Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Fundo eleitoral

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e grande parte de seus seguidores tentam justificar o imoral aumento do fundo eleitoral para quase R$ 4 bilhões. Ainda que esse aumento signifique retirar R$ 500 milhões do Ministério da Saúde, R$ 500 milhões da Infraestrutura, R$ 280 milhões da Educação, R$ 70 milhões de programas sociais, como Minha Casa, Minha Vida, e por aí vai. No momento em que todos os brasileiros são obrigados a apertar os cintos e o País tem milhões de desempregados, por causa do caos na economia deixado pelos governos petistas, vem esse fundo com aumento de 120%?! Um escárnio. Aos brasileiros resta dar a resposta nas urnas a esse parasitismo do dinheiro público.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Em causa própria

O Brasil tem dívidas com entidades internacionais no valor de R$ 1 bilhão, mais de 12 milhões de desempregados, milhões de pessoas endividadas, e o Congresso Nacional propondo aumentar para R$ 3,8 bilhões o fundo eleitoral... Verdadeira irresponsabilidade da parte desses parlamentares que somente legislam em causa própria.

DARCI TRABACHIN DE BARROS

darci.trabachin@gmail.com

Limeira

Despesa improdutiva

Então, os parlamentares querem elevar a verba para gastar nas eleições no ano que vem para R$ 3,8 bilhões?! Será que eles acham que dinheiro dá em árvores? Com esse valor se poderiam alimentar milhares e milhares de crianças que não têm nem um copo de leite por dia. O Brasil precisa diminuir despesas improdutivas para voltar a crescer e criar empregos.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

Dois Brasis

R$ 3,8 bilhões para os partidos gastarem nas eleições municipais e os municípios sem escolas para as crianças e seus hospitais sem médicos nem remédios. Um Brasil rico para os políticos e miserável para o povão.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Unha na onça

O que pretendem os deputados federais ao derrubarem veto do presidente da República e se concederem o capricho de elevar, já para as eleições de 2020, de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,8 bilhões o fundo eleitoral? A gastança anunciada carrega alto teor de iniquidade, em especial se comparada com a correção do salário mínimo, de R$ 998 para R$ 1.031, valor reduzido pelo governo da previsão inicial de R$ 1.039. É cutucar a onça com a unha. O Chile, paciência esgotada, impôs redução de 50% nos ganhos de seus parlamentares.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

ECONOMIA

Salário mínimo

O salário mínimo será “corrigido” em 3,3% a partir de 1.º de janeiro de 2020, passando dos atuais R$ 998 para R$ 1.031. Se não tivéssemos inflação, esses R$ 33 dariam para comprar um quilo de carne bovina por mês, melhorando a alimentação do trabalhador e sua produtividade. Como não houve aumento real, a cesta básica do trabalhador não terá um quilo de carne bovina a mais no mês – ironicamente, no país da maior bovinocultura do mundo.

NEY JOSÉ PEREIRA

neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

COMBATE AO CRIME

Vontade popular

Levantamento do Estadão mostrou que a retomada da prisão após condenação em segunda instância tem apoio da maioria dos congressistas. Se a mesma pesquisa fosse feita com os cidadãos eleitores, decerto os favoráveis chegariam perto da totalidade. Assim, vemos que um dos grandes problemas da democracia brasileira é que parte expressiva dos eleitos se opõe à vontade da população eleitora, ou seja, esses eleitos não representam, de fato, a vontade popular.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

Retroatividade

A grande pergunta é: em sendo aprovada a prisão em segunda instância, a lei retroage para aqueles que foram beneficiados pela decisão do Supremo Tribunal Federal? Se a resposta for não, será uma frustração para a maioria do povo brasileiro, que clama pelo fim da impunidade.

ELIE BARRAK

egbarrak@gmail.com

São Paulo

EDUCAÇÃO

Ainda o Pisa

Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), mostrando a grande diferença de aproveitamento dos estudantes entre escolas públicas e privadas, evidenciam a razão pela qual, na sua maioria, professoras e professores do ensino público preferem ter seus filhos matriculados no ensino privado. A extinção das avaliações periódicas no ensino público, concomitante com a chamada “progressão automática”, impossibilitou a aferição do conhecimento aprendido pelos alunos, bem como a capacidade dos professores em ministrá-los. A conclusão é que muitas reformas acabam levando a reforma nenhuma.

