Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2019 | 03h00

ECONOMIA

Eterno coadjuvante

Simulações realizadas por respeitáveis instituições de renome mundial dedicadas a monitorar a evolução da economia global dão conta de que a economia brasileira será pouco afetada por uma intensificação da guerra comercial entre as duas maiores potências, Estados Unidos e China, ou mesmo pela eventualidade de um clima recessivo provocado pela diminuição do ritmo de crescimento de ambos os países. Tal conclusão dá margem a depreender que o Brasil permanece fora do fluxo comercial do desenvolvimento e, em consequência, continuará como mero exportador de commodities, cujos valores e demanda são facilmente controlados pelos compradores. Por outro lado, não indica, como se poderia esperar, nenhum traço de robustez nos pilares da base econômica nacional, na medida em que ela já se mostrou impotente ao enfrentar a chamada “marolinha”, denominação metafórica inventada por Lula da Silva, do alto de seu academicismo, para caracterizar a crise de 2008, durante o domínio do seu partido. E, assim, a expectativa é de que, caso venha a ocorrer a crise mundial, continuemos a desfilar o nosso não protagonismo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Caçando boi no pasto

A decisão do Banco Central (BC) limitando em 8% a taxa de juros do cheque especial (por que o número mágico 8, e não 7,7 ou 9,3, etc.?) tem um ranço intervencionista que destoa da política econômica liberal, à qual diz aderir. Isso lembra tentativas desastradas da nossa ex-presidenta ou, recuando no tempo, a caça ao boi no pasto do ex-presidente poeta.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Planejamento financeiro

Cheque especial a 151,8% ao ano é uma armadilha, principalmente num país de baixa renda, onde se consome a crédito. Por mais que se tenha educação financeira, controle, responsabilidade, algum dia se usará o cheque especial. É um equívoco o Banco Central intervir, muito mais ainda fixar o teto em 8% ao mês, 151,8% ao ano. Guardadas as proporções, equivale fixar o preço máximo da gasolina em R$ 100 o litro... O banco tem de oferecer o pré-crédito com prazo e taxas negociadas, possibilitando ao cliente opções antes de usar o crédito. Depois que se fica devedor, o poder de negociação se reduz. O ideal mesmo seria proibir o produto cheque especial. Contribuiria muito mais para o planejamento financeiro.

REINALDO SOMAGGIO

reisomaggio@terra.com.br

São Paulo

Guedes e o dólar

As declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, nos EUA foram, de fato, em parte infelizes, ao menosprezar a alta do dólar aqui, no Brasil. Se a alta é boa para os exportadores, é ruim para os importadores, causando inflação. Por outro lado, sabemos que a estabilidade da moeda de um país significa economia forte e sob controle, o que não é o caso do Brasil.

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Inflação

De repente preciso de gás. O gás subiu! Vou comprar carne, o preço está nas alturas. Gasolina está para ser aumentada. Legumes subiram de preço, frutas mais ainda. Dizer que não há inflação, ou que a inflação é pequena, é nos fazer de bobos. Ou não?

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

REFORMAS

Sangria vã

Notícias do Estado de 29/11, como abrandamento da PEC da reforma administrativa e a ideia de bônus para servidores públicos, mostram bem que o Brasil trabalha e produz para sustentar uma máquina pública ineficiente, caríssima e muitas vezes corrupta. Trabalhadores da iniciativa privada e milhões de desempregados pagando impostos para bancar os altos salários de servidores e inativos, que na maior parte dos casos não estão nem aí para nossa difícil realidade. Injusto, muito injusto, principalmente porque não temos quase nenhum retorno dessa turma. Fica difícil termos algum progresso com essa sangria de dinheiro para nada.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Estado menor

A propósito das prementes e inadiáveis reformas de que o País necessita para emergir do poço sem fundo em que está metido, é preciso que o governo adote um drástico e draconiano regime de emagrecimento para entrar em forma o quanto antes. Como se sabe, o Estado brasileiro está onde não deveria estar e não está onde deveria estar. Mais Brasil, menos Brasília!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

Estadista?

O editorial  As reformas e as ruas (28/11, A3) critica o presidente Jair Bolsonaro pelo aparente recuo no envio de matérias importantes, porém impopulares, para a apreciação do Congresso Nacional. E clama por um estadista. Bom, esse parece ser um produto em falta na prateleira da sociedade brasileira e do mundo, não é verdade?

