Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 03h00

BRASIL HOJE

Momento conturbado

Só se constrói um futuro justo, equilibrado, honesto, pacífico, com resultados perenes, quando sua população e seus governantes se comportam de maneira minimamente civilizada e equilibrada. O Brasil não pode permitir que as nossas esperanças sejam suplantadas pelas palavras e ações de gente que olha os diferentes, discordantes, opositores ou até mesmo inimigos como canalhas. “Trate com dignidade até seus inimigos”, diz a sabedoria milenar. Ter mitos como referência já constitui em si caminho certo para o abismo; pior ainda quando estes não têm limites e são aplaudidos por seguidores cegos e incendiários. Neste momento absurdamente conturbado que vivemos, é dever da imensa maioria da população, que quer viver em paz, ter justiça econômica e social e de fato construir o Brasil do futuro de que tanto falamos no passado, impor respeito ao que todos desejamos, incluídos os que de forma ignorante se agridem: um Brasil de todos construído em ordem e com progresso.

ARTURO ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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Sem saída

Um político condenado deixa a cadeia graças ao agradecimento de compadrio e ainda arrasta outros milhares de criminosos à liberdade de fancaria. Outros políticos, uma vez defenestrados do cenário nacional pela ação higienizadora do voto popular, arrumam um jeitinho intitulado lobby para continuarem com suas manoplas viciadas sobre o povo brasileiro e dele extraírem a única coisa que sempre lhes interessou enquanto eleitos que foram um dia: grana, muita grana. Pobres de nós. Se nem luz no fim do túnel vemos, imaginem uma saída para deixar para trás essas desgraças sem fim.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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Sedição

Certamente não é uma simples questão de oposição de ideias a verdadeira guerra civil que o ex-presidiário prega abertamente desde que foi despudoradamente libertado por uma Corte que em parte ele próprio nomeou. E o pior é que destacados juristas professam essa barbaridade, preferindo manter sua ideologia a fortalecer a serenidade política do País. A quem serve a interpretação torta da lei?

ANTONIO C. S. Q. CARDOSO

acardoso@acardoso.com

São Paulo

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Teratologia

A Nação inteira está a discutir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que somente vai para a prisão o condenado que tenha a decisão judicial transitada em julgado. Seis ministros do Supremo basearam essa teratológica decisão nas disposições do inciso LVII do artigo 5.º da Constituição da República. Advogo há 48 anos e nunca assisti a espetáculo tão grotesco e desprovido de fundamentos jurídicos. O que diz o inciso LVII: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Virando e revirando os termos do artigo 5.º e seus incisos, não encontramos em nenhum momento ou passagem restrição à prisão em segunda instância. Os defensores dessa tese no STF passaram a debater o que não existe na Carta Magna única e tão somente na tentativa de se contraporem à Operação Lava Jato, que buscou e ainda busca exterminar a corrupção política que se instalou no Brasil. Em resumo, a matéria questionada e decidida pelo STF não existe na nossa Constituição, foi “inventada” naquela Corte. O povo brasileiro precisa saber dessa verdade.

CARLOS ALBERTO FERREIRA

fcarlosalberto614@gmail.com

Águas de Lindoia

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Urgência urgentíssima

Rodrigo Maia disse que a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância “não é a única urgência do Brasil”. De fato não é a única, mas é a maior. Simples de resolver, rápida para implementar e com resultados imediatos.

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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BOLIVARIANOS

Esquerda caviar

Todos os governos populistas esquerdistas da América do Sul apoiam e veneram Cuba e Venezuela, mas quando “dá ruim” em seus países de origem seus governantes jamais pedem asilo nesses “paraísos”. O ex-presidente Evo Morales, por exemplo, apoiou Cuba e Venezuela durante o seu governo, mas na hora de fugir da Bolívia foi pedir asilo ao México. Mais um da esquerda caviar...