PEDRO LUIZ BICUDO

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

De generalizações

Os professores das universidades públicas não são nem “turistas” nem empresários, muito ao contrário. As generalizações feitas pelo professor Charles Mady no artigo A saúde de nossas universidades (2/12, A2) me causaram indignação. O professor reconhece que sua visão “pode ter vieses por atuar predominantemente na Faculdade de Medicina da USP e no hospital-escola Incor”. E deve ter suas razões para as acusações de corporativismo, nepotismo, má gestão, desinteresse pela formação profissional e ética dos alunos e de falta de critérios acadêmicos nas avaliações periódicas e em concursos de titulação. O que não pode ser feito é, a partir da visão do seu microcosmo, generalizar para todo o corpo docente na academia. Como cientista e professora titular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, conheci muitos institutos e faculdades públicas de São Paulo e de outros Estados. A maioria dos docentes trabalha duro e se empenha, muitas vezes em condições adversas, para proporcionar ensino atualizado de graduação (diurno e noturno) e de pós-graduação, desenvolver pesquisa e extensão ou atendimento, além de arcar com pesada carga administrativa. Generalizações são um desserviço.

ISES DE ALMEIDA ABRAHAMSOHN

ises.abrahamsohn@gmail.com

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

 

Ao tomar conhecimento do milionário valor do fundo eleitoral aprovado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, para ser dividido pelos partidos em 2020 (R$ 376 milhões para o PT; R$ 350 milhões para o PSL; R$ 289 milhões para o MDB; R$ 237 milhões para o PSDB; e por aí vai), chega-se facilmente à conclusão de que, efetivamente, não há melhor negócio neste país do que fundar uma sigla partidária, pois não?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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AUMENTO BILIONÁRIO

 

O obsceno fundo eleitoral recebeu um aumento bilionário. É inacreditável que num país miserável como o Brasil, onde se morre de diarreia na fila do hospital público falido, só exista dinheiro para pagar a esbórnia dos políticos. O presidente da República, que não é bobo, já está providenciando seu próprio partido político para garantir sua boquinha no fundo eleitoral, afinal, são muitos filhos para criar e não está fácil para ninguém. O Brasil precisa se livrar do seu sistema político eleitoral e se reinventar em novas bases, a exemplo do que foi feito na França de Luís XV e na Rússia dos czares.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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R$ 3,8 BILHÕES

 

Não há quem não fique indignado com o que lê, vê ou ouve na mídia brasileira todos os dias. Um exemplo: a proposta de parlamentares no sentido de aumentar o fundo público eleitoral para nada menos do que R$ 3,8 bilhões em 2020. Só podem estar de brincadeira. Isto aqui não tem mais jeito, mesmo. Falar mais o quê?

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

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DESPAUTÉRIO

 

O aumento abusivo do fundo eleitoral para nada menos que R$ 3,8 bilhões, aprovado pela comissão do Congresso responsável pelo Orçamento, não bastasse já ser imoral em si, adquire proporção exponencial ao se constatar que, para honrar este compromisso, o Congresso precisará cortar gastos em saúde, educação e infraestrutura! Mais chocante que isso é saber que entre os 13 partidos favoráveis a este aumento está nada menos que o PT – bastião que se diz dos valores sociais e morais –, cujo líder na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que seu partido ganhou o direito a ter a maior fatia do fundo eleitoral “nas urnas”, como se o voto desse carta branca para autorizar tamanho despautério. Ainda há tempo de estes partidos revisarem essa posição, se é que almejam manter certa credibilidade entre seus eleitores.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

 

