Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 03h00

TENSÃO SOCIAL

‘Master class’

Políticos e dirigentes de vários países latino-americanos estão alarmados com as manifestações populares, que pegaram todos de surpresa. Mas será a surpresa um sentimento verdadeiro ou hipócrita? Sim, hipócrita, no sentido de que, ao se eleger e se encastelar no poder, esquecem tudo o que prometeram ao povo, fundamental para sua vitória nas urnas. Por exemplo, quem hoje fala em reforma política no Brasil? Disseram que iriam resolver a questão do emprego. Por que continuamos empacados nesse quesito? Por sua vez, o establishment cultural esquece que o principal fator para a ira popular é a falta de representatividade dos políticos, além das desigualdades sociais, que teimam em persistir, dos julgamentos diferenciados entre pobres e ricos. Nada que precise de muita elucubração para explicar reivindicações. O povo pede arroz e feijão no cardápio político. Isso quer dizer que precisamos de resultados práticos que teimam em não vir. E por que não? Porque lobbies poderosos inibem quaisquer mudanças. Ficamos, então, num puxa-estica, um cabo de força em que vence o mais persistente.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A democracia progride

A democracia foi estabelecida por elites. Na Inglaterra, para proteger a burguesia de impostos excessivos. Nos EUA, por proprietários e sem voto feminino. Hoje o voto universal é consagrado na maioria dos países. Há manipulações de votos para estabelecer regimes pseudodemocráticos que se revelam não estáveis. A base das sociedades adquiriu poder de manifestação por melhores conhecimentos e recursos da informática. Reivindica melhores condições de formação profissional, reformas constitucionais, eliminação da pobreza, empenho das autoridades contra as mudanças climáticas, combate à corrupção com punições, oportunidades de trabalho, etc. E passam a pressionar os eleitos. Então, a democracia não está morrendo, como anunciam alguns, mas evoluindo para uma verdadeira democracia de base. Oportunistas populistas são efêmeros. O grande enigma é o futuro da China, regida por gigantesco partido único, que produziu desenvolvimento econômico e social fantástico.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA

Aumento da carne

Considerando os fatores que levaram o preço da carne bovina a patamar incompatível com a renda da maioria da população, parece-me que só resta aos consumidores a substituição desse produto por outros equivalentes em termos proteicos. Claro que numa economia capitalista de mercado é legítimo que os empresários aproveitem oportunidades para aumentar seus lucros, mas cabe aos consumidores reagirem de acordo, mudando hábitos de compra, sem o que sancionam a elevação dos preços de forma permanente. Lembrando que os preços praticados (neste caso com uma agravante, dolarizados!) são fruto do aumento da demanda – interna e externa –, e não dos custos de produção, será interessante verificar a reação dos produtores, já que o mercado interno consome 80% da produção e apenas 20% são exportados. Afinal, o mercado internacional não vai absorver muito mais do que já compra.

JORGE R. S. ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

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GOVERNO BOLSONARO

‘Amadorismo’

Ao término da leitura do editorial de domingo (A3), com cujos termos estou de pleno acordo, cheguei à conclusão de que há momentos em que o presidente Jair Bolsonaro atua como oposição do seu próprio governo.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

Barueri

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Prioridade número um

Nada nos afronta mais que a interpretação do STF sobre prisão após condenação em segunda instância. Coloca o Brasil como paraíso da impunidade. Não é admissível que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre enrolem para o Congresso votar esse tema, deixando claro que na segunda instância se tem confirmada a culpa do réu, podendo ele iniciar de imediato o cumprimento da pena. Essa é a prioridade número um, com o necessário voto nominal dos parlamentares.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Chacina em Paraisópolis

