Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2019 | 01h40

REFORMA ADMINISTRATIVA

Os donos do Brasil

Elite dos servidores age para barrar reforma administrativa. Por essa manchete de primeira página do Estadão de sexta-feira, parece que agora, como já era de conhecimento de alguns, se torna público quem são os verdadeiros donos do Brasil: a elite dos servidores públicos. São juízes, procuradores, funcionários do Judiciário, parlamentares, funcionários das carreiras de Estado, policiais, etc. Entre os privilégios que querem manter estão os altos salários, muitos além do teto legal, vantagens e mais vantagens, férias além dos 30 dias, etc. Muito vergonhoso. Se pela Constituição todos são iguais perante a lei, por que existe essa classe de “deuses”, que estão contribuindo para piorar a situação fiscal do País?

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Vergonhoso lobby

Parabéns ao Estado pela reportagem sobre os servidores contra a reforma administrativa. Os funcionários públicos sempre se acharam uma classe especial, superior à classe “baixa” dos trabalhadores da iniciativa privada. Urge aproximar esses privilegiados das condições dos demais trabalhadores. A equipe econômica do governo descobriu 300 carreiras no quadro do funcionalismo e quer reduzi-las para 30. Espera-se que o Legislativo não dê guarida ao vergonhoso lobby do alto funcionalismo.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

E os pobres sofrem

Se a “elite dos servidores” conseguir barrar a reforma administrativa, o Brasil continuará arrastando essa República velha, enferrujada e corrupta. Nela quem sofre mais é a população pobre, pois nunca sobra dinheiro dos impostos para saneamento, saúde, educação... O Congresso Nacional não se pode curvar a essa categoria privilegiada pelo Estado brasileiro, ou continuaremos eternamente submetidos aos “monarcas” da Banânia.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Atraso x desenvolvimento

A estrutura administrativa do Brasil é arcaica e retrógrada. Os servidores públicos têm benefícios que não existem em nenhum país moderno do mundo. Lembremos que estudos recentes feitos por organismo internacional relatam que o funcionalismo brasileiro ganha nada menos que o dobro dos trabalhadores da iniciativa privada. Mesmo durante a crise que se abateu sobre o Brasil os funcionários públicos continuaram extremamente beneficiados com regalias, como não poderem ser demitidos, desfrutarem de aposentadoria integral, licenças-prêmio e diversos penduricalhos. Esperamos que os congressistas acelerem a aprovação dessas reformas, para podermos retomar o desenvolvimento do País.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Também na Previdência

Juízes, procuradores e promotores vão ao STF contra alíquotas da nova Previdência, informa o Estado de 14/11. Os integrantes da mais beneficiada corporação do serviço público, a favorecida preferencial do Estado, querem, nessa causa, manter suas atuais benesses, como se fossem virtuais “cláusulas pétreas”, o que obriga os contribuintes – nós – a pagar ad infinitum, seus altíssimos salários, penduricalhos e aposentadorias. Mais uma razão para pensar em nova Constituição, pois a cidadã, já “centenariamente” rota e emendada, entre outros problemas, sempre será algo assemelhado a um “pro perpetuum privilegium semper”.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

COMBATE AO CRIME

Prisão após a 2ª instância

Surpreendeu-me a informação no Estadão de que parlamentares reclamam de sofrer cyberbulling por sua posição quanto à proposta de emenda à Constituição (PEC) da prisão após condenação em segunda instância. Ora, desde quando receber mensagens dos eleitores questionando suas posições pode ser considerada pressão indevida? É pressão, sim, mas democrática!

MARCOS LEFEVRE

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

Caminho da impunidade

Prisão apenas após o trânsito em julgado significa que alguém só cumprirá a pena na cadeia depois de julgados todos os recursos possíveis até a última instância, ou seja, o STF. Se hoje esse tribunal não consegue dar conta em prazo razoável das ações penais que lhe cabe julgar, demorando anos, às vezes décadas, para finalizá-las, quando não prescrevem, como conseguirá proceder quando começar a receber enxurradas de processos que certamente lhe serão encaminhados? O caminho certo para a impunidade está aberto.

