Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2019 | 03h00

SEGUNDA INSTÂNCIA

Prescrição

Em dois anos prescreveram 946 ações penais, sendo 830 no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e 116 no Supremo Tribunal Federal (STF), informa o Estado. Como consequência, os criminosos estão soltos graças à morosidade do Poder Judiciário. A coisa é mais ou menos a seguinte: a Suprema Corte não julga e os meliantes condenados em primeira e segunda instâncias ficam soltos até o crime prescrever. O Brasil é a Pasárgada dos criminosos, beneficiados pela suavidade das leis e pela morosidade dos aplicadores das leis.

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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Cláusula pétrea?

Foi um levantamento realizado pelo gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que mostrou que quase 950 processos penais prescreveram em dois anos, conforme o Estado (24/11, A8). Na mesma edição do jornal (A4) se informa que a maioria do Congresso é a favor de mudanças no que se refere à segunda instância. Dos contrários, quase 100% são do PT, PSOL e PC do B – absoluta pertinência em defesa de seu líder maior. Mas a questão que se levanta é: que cláusula pétrea é essa, que foi mudada em 2016 e de novo em 2019? Basta mudar um ministro para o entendimento mudar?! Queremos e precisamos de investimentos externos, mas com essa conduta...

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

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Crime hediondo

Quando o STF aprovou a prisão em segunda instância, deu um passo à frente quanto a recursos de sentenciados, igualando o Brasil a países desenvolvidos, com plena aprovação da população brasileira, que agora vive preocupada com as consequências dessa mudança. Um próximo passo necessário é tipificar como crime hediondo o desvio de dinheiro público, pois muita gente morre em hospitais por falta de médicos, medicamentos, aparelhos de exames quebrados, etc. É dificílimo encontrar provas contra uma pessoa que desvia dinheiro público, mas a Polícia Federal consegue.

JOSÉ FRANZINI NETTO

jfnetto.sp@gmail.com

Araras

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Aos indecisos

É imprescindível que os parlamentares indecisos, na Câmara dos Deputados e no Senado, quanto à possibilidade de prisão após condenação em segunda instância leiam com atenção a reportagem de domingo 950 casos prescrevem em tribunais superiores. O texto mostra a imensa responsabilidade dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, bem como a urgência de se votar a matéria, ainda este ano, em respeito à sociedade brasileira.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Efeito deletério

Comumente, alguns juristas justificadamente reconhecidos como luminares do Direito citam o inciso LVII do artigo 5.º da nossa Carta Magna – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” – como impeditivo de antecipar a prisão após a decisão colegiada de segunda instância. Ora, com essa decisão se dá inevitavelmente o trânsito em julgado relativamente à culpabilidade. Que, por isso, passa a ser inquestionável, definitiva e irreversivelmente provada. Tanto é assim que não cabem mais recursos visando à sua alteração, somente os previstos nas opções legais permitidas em que não consta nenhuma possibilidade de revisão das provas e da consequente alteração no que se refere à culpa ou à inocência. Com tal premissa é evidente que os recursos permitidos não têm o condão de evitar o indiscutível trânsito em julgado relativamente à culpa ou à inocência. Mas têm, em face da reconhecida precariedade estrutural da Justiça brasileira, o efeito deletério de alcançar a prescrição. É o que mostram os dados estatísticos. Por conseguinte me parece que o único entendimento racional possível é o aqui exposto. Pois a Carta Magna, com a racionalidade que é um de seus apanágios básicos indiscutíveis, não pode admitir tal contradição. Afinal, se já ocorreu o trânsito em julgado da decisão, por que motivo a Lei Maior exigiria que se aguardasse o fim do processamento administrativo – e não o já concluído trânsito em julgado do motivo original e central em discussão –, se já não se podem alterar as provas que condenaram o réu?