R$ 3,8 bilhões para o Fundo Eleitoral! Parabéns a todos os envolvidos! Vocês conseguiram, finalmente! Deram um valor para a democracia nacional e ajustaram o preço dela. E, assim, vamos todos dar vivas à democracia no Brasil! Agora, façam as contas e verifiquem quantas vidas humanas, quanta dor e quanto sofrimento equivalem ao custo desta democracia forjada a sangue, suor e lágrimas.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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POVO SATURADO

 

Sou apenas mais um leitor indignado com esta corja de deputados e senadores que assolam o País, não votam as emendas que são necessárias, mas querem votar aumento do fundo eleitoral, como se nós tivéssemos de pagar para eles se elegerem. Por que este deputado Domingos Neto, relator do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020, não sugere estes bilhões serem destinados em favor das Santas Casas e de hospitais filantrópicos, em vez de querer aumentar o fundo dos partidos? As Santas Casas, sim, beneficiam milhões de brasileiros. O povo já está saturado de tantos absurdos.

 

Walter Almeida Viana  wterviana@gmail.com

São Paulo

 

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MALANDROS

 

As votações “vocacionais” de nossos parlamentares ao bom equilíbrio socioeconômico do País se cumprem na regra “o pior do Brasil é o brasileiro”: cheio de ginga, trejeitos e esperto, tem sempre de levar vantagem em tudo. Se vocês listarem esses indivíduos, acreditem, mesmo eleitos para síndicos de seu prédio, terão de limpar os pés, lavar a boca, esvaziarem os bolsos e respeitar o porteiro (o voto do povo).

 

João Luiz Piccioni piccionijl@gmail.com

São Paulo

 

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DEMOCRACIA

 

A esquerda defende ruidosamente a atual democracia brasileira. Mas que democracia é esta, em que os mesmos partidos de esquerda obstruem escandalosamente qualquer mudança pedida pelo povo? Que democracia é esta, em que o povo paga bilhões de reais do próprio bolso para manter 594 parlamentares que trabalham menos de três dias por semana dizendo-se membros das Casas do Povo? Que democracia é esta, em que estes parlamentares votam para tirar mais bilhões de reais destes mesmos bolsos para fazer propaganda para enganar este mesmo povo? Que democracia é esta, em que estes mesmos parlamentares viram as costas ao povo – que lhes paga e elege – e não respeitam os inúmeros pedidos, que estão virando súplicas, deste mesmo povo para colocar ministros antidemocráticos do Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento? Que democracia é esta, em que o povo está amordaçado e só pode mostrar suas convicções quando se lança às ruas, gastando mais milhões de reais para ser ouvido, apenas para ser novamente vilipendiado pelos togados que se dizem acima do povo? Que democracia é esta, que nunca consulta republicanamente o povo por plebiscitos ou referendos, como as verdadeiras democracias? Que democracia é esta, cuja Constituição inclui o voto como um “direito obrigatório” (art. 14, I), único no mundo? Que democracia é esta, afinal, que mais parece ditadura?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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A VELOCIDADE DO CONGRESSO

 

Congressistas, estupefatos com a queda da arrecadação por meio do caixa 2, da corrupção, do financiamento de empresas e corporações e do próprio fundo eleitoral, providenciaram este acréscimo do valor do fundo eleitoral. Para isso, sabem agir rapidinho, rapidinho! Já para aprovar a prisão a partir de condenação em segunda instância por órgão colegiado da Justiça, aí a coisa fica bem complicada. Precisam de acordos, e mais acordos, e mais acordos para ver se devem aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que, afinal, demora à beça para aprovar. Projeto de Lei (PL), nem pensar, é rápido demais!

 

Hélio Alves Ferreira hafstruct@hotmail.com

Osasco

 

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PROJETO ANTICRIME

 

Acostumado a aprovar projetos que o beneficiem, o Congresso Nacional aprovou o pacote anticrime de Sérgio Moro, mas obviamente rejeitou a prisão após condenação em segunda instância. Isso posto, lembrei-me claramente do velho e surrado ditado popular que dizia assim: “Quem não deve não teme”.  Ou seja, é o medo de produzir prova contra si mesmos que os levou a cometer este terrível absurdo, nas barbas do nosso frágil Judiciário.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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DESIDRATAÇÃO

 

Quer dizer que os deputados do centrão e os da esquerda comandados pelo PT desidrataram o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro. Alguma surpresa?