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

balbi393@gmail.com

Rio de Janeiro

FINANÇAS PÚBLICAS

Fundo eleitoral

Os dirigentes partidários atuam para que o fundo eleitoral, com vista ao ano de 2020, seja elevado para R$ 4 bilhões (28/11, A11 e A10). Essa quantia é quatro vezes mais que o orçamento da minha cidade, Marília (SP), que conta com uma população superior a 220 mil habitantes. Logo, R$ 4 bilhões equivalem a uma população de 900 mil habitantes. É muito dinheiro para ser jogado no ralo. Considerando que o governo não fabrica dinheiro, quem paga essa conta imoral é o pobre povo brasileiro!

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

NOVA ONDA

Agora White Friday

Proponho criarmos agora a White Friday, com hospitais, clínicas, médicos, dentistas, enfermeiros, cuidadores de idosos, psicólogos, terapeutas e demais benfeitores para atendimentos, exames e medicamentos grátis, num único dia, para atender o povo que precisa. Muitos precisam e isso pode salvar vidas, ao menos algumas vidas. Quantos trabalhadores não tiveram sua Red Friday, pagando por tantos anos um dia do seu salário, que só beneficiou alguns?

CARLOS GASPAR

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 
“Flutuação de mercado: dólar em alta,

Paulo Guedes em baixa”

PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE O MINISTRO DA ECONOMIA E SUAS POLÊMICAS DECLARAÇÕES A RESPEITO DO CÂMBIO

paulo.arisi@gmail.com

 

“Recordando o saudoso reitor do seminário

onde estudei: tivesse ligado o ‘desconfiômetro’, o ex-presidente Lula da Silva há muito teria tirado o time de campo. À francesa”

 EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, SOBRE O AUMENTO DA PENA, PELO TRF-4, NO PROCESSO DO SÍTIO EM ATIBAIA

e.delgadofilho@gmail.com

 

ERRAR A MÃO

Após a magna decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) colocando nos devidos lugares o processo Lula e o sítio de Atibaia, confirmando os crimes praticados e, naturalmente, elevando a pena aplicada em primeira instância, surge nas manchetes que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmam que o TRF-4 “errou a mão”. Isso significa que, possivelmente, tais ministros já estejam conversando entre si visando a encontrar uma forma de, novamente, salvar o criminoso-mor brasileiro da prisão, dando mais um “tapa na cara” do cidadão brasileiro trabalhador, honesto e de bem. Restam, pois, algumas perguntas para os senhores doutos ministros responderem à sociedade brasileira: estes criminosos que roubaram e dilapidaram o Brasil assustadoramente por anos a fio, que são os maiores responsáveis pela falência da educação, da saúde, da segurança públicas, da infraestrutura do País, etc., erraram ou não erraram “as mãos”? Os crimes de corrupção ativa e passiva devem ter a punição a mais severa, seguindo o máximo rigor da lei, indistintamente, para todos, ou a punição será amena para alguns privilegiados sabe-se lá por quê? Infelizmente, este é o nosso Brasil!

David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo

 

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INSEPARÁVEIS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi julgado pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Thompson Flores. Estes são os desembargadores do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre que julgaram, condenaram e aumentaram a pena de Lula pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no processo do sítio de Atibaia. A coleção de processos de Lula não para por aí. O petista também é réu em diversos outros processos. Lula e o xadrez são inseparáveis!

José Carlos Saraiva da Costa  jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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ABISMO NO JUDICIÁRIO

O empenho indisfarçável de seis ministros do STF para colocar o corrupto de estimação deles em liberdade, contrastando com a nova condenação imposta ao ex-presidiário Lula pelo TRF-4, com pena aumentada de 12 para 17 anos de prisão, expõe o abismo existente entre uma parte do Judiciário brasileiro que analisa, julga e prende réus com base na lei e na imparcialidade e outra composta por advogados de luxo de bandidos, que se dispõe a usar o poder da caneta para criar regras “sob medida” para beneficiar seus protegidos. Para o País, nunca ficou tão claro o enfrentamento entre duas forças antagônicas: a da corrupção, representada por uma banda do STF que ataca sem nenhum pudor a Operação Lava Jato soltando a rodo presos condenados pelos mais variados crimes – incluindo os de sangue –, e outra que cumpre sua função de maneira honesta e imparcial, respeitando os limites da lei. Lula está hoje no epicentro desta luta entre o bem e o mal que abala como um terremoto a sociedade brasileira. Alguns ministros do Supremo falam numa abominável divisão da sociedade, em radicalização, ódio, etc., mas são eles os maiores responsáveis pela polarização vivida nos tempos atuais, ao soltarem bandidos poderosos contrariando decisões de tribunais de primeira e segunda instâncias e os anseios de uma sociedade cansada de tanta impunidade. Lula, o ladrão temporariamente solto por seus advogados de toga, imagina que ainda tem poder para lidar com a cólera das multidões em seus discursos inflamados, mas não se dá conta de que ela é que irá levá-lo de volta às grades.

