Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 03h00

DEMOCRACIA E JUSTIÇA

Prêmio ANJ

Muito bem lembrado no título da chamada da primeira página do Estado de 12/11: ‘Não há sociedade livre sem liberdade de imprensa’. Como não há democracia sem liberdade de imprensa. Da mesma forma podemos dizer que não há democracia nem sociedade livre onde a Justiça é lenta e insegura. Onde um crime é cometido quando o réu tem 30 ou 40 anos e seu julgamento final sai quando ele tiver 86 ou 90 anos. Quando um 6 x 5 em poucos anos vira 5 x 6. Lentidão e insegurança.

CARLOS VIACAVA

cviacava@uol.com.br

São Paulo

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COMBATE AO CRIME

Cláusula pétrea

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar a prisão após condenação em segunda instância claramente contraria princípio básico do caput de cláusula pétrea da Constituição: todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (artigo 5.º). Ora, a decisão do STF impede o Estado de oferecer segurança aos cidadãos ao determinar que só quem rouba montante para contratar advogados caros continue livre, belo e faceiro.

MILTON BONASSI

mbonassi@uol.com.br

São Paulo

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O Brasil vai se tornar o paraíso de todos os bandidos endinheirados do mundo, com essa decisão de punição somente depois do trânsito em julgado. Todo criminoso, ladrão, traficante com muito dinheiro poderá viver livre neste país. Só mesmo a justiça divina será a esperança do povo humilde, que é condenado e preso já na primeira instância.

TAKASHI SANEFUJI

tsanefuji@terra.com.br

São Paulo

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Sem PEC, sem investimento

Em entrevista ao Estado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a PEC da segunda instância não é “a única urgência” do Brasil e defendeu cautela na análise do assunto pelo Congresso. Essa declaração vai em direção contrária ao que desejam os investidores internacionais para investir no Brasil. É sabido que sem investimentos de fora este país não cresce e, portanto, não resolve o problema do desemprego, este, sim, uma das maiores urgências do Brasil.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Manobra diversionista

Para esclarecer um tema que vem sendo tornado complexo pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, vamos tentar simplificar. Primeiro, o presidente do STF declarou em sua sentença que cabe ao Congresso Nacional deixar explícita nas normas competentes a correta visão do tema relativo pelos representantes eleitos. Não contraria a Corte, ao contrário, cumpre missão relembrada pelo ministro. Segundo, não é preciso trocar chassi e motor do carro que teve um pneu furado: desnecessário dispersar foco essencial na aprovação do cumprimento da pena após segunda instância introduzindo o tema monumental e assustador da reforma constituinte. Por último, esse não é o único tema urgente, mas é aquela artéria do coração obstruída que pode causar morte imediata. Vamos desobstruí-la sem delongas, para conseguir respirar e buscar a cura para outras doenças crônicas que ameaçam em médio prazo. Pão, pão, queijo, queijo, como dizem os velhos sábios, chega de confusão diversionista.

JOÃO CRESTANA

jobcresta@gmail.com

São Paulo

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Suspeição

Ao julgar qualquer processo que envolva parentes, amigos ou pessoas com as quais mantenha vínculos, o juiz deve considerar-se suspeito e abdicar, por isso, da sua participação na ação. Mutatis mutandi, não seria demais sugerir, pedir ou até exigir que parlamentares envolvidos em processos que tramitem em quaisquer foros sejam, de motu proprio ou não, impedidos de votar a PEC da prisão após segunda instância. No mínimo!

