Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Marajás pernambucanos

Em Pernambuco, 25 desembargadores receberam, cada um, a bagatela de R$ 200 mil no mês de novembro. E uma única magistrada recebeu R$ 1,28 milhão, sob várias rubricas. Enquanto isso, a segunda edição do Mutirão de Negociação de Dívidas Vencidas foi realizada pela prefeitura do Recife no mês passado, em parceria com o Procon da cidade, para atender cerca de 2 mil pessoas durante os quatro dias da ação. Em suma, a turma do Judiciário pernambucano recebe salários altíssimos e a população, que paga os impostos para bancá-los, segue endividada e grande parte, desempregada. Coerência e harmonia, pelo visto, estão fora da pauta dos tribunais do Estado.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Brioches

Magistrados brasileiros que estão recebendo fortunas escandalosas de seus tribunais “Papai Noel 2019” – não só em Pernambuco, mas também no Rio Grande do Sul e em vários outros Estados que atrasam os salários de funcionários comuns, mas despejam rios de dinheiro nas contas dos togados – deveriam lembrar-se de que em 1789, na França, um povo se revoltou, tendo como divisa “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. E cabeças rolaram.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Só pensam naquilo?

Na Coluna do Estadão de ontem, sob o título Efeito se comenta que a Associação dos Juízes Federais do Brasil avalia que a introdução do juiz de garantia provocará a necessidade de aumentar o número de magistrados. Valha-me Deus, essa classe só pensa em despesas? Por que não avaliar o término das férias de 60 dias, dos auxílios de toda ordem e grandeza, nos 30% da população carcerária sem julgamento, etc., etc.? Vamos trabalhar mais!

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

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Veto

Um dos pontos que devem ser vetados pelo presidente Jair Bolsonaro no pacote anticrime, aprovado pelo Congresso Nacional, é a criação do juiz de garantia. Foi um item incluído pelo grupo de trabalho da Câmara dos Deputados como reação ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Ora, a Justiça brasileira sempre julgou sem que fosse sequer aventado o questionamento da imparcialidade dos magistrados no sistema atual. Além, é claro, do fato de que essa medida tornará necessária a contratação de milhares de juízes pelo Brasil e de funcionários para atendê-los, gerando mais gastos a serem suportados pela sociedade.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Futuro

Com a reforma da Previdência e a trabalhista, a sociedade brasileira está dando a sua contribuição para melhorar as contas públicas – profissionais liberais, autônomos, militares, trabalhadores, enfim. E qual a contribuição dos nossos queridos deputados, senadores e dos semideuses de toga? Continuam exigindo benesses, fundo partidário, construções suntuosas, vinhos premiados, lagosta e até palestra em dia de jogo. Nada os detém. Até quando? Essas classes de servidores públicos não se sentem tocadas pela desigualdade cruel, pela educação lastimável, pela insegurança e pela saúde deficitária? Triste futuro para o Brasil.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com

Itu

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Mega e política

Enquanto milhões de brasileiros sonham com a chance de serem os felizardos da Mega da Virada, que este ano está estimada em R$ 300 milhões, uma fortuna bem maior está a ponto de ser esbanjada pelos nossos parlamentares no Congresso Nacional: o fundo partidário, criado no valor de R$ 1,7 bilhão, que foi alterado para R$ 2,5 bilhões e em 2020 poderá chegar aos R$ 3,8 bilhões. Este montante corresponde a 12,66 vezes o valor da Mega. É muita grana jogada fora e que poderia amenizar o péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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Bônus na Alesp

A politicalha em geral faz pouco-caso das dificuldades enfrentadas pela Nação. Dentre muitas aberrações, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) teve o desplante de aprovar um vergonhoso “extra” no auxílio-alimentação de seus funcionários. O valor, já anormalmente alto, é de R$ 634,14, mas com o bônus natalino foi acrescido de singelos R$ 3.100, medida que vai custar mais de R$ 10 milhões. Além do pouco-caso, não deixa de ser mais um tapa na cara do sofrido povo de bem. É preciso mudar o Brasil.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Arrocho

Enquanto os funcionários da ativa e aposentados da Alesp, já bem remunerados, recebem bônus de R$ 3.100, nós, professores aposentados do Estado, nem ganhamos esse valor como salário. O descaso com a categoria é revoltante, nunca há verba para atualizar nossas aviltantes aposentadorias e só lemos e ouvimos que tampouco há dinheiro para o magistério. Passamos uma vida dedicada à educação de jovens e quando chegamos à velhice temos de depender da ajuda de familiares. Quanta injustiça!

