Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 05h00

ECONOMIA

Boa notícia do PIB

Entrar neste mês de dezembro, mesmo com o flagelo dos 12,4 milhões de desempregados, recebendo a boa notícia do IBGE de que o produto interno bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceu 0,6% é um alívio. Porque, mesmo muito abaixo do que a Nação precisa, esse número veio acima do esperado pelo mercado. E muda até a perspectiva de crescimento para este ano, que analistas já apostam ficar acima do 1,1% de 2018, podendo chegar a 1,3%. E para 2020, no mínimo, 2,5%. Pelos números divulgados pelo IBGE, chama a atenção o crescimento de 2% no nível de investimento nesse período e o do consumo das famílias, de 0,8%, graças à liberação de saques do FGTS para os trabalhadores, em torno de R$ 42 bilhões. Se o presidente Jair Bolsonaro estancar crises que promoveu, infelizmente, durante todo o decorrer deste seu primeiro ano de mandato e procurar melhor relacionamento com o Congresso, certamente, poderá aprovar várias das propostas enviadas ao Parlamento, dando prioridade à modernização do Estado, à recuperação dos empregos e à busca do crescimento econômico sustentado. É o que a Nação espera.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Reforma tributária

A carga tributária em 2018 atingiu 35% do PIB, equivalendo a R$ 2,4 trilhões. Cada um dos brasileiros, em média, trabalhou 128 dias no ano só para efetuar o pagamento de tributos. Atualmente, a dívida de pequenas empresas com o Fisco atinge R$ 21 bilhões. Mais de 700 mil pequenas e microempresas encontram-se inadimplentes com o Simples Nacional e estão sendo notificadas para que regularizem os débitos. É por demais difícil manter uma empresa e conseguir sobreviver num país com uma das mais cruéis cargas tributárias que o mundo conhece. Reforma tributária já!

JOMAR AVENA BARBOSA

joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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FINANÇAS PÚBLICAS

Fundos para políticos

No encaminhamento para aprovação dos infames Fundos Partidário e eleitoral no Congresso se percebe a cumplicidade, pelo silêncio propositalmente omissivo, de PT, PSDB, PSL, DEM e outras dezenas de partidos. Entretanto, sugere-se que, antes de votarem a entrega desses bilhões aos caciques partidários de plantão, “consultem as bases”. Melhor explicando, percorram as filas de seus representados esperando atendimento nas portas de hospitais, de prontos-socorros, de postos de saúde, os bairros inteiros sem água e com esgoto escorrendo a céu aberto. Vejam in loco as pessoas formando longas filas nas agências de emprego e em empresas com ofertas de vagas, enfrentando o sono, o frio e a humilhação de continuarem desempregadas. Abandonem a segurança do plenário e entrem nos territórios dominados por milícias e tráfico e ouçam a população de bem. Após essa excursão, quem sabe concluam, como a quase totalidade da população, que estão cegos para a realidade brasileira, tornando o benefício próprio e a omissão representativa tão trágicos quanto a corrupção. E tenham a certeza de que todos os representados têm lúcido entendimento que esse modo de “legislar” esfacela a população e faz do princípio constitucional de que “todo o poder emana do povo” uma péssima piada.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Emendas inócuas

Parabéns ao Tribunal de Contas da União pela auditoria que revelou o que qualquer munícipe sabe, mas nunca pôde comprovar oficialmente: as emendas parlamentares não ajudam verdadeiramente as populações locais, elas servem apenas para alimentar currais eleitorais. Quem sabe, agora, essas excrescências legais possam ser repensadas.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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SEGUNDA INSTÂNCIA

