Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Corporações e privilégios

Estão todas as associações de servidores públicos interessadas em influenciar de forma contrária as medidas saneadoras enviadas ao Legislativo pelo Planalto. Isso dará um trabalho enorme, porque a gama de privilégios e benesses que os servidores públicos desfrutam constitui um castelo bem construído e bastante difícil de fazer desmoronar. Trabalhar pouco, ganhar muito e ter muitas regalias são vantagens que ornam os servidores públicos e eles nunca abrirão mão delas. Isso só poderá ser feito por lei e pelo enfrentamento do chamado “direito adquirido”. Pelo bem do Brasil, contudo, a máquina administrativa precisa ser mudada, remodelada, tornar-se viável para os interesses maiores do País.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

Inacreditável

É inaceitável que pessoas ligadas a entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), de servidores públicos que atuam na esfera da “justiça”, tenham a soberba desfaçatez de se acharem superiores aos demais brasileiros e queiram manter privilégios inadmissíveis (As corporações reagem, 6/12, A3). Como podem pensar que tais benesses possam ser pétreas? Não posso crer que a totalidade dos associados concorde com tal mesquinharia. Penso que essas entidades são corporativas na medida em que os associados não são tão “associados” assim. E, tal como os partidos políticos, por sua atuação essas corporações parecem também ter os seus “donos”.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

Previsível 

Nada a estranhar na reação dos magistrados e promotores à emenda da reforma da Previdência. Não seria sensato esperar nada diferente de quem recebe duas, três, quatro vezes acima do teto constitucional e goza 60 dias de férias, além dos recessos e feriadões, como o de Sexta-Feira Santa, que para eles – pasmem! – começa na quarta.

HERMAN MENDES

hermanmendes@bol.com.br

Blumenau (SC)

 

Lagostas e vinhos

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a compra de lagostas e vinhos premiados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), desde que servidos em eventos com a presença de pelo menos duas “altas autoridades”. Medidas como essas, a do STF comprando e a do TCU aprovando, são o retrato fiel do desvario que vigora no dia a dia de nossas mais altas instituições. E colaboram para o sentimento que grassa em nossos corações de que elas não nos representam. Meu Deus do céu, “altas autoridades” merecem, no máximo, um bife a cavalo, iguaria que não comparece no prato de 12 milhões de desempregados e outros milhões de brasileiros que estão abaixo da linha de pobreza. Pobre Brasil...

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

Bom Prato

Enquanto o Tribunal de Contas da União libera lagostas e vinhos no menu do Supremo Tribunal “apenas” na presença de duas autoridades, os restaurantes Bom Prato alimentam milhares e milhares de pessoas “apenas” na presença de um real.

CARLOS GASPAR

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

Ágape real

Enquanto a Suprema Corte se preocupa com vinhos premiados, lagostas e risotos, a grande maioria dos brasileiros mal consegue adquirir o arroz e feijão de cada dia. É inadmissível uma licitação que prevê refeições típicas de uma família real no Brasil da atualidade. Gastar o dinheiro público com comes e bebes de luxo é fazer chacota da pobreza reinante no País. Muito constrangedor.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

Me engana que eu gosto 

Ao mesmo tempo que o TCU libera licitação, segundo divulgado pela mídia, da ordem de R$ 1,3 milhão para o “singelo” cardápio do STF, o hipossuficiente trabalhador brasileiro se desdobra para conseguir sobreviver com salário de fome. Essa história de exigir a presença de duas altas autoridades no banquete, me engana que eu gosto... Há entendidos que alegam ser R$ 1,3 milhão uma quantia irrisória demais para a magnitude desse serviço institucional. Expliquem isso para quem não tem nem arroz e feijão para sustentar a sua prole. 

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

Fundo eleitoral

O TCU libera gasto com lagosta e vinho no Supremo. Nossos representantes no Parlamento pretendem aumentar o imoral fundão eleitoral de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,8 bilhões. Já o insuficiente salário mínimo, do qual dependem milhões de brasileiros, passará dos R$ 998 atuais para R$ 1.031 (!). Seremos mesmo um país de tolos?