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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REFORMAS

Esperneio das centrais

As centrais sindicais, aproveitando-se da soltura e dos discursos inflamados de Lula, voltam a fazer o que sabem: protestar. Desta vez contra o Programa Verde Amarelo, destinado à contratação de jovens. É evidente que o programa é continuação e aperfeiçoamento da reforma trabalhista de Michel Temer, um de seus maiores legados. Acordo extrajudicial, fim do adicional de 10% da multa rescisória e fiscalização mais flexível são mais que bem-vindos. As centrais protestam contra a possibilidade de convocação de trabalhadores para trabalhar aos domingos e feriados e contra a permissão de bancários trabalharem aos sábados. Parecem não entender que na vigência de altíssima taxa de desemprego quem precisa de emprego pouco se importa se será sábado, domingo ou feriado. Menos esperneio e mais pragmatismo ajudariam bastante.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Barriga cheia

É fácil criticar as mudanças trabalhistas para desembargadores, que estão empregados com altos salários, têm motoristas à disposição e fazem cinco refeições por dia.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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DPVAT

A respeito da extinção pelo governo do DPVAT, não seria melhor acabar com o IPVA? Afinal, o DPVAT auxilia os acidentados. Já o IPVA é gasto alto e injusto, pois pagamos pedágios em todo o Brasil, o que torna questionável a cobrança desse imposto. O governo deveria avaliar melhor o fim da cobrança do seguro obrigatório. O motivo alegado para seu fim, eventuais fraudes, não vai acabar; no entanto, acidentes graves continuarão acontecendo e, agora, sem cobertura. Lamentável.

EDUARDO CAVALCANTE DA SILVA

cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

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Previdência

O Brasil é uma República federativa, formada pela união de 26 Estados federados e pelo Distrito Federal, distribuídos por 5.570 municípios. Muitos governadores e prefeitos não querem que o Congresso aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela da Previdência. Se deixarem Estados e municípios fora da reforma previdenciária, teremos, no futuro, 5.597 diferentes leis previdenciárias?!

VICTOR RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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“Agora, além da ‘saidinha’ dos bancos, temos também a ‘saidinha’ das cadeias. É muito ladrão solto comemorando a impunidade propiciada pela Justiça neste país!”

CARLOS GASPAR / SÃO PAULO, SOBRE O TRÂNSITO EM JULGADO

carlos-gaspar@uol.com.br

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“Com cinco décadas de trabalho, brasileiro, amante do meu país, desisto. O crime de fato compensa depois dessa bofetada no rosto do cidadão de bem do Brasil”

ANTONIO ACORSI / JUNDIAÍ, IDEM, SOBRE A SOLTURA DOS CONDENADOS POR CORRUPÇÃO

acorsi.antonio@gmail.com

TEMPOS ESTRANHOS

 

Tempos estranhos os que vivemos no Brasil! Tempos em que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, vem a público para criticar a intenção do presidente da República, Jair Bolsonaro, de deixar o PSL para fundar um novo partido. Falando a jornalistas antes de participar da sessão da Primeira Turma do STF na tarde de terça-feira (12/11), Marco Aurélio afirmou que o “Brasil já tem partidos em demasia”. Ao criticar publicamente o presidente de outro Poder, por um projeto de natureza pessoal que em nada se confunde com assuntos de Estado e cujo exercício é facultado a qualquer cidadão pela legislação vigente, Marco Aurélio Mello coloca um pé além da fronteira do que dispõe a Lei 1.079/1950, que capitula como crime de responsabilidade de ministros do Supremo, em seu art. 39, 5 “proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decoro de suas funções” e do que reza a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, em seu art. 35, VIII, que obriga a todos os magistrados “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”. Melhor faria o ministro se, ao invés de cuidar de assuntos que não são da sua conta, voltasse sua energia para diminuir o acervo de milhares de processos em seu gabinete, contribuindo, assim, para a esperança do povo brasileiro de que o STF possa ser uma Casa de administração de justiça, e não um cemitério de processos prescritos.

