Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2019 | 05h00

ECONOMIA

Jogo autoritário

Muito bizarra a fala de quem pretensamente deveria estar em busca de mais investidores para o Brasil. Reinserir o AI-5 na pauta só os espanta. Fala infeliz, irrefletida, autoritária. A esse governo carece aceitar e conviver com a diversidade de opiniões, qualquer ideia contrária ou estará do lado esquerdo ou na cor vermelha. Todas as grandes vitórias só o são pela grandeza dos oponentes, o autoritarismo é burro até mesmo em não reconhecer isso. Acredito que o fosso que a privilegiatura cava ainda não provocou a união que mobilize realmente a população brasileira. Uma recuperação econômica atabalhoada poderá acionar o “efeito túnel”, em que a paciência com a falta de mobilidade de uma faixa de renda tem limite. Há muitos recursos desviados e subtraídos do desenvolvimento sustentável que almejamos para sustentar privilégios, lutar contra isso é imperioso. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem capacidade e conhecimento para uma boa condução da retomada da economia do País se não ceder um milímetro sequer a essas idiotices ditatoriais da nossa História, buscando sempre equilibrar os justos anseios dos envolvidos. Será desafiadora e difícil a caminhada, em que o jogo do autoritarismo só vai atrapalhar.

JOSÉ SIMÕES NETO

jsmantrareg@gmail.com 

São Paulo

 
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Equilíbrio

Por tudo o que eu já vi e sei, tenho a certeza de que a política brasileira nunca esteve tão carente de gente equilibrada como no momento atual.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

 
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Dólar em alta

Vejo na mídia o estardalhaço pelo aumento do dólar, como se fosse um desastre para a economia. Fala-se nos efeitos negativos para o turista – vai ficar mais caro viajar para o exterior – e nos produtos importados. Mas há um efeito positivo para quem visita o Brasil e para quem exporta, melhorando as margens de lucro. A variação do dólar tem muitos motivos, em especial a turbulência da economia mundial, mas é uma situação temporária e está sob controle do Banco Central, porém isso é pouco mencionado.

VILSON M. SOARES

vilsonsoares@globo.com

São Paulo

 
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Síndrome do voo raso

Excluindo a infeliz declaração de Paulo Guedes sobre o nefasto AI-5, é fácil entender seu raciocínio sem precisar recorrer à grande maioria dos analistas econômicos que com ele concordam que com juros mais baixos vamos conviver com o dólar mais alto. Mas é mais fácil ainda entender que sua fala funciona como uma espécie de indutor para essa alta. Já vi esse sintoma, que chamo de síndrome do voo raso, em geniais líderes que conheci. São seres cuja mente voa a altitudes que poucos conseguem alcançar, mas nos voos rasos, das percepções elementares, seu radar falha.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro
 
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Fuga de investidores

Supremo Tribunal em crise de desmoralização, soltando criminosos condenados, entre eles um que prega quebra-quebra aqui igual ao do Chile; Câmara dos Deputados e Senado empenhados em minar a Operação Lava Jato; juros em baixa, num cenário político incerto, pretendendo nivelar-se aos de países mais sérios e confiáveis... Só cego pra não ver por que os investidores – brasileiros e estrangeiros! – estão pulando fora. E o dólar disparando!

PEDRO M. PICCOLI

pedropiccoli87@gmail.com

Curitiba

 
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FINANÇAS PÚBLICAS

Os privilegiados

Leio que a falta de repasses e a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ameaçam o atendimento nas Santas Casas de Misericórdia. Em seguida, leio as discussões dos funcionários do Banco do Brasil (BB) para tentarem salvar o seu plano de saúde, a Cassi, que está deficitária e tem um ultimato da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que exige um plano de saneamento que comprove a possibilidade de sua readequação financeira. E o que preveem funcionários do banco? Que o BB (nosso dinheiro!) ingresse de imediato com R$ 1 bilhão no caixa da Cassi até dezembro. Ora, esse aporte bem que poderia ir para as Santas Casas do Brasil, que atendem todos os brasileiros, e não para apenas os 400 mil beneficiários da Cassi. Em seguida, mais uma casta de privilegiados, os funcionários da Petrobrás liderados pela Federação Única dos Petroleiros, a mesma que não viu o Petros ser dilapidado, vêm agora fazer greve, que não fizeram enquanto seu fundo de pensão era assaltado, e desacatar ordens do Tribunal Superior do Trabalho. Sobre o dinheiro que foi gasto com Pasadena (EUA) e os rombos na Petrobrás, nada a dizer. Então, que vendam ativos. Esquecem que há no País 12 milhões de desempregados.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Vendilhões

