Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Mapa da Mina

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Mapa da Mina, segundo o Ministério Público Federal do Paraná, com o objetivo de investigar mais profundamente repasses suspeitos de mais de R$ 132 milhões, sem justificativas econômicas plausíveis, do grupo Oi/Telemar para empresas do grupo Gamecorp/Gol, que tem entre seus controladores Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação aponta que parte dos recursos foi utilizada para a aquisição do sítio em Atibaia que levou à condenação do ex-presidente Lula da Silva. Além de Lulinha, são sócios do Grupo Gamecorp/Gol Kalil Bittar, Fernando Bittar e Jonas Suassuna, alegados donos do sítio. Tudo indica que desta vez nem tudo acabará em pizza, quer nas sociedades, nas famílias, nas amizades e nos conchavos que unem tantas pessoas em torno de pedalinhos e adegas para um tranquilo futebolzinho de fim de tarde.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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A Lava Jato veio para ficar. É como tiririca: quanto mais se corta, mais forte renasce.


JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Espetáculo

Lula da Silva manifestou-se contra a operação da Polícia Federal que investiga seu filho Fábio, o Lulinha, chamando-a de pirotecnia. Seu primogênito e os sócios Suassuna e Bittar receberam a “módica” quantia de R$ 132 milhões da quase falida Oi, mas para Lula da Silva isso é perseguição e espetáculo pirotécnico, já que o Lulinha é o “Ronaldinho dos negócios”. Para a PF, todavia, é dinheiro de propina.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A família de Lula continua botando para quebrar!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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Leão manso

Se eu, contribuinte, deixar de pagar um real de impostos, o poderoso Leão da Receita Federal me chama no dia seguinte e, além de quitar o débito, ainda tenho de pagar multa, correção monetária, etc. E ai de mim se não pagar! Agora, o filho do ex-presidiário fica sócio de grandes empresas, faz negócios milionários e o Leão vira um gatinho. Dá pra entender?

NELSON CEPEDA

fazoka@me.com

São Paulo

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Combate ao crime

Magnífico o artigo Dia Internacional de Combate à Corrupção, de Modesto Carvalhosa (9/12, A2). O texto é uma cartilha que deveria pautar as ações do presidente da República, de governadores e prefeitos que estiverem comprometidos com o bem do Brasil, e não com seus interesses pessoais conflitantes com os do País. Vale também para orientar ministros, juízes, enfim, todos os responsáveis pelos destinos da Nação brasileira.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

Penas e consequências

Depois de Lula, foram libertados José Dirceu, Eduardo Azeredo e outros notórios colarinhos-brancos condenados. Agora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) soltou o ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão. Apesar da conhecida morosidade, os diferentes escalões judiciais vão se adaptando ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de aguardar o trânsito em julgado para execução das penas. Teme-se que tal entendimento leve os tribunais a libertar centenas, talvez milhares de perigosos criminosos comuns. O Congresso Nacional, respondendo à pressão popular, se apressa na tramitação dos projetos que restabelecem a prisão em segunda instância e tratam de outras medidas anticrime. Os otimistas dizem que a questão poderá estar solucionada antes do fim do ano legislativo, dia 20. Já os pessimistas acham que ficará para o próximo ano e haverá corpo mole de parlamentares investigados ou processados. É preciso pacificar a questão para a Justiça ter elementos para prender ou soltar. É importante, no entanto, que mesmo libertados na fase recursal, os apenados sejam impedidos de exercer atividades que possam levar à instabilidade e, principalmente, atrapalhar o funcionamento do País. Se assim o fizerem, quem libertou tem o dever de reencarcerar. A Justiça é autônoma para soltar, mas moralmente comprometida a evitar que venham a delinquir novamente ou criar problemas para a sociedade.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Cabo de guerra

