Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 03h00

ALESP

Trem da alegria

Estava demorando, mas a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) deu a largada a um novo trem da alegria. Comemorando o final de ano, lá se vão mais de R$ 10 milhões para o vale-refeição dos funcionários. A bem da verdade, eu não apostaria um centavo em que as “excelências” fechassem o ano sem uma péssima notícia. Tardou, mas não falhou.

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

São Paulo

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Obsceno

O vale-refeição da Alesp sobe para R$ 3.734 no Natal. Com todo o respeito, creio que esse valor daria para o sustento de uma família, com simplicidade, por um mês. R$ 10,12 milhões para alimentar pessoas que já ganham mais do que o suficiente para pagar o que comem, com seus salários privilegiados, é uma indecência!

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Rebanho

Cortesia com chapéu alheio foi a expressão de que me lembrei ao ler a notícia de que a Assembleia Legislativa paulista dará um abono de Natal de R$ 3.100 a cada um dos seus 3.266 (!) funcionários (quase desmaiei), totalizando R$ 10,12 milhões. É fácil fazer cortesia com o dinheiro dos outros. E é triste constatar que não haverá nenhuma reação dos contribuintes, parecendo, assim, que é legal e moral a conduta dos seus “representantes”. Nós, brasileiros, somos “gado” mesmo.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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FUNDO ELEITORAL

Dinheiro público?

Os parlamentares federais defensores dos quase R$ 4 bilhões do fundo eleitoral, incansáveis ao apontar sua absoluta necessidade para dinamizar nossa errática democracia, fingem desconhecer a verdade absoluta certa vez proclamada pela dama de ferro, Margaret Thatcher: “Não existe dinheiro público. Existe apenas dinheiro do pagador de impostos”. Qualquer cidadão, portanto, diante de tão evidente princípio, tem todo o direito de ser informado sobre a maneira como os escorchantes tributos vigentes no Brasil, para os quais dedica quase meio ano de seus salários, serão usados para eleger políticos que às vezes dão mostras de baixa qualidade representativa; e também de tomar conhecimento do critério usado para remanejar os recursos, pois, obviamente, se trata de montantes que, empregados para fins partidários, terão de ser retirados de outros setores.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Perversidade

O fundão eleitoral é um crime nas duas pontas do novelo da pusilanimidade política: financia os partidos, que são entidades privadas, com o dinheiro dos pobres, de quem subtrai saúde e escola. Perversão pura.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

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Abuso

Esse fundo eleitoral é um abuso, para não dizer roubo dos contribuintes. Os brasileiros patriotas, de bem, têm de reagir contra essa insensatez. Vamos exigir o seu fim e anotar o nome dos parlamentares aproveitadores dos recursos públicos, que impedem melhores serviços essenciais para o povo, de responsabilidade governamental. O tribunal de julgamento serão as urnas. Não esqueçam!

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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SEM PARTIDO

Como assim?

Não sei se entendi bem. Quer dizer que, no Rio, dois cidadãos desejam ser candidatos na eleição municipal de 2020, mas não querem filiar-se a nenhuma legenda partidária, e o Supremo Tribunal, que não encontra tempo para resolver as perdas das cadernetas de poupança no período 1987-2001, abre espaço para o caso dos sem-partido? Tempos estranhos!

EUCLIDES ROSSIGNOLI

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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CIÊNCIA

DNA do Brasil

Excelente a reportagem Estudo pioneiro da USP vai mapear variações genéticas de 15 mil brasileiros (10/12), sobre a parceria do Grupo Dasa de laboratórios com a Universidade de São Paulo (USP) que possibilitará ampliar os dados já existentes de sequenciamento do genoma de um grupo de indivíduos com mais de 60 anos representativo da população brasileira, conforme projeto em andamento no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano do Instituto de Biociências, em parceria com a Faculdade de Saúde Pública e com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia sobre o envelhecimento e doenças genéticas (INCT/CNPq). Cumpre ressaltar que os dados de sequenciamento da população brasileira serão fundamentais para tornar viável a medicina de precisão no Brasil.

