Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2019 | 03h00

MEIO AMBIENTE

Multa pelo óleo derramado

Há décadas reclamamos que as multas determinadas pelo governo para crimes ambientais seriam irrisórias perante os desastres. Agora que o “navio fantasma” foi localizado como o verdadeiro culpado pelo maior desastre ambiental em nossas praias do Nordeste, com custo ainda incalculável para o País minimizar estragos, ver que a multa à embarcação grega deverá ser de apenas R$ 50 milhões não dá. Que tal pormos na mesa novamente a discussão sobre multas por desastres ambientais? Porque hoje se pagam quantias irrisórias e vida que segue. Sem multas altíssimas, desastres como os de Mariana, Brumadinho e do petróleo lançado ao mar continuarão, como se nada tivesse acontecido. Já as vítimas... Ora, as vítimas que levem décadas na Justiça para receber pelas ações populares. Não dá mais para postergar esse problema, que exige atitudes pertinentes dos órgãos responsáveis. Só multas salgadas farão as empresas ter a responsabilidade com o meio ambiente que lhes é exigida.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

Ô sina!

Grande parte do óleo derramado, como sabemos, vai acabar no fundo do mar. Já a multa de R$ 50 milhões, por certo, vai acabar em algum fundo de bolso, de mala ou de cueca.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 


ECONOMIA

Crise dos municípios

Os municípios estão em crise, haverá necessidade de adoção de medidas de austeridade, amargas. Isso é reflexo do oba-oba que se instalou neste país após 1985, com a criação acelerada de municípios. Era um festival. Distritos, localidades com mil, 2 mil habitantes, sem recursos, viravam municípios. Quem os sustenta é o Fundo de Participação dos Municípios, dinheiro público. Eles apenas o administram, e mal, diga-se. E agora? A quem vai ser apresentada a conta das mudanças necessárias ao equilíbrio de suas finanças? Não é preciso ser gênio para saber. Por que não se proíbe a criação de municípios que não têm a mínima condição de se autossustentar? Por que não retornarem à condição de distrito os que não se autossustentam?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

De fato, a única solução é retornar esses municípios, criados em especial após a Constituição de 88, com seu imenso séquito de parasitas, ao status anterior. Aliás, a meu ver, não apenas eles, mas talvez também os municípios com menos de 10 mil ou mesmo 20 mil moradores.

ALBINO BONOMI

acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

JUSTIÇA X CRIMINALIDADE

Agilidade é isso

A Operação Lava Jato teve início exatamente em 17 de março de 2014, quanto o então juiz Sérgio Moro determinou várias ações, diversas prisões e, depois, várias condenações – na ordem de mais de cem corruptos. Já o Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu mandar para a prisão, até agora, um único político corrupto, Nelson Meurer, e não é por falta de “matéria-prima”. Com tal, e pelo andar da carruagem, fica evidente o porquê de a maioria daquela Corte optar por acabar com a prisão após condenação em segunda instância. Pobre Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

Teatro do absurdo

Não sou jurista. Mas, como cidadão, entendo que 1) a função do STF é zelar pela conformidade com a Constituição das operações nos três Poderes da República; 2) a operação da Justiça deve ser compreensível pelos cidadãos, pelo bom senso; e 3) ninguém garante que a Constituição não requeira aperfeiçoamentos quando fere a percepção de bom senso. Dito isso, quanto à prisão de condenados em segunda instância a percepção é evidente: não há mais como argumentar com “suposição” de inocência. A estrutura jurídica não é incompetente. Assim é praticado nos países considerados desenvolvidos. Além do que somente condenados ricos têm condições de estender os processos, abarrotar as instituições e impor despesas supérfluas aos contribuintes. Então, as encenações no Supremo quando reprovam a execução da pena depois da condenação em segunda instância são artificiosas, pseudocientíficas, nuvens de fumaça destinadas, quiçá, a ocultar motivações não confessadas. Os princípios jurídicos são universais. Não mudam quando são operados numa “república de bananas”. E não comportam jabuticabas. Portanto, se a Constituição do Brasil dá abertura para tais exercícios de retórica preciosista, que seja corrigida. Essa seria a função de um STF idôneo. A cidadania expressou-se por “corruptos na cadeia”. Trata-se de uma salutar expressão de bom senso, que cabe às instituições formais respeitar e cumprir. É simples assim. Será uma lástima se a cidadania tiver de se mobilizar para fazer prevalecer o bom senso no Poder Judiciário.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