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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POLÍTICA PARTIDÁRIA

Participação cidadã

O editorial Os partidos e a política (24/11, A3) toca em aspecto importante da visão política dos brasileiros. A política partidária é apenas uma das formas de vivência social (sim, somos seres políticos, queiramos ou não) e parece ser a única que se destaca ou à qual se atribui protagonismo. Os clubes de serviço, as associações de moradores, os coletivos de pais e professores, os conselhos municipais são outros ambientes, muito mais próximos do cidadão para exercer sua política, mas não lhes é conferida a devida prioridade, fruto ainda de décadas de censura e governos ditatoriais Assim, quando relutamos até em participar de reuniões de condomínio, o que dirá de determinarmos como grupos sociais os verdadeiros rumos a seguir para benefício de todos, ou ao menos de ampla maioria de pessoas?

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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EM SÃO PAULO

Atraso piramidal

O editorial Obras intermináveis, sobre o Rodoanel, evidencia como aqui, no Brasil, impera a histórica Lei de Quéops: nada fica pronto dentro do prazo nem dentro do orçamento.

ARNALDO MANDEL

amandel@gmail.com

São Paulo

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Linha Ouro e monotrilho

Há 32 anos moro no Brooklin, próximo à Avenida Roberto Marinho. A respeito do editorial de domingo sobre as obras intermináveis, senti falta de mencionar a Linha Ouro do Metrô, que foi prometida para entrega em 2014, ligando o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas. Quanto ao tal do monotrilho, na época o argumento era de que a obra, por ser de superfície, seria de construção rápida e muito mais barata. Até hoje não foi entregue, as obras estão paradas e o comércio de drogas na região abandonada só aumenta.

CHRISTIAN ADLER

herck@globo.com

São Paulo

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“Políticos a favor?! A esmola parece ser muito grande e o santo já está desconfiando...”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, SOBRE AS PROPOSTAS DE MUDANÇA NO CONGRESSO DA MAIS RECENTE DECISÃO DO STF ACERCA DA PRISÃO APÓS SEGUNDA INSTÂNCIA

jam.pacheco@uol.com.br

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“Complementando o que disse Delfim Netto, além do lado iluminado e do lado sombrio, o governo atual tem uma base frágil, um telhado de vidro e o PT como vizinho. Infelizmente”

CARLOS GASPAR / SÃO PAULO, SOBRE A ENTREVISTA DO EX-MINISTRO (25/11, B4)

carlos-gaspar@uol.com.br

O CONGRESSO E A PRISÃO EM 2.ª INSTÂNCIA


Prisão após segunda instância tem maioria no Congresso (Estadão, 24/11, A4). Do total de 594 representantes, 341 formam com a sociedade do bem, favorável à tese. Por ora, há 54 andorinhas publicamente contrárias e 140 que se recusam a emitir opinião. Por quê? Seus fétidos rabos estão em cárcere privado, à margem da Justiça?  Organizadas e conscientes, é fato que as ruas se fizeram ouvir no Congresso Nacional. Sigam o líder, o povo, pois! A propósito, visando à inatividade saudável dos seus membros, alguns no limite da insanidade, recomenda-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) agregar novos médicos otorrinos e oftalmologistas ao seu povoado departamento médico, provendo-o de equipamentos de ponta para a aferição dos sentidos sensoriais dos semideuses que, de per si, insistem em desafiar os efeitos da fisiologia e da biofísica sobre suas contaminadas canetas e mentes.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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DISTÂNCIA


Provavelmente por interesses próprios e de companheiros, os presidentes do Senado e da Câmara estão apostando na prisão em “segunda distância”.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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BASTA DE IMPUNIDADE!