NIVALDO RIBEIRO SANTOS

nivasan1928@gmail.com

São Paulo

 

Menoscabo

O povo brasileiro é tido como idiota pelos deputados, mesmo! Enganam-nos brigando entre si para fazer valer suas ideologias de araque, mas intramuros se mancomunam para aprovar esse imoral e indecente fundo partidário. Quase R$ 4 bilhões para dividir entre os partidos para nos contarem mentiras... É de dar náuseas.

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

 

Vacas magras

Na prática, está comprovado que doravante não é mais necessário gastar bilhões para sustentar campanhas eleitorais. O presidente Jair Bolsonaro e muitos outros políticos eleitos gastaram quase nada em 2018. Esses bilhões não podem ser “roubados” do povo pelos partidos, não faz nenhum sentido. Os tempos das vacas gordas acabaram. Eles que se virem com poucos recursos.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

São Paulo

 

Equívocos 

“Me equivoquei”, disse Flávio Bolsonaro sobre o voto a favor do fundo eleitoral. Seus eleitores também se equivocaram...?!

LUIZ FRID 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

“Acaso as associações de funcionários públicos 

se ‘esqueceram’ do juiz mineiro que abriu mão 

do próprio reajuste salarial por causa da crise instalada em nosso país?”

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE / PIRACICABA, SOBRE A RESISTÊNCIA DAS CORPORAÇÕES ÀS REFORMAS QUE AFETAM 

OS SEUS IMENSOS PRIVILÉGIOS 

mlucia.rjorge@gmail.com

 

“Fundo eleitoral é um dinheirão que será ‘roubado’ de você para você eleger quem 

vai voltar a te ‘roubar’...”

 PETER CAZALE / SÃO PAULO, SOBRE OS BILHÕES PRETENDIDOS PARA OS PARTIDOS POLÍTICOS

pcazale@uol.com.br

 

NOBEL DO ESCÁRNIO

 

Cerca de 10 milhões de brasileiros tentam sobreviver com R$ 153,00 por mês... E leio no Estadão (6/12, A8) o cardápio autorizado para eventos no Supremo Tribunal Federal (STF) onde estiverem presentes pelo menos duas “altas autoridades”: camarão, lagosta, bacalhau, pato, vitela, codorna, cordeiro e filé mignon. Inventaram uma nova espécie: “autoridades” têm uma fisiologia digestiva diferente daquela dos humanos. É façanha merecedora do Nobel do Escárnio!

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

*

DOIS BRASIS

 

Quando o Brasil atravessa a mais aguda e severa crise econômica de sua história, com milhões de desempregados, subempregados e desalentados, além de outros milhões de inadimplentes, enfrentando um processo agudo de desindustrialização de seu parque fabril, com os setores de comércio e de serviços patinando em ponto-morto, os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiram ignorar esta dura e cruel realidade e liberar os nababescos banquetes régios contratados pelo STF, que deverão trazer à mesa sofisticadas e caríssimas iguarias, como bobó de camarão, camarão à baiana, medalhões de lagosta, bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moquecas capixaba e baiana, vitela e codorna assadas, carré de cordeiro e medalhões de filé. Como se vê, há, de fato, dois Brasis convivendo forçosamente no mesmo espaço físico: o dos medalhões de togas pretas, colarinhos brancos e punhos engomados abençoados por Deus, pelo TCU e o STF, e os demais desamparados pobres mortais condenados a uma sobrevivência cada vez mais difícil, com os pratos quase vazios. Até quando?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

PRIVILÉGIO VERGONHOSO

 

Quais são as autoridades que podem comer lagostas e beber vinhos premiados à nossa custa? Que país é este?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

INJUSTIFICÁVEL

 

Não se justifica o parecer favorável do TCU a um gasto do STF referente a um encontro de “bacharéis” cujo orçamento aprovado é de R$ 480 mil. Bem que poderiam deixar de lado a lagosta e os vinhos importados, e o “cidadão” pagador de impostos aceitaria a atitude daqueles que se consideram acima da lei.