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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EM SÃO PAULO

Lei de Zoneamento

Embora mais modesta do que a proposta anterior, a nova Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo continua sendo voltada para os interesses das construtoras, como explicita editorial de domingo (A3) a esse respeito logo no começo, ao dizer que “deve baratear e facilitar a construção de prédios mais altos nos miolos dos bairros”. Ora, não se constroem prédios mais altos nos miolos dos bairros sem prejudicar o direito adquirido dos moradores desses locais. Levantamento por bairros realizado pelo Estadão em 2013 mostrou a imensa desigualdade entre as subprefeituras da cidade. Algumas tinham o valor preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), subordinada à ONU, de 12 m² por habitante de vegetação arbórea, ou mais. Outras, como Butantã, 3,3 m² por habitante, índice muito abaixo do ideal para ter uma boa qualidade de vida. Casos extremos, como a Mooca, chegam a 0,35 m² por habitante. Também não podemos esquecer que a cada temporada de chuvas torrenciais são abatidas centenas de árvores nas ruas de São Paulo. É exatamente no miolo dos bairros que os moradores plantam árvores e outros tipos de vegetação, que contribuem, e muito, para que a relação da vegetação arbórea/habitante se aproxime cada vez mais da preconizada pela OMS. Sua importância é tal que a Prefeitura concede desconto no IPTU para quem cultiva árvores em suas casas. Lógico que com a construção de prédios nesses miolos muitas árvores serão ceifadas, além de outras que ficarão prejudicadas pela falta de luz solar, encoberta pelos altos edifícios. Por fim, cumpre destacar que a possibilidade atual de os moradores dos miolos instalarem em suas residências a eletricidade fotovoltaica também ficará inviável por esses prédios construídos em locais onde até agora eram proibidos. Estes também terão seu direito adquirido usurpado por essa lei. Essa produção individual será, em curto prazo, importante para diminuir a construção de novas hidrelétricas no País. A nova Lei de Zoneamento tampouco leva em conta o aumento de trânsito em ruas que não estão preparadas para tanto.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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“Sem dúvida, há na esquerda brasileira nomes honrados que podem perfeitamente assumir sua liderança, prescindindo dos condenados”

PAULO TARSO J. SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE O DOMÍNIO IMPOSTO POR EX-PRESIDIÁROS SENTENCIADOS POR CORRUPÇÃO

ptjsantos@yahoo.com.br

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“Sugestão ao papa Francisco: convocar com urgência um Sínodo da Austrália”

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA / SÃO PAULO, SOBRE CATÁSTROFE AMBIENTAL PROVOCADA PELOS GIGANTESCOS INCÊNDIOS FLORESTAIS, QUE PÕEM EM ALERTA ATÉ A CIDADE DE SYDNEY

ggveiga@outlook.com

MISSÃO CUMPRIDA?


É muito significativa a afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que a PEC da segunda instância não é a única urgência do País. Ele sabe muito bem que ela é a MAIS URGENTE de todas. Como presidente da Câmara, Maia reflete o sentimento de grande parte do Legislativo, que, acima de tudo, teme o fim da impunidade, praticamente garantida aos nossos congressistas pelo trânsito em julgado. Infelizmente, não é só ele! Por incrível que pareça, não há, entre os valores mais citados pelos 53 líderes da política entrevistados pelo Estadão (12/11, A12), uma referência ao combate à corrupção. Pelo jeito, estão considerando a missão cumprida.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto larprp@uol.com.br

Ribeirão Preto


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URGÊNCIA


Concordo com Rodrigo Maia. Acho que prisão em segunda instância não é a única urgência que o Brasil tem. Cassar seu emprego também está entre uma delas.


Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo


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CORAGEM


Será que o Congresso Nacional terá coragem de aprovar a prisão após a segunda instância, já que a maioria tem problemas com a Justiça?