Nestes dias que precedem a premente decisão do Congresso sobre a prisão em segunda instância, cabe anotar que num intervalo de apenas dois anos quase 1 mil ações penais de tribunais superiores prescreveram e foram arquivadas, depois de haverem movimentado por anos a fio o sistema de Justiça, beneficiando aqueles que têm poder econômico para manipular o sistema com recursos procrastinatórios sem fim, segundo revelou o gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Basta de chicanas, protelações, delongas e impunidade. Prisão em segunda instância já!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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PODEROSOS IMUNES


A verdadeira razão do placar de 6 a 5 no STF no caso da prisão só quando do trânsito julgado: a resposta está nos 950 casos que prescreveram em tribunais superiores. A forma de manter os poderosos imunes a punições: a prescrição.


José Luiz Monteiro jlm.eng@hotmail.com

Sorocaba


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MINISTRO BARROSO


Sobre a matéria 950 casos prescrevem em tribunais superiores (Estadão, 23/11), o ministro Barroso, embora tente mostrar as deficiências da Justiça, que por sua lentidão acaba deixando crimes prescreverem por decurso de prazo, não conseguirá tirar a grande mancha de seu currículo quando, numa sentença sua, passando por cima das robustas provas conseguidas em árdua investigação na Operação Castelo de Areia, as invalidou no Supremo alegando que a causa que a originou veio de denúncias anônimas. Uma analogia ao caso seria um assassinato, denunciado por alguém que quer ficar no anonimato, pois muitas vezes denunciar é perigoso, livrando da pena o criminoso apesar das robustas provas. De um magistrado que foi capaz disso pode-se conjecturar de sua hipocrisia.                 


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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STF GARANTISTA


O STF soltou Rabicó, patrão do tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro, condenado em duas instâncias. De dentro da cadeia, comandava as atividades do tráfico. Vai fazer seu trabalho com mais conforto e tranquilidade agora. STF garantista, garantindo o Supremo tráfico de drogas.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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O SUPREMO PÓS-PT


Chama a atenção a atuação expansiva e proativa do Supremo Tribunal Federal após a saída do PT do poder. Desde 2003 o cotidiano do tribunal vinha correndo dentro da normalidade, com inúmeros inquéritos que tramitam na Corte paralisados há décadas ou caminhando a passos de tartaruga, até a Operação Lava Jato entrar em cena, alterando a rotina do STF com o processo do mensalão e, posteriormente, o petrolão, quando começou a ficar mais visível a preferencia política de alguns ministros. Até então se aceitava a explicação de um Judiciário lento e entupido de processos e poucos juízes para julgar a papelada. Com a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições, o véu de ministros começou a cair e inúmeros presos – sempre petistas em primeiro lugar – tiveram suas penas aliviadas ou foram colocados em liberdade. Desde lá até hoje, a libertação de condenados petistas não parou de crescer, deixando de ser mera coincidência a preferência pela liberdade de militantes da seita lulopetista e seu chefe, quando o tribunal se debruçou diuturnamente para colocá-lo em liberdade, sem se importar com a extensão do benefício que atingiu 5 mil criminosos. Para que não haja dúvida sobre as intenções, recentemente a ministra Cármen Lúcia mandou o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) soltar todos os presos em 2.ª instância – boa parte, petistas. Cada vez mais a impressão que se tem é de que soltar bandidos às pencas não é puro amor à criminalidade. É formação de um exército de cleptocratas em curso que sonham em retomar o controle do País. O STF sabe muito bem o que está fazendo.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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REELEIÇÃO NO PT


Com a reeleição, para o comando do PT, da ex-senadora e agora deputada Gleisi Hoffmann, deputada por uma estratégia de sobrevivência não aderida pelo companheiro Lindbergh Farias, quem saiu ganhando foram os adversários. Gleisi vai absorver integralmente os conselhos – na realidade, ordens ditadas – do ex-presidente e guru máximo ao sair da cadeira, de não fazer o mea culpa pelos erros do passado. Com isso, as velhas práticas de governança petista que arrasaram financeiramente e moralmente o País, e que levaram ao poder o capitão Jair Bolsonaro, estão garantidas e prontas para serem oferecidas ao eleitores como políticas de um novo governo petista.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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PT LADEIRA ABAIXO


