Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2019 | 03h00

ECONOMIA

Protecionismo de mercado

Não é por acaso que larga parte das empresas no Brasil desconhece o que significa indústria 4.0, como apontado por editorial do Estadão de domingo (A3). Há décadas o Brasil se consagra como um dos campeões mundiais de protecionismo de mercado. E sem abertura de mercado não há estímulo ao intercâmbio e à competição “de gente grande”. Apesar de todas as evidências racionais possíveis, ainda existe uma parcela significativa de homens ditos públicos que são contra a abertura de mercado. Tenho certeza de que a alta correlação entre os empresários beneficiados por essa política protecionista e os escândalos de corrupção é só mera coincidência. Mas já passou da hora de nos rendermos e aprender com as experiências vencedoras internacionais, e não insistir em que nossa jabuticaba é que vai dar certo, porque, afinal, nós é que somos espertos.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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Teremos uma sociedade 4.0?

Concordo com a importância do tema, mas acho que temos um desafio maior: o que fazer com os milhões de desempregados que a indústria 4.0, a agricultura 4.0, a pecuária 4.0, os serviços 4.0 criarão? Creio que não adianta dizer que novas oportunidades surgirão, pois estas só existirão para quem estudar. E como nosso país está longe de investir seriamente na educação – afinal, essa tal educação continua sendo um privilégio de poucos –, receio que esta nova era 4.0 traga sérios problemas sociais. E poucos estão pensando nisso. A nova revolução industrial deve contribuir para evitar uma revolução social 4.0 e para isso vamos precisar com urgência de um Congresso 4.0, um Judiciário 4.0 e um Executivo 4.0.

ROBERTO LINARES

roberto.linares.msc@gmail.com

Nova Odessa

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JUSTIÇA CONTRA O CRIME

Império da lei

O artigo A segunda instância e a presunção de inocência (18/11, A2), do ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Fernando Moro, além de relembrar aos desmemoriados que cabe ao Legislativo deliberar sobre as aspirações dos brasileiros, entre elas, a de que “a aplicação da lei seja igual para todos”, e alterar o texto constitucional, aliás, elaborado por seres falíveis, não por deuses, de forma a impedir que outros seres falíveis decidam sobre vidas pelo estreito placar de 6 x 5, revela ainda mais sobre sua postura no combate à criminalidade: serenidade e seriedade, boa-fé e firmeza, temperança e respeito. Os brasileiros foram às urnas em 2018 ansiosos pelo resgate de valores. Sergio Moro não cessa de nos dar esperanças, mesmo denegrido pelos que se consideram melhores intérpretes das leis do que ele.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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Presunção de inocência

Na ditadura, pessoas eram presas sem acusação e sem julgamento, ficavam presas por tempo indeterminado sem nenhum direito, sem advogados, sem habeas corpus. Esse foi um período sombrio da História que ensinou ao Brasil o valor da liberdade. A nova Constituição, promulgada em 1988, como não poderia deixar de ser, tratou de cuidar para que as arbitrariedades cometidas durante a ditadura jamais se repetissem. Daí que hoje ninguém será preso no País sem sentença condenatória transitada em julgado. Fomos de um extremo ao outro, da injustiça completa à impunidade absoluta. A razão está no meio do caminho: acusação, indiciamento, inquérito, julgamento, condenação e prisão; seguem-se os recursos com o réu condenado preso. O Brasil, traumatizado pela ditadura, precisa rever esse conceito e trazer a Constituição para a realidade dos fatos. Um bom começo seria observar como é feito no mundo inteiro e adotar medidas semelhantes.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Lição de mestre