DELPINO VERISSIMO DA COSTA

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

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Meus cumprimentos ao Estadão pela reportagem mostrando que os servidores da Alesp recebem elevados bônus de Natal, enquanto o Executivo continua com a política iniciada no governo Geraldo Alckmin para os servidores estaduais. Pergunto ao atual governador: vale a pena esse desgaste, quando os outros Poderes estão em outra sintonia?

PEDRO THADEU GALVÃO VIANNA

ptgv@me.com

Botucatu

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BOLIVARIANOS

Evo em Buenos Aires

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales foi para a Argentina e pretende ficar lá, como refugiado, para garantir sua proteção, depois de ser hostilizado no México. Se fosse na época do PT, decerto estaria no Brasil, bem empregado em alguma repartição pública e recebendo agrados de políticos da esquerda. Mas o mundo dá voltas...

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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“O Lula tem razão, realmente R$ 132 milhões são uma pirotecnia sem precedentes”

IVAN BERTAZZO / SÃO PAULO, AINDA SOBRE A OPERAÇÃO MAPA DA MINA DA POLÍCIA FEDERAL, QUE LEVANTA GRAVES SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO RELATIVAS À ATUAÇÃO EMPRESARIAL DE UM DOS FILHOS DO EX-PRESIDIÁRIO E DE SEUS SÓCIOS

bertazzo@nusa.com.br

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“Penso que será uma questão de tempo a prisão do Lulinha, o que dará um novo mote ao PT:  a vitimização do filho do ex-presidente”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

CASA GRANDE E SENZALA


A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) vai pagar aos seus 3.266 funcionários a quantia de R$ 3.100 como bônus natalino no vale-alimentação, o que deve custar aos cofres públicos R$ 10,1 milhões, valores que, uma vez distribuídos, também ficarão livres da taxação do Imposto de Renda. Mas o que fica parecendo, histórica e culturalmente, é que os remanescentes dos que estavam na casa grande estão se esforçando, ao máximo, para que as suas diferenças de berço – por certo, esplêndido! – não se dissipem em relação àquelas dos outros, dos da senzala.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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FARRA NA ALESP


Farra na Alesp com nosso rico dinheirinho. Os funcionários da Alesp serão agraciados com bônus de R$ 3.100,00 cada um, e essa despesa custará mais de R$ 10 milhões. A conta quem paga? Somos nós, pobres mortais e simples trabalhadores que têm de ralar muito neste país, que não é nada sério. Ouvi que também na Câmara Municipal existe essa farra. Vamos lutar para acabar com esta indecência. Cadê o Ministério Público, a OAB, os Vem Pra Rua, etc.? Sumiram todos.


Celso Nascimento Celso@directasa.com.br

São Paulo


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PARAFERNÁLIA PARTIDÁRIA


Com a recente autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a criação de mais um partido político, denominado Unidade Popular (UP), permitindo que a quantidade de partidos atinja o incrível número de 33, e o registro do Aliança pelo Brasil, do presidente Jair Bolsonaro, ponto de partida para a coleta de assinaturas necessárias ao processo de formação, é dado mais um passo para a consolidação da legal, porém insensata, parafernália de agremiações, responsável pela diluição da importância dos partidos no funcionamento democrático. Urge uma séria revisão de critérios e permissões que racionalize esta incrível e constrangedora quantidade de siglas, que descaracteriza o importante papel do esquema partidário na moldura do pensamento da sociedade.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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GÊNESIS & APOCALIPSE


Autorizado o funcionamento de mais partido político no Brasil. Com tantos partidos, periga a democracia rachar...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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NADA DE NOVO


Unidade Popular, mais um partido de esquerda no Brasil. Que traz de novo? Quem leu os estatutos dos outros não precisa ler de novo.


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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CANDIDATURAS AVULSAS


Sobre o editorial A política não é dispensável (11/12, A3), o ministro Luís Roberto Barroso foi para o centro do poder, seguindo sua carreira até ser indicado pelo PT em meio à defesa de um cliente acusado de terrorismo. Foi para o centro do poder sem voto popular, em momento excepcional da história nacional e não quer sair mais. Talvez esteja construindo condições institucionais para concorrer a uma vaga no Parlamento, onde terá legitimidade para alterar a Constituição, mas concorrendo sem ter de conviver com outras pessoas “impuras” em partidos.


Marcelo Ferreira Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo


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NA FILA DO TEMPO


R$ 3,8 bilhões do fundo eleitoral já foram aprovados no Congresso. Agora, a sociedade brasileira aguarda ansiosa a liberação de recursos para a saúde pública, o que, a meu ver, deverá demorar mais um pouco...


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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‘FUNDO ESQUIZOFRÊNICO’


Caro William Waack (Estadão, 12/12, A8), por favor, acrescente à indignação ao “fundo esquizofrênico” o abono de Natal e as diversas agências de publicidade da Assembleia Legislativa de São Paulo! Corrupções puras!