MARIA RITA PASSOS BUENO, professora titular de Genética da USP

passos@ib.usp.br

São Paulo

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IDH E EDUCAÇÃO

Meritocracia

A única chave que pode abrir as portas do Brasil para sair da atual condição de atraso social, econômico, científico, sanitário e das posições vexatórias nos índices internacionais é a educação fundamental. Não se constrói nada sem alicerce bem assentado com o cimento do mérito a partir de avaliações transparentes, de quem aprende e de quem ensina. A estabilidade funcional, aliada à progressão na carreira tão somente por cursos realizados, e não pelos resultados obtidos pelos alunos, redunda nos índices que vemos hoje. Não é o valor da máquina que determina a qualidade da produção, mas sim o produto obtido.

PEDRO LUIZ BICUDO

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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ARGENTINA

Eminência parda

O presidente Alberto Fernández destacou no seu discurso de posse a intenção de reformar a Justiça argentina. Disse que sua vice, a “cumpanheira” do Lula sra. Cristina Kirchner, foi perseguida pelos juízes. É clara a intenção de aparelhar a Justiça e livrá-la dos processos por corrupção. O kirchnerismo foi um dos maiores responsáveis pela atual situação dramática do país vizinho. Será que alguém ainda acredita que essa senhora não será a eminência parda do sr. Fernández?

PAULO BOIN

boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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“A falsificação de assinaturas em papéis oficiais só confirma a prática verdadeira...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A INCLUSÃO FRAUDULENTA DE NOMES DE PARLAMENTARES ENTRE OS DEFENSORES DO AUMENTO DO FUNDÃO ELEITORAL

standyball@hotmail.com

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“O indecente fundão eleitoral só serve para expropriar cada vez mais a saúde e a educação”

WALTER MENEZES / SÃO ROQUE, SOBRE OS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS QUE PERDEM PARA QUE OS POLÍTICOS GANHEM

wm-menezes@uol.com.br

A AMPLIAÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA


Mirando o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua clientela, o governo Bolsonaro, além de injetar mais dinheiro no Bolsa Família, vai ampliar o alcance do programa, que, contando com um acréscimo de R$ 16,5 bilhões, mudará de nome, podendo ser chamado até de Renda Brasil. Mas não se pode negar: é populismo de esquerda e populismo de direita, o que em política parece razoável, porque a regra está sendo “o mal com o mal se paga”. Entretanto, o Planalto precisa sinalizar bem a porta de saída do benefício, porque, até o momento, conhecemos somente a porta de entrada, o que é lamentável.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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NO TERRENO DA IMORALIDADE


Ao criar o programa Bolsa Família, o PT tinha ao menos dois objetivos muito claros: aplacar a fome da população pobre e fidelizar votos. O atual governo, ao anunciar a ampliação do programa, usa destas mesmas intenções. Que o Bolsa Família nunca foi nem nunca será distribuidor de renda todos sabem. Agora, não deixar ninguém morrer de fome é uma coisa, usar a população miserável como massa de manobra é outra totalmente diferente. Esta última inegavelmente resvala pelo perigoso terreno da imoralidade.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CAMINHO PARA MAIS POBREZA


O “bolsa voto” foi institucionalizado pelo PT, que descobriu uma forma de manter seu eleitor refém e também os governadores que o sucederem. É certo estimular os alunos a participarem de competições escolares e premiá-los, mas antes é preciso que o ensino seja eficaz, não a indecência que hoje se espalhou Brasil afora. Sem exigir que as crianças aprendam a ler e escrever, vamos caminhar para trás, como ficou demonstrado na avaliação do Pisa. Não haverá saída enquanto não se investir na aprendizagem dos alunos e na formação dos professores. Somos um país que adora o populismo e a demagogia. Assim, os pobres, sob a alegação de que necessitam de ajuda, ficam reféns da própria ignorância. E, sem demagogia, basta conferir o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos Estados do Norte e do Nordeste, em especial. São anos de atraso, retrocesso e falta de gestão no País inteiro. Os políticos agem feito raposas: prometem o céu antes das eleições, e dão aos eleitores o inferno eterno. Por incrível que possa parecer, só mudaremos o País quando o povo acordar da letargia e deixar de acreditar em promessas de picaretas, que se garantem no poder e se esquecem do povo rapidamente. Aumentar o número de dependentes do Bolsa Família sem porta de saída é o caminho para mais pobreza. Há uma cidade chamada Costa Rica, na região nordeste de Mato Grosso do Sul, modelo de gestão fiscal. Se lá deu certo, por que não em todos os governos? É preciso querer combater a desigualdade, não só com promessas, mas com ações. Eis o desafio.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CONTRAPARTIDAS


Sempre fui contra o Bolsa Família, bolsa pesca e outras dádivas com chapéu alheio. A forma como se procede, sem exigir nada em contrapartida, é que cria a ociosidade. Exigir que os beneficiários apresentem resultados para fazer jus ao merecimento acho que deve ser a pedra de toque do projeto. Se o governo pode contribuir sem receber o retorno dessa despesa, pelo menos que os agraciados trabalhem em seu próprio benefício.


Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão


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A SAÍDA DO PROGRAMA


Será que o novo e renomeado programa incluirá algum parágrafo que crie condições para que os beneficiados possam, no curto ou no longo prazo, desenvolver habilidades e condições para sair do programa? As bolsas deveriam ser programas temporários e só servir para situações emergenciais, catástrofes naturais. As verbas anunciadas, caso existam, deveriam ser investidas em programas que voltem a integrar essa geração de jovens que, de tão protegidos por leis e direitos, aprenderam a subordinar a sua criatividade e responsabilidade civil às suas liberdades pessoais. Leis mal elaboradas e interpretadas evitaram que um grande contingente de jovens desenvolvesse habilidades e ganhasse alguma experiência profissional que assegure o seu lugar no mercado de trabalho.


Edda Signe Möbus signe@terra.com.br

São Paulo


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ESMOLA


A esmola tem o seguinte significado: estou pagando para você continuar na miséria em que está. É isso que garante o PT! A Bolsa Família é esmola para quem não tem emprego, que o próprio governo não cria. É o prato cheio do PT. Acorde, Bolsonaro.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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PROJETO CASAS HUMANAS


Medidas assistencialistas não estruturam uma sociedade razoavelmente desenvolvida. O Estado de S. Paulo comentou, em editorial (12/12, A3), anunciado projeto do governo Bolsonaro de ampliar o projeto Bolsa Família, criticado severamente pelo presidente quando deputado. Melhor seria aproveitar nossa maior riqueza – um imenso território – estimulando projetos de paisagens humanas, casas razoavelmente confortáveis num entorno de bosques e veres antidepressivos. Nossa construção civil tem potencial, mas não se transformará em realidade sem propiciar condições às famílias de baixa renda. De outro lado, é inaceitável a carência de saneamento básico de metade da população. Se quiser ter alguma credibilidade, para argumentar, qualquer governo brasileiro tem de desgarrar-se da mentira e do populismo.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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PEZÃO NA RUA


Luiz Fernando Pezão, ex-governador do Rio de Janeiro, estava preso pelos motivos que todos sabemos, inclusive por mortes indiretas no sistema de saúde por conta dos descalabros financeiros feitos no Estado. Graças ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele vai para sua bela casa com o “terrível” desconforto de não sair à noite e ter de usar uma tornozeleira eletrônica. Realmente, a lei foi feita para privilegiados!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O CRIME COMPENSA


A impunidade segue abrindo as portas da cadeia, até tudo voltar ao que era antes, ou seja, à estaca zero. Em breve, ninguém responderá mais pela dinheirama desviada, propina que raspou verbas de investimentos, hospitais, salários, segurança e habitação. É o Brasil de sempre, às vésperas de 2020. Feliz ano novo, bandidos!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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RIO DE JANEIRO


Abriga jogos da Copa do Mundo em 2014; organiza a Olimpíada em 2016; inaugura a maior roda gigante da América do Sul; mas a saúde não tem a menor prioridade, com pessoas morrendo por falta de atendimento e doentes em macas nos corredores dos hospitais públicos. E a ladroeira continua, soltando os corruptos.


Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo


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AJUDA FEDERAL


Fantástica a notícia de que deputados federais do Rio pensam em exigir do governo federal uma ajuda para a crítica situação. Que tal se eles começassem por tirar seus apaniguados que se encontram pendurados no erário fluminense e, aí sim, esgotada essa providência, então pleitear a “constante” ajuda federal?