CELSO NEVES DACCA

celsodacca@gmail.com

São Paulo

Vai ter de correr

Com a exigência do trânsito em julgado para o início do cumprimento da pena, o STF precisa alterar o seu regimento para tornar seus julgamentos mais céleres, impedindo os recursos repetitivos, para que a presunção de inocência não se torne a certeza da impunidade.

REYNALDO JOSÉ GATTI BUSCH

reynaldojgbusch@gmail.com

São Paulo

Só queria entender

Circula na internet um vídeo que mostra o ministro Gilmar Mendes, no julgamento de 2016 sobre o tema, expondo sua defesa veemente em favor da prisão em segunda instância. Na ocasião o ministro do STF apresentou argumentação brilhante e irrepreensível em defesa dessa tese. O que teria causado a mudança radical do seu pensamento, para condená-la agora? Enfim, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”...

AURELIO QUARANTA

relyo.quar@gmail.com

São Paulo

Perplexidade

Até a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ficou perplexa com a preocupação de ministros do Supremo Tribunal e outras autoridades de afrouxar regras e procedimentos para coibir a corrupção, como os atos do ministro Dias Toffoli não permitindo que o Coaf denuncie operações suspeitas e se intrometendo nas atividades do Banco Central e da Receita Federal, para proteger corruptos de alto escalão. Um retrocesso.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Suprema liberalidade

O STF deveria banir de vez a figura do réu. Para que insistir?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


“A requisição por Dias Toffoli dos relatórios

de inteligência financeira

do antigo Coaf não caracteriza abuso de autoridade, pela nova lei?”

  ELY WEINSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE ATOS CONTROVERSOS

DO SUPREMO TRIBUNAL

elyw@terra.com.br

 

“O supremo poder por

um segredo. Aliás, 600 mil, sem falar dos 130...”

 A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

 

“A ministra Cármen Lúcia se lembra de quando disse que o Supremo jamais

se apequenaria? Pois é...”

  GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br

DORMINDO MELHOR


Na primeira página da edição do Estado de 12 de novembro via-se uma imagem em detalhe da casa de Evo Morales em Cochabamba, na Bolívia, que foi invadida e depredada após os distúrbios que culminaram com a saída do cargo do até então todo-poderoso presidente. Nessa imagem há um quadro emoldurado e com fundo escarlate no qual aparecem, da esquerda para a direita, a nata do Foro de São Paulo:  Rafael Correa, Fidel Castro, Hugo Chávez, o próprio Evo, depois Lula e, na ponta, Néstor Kirchner. Correa, do Equador, é acusado de corrupção e tem pedido de prisão assinado contra si. Vive exilado na Bélgica. Fidel e Chávez, de Cuba e Venezuela, respectivamente, estão mortos e seus países, em escombros; Evo acaba de ser escorraçado e vai curtir asilo político no México; Lula, até há pouco preso, responde a vários processos criminais, tendo já sido condenado em dois deles, o que o torna inelegível, pela Lei da Ficha Limpa. E, por fim, Néstor Kirchner, da Argentina, morto. Há não muito viviam por aí dando gargalhadas e ameaçando-nos – sabe-se lá se a sério ou de brincadeira – com uma versão latino-americana da extinta URSS, a União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Hoje, ou estão mortos ou no merecido ostracismo. Falta muito a ser resolvido e nem todos os perigos foram afastados, mas já dá para dormir melhor.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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EXPURGO NA AMÉRICA LATINA


Falta, ainda, expurgar Nicolás Maduro, os Castros, os peronistas, etc., e vamos começar a ver um continente rumar para o desenvolvimento que o capitalismo produz, mesmo com as mazelas do feudalismo medieval que ainda o governa e administra. É como um carroceiro dirigindo um Fórmula 1, tem de haver trombadas, o capitalismo é sistema de produção que jamais a humanidade teve, pena que nas mãos de carroceiros ainda da época medieval na melhor das hipóteses. O comunismo é o retorno ao tribalismo.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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INSTABILIDADE NA AMÉRICA LATINA