Dá para entender por que Lula escolheu Gleisi Hoffman para presidente do PT. As insanidades que ela tem falado mostram a sua imagem e semelhança. Não aprendem...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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GLEISI E SEUS ARROUBOS PICANTES


O PT deve ser um partido que fala aos surdos. Ao propor a construção de um novo Brasil, está fazendo sua autocrítica, no que reconhece que foram eles que o destruíram. A eleição de Gleisi Hoffman confirma o seu papel de papagaio de pirata. Ela é a língua de aluguel de Lula, visto que como deputada está apagada e o cargo de presidente do PT lhe dá a visibilidade para se manter  na mídia, perante seus militantes. Mas é somente isso, produz apenas fumaça.  Em que país se vê um ministro da Justiça ser tão afrontado como é Sérgio Moro por esta senhora, que sabe estar enrolada com a Justiça? A resposta é simples: Moro e o Ministério Público prenderam a elite que destruiu o Brasil e os poderosos do PT. Gleisi tem foro privilegiado, está blindada. Se o PT é tão corajoso e se acha ético e moralista, por que não defende o fim do foro e a prisão em segunda instância? Mas não, prefere criticar os liberais, que entregam resultados, enquanto populistas e esquerdistas jogam para a plateia. Quem não deve não teme, não é, senhora deputada? São estas atitudes que o Brasil espera da senhora e de seu partido: coerência e vergonha na cara. Acordem, o voto de cabresto vai chegando ao fim e os fatos comprovam o apagão de seus arroubos picantes.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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DESACREDITADO


O condenado demiurgo de Garanhuns, Lula da Silva, sem fazer força, conseguiu mais um revés. Desta vez foi o respeitável jornal inglês Financial Times que, em seu editorial, defendeu o presidente Jair Bolsonaro nas reformas para o crescimento do Brasil e contrário às manifestações do “Mr. Lula da Silva”, que deixou clara sua posição do “quanto pior, melhor”. Lula ainda não percebeu que, além de atrasado, está desacreditado em suas ideias. Fora Lula!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘QUEM MERECE?’


Excelente o texto de J. R. Guzzo Quem merece? (Estado, 24/11, A12). A descrição do articulista se enquadra nos cinco países comunistas ainda existentes no mundo: Cuba, China, Coreia do Norte, Vietnã e Laos. Há controle político com partido único e censura à imprensa. A única mudança é a introdução de reformas para uma economia de mercado. Bem mais adiantada na China do que nos demais países, com a exceção do completo isolamento da Coreia do Norte.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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A ESQUERDA E A DEMOCRACIA


No comentário intitulado Quem merece? (24/11), J. R. Guzzo deixou clara, para quem quer enxergar, a impossibilidade de uma coexistência pacífica entre democracia e socialismo, uma vez que neste não pode haver eleições livres, pois adversários podem vencer; não pode haver Legislativo livre, pois podem ser aprovadas leis que não interessam ao governo; e não pode haver um Poder Judiciário independente, que poderia condenar partidários. E Guzzo cita outros exemplos na mesma linha de raciocínio, até o fim antológico de que não resta à esquerda desatualizada senão aguentar vaias em avião.


Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém


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POLARIZAÇÕES PARALISANTES


O professor de Teoria Política Marco Aurélio Nogueira, em Polarizações paralisantes (Estado, 23/11, A2), condena o que chama de polarização entre Lula-Petismo e Bolsonaro. Não se lembra de que, para um convívio construtivo entre oponentes, qualidades mínimas precisam estar presentes de ambos os lados.  Ora, não é possível deixar de perceber que praticamente toda a cúpula petista está condenada pelo que deve ser denominado “crime contra a Nação”. E também há de reconhecer que nenhuma acusação de corrupção foi levantada até agora contra a atual gestão. Então, Bolsonaro não está se dirigindo rumo ao atraso. Ou o professor está perdido numa visão de torre de marfim acadêmica ou pratica sofismo disfarçado de “sabedoria acadêmica”.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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LIVRE PENSAR