 

Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ALIANÇA PELO BRASIL

 

O presidente Jair Bolsonaro saindo do PSL deixa para trás R$ 1 bilhão, entre o fundo partidário e o fundo eleitoral que o partido arrecadará até 2022. Isso merece uma reflexão. Faz pensar que Bolsonaro não privilegia o uso que é feito desse dinheiro – aliás, dinheiro dos nossos suados impostos –, e sim sua firme convicção de livrar o Brasil dos ladrões, dos espertos de má-fé, resgatando um país “massacrado pela corrupção e pela degradação moral”. Sua intenção é louvável, veremos se conseguirá.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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PSL

 

A possibilidade de poder receber algo em torno de R$ 1 bilhão em recursos até 2022 tornou-se pano de fundo para as recentes divergências no seio do PSL. Delírios de uma sigla há pouco “nanica” e que se tornou graúda com a eleição de 56 parlamentares e 3 governadores. Se alguém disser que o “racha” não foi uma questão de dinheiro, mas de princípio, não acredite, trata-se de uma questão de muito dinheiro nosso para alimentar campanhas eleitorais. 

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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SEM ESSA, BOLSONARO

 

Caro presidente Jair Bolsonaro, sem essa de criar mais um partido político. Para o Brasil governável é preciso combater a endêmica corrupção, reduzir custos e o festival de partidos. Para manter o espírito democrático, bastam três. Esquerda, direita e centro são suficientes para abrigar todas as tendências.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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UM ERRO

 

Há os partidos antigos e os partidecos novos, todos legendas de aluguel, que têm donos. Informa-se que o PSL elegeu o presidente, mas na realidade foi o presidente que deu peso ao PSL, algo como Tiririca, que não foi eleito pelo partido, foi ele que deu peso ao partido. Se o presidente formar outro partido (outro erro), já tem três filiados, seus próprios filhos, e tudo começa de fato mal.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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OPORTUNISMO ELEITOREIRO

 

A filiação a um partido político precisa levar em consideração algumas questões básicas. Em primeiro lugar, a prática de uma ideologia e também a participação nas atividades partidárias. Como entender, então, a posição do atual presidente Bolsonaro, que já foi filiado a pelo menos oito partidos e, agora, está incentivando a formação de mais uma legenda? Como se pode concluir, é a continuação de uma situação que de certa forma tem que ver com a sua decisão de adesão ao PSL nas recentes eleições, ou seja, oportunismo eleitoreiro.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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PARTIDO AB

 

Afinal, AB, a sigla do mais novo partido a ser criado, será de Aliança pelo Brasil ou Aliança dos Bolsonaros? A conferir...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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COMO NO FUTEBOL DE VÁRZEA

 

O presidente Jair Bolsonaro agiu exatamente como se fazia no passado quando jogávamos num time de várzea: por não nos deixarem jogar num determinado time, o interessado nesse objetivo comprava uma bola, um jogo de camisas, estipulava um nome e montava sua própria equipe, e o primeiro a ser escalado era ele mesmo, depois escolhia os outros para fazerem parte do time.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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MAROLINHA

 

A nova morada de Bolsonaro e sua trupe (Aliança pelo Brasil) é de mão única. As urnas de 2020 mostrarão que o dito tsunami virou marolinha.

 

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

 

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AS REFORMAS, TALVEZ A CONSTITUINTE

 

O Congresso Nacional promulgou na terça-feira a reforma da Previdência, primeiro passo rumo à sustentabilidade contas públicas. Ainda estão pendentes as revisões administrativa, tributária, política e eleitoral. Chegamos ao caos em razão da irresponsabilidade de governantes e políticos que, em vez de buscarem o aperfeiçoamento, optaram pelo populismo democrático e nos conduziram à pior crise política, econômica e social. O combate à corrupção e a nova forma de montar o governo são avanços que ensejam as reformas. Precisamos equalizar receita e despesa e, na medida do possível, diminuir a carga tributária. Embora vigore há 31 anos e já possua 102 emendas, a Constituição de 1988 ainda carece de regulamentação em mais de 100 itens. É a falta dessas definições que levou a coisas como a revogação da prisão de condenados em segunda instância. Quando o Congresso não faz seu papel, o Supremo Tribunal Federal atua conforme a cabeça dos seus ministros. Espera-se, agora, que deputados e senadores definam rápido a questão do cumprimento da pena e não se esqueçam dos outros pontos que aguardam regulamentação. Sem eficácia, a Constituição pode ficar defasada e exigir uma nova, como está ocorrendo no Chile. É preciso modular os arroubos dos constituintes de 1987-1988 e trazer o texto à realidade de hoje, com vistas para o futuro...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

