Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2019 | 03h00

COPA LIBERTADORES

A festa do Flamengo

Sou um cidadão carioca que, quando adolescente, era flamenguista fiel e frequentador dos jogos no Maracanã. Ao longo do tempo fui abandonando esse hábito e atualmente nem sei o nome da maioria dos jogadores. Mas é claro que assisti pela TV à emocionante vitória em Lima, no sábado, e exultei com a conquista pelo Flamengo da Copa Libertadores. Depois do jogo, todavia, passei a me perguntar qual a razão da enorme empolgação repentina que esse título causou em mim e nos milhões de flamenguistas e mesmo torcedores de outros times brasileiros. Concluí que a razão dessa explosão de entusiasmo coletivo está no fato de que a desesperança diante do nosso doloroso quadro atual de crise política, econômica e social faz a população não sentir motivos para expressar alegria com o nosso cotidiano, por isso aproveita o feito rubro-negro para buscar um prazeroso, embora breve, alento comemorando muito intensamente essa realização no futebol.

CLAUDIO JANOWITZER

cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

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MEIO AMBIENTE

Gestão sob suspeita

A principal bandeira do candidato Jair Bolsonaro à Presidência da República foi o combate à corrupção, mas já então mostrava não ser adepto da preservação ambiental, rotulando o Ibama de indústria de multas. Também se demonstrou contra o Acordo de Paris, cujo objetivo é tentar estancar o aquecimento global. Eleito, convidou o então juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em consonância com seu programa de combate à corrupção. Mas para o Meio Ambiente nomeou Ricardo Salles, condenado em primeira instância por falsificação de processo, justamente, de proteção ambiental! Ora, um presidente coerente com a promessa de combate à corrupção não nomearia uma pessoa com esse histórico. O resultado, como sabemos, foi um recorde nos desmatamentos e incêndios na Floresta Amazônica, além de uma atuação tacanha, tanto do presidente como do seu ministro, no episódio da contaminação das praias do Nordeste por petróleo cru. Em sua mais recente escalada contra a floresta, o presidente disse que quer liberar a exportação de madeira natural da Amazônia, sob a falácia de que “é melhor você exportar de forma legalizada do que de forma clandestina e continuar saindo do Brasil”. Ora, o desmatamento clandestino é feito principalmente em áreas públicas. É dever inalienável do governo federal combater e prender tais criminosos, jamais liberar o abate das florestas nativas. Essa ideia é mais descabida ainda pelo fato de que, na semana passada, o ministro do Meio Ambiente anunciou que o Brasil vai à Conferência da ONU em Madri, em dezembro, cobrar verbas contra o desmatamento. Por causa da atual política ambiental o Brasil já começou a ser retaliado por outros países.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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MEDIDAS PROVISÓRIAS

Baixa aprovação

O presidente Jair Bolsonaro, prestes a completar seu primeiro ano de mandato, desde a posse enviou ao Congresso 37 medidas provisórias (MP). Menos que Lula da Silva, 58, e uma mais que Dilma Rousseff, 36, no mesmo período. Conforme relata o [BOLD]Estadão[/BOLD] de sábado, Lula conseguiu a aprovação de 57 e Dilma, 29. Já Bolsonaro, que ainda não aprendeu a dialogar com o Congresso, até agora só teve 11 aprovadas – 9 foram rejeitadas e 17 estão em tramitação, sem garantia de que sejam aprovadas. Várias apresentavam inconstitucionalidades. A situação tende a piorar, agora que o presidente está sem partido, tentando criar a Aliança pelo Brasil, o que reduz sua base de apoio parlamentar. Não por outra razão o presidente, para um mínimo de governabilidade de sua gestão, se curva à prática da velha política do “toma lá dá cá”.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A quem ajuda?

O governo Bolsonaro não conseguiu aprovar nem 30% de suas MPs no Congresso. Curioso: entre as que foram rejeitadas, ou perderam o efeito por decurso de prazo, está aquela que desobriga os empregados de pagarem a sindicatos a famigerada taxa que democraticamente é sacada do seu salário (o chamado imposto sindical) e também a que facilita abertura e fechamento de empresas. Lamentável...