Tudo parece indicar que a tardia, mas absolutamente necessária discussão no Congresso Nacional sobre a prisão após condenação em segunda instância – sob instigação do entendimento estabelecido em novembro pelo STF, que a considerou inconstitucional, permitindo a soltura de vários criminosos que cumpriam pena – se tornou na Câmara dos Deputados e no Senado uma espécie de disputa de cabo de guerra quanto ao melhor formato a ser encaminhado. A questão é se a mudança será por alteração de alguns artigos da Constituição, via PEC, solução defendida pela Câmara, com tramitação lenta, ou mediante aprovação de projeto de lei modificando o Código de Processo Penal, alternativa proposta pelo Senado que sacramentaria a decisão mais rapidamente. De qualquer forma, é provável que, em face da ambivalência surgida, a deliberação sobre tão importante tema acabe sendo postergada para o próximo ano, o que obrigará a sociedade a conviver até lá com esse aleijão jurídico que o Congresso há muito teria de ter corrigido.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Segunda instância já!

O Congresso Nacional tem o dever, a obrigação mesmo, por questão de dignidade, de tomar a si como prioridade máxima o projeto de lei que diz respeito à prisão após condenação em segunda instância e aprová-lo imediatamente. Caso contrário, a persistirem as manobras subterrâneas de parte substancial dos parlamentares que atuam, indigna e imoralmente, com a indelével intenção de prejudicar, procrastinar, impedir a tomada de decisão sobre essa necessidade imperiosa de atualização constitucional, ficará absolutamente nítido que tais congressistas nada mais são que aproveitadores, parceiros, amigos e defensores incontestáveis da corrupção, da impunidade, da ilegalidade e da criminalidade que assolam terrivelmente o Brasil.

DAVID ZYLBERGELD NETO

dzneto@uol.com.br

São Paulo

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“Como diz o ditado popular, filho de peixe peixinho é...”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE A OPERAÇÃO MAPA DA MINA, DA POLÍCIA FEDERAL

mg2448@icloud.com

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“Tal pai, tal filho. Porque o fruto nunca cai longe da árvore”

MARA MONTEZUMA ASSAF / SÃO PAULO, IDEM

montezuma.scriba@gmail.com

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“O PT fez deste país um balcão de negócios escusos para os filhos do rei”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

SEGUNDA INSTÂNCIA NO SENADO

 

Por 22 votos a 1, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto que permite prisão após condenação em segunda instância, decorrente de alteração no Código do Processo Penal (CPP). Pelo elástico placar, são favas contadas a regimental votação em turno suplementar na referida comissão. Sob forte pressão de partidos avessos, ficará nas mãos do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) pautar (?) o projeto para apreciação em plenário. Espera-se que a passagem bíblica se reverta, senador! Que a gigante sociedade, na fé de Deus, investida como um humilde Golias do bem, vença o jovem arrogante Davi do Senado, cascudo em cambalachos políticos, pastor de obscenas e pornográficas ovelhas negras que se valem dos protegidos pastos do Congresso Nacional contra a ação da Justiça sobre suas cabeças. Davi, o povo, está munido de atiradeiras, pedras e ovos para uma omelete republicana. Preventivamente, faça a sua parte, pois.

 

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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ESFORÇO CONTRÁRIO

 

Davi Alcolumbre faz tudo o que pode para impedir andamento de mudança legal na prisão após condenação em segunda instância, inclusive forçando que o Senado siga a linha desenhada pela Câmara para o mesmo objetivo. É sabido, pois todos os juristas comentam isso, que o caminho da Câmara, além de ser o mais demorado, é muito mais sujeito a declaração de inconstitucionalidade. A par disso, o mesmo Alcolumbre barra com todas as suas forças o andamento de pedidos de impedimento de Gilmar Mendes, de Dias Toffoli e da PEC da bengala. Por outro lado, o seu par da Câmara, Rodrigo Maia, insiste em manter o caminho da PEC para o tema da segunda instância e regozijou-se com a aprovação do aumento da verba para o fundo eleitoral, “roubando” dinheiro de áreas sabidamente mal servidas como educação, saúde e segurança. Fica muito difícil para nós, cidadãos, entendermos que estes dois senhores estejam trabalhando pelo Brasil e pela sociedade.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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ACORDO

 