Os ignorantes são aqueles que mais falam e polarizam, digo, discutem, pois onde a ignorância fala a inteligência não responde. Ou, como aprendi em casa, quando um não quer dois não polarizam, brigam. Entendeu, sr. Bolsonaro? Não caia neste barco furado!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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NOVO PARTIDO


Incrível como o povo se deixa manipular por formadores de opinião mal intencionados. A escolha do número 38 para o Aliança pelo Brasil, partido a ser fundado pelo presidente Bolsonaro, não é porque é o número do calibre de uma arma, mas porque Jair Messias é o 38.º presidente do Brasil. Estudar um pouquinho não mata ninguém, nem mesmo os petistas.


Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo


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SIGLAS PARTIDÁRIAS


Os signatários da sigla “tresoitão” já começam desatualizados. Bandidagem que se preza usa “ferramentas” mais sofisticadas...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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NÚMERO 13


E, por falar em número de partido, não podemos nos esquecer de que o número do PT é 13. Número do azar. Seus governos duraram 14 anos e destruíram o País, nossa economia, deformaram a mentalidade dos jovens e institucionalizaram a corrupção.


André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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PRAZO APERTADO


A legalização do partido lançado pelo presidente Bolsonaro vai ter dificuldades para sua oficialização no Tribunal Superior Eleitoral, e isso preocupa possíveis candidatos ao pleito eleitoral de 2020. E, para completar, um outro partido vai disputar o número 38, que identifica um calibre de arma de fogo. Qual é a ideologia de dirigentes e possíveis militantes das duas agremiações? Por certo, não é um movimento pela paz de que tanto precisamos.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CERTIFICAÇÃO DIGITAL


Parabéns ao presidente por sair do PSL e criar o Aliança pelo Brasil. Os problemas estão aí para serem vencidos e as adversidades só exaltam aqueles que têm coragem para enfrentá-las. Os alistamentos ao novo partido podem ser digitais, com certificação digital. Acredito que pelo menos 10 milhões dos seus eleitores estarão dispostos a se identificar com este processo. Ademais, tudo poderá ser feito em poucos anos com esse tipo de identificação. Até a votação digital nas eleições e a sua contraparte – o recall. Os 500 mil nomes necessários para a criação do partido serão conseguidos rapidamente com a certificação digital. Vamos em frente. O Brasil tem pressa!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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ASSINATURAS


Já que os Tribunais Regionais Eleitorais têm, mesmo, um grande trabalho ao conferir as assinaturas exigidas para que um novo partido se forme, por que não as pessoas comparecerem em suas zonas eleitorais, onde seria feita a coleta da digital ou a assinatura para um fim pré-determinado? Ninguém teria mais de conferir nada e se evitaria, em parte, a “compra” de assinaturas, já que ir à zona eleitoral dá um certo trabalho.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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LIBERTADORES DA AMÉRICA 2019


Com grande vitória de 2 a 1, numa bela virada no 2.º tempo do jogo, o Flamengo derrotou o time argentino River Plate e é campeão da Copa Libertadores da América 2019. É a segunda vez que o time carioca conquista tão cobiçado campeonato. Cumprimento o Estadão, que foi muito feliz e oportuno em publicar na primeira página de 23/11/2019 a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, vestido com uma camisa do rubro-negra, com os braços abertos, como que abençoando o time brasileiro para que conquistasse, como conquistou, tão preciosa e esperada vitória. Será que não foi um milagre?


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

São Paulo


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MILAGRE NA DECISÃO


Santa Irmã Dulce 2 x papa Francisco 1. Viva o mengo!