Sim, é hora de expulsar os vendilhões do templo (26/11, A2), porque ninguém de dentro quer largar o osso. Por décadas o círculo vicioso das benesses para o funcionalismo público, por canetada, só fez aumentar a disparidade da renda. Mas entre os privilegiados há diferenças: o pessoal da base da saúde, segurança e educação tem as menores remunerações, justo os que enfrentam as mazelas da sociedade. Concluindo, o Estado brasileiro é ator principal no desequilíbrio da qualidade de serviços e recursos ofertados aos seus cidadãos.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

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MEIO AMBIENTE

Corte de madeira

Incrível a falta de atenção e ação do governo federal com a Região Amazônica (Corte de madeira na Amazônia em três meses já é o maior desde 2016, 27/11, A14). Sou produtora rural no Estado de São Paulo e ao remover uma árvore caída de minha propriedade o caminhoneiro que a transportou foi preso, teve de pagar fiança e eu fui autuada: tive de plantar 800 árvores nativas, o que foi um grande prazer. Então, veja-se a ação da Polícia Ambiental em São Paulo: por uma árvore que já estava caída, morta, ela agiu e nos orientou para ocorrências futuras. Conto isso com orgulho. Não entendo, portanto, como se pode fazer vista grossa na Amazônia. Esse nosso ministro é movido a relatórios, cercado de dados, blablablá. Mas precisa sair de seu gabinete com ar-condicionado e agir in loco, mostrar presença, força, ação. Muito burocrata!

MARTHA CAJADO

gmcajado@uol.com.br

São Paulo

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“O Brasil que presta é todinho Gebran...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O RELATOR NO TRF-4, QUE VOTOU CONTRA A ANULAÇÃO DA PENA DE LULA DA SILVA NO PROCESSO DO SÍTIO EM ATIBAIA

standyball@hotmail.com

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“Com todo o respeito, parece que só existe um réu no Brasil. Julga-se tudo – contra ou a favor – o que diga respeito a Lula da Silva muito antes de todos os outros. Fura-fila”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE O EX-PRESIDENTE CONDENADO POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

ricardocsiqueira@globo.com

SEGUNDA INSTÂNCIA

 

Efetivou-se a armação anunciada! Os líderes e presidentes do Parlamento adiaram para 2020 a votação da prisão em segunda instância, desviando o foco do combate à impunidade, indecentemente jogado à margem, por ora, com a cumplicidade de seis supremos ministros! Seguramente, inferem que até lá muita água vai rolar em benefício de amigos políticos que se locupletaram de dinheiro ilícito. Por óbvio, os astros já informam que ficaremos indignados, como sempre, com os descarados e inusitados habeas corpus comercializados nos plantões supremos; que teremos a mídia platinada se ufanando do Flamengo na decisão do mundial de clubes; que as compras de Natal vão bombar nos shoppings e o réveillon será dos deuses, por consequência; que o pagamento de IPTU, IPVA e as matrículas escolares afetarão o orçamento doméstico e que as águas de março protagonizarão contundentes estragos e dores aos irmãos desprovidos de recursos, entre outras recorrentes manchetes e pautas de início de temporada. Dispensável falar da folia de Momo fazendo a sua parte nas telinhas durante o recesso legislativo. Anotem aí, senhores parlamentares, foi-se o tempo em que a desacreditada sociedade se dispersava diante dos rotineiros escândalos e falcatruas da Praça dos Três Poderes, um inferno fazendo sombra ao outro. Há muito as ruas estão a gritar que lugar de bandido é na cadeia, inclusive para os vips togados e detentores de mandatos eletivos. Com efeito, povo heroico retumbante, sigamos o almirante Barroso, herói da Batalha Naval do Riachuelo: “Sustentar o fogo que a vitória é nossa!”. Toda força e pressão nas redes sociais, nos corredores e gabinetes estatais, aeroportos e logradouros. Restará aos incomodados a capitulação, se tiverem juízo.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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O OVO DA SERPENTE