A investigação sobre os acontecimentos em Paraisópolis tem de envolver as comunicações de rádio trocadas pelos policiais militares, já que a desculpa deles para invadir o tal baile é estranha. Não parece lógico um pequeno grupo de policiais entrar no meio de uma multidão de quase 5 mil jovens para capturar dois suspeitos. Como iriam identificá-los? Como se tratava principalmente de adolescentes, não parece ter havido reação séria, só correria. É chocante o vídeo divulgado de PMs agredindo jovens já dominados. Há uma grande diferença entre desferir socos e tapas – socos servem para agredir ou como defesa, já os tapas, principalmente no rosto de uma pessoa já dominada, só servem para humilhar. Como se tratava de um jovem negro, parece-me estar configurado o crime de tortura de cunho racial.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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Baile funk

Um menor de 16 anos de idade, no meio de uma aglomeração de 5 mil pessoas em que sabidamente se faz de tudo menos propriamente dançar. Como ele, muitos outros menores, meninos e meninas, expostos à violência dos traficantes que abundam nesses “bailes”, da oferta de álcool e sexo promíscuo, do desrespeito às leis do silêncio e do desrespeito ao próximo. A pergunta que se impõe é: o que estão esperando as autoridades para proibir tais manifestações explícitas de criminalidade?

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Falta de lazer

Li o depoimento de mães preocupadas dizendo que seus filhos vão escondidos aos chamados pancadões (2/12, A14). Uma delas, angustiada, diz que a estratégia da polícia teria de ser diferente: “Tem de acabar com os bailes antes de começarem”. Já um líder comunitário aponta a falta de opções de lazer para a comunidade. Há tantas ONGs ricas atuando no Brasil em prol das mais diversas causas... Será que o governo do Estado não poderia mobilizar-se, fazer parcerias com elas de forma a proporcionar alternativas aos pancadões? Ou isso vai ser tratado sempre como caso de polícia?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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“Os congressistas estão tratando a prisão após condenação em segunda instância de forma tal que parecem ter perdido a noção do perigo e o instinto de sobrevivência”

CÁSSIO MASCARENHAS DE REZENDE CAMARGOS / SÃO PAULO, SOBRE A RESISTÊNCIA NO CONGRESSO A ATENDER COM CELERIDADE AO ANSEIO DOS BRASILEIROS POR JUSTIÇA CONTRA O CRIME

cassiocam@terra.com.br

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“O nosso problema é que exportamos comida barata e importamos tecnologia cara”

PAULO SERGIO ARISI / PORTO ALEGRE, SOBRE ENTRAVES À BOA EVOLUÇÃO DA ECONOMIA

paulo.arisi@gmail.com

TRAGÉDIA EM PARAISÓPOLIS


Mais uma triste história esta: uma perseguição da Polícia Militar de São Paulo a duas pessoas que estavam numa moto, e que teriam disparado contra os policiais, resultou em tragédia, com saldo de nove pessoas mortas, entre dezenas de pisoteadas, e feridas, num baile funk na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital. Tudo porque os suspeitos na perseguição policial fugiram e entraram no baile disparando tiros em meio a 5 mil pessoas presentes no evento. E, na confusão geral, infelizmente, a tragédia. Pergunto: para a realização deste evento havia autorização expressa das autoridades? E o local, comportava com a devida segurança 5 mil pessoas?


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DESASTROSO


A ação da Polícia Militar foi desastrosa, mal feita. Bastava ignorar a evasão dos fugitivos. A Polícia está acuada pelo governo do Estado, com péssimos salários e condições de trabalho, e pela sociedade. No conflito, a Polícia tem o dever de agir, porém hoje é melhor se acovardar do que ir para o trabalho e, ao invés de voltar para casa, ir para a prisão ou responder a processo crime. Enquanto politiqueiros estiverem no comando e forem omissos diante do caos, resta à sociedade clamar pelo justo, seus direitos.


Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo


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INVESTIGAÇÃO


Por que nunca se tem uma manchete informando “Ação de participantes de baile funk será investigada”? O médico Dráuzio Varella costuma dizer que, durante a vivência dele na penitenciária do Carandiru, nunca encontrou um prisioneiro sequer culpado – todos eram inocentes. Nestes bailes funk todos sabemos o que pode ocorrer e quase sempre ocorre: uso abusivo de álcool, de drogas (leves e pesadas) e frequência de marginais (não todos os presentes) para atuar em defesa de seus “negócios”. Pois bem, nós, a sociedade, entregamos a responsabilidade de policiamento a alguns poucos, os PMs, que arriscam continuamente sua vida, mas parte da sociedade espera que eles atuem como religiosos. Muita pretensão. Que se investigue a atuação dos PMs no caso de Paraisópolis, não sou contra, mas que se investigue, também, quem participava do evento e o que eles fizeram para contribuir com a balbúrdia gerada.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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MORADORES E OS PANCADÕES


Será que moradores podem realmente discordar do que rola nos pancadões? A mídia pode ajudar?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

  

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PARAISÓPOLIS


Bandidos organizam pancadões e promovem todo tipo de baderna. A polícia vai, eles revidam à bala, e a polícia é culpada? Acorda, meu povo. Parem de ser hipócritas!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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EXCLUDENTE DE ILICITUDE


“Excludente de ilicitude”, uma das mais perseguidas metas do governo brasileiro atual, é a permissão para matar à vontade e despreocupadamente dada a policiais militares e civis de todo o Brasil, como já fazem há muito tempo. É a oficialização para que pratiquem o extermínio da pobrezada negra das favelas cariocas e paulistas, sem problemas burocráticos. Uma artimanha jurídica de inspiração miliciana, tão cara à mentalidade reinante na cúpula deste governo brasileiro. As nove vítimas do baile de Paraisópolis são um trailer da série de horrores que vem por aí.

   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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SANGUE


Sangue, jorrado em forte enxurrada no seio da sociedade brasileira, é o efeito drástico e deprimente da proposta de Jair Bolsonaro e sua excludente de ilicitude truculenta, como bem frisou O Estado em seu editorial de 30/11 (A3). Se policiais já matam a granel e impunemente – autêntica vergonha brasileira entre as nações –, é fácil de prever suas atrocidades ante tal mensagem do Planalto à sua virulência instintiva. Pretendem-se opressão e ignomínias vestidas de roupas democráticas. Já passou da hora de o povo – titular do poder em última instância – dar um basta a essa exdruxularia perversa que caracteriza a presente governança do Brasil. Podemos lançar à lixeira o rótulo de Estado Democrático de Direito.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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‘TRUCULÊNCIA E IMPUNIDADE’


Importante e corajoso o editorial Truculência e impunidade (30/11, A3), que remete à opressão que se quer fazer também quanto às mobilizações públicas. A censura atingiu um patamar gritante, tolhendo tanto a manifestação individual como também a da imprensa. Tolerando e permitindo tais preceitos fascistoides não nos restará muita coisa além da submissão. Que a hora de dar um basta seja agora!


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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INAPTIDÃO DEMOCRÁTICA


O País não votou para expulsar o petismo do poder e cair em seu espelho ideológico nem para trocar a arrogância intelectual das patrulhas de esquerda pela ignorante truculência das de direita. Mesmo a melhor gestão pública não justifica o desrespeito à diversidade de opiniões, que dirá o abjeto racismo de alguns. O Brasil está cansado desta constante brutalidade contra a democracia. Esperemos que o pêndulo da História nos traga de volta a um ponto bem afastado destes extremos que nos infelicitam há décadas.