Marcelo Falsetti Cabral  mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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SEM DESCULPAS AO PRESIDENTE


Em abril deste ano o presidente Jair Bolsonaro declarou: “Desculpem as caneladas. Eu não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”. Só que podemos desculpar o militar, mas não o presidente da República. O presidente, quando fala, o faz em nosso nome. O cidadão Jair Bolsonaro fala o que quiser e responderá por isso, se for o caso. O presidente, se falar o que não deveria, falará por todos nós e as consequências, se for o caso, recairão também sobre todo o povo brasileiro. Por tal singelo, porém forte motivo, o presidente do Brasil não pode falar o que lhe vier à mente quando se manifesta publicamente. Esta semana, chamou a sueca Greta Thunberg de “pirralha”. E no dia seguinte voltou a dizer que ela “dá um showzinho”. Ora, “pirralha”, como se apressou em informar o porta-voz da Presidência da República, segundo o dicionário, significa criança, mas significa também – digo eu – pessoa baixa, e aí a conversa é outra. Ademais, a sueca não é mais uma criança, mas uma adolescente, e muito bem articulada. E recebeu o título de personalidade do ano da conceituada revista Time. Portanto, o presidente do Brasil não poderia tratá-la dessa maneira. Deveria ter dado uma resposta melhor e mais definitiva. Afinal de contas, o ministro Sérgio Moro já havia determinado a ida da Força Nacional para as terras dos Guajajaras, no Maranhão, onde dois caciques foram assassinados por bandidos daquela região. Bastaria o presidente ter respondido, por exemplo, que “o mundo pode permanecer calado, como afirmou Greta, mas nós não. A Força Nacional já está lá para restabelecer a ordem e prender os assassinos”. Por fim, independentemente de tais fatos, o presidente já deveria ter demitido o ministro do Meio Ambiente, que decididamente não é daquele meio e vem colecionando vexames, desde sempre. 

          

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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‘PIRRALHA’ INDOMÁVEL


Quanto mais Bolsonaro despreza a pequena notável Greta Thunberg, mais ela se destaca (personalidade do ano 2019, revista Time).


Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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AVANTE!


A jovem ativista ambiental Greta, que foi agraciada com o título de personalidade do ano pela revista Time, tem mais é de ficar muito orgulhosa por sua incansável campanha a favor do planeta, e não se deixar abater por este bando de derrotistas que não têm mais o que fazer além de criticá-la. Avante, Greta! Também me preocupo com o desmatamento, com as queimadas e com o pouco-caso de presidentes e ministros, todos falsos e ignorantes. Perdoai-os, Senhor, eles não sabem o mal que causam às futuras gerações!


Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo


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GRETA THUNBERG


Eis o maior exemplo de que uma pessoa autista pode vencer na vida. Parabéns a Greta, que deixou toda a vaidade que o mundo oferece, viajou semanas num veleiro, para diminuir a poluição causada por avião, e agora, inspirando milhões, é aplaudida mundialmente. Foi escolhida personalidade do ano pela Time, vencendo Donald Trump e Jair Bolsonaro.


Rogério de Souza Pires sorriso.psi@hotmail.com

Umuarama (PR)


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A ‘PIRRALHA’ GIGANTE


Enquanto a chamada de “pirralha” Greta Thunberg agiganta-se cada vez mais a cada novo genuíno protesto em defesa do meio ambiente, o presidente Bolsonaro apequena-se cada vez mais a cada nova atitude menor de desrespeito e desprezo ao tema de relevância mundial. Na gigantesca batalha da preservação da natureza contra a sua desenfreada exploração comercial, certamente a “piralha” vai vencer os “Golias” Trump, Putin e Bolsonaro, conforme atestado pela prestigiada revista Time, que acaba de dar a ela o importante titulo de “person of the year”.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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NOVAS LIDERANÇAS


Cumprimento a jovem ambientalista Greta Thunberg pelo prêmio de personalidade do ano. A garota de apenas 16 anos de idade enxerga com clareza tudo o que líderes como Trump e Bolsonaro são incapazes de ver: a necessidade cada vez maior de preservar e recuperar o meio ambiente e fazer logo as grandes mudanças necessárias para evitar o aquecimento global. O Brasil e o mundo deveriam receber de braços abertos o surgimento de novas lideranças, mas a grosseria que Bolsonaro fez contra a nova personalidade do ano deixa claro que os velhos dinossauros vão resistir até o fim sem largar o osso.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NA PRÁTICA


Por gentileza, alguém poderia descrever o que de importante fez e quem realmente é a “pirralha” desavergonhada Greta Thunberg para ser tão mimada pela imprensa mundial? Vivemos, realmente, tempos muito esquisitos.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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O ALVO DOS PROTESTOS


Esta menina Greta Thunberg é, realmente, uma pirralha sendo usada. Ela é usada e manipulada por partidos e grupos de esquerda como o Greenpeace. É manipulada e usada, inclusive, pelos pais. É curioso o direcionamento dos alvos dos protestos. Para quem está preocupada com o clima e a poluição, por que não faz nenhum protesto contra a China, por exemplo, o maior poluidor do planeta? Será porque a China é comunista e tem salvo-conduto?