 

Depois do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), agora foi a vez de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçar o Estado Democrático de Direito com um nova edição do famigerado Ato Institucional n.º 5 (AI-5) caso a esquerda radicalize de vez. Cuidado, Brasil, o ovo podre da serpente verde-oliva do autoritarismo pode estar sendo novamente chocado em seu ventre.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DESASTROSO

 

Não satisfeito com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a volta do Ato Institucional n.º 5 (AI-5) “em reação à quebradeira na rua”, o presidente Jair Bolsonaro informou que seu “negócio” é AI-38. Se as consequências de tais declarações não fossem desastrosas (taxa do câmbio), estamos assistindo a uma versão aloprada da comedia Um estranho casal?

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

   

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REPÚDIO INEQUÍVOCO

 

Contra o primeiro balão de ensaio sobre o Ato Institucional n.º 5 (AI-5), pela boca de “Dom Quixote”, digo Eduardo Bolsonaro, nada menos do que a crítica sem massagem. Contra o segundo balão de ensaio, na fala de Paulo Guedes (longe de um Sancho Pança), nada menos do que o melhor editorial do País. Guerra imaginária (27/11, A3). Eis um necessário e pertinente “repúdio inequívoco” contra o excesso de razão (loucura) de um governo eleito democraticamente. Se não houve golpe, por que o medo do “demiurgo de Garanhuns”? Falar desta aberração uma vez, duas vezes, até que se torne algo “trivial”, é isso? Porém de trivial o monstro da ditadura não tem nada. Contra balões de ensaios, a razão da democracia. Senhor Eduardo Bolsonaro, senhor ministro Paulo Guedes, esqueçam os moinhos de ventos, ora pois.

 

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

 

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PAULO GUEDES E O AI-5

 

As manifestações do ministro da Economia precisam ficar limitadas à sua área de trabalho. A mais recente é uma ameaça caso seus projetos não sejam aprovados no Congresso. E cita um novo AI-5 ao se referir à possibilidade de manifestações dos segmentos sociais que se sentirem prejudicados com as imposições da equipe do atual governo. Lamentável.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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DEBATE RADICALIZADO

 

Em outubro de 1963, a esquerda queria debater a implantação de estado de sítio no Congresso Nacional, recorrente instrumento de repressão para manutenção da ordem, durante a República Velha (1889-1930). Agora, a direita fica reavivando o AI-5, implantado em dezembro 1968, sem levar em consideração o contexto em que haviam ocorrido 32 atentados a bomba: 17 realizados pela extrema-direita e 15 perpetrados pela extrema-esquerda. As atuais bravatas retóricas nas redes sociais apenas estimulam o confronto de militâncias antagonistas, com vistas às eleições de 2022. Até lá, o debate polarizado e radicalizado será intenso, longo e demorado.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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FALANDO EM AI-5

 

O Ato Institucional n.º 5 (AI-5) foi necessário para conter a escalada terrorista em 1968, depois de Fidel Castro decidir criar vários Vietnãs na América Latina, para instalação de ditaduras comunistas, após a reunião da Organización Latinoamericana de Solidariedad (Olas), em Cuba, no ano de 1967. Che Guevara foi para a Bolívia e teve o que mereceu. No Brasil, muitos queriam também ser como Che, especialmente estudantes. Levaram chumbo. O ano de 1968 foi palco de muitos atentados terroristas no Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, como a explosão de uma guarita do QG do então II Exército, matando o recruta Mário Kozel Filho. Assim, o AI-5 foi uma resposta à escalada terrorista daquele ano, não o contrário, como afirma a esquerda. Cuba tem seu “AI-5” desde 1959, a China, desde 1949. A diferença é que nos últimos anos a China abriu as portas ao “capitalismo”. Delfim Netto vibrou com o AI-5. Ele podia impor suas ideias na Economia sem oposição política ou questionamentos da Justiça. O “milagre brasileiro” veio em parte dessa medida ditatorial, combinada com o trabalho fenomenal de Castello Branco, que recebeu uma “massa falida” e conseguiu, em pouco tempo, dar base sólida para o crescimento econômico e social do Brasil. A China cresce assombrosamente na economia em razão de muitas “vantagens” que o Ocidente não tem, e por isso jamais deveria ser considerada uma economia de mercado: mão de obra abundante e barata, ausência de oposição, censura generalizada, perseguição política, ausência de Justiça trabalhista, proibição de greves, etc. Defender o AI-5 no Brasil de hoje não faz sentido, porque há meios de o presidente da República acionar atos legais para enfrentar ações terroristas que, infelizmente, muitos esquerdistas estão incentivando, como a decretação do Estado de Defesa, com toque de recolher. Mas, se no futuro o Brasil descambar para uma guerra civil – que parece ser o sonho da esquerda radical –, o País poderá ter uma lei duríssima que fará o AI-5 parecer um passeio no parque. Não cutuquem o Grande Mudo! As Forças Armadas jamais permitirão que o Brasil se torne um Cubão ou uma Venezuela.