No dia 7/11/2019 o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com a prisão em 2.ª instância. No dia 20/11, contrariando a decisão do STF, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por 50 votos favoráveis e 12 contra a PEC da prisão em 2.ª instância. Dia 10/12, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou por 20 a 1 a prisão em 2.ª instância.  As notícias que estão correndo nos meios de comunicação desde 10/12 são de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estão conchavando um acordão no sentido de deixar para março de 2020 a votação da PEC. Alguém tem dúvida de que os partidos de direita, esquerda, centrão e o STF (que também tem legislado) se uniram para salvar muitos de seus membros envolvidos com desvio de dinheiro e outras picaretagens, mas cujo objetivo maior é acabar com a Operação Lava Jato e o governo Bolsonaro?

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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POSTERGADA

 

O acordão deu certo. A votação para condenação em segunda instância ficou para o ano que vem... Talvez.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A BANDIDAGEM AGRADECE

 

Que ninguém se engane, se depender de suas excelências parlamentares, a prisão após condenação em segunda instância não voltará nem hoje nem nunca. Eles não irão legislar contra eles mesmos. Pura e simples!

 

Maria E. Amaral marilisa.amaral2020@bol.com.br

São Paulo

 

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FÉ NATALINA

 

Aproveitando o mês natalino, recordo-me bem de que até os meus seis anos acreditei em Papai Noel. Pedia alguns presentes à época e recebia feliz um ou outro. Pois bem, após 70 anos, voltei a acreditar. Lendo no Estadão de 11/12 (A8) a matéria Pacote de Moro e segunda instância avançam, escrevi uma cartinha ao Bom Velhinho. Nela fiz meu pedido: Papai Noel gostaria de presente a “segunda instância”. Respondeu-me que iria procurar. “Infelizmente, meu filho, não a estão fabricando mais”, um tal de STF não permite mais sua fabricação. Mas continue tentando, pois você ao menos voltou a acreditar em Papai Noel. Bom Natal”. Obrigado, respondi...

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

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LULINHA NO MAPA DA MINA

 

Finalmente, as suspeitas que existem há tempos sobre supostas práticas de ilicitudes pelo filho de Lula Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, avançam com as investigações da força-tarefa do Ministério Público Federal de Curitiba, na 69.ª etapa da Operação Lava Jato, denominada Mapa da Mina. Elas atestam que os recursos para a compra da área do sítio de Atibaia supostamente saíram da Oi/Telemar e foram repassados para a empresa Gamecorp/Gol, que tem Lulinha entre seus controladores. É bom lembrar que o pai, Lula, já foi condenado em segunda instância a 17 anos e 1 mês de prisão, em razão das ilicitudes na reforma luxuosa do famoso sítio. Agora, estas investigações, com robustas evidências, indicam a cumplicidade neste negócio de seu filho Fábio, que somente não foi preso, a pedido da Polícia Federal, porque a juíza Gabriela Hardt (sucessora de Sérgio Moro) o negou. Lula, como não deixaria em branco este evento contra seu filho, reagiu: “Demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes”. Felizmente, holofotes bem iluminados, que descobriram a corrupção epidêmica na gestão do ex-presidente hoje condenado em duas ações a quase 30 anos de prisão.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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LAVA JATO

 

Novas luzes sobre o sítio em Atibaia, revelando as atividades de Lulinha, mostram que uma família que rouba unida também permanece unida.                        

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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DEMOROU

 

Como nada é eterno, está chegando a hora de Flávio Luís Lula da Silva prestar contas à Justiça brasileira. Afinal, a investigação é pelo simples fato de que a empresa do “filhote do demiurgo de Garanhuns” haver recebido singelos R$ 132 milhões em troca de “favores recíprocos” entre o investigado e a empresa telefônica Oi/Telemar, que chegou a colocar uma mega antena no meio do mato e, por coincidência, bem ao lado do sítio de Atibaia. Afinal, todo corrupto tem o direito em “tramar” pelo celular sua próxima investida!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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GAMECORP-OI

 

Tal qual filho de peixe, filho de lula lulinha é...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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INVESTIGADO

 