Alberto Dwek aldwek@gmail.com

São Paulo


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DEMOCRACIA DISFUNCIONAL


Concordo com o articulista do Estadão J.R. Guzzo (27/11), e discordo da articulista Vera Magalhães (1/12, A10) sobre a histeria de amplos setores da imprensa todas as vezes em que se fala em AI-5. Lendo e relendo as declarações do ministro Paulo Guedes nas quais citou o AI-5, não consigo interpretar nada que pudesse significar apoio a regimes ditatoriais ou desejo da volta do referido Ato Institucional. Muito pelo contrário, o ministro elogia a vibrante democracia brasileira (aliás, uma constante nas declarações e opiniões emitidas por ele) e defende manifestações pacíficas como absolutamente legítimas e próprias de uma democracia vibrante. Qual país democrático – com divisão de poderes, alternância de poder mediante eleições livres, economia de mercado, respeito às propriedades privadas e públicas, diversidade de opinião – permite manifestações violentas, impedindo o livre manifestar, apavorando os cidadãos, tentando impor um pensamento único, sem que o Estado reaja para assegurar os valores democráticos? Tente fazer um quebra-quebra na Oxford Street, 5.ª Avenida, na Champs Élysée, para ver se as forças do Estado não reagem com o maior rigor... Basta ver a reação da Polícia Francesa nas recentes manifestações dos Coletes Amarelos. Tenho cunhados morando em Santiago (Chile) e acompanho o terror implantado por grupos violentos para paralisar a sociedade e a economia, de forma a implantar o caos. Desabastecimento por causa dos saques a supermercados, bloqueio de vias, destruição do transporte público, ataques aos patrimônios privados e públicos (inclusive escolas). Tudo para impedir, pela força, a livre manifestação, intimidando os cidadãos, paralisando a economia, como forma de inviabilizar um governo eleito democraticamente. Numa situação dessas, a sociedade, exausta e temerosa do colapso total dos serviços básicos, tende a apoiar uma reação drástica. Foi essa constatação óbvia que Paulo Guedes destacou. A grande ameaça à democracia no Brasil é a disfuncionalidade da nossa democracia. Entre 1981 e 2018 o PIB per capita no Brasil cresceu apenas 38%. Por comparação, no mesmo período, na China cresceu 860%; na Coreia do Sul, 539%; na Índia, 426%; na Irlanda, 283%; na Turquia, 202%; no Chile, 173%; no Egito, 132%; na Etiópia, 130%; no Japão, 126%; nos EUA, 107%; na Colômbia, 103%; no Reino Unido, 97%; em Portugal, 92%; no Peru, 69%; na Argentina, 39%; no México, 28%; na Rússia, 25%; e na África do Sul, 14% (Conference Board Total Economy Data Base, artigo de Marcos Lisboa e Marcos Mendes Desafios da Economia Brasileira, revista Interesse Nacional, páginas 48 a 59). Neste período de 38 anos, apenas 4 anos foram no chamado regime militar, portanto 34 anos no regime civil democrático. Não confundir causa com efeito, a eleição legítima do presidente Bolsonaro, as falas críticas dele e de membros da equipe apenas têm relevância e geram histerismo porque estão alicerçadas num sistema democrático disfuncional, que não está atendendo às demandas justas da sociedade.


Mauro de Salles Aguiar mauroaguiar0@icloud.com

São Paulo


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RECOMEÇAR


O Congresso Nacional ameaça e o governo libera R$ 2,2 bilhões em emendas de parlamentares. É a barganha. Ou se curva ante o Legislativo ou você não governa. Simples assim. Para que os parlamentares querem verba? O Legislativo legisla e fiscaliza o Executivo. Mas está tudo deturpado. Acho que este país precisa passar por uma borracha daquelas. Apagar tudo, desfazer tudo e estabelecer uma nova ordem. A atual está contaminada. Este negócio de poderes independentes e harmônicos entre si é balela. Principalmente harmônicos.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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ADMINISTRAÇÃO DESCONECTADA


Ultimamente experimento uma sensação estranha, é a vontade imperiosa de achar a tecla que conecta Brasília ao Brasil e dar o comando de “reiniciar”, para voltar às funções essenciais...


Edda Signe Möbus signe@terra.com.br

São Paulo


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TRANSPARÊNCIA


O governo Bolsonaro libera mais uma vez verbas das emendas parlamentares, previstas na Constituição. O inaceitável é a caracterização de um acordo corporativo, visando a assegurar votos no Congresso para projetos específicos. O fato merece reflexão e, mais, a devida transparência.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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AMEAÇA


Quando será que os nossos deputados e senadores vão pensar primeiro no nosso país para, depois, pensar em suas emendas parlamentares? Sob ameaça de ver a agenda econômica travada, o presidente cedeu à pressão! Sabemos de quem parte essa ameaça: do centrão, formado por DEM, PP, PL, Solidariedade e Republicanos. Ou o governo paga ou o Congresso não aprova mais nenhum projeto do Executivo. Até quando?


Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo


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BLASFÊMIA PRESIDENCIAL


O presidente Jair Bolsonaro tem êxtases diários quando entrevistado na saída do Palácio da Alvorada e aproveita para falar muita baboseira e incriminar sem provas aqueles que ousam fazer-lhe reparo. Ora, em sua mais recente “afirmação”, atacou o ator americano Leonardo DiCaprio dizendo que ele financiava as queimadas na Amazônia. Sem qualquer prova, lançou mais esta inverdade, criando constrangimentos e piadas. Certamente, não será a última blasfêmia. Afinal, Bolsonaro, para se safar de sua falta de aptidão para governar – como ele mesmo já chegou a declarar –, deveria se consultar com pessoas mais equilibradas e esclarecidas, excluindo, obviamente, seus filhos. Fica a dica!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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MENTIRA


Não, não foi o ator Leonardo DiCaprio quem tacou fogo na Floresta Amazônica. Ao contrário do que diz o presidente da República, não foram as ONGs nem os brigadistas presos injustamente os responsáveis pela destruição da floresta. Jair Bolsonaro mente, sabe que está mentindo e continua repetindo as mentiras no afã de torná-las verdade. O galã do filme Titanic e o mundo civilizado continuam assistindo ao patético espetáculo protagonizado pelo presidente do Brasil – seria tudo muito engraçado, se inocentes não tivessem sido presos e a floresta não estivesse sendo destruída num ritmo nunca visto. O Brasil espera que o presidente da República pare de envergonhar a Nação com as suas ridículas mentiras e a sua postura diante das questões ambientais.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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INCÊNDIOS NA AMAZÔNIA


Se for para escolher entre Jair Bolsonaro e Leonardo DiCaprio, fico com DiCaprio.


José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br

São Paulo


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DICAPRIO ‘TERRORISTA’


A acusação feita ao ator Leonardo DiCaprio de “tacar fogo na Amazônia”, feita pelo presidente Bolsonaro, tem levado seus fervorosos adeptos nas redes sociais a “concluírem”, também, que o óleo na costa brasileira veio do navio Titanic, afundado. O artista, um dos passageiros, é, portanto, suspeito de tal crime.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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SEM FUNDAMENTO


É lamentável. Bolsonaro até faz um bom governo, mas quando abre a boca suas declarações são normalmente sem fundamento.


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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CARA DE PAISAGEM


Cada dia que passa mais me convenço da necessidade de promover a reforma administrativa e tributária para descentralização da administração. Não é possível que os governadores continuem a fazer “cara de paisagem” diante dos desmatamentos e das queimadas, deixando tudo para o governo federal.


Victor Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo


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FALTA DE AÇÃO


Na contramão para resolver de vez os problemas da destruição ambiental da Floresta Amazônica, o presidente Bolsonaro, em decisões recentes, tais como as exonerações no Ibama, o corte de recursos para a fiscalização, o freio na fiscalização, etc., fragilizou de tal maneira o controle ambiental que o que realmente acontece hoje quanto ao desmatamento ilegal na Amazônia é a falta de ação do governo federal, que bateu o recorde com a maior devastação arbórea nos últimos três meses desde o ano de 2016 (27/11). Talvez a incompetência do ministro Ricardo Salles, aliada à política já declarada contra o meio ambiente do presidente Bolsonaro, tenha que ver com os fatos, pois afirmar que “desmatamento ilegal tolerância zero” não deve acontecer, por si só, caracteriza a incapacidade deste senhor para o cargo que ocupa. Além disso, consta no seu currículo que Salles foi condenado pela Justiça paulista por fraudar processo do plano de manejo da área de proteção ambiental da Várzea do Rio Tiete, em São Paulo, quando ocupava o cargo de secretário. Triste para um país como o Brasil, cujo presidente, mesmo antes de ser eleito, já sinalizava o desmanche de políticas ambientais do País.