 

Félix Maier felix.maier50@gmail.com

São Paulo

 

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NA CONTRAMÃO DA VONTADE POPULAR

 

A declaração do ministro Guedes sobre o AI-5 causou polêmica por causa da polarização que tomou conta da política. O motivo do pronunciamento sobre o tema foi a incitação à violência feita pelo ex-presidente Lula. Ambos estão na contramão da vontade popular. O povo quer trabalhar em paz e longe da política rasteira do calão e de agressões verbais. Este ambiente hostil não leva a lugar nenhum. Guedes reagiu com o que poderia ser o contraponto da violência, mas não foi tão grave a ponto de justificar o tsunami de ataques da mídia.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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DEMOCRACIA INALCANÇÁVEL?

 

Eu confiaria na convicção democrática de quem tivesse repudiado com fibra a conclamação de Lula à baderna e não a tratasse como uma mera idiossincrasia petista. Reagir apenas à fala de Paulo Guedes sobre o AI-5 não me convence. Eu abomino quem usa a palavra “democracia” em vão. A rebelião que Lula propõe cancela nossas garantias individuais assim como o ato famigerado. Seria a democracia uma “missão impossível” neste país? Seria apenas um “ideal” e, como tal, “inalcançável”?

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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PALAVRAS

 

A simples citação da expressão AI-5 pela direita tem causado reações na esquerda e na mídia esquerdista, por lembrar a ditadura e as torturas. Fazemos um trato: a cada vez que a esquerda mencionar a palavra Lula, que causa reações de nojo, raiva, impunidade e injustiça na direita, a direita terá o direito de gritar “AI-5”! O.k.?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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INDIGNAÇÃO GERAL

 

Certamente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi nada feliz ao citar o AI-5 durante sua entrevista, mas o que me surpreendeu foram a reação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e a de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que no mesmo dia vieram a público expor sua indignação. Eu as consideraria corretas, se ambos tivessem tido a coragem de indignar-se da mesma maneira contra o que o ex-presidiário-mor de Curitiba falou em seu discurso inaugural assim que saiu da cadeia, incitando os petistas/esquerdistas a partirem para a baderna, com quebradeira e confronto – a propósito, se fôssemos um país onde a lei é igual para todos, neste mesmo dia Lula deveria ter voltado para o presídio.

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

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PATRIOTAS À JOHNSON

 

Lula incita o tumulto, a violência generalizada nas ruas contra o governo, faz apologia do crime juvenil, do roubo de celular. O presidente do STF cala. Os presidentes da Câmara e do Senado, também. Que espécie de patriotas democratas são Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre? Aqueles para quem Samuel Johnson (“o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”) apontou o dedo? Ao se calarem para Lula e condenarem a assombrosa pregação pelo retorno do AI-5, além de cínicos, formaram perigoso quarteto para a claudicante democracia brasileira.

 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

 

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NUNCA MAIS

 

Senhores Dias Toffoli, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, AI-5 nunca mais, e a prisão em 2.ª instância, também não?

            

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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DO GRITO AO SILÊNCIO

 

Não entendo mais nada. Um ministro cita em passagem o AI-5 e a repercussão à sua fala é gigantesca. O dólar sobe, os membros dos poderes brasileiros se agitam e até a imprensa critica duramente a fala do ministro. Por outro lado, o presidiário e a presidente do seu partido convocam seus seguidores para agitar as ruas e para uma convulsão social, até com a ajuda de agentes estrangeiros (venezuelanos e cubanos) para eles voltarem ao poder, e qual é a repercussão da fala deles? Um silêncio ensurdecedor.