APARECIDO JOSÉ GOMES DA SILVA

ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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JUSTIÇA SOCIAL

Com desenvolvimento

O editorial O necessário desenvolvimento social (23/11, A3) pôs o dedo na ferida nacional. O grande tema do Brasil hoje é conciliar desenvolvimento econômico com justiça social. Concentração de riqueza numa minoria e exclusão da maioria da população dos benefícios do desenvolvimento é um convite à convulsão social. Saímos do populismo com irresponsabilidade fiscal para uma direita neoliberal que despreza a política social. Os extremismos convergem para o caos econômico e social. A história humana é a narrativa desse desencontro irracional.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

São Paulo

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Na América Latina

A crise na América Latina é, sobretudo, provocada pelas desigualdades sociais, pela enorme distância entre ricos e pobres, a chamada assimetria, que traz a concentração de riqueza. Enquanto não se fizer uma reforma para beneficiar aos mais necessitados, tudo o mais será mero paliativo, sem efeito prático. Mais ainda quando o Tio Sam defende a “[ITALIC]America first[/ITALIC]” e o resto que se dane.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Solução carcerária

Observa-se hoje que o Supremo Tribunal está legislando, e não apenas julgando. Diria que atualmente está até administrando. Com a decisão de revogar a prisão após condenação em segunda instância, vai resolvendo o crônico problema penitenciário do Brasil. É que em decorrência dessa decisão estão sendo soltos traficantes e outros meliantes em tal profusão que brevemente não teremos mais problemas de superpopulação carcerária no País.

CLÁUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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O Brasil tem pressa

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já aprovou – por 50 a 10! – a PEC da prisão em segunda instância. Não dá para acreditar que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre queiram empurrar essa questão para 2020!

LEÔNIDAS MARQUES

leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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“A eficácia na aprovação das 60 medidas provisórias no governo Lula é com ou sem mensalão?”

MANOEL BRAGA / MATÃO, SOBRE OS HETERODOXOS MÉTODOS LULOPETISTAS PARA OBTENÇÃO DE APOIO PARLAMENTAR

manoelbraga@mecpar.com

“Mesmo diante de tantos obstáculos que o nosso país está enfrentando, para grande parte dos nossos políticos parece que o Fundo Partidário é a prioridade máxima”

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE AS RECORRENTES TENTATIVAS DE AUMENTAR OS BILIONÁRIOS RECURSOS PÚBLICOS PARA USO DISCRICIONÁRIO DOS PARTIDOS

mmpassoni@gmail.com

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COPO MEIO CHEIO

Contra números não há argumentos. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 70,8 mil empregos com carteira assinada em outubro – sétima alta consecutiva, perfazendo um total de 846,1 mil novos postos formais. Sinal claro de retomada da economia, ainda que tímida. É lamentável que críticos ferrenhos do governo evoquem a flutuação da Bolsa nos últimos dias acompanhada da alta concomitante do dólar como sinais de mau desempenho da economia. Não é preciso ser especialista no assunto para saber que Bolsa e dólar sofrem influências de vários fatores internos e externos diários, daí sua alta volatilidade. A opinião de José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio, não poderia ser mais exata ao afirmar que os dados de outubro marcando sete meses seguidos de saldo positivo são “sinal claro de que alguma recuperação está ocorrendo, pois, sem crescimento econômico, não haveria geração de empregos”. Para os otimistas que torcem pela retomada do crescimento econômico e pela geração de empregos não há dúvida de que o copo está concretamente meio cheio e com viés de alta.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PODERIA SER AINDA MELHOR

Apesar de fraca ainda, a retomada econômica apresentou no mês de outubro uma boa surpresa: a criação de 70,8 mil postos de trabalho com carteira assinada, o melhor para o mês desde 2017, conforme divulgou o Caged. Os números animaram o mercado: a Bolsa fechou aquele dia em alta de 1,54%. O comércio foi o setor que mais criou empregos no mês, 44 mil. o setor de serviços, 19 mil; e a construção civil, outros 7,3 mil. Minas Gerais, com 12 mil novos postos, foi o Estado que mais gerou empregos, e o Rio de Janeiro o pior, destruindo quase 10 mil. No acumulado do ano, até outubro foram criados 842 mil novos postos de trabalho, ou 6,5% a mais do que no mesmo período de 2018. É bom lembrar que na gestão de Michel Temer, com o País atolado na trágica recessão petista, se em 2017 tivemos apenas 302 mil novos postos de trabalho, em 2018 até outubro foram gerados 791 novos empregos com carteira assinada, ou mais 162% sobre 2017. Isso deixa evidente que Jair Bolsonaro, apesar da ótima reforma da Previdência aprovada e da eficiente equipe econômica que tem, afastou boa parte dos investidores em razão das inúmeras crises tolas que criou. Caso contrário, o País estaria crescendo neste ano não como previsto (menos de 1%), mas acima de 2%. Lembrando que era de 2,53% a previsão dos especialistas no mês de janeiro. E, consequentemente, a criação de empregos no mínimo poderia ter sido o dobro da alcançada até aqui.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A BOA NOTÍCIA

Está cada vez mais difícil de ler ou ouvir boas notícias, pois há uma recusa de certos setores da mídia que atuam negativamente. Graças à seriedade e à transparência que caracterizam o Estadão, na semana passada nos deparamos com um dos primeiros resultados da política econômica: Confiança em retomada da economia faz País criar 70,8 mil empregos em outubro (22/11, B1).