Joaquim Pinhão jpinhao@hotmail.com

Rio Claro


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RENOVAÇÃO POLÍTICA


Nas últimas eleições ao Legislativo, o eleitor fez a sua parte. Renovou, mas o ambiente continua contaminado pelas velhas raposas. Daí o recém-criado fundo partidário ter pulado de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,8 bilhões; a postergação da prisão após segunda instância, que era para ontem; a batalha da reforma da Previdência; o pacote anticrime desfigurado; e a ameaça da volda da obrigatoriedade do imposto sindical. O Brasil tem jeito, depende também de nós, como patriotas e eleitores.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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A EXPULSÃO DE MARCO FELICIANO


Aleluia! Finalmente um partido neste país expulsa um membro seu por usurpar de recursos dos contribuintes. A sigla é o Podemos, do senador Álvaro Dias. O infrator, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (que era para ser vice de Jair Bolsonaro...), que, entre outras acusações, teve a cara de pau de pedir ressarcimento à Câmara dos Deputados de R$ 157 mil, gastos por ele num suposto tratamento odontológico, despesa que o deputado não foi capaz de comprovar. O comunicado da sua expulsão foi feito pelo presidente do partido em São Paulo, Mario Covas Neto. Um belo exemplo de cumplicidade com a ética.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘DEUS SALVE O BRASIL’


O deputado Marco Feliciano (SP) foi expulso do Podemos injustamente, segundo ele, porque o que ele fez é fato corriqueiro na Câmara. Feliciano alega que pediu somente um ressarcimento, de R$ 157 mil, por um tratamento odontológico a que foi submetido e que, se tal atitude fosse aplicada regularmente, quase todos os deputados federais seriam expulsos. Vale lembrar que esse dinheiro saiu do nosso bolso. Agora, pelo fato de ter sido expulso por decisão do seu partido, o Podemos, Feliciano não perde o mandato, mesmo recaindo sobre ele também acusações de assédio sexual, recebimento de propinas e pagamentos a supostos funcionários. Deus salve a América é uma canção de Zezé de Camargo e Luciano, então uma sugestão à dupla: que tal comporem uma nova, intitulada Deus salve o Brasil?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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MENTE TUMULTUADA


No dia 13/12, dia do famigerado AI-5, de 1968, a mídia “comunista” divulgou que o presidente Jair Bolsonaro disse que colocará “no pau de arara” o ministro que se envolver em atos comprovados de corrupção. Ao fazer tal alusão à tortura típica da ditadura, demonstra o nosso governante que, em sua mente tumultuada, o tempo não passou e que um regime autoritário continua, lamentavelmente, em seu pensamento conturbado.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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O ESPANTALHO NA PLANTAÇÃO


O discurso de presidente Jair Bolsonaro em que declarou que vai colocar “no pau de arara” ministros de seu governo que se envolverem em casos de corrupção soa tão ameaçador quanto o daquela mãe com o chinelo na mão diante do filho que pode não se comportar bem. Com todos os defeitos que possa ter cometido, uma das marcas do governo de Jair Bolsonaro é a ausência de notícias sobre corrupção em seu governo e o não envolvimento do chefe do Executivo em maracutaias publicadas nos jornais desde que tomou posse. Por mais que as palavras do presidente possam não ter soado diplomáticas, ainda assim é preferível termos um presidente áspero, mas avesso à corrupção. Jair Bolsonaro usa a mesma tática utilizada pelos agricultores no campo, usando espantalhos para assustar bichos invasores que atacam as plantações. Na política, essa estratégia pode surtir algum efeito.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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MEC


O consumo de drogas em universidades federais é antigo, não é nenhuma novidade. Se em algumas delas existem plantação e produção de maconha ou coisa parecida, é caso de polícia. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, erra profundamente ao fazer de casos pontuais uma regra aplicável a todas as instituições, com direito a desnecessário espetáculo de agressividade no Senado. A gestão do ministro tem sido marcada desde o início por verniz profundamente retórico e conservador que beira o ridículo. O Ministério da Educação (MEC) precisa de um profissional técnico, mais pragmático e sem demagogia cansativa.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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ABRAHAM WEINTRAUB


Este ministro está sendo massacrado pela mídia e pelos professores esquerdistas da educação pública, totalmente dominada por eles. Ele está procurando desmontar essa estrutura, que levou a educação ao caos, mas está encontrando muita resistência. Esta é pior herança deixada pelo governo do PT, muito pior que a roubalheira que fizeram no País, que é recuperável, enquanto na educação temos uma geração perdida, com o pior nível educacional que o País já teve até hoje, o que deve trazer consequências sérias para o País no futuro.