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

 

*

A CRISE DA CARNE BOVINA

 

O governo não pode tratar a atual crise no preço da carne bovina como simplesmente algo de mercado. Há que tomar medidas que não passem por simples tabelamento – já vimos o que ocorreu com o preço da energia em governos passados. O Brasil já tem milhões abaixo da linha da pobreza, e agora os segmentos de classe média vêm sendo bastante afetados. Junto da tropa militar o presidente perde votos, ao adotar uma lei previdenciária que prejudica a maior parte dos militares, os de graus menores. Aumenta, assim, o risco de convulsões graves, como as do Chile, do Equador e da Colômbia.

 

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

 

*

NÃO NOS ESQUEÇAMOS

 

Em março de 1986, com o lançamento do famigerado Plano Cruzado, do autor de Os marimbondos de fogo, surgiram os fiscais do Sarney. O congelamento de preços, tentativa frustrada de combater a inflação, foi um fiasco total, que acabou proporcionando um desastre maior com o cruzado novo. O dólar, a carne e os juros estão nas alturas, e o governo resolve tabelar os juros do cheque especial. Numa economia de mercado, é uma medida paliativa e que certamente redundará em fracasso. Esperamos que fique apenas nisso.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

*

‘NÃO TÊM CARNE? COMAM OVOS!’

 

Sim, os mais pobres são os mais afetados pela política econômica atual. Se antes podiam comer um pouco de carne, hoje nem isso. Seria bom que o governo voltasse a olhar para estes milhões de brasileiros que são dezenas de milhões. Tenho ouvido de pessoas defensoras deste governo que é até saudável não comer carne, substituindo-a pelo ovo. Diante dessa demonstração de falta de compaixão, só falta recitar a famosa frase atribuída à imperatriz Maria Antonieta: “Não têm pão? Que comam brioches!”. Ou o governo cria um colchão de proteção aos mais vulneráveis ou voltaremos à triste situação de ver crianças muito subnutridas com carência de proteína animal. Isso não é justo! Aliás, a existência da pobreza é sempre injusta, triste e uma chaga que não podemos mais ignorar nem deixar de provocar em nós, irmãos brasileiros, a indignação necessária para impulsionar soluções urgentes. 

 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

 

*

O POVO QUE SE DANE

 

O agronegócio mostra sua cara: vai exportar sua produção, e o povo brasileiro que se dane. O brutal aumento no preço da carne deixa claro que esse produto não é para ser consumido por “paraíbas”. O governo não está preocupado com a fome dos paraíbas, que não terão dinheiro para comprar carne; o governo quer mais é faturar nas exportações para abastecer o fundo eleitoral. E pensar que a revolução francesa aconteceu por causa do brioche.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

 

*

NÓS, A CHOLDRA

 

A Câmara dos Deputados reembolsou R$ 157 mil ao deputado Marco Feliciano, do Podemos, por um tratamento odontológico realizado. Notícias assim só se dão a conhecer por intermédio de mídias, e não por publicação dos Poderes de Estado aos interessados, que somos nós, os contribuintes, a choldra, a ralé miúda. Que ótimo, não? E assim seguimos com a nossa democracia de ocasião e com os nossos queridos parlamentares devidamente deitados em seus berços esplêndidos. Quanta desfaçatez! Quanto descaramento! Quanta demagogia, esta que diz e discursa sobre fundos partidários necessários ao funcionamento da plena democracia e sobre os gastos milionários com a manutenção de gabinetes, assessores e coisas assim, tão indispensáveis ao pleno exercício da função legislativa! E os hospitais sem atendimento mínimo aos banguelas da vida, que nem sequer conseguiram ainda o emprego que paga o tão sonhado salário mínimo! Ora, mas são os senhores legisladores que fazem as leis! Verdade. E essa é a pior parte da história.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

VALE QUANTO PESA

 