     

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DIA HISTÓRICO

 

O dia 12 de novembro de 2019, próximo do dia da Proclamação da República (15/11), também é um dia histórico para o País, com a promulgação pelo Congresso da robusta e importante reforma da Previdência. O País deve economizar com ela, em dez anos, R$ 800 bilhões e aliviar, se não o suficiente, o equilíbrio das contas públicas, hoje altamente deficitárias. Até dezembro também está prevista a aprovação da PEC que inclui Estados e municípios nas regras desta reforma, com economia prevista também em dez anos de outros R$ 350 bilhões. Oxalá os nossos governantes passem a ter juízo e, de uma vez por todas, foquem o Brasil, priorizando o desenvolvimento econômico e social. Esta é a grande oportunidade.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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E AS EXCELÊNCIAS?

 

Da reforma da Previdência nada ouvi sobre as excelências do Judiciário e do Legislativo. Estão no bolo ou é somente para quem é você?

 

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

 

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COBRANÇA

 

Com a redução esperada no déficit da Previdência para os próximos anos, chegou a vez de a Advocacia-Geral da União cobrar as dívidas milionárias dos bancos e clubes de futebol com a Previdência.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA – UMA ILUSÃO?

 

O grande problema do Brasil, sabe-se, liga-se ao não crescimento da economia. Não cresce a economia, o desemprego mantém-se estagnado. A crise na qual vivemos, sem a abertura de grandes frentes de trabalho (lembremos o New Deal americano) vinculadas ao saneamento básico, recuperação de rodovias, restabelecimento de ferrovias, favorecendo o transporte de imensas quantidades de produtos agrícolas para exportação, entre outras ações que, se houvesse recursos para investimentos estatais, poderiam abrir alguma perspectiva para a recuperação do emprego e, consequentemente, da economia brasileira. Ora, a reforma da Previdência, muito ao contrário do que possa parecer, deverá retirar recursos de todas as camadas sociais, desde as classes abastadas detentoras de holerites (altos trabalhadores de empresas privadas, pequenos, médios e altos salários do funcionalismo de todos os poderes, que além do Imposto de Renda recolherão as salgadas taxas da Previdência) aos simples operários de salário mínimo. Poderá aumentar alguma coisa a arrecadação previdenciária, mas longe de equacionar a questão fiscal. Todavia, haverá violenta queda da arrecadação do ICMS em razão da redução profunda do consumo, até mesmo daqueles trabalhadores com altos salários, que já não viverão na atual abastança. Interessante notar que os economistas que tanto elogiam a reforma da Previdência parecem não ter atentado para a queda dos impostos que, certamente, afetará o governo federal e os Estados. Quem viver verá, logo nos primeiros meses de 2020.

 

Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto luizgonzaga@udemo.org.br

São Paulo

 

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REFORMAS À TRIPA-FORRA

 

Os “mandarins” da equipe econômica do governo estão como cegos em tiroteio. Estão sem bússola, procurando um norte, até aqui o ignorando. Esta nova invenção, o programa de emprego Verde Amarelo, demagogicamente, pretende dar emprego a jovens desempregados, oferecendo vantagens tributárias aos que aderirem ao programa. Ora, pois, logiquemos: se a empresa não emprega por causa da crise econômica, onde alocar estes novos “sorteados” dos bolsonaristas? O que o governo precisa é melhorar, principalmente, o ensino em escolas profissionalizantes. O resto é fazer de conta que não está sendo engolido pela esquerda raivosa.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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O CONGRESSO E A PRISÃO EM 2.ª INSTÂNCIA