Enrolação

Se a maioria no Congresso já aprova, por meio de projeto de lei, a prisão em segunda instância, por que temos de esperar uma PEC da Câmara, mais lenta e difícil de ser aprovada? Esta necessita de 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos. A sociedade deve se lembrar nas próximas eleições dos partidos e dos parlamentares que não estão se esforçando para a aprovação de tão urgente medida.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Mais uma vez o Congresso dá sinais de não estar muito disposto a aprovar logo a prisão em segunda instância, desejo dos brasileiros de bem. Quando Jânio Quadros renunciou à Presidência do Brasil, citou “forças estranhas” para justificar seu gesto. São pessoas que insistem na impunidade que há décadas tomou conta deste país. Aos presidentes do Senado e da Câmara parecem faltar patriotismo, vontade política e isenção. O Brasil não aguenta mais desfaçatez e conluios na calada da noite.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Resultados do Pisa

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2018, 43% dos brasileiros não aprenderam o mínimo de Leitura, Matemática e Ciências. Muito grave. Nossos parlamentares não sentem vergonha disso, não? Que nova geração teremos? Pelo visto, está perdida. A questão é que no País não se dá a devida atenção ao ensino público. Não se investe em estrutura, professores, intercâmbio, etc. Se um país quer evoluir, o único caminho é investir na educação. Até parece haver, deliberadamente, desinteresse e descaso com a educação no País, pois o conhecimento, o ensino não interessam a certos políticos brasileiros. Preferem manter analfabetos como massa de manobra e para não serem questionados. Se temos políticos que se jactam de ser semianalfabetos, esperar o quê? A política educacional é, erradamente, manobrada, manipulada pelos partidos que estão no poder de acordo com sua ideologia. E quem sofre são os alunos. Os países nas primeiras colocações do Pisa têm baixíssima taxa de analfabetismo. Será que nossas autoridades nunca atentaram para esse fato?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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Remuneração da docência

Sem valorização salarial dos professores não há como melhorar o desempenho escolar. E disso depende a melhoria de vida das pessoas, tanto em termos econômicos como sociais e espirituais. Todos são prejudicados pela remuneração inadequada dos formadores de todos os futuros cidadãos.

PEDRO PAULO A. FUNARI, professor titular da Unicamp

ppfunari@uol.com.br

Campinas

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“O Brasil está na pindaíba, mas o nobre deputado relator da Lei Orçamentária quer dobrar o fundo eleitoral. Para eles, tudo; para o povo, a conta!”

MILTON BULACH / CAMPINAS, SOBRE MAIS UM AVANÇO DOS PARLAMENTARES NO BOLSO DOS BRASILEIROS

mbulach@gmail.com

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“Causa indignação que os nossos congressistas declaradamente só votem a favor de medidas do governo em troca de cargos e verbas, ainda que os assuntos sejam favoráveis aos brasileiros. Até quando?”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE O RESILIENTE ‘TOMA LÁ DÁ CÁ’

luiz.frid@globomail.com

CANNABIS


Já não era sem tempo a liberação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da regulamentação do registro e da venda de medicamentos à base de cannabis em drogarias e farmácias do Brasil, após longa e injustificada burocracia. Entretanto, erra a agência ao não permitir seu plantio para fins medicinais. A argumentação da dificuldade de fiscalização não só não procede – pois para tanto bastam vontade política e organização adequada –, como não se justifica, na medida em que seu cultivo em território nacional baratearia sobremaneira o custo da produção. O ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas disse, em entrevista, que, embora seja favorável à liberação da cannabis para fins medicinais, considera a maconha “droga” e é contra sua liberação pelos efeitos nocivos à saúde. Não se deve esquecer de que o álcool e a nicotina são substâncias causadoras diretas de graves problemas de saúde pública e nem por isso são proibidas. A discussão está longe de terminar, mas quanto mais longe passar da hipocrisia, melhor.


Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo


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HEIN?