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

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DE MAL A PIOR

 

A Câmara dos Deputados, que sempre legislou e segue legislando em causa própria, buscando seus interesses pessoais, ignorando peremptoriamente que seus membros são os representantes da sociedade brasileira, teve a coragem de desidratar um dos maiores avanços da Justiça brasileira, o pacote anticrime de Sérgio Moro, negando, entre outras coisas, a prisão em segunda instância, algo que existe nos principais países civilizados e é o desejo dos homens de bem deste país, o que sem dúvida nenhuma, vigendo imediatamente, poria um freio nos altos índices de criminalidade e de corrupção que sangram os cofres públicos e ceifam vidas de cidadãos brasileiros hodiernamente. Não bastasse esse absurdo, a comissão do Congresso que é responsável pelo Orçamento aprovou preliminarmente retirar parte dos recursos financeiros das dotações orçamentárias dos Ministérios da Saúde, da Educação e da Infraestrutura, entre outras áreas sociais (pilares fundamentais para o crescimento e o desenvolvimento de uma nação), tendo como objetivo inflar o fundo eleitoral. Mais um grave crime será perpetrado contra o cidadão brasileiro. É preciso que a imprensa livre e democrática encampe a missão de investigar a fundo, denunciar e divulgar diariamente os nomes daqueles parlamentares (a parte podre do Congresso Nacional) que estão envolvidos nesta forma malcheirosa de legislar – certamente por interesses próprios –, tendo como objetivo demonstrar que esta gente, realmente, não faz bem ao País e que por meio de suas canetas e votos, aliados, talvez, a muitas situações bastante escusas e duvidosas, quiçá devam ser banidos da vida pública, quer seja por meio do “não voto”, quer seja pela Justiça. Ao mesmo tempo, devem ser divulgados os nomes dos parlamentares que mostram o trabalho profícuo e assertivo que desenvolvem. O Brasil tem de conhecer na intimidade aqueles parlamentares de ambas as Casas Legislativas que realmente são os grandes e os maiores inimigos da Nação.

 

David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo

 

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OBSTÁCULOS

 

A prisão em 2.ª instância é reivindicada por 99% da população brasileira e pode ser resolvida de imediato pelo Congresso, aprovando uma modificação no Código Penal e, paralelamente, correndo uma PEC para a alteração constitucional. Somente são contra esse caminho rápido quem tem a consciência suja com a Justiça. Será por isso que o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, estão colocando obstáculos para solucionar rápido essa modificação no Código Penal?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

 

Existe um velho ditado que diz “quem não deve não teme”. Congressistas, por favor, aprovem a PEC da prisão em segunda instância! O Brasil honesto, trabalhador e pagador de seus salários e benefícios, a grande maioria da população, exige no mínimo isso, e com urgência.

 

Rodrigo A. dos Santos Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

 

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SUICÍDIO POLÍTICO

 

Está perceptível que a sociedade está no limite da indignação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a prisão após condenação em segunda instância. No entanto, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, descaradamente tentam empurrar o máximo possível a discussão no plenário do Congresso da possibilidade de mudar a lei. Será que não percebem que é puro suicídio político dos dois?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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ARTÍFICES DA CRISE

 

A conspiração macabra de Alcolumbre e Maia precisa terminar. Não é possível que estes dois cidadãos impeçam o Brasil de evoluir. Até velhos parceiros deles os estão abandonando, pois a desfaçatez de ambos fere qualquer pessoa sensata. De Alcolumbre a grande preocupação de momento é tentar, com virada de tapete, sua reeleição, e o Brasil que se exploda. Na página A4 da edição de 3/12 do Estadão, a matéria Alcolumbre articula por reeleição; Maia resiste mostra que Maia, na sua altivez botafoguense, “faz escada” para o plano sujo de ambos. Na página A8 da mesma edição, reproduzindo entrevista de Sérgio Moro a outro órgão de imprensa, o Estado deixa escandalosamente aberta a desfaçatez dos dois presidentes, que têm caminho suave e ágil para resolver a questão, mas se põem a argumentar falaciosamente que há dificuldade para aprovação. A PEC da Câmara, engendrada por Maia, é o caminho mais longo e complexo para atingir o objetivo que por outros caminhos seria rápido. Mas o receio de ter este tema resolvido rapidamente atemoriza quem pode ser atingido pelo recurso. Com um Parlamento assim, governo nenhum precisa de oposição nem o país precisa de crise, os dois presidentes cuidam de tudo.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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ENGANA-TROUXAS