No presidencialismo não há separação de poderes entre chefe de Estado e chefe de governo. O personalismo da figura do presidente centralizador tende a dificultar a consolidação das instituições democráticas. Os partidos políticos giram em torno de pessoas, e não de programas de governo. Ao enfraquecer a estrutura partidária, o sistema político fica instável, causando problemas de governabilidade. Crises políticas e econômicas provocam instabilidade institucional. Não há mecanismos de soluções de impasse como troca de governo (primeiro-ministro) ou convocações de eleições parlamentares. A mera troca do gabinete ministerial pode não ser suficiente para aplacar a animosidade contra o presidente. A interferência de grandes potências (EUA versus China/Rússia), apoiando lados opostos, apenas piora o quadro político, que acaba necessitando das Forças Armadas para manutenção da ordem interna. A América Latina não está voltando ao passado, pois a economia sempre foi dependente de commodities e dos interesses estrangeiros.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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A RAZÃO IRRACIONAL DAS IDEOLOGIAS


Os movimentos ideológicos radicais, tanto da direita como da esquerda, crescem quanto mais se agravam os problemas econômicos. O melhor pensamento não radical, para atrair as massas populares, de todos os estamentos sociais é o crescimento equilibrado, com a criação de empregos humanos e a distribuição justa da renda, o que é possível sob a liberdade política e econômica. Os desastres do Chile, da Bolívia e as ombradas radicais no Brasil são diretamente proporcionais ao crescimento pífio de 0,2% da América Latina em 2019, ante 3,2% da África subsaariana.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CRISE BOLIVIANA


O então presidente da Bolívia, Evo Morales, foi afastado do cargo numa configuração de um golpe. Como aceitar sucessão com a posse de uma senadora para um cargo para o qual ela não foi eleita? E o presidente Jair Bolsonaro manifesta apoio a ela, ao mesmo tempo que critica a eleição do candidato de oposição na Argentina. Como se pode constatar, a direção do Brasil tem posições que exigem mais reflexão e transparência.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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GOLPE NA BOLÍVIA?


Se houve um golpe na Bolívia, foi a condenável tentativa de Evo Morales de conquistar o quarto (!) mandato consecutivo por meio de estelionato eleitoral devidamente constatado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Com efeito, quem semeia golpe por ele será golpeado. Morales já foi tarde. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VÁCUO DE PODER


A Bolívia já estava sem governo há muito tempo. Evo Morales era só mais um espertalhão que falava as mentiras que o povo gosta de ouvir. Aprendeu com os últimos presidentes do Brasil. Só deu azar de não ter um STF como o brasileiro.


Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André


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QUE DEMOCRACIA É ESTA?


O ex-presidente Lula, solto recentemente, alega golpe na Bolívia e diz que a elite na América Latina não sabe conviver com a democracia. Contra esse argumento nos resta comentar que o ex-presidente da Bolívia estava no poder há 15 anos, conseguindo reeleições mudando regras – quando uma das bases da democracia é justamente a alternância de poder. Com relação à América Latina, vejam o estado de penúria que reina na Venezuela, que ano após ano vem caminhando para trás, deixando sua população cada vez mais pobre e o governo mantendo-se no poder à força, ou em Cuba, onde há 50 anos reina uma ditadura brutal que não deixa seu povo nem mesmo sair do país.


Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo


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COM PADRINHO NÃO SE MORRE PAGÃO


A rotina do Brasil vinha seguindo tranquila até o momento em que seis ministros resolveram fazer justiça (a do PT) colocando o inominável em liberdade, para ter o direito de provar aos berros que os 13 anos de cleptocracia foram a época mais próspera da nação (petralha) enriquecendo uma casta corrupta, quebrando estatais, financiando ditaduras amigas e empobrecendo milhões de conterrâneos. Será que a turma dos garantistas do STF, entre uma garfada de lagosta e um gole de vinho premiado, estão acompanhando os discursos pacificadores do elemento, que prega incitação à violência e conclama abertamente seus seguidores a botarem fogo no País, para tentar sabotar o atual governo que se esforça para reverter o estrago herdado pela orcrim? A bandidagem do bem está solta graças aos seus primorosos juízes de aluguel que decidiram destruir todo um trabalho de décadas da mais notável operação de combate à corrupção. Nunca foi tão fácil para o povo entender o truque que transforma delinquentes encarcerados em homens do bem e merecedores do maior dádiva com que pode sonhar a alma humana, a liberdade.


Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo


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SEM FORO PRIVILEGIADO


O condenado Lula da Silva, pretendendo mostrar todo o seu ódio assim que deixou a cadeia, ofendeu literalmente as instituições do País. Com palavras impublicáveis, desancou o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o Ministério Público, a Justiça brasileira de um modo geral e a Polícia Federal. Na verdade, sua intenção é implantar uma crise institucional superior àquela conhecida como “nós contra eles”. Afinal, o demiurgo, na sua “breve” estada na cadeia, se esqueceu de que não possui mais o famigerado foro privilegiado, ou será que pretende continuar no bem-bom da cela de Curitiba? Quem viver verá.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O BRASIL NO MEIO DO EMBATE


Doravante, o Brasil irá viver entre os embates de Lula da Silva com Jair Bolsonaro, ambos radicalizados em sua postura ideológica. Lula da Silva, julgando-se o homem mais honesto do Brasil, vai continuar agredindo todos que descobriram suas maracutaias e todos que o meteram na cadeia. Bolsonaro, mais calmo, concentrado nos seus filhos, precisa defender Sérgio Moro, caso contrário, terá de enfrentá-lo como candidato imbatível à Presidência da República. E, como consequência, as coisas e necessidades do Brasil vão ficando em segundo plano, desde que ambos estão pensando mais neles do que na Pátria. Porque pátria, para muitos brasileiros, é o lugar onde podem comer, dormir, divertir-se e roubar ou satisfazer suas ambições pessoais. O resto são enredo histórico e enfeites. Ou não?


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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NO PALANQUE


Até o mais desinformado cidadão sabe que, na condição do senhor Luiz Inácio Lula da Silva, juridicamente falando, em hipótese alguma ele poderia haver subido num palanque para fazer um discurso odioso e conclamar o povo a uma espécie de desobediência civil, ou até mesmo a uma revolta popular, no sentido de impor suas tresloucadas ideias políticas, atitude que tomou tão logo colocou os pés para fora da cadeia. Lula não foi declarado inocente, tampouco recuperou seus direitos políticos, e ainda há processos com graves denúncias contra si tramitando nas altas esferas da Justiça. Ele só deu essa “saidinha” de trás das grades, por assim dizer, após uma bem urdida chicana jurídica arquitetada por meia dúzia de “companheiros” ministros que orbitam no Supremo Tribunal Federal. Pura e simples!


Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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TERRA DE NINGUÉM


Como uma pessoa condenada em segunda instância, cumprindo pena, que tem contra si mais seis processos em andamento, pode ter sido solta e sair pelo País fazendo manifestação contra o atual governo e campanha para os seus quadrilheiros? O Brasil realmente é um país sem lei, pois este criminoso está cumprindo pena e parece estar totalmente livre e desimpedido. Terra de ninguém, realmente.


Vartenis Lima vartenis@gmail.com

São Paulo


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‘SEM ESCRÚPULO’


Quem diria, a máscara de Lula está caindo. Após discursar para sua militância no ABC Paulista, logo após deixar a cadeia, até o seu ex-ministro Ciro Gomes disse que “o lulopetismo virou uma bola de chumbo amarrando o Brasil ao passado” e ainda o chamou de “sem escrúpulo”.


Artur Topgian  topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo


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MAL RECEBIDO


Pois é, graças ao compadrio, que o mundo inteiro já sabe, o “cara” está solto. Mas não tem sido bem recebido por onde tem andado – até ovadas e tomatadas já recebeu. Não podemos nos esquecer, também, de que está solto, mas continua condenado e inelegível, e em breve deve retornar às grades.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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VIDA CORRIDA


O ex-presidente e ex-presidiário não contou com a presença dos filhos no momento em que saiu da prisão? E não foi visitar os túmulos da esposa, do irmão nem do neto? Por quê? Quais são os seus valores? Triste constatação.