O novo presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Dante Mantovani, disse que o rock ativa drogas, sexo, aborto e satanismo, complementando que Elvis, Beatles e até a CIA estariam envolvidos num conluio contra a moralidade dos jovens. Que loucura! Com todo o respeito, deveria perder o emprego. De onde este cidadão tirou isso? A afirmação não é só retrógrada, é grosseira, e sem pé nem cabeça. Meu Deus!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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ZORRA NA FUNARTE


Pensei que era uma chamada para o Zorra durante o Jornal Nacional, mas era o maestro Dante Mantovani, o novo diretor da Funarte, dando um show de parlapatices hilárias. Terraplanista óbvio, combinando com suas ideias rasas, o maestro botou a boca no trombone e atacou o rock, incentivador da indústria do aborto e que leva ao satanismo. Deus inventou a música e o diabo a corrompeu. Os Beatles implantaram o comunismo, entre outros besteróis. Mantovani é um dos novos três patetas da zorra cultural do governo Bolsonaro.

          

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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APARECIDO


As declarações de Dante Mantovani me lembram da frase “falem mal, mas falem” do cinema nacional, digo, do presidente da Funarte atual. Vai querer aparecer lá na...! Cruzes!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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NA MOSCA


O presidente Jair Bolsonaro sempre acerta na mosca da ala “podre” quando nomeia seus ministros e colaboradores. Ora, o ministro do Turismo faz “rachadinha”; o da Educação divulga vídeo dançando na chuva – com guarda-chuva e tudo; outro, do Meio Ambiente, foi condenado pela Justiça por fraude na elaboração do plano de manejo; a da Agricultura é acusada de dar golpe; o da Casa Civil é acusado de repasse de caixa 2; outro, da Saúde, responde por improbidade administrativa e fraude; além de outros também “acima de qualquer suspeita”. Agora, apareceu o tal de Dante Mantovani, nomeado presidente da Funarte, que chegou dizendo que a Terra é plana, e não redonda, e que “o rock leva ao sexo, o sexo leva ao aborto e o aborto leva ao satanismo”! Bolsonaro, vai acertar na mosca “podre” lá longe!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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GOVERNO BOLSONARO


Só mesmo com arte uma Terra plana consegue abrigar bestas quadradas...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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BRASIL-EUA


A anunciada intenção de Donald Trump de taxar o aço brasileiro – para ser efetivada, necessita da oficialização pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTr) – é mais uma demonstração do protecionismo que visa, segundo sua retórica predominante, a resguardar  os interesses do trabalhador americano, postura que originou a indesejável e eterna guerra comercial com a China, constituiu o elemento propulsor de sua eleição e, certamente, continuará a prevalecer para  a próxima disputa à Casa Branca, da qual será um dos atores principais. Não se trata, portanto, de fator de constrangimento para Jair Bolsonaro, como vem insistentemente sendo propalado por vários veículos da imprensa. É, no entanto, mandatório que, dentro do clima criado com a retomada das boas relações comerciais entre os dois países e o aparecimento de um espaço virtuoso para dialogar, o Brasil inicie negociações para que as decisões lhe sejam favoráveis, havendo tempo para tal. É preciso que se evite interpretar as relações entre Estados, com seus interesses peculiares, como se fossem semelhantes a interações pessoais.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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O JOGO DE TRUMP


Todos nos preocupamos com a ameaça do presidente Trump de aumentar as tarifas de importação dos produtos brasileiros, mas acredito que ela é mais uma jogada de negociação. Trump é agressivo. Ele cria problemas, as vítimas saem correndo para evitá-los e ele joga o que realmente quer. Provavelmente, é impedir que o Brasil permita à Huawey vender seus sistemas 5G por aqui. Ou alguma outra coisa.


Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo

  

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PROTEÇÃO


Interessante o comportamento do presidente americano, Donald Trump. Ele está apenas tentando defender seu país. Nós, brasileiros, nos acostumamos a ver presidentes destruindo o País (Collor, FHC, Lula, Dilma...).