Paul Forest paulforest@uol.com.br

São Paulo

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TERRÍVEL SINALIZAÇÃO

Quando um tribunal técnico de instância inferior, o TRF-4, simplesmente não leva em consideração a posição da instância máxima da Justiça do País, o STF – um tribunal político, com suas malandragens e invencionices, como a obrigação, até então inexistente, de o réu delatado falar por último –, percebe-se a clara realidade. A instância inferior quer fazer justiça, condenando criminosos. O STF só faz a política de proteção a criminosos poderosos, alguns, talvez, na própria instituição. A sinalização que isso traz ao Brasil é terrível. Se nem a Justiça acata a posição da “Justiça”, por que o cidadão comum deve fazê-lo? É o caos!

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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FOCO NO SUPREMO

A 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), numa decisão imparcial e corajosa, conseguiu resgatar o respeito às instituições e aplicou a lei sob aplausos da sociedade brasileira ao manter e aumentar e pena de Lula de 12 para 17 anos por corrupção e lavagem de dinheiro. Os desembargadores estavam municiados com mais de 300 páginas de documentos avassaladores contra o réu. Em 9 horas de julgamento, os magistrados de Porto Alegre destruíram os argumentos da defesa. O Supremo Tribunal Federal, agora, tem nas mãos duas condenações em segunda instância decretadas por um colegiado que, ao contrário de outros tribunais superiores, agiu com independência e imparcialidade ao reforçar a pena do meliante petista. Isso posto, é de duvidar que o STF, agora, terá a audácia de enfrentar o povo brasileiro e a boa justiça, anulando duas decisões embasadas num vasto conteúdo probatório. Enquanto isso, a grande mídia segue seu jogo tendencioso publicando matérias dizendo que “ministros anônimos em conversas reservadas” dizem que TRF-4 desrespeitou decisão superior. Pergunta: quem são esses magistrados? Eles falaram em caráter reservado ao jornal? Soa estranho imaginar ministros do STF trocando confidências ou falando reservadamente com repórteres. Resumo: “Vou te contar o que penso, mas não diga que fui eu”.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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‘LULA SOB A LEI’

Sugiro que o editorial Lula sob a lei (29/11, A3), que ocupou apenas 1/4 de página do Estadão, seja encaminhado às “excelências” do STF, pois este pequeno resumo será suficiente para que aquela turma não perca tempo com o toffolis e outras divagações, nem precise de 4 ou 5 horas para tentar encontrar subterfúgios visando a evitar a prisão de alguém por motivos políticos e de antigos compadrios, e não com observância às leis em vigor.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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LULA E O TRF-4

17 anos e 1 mês são, também, a razão da pena, o “171”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TRIBUNAL FEDERAL E SUPREMO TRIBUNAL

Lula foi condenado a 17 anos de prisão no caso do sítio de Atibaia. Goleada histórica: TRF-4 “17” x “0” STF. Viva!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O ÔNUS DOS BENEFÍCIOS

Os desembargadores do TRF-4 deixaram claro que a justiça não tem privilegiados, e deixaram para o STF o ônus dos benefícios ao sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A TÉCNICA ABANDONADA

O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o ex-presidente Lula, disse, após a reafirmação de sua condenação pelo TRF-4, que esta decisão foi uma afronta ao STF e se baseou na política, e não no Direito, configurando-se, assim, uma perseguição ao ex-presidente, tendo tal já sido denunciado à ONU. Assim, claro está que a defesa de Lula há muito abriu mão de uma defesa técnica e jurídica, haja vista não ter logrado êxito em qualquer esfera e instância jurídicas, exercendo, porém, o controvertido jus esperneante, em esferas outras que não as exclusivamente técnicas ou judiciais, como aquelas que tratam de opiniões, ideologias, militâncias e políticas.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DEFESA

No caso do sítio de Atibaia, a defesa de Lula insiste na suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, em que o Ministério Público Federal e o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) atuaram com motivações políticas, que o acórdão foi incompatível com a decisão do STF ao definir que é necessário dar à defesa dos corréus delatados falar depois nas alegações finais. Tudo isso para encobrir o fato de que as provas demonstram a balela alegada de que todos os julgadores agiram com motivações políticas e que o julgamento foi injusto.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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COITADO