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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JUROS


Cumprimento o jornal pela abordagem de tema tão sensível em nosso país: os juros praticados pelos bancos e administradores de cartões de crédito (Novo cheque especial do Brasil é 10 vezes mais caro que o de Portugal e 20 vezes o da EspanhaEstado, 29/11). Devemos nos sentir como cidadãos de segundo nível ou inferiores? Senão, vejamos: do ponto de vista dos bancos, muitos com a mesma bandeira, que atuam aqui e também na Europa, mais especificamente em Portugal, por lá cobram do cidadão português taxas de juros dez e até 20 vezes menores que as praticadas aqui. Fato comprovado pela excelente matéria do Estado. Espero que outras mídias abordem o assunto, que parece ser tema tabu por aqui. Comparem e mostrem a ditadura financeira que vivemos.


Aparecido José Gomes da Silva  ajgs@uol.com.br

Santana de Parnaíba


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DESCALABRO


Há um recente estudo do Banco Mundial ao qual o Banco Central recorreu para convencer o Conselho Monetário Nacional (CMN), que define a meta de inflação e regras para o setor bancário, a dar aval à medida de limitar os juros do cheque especial. Porém, mesmo com tudo isso, o que podemos esperar de um governo inerte e inativo como o nosso para que possa beneficiar sua população, a não ser deixar-nos ser escorchados e dizimados permitindo que os bancos e instituições financeiras nos esfolem cobrando um valor de juros aniquilador, como lhes convier. Imaginem o descalabro: mesmo com o governo mandando reduzir a taxa, ou a agiotagem, praticada por eles sobre o cheque especial, continuamos pagando um juro dez vezes maior que o dos portugueses e 20 vezes maior que o dos espanhóis.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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CARTEL EXPOSTO


A decisão do Banco Central (BC) limitando em 8% a taxa de juros do cheque especial, embora seja contestada pelos adeptos do liberalismo, entre os quais me incluo, também deverá deixar à mostra uma determinada situação nada ortodoxa em termos do liberalismo econômico, qual seja, no caso de essa medida restritiva não influenciar em nada o volume da inadimplência dos tomadores de crédito via cheque especial, deverá restar demonstrada a formação de cartel neste setor, que, por falta de concorrência e de regras específicas, vinha sendo, então, apenas uma porta aberta para a maximização de lucros.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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JOGOS DE AZAR


Começa no Brasil um movimento para justificar a volta do jogo, que o presidente Dutra proibiu há 70 anos. Na minha opinião, Dutra errou, porque acabou com muitos empregos sem eliminar o problema, só o transferindo para o crime organizado. Porém, sabendo que a Itália e a França recebem turistas equivalentes à população daqueles países, ver o presidente da Embratur justificando a volta do jogo para aumentar o turismo é o cúmulo. Com este país maravilhoso que temos, é um grande fracasso recebermos menos turistas do que Cuba, por exemplo. Esta conversa me lembra aquele quadro de Jô Soares que dizia “eu não sou palhaço, mas estão querendo me fazer de palhaço”. Muita pena.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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TEMA ANACRÔNICO


A eterna mania de reintroduzir o jogo no Brasil sempre vem à tona em momentos inconvenientes. Junto com o jogo vem o crime em suas diversas nuances: lavagem de dinheiro, prostituição, drogas, assassinatos, entre outros. A única chance de admitir esta atividade seria limitar o seu território, assim como é feito nos Estados Unidos: no meio do deserto; no Brasil, quem sabe na caatinga nordestina, para acabar com a miséria física e intelectual da região. Os políticos que pretendem aprovar esta atrocidade na sociedade brasileira só pensam no dinheiro e nos turistas de baixa qualidade que serão atraídos para cá. Lamento que este tema anacrônico venha importunar os trabalhos do Poder Legislativo.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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INDIGNAÇÃO


Eu, como leitor e assinante deste jornal, sinto-me no direito e, principalmente, no dever de externar minha indignação em relação à recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de vedar o início do cumprimento de pena após a condenação em segunda instância. Uma vergonha que tenhamos nossa Suprema Corte posta a serviço da impunidade, subvertendo, assim, sua missão primordial: fazer justiça! Nosso país deu um gigantesco passo atrás, arriscando-se a se tornar um verdadeiro oásis para a impunidade. É importante que todos nós, brasileiros, tenhamos a coragem de demonstrar nossa indignação diante de mais esta indignidade e tenhamos a coragem de sair às ruas para lutar pelo fim de nossa histórica tradição de tolerar o intolerável.