Vilson Manoel Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo


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ENSINO A DISTÂNCIA


O País é dominado por corporações perversas e por isso não é uma democracia plena. Uma delas é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Tomem-se os cursos de Direito como exemplo. Conforme matéria do Estadão, até cursos de Engenharia e da área médica podem ser autorizados pelo Ministério da Educação para que sejam realizados à distância, em até 40% de sua duração. Ora, um curso de Direito, obviamente por exigir muita leitura individual e poucas práticas de presença obrigatória, se adequaria perfeitamente à modalidade de EAD. No entanto, a corporação e o corporativismo impedem que sequer se toque no assunto, e isso sob o manto protetor da grande imprensa, além da política.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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VIOLÊNCIA INJUSTIFICÁVEL


Lamentável, para dizer o mínimo, saber que bailes funks nas comunidades de Paraisópolis e de Heliópolis vêm acontecendo há anos, sempre regados a músicas que fazem apologia ao sexo, a bebidas alcóolicas, a violência e a todas as drogas, lícitas e ilícitas, patrocinados por traficantes que comandam as comunidades, inclusive controlando quem entra e sai pelas vielas, como é o caso mais recente dos veículos de aplicativo Uber, que se negam a fazer corridas para essas comunidades, principalmente à noite. Por outro lado, não há justificativa para uma ação policial desastrada num local com 5 mil pessoas, em sua maioria jovens, o que resultou em nove mortes. Não importa se era uma manifestação política ou um baile funk. O que aconteceu em Paraisópolis foi uma ação desastrosa da Polícia Militar, que tem a função na sociedade de proteger, e não de matar. Esta foi mais uma demonstração de como as forças policiais estão sendo cada vez mais incitadas para a violência por governantes como Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, e João Doria, em São Paulo, os dois com intenções políticas futuras. O fato delirante não compreensível é que com lideranças que terceirizam a violência para ganhar em marketing perdem a polícia e a sociedade, que acaba se sentindo desprotegida por quem lhes deveria proteger. Um outro fato irrefutável é ver que há quem defenda de forma irrestrita qualquer ação policial, por mais desastrada que seja. “Não gostou? Chame o Batman” se tornou um lugar comum dos defensores da violência estatal. Os bailes funks têm, sim, criminosos armados, têm traficantes de drogas, mas têm principalmente centenas de jovens que querem vestir a melhor roupa, calçar o tênis de marca para se divertir com os amigos no sábado à noite, já que não lhes restam outras opções. E a pergunta que fica é: qual é a festa da classe média paulistana e carioca com jovens, bebidas e músicas que não tem vendedores de drogas ilícitas? Todos sabemos...


Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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PROTESTO NO RIO


A ONG Rio da Paz fez um protesto em Copacabana, no último dia 10, Dia Mundial da Declaração dos Direitos Humanos. Os jovens que ficaram nos paus de arara poderiam ter contribuído muito mais se estivessem preparando sopas para as pessoas que vivem em comunidades carentes. Esses jovens deveriam trabalhar em creches da prefeitura, transmitindo cultura aos pequenos pobres brasileiros. Poderiam, também, auxiliar as pessoas da terceira idade que ficam abandonadas em asilos, sem o menor recurso. Será que a turma dessa ONG fica grudada em seus smartphones, perdendo seu precioso tempo com fofocas nas redes sociais?


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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FINAL DE ANO


2019 foi uma sexta-feira 13! Quando teremos um sábado 14, com sol e praia para todos, o ano inteiro?


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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TOM JOBIM


25 anos sem o maestro soberano. Não é lenda urbana, mas a inextricável realidade. Tom Jobim acabara de compor a música incrível e, para inserir a letra, foi à casa de Dolores Duran, outro habitante do mundo dos bons monstros, onde a encontrou na saideira; teria de adiar. Não, ela foi para o quintal e logo voltou com a Estrada do Sol, em que a primeira estrofe eleva ao ponto mais alto a poética humana: “É de manhã, vem o sol e os pingos da chuva que ontem caiu/ainda estão a brilhar, ainda estão a bailar ao vento alegre/que nos traz esta canção...”. 25 anos sem o maestro, 60 sem a linda jovem que, não fora um malfadado sopro no coração na infância, o teria acompanhado até o fim, colmatando suas músicas, gênio mais gênio da arte.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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SAUDADES


Em meio à extrema pobreza da música brasileira atual, com raras e honrosas exceções, quanta falta faz o melodioso, sofisticado e incomparável som de Tom Jobim. Saudades de sua genialidade e criatividade ímpares no Brasil e no cenário internacional. Viva o tom maior de nossa MPB! Viva Jobim!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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