Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2019 | 03h00

AMÉRICA LATINA

Colômbia, a bola da vez

Não é exatamente uma surpresa a greve geral na Colômbia, porque estava sendo organizada e preparada desde o início do ano. A instabilidade política na América Latina é recorrente, com a queda dos preços das commodities. Um ciclo de golpes de Estado na região se deu durante a segunda metade da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. O ciclo de redemocratização se verificou durante o final da década de 1980 e início da década de 1990. Neste terceiro ciclo, que se iniciou na década atual, crises políticas se alastram pelo continente, agravadas pelo presidencialismo centralizador, que não utiliza o federalismo para dar efetividade às políticas públicas e, assim, combater desigualdades regionais. Instituições políticas frágeis, por causa do personalismo dos presidentes, são dependentes das Forças Armadas. E não há mecanismos de solução de impasses políticos, como troca ágil de governo ou convocação de eleições parlamentares – com a atual exceção do Peru.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Na Argentina

Uma rápida observação ao longo da imponente Avenida 9 de Julho, no centro de Buenos Aires, e alguns rápidos diálogos com os habitantes nas ruas, ou mesmo com representantes da elite argentina, conduzem à conclusão de que a derrota do liberal Mauricio Macri na última eleição presidencial não teve como principal fator o fascínio do povo pelo populismo. Na verdade, dois foram os aspectos distintos, embora correlacionados, que determinaram o desfecho eleitoral. O primeiro, o enorme descompasso entre as promessas anunciadas quando da posse do governo ora derrotado e a realidade que sobreveio ao seu final, com inflação beirando os 60%. O segundo, consequência do anterior, foi a escalada da miséria, facilmente observada e que está criando um ambiente de pressão crescente, tendendo à ruptura, com consequências imprevisíveis Num mundo que passa por uma espécie de freio de arrumação na área social, não bastam boas intenções sem resultados concretos em tempo aceitável. Oxalá tenhamos nós, aqui, sabedoria para dosar as expectativas e as realizações. Caso contrário, corremos o risco de ver a esquerda ressuscitada.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Incitação ao levante

O governo provisório da Bolívia está processando o ex-presidente Evo Morales por incitação à violência, num áudio. No Brasil, ex-presidente condenado por corrupção sai da prisão, faz discurso incitando a população a fazer o mesmo que os chilenos estão fazendo. E não acontece nada? Incitação à desordem é crime previsto em lei!

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Sedição

O momento traz à luz quem é o verdadeiro Lula da Silva, que diante de uma situação criada por ele mesmo sugere uma revolta no Brasil. Na verdade, é só o que ele tem feito desde que apareceu na política. O povo antes não se tocava. Pior é que ele continua falando suas besteiras e não percebe que está na hora de acordar e se afastar da política de uma vez por todas.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Presunção e água benta...

A ordem do condenado Lula da Silva para que a tigrada lulopetista não faça autocrítica é mais uma das muitas do demiurgo de Garanhuns. Recém-saído da cadeia, ainda pensa ser a cereja do bolo. Equivocado, ele “esqueceu” que foi o responsável pela pindaíba que se instalou no País. Com sua administração corrupta, colocou no colo dos hipossuficientes obreiros o ônus dessa impagável conta. E ainda pretende o apoio dos menos afortunados?! Afinal, já são conhecidas suas intenções do “quanto pior, melhor” e do “nós contra eles”. Quanta pretensão!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Intocáveis no poder

No Brasil, os órgãos de investigação e julgamento têm sérias dificuldades para mexer com políticos no poder, ocupando cargos ou exercendo mandatos. Enquanto isso, nos EUA uma comissão mista de deputados está processando o presidente e em Israel o procurador-geral da República indiciou o primeiro-ministro por crimes de fraude, suborno e quebra de confiança.

MARCOS ABRÃO

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

Ex-presidente da Braskem

Quanta diferença entre nós e a Justiça de países sérios. Enquanto mal prendemos simples delinquentes, no exterior, como nos EUA, por exemplo, a coisa difere – veja-se o caso do ex-presidente da Braskem. Segunda, terceira, infinitas instâncias de julgamento, nem pensar. Ao prender, já estão de posse de todos os argumentos probatórios, então, é cadeia! Não há liberalidades “gilmarizadas”, ainda que os condenados tenham bons advogados, pagos a peso de ouro. O que conta são bons e honestos argumentos. Oxalá um dia tenhamos institucionalizado esse discernimento e sejamos competentes em fazer justiça.