 

Congresso votar prisão em segunda instância sabendo o número deles pendurados na Lava Jato e o governo atuar contra seus contracheques para diminuir o custo da folha são brincadeiras para boi dormir.

 

Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal

 

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O CUSTO DA IMPUNIDADE

 

O que mais chama a atenção no caso da prisão após a segunda instância é o posicionamento de socialistas e comunistas. Festejaram efusivamente a infame decisão do STF pelo único e exclusivo motivo de haver permitido a soltura do agora condenado a um total de 29 anos de prisão. Para eles, o fato de os grandes beneficiados serem corruptos brancos e ricos – a antítese dos “pretos e pobres” que sempre e hipocritamente disseram defender – não passou de dano colateral. Também não lhes importou que a decisão provocasse um monumental retrocesso no combate à corrupção e aos crimes do colarinho branco, contanto que o chefe da maior quadrilha do Brasil fosse solto. Espero, para infelicidade da esquerda e conforme disse Carlos Alberto Di Franco, que o Congresso vire este jogo.

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

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ESCLARECIMENTOS

 

Foi de uma clareza meridiana o artigo da doutora Érica Gorga com título Criminalidade e prisão em segunda instância (28/11, A2).  O texto deixa claro que o ministro Dias Toffoli errou quando disse, em voto proferido recentemente no STF, que “não é a prisão após a segunda instância que resolve problemas de criminalidade e de impunidade, ou evita a prática de crimes”. Com explicações detalhadas e bem fundamentadas, conclui que “nosso país apresenta cultura jurídica retrógrada, que despreza análise empírica, embora ela explique a certeza da impunidade para alguns e a insegurança jurídica em que vive a maior parte da sociedade”.  Parabéns, dra. Érica!  Parabéns, também, ao jornalista José Nêumanne, que em seu artigo STF, o poder das antessalas (27/11, A2) demonstrou o oportunismo político na nomeação dos ministros do STF e o porquê de nossa atual insegurança jurídica. Aponta bem a razão de suas fracas atuações jurídicas e termina seu artigo de forma lapidar: “Aliás, nenhum dos 11 atuais fez (história). Talvez por isso se empenham muito em fazer agora. E normalmente no lado errado”. Nossa Constituição é de um detalhismo descabido e absurdo, e nosso Supremo com ministros querendo fazer história... Estamos, realmente, muito mal!

 

Silvano Corrrêa silvanocorrea2012@hotmail.com

São Paulo

 

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SEM ENROLAÇÃO

 

O Estadão tem sido o veículo de comunicação base na formação de minha opinião e conceitos sobre a realidade do nosso Brasil. Venho, assim, manifestar aqui minha voz unida à de milhões de brasileiros indignados com a atuação de Suprema Corte a favor da impunidade neste país. Depois de enormes passos no combate à corrupção, especialmente a de colarinho branco, decisões descabidas têm sido tomadas para cercear a justiça. Depois da vergonhosa decisão da Suprema Corte, começa a enrolação do Senado e da Câmara dos Deputados. Queremos a aprovação já da prisão em segunda instância e não descansaremos até obtê-la. É importante que todos mostrem sua indignação e lutem por um país onde a justiça seja igual para todos.

