Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2019 | 03h00

LEILÃO DO PRÉ-SAL

Regras mais claras

Apesar da grande expectativa criada pelo leilão na cessão onerosa, o que na realidade aconteceu era fácil de prever. O valor arrecadado não é desprezível, mas não vieram os dólares que a economia brasileira tanto esperava e precisava. Basicamente é dinheiro nacional, que já gira aqui dentro do País. Mas o recado está dado: para que seja viável a indispensável participação de capital estrangeiro no nosso profundo petróleo precisamos de regras mais claras e definidas para os leilões e mais confiança de que elas não mudarão ao sabor dos governantes da hora.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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Fim da era do petróleo?

A recusa de participação de grandes petroleiras em alguns campos do pré-sal na licitação desta semana é um indício de que a era do petróleo está começando a declinar, mesmo com a grande oferta de exploração. Pode-se constatar como era correta a observação, quase profética, do sheik saudita Ahmed Zaki Yamani, da Opep, de que a Idade da Pedra não acabou por falta de pedras, como será com o petróleo e foi com o carvão, abundante até hoje. Como foram errôneas as visões de Lula, Dilma Rousseff e do PT de que o pré-sal seria a redenção econômica do Brasil! Por essa “grande” fonte de riquezas, na ocasião, tanta gente começou a brigar – e a roubar já por conta...

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

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ESQUERDA JURÁSSICA

‘Dinossauros em Havana’

Que primor o manifesto do “convescote” em Havana, o encontro anti-imperialista na semana passada (7/11, A3). Nem a mais fértil imaginação poderia sonhar tão alto como os representantes das “democracias” jurássicas que lá estavam. Palavras bonitas, cheias de entusiasmo e nacionalismo, como “ofensiva imperial conservadora”, “vidas em harmonia com a natureza”, “medidas em benefício popular” e outras tantas. Democracia, então, era palavra na boca de todos, repetida incontáveis vezes. E para fechar com chave de ouro, coroada de magia, o pedido de libertação do companheiro Lula. Quanto ao assassinato de centenas de cidadãos cubanos no paredón por ideologia política e à morte de outros tantos venezuelanos por fome, inanição (comeram até os animais do zoológico) e tiros, além do extermínio dos petistas brasileiros Celso Daniel e Toninho de Campinas, nesses assuntos ninguém tocou. Só quem não os conhece os compra! E daí vem a dúvida: seria cômico se não fosse trágico ou seria trágico se não fosse cômico?

SONIA SILVA

sonia@soniasilva.com.br

Campinas

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EXTINÇÃO DE MUNICÍPIOS

Direção correta

Dentre as várias propostas de reformas enviadas pelo governo ao Congresso Nacional, a da extinção de municípios com até 5 mil habitantes é, sem dúvida, das mais realistas e elogiáveis. Quem já passou por essas cidadezinhas sabe bem como elas são desenhadas administrativamente: há a tradicional praça central, a igreja, a sede da prefeitura, um posto de saúde com recursos limitadíssimos e uma escola de ensino fundamental, no máximo. São municípios emancipados somente no papel, uma vez que, na prática, dependem operacionalmente de seus vizinhos maiores e, financeiramente, do governo federal, num comodismo inercial tal que, assim, jamais crescerão a ponto de se tornarem autossustentáveis. Se a politicagem rasteira e os opositores de plantão não atrapalharem muito, a aprovação dessa proposta será mais um passo na direção correta.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Cabidões de empregos

A proliferação de municípios no Brasil é uma excrescência que afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal. O pacote de medidas do governo para destravar a economia promete acabar com essa farra do dinheiro público, mantida pelo Fundo de Participação dos Municípios. Espera-se apoio da sociedade à proposta de extinção de municípios anões deficitários e intensa pressão popular sobre os parlamentares para acabar de vez com esse cabidão de empregos para prefeitos, vereadores e assessores, muito bem remunerados, que pouco fazem pelo bem-estar da população.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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Choque de realidade