CONSTITUIÇÃO DE 1988

Pingos nos is

O deputado Rodrigo Maia, ao contestar a fala de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5, referiu-se à Carta de 1988 como a mais longeva Constituição brasileira. O presidente da Câmara equivocou-se, a mais longeva Constituição brasileira ainda é a de 1824, outorgada por dom Pedro I, que teve vigência por 67 anos, até 1891, quando foi promulgada a primeira Constituição republicana. A partir daí tivemos um festival de Constituições. Para se igualar à primeira Constituição brasileira a atual precisará estar vigente até 2055. Será que a prolixa e detalhista atual Carta Magna resistirá por tanto tempo? Quem viver verá.

EDISON LOUREIRO

eddy.loureiro@gmail.com

São Paulo

 

URBANISMO

Tragédia paulistana

O leitor sr. Gilberto Pacini aponta com clareza as ineficazes tentativas de introduzir novas leis de zoneamento na cidade de São Paulo, que objetivam claramente atender a demandas de construtoras (Adensando ainda mais, 2/11). A realidade é que nossa metrópole se mostra uma imensa tragédia urbanística, lentamente construída ao longo de muitos anos. Tivessem os responsáveis pelo desenho de ruas e avenidas, sem atender a interesses empresariais, observado a regra de disposição ortogonal das vias, predominantemente norte-sul e leste-oeste, teriam evitado os graves problemas que enfrentamos, superando dificuldades para a instalação de infraestrutura – redes de água, esgoto, energia. Lamentável.

PAULO EDUARDO GRIMALDI

pgrimaldi@uol.com.br

Cotia



“Não há necessidade de explicar aos ministros do STF que estão votando pela condenação somente após o trânsito em julgado o que vai acontecer

com a Justiça brasileira.

Eles sabem perfeitamente. São escolhas...”

 

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE

O JULGAMENTO, NO DIA 7,

DA CONSTITUCIONALIDADE

DA PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO

EM SEGUNDA INSTÂNCIA

luiz.frid@globomail.com

 

“Oxalá as supremas togas pretas não venham a refletir o luto da Nação”

 

JOSÉ PAULO CIPULLO / SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, IDEM

j.cipullo@terra.com.br

PREFEITURAS NA PINDAÍBA


Segundo revelou o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2019, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, desde a crise de 2013 a situação fiscal de nada menos que 74% (!) dos municípios brasileiros, quase 4 mil (!) prefeituras, é considerada difícil ou crítica, sendo que muitos deles não conseguem gerar receita sequer para bancar a estrutura administrativa, contando apenas com as transferências federais para pagar os salários dos funcionários. Como se vê, se nada melhorar de pronto, a situação caminha para a bancarrota do Estado no próximo futuro. Quem sobreviver verá...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ALÉM DO LIMITE


Duas coisas são decisivas para que os municípios gastem além do limite (Municípios gastam além do limiteEstado, 25/10, A3): os belos ordenados geralmente pagos à cúpula político-administrativa da prefeitura (prefeito, vice-prefeito, secretários, diretores) e da Câmara (vereadores e assessores), assim como o velho vício eleitoreiro do empreguismo, que incha a máquina pública.


Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos


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CUIDEM-SE


Entre 2003 a 2017, União, Estados e municípios fizeram a festa. Aumentaram o número de servidores, deram aumentos salariais até 80% acima da inflação, inclusive para os aposentados, e pagaram salários 100% acima dos da iniciativa privada. Uma verdadeira bonança. Só se esqueceram de combinar com os resultados, culminando que hoje 12 Estados já foram enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal, e o número está crescendo. A cada eleição, milhares de promessas são feitas, mas jamais serão cumpridas, porque não sobra dinheiro para o básico. Mesmo assim, muitos Estados se recusam a entrar na reforma da Previdência. Aviso aos navegantes: que cada Estado já maior de idade cuide da sua vida, porque, gostem ou não, a fonte secou.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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REFORMA ADMINISTRATIVA


O Ministério da Economia preparou uma comemoração especial para o Dia do Servidor Público, no dia 28 de outubro. Ele esclareceu algumas medidas que o governo pretende tomar para modernizar a administração pública, tendo como um dos pontos principais o aumento dos anos para conseguir a estabilidade. Vamos aguardar a reação a isso e por quanto tempo permanecerá engavetada a proposta.


Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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OS GASTOS COM PESSOAL NO GOVERNO


Com as reformas que se tornaram imprescindíveis em todos os níveis de governo, os nossos governantes e a própria imprensa têm chamado a atenção para os vencimentos dos servidores públicos, considerados acima daqueles pagos pela iniciativa privada. Porém, a realidade é bem diferente. Reportagem do Estadão que afirmou que dois filhos de Jair Bolsonaro podem nomear até 113 assessores mostra o absurdo que eu já sabia existir, mas do qual eu não tinha até agora a dimensão escandalosa. Em áudios divulgados pelo jornal O Globo, informa a matéria, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Fabrício Queiroz indicava como conseguir uma boquinha destas. “Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, em vincular nada a eles em nada. 20 continho, pqp, cai bem”. Queiroz está sendo investigado no denominado crime da rachadinha, ou seja, uma prática comum em todos os níveis de Legislativos deste país. O termo significa que o agraciado deve devolver para o detentor do mandato a parte do leão dos seus vencimentos. Ora, se comprovadas tais afirmações, e considerando que os cargos são de livre provimento em comissão, R$ 20 mil de salário nessas condições já não são mais exagero, mas um assalto ao erário. Trabalhei no serviço público e sei que as exigências para o provimento de tais cargos, em sua maioria, são mínimas, e é prática em todos os níveis do Legislativo. Este esquema criminoso explicaria o porquê de tantos cargos de assessores para cada parlamentar, assim como a briga de foice dos filhos do presidente para ocupar determinados cargos no Poder Legislativo. Entretanto, se a população procurar saber quanto ganha um professor de nível universitário, no serviço público, para dar aulas no ensino fundamental e no ensino médio, constatará que ele recebe menos da metade do que ganham estes servidores conhecidos nas administrações públicas como “aspones”, sigla para definir um “assessor de porcaria nenhuma”. Estes cargos deveriam encabeçar a lista preparada pela equipe do ministro da Economia, considerando que eles são remunerados com os impostos que todos nós pagamos. Existem outras verbas específicas que deveriam ser extintas, como o auxílio-moradia e outros penduricalhos. O governo comete uma injustiça ao divulgar que os servidores públicos ganham muito mais que aqueles que trabalham na iniciativa privada, o que não é verdade. A realidade é que algumas categorias recebem vencimentos escandalosos, quando comparados com a maioria dos servidores e até os da iniciativa privada. Principalmente nos Poderes Legislativo e no Judiciário.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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FORA DA REALIDADE


Não bastasse a situação financeira do setor público brasileiro estar em frangalhos, tem servidor público de alto coturno querendo construir prédio de mais de R$ 1 bilhão para abrigar o seu departamento. Isso parece coisa de quem está completamente por fora da realidade.


Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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CARTAS NA MESA


Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, afirmou em entrevista que o ex-presidente Lula é o grande responsável pela tragédia econômica, social e política que o Brasil está vivendo, e que Lula não tem grandeza, sempre pensando apenas nele mesmo, tendo, assim, se tornado um enganador profissional. Também disse ser o presidente Bolsonaro um paranoico. Parece, assim, que as cartas estão colocadas na mesa para 2022. Resta apenas sabermos, dos dois grupos de ministros oponentes do Supremo Tribunal Federal (STF), o que podemos esperar em termos de regras aceitáveis e de movimentos adequados para o jogo que se apresenta neste tabuleiro de xadrez.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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AMEAÇAS AO ESTADO DE DIREITO