Roberto Hungria roberto.hungria11@gmail.com

Itapetininga


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CRISTO E O FLAMENGO


Lamento profundamente o uso de um símbolo religioso caro a muitos brasileiros e ícone da cidade do Rio de Janeiro para propaganda de time de futebol. É, também, a comercialização cada vez maior do esporte no Brasil. O passo seguinte será o uso da imagem de Cristo para anúncio de outros produtos de consumo.


Dacio Aguiar de Moraes Neto dacioneto@uol.com.br

São Paulo


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TIME SUPERIOR


Com o título da Copa Libertadores da América 2019, o Flamengo foi merecidamente coroado pelo melhor futebol que vem fazendo. Para o futebol brasileiro será fundamental, para que as outras equipes pensem e tenham um comparativo superior em tudo.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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TRÍPLICE CONQUISTA


Realmente, este time do Flamengo está empolgando. Pode até perder. Não existe time invencível. Nem o Santos de Pelé o era, mas está alguns degraus acima dos demais. No dia do jogo contra o River Plate, as ruas do Rio ficaram vazias – e eu só via isso em dias de jogos da seleção pela Copa do Mundo. Jorge Jesus implantou uma outra filosofia de jogo. Está alguns degraus acima dos técnicos brasileiros. O Flamengo pode ser o tríplice coroado este ano: ganhou a Libertadores, é campeão brasileiro e vai disputar o mundial de clubes em Doha.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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SÓCIO-TORCEDOR POLÍTICO


Wilson Witzel foi a bola fora na festa do Flamengo pela conquista da Copa Libertadores. Enquanto os verdadeiros torcedores comemoravam no anonimato, o governador entrava em campo, no avião, no ônibus... E talvez tenha sido o único derrotado, ao ter sua euforia estratégica reconhecida como oportunismo (político) barato.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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PAPELÕES


Deplorável, patético e melancólico o vexame do governador Wilson Witzel, ajoelhando-se aos pés do artilheiro Gabigol. O jogador mal olhou para o roliço Witzel. Continuou andando, para fora do campo, com desprezível indiferença ao indecoroso espetáculo de sabujice de um homem público que deveria se dar ao respeito.  O governador carioca está se especializando em papelões. Há meses foi na Ponte Rio-Niterói: depois de o atirador matar o sequestrador do ônibus na ponte, acabando com a enorme tensão, Witzel desembarcou do helicóptero ali correndo, braços abertos, gritando. Feliz e vibrando com a morte do rapaz, como se fosse o responsável por ela.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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ANORMAL


É normal a comemoração após as conquistas do Flamengo. O anormal e ridículo é os deputados federais, sob a batuta do sr. Alexandre Frota, colocarem a bandeira do Flamengo numa mesa e cantarem o hino. Mais absurdo ainda é o governador do Rio de Janeiro, após o jogo, se ajoelhar aos pés do Gabigol e ele deixá-lo, sem dizer uma palavra. Simplesmente o ignorou.


Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo


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FESTA DA BOLA


Brasil, ó meu Brasil brasileiro, Brasil que se orgulha de ter brasileiros que, mesmo desempregados, viajam 6 mil quilômetros de ônibus para assistir a um jogo de futebol em Lima, capital do Peru. Brasil que se orgulha de ter o governador do Estado do Rio de Janeiro se ajoelhando aos pés de um futebolista. Quanto aos desempregados, sem teto, sem saúde e sem nada, aí já é outra historia.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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ESCOLTA DA FAB


Gostaria de saber se o presidente Bolsonaro vai pagar de seu próprio bolso as despesas de deslocamento de dois caças F5 da Força Aérea Brasileira (FAB) para escoltar o avião que trouxe os jogadores do Flamengo do Peru. Enquanto isso, temos no País milhões de pessoas vivendo abaixo da chamada linha da pobreza.


Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)


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NA ECONOMIA


Independentemente da paixão clubista, a vitória do Flamengo na Libertadores tem uma importância econômica para o Rio de Janeiro. Milhares de torcedores turistas afloraram para a Cidade Maravilhosa, possibilitando que o setor hoteleiro e o comércio, em geral, tivessem forte impacto financeiro, benfazejo às contas do Estado como um todo.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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CONFRONTO NA RUA


O brasileiro não tem jeito! No final das comemorações pela conquista da Libertadores, torcedores do Flamengo entraram em conflito com a Polícia Militar nas ruas do Rio de Janeiro. Infelizmente, o brasileiro no geral, mesmo em comemorações, não tem nenhum senso. E pensar que famílias inteiras estavam ali envolvidas.


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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TRANSITORIEDADE


Nesta carta procuro lembrar que a glória no esporte bretão, como em todas as outras modalidades esportivas, é passageira, efêmera, transitória. No futebol, já assistimos à glória e à atual decadência da seleção canarinho, que depois de conquistar definitivamente a Taça Jules Rimet no México e ser a maior ganhadora de títulos mundiais (cinco conquistas), há 17 anos não disputa sequer uma final de Copa do Mundo. O Santos de Pelé, nos anos 60, conquistou praticamente tudo o que disputou: 3 mundiais, 3 Libertadores e 6 de 10 campeonatos nacionais. Hoje, há 15 anos espera mais um título de campeão brasileiro. Dos outros times paulistas, o São Paulo, depois de conquistar o tricampeonato brasileiro com 3 títulos sucessivos, em 2006, 2007 e 2008, está na fila há 11 anos; o Corinthians viveu sua glória depois de 2010, quando conquistou um título mundial de clubes, uma Taça Libertadores e três títulos de campeão brasileiro, e hoje amarga a oitava posição na tabela deste ano, ameaçado de ficar de fora da próxima Libertadores; chegou até a construir um estádio moderno, uma arena; o Palmeiras, o maior ganhador de títulos nacionais (14), também construiu um estádio moderno, mas ficou 22 anos aguardando um título brasileiro, que voltou a conquistar em 2016 e em 2018, sendo que neste ano, até a 10.ª rodada, o verdão levava 6 pontos de vantagem sobre o Mengão. Aí azedou. Os gaúchos Internacional e Grêmio, como os mineiros Cruzeiro e Atlético, já tiveram também sua época de glória, e agora ocupam posições secundárias na tabela de classificação do Brasileirão. Hoje, assistindo – não sem uma ponta de inveja (sadia, porém) – a esta enorme, esfuziante, quase histérica comemoração da torcida do Flamengo, que estava com o grito engasgado na garganta há 38 anos e agora conquista com muitos méritos dois títulos máximos (das Américas e do Brasil) num único fim de semana, podendo atingir a pontuação recorde do torneio com 90 pontos ou mais, e com enormes chances de conquistar ainda a “Tríplice Coroa”, com o título do Mundial de Clubes, quero cumprimentar os vencedores efusivamente, ao mesmo tempo que lembro aos campeões que a glória no futebol, como em todas as modalidades esportivas, é passageira, efêmera, transitória. Portanto, aproveitem enquanto durar este porre, esta imensa alegria.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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HENRY SOBEL – 1944-2019