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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TAMBORES DE GUERRA

 

Que mídia é esta que transforma em ameaça o explícito e veemente repúdio do ministro Guedes a uma reedição do AI-5? Os tambores de guerra estão do outro lado da fronteira.

 

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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LIBERDADE PARA O CAOS

 

Lula da Silva solto significa liberdade para o caos, e nunca liberdade em face da lei. Os que pensaram praticar a legalidade, na realidade, não gostam do Brasil, porque querem que o País mergulhe no ódio, na celeuma e na contenda entre classes. Quando ele for preso novamente, essas verdades aparecerão.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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FRENESI

 

O Brasil acordou em polvorosa com a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes (logo desfeita), de que alguém pode pedir um AI-5 diante da radicalização do discurso da esquerda, encabeçado por Lula e pelo PT, que insiste em sugerir que sua militância importe os protestos violentos que se tem visto no Chile. No dia 9 de novembro mesmo, ao ser solto da prisão, Lula conclamou sua militância a seguir o exemplo dos chilenos. “A gente tem de atacar, não apenas se defender”. Ou seja, o PT e seus partidos-satélites defendem abertamente uma ruptura democrática no Brasil, com quebra-quebra, mortes e, claro, prejuízos enormes para e economia do País. No entanto, isso não causa furor algum. Pelo contrário, tudo isso é visto como apenas um exercício da liberdade de pensamento e manifestação associada à democracia em seu momento de maior exuberância. Agora, quando um ministro de Estado alerta para o perigo de uma reação forte, autoritária, a uma ameaça muito concreta, pronto, aí o frenesi é geral. A esquerda fala em derrubar governo, incendiar o País, defende o aborto, descriminalizar a pedofilia, soltar bandidos e corruptos semanalmente. Mas, para ela chorar, basta a menção a duas vogais e um numeral: AI-5.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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CAVALO DE BATALHA

 

De uma coloquial citação do ministro Guedes ao AI-5 estão fazendo um cavalo de batalha. Outros pregam a revolta agressiva como meio de oposição e tudo bem... Somos um país esquisito, que quer juros baixos, dólar baixo, pleno e imediato desenvolvimento econômico e social. Imediatos sem uma estrutura econômica instalada que gere recursos para tanto. Quanta poesia mal feita!

 

Severino José da Silva silva.pretti@gmail.com

São Paulo

 

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FATOS

 

Diante de qualquer fala do governo atual há movimentação no mercado; o “demiurgo do sertão” propõe uma guerra às instituições e ninguém diz nada. Alguma coisa mudou, governo com prestígio de fala ou de inimigos de plantão e um ex que prega ao vento. Que assim continue, mas vamos aos fatos.

 

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo

 

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EMBATE DESQUALIFICADO

 

O lulismo e o bolsonarismo são faces de uma mesma moeda: a da irresponsabilidade cívica. Tanto o “demiurgo” quanto o “mito” e seus militantes ensandecidos nos submetem a uma orfandade política plena, pois as forças efetivamente comprometidas com a República e a liberdade parecem sucumbir diante do espantoso embate desqualificado. Triste.

 

Antonio Carlos Pricoli ac.pricoli@uol.com.br

São Paulo

 

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‘WE FIRST!’

 

Qualquer levantada de sobrancelha de qualquer membro deste governo é motivo para um terremoto de grandes proporções. A desonestidade intelectual de jornalistas de fundo que aparelham órgãos de imprensa e seus crédulos ou interessados seguidores está indo a um extremo inimaginável. Esta legião de histéricos a ponto de um ataque de nervos não move uma pena contra tudo o que vem ocorrendo de absurdos nas manobras espúrias de alguns ministros do STF e contra as sabotagens de lideranças do Congresso – com consequências gravíssimas para o País, não faltam exemplos claros disso. A ordem unida é, a qualquer preço, sob qualquer pretexto, desgastar e, se possível, derrubar o governo que nem bem chegou. É a pura expressão do “we first, and f... democracy”.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

São Paulo

 

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ADVERTÊNCIA A DELTAN DALLAGNOL

 