A doce vida de Lulinha (e dos demais filhos de Lula). Falta quem ainda da família a ser investigado?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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OCASO DE LULA

 

O PT já percebeu que seu rei agoniza. A alma “mais honesta do País” só consegue viajar em jatinhos alugados porque não tem condições de viajar em aviões de carreira nem de caminhar como cidadão comum pelas ruas. O desprezo do povo por ele é um fato. A maioria das pessoas demonstra repulsa por sua figura e os petistas já perceberam essa realidade. Seus discursos não conseguem reunir uma quantidade mínima de pessoas. Enquanto estava preso, conseguia manter-se fazendo uso de discurso em que se dizia vítima. Agora, que está solto, não tem mais a mentirosa narrativa de que é um preso político. Como bem afirmou o ministro Sérgio Moro em recente entrevista, “o ex-presidente Lula faz parte do meu passado e do passado do País”.

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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O PACOTE ANTICRIME

 

As modificações feitas no chamado pacote anticrime de Sérgio Moro foram defendidas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, porque, segundo este, não estavam maduras para serem aprovadas e, por isso, foram retiradas do pacote, como a plea bargain e as excludentes de ilicitude. Sempre fomos uma sociedade tutelada e sempre as autoridades, várias e diversas, julgaram saber qual o tempo certo para cada independência que teríamos ou que deveríamos ter, porém o que Sérgio Moro está tentando mostrar a todos é que precisamos, desde já e com urgência, assumir deveres e arcar com suas responsabilidades devidas, porque paternalismos e bondades excessivas já nos custaram todos os apadrinhamentos e todas as leniências possíveis de serem suportados. Chega! Não dá mais!

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A INDISPENSÁVEL POLÍTICA

 

O editorial A política não é dispensável (11/12, A3) avalia corretamente que a política é a intermediação mais adequada para solução dos dilemas intrínsecos à democracia. No entanto, quando os mecanismos políticos falham, pela falta de modernização, é preciso que as instituições ajam para sinalizar a direção que corrija essas falhas. O voto distrital puro é uma forma de aproximar a política dos cidadãos e, nesse sentido, as candidaturas livres que sejam consolidadas com base nesse novo regime são legítimas e deveriam ser o objetivo de uma reforma política que privilegie a cidadania, algo muito difícil de ser implementado por partidos políticos oligárquicos, que estão se acostumando a formas de financiando públicas para defender interesses de pequenos grupos e corporações. O voto livre, que dispensa a filiação partidária, é instrumento legítimo da democracia e já é adotado nos países mais adiantados, mas exige uma reforma política que implemente o voto distrital puro. Uma missão para os atuais mandatários que renovaram o Congresso, não para perpetuar privilégios e distorções, mas para promover as transformações pelas quais a sociedade brasileira clama.

 

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

 

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CANDIDATURAS AVULSAS

 

Oportuno o editorial A política não é dispensável (11/12, A3), mostrando que partidos políticos e democracia são indissociáveis. Quem pede votos tem de ser filiado e, portanto, comprometido com um ideário já bem pré-estabelecido, de amplo conhecimento público e compartilhado com um grupo. Caso contrário, o eleitor teria de atribuir ao candidato avulso um poder messiânico e o ato de votar se transformaria num puro exercício de fé e não a sempre difícil tentativa de racionalidade, civilizatória por sinal. Se o avulso não “gosta” de nenhum partido, como irá governar sem conluios? Eu diria que o candidato avulso é uma personalidade que gostaria de se ter “autocriado”, dispensando progenitores. As famílias são imperfeitas e os partidos também. E é com isso que temos de aprender a viver. Quem tenta subverter o real psicotiza.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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FUNDO PARTIDÁRIO

 

Como perguntar não é ofensa, como deve se sentir parte dos nossos nobres políticos vendo as reportagens na televisão mostrando o colapso em que está a saúde pública principalmente no Rio de Janeiro, e saber que muitos deles estão de olho nos milhões de reais que serão destinados aos fundos partidário e eleitoral? E saber que estes recursos foram gastos para eleger também os governadores do passado que estão ou estiveram presos por garfar os cofres públicos daquele Estado... Uma vergonha.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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MORRER NO RIO

 

Se você é pobre no Rio de Janeiro e ainda não foi morto pela polícia, não fique doente, porque você vai morrer de hospital,  de falta de hospital ou de hospital mortal.