Foi grande o alvoroço criado em torno da declaração de Eduardo Bolsonaro, ao sugerir um “novo AI-5”, caso o Brasil fosse vitimado pelos mesmos atos terroristas que transformaram algumas cidades do Chile em verdadeiras praça de guerra, com linhas de metrô, prédios e comércio incendiados por multidão que mais lembrava guerrilheiros em ação. Dada a repercussão negativa da fala do filho do presidente – que pode ter sido proferida sob forte emoção –, após a TV Globo ter levado ao ar uma fake news acusando o presidente da República de ter sido o mandante do assassinato na vereadora carioca Marielle Franco, o filho 03 foi imediatamente desautorizado por Jair Bolsonaro. Esse episódio reverberou em toda a imprensa, no Legislativo e até no Judiciário. Não é a primeira vez que eventos dessa natureza e até mais graves ocorrem. Durante sua gestão como presidente, Lula ameaçou o Estado Democrático de Direito afirmando que convocaria o “exército do Stédile” para enfrentar a oposição nas ruas. No decorrer do governo de Dilma Rousseff, o presidente da CUT, Vagner Freitas, de dentro do Palácio do Planalto, ladeado pela presidente, convocou seus seguidores a “pegaram em armas” caso a mandatária fosse cassada. Houve, ainda, outro episódio em que o prédio da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi vandalizado por uma turba agressiva que deixou ameaças escritas na entrada do edifício. Em 2016, o arruaceiro e invasor de propriedade alheia Guilherme Boulos, líder do MTST, recebeu em sessão solene na Câmara a medalha do Mérito Legislativo, destinada a “personalidades que realizam algum serviço considerado relevante para a sociedade”. A pergunta é: por que tanta leniência com o pessoal da esquerda cujo sonho sempre esteve atrelado a um projeto de poder, enquanto um simples filho do presidente, sem poder de mando, tem sua infeliz fala ecoada em todo o território nacional como uma grave ameaça?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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A CARAPUÇA SERVIU


Não entendi a histeria sobre o que disse o deputado Eduardo Bolsonaro, afinal ele não disse nada além do óbvio – ou será que pensam que, se o caos se instalar no País, o governo vai assistir de longe sem tomar medidas à altura? Claro que não. A julgar pelas reações e de quem partiram tais reações, parece-me que a carapuça serviu. Se é que os brasileiros não querem um regime ditatorial militar, também não querem um regime socialista, que tantos males vem causando nos países onde atua. E mais: o deputado foi claro, só em caso de extrema necessidade e para restabelecer a ordem. Parece que a própria Constituição tem dispositivo legal para o caso. Aguardemos o resultado da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).


Antonio Molina molinaengenharia.santafe@gmail.com

Santa Fé do Sul


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NO ESCURO, EM BUSCA DAS TREVAS


Em 12 de dezembro de 1968, a Arena tentou cassar o mandato de Marcio Moreira Alves, do MDB, por discurso proferido contra os militares e em defesa de boicote ao desfile de 7 de Setembro, durante as comemorações da Semana da Pátria. A Câmara dos Deputados não aprovou a cassação por defender a imunidade parlamentar, a liberdade de opinião e de manifestação do deputado. No dia seguinte, o Ato Institucional n.º 5 (AI-5) fechou o Congresso Nacional, cassou mandatos, estabeleceu a censura prévia e suspendeu o habeas corpus. As atuais falas do deputado do PSL, em defesa de um novo AI-5, podem provocar um processo de cassação por risco à democracia e retrocesso institucional. A escalada de confrontação política pode terminar com novo e emblemático julgamento no plenário. Não há luzes no presente e buscam-se as trevas do passado. Diante da incerteza do futuro, encontra-se refúgio na nostalgia.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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TUDO PODE ACONTECER