O maior aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Marco Feliciano, tem grande possibilidade de ser expulso do seu partido. Afinal, o conselho de ética do Podemos não conseguiu engolir os gastos de Feliciano, que foram reembolsados pela Câmara, na ordem de “singelos” R$ 157 mil. A intenção era “corrigir problemas de articulação de suas mandíbulas e reconstrução de seu sorriso, com coroas e implantes”. Afinal, tem o deputado uma “boca de caçapa” ou se trata do velho refrão “vale quanto pesa”? Com a palavra, o político de boca nova!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

EMENDAS PARLAMENTARES

 

Grande Feliciano. É melhor ser deputado do que pastor, não? Poder tratar dos dentes, pagar uma nota (dentista careiro o seu, né?) e ainda ter R$ 15 milhões em emendas parlamentares não é para qualquer mortal. Enquanto isso, continuamos a trabalhar muito (os que têm emprego) e a pagar pesados impostos.

 

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

 

*

TRANSPARÊNCIA

 

O governo Bolsonaro liberou mais uma vez verbas das emendas parlamentares, previstas na Constituição. O inaceitável é a caracterização de um acordo corporativo, visando a assegurar votos no Congresso para projetos específicos. O fato merece reflexão e a devida transparência.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

*

PARLAMENTARES INSATISFEITOS

 

Ministérios dependem do Congresso para usar R$ 22,8 bi ainda em 2019 (Estadão, 5/12). Ao cidadão fica muito difícil de entender o que de fato se passa na política, o que é grave, pois a imprensa aparenta não cumprir sua obrigação informativa. Há setores de imprensa que insistem em afirmar que o atual governo tem voltado ao criminoso “toma lá, dá cá”. O Estado, órgão da imprensa em que eu mais confio, afirma que deputados e senadores estão insatisfeitos com a velocidade na liberação de verbas de emendas. Essa afirmação derruba qualquer velada intenção de que o “toma lá, dá cá” tem prevalecido.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

*

FUNDO ELEITORAL

 

Quem vai pagar e conta do aumento do fundo eleitoral de 2020, para R$ 3,8 bilhões? Nós, cidadãos. Serão feitos cortes nos Ministérios da Saúde e da Educação. Logo nos principais ministérios, com sérios problemas. Não que os outros não os tenham, mas estes dois estão com os maiores problemas e deveriam sempre, na medida do possível, ser preservados, juntamente com o da Segurança Pública. Com a proibição de financiamento privado para campanhas políticas, sobrou para o povo. O fundo eleitoral é dinheiro público, logo, quem está financiando é povo. O problema é que o Congresso legisla em causa própria. Se reúne e aprova o aumento. Claro. Vão reprovar? Não deveriam ter este poder. Serão quase R$ 4 bilhões que poderiam ter melhor destinação. O Família Carioca, programa que tem 94 mil beneficiários que recebem entre R$ 20 e R$ 400 e é auxiliar complementar ao Bolsa Família, que tem 13,5 milhões de beneficiários, com pagamento médio de R$ 190,00, poderia se beneficiar. O País tem, ainda, um contingente muito grande de desempregados, 12,5 milhões, que somados aos beneficiários do Bolsa Família chegam a um total de 26 milhões de pessoas que mal têm o que comer. Aonde o Brasil quer chegar com esse contingente? A lugar nenhum. As políticas adotadas pelos governos nos últimos 35 anos foram desastrosas, o andar de cima passou e ter mais renda e o contingente de pobres aumentou exponencialmente. Acham que o País tem futuro com este quadro? Se alguém acredita em Papai Noel...

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

GOLPE NO CONTRIBUINTE

 