             

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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NÃO SOMOS IDIOTAS

 

Não existe nenhuma dúvida de que somos um povo pacífico até demais, se levarmos em conta a paciência secular que temos com as falcatruas dos nossos representantes nos Poderes Legislativos e Executivos. Porém, decididamente, não somos idiotas. As notícias publicadas nos jornais de que o Congresso vai elevar a verba para a propaganda partidária, para as eleições municipais do ano que vem, totalizando R$ 3,8 bilhões, já são um absurdo de tal monta que poderíamos até classificá-las de assalto aos cofres públicos. Isso apesar das advertências do ministro da Fazenda. Como mostrou o Estado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o deputado Paulinho da Força (SP), que comanda o Solidariedade, lideraram essa articulação. Dois partidos que devemos analisar com muita atenção nas próximas eleições. A desfaçatez atingiu tal ponto que, para alcançar o montante que julgam necessário para nos convencer a continuar votando em seus partidos, reduziram os orçamentos para 2020 até da Saúde e da Educação. Só a Saúde perdeu R$ 70 milhões. Os candidatos a prefeitos e vereadores poderão agora, na campanha do próximo ano, emporcalhar ainda mais as cidades com suas propagandas enganosas, sobre as qualidades que a maioria dos candidatos não tem. Em São Paulo, nas últimas legislaturas, os vereadores passaram a adotar aparecer nas leis que mais interessam à população como autores, embora o projeto de lei inicial fosse de um só. O que pode ser facilmente comprovado no próprio site da Câmara Municipal, quando se confronta a autoria do projeto de lei com a lei publicada posteriormente. Muitos vereadores se dedicam prioritariamente a designar até confluências de vias como praças (25,87%) do total, mesmo que não tenha nenhuma árvore no local. Até rampas de acesso de viadutos recebem denominação de praças. Já o prefeito, quando denomina uma praça, o faz por decreto e segue normas estabelecidas em decreto normativo, que, entre outras especificações, diz que só podem ser consideradas praças os locais onde existem árvores, o que, aliás, é como todos nós as entendemos. Proíbe, também, denominar ramas de acesso a viadutos como praças. Também são numerosas as leis propostas por eles para datas comemorativas e eventos que tais (33,17% do total). Mas, com certeza, quando recebermos propagandas dos candidatos à reeleição, todos apresentaram como suas todas aquelas que aparecem como autores do projeto inicial, embora o autor inicial seja apenas um deles.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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R$ 3,8 BILHÕES

 

O aumento de verbas para o fundo eleitoral é um roubo. Tira dinheiro do trabalhador para entregar a bandidos. Para mim, seria razão para fechar o Congresso.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

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INDECENTE E DESATENTO

 

Ainda não consegui digerir a afronta do senador Flávio Bolsonaro (senador!) ao declarar, com a maior cara de pau, que “não prestou atenção” ao votar na sessão de Câmara e Senado sobre o aumento do fundo eleitoral para 2020. Já tivemos neste país as empresas campeãs, agora vamos ter os partidos políticos campeões, em prejuízo de tudo de bom que se pretende fazer para endireitar esta esbórnia de gastos públicos. É preciso que se registre o nome deste senadorzinho indecente e desatento, para evitar que volte a ocupar qualquer cargo no serviço público.

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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AUSÊNCIA LAMENTÁVEL

 

Foi imperdoável e injustificável a ausência do presidente Jair Bolsonaro à posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández. Errou o presidente Bolsonaro. Tal decisão do governo brasileiro apequenou o nosso país – o quinto maior país do mundo em extensão (8,5 milhões de km²). À última hora, mais uma vez, o vice-presidente Hamilton Mourão se prestou ao papel de coringa – aquele que joga em todas as posições – à diplomacia brasileira e muito bem representou nosso país na referida posse. Aliás, é de homens como o vice-presidente que o Brasil precisa.  Independentemente de posicionamento político, há que ter respeito quando se trata de relações internacionais. Um erro agora pode custar caro amanhã. Afinal de contas, “a Argentina é o principal destino das exportações de produtos manufaturados brasileiros e o terceiro, se contabilizados todos os produtos” que exportamos.