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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(RÉU)NAN CALHEIROS


Gente, já não era sem tempo! A Justiça (?) Suprema despertou. A conflitante Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pelos votos dos ministros Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia, aceitando denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) num processo relacionado à Operação Lava Jato, decidiu tornar réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o ensaboado e dissimulado senador Renan Calheiros (MDB-AL). Será que ocorreu alguma quebra de acordos e interesses, que demandou a troca de camisa do ministro Celso de Mello, na iminência da aposentadoria? Não será surpresa se, doravante, o decano, em final de carreira, passar a ser considerado traíra (e mais o quê?) pelos vingativos colegas Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, confrades do mal da segundona? A República está vencendo, com o braço forte e o ombro amigo da sociedade do bem. Vai rolar a festa!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLA DENTRO


Por 3 votos a 2, Renan Calheiros vira réu na Lava Jato. Finalmente, uma bola dentro da Segunda Turma do STF.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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NO REINO DE RENAN


Ufa! Finalmente, o Supremo tornou Renan réu na Lava Jato. Este cara já devia estar atrás das grades há muito tempo.


José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo


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GILMAR MENDES, PRISÃO E CRIMINALIDADE


Em entrevista concedida, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que o encarceramento excessivo de presos no Brasil alimenta facções criminosas, como o PCC, fornecendo mão de obra muito barata para essa organização criminosa. Segundo ainda Gilmar Mendes, a situação mostra uma repressão mal pensada e o crime muito bem organizado. No entanto, e apesar dessas suas opiniões manifestadas, o ministro Gilmar é usualmente apontado como aquele ministro do STF que concede habeas corpus a todo preso da Operação Lava Jato, incluindo aí políticos e empresários de destaque nacional, o que, convenhamos, torna a repressão aos crimes de colarinho branco muito mais mal pensada e efetuada, e ainda muito, mas muito mais, mesmo, mal feita.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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MÃO DE OBRA


Gilmar Mendes, ministro do STF, em entrevista, disse que “prender demais é fornecer mão de obra barata para o PCC”. Já prender de menos é fornecer mão de obra cara e acusada de crimes para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.


Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo


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MELHOR QUE SER SURDO


Gilmar Mendes, ministro do STF, soltou uma fábula: “Prender demais é fornecer mão de obra barata para PCC” e “é preciso diminuir a população carcerária”. O Brasil não suporta ministro deste naipe! Ouvir essas coisas só é melhor do que ser surdo! Que o ministro leve a população carcerária para socializá-la na casa dele, no Brasil ou em Portugal.


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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MOTIVO DE PIADA


Gilmar Mendes, em 2016, votou favoravelmente à prisão em segundo grau, e agora, em 2019, foi contra. O ministro é a favor do passe livre a bandidos e corruptos e, para justificar seu voto levando em conta a enxurrada de críticas que recebeu, declarou que o Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo e que a prisão é uma fornecedora de mão de obra gratuita para o PCC e organizações criminosas. Em suma, o ministro Mendes acha melhor ter um bandido nas ruas, livre, leve e solto, do que atrás das grades. É por causa de juízes iguais a este que a Justiça brasileira é motivo de piadas.


J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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INACREDITÁVEL


Segundo o ministro Gilmar Mendes, prender demais é fornecer mão de obra barata para o PCC. O Papai Noel, a cegonha e a fada madrinha concordam plenamente com ele.


Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo


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MENSAGEIRO


Em plena era das comunicações, diversificadas e abrangentes, chega a ser espantoso que agentes públicos, supostamente preparados para ocuparem cargos de comando da máquina pública, ainda insistam em culpar os mensageiros pelas notícias ruins, originárias de suas próprias ações erráticas. O impedimento que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, impôs aos jornalistas de um jornal carioca é emblemático dessa aberração autoritária e mostra claramente que Crivella não entende que, como prefeito da cidade – logo, um “servidor público” –, não pode impedir que um meio de comunicação, devidamente oficializado, possa participar de uma coletiva pública de interesse dos cidadãos, por julgar ser este o tal mensageiro das notícias ruins.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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O BOICOTE DE CRIVELLA