Milton Bulach  mbulach@gmail.com

Campinas


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LIBERTOS


Tanto para os deputados como para os senadores e empresários, o sinônimo de trânsito em julgado é liberdade para praticar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e negociar propina. Estima-se que hoje o trânsito em julgado esteja levando em média mais de 12 anos para acontecer. Ou seja, se considerarmos a média de idade dos congressistas, que me parece estar em torno de 60 anos, poucos cumprirão alguma pena em caso de cometimento de crimes.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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NO PLANALTO


De acordo com a Coluna do Estadão de 12 de novembro, o presidente Bolsonaro abriu reunião com militares declarando que o governo respeita a decisão do STF e o Estado Democrático de Direito. Como fica o respeito à opinião pública no assunto? Afinal, nossa Constituição não determina que todo o poder emana do povo, que é majoritariamente contrário à decisão do STF? Acredito que seus eleitores iriam preferir que declarasse que acataria esta (ignóbil) decisão, mas que atuaria democraticamente para revertê-la, o mais rápido possível.


Marcos Lefevre lefevre.part@hotmail.com

Curitiba


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SEGUNDA INSTÂNCIA


Do mesmo modo que não me meto em cálculos estruturais de engenharia nem faço diagnósticos médicos, também não deveria me meter em tecnicidades jurídicas, mas, já que todos estão comentando, permito-me meter meu bedelho. O grande problema com os recursos que acabam em manobras protelatórias é o tempo que levam para serem apreciadas pelos tribunais. A maior parte do tempo não é em razão somente do acúmulo de ações, mas também da grande burocracia envolvida. Se houvesse racionalização nas esferas jurídicas, por exemplo, com plantões técnicos para examinar esses recursos e apelações logo no dia em que fossem apresentados, nenhum advogado tentaria manobras protelatórias.


Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo


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TAMBORES DE GUERRA


Ao deixar o cárcere, o condenado Lula, solto, mas não livre, disse em altos decibéis que “é preciso lutar, atacar e não apenas se defender”. Seu cúmplice na engenharia do maior golpe de corrupção da história do País, o ex-ministro José Dirceu, declarou em alto e bom som, ao deixar a prisão na semana passada, “estar de novo na trincheira da luta. Agora não é mais do ‘Lula livre’. Agora é para nós retomarmos o governo”. Diante das ameaças explícitas, que as Forças Armadas estejam alertas e de prontidão nos quartéis. Ouvem-se os tambores da guerra. Nuvens negras prenunciam tempos difíceis de tempestades. Quem sobreviver verá...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CANA NELE


Será que o seis ministros que colocaram Lula em liberdade estão acompanhando seus discursos inflamados de incitação à violência, nos quais conclama abertamente seus seguidores a botarem fogo no País, para evitar que o atual governo conserte o estrago que ele fez? Não é hora de alguém pedir a prisão preventiva deste elemento que pregou sem meias palavras “a gente tem de seguir o exemplo do povo do Chile, a gente não pode só se defender, a gente tem de lutar, a gente tem de atacar”? Sugestão: cana nele. E desta vez sem protecionismos e vassalagem.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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CASUÍSMO


Gostaria de saber o motivo dos votos dos seis ministros do STF que só aceitam condenação após o trânsito em julgado. Para que réus inocentes não fiquem presos, com certeza, não é. Aliás, o Brasil inteiro percebeu.


Luiz Frid  luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LIXO


Político que ainda “se acha” e continua esbravejando coisas sem conteúdo, rodeado de poucos gatos pingados e não adiciona nada de útil a seu povo, provavelmente seu legado será o lixo da História.


Itamar Trevisani itamartrevisani@gmail.com

São Paulo


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LUIZ INÁCIO


Mesmo encarcerado, o “cara” não aprendeu nada.


Moises Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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LULA, O ECLIPSE?