Desesperados, os advogados do condenado Lula da Silva disseram que o TRF-4 julgou o “demiurgo de Garanhuns” “como inimigo”. Ora, se for verdade, não foi só aquele tribunal, mas também o povo brasileiro honesto e de bem que o julgou como inimigo. Ô, coitado do “pobre” dono do sítio de Atibaia.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PERIGO REAL E IMEDIATO

Condenação pode deixar Luiz Inácio Lula da Silva na prisão por mais três anos. Cá entre nós, que resolvam logo esta situação. Caso contrário, corre-se um grande risco de os “companheiros” do Supremo Tribunal Federal acharem uma “maneira” de conceder ao criminoso o direito de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022. Que Deus nos ajude!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

A doutora Érica Gorga é simplesmente brilhante (Criminalidade e prisão em segunda instânciaEstado, 28/11, A2). Demonstrou cientificamente o valor da prisão após condenação em segunda instância para uma sociedade que realmente deseje reduzir a criminalidade, e ainda demonstrou por que apadrinhados reprovados em concurso para juiz de primeira instância são prejudiciais a uma nação com sede de Justiça. Parabéns, doutora Érica! Como dizemos aqui, no interior, a senhora matou dois coelhos (ou um coelho e uma toupeira) com uma só cajadada.

Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

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CONHECIMENTO JURÍDICO

A doutora Érica Gorga defendeu a prisão em segunda instância com brilhantismo, conhecimento jurídico e discernimento ímpar no jornal de 28/11! Não precisou de 5 horas para nos esclarecer magistralmente este controverso assunto.

Eni Bley enibley@icloud.com

São Paulo

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NO CONGRESSO

Como seria bom se nossos políticos realmente trabalhassem para atender aos nossos anseios, já que nos representam. Para a aprovação do aumento de seus salários, nossos parlamentares são rapidíssimos. Tão ou mais rapidamente aprovaram o abuso de autoridade e o aumento do fundo eleitoral. Mas, para a aprovação das medidas que possam permitir a prisão após a condenação de segunda instância, a velocidade de tramitação, fruto do total desinteresse, cai vertiginosamente. O tema foi empurrado para 2020 ou sabe-se Deus quando. Senhores Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, o povo não é bobo e haverá de dar resposta a atitudes como esta e a outras nas urnas em 2022, quiçá antes. Abrolhos!

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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QUEREM ENGANAR QUEM?

Câmara e Senado fecham acordo e discussão sobre prisão em 2.ª instância fica para 2020. Estava na cara que aquela euforia das duas Casas em votar matéria a “toque de caixa” era tudo jogo de cena. Quando chegar o ano que vem, eles adiam para anos à frente, e assim vai. Convenhamos, suas excelências não iriam, mesmo, legislar contra eles mesmos, nem hoje nem nunca. Podem esquecer!

Maria E. Amaral marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

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SOLUÇÃO CONTRATADA

Não sei bem como Maia e Alcolumbre pensam em desbordar a enorme pedra (cláusula pétrea, por isso assim chamada) para permitir a prisão após condenação em segunda instância. Mas penso, cá com meus botões, que foram muito inteligentes em empurrar a decisão para o ano que vem, optando por uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Não acredito que analistas experientes não se tenham dado conta da sabedoria dos chefes das Casas congressuais. Mudança no Código Penal, para valer logo, cairia por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que certamente será acionado. A PEC protela a aprovação, que será contestada no Supremo, que então estará modificado com a saída do decano Celso de Mello. Destarte, o placar de 6 a 5 estará invertido a favor da punibilidade no primeiro colegiado. Estou errado? Claro que Alcolumbre, Maia e Sérgio Moro contrataram essa solução, mas não podem propagandeá-la.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Senhores Maia e Alcolumbre, papo reto: de que lado os senhores estão? Do povo ou dos corruptos?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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PRAZOS

Um meu conhecido, advogado criminal, me diz que as sentenças em primeira instância são proferidas, em média, em seis anos. Com muito otimismo, vamos estimar em três anos o prazo do tribunal, ou seja, depois de nove anos, vamos prender corruptos.  Para que o Congresso Nacional está querendo acelerar a mudança da Constituição, se o Judiciário não se interessa absolutamente pelos tempos? É evidente que a maioria dos juízes não tem consciência ou não se importa com o mal que estão causando ao nosso país. Que tal o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definir prazos para sanar essa afronta aos cidadãos que respeitam as leis?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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