ADILSON PELEGRINO

adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

Doença que mata

A mais terrível, mortal e agressiva doença que assola o Brasil de forma epidêmica, ceifando a cada dia a vida de milhares de seres humanos, tem o nome de corrupção. Se os bilhões ou trilhões de reais roubados do erário ao longo de muitas décadas tivessem sido utilizados na saúde, na segurança e na educação, milhões de brasileiros não teriam perdido a vida por falta de atendimento médico, diagnóstico precoce, desabastecimento de medicamentos, longas filas para consultas, tratamentos clínicos e cirúrgicos. Se as polícias fossem mais bem remuneradas, equipadas e treinadas, certamente o índice de criminalidade seria bem menor. E se o emprego de tais recursos fosse dirigido pesadamente para educação, claro, que país maravilhoso seria o Brasil! Contudo o que se apresenta são criminosos da mais alta periculosidade, ladrões de gravata (e sem ela), verdadeiros assassinos da Nação, seres imprestáveis que se uniram e criaram uma sociedade criminal organizada voltada para o mal e para a destruição, que deveriam estar atrás das grades. Mas, infelizmente, estão livres, leves e soltos, rindo descaradamente dos homens de bem deste país, tudo isso graças à impunidade pela benevolência de parte da Justiça, cega, sabe-se lá por quê, para essa terrível epidemia que assola o Brasil.

DAVID ZYLBERGELD NETO

dzneto@uol.com.br

São Paulo

“O Brasil honesto e trabalhador, a grande maioria da população, tem urgência na aprovação da PEC da segunda instância. Vamos lá, congressistas, quem não deve não teme!”

 RODRIGO AFFONSO DOS SANTOS ECHEVERRIA / SÃO PAULO,

SOBRE A PRISÃO PARA CRIMINOSOS CONDENADOS

rodecheverria73@hotmail.com

“A elite do funcionalismo segue articulando contra

o Brasil por meio do mais poderoso lobby do País. Pretende manter-se como casta privilegiada que fatura alto, trabalha pouco e se aposenta cedo”

HERMAN MENDES / BLUMENAU (SC), SOBRE A RESISTÊNCIA CORPORATIVA ÀS REFORMAS

hermanmendes@bol.com.br

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CANAL DE DENÚNCIA NAS ESCOLAS


A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se uniram para lançar um programa para que pais de alunos possam denunciar professores que atentem contra a moral, a religião e a família. Trata-se de mais um posicionamento que estimula o clima de animosidade numa área que exige, sobretudo, um relacionamento cordial. Os pais, os servidores e o professorado precisam manter um convívio que resulte em avanços no conhecimento, com reflexos positivos para todos. Mas os Ministros estão estimulando a denunciação, típica de governos ditatoriais.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CONTROLE SIM


Quando você entrega um filho para ser educado numa escola, você não dá um “cheque em branco” para o professor fazer e falar o que quiser! Tem, sim, de ter controle, câmeras de TV, microfones e tudo o que possa controlar o profissionalismo do professor. Só assim poderá ser implantada a meritocracia no magistério básico e evitar os ideais não contemplados na Constituição federal. Transparência sim! Corporativismo não!


Rubens Rizek fazsaojoao@fazsaojoao.com.br

Arealva


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EDUCAÇÃO OU DOUTRINAÇÃO?