Todo texto legal tem um enunciado e precisa ser interpretado para que dele se retire seu mandamento, ou seja, qual o seu significado e qual a finalidade almejada com sua edição. Interpretar um texto é muito mais que ler seu enunciado. E a interpretação de texto legal só pode ser feita por quem tem conhecimentos de hermenêutica jurídica, uma ciência que compreende várias técnicas. A mais elementar recomendação a respeito da interpretação de normas legais foi feita pelo papa da matéria no Brasil. “Deve o Direito ser interpretado inteligentemente: não de modo que a ordem legal envolva um absurdo, prescreva inconveniências, vá ter a conclusões inconsistentes ou impossíveis. Também se prefere a exegese de que resulte eficiente a providência legal ou válido o ato, à que torne aquela sem efeito, inócua, ou este, juridicamente nulo” (Carlos Maximiliano em Hermenêutica e Aplicação do Direito, Edit. Forense, 9.ª edição, 1984, pág. 166). Se o presidente do Supremo Tribunal tivesse formação jurídica além do grau de bacharel, certamente o resultado da decisão sobre prisão em segunda instância teria sido outro.

ADILSON ABREU DALLARI

adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

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Pena forte

Pode-se discordar do ministro Dias Toffoli, mas é inegável que sua caneta é mágica. Conseguiu promover o “Lula livre”, paralisou processos, aliviando para os Bolsonaros e o compadre Queiroz, deu tranquilidade a cerca de um terço dos congressistas, envolvidos em procedimentos pouco republicanos, e deu chance para auditor afastado, réu em dois processos, ser reintegrado (Operação Chiaroscuro).

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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SANTA CASA

Do povo para o povo

Notícia alvissareira a recuperação da Santa Casa paulistana (17/11, A3). Assim como as de outras localidades, ela sempre teve papel importante no atendimento à população em geral. Mas cabe notar que os valores envolvidos nas suas pendengas financeiras são bem inferiores aos destinados ao Fundo Partidário e congêneres. Está na hora de usar o dinheiro do povo com o povo, não com sanguessugas que não dão retorno à sociedade. Depois, se vierem manifestações como no Chile, ficam perplexos, buscando culpar x ou y como responsáveis por tamanha “algazarra”. Fiquem espertos, o povo brasileiro é até cordato, mas não é trouxa.

EDMIR DE MACHADO MOURA

negrinho10@hotmail.com

Caçapava

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RESSALVA

Suicídio de Vargas

O suicídio de Getúlio Vargas foi em 1954, e não em 1964, como publicado no artigo Jornada de otários (16/11, A2),

BRUNO SILVA

bruno.jose.silva3@gmail.com

São Paulo

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“Além da excelente aula de Direito, que seu artigo no Estadão de ontem leve à reflexão de cada um dos congressistas, que terão a responsabilidade de votar, de acordo com a vontade do povo brasileiro, pela prisão após a condenação em segunda instância”

CLÉZIO DONIZETE GOULART / SÃO PAULO, SOBRE SÉRGIO MORO E O COMBATE À CRIMINALIDADE

cleziogoulart@gmail.com

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“As ‘saidinhas’ do STF são melhores do que as saidinhas já existentes, porque não têm volta”

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI / BRAGANÇA PAULISTA, SOBRE O TRÂNSITO EM JULGADO

adalberto.allegrini@gmail.com

DESIGUALDADE CONSAGRADA


Cumprimentando o ministro Sérgio Moro por seu excelente artigo A segunda instância e a presunção de inocência (Estadão, 18/11, A2), e permito-me ir um pouco além. O Supremo Tribunal Federal (STF) alterou uma cláusula pétrea da Constituição sem autoridade constitucional para tal. Baseando-se no item LVII do artigo 5.º, que versa sobre a culpabilidade do réu apenas após o trânsito em jugado, o STF resolveu considerar o trânsito em julgado após decisão da 4.ª instância. Para tal, precisou discutir o sexo dos anjos e praticar um verborrágico contorcionismo jurídico. Tal entendimento não consta de nenhum artigo da “Constituição Cidadã”, tanto é que a prisão na 2.ª instância vigeu desde sua promulgação, em 1988, até 2009. Reformado nessa data, premiou criminosos com prisão após a 4.ª instância. Os fatos comprovaram a iniquidade desta decisão, que pulverizou a cláusula pétrea da igualdade perante a lei. Assim, se os 6 ministros que votaram pela prisão depois da 4.ª instância tivessem estendido esse benefício a todos os condenados, quer endinheirado, quer pobres sem recursos para postergar ad aeternum sua prisão, ao menos teriam preservado o enunciado no caput do artigo 5.º. Como não o fizeram, cometeram duas infrações: 1) invadiram a prerrogativa constitucional do Congresso, pois cabe apenas ao Congresso legislar; e 2) anularam o caput do artigo 5.º (igualdade de todos perante a lei). Portanto, consagraram a desigualdade entre os brasileiros. Pergunto: não é caso de impeachment para estes seis autoritários ministros? 