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

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O GOVERNO NA COP-25

Ora, não era a dupla presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que, com “a faca nos dentes”, desafiou as ONGs, os governos europeus, o Inpe – cujo diretor, aliás, o presidente demitiu –, dizendo que todos mentiam e tinham interesse na soberania da Amazônia? Ué, por que, agora, pretendem “cobrar” verba contra o desmatamento na Conferência do Clima da ONU (COP-25)? Tanta “macheza” e agora vão com o pires na mão? Afinal, conseguiram cair na real? Eita dupla do “barulho”, como dizia aquela senhorinha de Taubaté!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TRISTES TRÓPICOS

Depois de Jair Bolsonaro ofender os governos que tradicionalmente nos têm ajudado a combater a destruição da Amazônia, o seu ministro do Meio Ambiente diz que vai falar grosso para conseguir o auxílio dos membros da ONU. O PT fez muito mal ao Brasil durante um longo período, mas este fascista que foi eleito para consertar o Brasil está tentando acabar de nos aniquilar, dentro e fora, em menos de um ano.

Gilberto B. Schlittler, ex-diretor da Assembleia-Geral e do Conselho de Segurança da ONU gschlittler2@me.com

São Paulo

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COM O CHAPÉU NA MÃO

Ficou claro, agora, não só à sociedade, como também ao governo, que o que está se passando na Amazônia é uma imensa catástrofe. Tão grande que não dá mais para desmentir nem esconder, e os Salles e Bolsonaros, depois de terem posto em dúvida os dados do Inpe e com grandiosa soberba desprezado a ajuda que Noruega e Alemanha lhes ofereceram, tiveram de descer do pedestal da sua arrogância e reconhecer os fatos: a realidade da devastação que estarrece o mundo. Não vou aqui repetir os números; quem quiser que os leia nas reportagens que O Estado publicou nos dias 19 e 21 de novembro. O presidente Bolsonaro não tocou fogo pessoalmente na mata nem pegou no machado. Ele não é culpado diretamente pelas queimadas e pelo desmate, e com certeza não os previu. Sua responsabilidade deriva de outro fato: desde o início de seu desgoverno e já na campanha ter pregado o desprezo pelas políticas ambientais e preservacionistas, incentivando com isso os predadores que nisso viram a garantia de sua impunidade. Agora, ele acordou, mas não acordou de todo e se saiu com esta: “Você não vai acabar com o desmatamento e as queimadas. É cultural”. Uma afirmação destas é corrosiva. Com isso ele declara não só seu ceticismo, como condena ainda o povo brasileiro ao desígnio da sua anticultura, da qual não há escape. Entretanto, nem tudo está perdido. Com grande perspicácia e deslumbramento, o presidente e seus sectários ministros encontraram agora uma saída: recorrer à COP-25 e, com o chapéu na mão, fazer os outros pagarem pelo combate ao desmatamento que a eles caberia, mas que não conseguem fazer. É a prova da incapacidade. É a falência do Estado.

Peter Wulf lipman@terra.com.br

São Paulo

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BOLSONARO CONTRA O CRIME?

A declaração de Bolsonaro em 20/11 reconhecendo finalmente o até então negado enorme crescimento do desmatamento e das queimadas na Amazônia nos últimos 12 meses foi seguida de sua patética explicação justificativa: “Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural”. As pessoas que votaram nele, acreditando no seu alegado compromisso de combater as práticas criminosas – que de fato ocorreram a partir de 2003 –, devem se juntar aos movimentos populares que estão exigindo prestação de contas pela decepção com tanta incompetência demonstrada neste quase primeiro ano inútil do atual desgoverno.