Chega de político com chapéu na mão pedindo verbas para sobrevivência de seus municípios. Mesmo que o pacote do ministro Paulo Guedes seja descartado em parte, servirá para demonstrar que o Brasil acordou, não deve sonhar mais, necessita de realidade e trabalho, sob o lema de gastar só o quanto pode.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Outro enfoque

A proposta do governo de extinção dos municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% do total me parece muito boa. Mas deve, sim, enfrentar resistências para sua aprovação. Por que, em vez disso, o projeto não muda o enfoque? Até há não muito tempo, nenhum município com população até bem acima dessa pagava aos vereadores e ao vice-prefeito. Por que não se impõe um limite mínimo populacional e/ou de arrecadação própria para remunerar vereadores e vice-prefeitos, incluindo também limites dessas remunerações? Afinal, há Câmaras Municipais que não se reúnem mais de uma vez por mês e seus edis chegam a receber R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês. Somemos isso aos gastos com funcionários, viaturas, etc... Além disso, diversos municípios de pequeno e médio portes aumentaram o número de vereadores vergonhosamente.

ELLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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PRIVILÉGIOS

Fracasso das nações

Nossa classe política deveria ler o livro Por Que as Nações Fracassam, de Daron Acemoglu e James Robinson. Quando as instituições políticas e econômicas são contaminadas pelos privilégios, a prosperidade de poucos gera pobreza e injustiça social. E assim está garantido o fracasso. O Brasil é exemplo de Estado com privilégios em larga escala, a legislação permissiva garante muitos absurdos. Uma agenda bem estruturada e realista em que essas questões sejam debatidas deveria ser o enfoque principal. Só num país como o nosso, onde imperam os privilégios, encontramos tantos benefícios em prol de poucos. A pergunta que ouso fazer: haverá alguém com vontade e coragem de pôr essas questões no debate público?

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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“Para melhorar as finanças de pequenas cidades sem renda própria suficiente para os seus gastos, uma solução, no meu entender, é os vereadores trabalharem sem remuneração, como fazem as cidades europeias politicamente corretas”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, SOBRE A INSUSTENTABILIDADE DOS MICROMUNICÍPIOS

marcoscatap@uol.com.br

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“De cara-pintada a ficha-suja...”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE LINDBERGH FARIAS (PT-RJ), CONDENADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUANDO FOI PREFEITO DE NOVA IGUAÇU

mg2448@icloud.com

MEGALEILÃO FRUSTRADO


Era grande a expectativa sobre o megaleilão do pré-sal, que foi realizado na quarta-feira. A estimativa do governo era arrecadar R$ 106,5 bilhões, mas, com poucos interessados, infelizmente o apurado foi bem menor: R$ 69,96 bilhões. O certame só não foi pior porque teve pesada participação da Petrobrás e de empresas chinesas, que arremataram duas das quatro áreas ofertadas. Nas áreas não arrematadas, que poderiam render outros R$ 36,5 bilhões, os investidores ficaram ressabiados porque a Petrobrás não anunciou o montante a ser indenizado pelo que já investiu nestes poços do pré-sal. E no escuro ninguém investe... É uma pena! Mas a Petrobrás não será prejudicada pela baixa arrecadação, já que lhe estão garantidos os mesmos R$ 34,6 bilhões acertados com a União. Já para o governo federal foi uma ducha de água fria, porque, dos esperados R$ 48,1 bilhões, vai ficar com apenas R$ 23 bilhões. E dos acertados R$ 10,9 bilhões para os Estados – e idem para os municípios –, estes vão ficar com R$ 5,3 bilhões. E o Rio de Janeiro, que receberia R$ 2,2 bilhões, vai se contentar com R$ 1,1 bilhão. Lógico que a entrada de R$ 69,96 bilhões não é desprezível. Mas, para o tamanho do nosso déficit fiscal, é uma frustração o insucesso do não tão “mega” leilão. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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PRÉ-SAL


Frustração aos olhos de quem assim quer ver. Colocar R$ 70 bilhões no caixa não é para qualquer país. Vamos dar uma força, afinal, somos todos brasileiros, ou não?


Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão


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OS OVOS E A GALINHA


Leilão do pré-sal foi realmente frustrante para o governo. Fritaram os ovos antes de a galinha botá-los. Investidor maior, a Petrobrás tomou para si um campo sozinha. Participa de outros dois, com duas estatais chinesas, cada uma delas com 5%. As gigantes não se apresentaram. Resta saber onde falharam. Tarefa gigantesca, arrumar uma maneira de “desfritar” os ovos. Dureza!


José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


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PETROBRÁS


É melhor uma frustração no leilão do que meter a mão, como nos governos anteriores.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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PLANO MAIS BRASIL


O presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes entregaram ao Senado um pacote de medidas que irá, se aprovado, modificar sensivelmente a estrutura do Estado brasileiro, a partir de mudanças nas leis tributárias e administrativas, impactando os empregos via privatizações. Certamente, este pacote de medidas será o marco divisório entre os que desejam o melhor para o Brasil e os que não são tão abnegados e patriotas assim, e que enxergam, primeiro, determinadas conveniências políticas e econômicas de alguns grupos e setores específicos apenas. E, claro, a disposição da maioria dos brasileiros irá ser mostrada ali, um pouco mais à frente, em 2022.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PACOTE DE REFORMAS


Diante do oportuno e inadiável pacote de reformas apresentado pelo governo Bolsonaro, cabe dizer que o Estado deve ser menor para gastar menos consigo mesmo e mais com a sociedade, de quem cobra pesados tributos. Simples assim. Muda, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TRANSFORMAÇÃO


Na entrega dos pacotes econômicos ao Congresso, Paulo Guedes enfatizou que as medidas causarão não só mudanças, mas uma transformação do Estado, que hoje gasta muito e gasta mal. Acertou! Após essa transformação, chegará a vez da mais importante desde que Cabral aportou nas nossas praias: a transformação do nosso povo, que hoje pede muito e entrega pouco. Quando isso passar para a prioridade número um, teremos uma verdadeira nação brasileira. Viva o Brasil!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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DIFÍCIL TRAMITAÇÃO


Ao completar 300 dias de mandato, o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional várias propostas de emendas constitucionais que por certo vão tramitar com muitas dificuldades. Numa delas, por exemplo, há o objetivo de reduzir direitos e salários de servidores. Por certo, serão grandes as reações e manifestações contrárias, inclusive de parlamentares aliados do governo.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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APLAUSOS


Na qualidade de cidadão isento, sereno, atento aos fatos e apartidário, devo admitir e concordar com a justa euforia de Jair Bolsonaro, por alcançar a façanha de 300 dias de governo sem nenhuma denúncia de corrupção. Será digno de aplausos se a gestão do capitão prosseguir assim, deixando Bolsonaro sorridente e mais feliz do que pinto no ninho. Sem aquela cara rançosa e espantada, como se estivesse vendo fantasmas e inimigos em tudo e em todos.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PELO RALO


Com o veto das autoridades norte-americanas à importação da carne brasileira, assistimos com tristeza e decepção a mais uma das bravatas da família Bolsonaro ir para o ralo, com sérios danos para o Brasil. Onde está a tal amizade e aquela parceria que unia o clã ao senhor Donald Trump? Como se dizia antigamente, resta a eles botar a viola no saco e disfarçar. A arrogância, associada a uma infantilidade incompreensível, tem cegado o senhor presidente da República. Nós, que estamos aqui embaixo, mas minimamente informados sobre política internacional, sabemos que o que move as nações no mundo de hoje é business. Não há amigos, há negócios. E com o senhor Trump não se brinca – que o digam México, China, União Europeia, Ucrânia e outros menos badalados. Senhor presidente, os brasileiros patriotas torcem para o seu governo ser bem-sucedido, mas está difícil. Para o bem do Brasil, cale teus filhos, assuma a postura de estadista e apoie o setor privado, que, como nos informou o Estadão de 5/11, deve alavancar o PIB de 2020. E deixe de lado as tolices que se repetem regularmente.


Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

Barueri


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NEGÓCIOS À PARTE


Quando o presidente Jair Bolsonaro cogitou da possibilidade de indicar seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador nos EUA, e se dedicou a isso, o presidente citou diversas vantagens para sua indicação e aprovação no Senado: falar inglês e a grande amizade de Eduardo com o presidente Donald Trump, parceria com a qual conseguiriam obter inúmeras vantagens para fortalecer o Brasil nas suas exportações. Após viagem aos EUA, onde se reuniu com seu amigo e parceiro, Bolsonaro retornou ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás e com o mesmo diagnóstico: a venda de carne bovina brasileira continua vetada nos EUA.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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CONTINENTE ENFERMO


O continente sul-americano está enfermo e em vias de retornar ao CTI. O vírus mortal do esquerdismo, disseminado pelo famigerado Foro de São Paulo, invade o continente. A Venezuela está praticamente acabada. A Bolívia vem sendo debilitada há anos por Evo Morales, que, no desejo de se eternizar no poder, se reelege por meio de eleição por demais suspeita de fraude. Na Argentina, os Kirchners voltaram ao governo para encaminhar o país ao caos. O Chile vem sendo desestabilizado pelo terrorismo de esquerda, num processo similar ao que aconteceu na Venezuela, que de país rico e próspero passou a ser miserável. O continente padece, pois todos os espaços estão sendo tomados pelo maldito vírus. A juventude e parte da mídia, devidamente cooptados, manifestam-se favoravelmente às hostes da esquerda. Queira Deus que no futuro o continente não venha a ser refém de ditadores e narcotraficantes. Tempos difíceis se avizinham.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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PRÓXIMA VÍTIMA


Comenta-se que o Foro de São Paulo mudou e tem outro nome: Grupo de Puebla. Fala-se que os mercenários, paus mandados, destruidores no Chile são cubanos e venezuelanos a serviço deste grupo, adeptos do “quanto pior, melhor” para desestabilizar e dominar. Qual país será a próxima vítima?


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O CHILE DOS SOCIAL-DEMOCRATAS


Há alguns dias, o presidente do Instituto FHC, como bom social-democrata que é, receitou mais impostos e mais serviços públicos de qualidade como sendo “a” saída para a crise política chilena atual, que ele apontou como sendo o baixo salário dos jovens uma das principais causas. Causa espanto que este pessoal nunca aprende nada. E olha que este é lido! Em primeiro lugar, serviços públicos de qualidade já são uma contradição em si. Serviços públicos jamais terão a qualidade e o custo de serviços privados. Jamais. Em segundo lugar, aumentar os gastos públicos não resolve o problema de toda uma massa ganhando baixos salários, apenas de uma pequenina parcela de funcionários públicos. Em terceiro lugar, o aumento de impostos “dos mais ricos” (conforme receita o social-democrata) só inibe o investimento de quem realmente pode criar empregos para o povo chileno. Só mais empregos no setor privado são a saída de longo prazo para o Chile, e não mais impostos e mais gastos públicos. Ao contrário do que alega Sergio Fausto, o modelo chileno não se esgotou. O que se esgotou foi o modelo perdulário social-democrata.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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‘POR QUE NÃO FALEI DE FLORES’


Em artigo Por que não falei de flores, Miguel Reale Júnior expressou a sua opinião sobre os acontecimentos no Chile e as reações do presidente Jair Bolsonaro a eles. Fez muito bem. E cabe ao leitor avaliar. A desigualdade é um tema dileto de elite acadêmica. Cabe bem em qualquer texto. Principalmente quando se esquece de apontar para fenômenos inevitáveis como as rendas de capital. Tais rendas não estimulam consumo, mas refluem para investimentos. Quanto às atitudes e articulações do presidente, qualquer opinião deve ser discutida livremente. Minha interpretação pessoal é de que ele tem motivos de sobra para se sentir acuado da forma como na metáfora do leão e das hienas. Há bastante exagero não só de fake news como de fake facts. Num ambiente mal comportado, é preciso suportar a desfaçatez e os sofismas.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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TEMPOS DE HIPOCRISIA E CINISMO


Nestes tempos de predomínio da hipocrisia e do cinismo, ouço dos políticos e dos bandidos que vivemos numa democracia. Minha pergunta é: que democracia é esta em que leis são compradas por empresários corruptos?


Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

Atibaia


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MEDO


Eduardo Bolsonaro teme uma esquerda corrupta e inepta no poder. Reage ao seu medo projetando-o nos outros: traz aos brasileiros o fantasma do famigerado Ato Institucional n.º 5 (AI-5). Funcionou! Muitos se sentiram indignados e correram a enaltecer e garantir que somos uma democracia. E aí eu lembro do poeta que diz: O homem que diz Sou, não é, porque quem é mesmo é Não sou...! Eu fiquei mais preocupada com as reações indignadas de quem deveria nos mostrar confiança e serenidade do que com a vã ameaça de Eduardo.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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FILHOS...


Adaptação parcial do poema Enjoadinho, do saudoso poeta Vinícius de Moraes: “Filhos problemáticos (...) filhos problemáticos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, Como sabê-los?”. O presidente talvez não saiba, mas a grande maioria do povo brasileiro tem se deparado cotidianamente com as traquinagens do 01, 02 e 03.


Roberto Bruzadin  bobbruza@terra.com.br

São Paulo


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A LITURGIA NA CORTE SUPREMA


Citando a liturgia, tal qual deselegantemente fizera com um cerimonialista, o meritíssimo ministro Marco Aurélio Mello, como um bugre raiz, passou uma descompostura em dois advogados na sessão plenária de 6/11, porque chamaram os ministros de “vocês” em suas sustentações orais. “Presidente, novamente advogado se dirige aos integrantes do tribunal como ‘vocês’? Há de observar a liturgia (...). E é uma doutora, professora”, nesses termos interrompeu grosseiramente a advogada Daniele Borges, em tom professoral. Eu hein, será que estes supremos magistrados estão a merecer alguma deferência? Para bagunçar geral e massagear o seu petulante ego, só falta o passional semideus Marco Aurélio, em decisão monocrática, avançar sobre o Executivo e “revogar” o Decreto n.º 9.758, de 11 de abril de 2019, que instituiu exclusivamente o pronome de tratamento “senhor” e suas flexões nas comunicações com agentes públicos federais. E pensar que o legislador nem sequer pensou nos efeitos senis da amaldiçoada PEC da Bengala. Quantas barbaridades cometerá Sua Excelência nos dois anos que lhe faltam para chegar ao pijama do dia a dia? No ministro Celso de Mello, os referidos efeitos estão bem avançados.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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VOSSA EXCELÊNCIA


O Decreto de 12 de abril de 2019 regulamenta o tratamento no serviço público do Executivo, exceto para o Judiciário e o Legislativo, em que cabe o vocativo Vossa Excelência. Se a legislação determina, a advogada deveria se dirigir dessa forma ao ministro Marco Aurélio. Infelizmente, a arrogância o impediu de ser educado.


Antonio M. V. Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘VOCÊS’ NO STF


A advogada Daniela Lima, que falava na tribuna do STF, chamou os ministros de “vocês”. O ministro Marco Aurélio Mello a interrompeu e repreendeu a advogada dizendo que “há de se observar a liturgia!”. Eles vão ver como serão chamados pela população brasileira se mudarem o entendimento sobre prisão em segunda instância.


Sylvio Ferreira sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo


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O SUPREMO E O POVO


Desculpe, “Vossa Excelência”, mas vocês estão mais preocupados com eles do que conosco!


Francisco Osse fjosse@uol.com.br

Osasco


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PRISÃO EM 2.º GRAU


Então, em votação, entendem que decisão e julgamento de juiz de 1.º grau e decisão de ministros de 2.º grau decidindo que o réu é culpado não valem nada, porque eles votaram de que o réu não pode ser preso após julgamento em 2.ª instância ... E ainda não podem ser chamados de “vocês”, mas sim de “excelências”? Assim ninguém vai ser preso, lógico, e os “condenados” vão gastar nosso roubado dinheiro livres e soltos...


Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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MARCO AURÉLIO MELLO


Com as ações do stf (com letras minúsculas, mesmo), VOCÊS (com letras maiúsculas, mesmo) merecem outros tratamentos bem menores e feios do povo brasileiro. Primeiro, este VOCÊ proibiu que pessoas COMUNS falem com ele; e agora não pode chamá-lo de VOCÊ. Quem ele acha que é? Deus?