 

O Davi Alcolumbre que supostamente venceu o Renan Golias na disputa pela presidência do Senado parece ter mirado sua funda contra os desejos do povo e se aliado ao antigo adversário que, como muitos políticos no Congresso, não quer nem ouvir falar de prisão após o julgamento em 2.ª instância, enrolados que estão com processos na Justiça. Para apenas postergar a discussão sobre o candente tema, ele propõe uma Constituinte exclusiva, o que vai ser o mesmo que pretender reconstruir uma casa quando apenas um cômodo precisa de reforma. Isso se chama empurrar com a barriga, ganhar tempo, enrolation...! Davi, o povo não é mais gado tangido, se virarmos a boiada contra vocês, vai ser um estrago e tanto! Isso é uma ameaça? Não... quem somos nós, povo, para meter medo em vocês? Ameaças foram aquelas cuspidas pela boca de Lula assim que foi solto graças à decisão indecente tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada! E ninguém da mídia ou da política sequer se arrepiou... né?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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EMPARELHADÍSSIMO

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mostra que está “emparelhadíssimo” com o Supremo Tribunal Federal a respeito da famigerada prisão após condenação em segunda instância. Agora, vem com uma nova “lorota”, entendendo ser necessária a aprovação de uma nova Constituição para resolver o problema criado pelo próprio STF. Sem dúvida, ambas as Casas são “carne e unha” para manter tudo como está!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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BOI NA LINHA

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sido a nota destoante em muitos assuntos importantes que a sociedade brasileira preza. Sobre a prisão em segunda instância, ele tem a ousadia estapafúrdia e tosca de propor uma Assembleia Constituinte para mudar cláusula pétrea da Constituição para tratar do tema. Como não é nenhum Renan Calheiros em esperteza política, e provavelmente em nenhuma outra, o máximo que está conseguindo é transformar-se no bufão da República. Primeiro, não se trata de cláusula pétrea, segundo doutíssimos juristas. Segundo, falar em Constituinte a essas alturas no Brasil é malícia de tolo. Não há um só brasileiro entre os 210 milhões que não vê manobra pueril do inexperiente senador representante de um Estado com cerca de 850 mil habitantes. Seria mais honesto admitir que não quer Justiça que prenda gente abastada.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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CONSTITUIÇÃO

 

Constituição, politicamente falando, é Lei Fundamental que regula a organização política de uma nação soberana: é Carta Constitucional, instituição que estabelece ordenação, estatuto, regra, para que todos tenham constitucionalmente seu direito respeitado. Querer convocar nova Constituinte só para atender a um caso meramente particular – prisão após julgamento em segunda instância – é contrariar constitucionalmente a Lei Magna.

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo

     

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A ESSÊNCIA DO CINISMO

 

Por que só agora alguém se mexe no Congresso para corrigir a constituição na passagem que permitiu ao STF revogar a prisão/punição após condenação em segunda instância? 1) Hoje existe no Congresso, que é a instituição legisladora do País, um grande número de elementos envolvidos em corrupção e desvio de recursos /roubo. Os bandidos não atuarão a seu desfavor. E os não comprometidos não atuam contra “os colegas”. 2) O Judiciário, do qual o STF faz parte, também está politicamente comprometido com os autores de corrupção institucionalizada. Em outras palavras, estão aparelhados. Como desatar este nó? A cultura da corrupção e da apropriação ilegal está dominando o País... É a essência do cinismo se expressar por “respeito às instituições” na vigência de tais comportamentos.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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BANDA PODRE

 