Por maioria, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou uma advertência contra o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, por ele ter criticado o Supremo Tribunal Federal (STF), nas pessoas de três de seus ministros, dizendo que a Corte Suprema acaba mandando à sociedade uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção. Porém, para o relator do caso, conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, a fala do procurador configura ataque deliberado e gratuito a integrantes do Poder Judiciário, constituindo violação a direito relativo à integridade moral. A discordar do senhor relator do CNMP, o fato de que, na verdade, não se configura, nas opiniões de Dallagnol, qualquer ataque gratuito ao STF, já que, por muitas vezes, a sociedade indignada se mobilizou, indo às ruas, com diversas afirmações de contrariedade com certas reiteradas decisões discutíveis tomadas pelo STF. Não, senhor relator, não há gratuidades aí, qualquer outra coisa, sim, poderia ser assinalada pelo senhor neste caso, mas gratuidade, jamais.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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PUNIÇÃO

 

Um absurdo esta punição ao procurador da República Deltan Dallangnol. Basta ver quem votou para ver que a perseguição foi confirmada. Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Onde estamos? Que país é este? Vivemos num sistema em que a Justiça não funciona e o que vale, mesmo, é quem vota e quem vota cumpre as ordens de Lula. Afinal, o fato de o presidiário estar fora do spa deve-se àqueles precisam ter seu salário garantido. Simples assim.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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RADIOGRAFIA DO STF

 

A radiografia elaborada por José Nêumanne no artigo STF, o poder das antessalas (Estadão, 27/11, A2), versando sobre a indicação dos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), é cirúrgica e emblemática. O articulista prestou um inestimável serviço à nacionalidade ao colocar as mazelas dos respectivos processos a limpo. Porém cometeu um pequeno deslize: o título mais consentâneo com a precisão e objetividade da magnífica análise seria “STF, o poder em estado de anomia”. Ademais, uma inferência resultante da lógica e da razão é que a Suprema Corte brasileira atual está à altura daqueles que deixam seu habitat natural, a penitenciária, para pregar a convulsão social; e está à altura de parlamentares que propagam impunemente a violência contra oponentes. A propósito, permito-me repetir a conclusão de outra mensagem. E agora, José? Eu invejo o poeta por ter ido tarde, porém a tempo de não se envergonhar com a Suprema Corte brasileira. Eu o invejo, José, meu irmão, por ido tão cedo, tão precocemente e, de forma similar, a tempo de também não se envergonhar com a egrégia e colenda Corte, cuja retórica contribui para sua própria desmoralização. É preocupante!

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

 

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‘STF, O PODER DAS ANTESSALAS’

 

Parabéns, José Nêumanne Pinto, pelo excelente artigo de 27/11 no Estadão! Situou o Supremo na nossa história e apontou suas falhas que tanto prejudicam o desenvolvimento deste país!

 

Regina Moretti Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

 

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VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

 

Sobre a matéria Ministra Damares ‘encena’ silêncio em coletiva de imprensa (Estado, 25/11), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, pode fazer o protesto que quiser enquanto cidadã brasileira, mas, como responsável pela sua pasta, tem a obrigação de esclarecer o que está sendo feito contra a violência contra a mulher.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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INCÊNDIO EM ALTER DO CHÃO

 

Está muito mal contada a história da prisão dos ambientalistas em Alter do Chão, no Pará. As conversas grampeadas não mostram nada de ilegal, os envolvidos já desmentiram a alegada compra de fotografias e a suposta participação do ator Leonardo DiCaprio. Por outro lado, existe uma enorme pressão para desmatar e empreender na região, passando por cima de áreas de preservação ambiental e desmatando uma das áreas mais bonitas e sensíveis da Floresta Amazônica, onde se encontra o aquífero Alter do Chão, o maior reservatório de água doce do planeta, um tesouro valiosíssimo. Não é difícil de enxergar o interesse da turma do desmatamento em retirar do caminho este grupo de ambientalistas, pessoas que se arriscavam para defender a floresta, enfrentando o fogo e o desmatamento.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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À ESPERA DO CAOS

 

O caos financeiro ronda novamente o Estado do Rio de Janeiro, mas a Assembleia Legislativa do Estado continua numa boa, aprovando contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e projetando novas despesas, a despeito do ajuste fiscal.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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