Angela Maria de Souza Bichi  angela_bichi@hotmail.com

Santo André


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RESPEITO POR RESPEITO


O tratamento respeitoso deve ser para todos, enquanto alguns forem mais que outros, fica difícil a convivência. Quanto ao tratamento aos que estão ministros, deve corresponder ao que produzem. Respeito por respeito.


Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo


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MISERICÓRDIA DIVINA


O ministro Marco Aurélio Mello agiu de forma imbecil com uma advogada ao dizer que ela não pode se dirigir aos ministros como “vocês”. Que sujeito pedante. Que Deus tenha misericórdia e não o lembre de que a mesma bactéria que mata o mendigo mata o rei.


Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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NARIZ EMPINADO


Falar em obediência à liturgia do Supremo Tribunal Federal, como fez na sessão plenária de 6/11, quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, primo do “impichado” ex-presidente Collor, que, apesar de fiel seguidor das normas educadas de tratamento, permanece envolvido com “pulos do gato” sobre o erário, é de fazer-nos gargalhar. Está no DNA o nariz empinado! Ministro, o respeito à Constituição federal pretere todas as liturgias e cabe aos ministros supremos protegê-la dos aventureiros. Sua Excelência não está a merecer a distinção requerida, em razão de suas controversas posturas midiáticas, quase sempre a favor do contra e ao atropelo da lei. Pegou mal a grosseira e ostensiva exigência de ser chamado de “Vossa Excelência” pelos advogados que faziam a sua sustentação oral naquela sessão. Todos somos essenciais e merecemos respeito. Nada a ver seus inoportunos e ácidos pronunciamentos, que humilharam e desconcertaram os referidos advogados, in casu. Saia dessa bolha autoritária! Daqui a dois anos, Sua Excelência será mais um comum, nas filas dos supermercados, padarias e farmácias a procurar seu alimento e remédios para a senilidade e outras insuficiências da terceira idade, sob o olhar de desprezo dos demais cidadãos que foram açoitados pela sua empáfia e descaramento. Comece a exigir da Casa o oferecimento de água com alcalinidade elevada (ph), para combater os efeitos de sua ácida e cínica cara de pau. Marco Aurélio, Vossa Excelência não passa de um obscuro ogro do nosso Judiciário.


Julio Armando Echeverria Vieira jecheverria50@yahoo.com

Califórnia (EUA)


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LULA NA PRISÃO


Quem navega pelas redes sociais, pelo Twitter, por exemplo, e acessa posts do PT e de seus senadores e deputados vai se espantar com a enorme quantidade de vídeos de Lula falando sobre todos e quaisquer assuntos. O mais recente é um vídeo dele “reclamando indignado” de que entraram na “cela” dele às 6 horas da “madrugada”. Onde está o STF, cujo presidente Dias Toffoli vive se queixando de falta de respeito à instituição, que não impede este absurdo de o presidiário Lula da Silva dar declarações, entrevistas, fazer reclamações e estar nas mídias sociais como se de férias estivesse? Que tipo de tratamento a um preso é este, que escarnece da Justiça brasileira e escarnece dos milhões de brasileiros honestos que sustentam o Brasil, com seus escorchantes impostos? É imperioso um basta a este estado de coisas.  Um preso não pode se colocar acima das leis e da Constituição do Brasil.


Joao Paulo de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro


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ONDE JÁ SE VIU?


Afinal, isto aqui é um spa ou não? Onde já se viu acordar um hóspede às 6 horas da manhã? Vou reclamar com a dra. responsável pela execução penal.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo


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O PALHAÇO


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Lula classificou como “palhaçada” o fato de a Polícia Federal entrar em sua cela às 6 horas da manhã. O presidiário só pode estar debochando. O farsante Lula, que já foi condenado duas vezes na Operação Lava Jato, ficou indignado à toa. Lula aceitou favores dos empresários brasileiros, e por este motivo está encarcerado. Lula não está em sua residência, e sim numa prisão.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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