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

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PALHAÇADA

O presidente Jair Bolsonaro acabou com todos os órgãos de defesa do meio ambiente: Ministério do Meio Ambiente, Ibama e ICMBio sofreram um desmonte quase total. Bolsonaro prometeu acabar com as multas e punições para quem desmata e queima as florestas; Bolsonaro recebeu e apoiou os mineradores ilegais, prometeu regularizar todas as ilegalidades cometidas por estes criminosos. Bolsonaro prometeu acabar com todas as reservas indígenas, permitindo todo tipo de atividades nessas áreas de preservação ambiental. Depois de todos esses atos do presidente da República, o desmatamento e as queimadas bateram recordes na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Diante do catastrófico aumento da destruição dos biomas brasileiros, Bolsonaro, primeiro, afirmou que a culpa era das ONGs ambientalistas – uma mentira política, como ele mesmo já admitiu. Agora, Bolsonaro adota um discurso pró-desmatamento afirmando que se trata de uma questão “cultural” brasileira, outra retumbante mentira. O Brasil e o resto do mundo devem cobrar explicações e punir o Brasil até que acabe a palhaçada ideológica que o presidente Bolsonaro está promovendo no meio ambiente. O verde da nossa Bandeira não é da esquerda, é do Brasil.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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OS MOINHOS DE LULA

Em prosseguimento a seu périplo quixotesco, o ex-presidente Lula afirmou que o presidente Bolsonaro representa uma ameaça à democracia e às conquistas sociais das últimas décadas e que poderá destruir o Brasil. Ainda bem que somos uma democracia que elegeu democraticamente Bolsonaro, há um ano, e que voltaremos às urnas daqui a três anos para reeleger Bolsonaro ou eleger outro candidato, se for essa a vontade da maioria da população votante. A não ser, é claro, que alguns protagonistas políticos de agora, e de última hora, consigam perturbar tanto o ambiente político que tornem a democracia algo difícil de manter. E Lula tentando se posicionar politicamente com bravatas e profecias de fim de mundo mais parece o náufrago que se afoga e tenta desesperadamente encontrar uma boia de salvação a que se agarrar do que um político que pretenda discutir sobre programas de governo ou formas de governar. Lula deveria se reorientar, pois os moinhos de vento de Dom Quixote não eram de verdade, embora pudessem ainda existir nas quixotescas imaginações inflamadas de alguns.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O ALÍVIO DO CONDENADO

“O meu alívio era isso: o povo está fodido” (Lula, em discurso na semana passada). Só se podia esperar um palavreado como este do ex-presidente condenado!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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FESTIVAL DE BESTEIRAS

O ex-detento Lula está superando, com suas besteiras, o Febeapá de Stanislaw Ponte Preta!

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

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INCOMPARÁVEIS

Segundo se noticia, o grupo que apoia Lula gostaria que ele assumisse o espírito de Mandela, sem levar em conta que o petista tem a alma pequena para se igualar a um líder político que passou 60 anos de sua vida lutando pela liberdade de seu país e, destes, só de cadeia curtiu por volta de 30 anos em prisões infectas, e não menos de dois anos num flat dotado de regalias inimagináveis em países de Primeiro Mundo, como foi para o petista. Em vida, Nelson Mandela não foi um ser humano perfeito, mas teve qualidades suficientes que o levaram a lutar pela liberdade em seu país e ser reconhecido pela ONU, que em sua homenagem instituiu o Dia Internacional de Nelson Mandela, adotando para isso sua data de nascimento. Pois é, essa é a diferença entre um líder político reconhecido mundialmente e outro sem condições para tal, que age como um cão raivoso que, solto da coleira, quer morder todo mundo. PT, menos!

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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LULA E DEUS

Eu me lembro do jornalista Carlos Chagas, já falecido, perguntando a Luiz Inácio no debate com o Fernando Collor, na eleição presidencial de 1989, se ele acreditava em Deus, o que ele pensava que o homem é e para onde o homem iria depois da morte. Lembro-me, também, muito claramente, da expressão de Luiz Inácio, do risinho sarcástico dele depois da pergunta, como se estivesse dizendo “você está querendo me enrolar com este assunto de Deus perante o povo, perante os pobres, é uma armadilha a sua pergunta”. E respondeu com aquela de “não usar o nome de Deus em vão”. Luiz Inácio, pelo jeito, tenho certeza, continua não sabendo, desde aquela época, nada sobre Deus, sobre o homem e muito menos para onde ele vai depois da morte, estas coisas. Que nós, igualmente, não saibamos, tudo bem, mas nós não somos “deus”, enquanto Luiz Inácio “é” o “deus” da seita que desde 1979 só arruinou o País. Nunca fez absolutamente nada pelo Brasil, mas nós, ao contrário dele, ou deles, nunca enganamos ninguém, muito menos os pobres.