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo


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TEMPO PERDIDO


Politicamente falando, o Brasil é um país cansativo. As mesmas pessoas, os mesmos erros, as rodinhas de sempre, a desfaçatez, a falta de interesse, numa ausência total de frescor e modernidade. Para ser bem redundante, é um mofo mofado, que já dura mais de três décadas. Depois de tanto tempo, apenas duas mudanças significativas: o dinheiro suplantou a democracia e o povo passou de coitado à condição de cúmplice.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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PODER, POLÍTICA, PROSTITUIÇÃO


Nada pode dar certo no Brasil político. O tudo também não. Comecemos pela democracia: algum brasileiro razoavelmente informado, curtidor ou não da História, acredita que a democracia migrou de Atenas para Brasília? Nas baixadas e favelas, a integridade é testada a todo instante, se uma bala achada não fura parede, corpos e... mata. Lá, o brasileiro sobrevive honrado, apesar de desamparado pelo Estado que há 519 anos dá pum para o povo e mordomias intoleráveis a seus agentes. Em Brasília, togados, embecados e empaletozados discursam em rococó com estranhos trejeitos da boca às mãos, fazem das nomeações negócio, desonram a raça dos sabujos com o baixo perfil dos atos e fatos correntes ao esgoto. Por exemplo? A lei – extensão codificada ou consolidada da mentira, da dissimulação, da farsa, a mais recente a jurisprudência da Corte pequena apelidada suprema. Um ministro alertou: “O Brasil é um país aberto ao crime”. Síntese: poder, política e prostituição no Brasil são a mesma coisa.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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DEMOCRACIA


Aviso aos navegantes de pouca viagem política: existe vida, e em abundância, fora da esquerda e da direita, na história da política. Comunismo e fascismo são extremos que já deveriam estar enterrados no cemitério do totalitarismo. A democracia, esta delicada orquídea grega, demanda cuidados especiais e mentes abertas para sua floração. Do trabalhismo ao liberalismo progressista, há vários tons de cores suaves, como a delicada socialdemocracia, muito comentada e pouco praticada. Há vida inteligente na política, às pessoas de boa vontade e de bom senso, estas raras virtudes que fazem de um líder um verdadeiro estadista, de seus eleitores cidadãos felizes e de um país como o Brasil uma grande nação.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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‘ENSAIOS AUTORITÁRIOS’


Muito importante o tema do editorial do Estadão ‘Ensaios autoritários  (13/11, A3), que abordou a importância de uma imprensa livre como forma de manter a democracia viva e saudável . Nesse sentido, Bolsonaro não cansa de demonstrar seu desprezo por este valor sagrado que é a liberdade  de expressão quando ataca a imprensa e incita empresários a boicotar órgãos de  mídia como forma de asfixiá-los e, assim, puni-los. Com a visão distorcida que lhe é peculiar, transforma opiniões divergentes, ou criticas, em ataques inimigos que precisam ser aniquilados. E isso vem ocorrendo desde quando era candidato, quando reagia como se vítima fosse das checagens de suas eventuais posições sobre qualquer assunto, como se isso não tivesse de ser feito por questão de ofício. Por outro lado,  acha-se no direito de expressar-se como bem entende em relação à mídia rotulando-a injustamente do que lhe vier à cabeça e, ao mesmo tempo, permitindo e mesmo estimulando que seus filhos digam o que bem entendem nas redes sociais, como se estas fossem um canal particular sem conexão com o noticiário e como se não fossem ser transmitidas pela imprensa. Essas são formas esquizofrenizantes de lidar com a mídia, pois traduzem mensagens conflitantes e ambíguas sobre a liberdade de expressão que impedem que os cidadãos fiquem com uma ideia clara sobre o significado desse necessário e fundamental direito à informação dos fatos por uma imprensa livre. E isso não é nada bom nem justo, nem sequer honesto. Assim e então, viva a liberdade de imprensa, viva a democracia, um bem sagrado do qual nunca podemos abrir mão!


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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GRANDE PRÊMIO DO BRASIL DE F1


A próxima etapa da Fórmula 1 é o Grande Prêmio do Brasil, neste domingo (17/11), em calendário que se encerra em Abu Dhabi, no dia 1.º de dezembro. Com o campeonato já definido, visto que o inglês Lewis Hamilton já conquistou o título de 2019, a Fórmula 1 chega ao Brasil sem muita coisa em disputa. Hora de acelerar na corrida mais especial do ano: vem aí o GP do Brasil de F1. Acelera, Lewis Hamilton. Fatura o GP do Brasil, vai! Um presente para os fãs da F1: Bruno Senna acelera em Interlagos o lendário McLaren MP 4/4 de 1988 no domingo do GP Brasil de F1.


José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília

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