Luiz Felipe Teixeira Pinto lfelipetp@uol.com.br

São Paulo


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REPRIMENDA


O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo César, em artigo publicado no Estadão de sábado (30/11, A2), aplicou um correto puxão de orelhas nos seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram contra o cumprimento da pena após condenação em segunda instância. E foi mais correto, ainda, quando disse que a decisão é “mal cheirosa e suspeita”, além de ensinar que “quem veste a toga e tem o dever de fazer justiça não se deve deixar tomar pela tentação de exibir vaidades e erudição”. Espera-se que este corretivo tenha, pelo menos, feito corar de vergonha o semblante de Suas Excelências.


Roberto Bruzadin bobbruza2@gmail.com

São Paulo


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QUASE IMORALIDADE


Não bastasse o artigo Desprezo do STF por valores morais, de autoria de Aloísio de Toledo César, já ser memorável em si, ele adquire uma dimensão muito maior por ter sido escrito por um desembargador aposentado. Segundo o desembargador e ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo, “valores de grande importância como o senso moral e o sentimento de justiça não tiveram a menor influência na conduta” dos seis ministros do STF que votaram contra a prisão após condenação em segunda instância. Ou seja, estes julgadores, ao fundamentarem seus votos exclusivamente na aplicabilidade literal do texto constitucional em detrimento dos princípios morais, foram na direção oposta da “segurança do direito e da lei” vinculada ao “sentimento nacional de justiça de um povo”, segundo o desembargador. Aloísio de Toledo César talvez tenha sido parcimonioso ao afirmar que tais ministros se afastaram dos princípios morais. Mais exato seria dizer que adentraram o perigoso e escorregadio terreno da imoralidade.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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SENTIMENTO DE JUSTIÇA


Os seis ministros do STF que afastaram a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, quando ofenderam e desprezaram a nação brasileira, devem ler o artigo Desprezo do STF por valores morais, do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Aloísio de Toledo César, na coluna Espaço Aberto de sábado. Foi um julgamento em que estes ministros não deram importância ao senso moral e ao sentimento de justiça. Há um trecho neste artigo que deve ser destacado para que eles reflitam melhor nas suas decisões futuras: “A segurança do Direito e da lei, nisso incluído a própria Constituição, vincula-se ao sentimento de justiça de um povo e, por isso, não se haverão de admitir decisões judicias que não reflitam sentimento de justiça, mas tão somente preferências decorrentes de convicções pessoais e até mesmo políticas”. Enfim, toda decisão judicial tem de exprimir a vontade do povo expressa em lei, sem vinculações ideológicas ou partidárias.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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DESPREZO DO STF


Óbvio artigo do desembargador Aloísio de Toledo César (30/11, A2) sobre a prisão após condenação em segunda instância. Não obstante a obviedade da justiça, meia dúzia de çábios amantes da formalidade sobre a moralidade decidiram que a justiça no Brasil não é coisa séria. Só é punido quem não tem poder econômico para recorrer dezenas de vezes, até encontrar quem os absolva. Isso quando o crime não prescreve. E estes “magistrados” incapazes de enfrentar um concurso público acham que são justos. Não são, e o povo brasileiro os detesta, da mesma forma que não atribui nenhuma credibilidade à Suprema Corte.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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LEMBRANÇA SOMBRIA


A respeito do artigo O desprezo do STF por valores morais (30/11, A2), a professora Ingeborg Maus, no texto O Judiciário como superego da sociedade, examina a tradição da jurisprudência constitucional alemã a fim de demonstrar que por trás de generosas ideias de garantia judicial de liberdades e da principiologia da interpretação constitucional podem esconder-se a vontade de domínio, a irracionalidade e o arbítrio cerceador da autonomia dos indivíduos e da soberania popular, constituindo-se como obstáculo a uma política constitucional libertadora. Dizer, portanto, que a “decisão judicial tem de exprimir a vontade da população expressa pela lei” lembra um tempo sombrio da histórica no qual se possibilitou suspender toda regulação legal singular em prol de determinações “superiores” criando, por exemplo, o “jurista de ouro” do nazismo, Carl Schmitt.