 

Thais de Barros Pimentel thafbp@hotmail.com

São Paulo

 

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PIADA PERMANENTE

 

A leitura do Estadão de ontem (5/12), de uma maneira geral, me fez lembrar um quadro do Jô Soares em que ele aparecia a caráter dizendo: “Eu tenho nariz de palhaço, gola de palhaço, sapatos de palhaço, mas não sou palhaço”. No nosso caso, o da grande maioria dos brasileiros, esse dito teria de ser adaptado para “eu NÃO tenho nariz de palhaço, nem gola de palhaço, nem sapato de palhaço, mas as ‘instituições’ vivem me fazendo de palhaço”. Não se trata de um país da piada pronta. É um país da piada permanente. Vejamos o caso da prisão após a 2.ª instância. Na página A4, o jornal noticia Comissão do Senado pauta prisão após 2.ª instância. Lendo o texto, percebe-se que estão tentando nos fazer de palhaços com uma encenação de que vão aprovar esta questão de interesse da maior parte dos brasileiros. Mas, na verdade, é puro jogo de cena, com a confusão que armaram. No Senado, o presidente quer aguardar uma PEC em tramitação na Câmara visando a empurrar o assunto “com a barriga”, enquanto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mesmo Senado pautou um Projeto de Lei (PL). Olhem o “rolo”. Na Câmara, essa PEC necessitaria de 308 votos para ser aprovada, enquanto a prisão após 2.ª instância foi retirada do projeto aprovado do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça por 408 deputados da mesma Casa. Ora, se 408 já votaram contra essa prisão (retirando-a do pacote), como poderão ser obtidos os 308 votos (maioria absoluta) ou 257 votos (maioria simples) para aprovação? Na improvável hipótese de que ela venha a ser aprovada, seria com um texto mais ou menos assim: “Fica aprovada a prisão após a 2.ª instância, tão logo sejam examinados todos os recursos apresentados pelos defensores nas instâncias superiores”. Outra notícia informava que Senado aprova reforma da Previdência de militares com aumento de salários, ao mesmo tempo explicando que o “custo extra com salários e gratificações vai reduzir de R$ 97,3 bilhões para R$ 10,4 bilhões a economia com as novas regras para aposentadoria de integrantes da carreira”. Ou seja, tira com uma mão e dá com a outra. Vão substituir gastos de longo prazo (aposentadorias) por outros de curtíssimo prazo (salários). Vão antecipar gastos. Reforma para “inglês ver”. Ou, melhor, para “palhaços verem”. Não adianta, nada vai mudar neste país enquanto não promulgarem um AI-n, não para fechar instituições, mas para dissolvê-las e preenchê-las com outros indivíduos melhores do que os sem-vergonhas que nelas estão atualmente.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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REVISITANTO GEORGE ORWELL

 

Em um de seus livros, o autor cria a situação na qual “alguns bichos são mais iguais do que outros”. Na aposentadoria dos militares, revisitamos George Orwell, o Congresso agiu com medo e aprovou o que lhe foi impingido, sem titubear. O País prende pretos jovens e dá vantagens desproporcionais a uma casta. Continuamos a aprofundar nossas desigualdades.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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CPMI DAS FAKE NEWS

 

“É uma idiota”, bradou Bolsonaro, referindo-se à deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), depois de forrar o estômago com pastéis na Feira dos Importados. Àquela altura, a parlamentar estava depondo, como convidada, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. Substanciada em provas, Joice denunciou como funciona o “gabinete do ódio” do governo, sob o comando dos filhos do presidente. Com gritos e insultos, deputados aliados de Bolsonaro tentavam intimidar e desqualificar as acusações de Joice. Bolsonaro erra feio, também, entrando no cordão dos desesperados. Ao invés de chamar a deputada de “idiota”, seria mais grandioso e digno de aplausos se o chefe da Nação zelasse pela postura do cargo e mandasse apurar, com rigor e isenção, as fortes denúncias de Joice Hasselmann.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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GRAVÍSSIMAS DECLARAÇÕES

 

As declarações da deputada federal Joice Hasselmann sobre “gabinete de ódio” e “milícias eletrônicas” são gravíssimas. Se são parcialmente ou totalmente verdadeiras e documentadas, então não há como o presidente Jair Bolsonaro não saber disso, como pai ou, pela teoria do domínio do fato, como chefe do Poder Executivo. Seria um caso de polícia, pelo impacto passado e futuro deste tipo de agressão, e pelo montante e origem, lícito ou ilícito, do dinheiro envolvido. Se não passa de imaginação da deputada, seria um caso para tirar sua imunidade parlamentar e julgá-la. Eis um assunto para a Polícia Federal investigar e para deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF), ao invés de seu presidente insiste em debater assuntos já votados várias vezes (trânsito em julgado) e outros que não têm cabimento, como restrição de acesso a informações da Unidade de Inteligência Financeira (UIF), entre as autoridades de investigação.