Bom ou mau, o Ato Institucional n.º (AI-5) faz parte da história do Brasil e não pode ser considerado tabu cuja menção o ressuscite. Pode e deve ser explicado, até para serem entendidos seus motivos históricos. Ninguém sabe exatamente como estaria o País, e o mundo, se não tivesse ocorrido esse ato. A necessidade de repetir uma medida tão radical em qualquer situação é muito improvável, mas a defesa das liberdades pode exigir alguma forma de reação do Estado Democrático para evitar o encaminhamento para movimentos tendentes à eliminação do regime de plena democracia. Em 1964 houve, de fato, um golpe militar para impedir a tomada do poder com orientação comunista, e a reação dos ativistas ao golpe provocou uma escalada de forças que levou ao AI-5. O fato é que a esquerda remanescente, embora anacrônica, recuperou muita força durante os governos lulistas e tem reservas suficientes para querer voltar ao poder ainda maior. Este é o risco da soltura de 5 mil presos, inclusive Lula. Caso ocorra, é previsível a ocorrência de conflitos que não houve em 1964 porque os militares se anteciparam e a polarização era fraca na população. Agora, há uma direita popular forte que votou contra Lula e as redes sociais poderão potencializar conflitos de maneira outrora impossível. Portanto, é possível, sim, que o governo decrete um Estado de defesa pela ordem. Daí para a frente, tudo pode acontecer.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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EDUARDO, LULA E DILMA


O deputado Eduardo Bolsonaro pisou feio na bola ao mencionar um novo AI-5 para acabar com a desordem no Brasil. Tal manifestação é passível de punição, quem sabe até cassação do mandato, em respeito à democracia e à Constituição. O Legislativo e o Judiciário exigem respeito à Constituição, mas silenciaram quando no impeachment da presidente Dilma não aconteceu a cassação dos direitos políticos dela. E lembremos que hoje gastamos na Polícia Federal em Curitiba R$ 300 mil mensais com um presidiário que deveria estar numa penitenciária, pois constitucionalmente não tem direito a tamanho privilégio e, pior ainda, é um contumaz furão na fila do STF com suas insistentes e repetitivas reinvindicações intermediadas por seus caros advogados.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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EDUARDO BOLSONARO


Fico espantado com a esquerda brasileira querendo levar um deputado federal ao Conselho de Ética! Justamente ela, a melhor incentivadora de ditadores, países corruptos, etc.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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PIOROU


Quando penso que, como dizia o deputado Tiririca, “pior não fica”, aparece o deputado Eduardo Bolsonaro. E cada vez mais entendo a ausência do pai, Jair Bolsonaro, dos debates em 2018. Deus nos salve.


José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo


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NÃO É A PRIMEIRA VEZ


Lá atrás o deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em vídeo que “para fechar o Supremo Tribunal Federal, bastariam um soldado e um cabo”. Não contente, o psicopata agora afirmou que um novo Ato Institucional n.º 5 (AI-5) seria necessário para “segurar a esquerda”. Ora, este ex-futuro-embaixador – o que, graças a Deus, não vingou – seria mais uma enorme vergonha para o Brasil.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ASNEIRAS E DESCULPAS


A rotina deste governo tem sido: dizer e publicar asneiras, desculpas; asneiras, desculpas; asneiras, desculpas. Logo, logo, o que o triunvirato e o “mito” disserem perderá o impacto e a importância. Sobrarão só as asneiras, estas ficarão na memória do povo.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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FANTASMAS


Será que Eduardo Bolsonaro também está com receio dos canhotos?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PREDADORES


Na natureza leões, hienas e abutres (estes necrófagos) procuram a todo custo a sobrevivência porque cada vez mais o ser humano vai tomando seus habitats e, portanto, o alimento se torna escasso.  São predadores. Entendi perfeitamente a metáfora do presidente Jair Bolsonaro ao se referir aos elementos dos partidos, do STF e uma grande parte da mídia, em vídeo publicado em sua rede social. São todos predadores porque matam – da mesma maneira que aqueles que defendem, não por alimento para a sobrevivência, mas por ganância e sofreguidão pelo poder. Matam o povo que não tem educação, que morre nos corredores de hospitais porque não tem saúde, ou nas ruas e até em casa, porque não existe segurança – para citar algumas, entre outras, obrigações do Estado. Será que um dia teremos nosso país de volta? Livre destes predadores?


Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul


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JOGO SELVAGEM


O polêmico caso sobre um suposto envolvimento do presidente Bolsonaro e seu filho com o assassinato da vereadora Marielle Franco – ícone mundial na defesa dos pobres e das minorias – foi noticiado em primeira página nos principais jornais do mundo. O caso corria em segredo de Justiça, mas foi vazado e exposto como um grande furo pelo Jornal Nacional na madrugada de 29/10 de Riad. A mensagem subliminar que efetivamente ficou em todos os que assistiram à matéria foi do envolvimento da família Bolsonaro com o assassinato de Marielle – queiram ou não certos entendidos em jornalismo. Por motivos ideológicos, é óbvio que muitos desses veículos internacionais não irão esclarecer os fatos que vieram à tona depois com o mesmo destaque da escandalosa matéria anterior. As forças políticas que dominam as entranhas do jornalismo obcecado e enviesado da Rede Globo conseguiram, assim, o que queriam: do modo mais ardiloso e sórdido, encharcaram de sangue a imagem do presidente do Brasil – que, afinal, segundo os fatos parecem até agora indicar, não tem nada que ver com o pato. Assim, desrespeitaram a boa prática jornalística, mostram-se “vagabundos”, pois não investigam um caso desta máxima importância e sensibilidade como deveriam, não sabem jogar limpo e vão se fazer de vítimas inocentes perseguidas pelo “presidente fascista” quando levarem o troco. O jogo é selvagem e bruto. As hienas estão, mesmo, à solta, por todos os lados.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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SENSACIONALISMO


A reportagem da Rede Globo citando o envolvimento do presidente Bolsonaro com o caso Marielle é igual à denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o ex-presidente Michel Temer com base nas gravações de Joesley Batista: puro sensacionalismo irresponsável.


Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira


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O PORTEIRO MENTIU


O depoimento do motorista Eriberto foi a tragédia que prejudicou Fernando Collor. O depoimento do caseiro Francenildo foi a tragédia que prejudicou Antonio Palocci. E o depoimento do “porteiro de Bolsonaro” – ele não tem nome? – foi a farsa que beneficiou Jair Bolsonaro.


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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GLOBO X BOLSONARO


Faltou a Globo só pedir desculpas. Lamentável.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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A VERDADE É O PODER


A imprensa livre, democrática e responsável, sempre ela, e seus profissionais cumpridores de suas prerrogativas constitucionais não deixam passar em branco as falácias quando analisam e publicam sobre os fatos investigados. Quando erra, corrige e, dessa forma, se retrata, pois sabe que a verdade é seu poder de ser conceituada na sociedade que cultiva a honestidade e o respeito. Diante do que tem acontecido no Brasil ultimamente, como fica o Estado Democrático de Direito, no qual está lastreada a nossa Constituição federal de l988, chamada de “Cidadã”, diante do modo intimidativo, rompante e agressivo na entonação de frases com palavras duras dirigidas contra os profissionais e órgãos de imprensa por autoridades públicas brasileiras? Por omissão, ou desvio, parte da imprensa, por incompetência, se presta a reforçar as atitudes erradas de pretensos homens públicos – que, eleitos, o são por direito, não de fato – despreparados que atuam em muitas de nossas instituições, causando prejuízos e atrasos ao desenvolvimento da Nação e do País. Como leitor revoltado com a torrente de notícias falsas que invadem nossa vida através da mídia, resolvi apelidar de fakAnews – com A mesmo – as falsas notícias que ferem de fato profundamente a reputação, seja de Bolsonaro e de todos e quaisquer cidadãos, sem que inúmeras vezes haja as retratações e reparações cabíveis, assim também causando prejuízo para a reputação da imprensa e sua mídia como um todo. Se a imprensa e nossas autoridades competentes baixarem a guarda, o que restará, senão a demagogia do modus operandi dos autoritários? Nunca é demais lembrar que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.


Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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