Juliano Alves granbeju@gmail.com

São Paulo


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NÃO QUEREM LARGAR O OSSO


Por meio de eleições livres, o povo uruguaio escolheu para presidente Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, de direita, encerrando assim um ciclo de 15 anos no poder da coalizão de esquerda Frente Ampla, inspirada, criada e até hoje orientada pelo octogenário José Mujica, ex-guerrilheiro, misto de agricultor e político de raiz. A primeira apuração do segundo turno apontou uma maioria de 48,71% dos votos do vencedor, contra 47,51% do outro candidato. A pequena diferença levou a Corte Eleitoral do país, compelida naturalmente pelo governo que ora termina, a realizar a chamada checagem de “votos observados”, o que quer que isso signifique. O fato evidenciou uma tendência de não conformismo que vem sendo observada entre os regimes de esquerda na América Latina, que, embora fracassados, dificilmente aceitam reveses e recorrem, na contramão da prática democrática, a estratagemas procrastinadores e estripulias inconstitucionais para se eternizarem no poder, como ocorreu recentemente na Bolívia, com consequências dramáticas.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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ESQUERDA E DIREITA NA AMÉRICA LATINA


Enquanto a quase falida Argentina comete o desatino de voltar ao nefasto peronismo, de lamentável memória, com a famigerada Cristina Kirchner disfarçada de vice-presidente, o Uruguai, após 15 anos de desgoverno esquerdista, dá uma guinada à direita elegendo Luis Lacalle Pou para salvar sua economia em forte declínio. Com efeito, estes argentinos não aprendem nunca, pois não?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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RETALIAÇÃO DOS EUA


Donald Trump vai taxar aço e alumínio do Brasil... Onde se esconderão agora os bobos que criticaram a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil nos EUA? Quem sabe prefeririam um dos filhos de Lula, que agora está solto e arreganhando os dentes? O Brasil só vai sair do atoleiro quando os bobos e inocentes úteis da mídia e da esquerda calarem a boca.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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POPULISMO


Populismo eleitoral é o que Donald Trump está fazendo: voltar a cobrar tarifas de importação de aço e alumínio do Brasil afirmando que estamos valorizando o dólar para prejudicar a economia americana. Pura balela!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O GOVERNO E A IMPRENSA


Eu teria preferido ver uma reação mais firme e indignada dos meios de comunicação como um todo, pela atitude autoritária e de legalidade duvidosa do presidente Bolsonaro ao suspender a assinatura do jornal Folha de S.Paulo para todos os órgãos públicos federais, pelo fato alegado de ele pessoalmente não gostar do jornal – com o agravante adicional de ameaçar os anunciantes. É desencorajador verificar que tal tipo de comportamento do presidente esteja se tornando banal, sem que haja uma reação à altura da gravidade do fato. Até que ponto Jair Bolsonaro precisará chegar para que jornalistas, políticos, juristas e a sociedade em geral tomem uma atitude digna de um país civilizado e em seu pleno Estado de Direito? Os democratas ficam no aguardo.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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ANTIDEMOCRÁTICO


É contra a lógica democrática um governo procurar asfixiar financeiramente a imprensa, no total ou em parte. Afinal, os líderes governamentais precisam saber onde pode haver melhorias, e a imprensa constitui a melhor fonte de informação de onde isso pode ocorrer. Há meios e métodos a aplicar quanto a publicações mal intencionadas. Um dele é o pleno esclarecimento de pontos postos em dúvida ou discussão.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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RESSACA PÓS-COMPRAS


Depois do “porre” da Black Friday, vem a inexorável Serasa Monday.


Harry Rentel harry@florarome.com.br

Vinhedo

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