Luiz Alberto de Godoy Azeredo theokenos@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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CORROMPIDO PELO PODER

Tem uma célere frase que diz “quer conhecer o homem? Dê-lhe dinheiro e poder, ou o inverso”. Al Capone, cujo verdadeiro nome era Alphonse Gabriel Capone, famoso bandido norte-americano de origem italiana, o mais famoso facínora do século 20, nunca foi condenado pelos inúmeros e graves crimes que cometeu. Como sempre, não existe o crime perfeito, e ele foi traído pelos números. Pela simples contabilidade. Ele assassinou, sequestrou, chantageou, contrabandeou, subornou, tinha destilaria clandestina, casas de prostituição e muito mais. Enfim, foi um bandido completo. E nunca foi condenado por estes crimes, mas a Receita Federal o pegou com a mão na botija, e aí começou a sua via-crúcis. Foi condenado a 11 anos de prisão. Alguns anos mais tarde, pelo seu deplorável estado de saúde, por clemência, pois a sífilis o estava corroendo, obteve a liberdade para terminar os seus infelizes dias – pelo menos não abriu mais seu saco de bondades, em sua casa em Palm Beach, na Flórida. O “Lula Paz e Amor”, Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo aproximadamente a mesma linha, nunca foi preso pelos inúmeros e graves crimes que cometeu. Lula lesou a Pátria de todas as formas possíveis. Quase conduziu o Brasil à miséria total e até hoje o País não está reabilitado. Tentou de todas as formas transformar o Brasil numa grande Venezuela bolivariana. Fez uma população inteira comer o pão que o diabo amassou, com a indicação de um poste sem luz para lhe suceder na Presidência. Por fim, um simples apartamento, um quase nada, se comparado aos bilhões de prejuízo que causou à Pátria, entre o dinheiro desviado de todas as maneiras através da máquina de praticar corrupção endêmica que montou e deixou os companheiros montarem, os financiamentos sem retorno que fez aos países comunistas e governados por ditadores. Com todas as suas nefastas ações, paralisou a economia do País e gerou prejuízos incomensuráveis. O fato é que, no fim, Al Capone pelo Imposto de Renda e Lula pelo tríplex do Guarujá trilharam semelhantes sendas. Qual será o fim da era Lula, ficar solto, não livre, ou voltar para o xadrez?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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LULA LIVRE

Já que é impossível ao presidiário Lula provar a sua inocência que ele tanto apregoa, foi beneficiado pelos seus admiradores no STF, que, à sua maneira, interpretaram a lei para libertá-lo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MEDO DAS RUAS

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, participando do 7.º congresso do PT, em São Paulo, disse que um governo democrático não tem medo do povo nas ruas. Mas Lula da Silva não tem coragem de fazer um voo comercial nem de comparecer a qualquer evento público fora de seu feudo. As vaias e ovadas seriam intermináveis. É o medo do povo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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HOMENAGEM A PINOCHET

Acreditem se quiserem: depois de 17 intermináveis e sangrentos anos da ditadura Pinochet no Chile (1973 a 1990), que levou mais de 200 mil pessoas ao exílio, torturou outras milhares e deixou mais de 3 mil mortos, sem contar os inúmeros desaparecidos, o deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila registrou a intenção de homenagear o famigerado ditador numa cerimônia solene na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no dia 10 de dezembro, dia que marca o aniversário da morte do sanguinário general. Se já não fosse o bastante, a data agendada coincide com o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Felizmente, o evento foi impedido pelo presidente da Casa, deputado estadual Cauê Macris (PSDB-SP).

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EVENTO CANCELADO

Parabéns ao deputado estadual Cauê Macris. Honra o seu mandato. Merece o voto dos paulistas.

Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo

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TUDO PODE ACONTECER

Em qualquer país sério uma homenagem a um assassino e ditador como Pinochet não seria nem cogitada. Por aqui, em tempos de elogio a torturadores e afins, tudo pode acontecer.

Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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COERÊNCIA

Por questão de coerência, quem é contra a homenagem a Pinochet proposta pelo deputado estadual de São Paulo Frederico D’Avila deve também ser contra, por exemplo, as homenagens a Fidel Castro feitas pela bancada comunista do Congresso em dezembro de 2016 ou a realizada em novembro de 2017 pela Assembleia da Bahia. O ditador cubano matou 3 vezes mais do que Pinochet. Ou será que ditador de esquerda tem licença para matar?

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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