ele confirma o meme dos três patetas. Citando o presidiário, “nunca na história deste país” se viram tantos filhos de presidente falarem tanta besteira. Conselho: abstenha-se apenas a fritar hambúrgueres, e estará ajudando o País. Cale a boca, Terta.


Lucília Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo


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DESCULPAS INSUFICIENTES


O recorrente comportamento dos integrantes políticos da família Bolsonaro tem levado a maioria do povo brasileiro a se perguntar por que estes quatro servidores públicos, exercendo funções eletivas, portanto, à nossa custa, insistem em tumultuar a ordem institucional do País. O presidente não desce do palanque e governa para seus eleitores; o senador, suspeito de ilícitos, insiste em protelar o devido esclarecimento; o deputado verbaliza um escandaloso autoritarismo medieval, censurado inclusive por seus pares; e o vereador absorveu a tutoria da rede, em detrimento da vereança. Tornaram-se ações comuns dessa família política as mensagens antidemocráticas, vídeos repugnantes, verborragia logorreica e fantasias persecutórias, provavelmente acreditando que somos cidadãos idiotas, sem alcance de entendimento contextual. Razoabilidade, ponderação e liderança positiva são termos que não integram o comportamento destes, com os fatos indicando que os Bolsonaros querem formar um núcleo nacional para chamarem de seu, a exemplo dos repugnantes núcleos estaduais e municipais já existentes e que tanto atraso trazem ao Brasil. Flagrados no erro, expressam desculpas deslavadas, como se tivessem à frente de uma simples desavença, fingindo ignorar que, num Estado soberano, foram eleitos para governar e legislar para 208 milhões de brasileiros. Em razão do habitual comportamento desarrazoado e insistente omissão às responsabilidades públicas assumidas, os pedidos de desculpas dos Bolsonaros tornaram-se insuficientes. Em nome do interesse coletivo, exigem-se mais respeito à ordem institucional brasileira e a prática de uma governança responsável.


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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INDIGNAÇÃO


Por óbvio que as declarações da Rede Globo pretendendo estimular julgamento irresponsável a respeito de envolvimento do presidente da República no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, somente poderia ter despertado a indignação, seja do próprio presidente, seja de seus familiares, seja de quem não tem sangue de barata correndo nas veias. Às vezes, no auge de justa indignação, qualquer um de nós pode cometer excessos verbais, dos quais posteriormente nos desculpamos. Portanto, as palavras de Eduardo Bolsonaro não devem ganhar dimensão infinita, tão ao gosto dos demagogos de plantão, interessados apenas na retomada do poder, e não na defesa de valores democráticos.  Indesculpável é a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, no sentido de que estão solapando a democracia. Esquece-se o dito ministro que decisões recentes do STF têm dado magníficos exemplos de solapamento da democracia: quando liberam, por decisões monocráticas, denunciados por delitos de corrupção, menosprezando o entendimento de outros órgãos do Judiciário; quando decidem pela anulação de “atos jurídicos perfeitos”, que não causaram prejuízos ao réu, uma vez que qualquer estudante de Direito sabe que “alegações finais” não têm o condão de absolver ou condenar ninguém, visto já estar, nesta fase, tudo provado nos autos; quando decidem pela impossibilidade de prisão após condenação em segunda instância, dando a criminosos chances reais de prescrição. Lastimável é o fato de um ministro, que o cidadão contribuinte não tem chance de eleger, embora pague seus vencimentos, continuar exercendo suas funções até a aposentadoria, permitindo-se dar opiniões em área que não lhe compete, ao contrário de Eduardo Bolsonaro, que pode deixar de ser parlamentar caso não se reeleja. Simples assim.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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FEROZES E IRRACIONAIS?


A onda antibolsonarista estava eufórica esta semana com a notícia de que o presidente Bolsonaro estivesse envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco. Como se viu, tudo não passou de uma bem urdida trama no sentido de criar o caos no País. Mesmo assim, as “hienas” continuam rindo, mas é de nervoso.


Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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AREIA MOVEDIÇA EM BRASÍLIA


Pisam em areia movediça Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli, seus ceroferários Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello se preparam em surdina os paramentos para o ofício de carbonização de Jair Bolsonaro. A “barriga” da Globo fez crepitar na sociedade a certeza de que os adversários do presidente farão de tudo um pouco para lhe retirar poder e faixa presidenciais. Para a malandragem parlamentar de Brasília, “impeachment” parece ter se tornado “hobby”.  


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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TREVAS


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia. Porém ocorre também que impor decisões pessoais, enquanto ocupante do último escalão do Poder Judiciário, e isso por uma escolha política, ministro Gilmar Mendes, também não é nada democrático. Assim, quando reiteradamente o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e o Superior Tribunal de Justiça mantêm a prisão do casal garotinho, por exemplo, Vossa Excelência vem soltá-lo, como faz reiteradamente, numa clara demonstração do relativismo dos seus argumentos, quer sejam jurídicos, quer não o sejam.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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LIBERDADE AO CASAL GAROTINHO


Ato contínuo ao indeferimento pelo Superior Tribunal de Justiça, o soltador geral da República, ministro Gilmar Mendes, por sorteio, concedeu liberdade ao “predestinado” casal Garotinho. No submundo dos jogos de azar, diriam que as bolinhas dos sorteios do Supremo estão viciadas. Esconjuro, toc, toc, toc, só dá Gilmar! Pelo jeito, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e os Institutos de Pesos e Medidas (Ipem) não têm qualquer ingerência sobre as bolinhas da boa nova daquela Casa. Aqui não!, está a gritar a banda podre suprema. O STF é uma vergonha, está a retrucar a outra banda e a sociedade!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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SORTE


Data vênia, que sorte teve a família Garotinho no sorteio eletrônico do STF.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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SÓ POBRES...


Dedução que parece lógica: o ministro do STF Gilmar Mendes acha que pessoas que têm o mesmo padrão de vida que ele não merecem ficar presas... Supremo Tribunal Federal?


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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TRISTEZA MINISTERIAL


Quando acordo de manhã e me lembro de que existe Gilmar Mendes, me dá um desânimo danado. Rezo e peço a Deus que melhore a circulação cerebral deste ministro, que é rejeitado pela maioria dos brasileiros. Quem sabe um pouco de oxigênio desperte células adormecidas que estão fazendo muita falta? 


Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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GAROTINHO E ROSINHA


A Polícia prende e, depois de um dia, a Justiça solta. Parece piada!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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PRENDE E SOLTA


Nosso pobre, fraco e frouxo Judiciário, como já dizia meu saudoso pai, ficou e está cada vez mais conhecido como a Justiça da impunidade, aquela que prende e solta em razão da conivência com a banda podre (bandidagem) da política nacional. Não é mesmo, ex-governadores Garotinho e Rosinha? Esta baderna, prezados leitores, precisa acabar. Chega de nos fazerem de idiotas. Nosso STF e seus respectivos ministros precisam tomar vergonha na cara. Será que entre os 11 nenhum seria capaz de empunhar a bandeira da moralidade e parar de brincar de fazer justiça?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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ENEM À VISTA


O maior exame vestibular do País acontecerá amanhã. Nesta oportunidade, vale questionar: o que é avaliado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos demais grandes vestibulares? O Estadão publicou recentemente matéria que diz que a Universidade de São Paulo (USP) oferecerá vagas a medalhistas. Se esses alunos são exímios em sua área de conhecimento, por que não passam nos vestibulares? Da mesma forma, cotistas são admitidos nas universidades e, no transcorrer do curso, se mostram como alunos bem capazes. Então, por que eles não passam nos vestibulares? Não estariam estes exames excluindo talentos com chances de ótimo desempenho na universidade? Talvez estes exames sejam mais barreiras a determinadas condições sociais e econômicas, que se refletem no domínio dos conteúdos exigidos nas provas, do que processos de identificação de vocações e capacidades.


Valter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

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