Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2019 | 03h00

BREXIT

Reino desunido

A vitória do primeiro-ministro Boris Johnson na eleição de quinta-feira, 12, levará o Reino Unido ao Brexit em 31 de janeiro de 2020. Nos próximos anos a saída da União Europeia provocará a exacerbação dos discursos de movimentos nacionalistas. A Escócia defenderá um segundo referendo de independência – em 2014 a proposta original foi derrotada por 55% a 45%. A Irlanda do Norte poderá optar por unir-se à República da Irlanda, criada em 1922, com o intuito de voltar a ser um único país durante a celebração do centenário, em 2022. No País de Gales, os nacionalistas reivindicam a autonomia perdida no longínquo ano de 1282. A rainha Elizabeth II pode ser a última soberana do Reino Unido. 

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas  

EUA X CHINA

Acordo, ‘fase 1’

O mundo em crise, Brasil incluso, aguarda com ansiedade e redobrada esperança que a guerra comercial EUA x China tenha em breve um final feliz, com bom entendimento entre as duas superpotências. Como se sabe, em briga de elefantes quem perde sempre é a grama.

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo  

ECONOMIA

Selic a 4,5%

Se o ex-presidente Michel Temer, durante seu mandato-tampão, conseguiu reduzir em boa hora a taxa Selic de 14,25% para 6,5%, agora o atual governo, com quatro cortes consecutivos, reduziu-a a inimagináveis 4,5%. O que certamente vai ajudar a reduzir ainda mais o custo de manutenção da dívida pública e alavancar a nossa economia, com possível redução também dos juros para empresas e consumidor final. O Brasil, que até há pouco tempo mantinha juros dos mais elevados do mundo, agora, descontada a inflação (bem domada), apresenta juros reais de 0,64%. Lógico que a queda da Selic ajuda, mas sozinha não resolve os nossos graves problemas. Precisamos de mais reformas para consolidar uma economia próspera e sustentável, com mais investimentos, empregos de qualidade, distribuição de renda e benefícios sociais.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos  

Poupança negativa

Até há não muito tempo a caderneta de poupança tinha a rentabilidade garantida de 0,5% mensais. O governo alterou a forma de cálculo e após 2012 o rendimento passou a depender da taxa Selic. Essa é uma modalidade de aplicação dos pequenos poupadores, dos brasileiros pobres, não os especuladores detentores de grandes fortunas. Usada pelos assalariados para enfrentar emergências e pelos aposentados para cobrir a deficiência das baixas pensões, cuja média é de R$ 1.300 para o cidadão que não tem as regalias do setor público, a continuar a atual modalidade de cálculo o povo ficará totalmente descoberto. É premente rever os critérios enquanto prevalecerem baixas a inflação e a Selic, sob risco de vermos agravada ainda mais a escandalosa e gigantesca desigualdade social que impera no Brasil. Os governos não devem fechar os olhos para o sofrimento da população. Chile e França, dentre outros países, estão aí para nos ensinar. Há um ponto de tensão social que não deve jamais ser ultrapassado.

ANGELA BAREA 

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo  

Otimismo

Indicadores positivos derrubam dólar e risco País; Bolsa bate recorde – manchete de sexta-feira (A1). Não há o que contestar. O governo Bolsonaro tem à frente probos escudeiros, com capacidade e inteligência, que estão levando o Brasil para o rol das nações responsáveis por um mundo melhor. Vamos aguardar 2020 com otimismo.

JOSE MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo  

BOLSONARISMO

Não façam o que eu faço

O governo fica recomendando: façam o que eu digo, não o que eu faço. Diz que combate a invasão de terras pelo MST, mas permite a invasão de terras públicas por grileiros, garantindo-lhes títulos sobre as áreas invadidas. Diz que combate queimadas, mas diminui a fiscalização do Ibama. Diz que combate o aparelhamento dos órgãos públicos, mas faz um aparelhamento até mais forte, com bolsonaristas, do que o PT. Não fosse pela dedicação e coerência de alguns poucos ministros e pelos líderes do Legislativo, o barco da Nação já teria soçobrado. Não foi eleito para isso, já está dando na vista. Continuando assim, não vai ser reeleito.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia  

SAÚDE PÚBLICA

Teste da Anvisa

Não quero ser obrigada a comer alimentos com 23% de agrotóxicos só porque alguém está ganhando muito com isso.