Ao ler o editorial do Estado O canal de denúncias nas escolas (21/11, A3), vieram-me à mente algumas indagações que me permito compartilhar com o jornal. O texto começa rejeitando a adoção de um canal para que pais de alunos possam denunciar professores que, em suas aulas, atentem “contra a moral, a religião e a ética da família”. O plano anunciado é do Ministério dos Direitos Humanos em harmonia com o da Educação e tem amparo em princípio que vêm do texto do Pacto de San José da Costa Rica. O jornal chama o argumento da ministra Damares Alves, do ponto de vista jurídico, de “aberração”, porquanto o referido diploma – do qual somos signatários – não poderia se sobrepor à Constituição federal (CF), que, nos dizeres do editorial, “é um texto mandatório”. Mas será que a Constituição é, assim, “mandatória” no Brasil, como diz o editorial? Bem, se assim fosse, seus artigos – todos! – deveriam ser observados com o máximo rigor, penso eu. Porém, veja-se o prosaico exemplo do art. 7.º, inciso IV da CF, a estabelecer que o salário mínimo deve suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família relativas a alimentação, moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Ora, alguém em sã consciência acredita que R$ 998 paguem tudo o que disciplina o texto da Magna Lei? Segundo recente estudo do Dieese, o salário mínimo deveria ser de, pelo menos, R$ 4.143,55 (valor relativo a julho deste ano), e não de R$ 998,00, como é hoje. De sorte que, se o argumento é o das previsões constitucionais, há que pontuar que a Carta Magna promete mais do que cumpre. E nem vou falar, aqui, do art. 52, § 1.º da CF, que foi pisoteado por ninguém menos que o Exmo. sr. presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)  por ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Sempre lembrando que o STF é  – ou deveria ser! –  o “guardião da Constituição”. Enfim, temos uma Constituição que é sabidamente ignorada por seus guardiões para atender a interesses de ocasião... O texto do editorial também preleciona que o art. 5.º da CF é taxativo ao “garantir as liberdades de manifestação do pensamento, de consciência, de expressão da atividade intelectual e de cátedra”. Não há o que discordar, desde que a garantia à livre manifestação do pensamento e à cátedra não dê, ao titular do toco de giz nas escolas, o direito (que ele não tem) de embaralhar educação com doutrinação, temor de muitos pais Brasil afora, sentimento que está na gênese da medida anunciada por ambos os ministérios citados. Se o denuncismo – que evidentemente ninguém quer e nem é isso que está sendo proposto – pode comprometer a autoridade do professor em sala de aula, não menos perniciosa será, para a família e a sociedade como um todo, a ação militante de docentes que ali estão a serviço de uma causa – e que ninguém se iluda: são muitos! Professores que sabidamente não se constrangem em se apresentar aos seus pupilos envergando camiseta com a imagem icônica de “Che” Guevara e de outros mitos marxistas que cultivam, impondo a garotos com a cabeça ainda em formação, no cotidiano de suas atividades oficialmente pedagógicas, peculiar visão de mundo que não só conflita com os mais caros valores familiares, como, também, com os princípios do liberalismo econômico e da democracia representativa que norteiam a Constituição federal.  Os pais têm (todo) o direito de saber o que, diabos, estão “ensinando” para seus filhos dentro das salas de aula.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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DAMARES E O CONTROLE EDUCACIONAL


Educação de qualidade, valorização do professor e um bom ambiente, com bons vínculos são condições essenciais ao aprender. Todo e qualquer controle na relação professor aluno afronta aos princípios da saúde educacional, sem falar na afronta constitucional, que assegura a liberdade de expressão. Qualquer veiculação do ocorrido em sala de aula será apenas um fragmento de um contexto do qual só tem acesso quem vive naquele lugar. Irreal a presunção de controle em nome da moral. O buraco é mais embaixo. Controle é da ordem da ditadura. Democracia é da palavra, da liberdade, pensamento e confiança, o que se constrói, dia a dia, trabalhando. Não controlando.


Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo


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É FALTA DE EDUCAÇÃO


É evidente, e não é nenhuma surpresa, que o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez se expressou mal ao afirmar que as queimadas e o desmatamento na Amazônia são um problema “cultural”. O que ele quis dizer é que as queimadas são um hábito muito antigo e, portanto, de difícil resolução. E este hábito tem várias causas, dentre elas a total falta de consideração – para não dizer ignorância – pela importância da preservação do bioma e o lucro sedutor e imediato decorrente da venda ilegal da madeira e do uso indiscriminado do solo para pecuária. O caminho imperativo e premente para enfrentar os responsáveis pelas queimadas é o da legalidade e da força. Outro, mais custoso, lento e trabalhoso é o da conscientização, que, pelo visto, tem surtido pouco efeito, uma vez que a conscientização, para ser efetiva, deve começar na escola e, como sabemos, a Região Norte tem baixo índice de escolaridade e alto de analfabetismo. Queimadas e desmatamento não são um problema cultural, mas de falta de educação, na acepção ampla da palavra.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BILHÕES


País vai a Conferência da ONU pedir verba contra desmatamento foi a manchete do Estadão em 21/11/2019. “Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural”, disse Jair Bolsonaro, na mesma matéria de capa. O que o ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro está interessado é nos US$ 100 bilhões do fundo de combate às mudanças climáticas, provavelmente para comprar motosserras e manter a “cultura” sem queimar as árvores... e ganhar outros US$ 100 bilhões.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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BRINCANDO COM FOGO


O presidente Jair Bolsonaro manifestou-se na quarta-feira (21/11) sobre os graves problemas que enfrentamos com o desmatamento e as queimadas de forma inabilidosa: “Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural”. Então o que devemos fazer? Aceitar passivamente, considerando a situação como normal, e esperar que derrubem a última árvore para sanar o problema por não existir mais nada a derrubar e queimar?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com