 

Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo

 

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BRASIL E ARGENTINA

 

Bem fez o Brasil ao enviar o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, à posse do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, porque a Argentina será sempre parceira do Brasil, dados os interesses múltiplos. Ademais, não se caça mosca com fel, mas com mel. Sem agressões, mas com firmeza nas mesas de negociação, é que o Brasil poderá demonstrar a sua capacidade econômica e competência comercial. De outro lado, a questão ideológica merece ser passada para um segundo plano, porque o presidente Alberto Fernández, dentro em pouco tempo, optará por medidas ortodoxas para governar o país, trilhando, assim, o caminho central da direita. O tempo dirá.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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POBRE ARGENTINA

 

O novo ocupante da Casa Rosada, o presidente Alberto Fernández, assume um país em franca decadência, à beira da falência, com uma inflação de 55% ao ano e nada menos que 41% (!) da população vivendo abaixo do nível da pobreza. Lloramos por ti, Argentina.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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GOVERNO BOLSONARO E A ECONOMIA

 

São vários e complexos os fatores que influenciam a percepção da opinião pública quanto ao desempenho de um governo. Um dos principais é, sem dúvida, a economia. A pesquisa Datafolha mostrando aumento significativo das taxas de aprovação do trabalho da equipe econômica e do combate ao desemprego, e do otimismo em relação à economia, é reflexo direto dos números recentes que demonstram claramente a lenta e concreta recuperação econômica. Ou seja, para decepção daqueles que, por razões meramente ideológicas, torcem para que o Brasil não dê certo, o brasileiro de bom senso já está enxergando um futuro mais que promissor.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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PESQUISAS

 

O Instituto Datafolha divulgou os números de uma pesquisa sobre as taxas de aprovação e reprovação, nada favorável, do governo Bolsonaro. É bom lembrar que, na última eleição presidencial, este mesmo instituto em momento algum previu a vitória do atual presidente. Como se vê, não se pode confiar no resultado dessa pesquisa. Cada um tire a conclusão que lhe aprouver. Eu não acredito.

 

José Olinto Olivotto Soares jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

 

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DEBOCHE NATALINO

 

Sobre a matéria Abaixo-assinado contra especial de Natal do Porta dos Fundos tem 335 mil assinaturas (Estadão, 10/12), a porta dos fundos de qualquer lugar é sempre usada para retirar o lixo... mas, no caso do filme, a estão usando para espalhá-lo, quando debocham da figura de Cristo, e justamente na época do Natal! Não deixa de ser um lixo, mas este é tóxico. E covarde, pois enlamear a figura do Salvador é fácil, haja vista que os cristãos não vão reagir à altura, não desenvolveram a cultura do dente por dente. Queria ver é esta turma denegrir a figura de Maomé durante o Ramadã... Mas para isso faltam coragem, ousadia, bago, pachorra, atrevimento, destemor, colhão, enfim! Deixo aqui meu desafio.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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EM NOME DA LIBERDADE

 

Impressionante como a liberdade de expressão, a liberdade artística, liberdades que ferem crenças, se tornam bandeiras que estão sendo levantadas por uma série especial de final de ano: A primeira tentação de Cristo. Pela sinopse publicada, vê-se que mais uma vez a figura máxima do cristianismo será vilipendiada, sempre em nome das liberdades. Uma pergunta ao grupo que compõe o Porta dos Fundos: se existe tanta liberdade artística, por que não fazem um programa com a figura de Maomé? Ele poderia ser amigo de Cristo, poderia ser gay, poderia ser o que eles quisessem, pois a liberdade eles têm! Ou será o medo lhe impõe certas restrições?

 

Alfonso Gardini alfonsogardini@gmail.com

São Paulo

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