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo  

EM SÃO PAULO

Queda de árvores

Foi publicado o Decreto Municipal 58.647, de 1.º/3/2019, que introduz alterações no artigo 14 do Decreto 26.535, de 3/8/1988, que regulamenta a Lei n.º 10.365, de 22/9/1987, disciplinadora do corte e poda de vegetação de porte arbóreo no Município de São Paulo. Conforme o artigo 2.º, a Secretaria Municipal das Subprefeituras tinha um prazo de 30 dias a contar da data da publicação do Decreto 58.647 (1.º/3/2019) para as adaptações necessárias. Até hoje desconheço o resultado das mencionadas adaptações. Na calçada em frente à minha residência há uma enorme árvore, da qual se desprendem grandes galhos na época das chuvas. Só precisa de uma boa poda para evitar risco para os transeuntes, veículos e casas. Há tempos solicito poda à Prefeitura e à Ouvidoria, e nada é feito. O decreto especifica que podemos contratar empresas para fazer o serviço. Quais são elas? Como isso vai funcionar?

MARCOS A. M. PRAÇA

marcos.praca@cinpal.com

São Paulo  

VOTOS PARA 2020

Feliz ano velho

Depois de um feliz ano velho para nossos senadores e deputados federais, com muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender e sempre sabendo que tudo o que fizerem o STF libera, desejo um 2020 baseado em justiça, com cadeia imediata para corruptos, dinheiro para quem trabalha e produz e que o Brasil seja um país onde todos são de fato iguais perante a lei.

CARLOS GASPAR 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

“Entre mortos e feridos, Bolsonaro chega ao final 

de seu primeiro ano de governo com o risco País em seu nível mais baixo 

em sete anos. Enfim, 

os fatos mostram que para Bolsonaro se tornar um presidente mais palatável basta tirar a mão da cartucheira. O resto Moro 

e Guedes resolvem”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE AS PERSPECTIVAS PROMISSORAS PARA 2020

fransidoti@gmail.com  

“O ministro Paulo Guedes diz que o Brasil está a caminho de um ‘upgrade’. 

Bom, o da classe política parece já estar garantido”

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE 

O AUMENTO DO BILIONÁRIO 

FUNDO ELEITORAL

mmpassoni@gmail.com

O NATAL GORDO DA ALESP  

Mesmo com a economia do País ainda raquítica – o Produto Interno Bruto (PIB) este ano deverá crescer em torno de 1% –, com 12,5 milhões de desempregados, outros 38 milhões de pessoas na informalidade e quase 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, na miséria, os deputados estaduais de São Paulo tomaram uma decisão insana: aumentar em seis vezes o valor do bônus natalino de seu vale-alimentação. Assim, este mês, o vale-alimentação dos funcionários da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que já representa 65% do salário mínimo (R$ 634,14), foi elevado para R$ 3.734,00, ou quase quatro salários mínimos. A medida beneficia todos os 3.266 servidores da Alesp. Uma indignidade e uma afronta, que vai custar aos contribuintes R$ 10,12 milhões.    

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos  

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NADANDO EM DINHEIRO  

A Prefeitura do Rio de Janeiro terá gasto extra de R$ 316 milhões se transformar os funcionários da Comlurb em estatutários. Nada como uma prefeitura nadando em dinheiro. Na contramão da realidade. Por isso que há a grita do funcionalismo contra redução salarial, demissão, etc. Quem não quer ser estatutário? Estabilidade, irredutibilidade salarial, etc., quem não quer? Esse é o modelo socialista de aparelhamento da máquina estatal. Está em discussão a redução salarial para quem ganha acima de três salários mínimos para equilibrar as contas do governo em períodos recessivos. O Brasil precisa de uma máquina como a atual? Precisa de tantos funcionários? Não tem como simplificar isso, não? Lembram-se da Petrobrás, que chegou a ter quase 400 mil empregados, e o quadro próprio não passava de 90 mil, o restante era terceirizado? Funcionário público é um trabalhador como outro qualquer. Não pode ter regalias ou tratamento diferenciado. Não correspondeu? Demita-o.   