A irresponsável classe política brasileira voltou a afrontar o povo quando a Comissão Mista de Orçamento do Congresso decidiu aprovar aumento de 120%, de R$ 1,7 bilhão (valor liberado em 2018) para R$ 3,8 bilhões, no fundo público eleitoral, a serem gastos pelos partidos políticos na eleição municipal de 2020. Estes R$ 2,1 bilhões a mais foram retirados da saúde, da educação, do saneamento básico, etc., só para satisfazer a orgia dos políticos. E, deste excrescente bolo de R$ 3,8 bilhões, desviados de áreas prioritárias para a população brasileira, os seis partidos que mais vão receber recursos em 2020 são: PT (R$ 376,8 milhões), PSL (R$ 350,4 milhões), MDB (R$ 289,5 milhões), PSD (R$ 278,5 milhões), PSDB (R$ 267,5 milhões) e o DEM (R$ 230,3 milhões). Apesar disso, alguns partidos, como o PSOL, o Cidadania, a Rede, o Podemos e o Novo, votaram contra este esbulho com os recursos dos contribuintes. Mas vamos ficar atentos, porque este aumento cavalar no fundo eleitoral será votado no plenário do Congresso no próximo dia 17 de dezembro. E derrubar este descaso inadmissível dos congressistas só será possível com grande pressão da nossa sociedade. Chega de picaretagem!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotamil.com

São Carlos

 

*

PACOTE ANTICRIME DESIDRATADO

 

Se nos lembrarmos um pouco da última propaganda eleitoral gratuita na televisão, nos virão à mente diversas promessas feitas pelos “nobres” políticos em que acentuavam que fariam prevalecer a moralização, a disciplina e o comportamento em prol do bem do Brasil e de sua população, impondo penas mais rígidas ao crime, por exemplo. Como sempre, fomos ludibriados e enganados novamente por esta corja, pois tudo não passou de uma forma de manterem seus “empregos milionários” e continuarem mamando nas nossas. Como avaliar, a propósito, a chacota dos políticos que compõem a Câmara dos Deputados ao aprovarem, esta semana, o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro retaliando-o em suas principais propostas? Os “chupins” da Câmara não aprovaram a prisão após condenação em segunda instância, nem a ampliação do excludente de ilicitude, nem o sistema em que acusados confessam crimes em troca de pena menor.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

PENSANDO NO FUTURO?

 

À medida que o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro passou na Câmara dos Deputados, mas profundamente desfigurado, a conclusão a que se chega é de que os senhores parlamentares operaram em causa própria, posto que ficaram de fora duas propostas importantíssimas e fundamentais contra os corruptos de plantão: a prisão após condenação em segunda instância e a possibilidade de acusados confessarem seus crimes em troca de penas menores. É óbvio que suas excelências não iriam, mesmo, legislar contra elas mesmas, caso venham a cair nas malhas da Operação Lava Jato. É sintomático!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

*

O SUBMARINO DE RODRIGO MAIA

 

Assim como Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), voto vencido e vergonhosamente pelo próprio retificado no julgamento do livre compartilhamento de informações financeiras, não há limites para o cinismo e a hipocrisia de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, na mutilação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Rodrigo Maia posa de estadista conciliador e age como operador de torpedos do submarino protetor do atraso da legislação penal, nas águas turvas do Congresso Nacional.

 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

 

*

‘AINDA A PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA’

 

Em seu artigo de sexta-feira (6/12, A2), o ex-ministro Eros Grau sugere alterar a definição de coisa julgada constante de leis ordinárias, para resolver o problema criado com a decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir a prisão de criminosos antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. Acontece que o sentido das palavras empregadas na Constituição não pode ser alterado por leis ordinárias, pois isso equivaleria a uma emenda constitucional feita por lei ordinária. O que importa na Constituição e nas leis em geral não são as palavras, mas o sentido que lhes é atribuído. Quando a Constituição fala em “trânsito em julgado da sentença penal condenatória”, está se referindo ao que se entendia como tal quando ela foi elaborada, pouco importando o que digam leis ordinárias posteriores. A sugestão do ex-ministro, infelizmente, é inteiramente inócua.

 

Arthur Faveret Cavalcanti arthur@faveret.com.br

Rio de Janeiro

 

*

‘QUADRILHÃO’ ABSOLVIDO

 

O dia 4 de dezembro de 2019 será de triste lembrança para os brasileiros honestos. Não bastasse os deputados não aprovarem a legítima prisão em segunda instância, Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Vaccari foram absolvidos no caso do “quadrilhão do PT”, crime tão evidente, com inúmeras provas e delações. Pobre Brasil.

 

Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira

Tudo o que sabemos sobre:
orçamento federal [Brasil]

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.