Ou, quem sabe, Lula, a fênix, que renasce das cinzas (trevas); ou Lula, a pauta de todos os dias. Quem sabe Lula, “o sal da terra”. Esta aqui é a melhor: “Lula, o filho do Brasil”. Egocentrismos à parte, o ex-presidente Lula está a anos luz do grande, querido e amado Nelson Mandela, por exemplo. Por uma simples questão: Mandela transcende o ódio e o rancor. Salvo a lucidez do editorial deste jornal, todo o resto é plataforma que massageia o ego do “demiurgo” de Garanhuns. Falem mal, mas falem de mim. A imprensa cumpre bem esse papel. Dando eco ao ódio e ao rancor, que, sim, o cárcere pode aflorar a bílis. Ao nosso presidente legítimo, Jair Bolsonaro, recomendo não dar esta moral a quem não tem moral. Não faça o jogo, presidente, deixe Lula para a imprensa. O ego dele agradece.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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ESTRAGO


Lula preso foi só um meteoro que passou pela elite penitenciária. Já o estrago do meteoro e sua agregada são sangria de um buraco sem fim.


Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo


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O ‘JULGAMENTO’ DE MORO


É dito que em breve a famosa Segunda Turma do STF (ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Cármen Lúcia) vai julgar a reclamação dos advogados do sr. Silva de que o então juiz Sérgio Moro foi parcial no julgamento de seu cliente. Como é possível que esse conjunto de juízes, com alguns muito envolvidos com o sr. Silva, possa dar uma decisão imparcial? Com essa composição da Corte, será surpreendente qualquer resultado que não seja 4 a 1, ou mesmo 3 a 2, favorável ao sr. Silva. O julgamento deveria ser feito no pleno do tribunal.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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NÃO ADIANTA...


“Não adianta explicar quando o outro está decidido a não entender”, sentença recentemente divulgada em veículos das redes sociais. É irresistível a ligação de seu significado com a atitude de partidários da esquerda que, a despeito das cristalinas evidências do imenso prejuízo causado pelos anos de governo petista, do qual o País se recupera com extrema dificuldade, aparentam, visando a ganhos políticos e pessoais, uma atitude de triunfo diante da vergonhosa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao derrubar a prisão após segunda instância de corruptos, à qual se seguiram, quase que em sincronia, as liberações imediatas dos principais agentes predadores da economia que se encontravam detidos. O que deveria constituir motivo de tristeza pela instalação oficial de um vexatório clima de impunidade acaba se transformando em agressões gratuitas de alguns, ainda condenados, às autoridade constituídas, apoiadas por correligionários mal intencionados ou manipulados.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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DOIS PRESIDENTES


Com Lula solto e Bolsonaro também, o Brasil tem dois presidentes. Lula da oposição e Bolsonaro da situação. Lula é progressista. Bolsonaro é conservador. Lula é do capitalismo de Estado. Bolsonaro é da economia de mercado. Ambas sujeitas à corrupção. Lula foi ungido pelos democráticos e Bolsonaro foi eleito pelos fascistas. Com dois alcândores e impolutos presidentes o Brasil entrará na era da civilização e do desenvolvimento e da riqueza. Se Lula e Bolsonaro fossem medíocres e ridículos, o Brasil continuaria incivilizado e subdesenvolvido e pobre. Ainda bem que os estadistas – aqueles que gostam de ir a estádios – Lula e Bolsonaro não são medíocres e ridículos (sic?).


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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PRESENTE DE NATAL


Bolsonaro ganhou presente de Natal antecipado: Lula solto. Lula e a esquerda revigorados com Bolsonaro no Planalto. Esquerda e direita se retroalimentam. Uma precisa da outra. A ironia é que tanto esquerda quanto direita, ao chegar ao poder, se rendem aos encantos do capitalismo, seu inimigo comum.