Antonio Calos Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo


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PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA


Espero estar sendo somente mais um entre milhares de leitores do Estadão a estar dando os parabéns ao ministro Sérgio Moro pelo brilhante artigo sobre a segunda instância e a presunção de inocência publicado ontem (18/11, A2). Ele demonstra que “o núcleo essencial da presunção diz respeito às provas (...)” e que, “existindo as provas categóricas, claras como a luz do dia (...)”, a presunção de inocência deixa de existir.


José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga


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A CONDENAÇÃO NÃO É VINGANÇA


Bem salientado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro: a condenação não é vingança, é o império da lei. Na realidade, o condenado em segunda instância já esgotou seus meios probatórios e, então, a condenação terá bases satisfatórias para encerrar as especulações probatórias, podendo ocorrer a sua prisão, enquanto continua postulando na última instância sobre matéria de Direito, se assim o desejar. Entretanto, percorrer em liberdade a última instância, na realidade, é homenagear a procrastinação e a proliferação descabida de recursos, até que ocorra a prescrição. E a punição, onde fica? Cumprir a lei não é homenagear a impunidade!


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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SIMPLICIDADE


“A simplicidade é o último degrau da sabedoria.” Se não me engano, essa frase é um ditado chinês. Veio-me à mente ao ler o artigo publicado ontem no Estadão, com o título A segunda instância e a presunção de inocência. O autor é o jurista Sérgio Fernando Moro (aqui, o título não deve ser de “ministro” ou de “ex-juiz”. A opinião é do jurista, ocupe ele ou não este ou aquele cargo). Na verdade, em linguagem simples e didática, o dr. Moro, jurista eminente, esclarece o assunto, não deixando qualquer dúvida no ar. Parabéns ao jurista.


Sarah de C. F. Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo


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IMPUNIDADE


Corretíssimo e oportuno o artigo do ministro Sérgio Moro (Estadão, 18/11, A2), ao pontuar que a sociedade brasileira não pactua com impunidade e que o devido processo legal não representa eternização do julgamento. No Japão, vimos o exemplo do empresário Carlos Ghosn, que foi preso por longo período antes do julgamento. Entre nós, mesmo depois de condenado, aguarda-se em liberdade até o famigerado trânsito em julgado. Brasil jabuticaba.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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DUPLA DERROTA


Parabéns ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela dupla derrota proporcionada aos brasileiros. Tirou a estabilidade jurídica com a eliminação da prisão em segunda instância e, com a soltura do condenado Lula, tirou a estabilidade política. Merecemos um STF mais bem qualificado, com notável saber jurídico e reputação ilibada, de verdade.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A VOZ DAS RUAS


Não se pode dizer que as manifestações em diversas cidades do Brasil no domingo (17/11) foram pequenas. Afinal, deixar a comodidade do lar em pleno domingo, após o almoço, não é para todos.


Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

São Paulo


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VIOLAÇÃO À LEI


Na semana passada o ministro Gilmar Mendes declarou, em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, que “devemos a Lula um julgamento justo”. Na sua fala incompatível com suas funções, o ministro afrontou o art. 36, inc. III, da Lei da Magistratura, que proíbe ao magistrado a manifestação, por qualquer meio de comunicação, de “opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais”. Ao assim proceder, o ministro manifestou-se em julgamento que ainda ocorrerá, bem como depreciou sentença e acórdão proferidos, insinuando terem sido “injustos”.  Houve clara violação ao art. 39, item 5, da Lei dos Crimes de Responsabilidade (“proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções). Trata-se de mais uma ilegalidade cometida por membro do STF, exigindo a intervenção do Senado Federal, que por sua vez se omite. De qualquer modo, em relação ao suposto “julgamento justo” para o condenado Luiz Inácio Lula da Silva, pergunto: existe prisão perpétua no Brasil?


Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


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PAPELÃO


Em entrevista, o ministro Gilmar Mendes disse que os ataques que vem sofrendo nas redes sociais, pedindo o seu impeachment, são orquestrados por robôs (?); que está de bem com a vida; que sabe o seu papel (ou papelão?) no Supremo Tribunal Federal; que é reconhecido na academia, aqui e nas viagens ao exterior, entre outros gritos de enforcados. Assiste razão ao ministro. Apesar do silêncio da grande mídia, nos movimentos de domingo (17/11) inúmeros robôs saíram às ruas Brasil afora, vestidos de verde e amarelo, com bandeiras, placas, banners e faixas às mãos, clamando pelo impeachment da suprema figura pública (putz!). Interessante, os robôs aprenderam a cantar o Hino Nacional e a entoar cânticos e refrões em homenagem ao preclaro juiz! A reação de outros robôs nos voos de carreira, nas vias e restaurantes internacionais atesta o reconhecimento de sua popularidade. Que vida boa! Que tal um passeio nos shoppings e calçadões após os “papelões” das sessões plenárias, ministro? Pede para sair, antes que seja tarde!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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OS MAIS MENOS DO BRASIL


A manifestação na Avenida Paulista mostrou que Gilmar Mendes pode ser considerado o homem mais odiado do País e corre o risco de perder o título para Dias Toffoli, que tem feito o impossível para blindar o homem “mais honesto” do Brasil.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ANTES QUE SEJA TARDE


O abuso sistemático que vem sendo praticado pelo presidente do STF, Dias Toffoli, em decisões tomadas ao sabor das conveniências e no melhor estilo autocrata, está destruindo a credibilidade da instituição Supremo Tribunal Federal. No exercício da presidência da Corte, Toffoli vem agindo claramente de forma autoritária. A ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon disse a um jornal estranhar o silêncio da magistratura em relação à decisão de Dias Toffoli de requerer ao Banco Central o acesso a todos os relatórios de inteligência financeira produzidos nos últimos três anos pelo hoje extinto Coaf. “Ninguém diz nada e o Supremo avança, sem limite e sem pudor. Até onde irá? Ninguém sabe”, afirmou. Sugestão: está na hora de os demais ministros colocarem um freio nesta escalada autoritária que mais lembra uma corte marcial de Cuba, onde a autoridade judicial acusa, processa, julga e manda prender, sob pena de ter o prestígio de nossa mais alta instância de Justiça ser lançado à lama de forma irreversível. O decano Celso de Mello, em vez de defender estes ministros, deveria pensar em proteger a imagem da instituição que o acolheu há mais de 30 anos, tomando a frente deste processo antes que seja tarde demais.


Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo


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A LEI? ORA, A LEI!


O presidente do STF, Dias Toffoli, recusou o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para revogar a decisão em que determinou o envio à Corte dos relatórios financeiros produzidos nos últimos três anos pela Unidade de Inteligência Financeira (antigo Coaf) e pela Receita Federal. Na mesma resposta, o ministro determinou a Aras que informe quem no Ministério Público Federal e no órgão de controle tem acesso a essas informações sigilosas. Toffoli, é importante recordar, mandou instaurar em março deste ano inquérito sigiloso para investigar fake news, ofensas e ameaças a ministros do Supremo, em reação ao vazamento de notícias sobre investigações de supostas movimentações financeiras ilegais que envolveriam, entre outros, o nome de sua esposa e os de Gilmar Mendes e esposa. No mês seguinte, Alexandre de Moraes, relator designado por Toffoli para presidir o inquérito, decretou censura ao site O Antagonista e à revista Crusoé, por haverem noticiado que Marcelo Odebrecht, em depoimento à Polícia Federal, identificara Toffoli como o “amigo do amigo do meu pai”, mencionado num e-mail. Agora, Toffoli, sem base legal, ordenou que lhe entreguem informações confidenciais de 600 mil pessoas físicas e jurídicas, e ainda vem exigir a identificação dos funcionários que têm acesso a essas informações. O viés de autoritarismo nas decisões de Toffoli não dá sinais de esgotamento, essencialmente em razão de o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM/AP) engavetar, sem mandar à apreciação do plenário, todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo que chegam às suas mãos. Alcolumbre, por coincidência ou não, é investigado em dois inquéritos criminais no STF, e, por desalentador que seja, o melhor que se pode dizer sobre Davi Alcolumbre é que ele não fica a dever em nada à atuação de seus dois antecessores na presidência do Senado: Eunício Oliveira (MDB/CE) e Renan Calheiros (MDB/AL).


Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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DIAS TOFFOLI


Mais fácil seria se fosse direto ao ponto quem acessou sua mulher, a mulher de Gilmar e Flávio Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz. Pobre Alexandre de Moraes, indo para o lixo da história!


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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O DITADOR TOFFOLI


Pessoas sem estofo, sem estatura moral, são prezas fáceis do autoritarismo. Lembra o ditado: se quer conhecer Dieguito, dê-lhe um carguito. Então, o que esperar de alguém reprovado duas vezes em concurso para seleção de juízes virar presidente do STF? Só pode fazer o que está fazendo agora. Ou o Senado cumpre sua função ou não haverá mais Poder Legislativo em breve, pois o Poder Executivo já se ajoelhou aos pés do STF.


Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo


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A CAMINHO DA DITADURA


Com os novos e absurdos pedidos de informações ao Coaf pelo presidente do STF, fica mais do que caracterizado o golpe imposto ao Estado, com declarada condenação do País à impunidade. Para proteger seu filho profundamente implicado em “rachadinhas” e em milícias, o presidente Jair Bolsonaro propôs um “grande acordo”, dando a Toffoli total liberdade de ação, desde que não mexa com o “menino”. Isto é: o País está à beira de uma ditadura do Judiciário. O impeachment apresentado pelo MBL não tem a menor chance de progredir. Alguém mais vai se mexer? Afinal, não é esta a ditadura que o ex-presidiário Lula tanto desejava? Pode estar a caminho.


Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo


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LAVA TOGA


A decisão do sr. Dias Toffoli de exigir do Banco Central cópias dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos nos últimos três anos pelo Coaf e à Receita Federal o encaminhamento de todas as Representações Fiscais para Fins Penais (RFFP) elaboradas no mesmo período representa mais uma atitude abusiva de autoritarismo. Senador Davi Alcolumbre, cesse o engavetamento dos requerimentos de criação da CPI da Lava Toga. É preciso dar um basta à ditadura do Judiciário protagonizada pelo STF.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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BASTA


Neste episódio em que Toffoli obriga o Banco Central a entregar-lhe relatórios de inteligência financeira, penso que o ministro exorbitou de suas atribuições. Pulou todas as instâncias ao arrepio da lei, ignorando inclusive um alerta do Ministério Público. Não tem inteligência jurídica e vai dar pitaco em finanças? E o que Bolsonaro fez? Não foi consultado e pecou por omissão. O Banco Central está sobre sua responsabilidade. Para mim, deveria dar um basta em Toffoli. Faltou-lhe moral? Rabo preso?


Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PRERROGATIVA


Até onde o ministro Toffoli, mesmo sendo presidente do STF, tem prerrogativas de intimar o Banco Central de remeter a ele a movimentação financeira registrada no Coaf (depois UIF) nos últimos três anos, que abrange cerca de 600 mil contas bancárias, 400 mil contas pessoais e quase 200 mil de empresas? Se verdade tal informação, nem precisa ter formação em Direito para desconfiar de Toffoli ter extrapolado sua autoridade. Este fato é motivo de preocupação, porque todo este cabedal de informações fora da UIF será uma ferramenta imensa para usar em chantagens políticas, visto não haver garantias da sua segurança.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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ALVO


Mais uma pergunta singela: aonde este moço Dias Toffoli quer chegar?


Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo


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O ‘CHANTAGEADOR-GERAL’


Quando o presidente da Suprema Corte, Dias Toffoli, usa de sua “controversa autoridade” para exigir do Coaf cópia dos relatórios de inteligência financeira de tantos brasileiros, um holofote se acende no País. Será Toffoli hoje o “chantageador-geral da República”? Porque claro que no meio dessa lista existam muitos parlamentares e familiares, que poderiam apoiar, por exemplo, prisão em segunda instância e impeachment de ministros do STF, aos quais ministros envolvidos são comprovadamente contra. Muito preocupante, ainda mais quando Augusto Aras, o novo procurador-geral da República, se recusa a se contrapor ao ministro. Quem vai conferir?


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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TOFFOLI, O PODEROSO CHEFÃO!


Será mesmo? Porque a Receita Federal do Brasil, o Banco Central do Brasil, os políticos, os juízes de todas as classes deste país e demais autoridades afins temem e se curvam à majestade julgadora e atendem às suas solicitações com rapidez e eficiência impressionante, cujas atitudes evidenciam notoriamente a subserviência. Isso é uma vergonha!


Jorge Mussa A. Cury cury.assessoria@bol.com.br

Barretos


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DIAS MAIS QUE DIFÍCEIS


Vivemos dias sombrios, dias difíceis, dias dramáticos, mas nada que se compare a Dias Toffoli.


Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo


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ZUMBIS BOLIVIANOS


Aptos a qualquer pajelança, há dois zumbis disponíveis na praça: o inflabilíssimo Rodrigo Maia, presidente da Câmara federal, e Dias Toffoli, transformador do Supremo Tribunal Federal (STF) em casa de horrores jurídicos. Um terceiro zumbi, mas este, depois que deixou o relax da cela climatizada em Curitiba, zanza de Norte a Sul como alma apenada, bravateiro de manjadas lorotas. Maia declarou ao Estadão: “Não podemos achar que segunda instância é a única urgência do Brasil”. Toffoli decidiu bisbilhotar a vida financeira de 600 mil brasileiros, movido por impulso de motivação desconhecida, inspirado em não menos desconhecida lei. Zumbis bolivianos é o que parecem.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


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DEMOCRACIA OU TIRANIA?


O Brasil não é uma democracia de fato. Talvez nem de direito, já que a palavra “democracia” não existe dentre as 64.488 palavras da Constituição. Nem no preâmbulo. Só existe repetidas vezes a expressão “Estado Democrático”, que de fato não é... O Estado brasileiro é dos corruptos, como decidiu o STF. Para ser uma democracia de fato, falta muito. Estamos num momento crucial que prova que o Brasil não é uma democracia. Os ministros da mais alta Corte de Justiça insultam e desprezam o povo, ao vivo e em cores, e o Congresso Nacional, a mais legítima expressão da democracia, não usa sua representatividade para defendê-lo! O Brasil é uma falsa democracia. Após serem protocolados no Senado mais de 20 pedidos de impedimento de um ministro do STF emanados do povo, o presidente da Casa, por motivos não revelados, insiste em não tomar conhecimento. Isso é democracia ou tirania? Se for tirania, o povo, de pleno direito por estar sendo enganado, poderá remover o tirano, deixando a palavra faltante bem visível.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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BATE E ASSOPRA


O STF, ou Suprema Corte, como queiram, funciona exatamente assim: dos 11 ministros que a compõem, 6 batem e 5 assopram. Já repararam que a diferença é sempre de um voto? Seria isso uma coincidência ou tudo não passa de um jogo de cartas marcadas? Façam suas apostas.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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A ARROGÂNCIA DE SEMPRE