José Carlos Castaldo jcastaldo@uol.com.br

Jundiaí


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MARKETING


Greta Thunberg deveria se preocupar também com os suecos e seus sérios problemas. Por que esta expert nada fala sobre isso? Visitei a Suécia diversas vezes, trabalhei numa empresa sueca por anos – ou seja, conheci os problemas deles, como o suicídio altíssimo; o alcoolismo e o mercado negro das bebidas, porque os alcoólatras são fichados e não podem ter acesso à bebida; ou o abandono de idosos como lixo em apartamentos chamados lá de “elefantes brancos”, longe das famílias. Ou seja, é fácil fazer marketing. Não discuto se errado ou certo, agora, não viajar de avião? Será que ela está em outro século?


Antonio J. G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro      


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VEREDICTO


Gostaria, realmente, de saber o que esta menininha sabe sobre a Amazônia e os índios de lá. Eu acabo de voltar da Amazônia há alguns dias e sei que como em todo mundo existem índios bons e maus. Este caso de homicídio no Maranhão tem de ser investigado, antes de dizerem besteiras a respeito, porque eu sei por experiência própria que muitos índios roubam, desmatam, vendem terra aos estrangeiros e não seguem a nossa lei, achando que tudo lhes pertence. Se realmente queremos resolver a questão dos índios, temos de voltar ao ano de 1500, com Pedro Álvares Cabral, e evitar a invasão ao Brasil. Agora me parece um tantinho tarde para pensar em equilibrar a vida entre nós e os índios num mesmo território. Questão complicada. Mas esta Greta, que nasceu ontem, já deu seu veredicto.


Alberto Cosulich al.cosulich@gmail.com

São Paulo


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NO BRASIL


Bolsonaro deve trazer Greta para conhecer o Brasil, a Amazônia e ele. A “pirralha” vai se encantar com o nosso país. Levá-la às praias do Nordeste, aproveitando para pedir a ela que ajude a descobrir quem provocou o derrame de óleo, sentir a hospitalidade do povo, sentir o calor do nosso verão e a extensão do País. A foto que correrá o mundo será dos dois de mãos dadas no meio da Amazônia, das praias e na Avenida Paulista...


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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A SUECA ATIVISTA


Jair Bolsonaro é conhecido por sua rispidez, crônica falta de tato e ausência de bom senso no diálogo. Porém Greta Thunberg é uma verdadeira oportunista. Usa de sua esquizofrenia para imprimir um tom mais radical em suas declarações oportunistas, cujo foco é o mesmo de muitos outros ditos ambientalistas: tocar o terror no mundo. À jovem sra. Thunberg, dois conselhos: aprenda que hipocrisia é algo muito feio e procure estudar melhor suas ações, para não parecer ridícula.


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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A ELEIÇÃO DA ‘TIME’


A revista Time também elegeu um outro europeu “personalidade do ano” lá, em 1938, que, assim como a tal Greta, dizia só querer um mundo melhor... chamava-se Adolf Hitler.


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


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MÍDIA GLOBAL


Com Greta Thunberg, a Time perdeu o timing...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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DESERTOS DE NOTÍCIAS


Imaginem o descalabro para um país que quer ser comparado aos países de Primeiro Mundo a situação degradante mostrada na recente Pesquisa Atlas da Notícia, publicada na quarta-feira 11/12, que constatou que no Brasil há nada menos que 37 milhões de brasileiros órfãos de pai e mãe no que tange a notícias, (veículos como jornais, revistas, etc.). Deste total, o Norte e o Nordeste lideram, com mais de 72% dos municípios sem nenhum veículo de notícia para informar a população sobre o que ocorre na cidade. E em diversos Estados dessas regiões há porcentuais assustadores, por exemplo: Tocantins, 89,2%; Rio Grande do Norte, 85,6%; Piauí, 83%; Paraíba, 81,6%. Vale salientar que existem locais com 100% dos municípios sem veículos de notícias. Acredito ser esclarecido e comprovado o porquê de estes locais serem conhecidos como o principal reduto do petelulismo.