               

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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EXTREMOS


Quando um país envereda pela contramão do mundo, como o Brasil, não há meio termo: ou dá tudo muito certo ou dá tudo muito errado.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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TOMATAÇO NAS RUAS


Das manifestações de rua Brasil afora no sábado, 9/11, na essência contra o Supremo Tribunal Federal (nem precisa explicar o porquê, certo?), amplamente compartilhadas nas redes sociais, destaque para um vídeo expondo um criativo e objetivo outdoor com as fotos de seis ministros supremos (quem?) com caras de palhaço, encimadas com a mensagem: “Tomataço contra os traidores do Brasil!”. Dispensável qualquer desenho expressando as palavras e atos dos manifestantes, estes sim os verdadeiros palhaços, em estágio de intolerância máxima com o Picadeiro Supremo. Na Bolívia, fez sentido o sentimento do seu povo!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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GUERRA CIVIL NA BOLÍVIA


As graves crises políticas de Nicarágua, Venezuela e Bolívia chamam a atenção por terem fatores comuns. Os três países são dependentes de commodities. O personalismo do presidencialismo centralizador, com seguidas reeleições, não permite a alternância de poder e enfraquece as instituições democráticas que acabam dependentes das Forças Armadas, em caso de crise econômica com convulsão social. O apoio de Cuba, China e Rússia são fundamentais para a permanência no poder de Daniel Ortega, Nicolás Maduro e Evo Morales. A renúncia deste último abre, agora, a dramática possibilidade de guerra civil com a marcha de seus apoiadores em direção à capital, La Paz. O antagonismo e a interferência das grandes potências apenas agrava a situação de nova guerra fria e o discurso anti-imperialista contra os Estados Unidos e o presidente Donald Trump.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ESTRANHO SOCIALISTA


Evo Morales renuncia e diz que sofreu golpe. Por que não esperou tomarem o poder? Foi para o México. Por que não para a Venezuela, Nicarágua ou Cuba? Estranhos estes socialistas!


Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo


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AQUI NÃO


Será que a Venezuela e Cuba negaram asilo ao Evo Morales?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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VALORES NA EDUCAÇÃO


Ao ler o artigo do sempre patriótico Fernão Lara Mesquita, não posso omitir a comovente experiência que tive numa escola pública de subúrbio de Atlanta, nos EUA. Comemorando o Dia dos Veteranos, as crianças cantaram o Hino Nacional e outras canções tradicionais, lindas melodias do século 19. Foram 60 minutos dedicados à menção de valores como dignidade, honestidade, ética, respeito, dedicação, amor à Pátria, gratidão a quem por ela lutou. Ao presenciar como se estão incutindo nas crianças valores tão importantes e decentes, senti-me como um fóssil ressuscitado. Tenho vontade de ver os adultos em que se transformarão estas mesmas crianças!


Inês R. Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí


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COMBATE À DESIGUALDADE


O combate à desigualdade e a promoção da democracia são os objetivos mais importantes destacados por 53 lideranças políticas. “A ideia, que parecia absurda, da Renda universal, não sei mais se é absurda. É preciso encontrar uma solução para isso”, expressa o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É só aplicar a Lei 10.835/2004, aprovada por todos os partidos no Congresso Nacional, inclusive pelo então deputado Jair Bolsonaro, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Eduardo Matarazzo Suplicy, vereador (PT) suplicy@sti.com.br

São Paulo


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‘O EXÉRCITO, A NAÇÃO E A REPÚBLICA’


Gostaria de cumprimentar o comandante do Exército Edson Pujol, pelo artigo (12/11, A13) que de maneira sintética e afirmativa relata o cerne da proclamação da República e o papel do Exército neste acontecimento e nos demais anseios da burguesia nacional ao longo do século 20. Mas, sobretudo, cumprimento-o por não usar “apelativos redutivos” na assinatura. Há pessoas cujo capital intelectual e moral é reconhecido pelo nome com que assinam suas ideias, e não por seus títulos. Como disse Umberto Eco: se eu tivesse de me referir a Santo Agostinho, não o chamaria de Bispo de Hipona, pois muitos o foram, mas Agostinho de Tagasta.


Júlio d’Oliveira Sampaio jsampaio@jusco.com.br

São Paulo

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