A soltura de Lula, num primeiro momento, provocou certo receio em parte da opinião pública de que seus discursos pudessem inflamar “as massas” e provocar algo semelhante ao que está acontecendo no Chile e na Bolívia. Passados quase dez dias de sua libertação provisória, esse temor não só caiu, como despencou. Até o momento a retórica do ex-presidente continua a mesma: agressiva, vazia, obsoleta e demagógica. Em seu primeiro pronunciamento ao PT, do alto de sua arrogância, Lula afirmou: “Tem companheiro do PT que fala que tem que fazer autocrítica. Faça você a crítica. Eu não vou fazer o papel de oposição. A oposição existe para isso”. Ora, autocrítica periódica é atitude absolutamente normal e necessária a qualquer ser humano ou corporação, e nisso se incluem os partidos. É evidente que o PT, moribundo que está, mais do que nunca precisa se reavaliar, se quiser sobreviver e atuar como verdadeira oposição. Lula começa mal seu retorno aos holofotes com esta postura beligerante e desafiadora, inclusive com seus próprios correligionários. Seguramente, alguns já devem estar se arrependendo de vê-lo solto.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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‘A MESMA COISA’


Sobre o artigo A mesma coisade J. R. Guzzo (Estadão, 17/11, A12), Lula perdeu uma oportunidade de ouro, e mais ainda, uma grande oportunidade de dar um “tapa com luvas de pelica” no atual governo ou até em Jair Bolsonaro, se quisesse e fosse inteligente, coisa que nunca foi, apesar de ter muita gente que acha. Este momento não volta mais. Perdeu! Jogou a água fora com o bebê dentro. Ele poderia ter saído da sala VIP da Polícia Federal muito grande, mas preferiu sair minúsculo e muito inferior ao que era no tempo do sindicalismo. “Toda vez que você pagar o mal com o bem você está dando um tapa com luva de pelica” (Sidney Chierentin). Mais um ponto negativo em sua biografia, que está a caminho velozmente do lixo.


Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo


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‘O PASQUIM’, 50 ANOS


Humor espinhoso, de Ubiratan Brasil, no Estadão de ontem (18/11, C5), com a colaboração de Sérgio Augusto, resumiu brilhantemente a essência do humor cáustico-debochado da turma de O Pasquim. Amigo de toda uma vida de Tarso de Castro, frequentei a redação do Pasquim durante muito tempo. Uma foto que tirei de minha filha, com 3 anos, lendo o Pasquim foi capa da edição n.º 60 de 13/8/1970. O Pasquim foi o respiradouro de liberdade nos anos em que a democracia esteve na cadeia. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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GP DO BRASIL DE F1


A corrida de domingo (17/11) foi a melhor do ano. Disparado! O circuito de Interlagos foi desenhado pelo maior de todos, Ayrton Senna da Silva. Ele idealizou e fez o traçado. O circuito para aqueles que amam correr... É a melhor pista, o melhor traçado da F1, que valoriza a competitividade e exige a atenção extrema dos melhores pilotos do mundo, que adoram competir numa pista como essa. É uma prova que instiga, que exige e faz comprovar quem realmente tem talento para correr, rápido, veloz num autódromo como Interlagos. Tirar o GP de São Paulo vai ser uma ofensa, um desrespeito ao maior de todos: Senna, do Silvastone.


José Eduardo Victor victorjoseeduardo@gmail.com

Jaú


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MUNDIAL SUB-17 DE FUTEBOL


A nova estrela conquistada pelo tetra do mundial sub-17, mais uma para a gloriosa e vitoriosa coleção da camisa da CBF, também deve ser creditada à operosa gestão do presidente da entidade, Rogério Caboclo. Gostem ou não gostem os parasitas e eternos pregoeiros do caos.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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SELEÇÕES BRASILEIRAS


Pois é, enquanto a seleção brasileira Sub-17 deu um verdadeiro show de bola, conquistando o tetra mundial com nada menos que 7 vitórias em 7 partidas – duas delas de viradas heroicas e históricas –, a seleção adulta segue dando um verdadeiro show de bolamurcha, amarelando a “amarelinha” pentacampeã mundial. É preciso suar a camisa, dar sangue e honrar a tradição do País para parar de dar vexame nos campos mundo afora. Muda, seleção!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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