Sou judeu não praticante. Sempre admirei o rabino Henry Sobel. Seu carisma, inteligência, conhecimento, lucidez, suas analogias, parábolas, bom humor e otimismo me fascinavam. Como se diz em yiddish: “a mentch” – um ser humano de integridade e honra. Uma boa pessoa boa. Um ser humano especial. Em 1975, no episódio Herzog, tive a oportunidade de falar a ele que seu nome seria reconhecido e lembrado na história do Brasil não só pela luta pelos direitos humanos, sua participação na união e respeito a todas as religiões, mas principalmente pela coragem no enfrentamento de um período duríssimo da ditadura militar e dando o sinal de partida para a redemocratização do Brasil. Meu filho Adam fez bar-mitsvá em 1991 e foi ele quem celebrou a cerimônia. Inesquecível. Dois episódios marcaram sua vida de forma um tanto negativa: um, religioso, envolvendo a morte do titã Marcelo Fromer, em 2001, e seu desejo manifesto de doação de órgãos, quando prevaleceu a regra religiosa judaica; e em 2007 o episódio das gravatas furtadas, que culminou com seu afastamento da Congregação Israelita Paulista (CIP), uma das atitudes mais injustas, indignas e desumanas que já testemunhei. Nada que desabone ou desmereça toda a sua obra, que é infinitamente superior. Cada vez que nos encontrávamos, sempre era recebido com um abraço caloroso, um beijo paternal e fraternal e palavras boas. Lamento sua morte como poucas vezes lamentei uma perda. Que descanse em paz. להתראות (pêsames). להתראות (Tchau, adeus, até a vista).


Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo


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Henry Sobel foi homem forte, que viveu na pele o horror de políticos doentes. No Brasil, fez muito mais que qualquer esquerda de araque. E, melhor, nunca foi grosseiro nem torcia contra o Brasil. Tive a sorte de conversar com ele, por sermos vizinhos em São Paulo. Um rabino amado por todos e respeitado por todas as religiões.


Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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TRISTE SINCRONICIDADE


Gugu Liberato e o rabino Sobel, cada um ao seu modo, transmitiram aos brasileiros o sentimento da esperança. Ao morrerem, ambos nos Estados Unidos, na última sexta-feira, revelam que o Brasil está inabitável, mesmo por aqueles que pregam a confiança no País. Triste sincronicidade eloquente!


Miguel Ângelo Napolitano mnapolit@gmail.com

Bauru


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GUGU LIBERATO – 1959-2019


A morte de Gugu Liberato causa uma irreparável perda para a TV brasileira.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O destino, se é que existe, foi cruel com o apresentador Gugu Liberato, ceifando-lhe a vida precocemente aos 60 anos de idade, por uma atitude por ele praticada impensadamente e desconsiderando os riscos que poderia correr – sem a menor necessidade, pois ele poderia solicitar tal procedimento a qualquer empresa do ramo, e com certeza seria atendido de imediato. Mas a vida é assim, ela nos proporciona o livre arbítrio de poder fazer o que queremos, e em muitas ocasiões o fazemos ignorando suas eventuais consequências. Tive a grata satisfação de conhecê-lo pessoalmente, um homem de personalidade marcante, ótimos princípios, muito sensato, além de um excelente profissional, cumpridor de seus deveres à risca. Deixo aqui registradas minhas sinceras condolências a toda a sua família e peço a Deus que o receba e o conforte com tudo o que tem direito, por ter sido o ser humano que foi enquanto vivia entre nós.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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Por que gostávamos de Gugu Liberato? Há pessoas cujo semblante já agrada, cuja natureza é admirável e o cognitivo revela a sua intenção. Assim, nosso cognitivo despertava um interesse e admiração pelo apresentador Gugu Liberato, que, sempre sorrindo e calmo, transmitia alegria e paz através da tela da televisão. Mais um orgulho de nós, lusodescendentes, já que era filho de portugueses de Mirandela, em Bragança. Gugu Liberato deixa um legado limpo, sem desvio de conduta, sem nenhum histórico negativo, e sim de positividade e exemplo de caráter, simplicidade e de como é ser humano. O Brasil fica chocado não só por perder um grande nome, um grande artista, mas também por perceber que para morrer basta estar vivo. Que somos frágeis, apesar de parecermos absolutamente fortes ou poderosos. Mostra que o dinheiro não cura o que a medicina ainda não resolve e que temos de viver bem o presente, pois, como diz o ditado popular, o futuro a Deus pertence. Num momento como este, devemos nos lembrar dele nos seus melhores momentos e validar os seus feitos, que o tornaram um dos maiores apresentadores da história do Brasil.


Fabiano de Abreu

São Paulo

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