São Paulo


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ALIANÇA PERIGOSA


Infelizmente, fora da agenda econômica o presidente Jair Bolsonaro cria fatos estarrecedores que não fazem bem para sua gestão e tampouco para o País. Agora, para dizer que é seu – e de seus filhos –, ele tenta formar um partido novo, com o nome Aliança pelo Brasil. E, em mais uma de suas infinitas incoerências, se Bolsonaro é grande defensor do voto impresso na urna eletrônica, agora, em causa própria, para coletar as mínimas 500 mil assinaturas que a lei exige para formar seu partido, o presidente faz o diabo para que o eleitor possa registrar seu nome por via digital... Vai entender! Pior do que isso, em seu discurso de lançamento do novo partido, Bolsonaro defende Deus e armas na mão do povo. Ora, presidente, não conheço sua Bíblia, mas na minha Deus não combina com armas de fogo. Porém arma, infelizmente, combina com Bolsonaro – como todos sabem, ele elogia torturadores com o coronel Brilhante Ustra, o ex-presidente e ditador do Chile Augusto Pinochet e outro facínora, ex-presidente do Paraguai, Alfredo Stroessner. Que aliança perigosa...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ALIANÇA PELO BRASIL


O novo partido deverá fazer parte dos inúmeros que transbordam o conjunto de siglas que adornam o relicário que, na falta de tradução, poderia ser chamado de Partido Fisiológico Libertador, tendo como dirigentes de topo o presidente da República e seus filhos, “príncipes” do mais novo “messias” da praça. Podem-se os partidos sem representação numérica no Congresso, e a política se transformará em céu de brigadeiro e a paz interna voltará a prevalecer.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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DEMOCRÁTICO


Pronto, a família Bolsonaro já tem um partido que pode chamar de seu. Agora, chegou a hora de termos um país que gostaríamos que também fosse de todos os brasileiros.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PRESIDENTE SEM PARTIDO


O Brasil está sendo governado por uma pessoa que não é filiada a um partido político. Jair Bolsonaro se desfiliou do partido que o elegeu presidente da República e vai fundar seu próprio partido. Não há nada de ideológico na manobra de Bolsonaro, seu único objetivo é colocar as mãos nos bilhões do fundo partidário a que seu novo partido terá direito. Não basta ser o presidente da República, bacana, mesmo, é ser dono de partido político no Brasil, nenhuma outra atividade no mundo é tão lucrativa como fazer política na terra onde cantam os sabiás. Depois de fundar seu novo partido, Bolsonaro poderá decretar novos aumentos no fundo partidário à vontade. O paraíso é ser dono de partido político no Brasil, o resto é coisa de pobre.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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LEALDADE AO PRESIDENTE


Aliança é união e é força. E a Aliança pelo Brasil é o caminho que escolhemos e queremos para o futuro e para o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes. Por isso estamos formando uma nova Aliança pelo Brasil. A aliança por um país da liberdade, da prosperidade, da educação, da ética, da meritocracia, da transparência, do respeito às leis da segurança e da igualdade para homens e mulheres no trabalho, na política e em todos os campos do desenvolvimento social. Nossa aliança se dirige a abrigar esta grande maioria de brasileiros e brasileiras que clama por uma nova ordem de referências éticas e morais, que conduza nossa gente honesta e trabalhadora de volta às ruas, às praças e a todos os recantos das cidades com segurança e com muito orgulho do país que ajudam a construir. Nossa aliança é com as famílias, com as pessoas de bem, com os trabalhadores, com os empresários, com os militares, com os religiosos e com todos aqueles que desejam um Brasil realmente grande, forte e soberano. Por tudo isso o nosso novo destino é a Aliança pelo Brasil, a aliança. Isso mesmo! Muito mais que um partido, é o sonho e a inspiração de pessoas leais ao presidente Jair Bolsonaro, de unirmos o País com aliados em ideais e intenções patrióticas. Uma nova e verdadeira atitude de aliados que almejam livrar o País dos larápios, dos “espertos”, dos demagogos e dos traidores que enganam os pobres e os ignorantes que eles mesmo mantêm, para se fartar.


Vilson Manoel Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo


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NOVA SIGLA


A julgar pelo apoio quase incondicional que o bolsonarismo vem recebendo da direita brasileira, chego a pensar até que essa direita  “moderna e progressista” a que se referiu Eliane Cantanhêde não existe por aqui. Ficamos com o pior da direita mundial, xenofóbica, preconceituosa, dogmática e atrasada.


Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


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HAJA PACIÊNCIA!


Aprendi nos bancos escolares que todo texto ou análise sobre determinado assunto deve se pautar com clareza, precisão e concisão. Clareza para que todos entendam, precisão para estar restrito ao tema em foco e concisão para não ser prolixo, cansativo, fastidioso (olhem eu caindo no mesmo erro), etc. Pois  bem, foi exatamente o que não aconteceu no voto proferido pelo ministro Dias Toffoli a respeito do compartilhamento de dados da Receita Federal e do Coaf com órgãos de investigação. Levar quatro horas para explicar o inexplicável é uma forma de tirar a paciência de qualquer um. Aliás, a maioria dos ministros do Supremo segue a mesma linha, no desejo de mostrar erudição ou coisa que o valha. É por esta e outras razões (férias de 60 dias e pouca frequência na Corte) que o volume de processos se acumula e prescrições acontecem sem uma resposta aos anseios da sociedade.


José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista


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DESVIO DE FUNÇÃO


Tanto processo na fila, e o STF volta a analisar pedido para anular impeachment de Dilma Rousseff. Enfim, a mais alta instância do Poder Judiciário tornou-se uma máquina política, onde o obsoletismo jurídico faz morada.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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‘ENROLATION’


É a única palavra que consegue descrever o que acontece no STF. Em julho, seu presidente deu uma decisão individual que interrompeu as investigações a respeito de Flávio Bolsonaro e mais 900 outros inquéritos. Não se entende se a intenção era fazer um favor ao pai, e, já que o “assunto era pouco importante”, deixou para o fim de novembro a consulta ao plenário. Na semana que passou, continuou a enrolar fazendo perder tempo a todos para não dizer nada ao longo de quatro horas. Seria tão bom se perdesse por 10 a 1, mas, infelizmente, há mais incompetentes que votarão com ele. Triste realidade!


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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‘TOFFONÊS’


Na mistura de javanês com dilmês, o ministro Dias Toffoli criou o toffonês, e a professora Dilma e o técnico Celso de Mello fizeram escola, pelo longo “voto” do presidente atual do STF na questão do compartilhamento de informações do Coaf-UIF com o Ministério Público e as Polícias. Alguns outros ministros apartearam por nada entenderem esse estranho idioma.


Wilson Lino  wiolino@yahoo.com.br

São Paulo


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SERVIDÃO


É triste para um cidadão brasileiro comum observar a que ponto estão chegando nossas “excelências” para servir aos que os guindaram à posição de juízes da mais alta Corte da Nação. Servem, como vassalos, aos suseranos que lá os colocaram, pois esse é o desiderato de quem não tem a indispensável competência e liberdade para julgar. Pobre Brasil, eternamente vítima da “sudamericanidad” que norteia sua trajetória! Aos que creem, peço que orem pela Pátria e a todos os brasileiros, crentes ou não, que aprendam a votar, pois esse é o único caminho inteligente para deixarmos este limbo.


Carlos  Alberto Lima Góes carloslimagoes1@yahoo.com.br

São Paulo


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PROPAGANDA DA ILEGALIDADE


O presidente do STF tem no seu currículo duas reprovações no concurso para juiz de primeiro grau e, agora, sete pedidos de impeachment apresentados no Senado. Pela infelicidade causada à Nação, está mais do que na hora de parar de fazer propaganda da ilegalidade. Grande parcela de brasileiros honestos não aceita esse comportamento.


Roberto Hungria rosohu@bol.com.br

Itapetininga


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CATÁSTROFE


A presença de Dias Toffoli como ministro do Supremo é apenas mais uma demonstração da incomensurável catástrofe financeira, ética, moral, de costumes e jurídica em que o País foi mergulhado pelo lullopetismo.


Edison Ribeiro Pereira edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo


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A DÚVIDA PERMANECE


O sr. Dias Toffoli, do STF, requereu milhares de informações de pessoas físicas e jurídicas ao Coaf/UIF para aprender como a coisa financeira funcionava, obviamente porque não sabia. Depois de alertado de que não tinha competência para tal arroubo, revogou seu próprio requerimento, isto é, autorreprovou-se. É grave a falta cometida pelo sr. Toffoli e é grave ele querer bisbilhotar a vida de milhares de brasileiros sem autorização para tal mister. Seria o caso de ele ser inquerido do porquê ele queria “grampear” indevidamente a vida das pessoas? E agora, José, vai ficar por isso mesmo?


Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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