Infelizmente, estamos vivendo dias como os do PT no poder, quando Lula, pelas críticas que recebia, se insurgia ferozmente contra a imprensa. O novo ator deste absurdo é o pastor e prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Depois da divulgação pelo jornal O Globo de que Crivella é alvo do Ministério Público em investigação de esquema de cobrança de propina na prefeitura do Rio, conforme denúncia do doleiro delator preso Sergio Mizhay, o prefeito disse que vai boicotar a Globo. Ou seja, vai negar qualquer informação de interesse público ao jornal. Lamentável!  Coincidência ou não, o presidente Jair Bolsonaro, ligado à igreja evangélica, também odeia a imprensa porque, nada republicano, não tem sido capaz de enfrentar as críticas, no mesmo país democrático que preside. É bom deixar claro que, no Brasil e pelo mundo afora, jamais os evangélicos fizeram coro de ódio à imprensa.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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AUTORITARISMO E IMPRENSA


O autoritarismo de governantes populistas, comum em ambos os lados extremistas do arco ideológico, contra a mídia, como estamos novamente vendo agora, pelos governos federal e municipal do Rio, é impressionante. Tivessem essas autoridades memória histórica desta aberração comportamental, perceberiam que tais atos os levam a ser repudiados pelo eleitorado, culminando em serem derrotados na carreira e, principalmente, julgados pela Justiça, pelos fatos não éticos, que a imprensa livre por dever divulga.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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O BOICOTE DE BOLSONARO


Deplorável, mesquinha, injusta, torpe e desnecessária a retaliação do governo Bolsonaro ao jornal Folha de S.Paulo. A atitude antidemocrática atinge a liberdade de expressão e apunhala a Constituição. Além de ferir e tentar intimidar a imprensa em geral. O legítimo jornalismo não é dócil nem balcão de relações públicas. A missão da imprensa é informar, com qualidade, clareza e isenção. O senso crítico do jornalismo coloca-se, sempre, em primeiro lugar. A notícia não tem dono. É escrava dos fatos.  O bom repórter não pode ser monitorado pela fonte nem o dono do jornal pode ser submisso aos poderosos de plantão.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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CENSURA BRANCA


Independentemente do que possa ter ocorrido para ocasionar uma desavença ou uma desinteligência entre o presidente Jair Bolsonaro e o jornal Folha de S.Paulo, que fez com que o presidente se manifestasse afirmando que determinaria o cancelamento de assinaturas do jornal em órgãos do governo federal em Brasília, este comportamento de revanchismo é totalmente inadequado, e podemos compará-lo como sendo uma censura branca em plena democracia, onde rege a lei de liberdade de imprensa. Tanto que o edital recém-emitido prevê a contratação de exemplares de 24 diferentes jornais e de 10 diferentes revistas, porém o jornal Folha foi banido, e proibida a sua entrada naqueles órgãos do governo.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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SACRILÉGIO


Não é sacrilégio criticar e rejeitar uma parte da imprensa com base na falta de qualidade do seu produto. A imprensa é apenas um ramo de atividade empresarial cujo produto, a informação, é essencialmente abstrato. Raramente adquirimos informações sobre fatos importantes em primeira mão. Quase tudo nos chega por relatos, sendo a maioria relatos de relatos. Notícia de jornal é apenas um relato de um jornalista. Será que esteve presente aos fatos? Será que captou com fidelidade o que aconteceu, ou foi falado? Será que escreveu com fidelidade? Será que estamos recebendo conhecimento da realidade, ou uma ficção de interesses escusos e não republicanos? Como saber, e o que fazer? Infelizmente, a única sugestão é observar por alguns meses a primeira página de diversos jornais e passar a ler o que respeitou a verdade, que com o tempo acaba aparecendo. No caso Bolsonaro versus Folha, o presidente está absolutamente certo.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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TALIBÃ TUPINIQUIM


O presidente Bolsonaro deu ordem expressa para que a assinatura da Folha de S.Paulo fosse cancelada no Palácio do Planalto e declarou que daqui por diante todos devem boicotar os produtos e serviços anunciados no jornal. Com efeito, o bolsonarismo se parece cada dia mais com uma versão tupiniquim do totalitário e ultrarradical talibã islâmico. A que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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