O ex-presidente Lula, num de seus discursos inflamados depois de liberto, criticou o que chamou de “banda podre” da Justiça, do Ministério Público, da Receita Federal e da Polícia Federal. Lula faria melhor se elogiasse o STF que, apesar da forte pressão da opinião pública, optou por interpretar o texto constitucional ao pé da letra, graças ao que ele pôde ser solto e, assim, voltar livremente a vociferar suas tradicionais palavras de ordem e demagogia rasteira. Também faria melhor se pedisse desculpas ao povo brasileiro em nome da banda podre do petismo, que conduziu o Brasil à pior crise econômica e social de sua história.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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DESPESAS CORTADAS

 

Pensando bem, concluí que, na libertação do ex-presidente Lula da prisão (prisão?) o nosso povo teve um ganho: a enorme despesa para mantê-lo em Curitiba cessou. Eram R$ 300 mil por mês. Afinal, mesmo em eventos nefastos como este encontramos algo de bom.

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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A FALTA QUE UM PITO FAZ

 

Uma justa homenagem marcou a cerimônia de premiação da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, um defensor intransigente da liberdade de expressão, um dos pilares da democracia. Mesmo nos tempos em que pairavam sintomas de autoritarismo no ar, nossa sociedade com vocação para a liberdade esteve vigilante para evitar que nossa jovem democracia fosse golpeada por autocratas de plantão. O discurso do decano que alertou sobre vozes autoritárias que se insurgem contra a liberdade de expressão tinha endereço certo: o presidente Jair Bolsonaro, que, ao editar uma medida provisória extinguindo a exigência da divulgação de editais públicos em jornais, acabou na verdade desonerando muitas empresas que sofrem com gastos excessivos obrigatórios. Numa economia de livre-mercado, diminuir custos de quem produz é vital para fazer a roda da economia girar com menos encargos e mais competividade. Voltando aos tempos em que grupos liberticidas puseram efetivamente nossa democracia em risco tentando implantar o controle social da mídia (mordaça), vozes como a do eminente decano não ecoaram nos meios de comunicação, alertando contra um perigo real representado por Lula e seu então ministro das Comunicações Franklin Martins, cujos sonhos era ter um Pravda para chamar de seu (jornal porta-voz do governo soviético). Uma dúvida: será que o jeito destrambelhado de Lula falar representou menos riscos à democracia durante seus dois mandatos quando tentou implantar o modelo venezuelano de democracia?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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O FIM DO DPVAT

 

“Sem DPVAT, motociclista será o mais prejudicado.” Essa foi a manchete do Estadão de terça-feira. Não vou entrar no mérito se é certa ou não a extinção desse seguro. Primeiramente, discordo do termo motociclista, uma vez que motociclista, assim como o motorista, está sujeito às leis do trânsito. O que não acontece com os motoqueiros, que fazem o diabo em São Paulo, e nada acontece com eles. Aliás, acontece, sim. Segundo várias estatísticas, morre, em média, um motoqueiro por dia no trânsito de São Paulo. Sinceramente, é pouco. Pelas imprudências, pelo desrespeito às leis, pela atitude agressiva em cima de suas motos, poderiam acontecer mais mortes. No corpo da matéria objeto da chamada na primeira página, diz-se o seguinte: “Nos últimos dez anos, uma média de 460 mil vítimas (...) A maior parte desse total, 250 mil, foi de motociclistas que se acidentaram e ficaram inválidos, com sequelas permanentes que os impedem de trabalhar.” Ora, quer dizer que eu pago DPVAT para atender àqueles que não respeitam as regras de trânsito, se acidentam ou morrem por pura imprudência? Então, neste caso, eu sou a favor da extinção do DPVAT. E, aproveitando esta minha análise, eu deixo uma pergunta: quando alguma autoridade vai tomar alguma providência para coibir a barbárie que os motoqueiros – não os motociclistas – fazem nas ruas de São Paulo? Experimente ir ao Aeroporto de Congonhas pela Rubem Berta ou pegue uma das Marginais, tanto a Pinheiros quanto a Tietê, e passe momentos de horror na direção do seu veículo para atestar o que estou denunciando e pedindo urgentes providências.

 

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

 
 
 
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