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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PERDOAI, SENHOR!


Ficou patente na coluna Irreverência (Estado, 12/12, C8), com o devido respeito aos seus companheiros de mesa, que Luís Fernando Veríssimo necessita urgentemente vestir o pijama e ir jogar dominó e truco na pracinha de seu bairro, para o bem de sua saúde. O bom senso e a irreverência de suas crônicas são coisas passadas! Imagino como estão seus freios fisiológicos! Como cristão, apesar de suas convulsivas blasfêmias em apoio ao programa especial de Natal dos pouco gaiatos do Porta dos Fundos, satirizando e profanando Jesus Cristo e a Sagrada Família, invoco minhas preces ao Pai Criador, usando as palavras lamentavelmente distorcidas de má-fé pelo véio escritor, no epílogo de sua malfadada coluna: “Perdoai-o, Senhor, ele não sabe o que diz”, perdeu os sentidos humanos. Amém!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘IRREVERÊNCIA’


Luís Fernando Veríssimo mostra dúvida em sua coluna (12/12, C8) sobre certos neologismos que foram criados recentemente para nossa política e cita imbecilização e bolsonarização. Contudo, não menciona os termos mensalão, petrolão e lulismo, que geraram o caos que quase destruíram o nosso país.


Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira


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O NATAL DO ‘PORTA DOS FUNDOS’


Jornalistas sempre lutaram pela liberdade de expressão e contra toda e qualquer censura. Por esse motivo, uma vez que o Estadão publicou aquilo que as nulidades queriam – porque quem não tem competência para inventar uma história, precisando deturpar uma existente, já com o intuito de provocar os ofendidos e, com isso, provocar polêmica, prova a total falta de talento e excesso de esperteza e malandragem –, fica o jornal me devendo publicar minha resposta a estes que se denominam Porta dos Fundos, numa clara alusão a uma parte do corpo humano. A era Lula acabou com muita coisa boa, incluindo a arte e a cultura, tanto que nulidades, para serem notícia e merecerem uma publicação no Caderno 2, precisam cometer algum crime. A nossa Constituição garante o respeito às crenças religiosas e aos seus símbolos, portanto se dispensariam os protestos e os movimentos religiosos no caso de criminosos usarem indevidamente o nome de Jesus e fatos narrados na Bíblia. É dever do Estado  punir os responsáveis por este crime.


Maria Gilka mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo


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SÃO PAULO


Quarta-feira, dia 11/12, às 16h45, alguma chuva que durou dez minutos. Bairros de Santa Cecília e Higienópolis, em São Paulo, alagados, sem semáforos na maior parte, compromissos perdidos, carros transitando na contramão por alagamento de esquinas, buzinaço, trânsito parado. Multas recebidas por horário de rodízio vencido. Bueiros entupidos, sacos de lixo boiando, trabalhadores com água até os joelhos tentando pegar o transporte após um dia duro. O outro lado da moeda? Que Celso Pitta descanse em paz, há algum tempo já não é mais dele o título de “o pior prefeito que São Paulo já teve”.


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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O DRAMA DO PREFEITO COVAS


Desde domingo, o prefeito Bruno Covas estava  internado no Hospital Sírio-Libanês porque teria de passar pela quarta sessão de quimioterapia, das cinco previstas para tratamento de sua doença, um câncer no fígado. Há dois dias, de repente, a imprensa começou a noticiar que Covas estava internado na UTI porque aparecera um sangramento no fígado. E começou a disputa entre mídias para ver quem chegava primeiro. Não sou político e posso não gostar do prefeito Covas por não aceitar algumas atitudes suas no cargo, mas um ser humano merece respeito e não concordo com a forma como foi noticiada esta sua internação, como a expectativa de prenúncio de algo pior. Depois, os médicos responsáveis pelo seu tratamento informaram que o sangramento no fígado fora resultado de um procedimento clínico no local da doença, quando uma agulha feriu uma pequena artéria, mas foi contido. O que tirar disso? Primeiro, que em respeito a um ser humano, não importa quem, à mídia, antes de colocar no ar notícias como esta, cabe ter informações precisas dos responsáveis pelo assunto. Depois, desde que ficou exposta a doença do prefeito, cabe ao hospital saber como vazou tal informação e tomar atitudes para evitar que informações cheguem à mídia antes de emitir boletins médicos sobre o paciente.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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