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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CIRCO

 

A CPI das Fake News é um circo. O sonho dos crédulos em contos da carochinha – e a narrativa de má-fé de muitos – é que mecanismos quaisquer de divulgação, seja lá do que for, são utilizados apenas por um dos lados do espectro político. Essa discussão é uma das maiores piadas da atualidade.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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MORTES EM PARAISÓPOLIS

 

As mortes que aconteceram em Paraisópolis no fim de semana não deveriam ter acontecido. Mas, antes de responsabilizar pura e exclusivamente a polícia pelo ocorrido, cabe tentar ver os fatos de uma forma mais abrangente. Primeiro, festas como a que acontecia naquele dia ali não são “culturais”; segundo, é falso dizer que os jovens não têm na favela outra forma de lazer, pois a maioria de quem frequentava o baile nem sequer morava lá, mas vem de outros bairros e até de outras cidades. O que leva jovens a saírem de sua cidade e irem para Paraisópolis? Ânsia por cultura? Não! O que os leva até lá é a certeza de encontrar drogas, bebida e sexo à vontade. A polícia se excedeu? Sim, não deveria ter agido da forma como agiu, mas como vocês imaginam que entra um policial numa favela? Entra calmo, à vontade, sereno? Ou entra sem saber se sai vivo? Quem organiza essas festas são os traficantes, e eles são os únicos que se dão bem nisso. São os traficantes que devem ser combatidos, não os policiais.

 

Jorge Eduardo Gonella Zambra jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

 

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TRISTEZA

 

Surpreendente a foto na primeira página do Estado de 3/12, na viela onde nove jovens morreram em Paraisópolis. A foto vem abaixo da manchete Seis PMs são afastados após mortes em Paraisópolis. Com a cruz de madeira de caixote em vermelho, o terço branco, a parede sem reboco e a ruela estreita vazia numa perspectiva de profundidade melancólica.

 

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

 

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INFERNÓPOLIS

 

Num país em que o presidente da República só fala em armas, o governador do Rio manda “mirar na cabecinha” e se cogita um “excludente de ilicitude” para justificar as mortes executadas por policiais, estes se sentem incentivados a matar. Uma República 007, com licença para matar! 

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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HERANÇA

 

O futuro do Brasil está comprometido. Explico. Nossos jovens foram mal na avaliação internacional da Educação (Estado, 4/12). É mais uma herança maldita dos governos petistas, cujo líder mor se gabava do seu raso currículo escolar. Políticos, para manter o eleitor de cabresto, desvalorizam a educação, que é a chave de acesso para o crescimento generalizado e sem desigualdade social. A Correia do Sul, que há décadas estava pior que o Brasil, é um exemplo vivo da importância educacional.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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O RANKING DO PISA

 

A colocação vergonhosa da posição brasileira no ranking da educação internacional é fruto, em grande parte, da deficiência de professores qualificados e da indisciplina dos alunos. A falta de ordem e respeito sistêmica é apoiada pelos pais de alunos que desovam seus filhos na escola e querem que eles saiam de lá bem comportados, respeitando o próximo e com alto conhecimento das matérias básicas como Português, Matemática, Geografia, História e Ciências. Esta banda pobre de pais instiga até agressões físicas aos mestres e transformam a escola num lugar de péssimos hábitos. A arrogância é a qualidade principal dos genitores; em momento nenhum eles mostram cordialidade, amizade e cooperação com os responsáveis pelo ensino. O resultado desta tragédia escolar está expresso em números, contra os quais não há defesa plausível.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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