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

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OS SAQUES DO FGTS  

A “bondade” do governo em liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em doses homeopáticas é unicamente para beneficiar a indústria e o comércio, que vão mal das pernas, nesta estúpida sociedade do consumo alucinado, que paga mal seus funcionários e, quando está em crise, tira as economias do FGTS, a ser pago quando demitido sem justa causa, dos trabalhadores para pagarem dívidas e comprar mais badulaques da indústria dos “bens” de “obsolescência programada”. Enganem-nos, que nós gostamos...

    

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

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O FUNDO DO POÇO  

Com o indecoroso e condenável aumento de 120% do fundo eleitoral, de R$ 1,7 bilhão para inacreditáveis R$ 3,8 bilhões, em 2020, a economia do País continuará no fundo do poço por tempo indeterminado. Que país é este?!  

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo  

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CAUTELA PARA ESCOLHER  

Em 2016, o Partido dos Trabalhadores (PT) levou uma surra nas urnas. O PT ganhou as eleições em apenas 256 prefeituras, sendo Rio Branco a única capital estadual. Nas eleições do ano passado, o PT levou outra coça. Gastou muito dinheiro e os resultados foram péssimos. Em 2018 a dívida da campanha do perdedor Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, foi de R$ 3,8 milhões. Haddad gastou R$ 39,2 milhões no total. A Operação Lava Jato continua ativa, contando com o competente trabalho da Polícia Federal. Os petistas estão cada vez mais enrolados e, pelo andar da carruagem, os eleitores votarão com mais consciência e cuidado nas eleições de 2020. Vale a pena conferir!  

José Carlos Saraiva da Costa  jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte  

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HOMEM PÚBLICO X MILITANTE  

A passagem do PT pelo poder deixou sequelas, que hoje, com o País sob nova administração, se tornam bem mais visíveis especialmente no que diz respeito ao aparelhamento de instituições importantes que vêm sistematicamente sofrendo um desgaste de imagem gerado pela ideologia de seus presidentes. O exemplo mais recente vem do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Em café da manhã com jornalistas, depois de dizer que quem apoia Jair Bolsonaro tem desvio de caráter, ainda afirmou que pode haver envolvimento da família presidencial no assassinato de Marielle Franco. Indo além na sua insolência, ainda reclamou de não ter sido recebido pelo ministro Sérgio Moro e disse que é o pior momento da relação da OAB com a pasta da Justiça. Em reação às bravatas, Sérgio Moro disse em sua conta no Twitter que receberá Santa Cruz assim que ele abandonar a “postura de militante político-partidário” e as ofensas contra o presidente Jair Bolsonaro. Essa é a postura que marca a diferença entre um homem público conceituado e um vassalo a serviço de um partido.  

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo  

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FALÊNCIA MORAL?  

Pelo comportamento do STF e da OAB, há que perguntar: com este tipo de gente, será que houve uma falência moral e ética dos cursos de Direito no País?  

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas   

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O ENIGMA DE SÉRGIO MORO  

O que fez Sérgio Moro atuar diferentemente da maioria dos juízes – que nunca chegaram a mandar prender corruptões, só corruptinhos? Acredito que é fácil de decifrar este enigma: os brasileiros, em sua maioria, são corruptinhos – praticam pequenos delitos baseados na teoria de que “o Brasil não tem jeito, então por que não?”. A exceção está na minoria dos brasileiros que discorda dessa cultura da Lei de Gerson – de levar vantagem em tudo – e está convicta de que algum dia haverá a verdadeira Justiça no País, e prefere se manter na honestidade, não contando com a impunidade eterna. O enigma é decifrado pelo que já ficou evidente: o ex-juiz é um campeão dessa convicção. Enquanto Lula ainda se declara “o mais honesto” – o que é uma mentira –, Moro não precisa declarar sua honestidade, que se impõe por si mesma. Um bom exemplo já está acontecendo: após a prisão de Lula – e não pensem que ele está livre, porque está cada vez mais preso ao seu passado –, agora vai se arrepender inutilmente ao assistir da prisão ao julgamento, sem qualquer privilégio, do filho de um criminoso, ele mesmo. Corruptões e corruptinhos do Brasil, preparem-se, porque a justiça tarda, mas não falha. A sua vez chegará.  

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo  

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PREOCUPAÇÃO  

Pelas últimas falas do procurador-geral da República, Augusto Aras, achei preocupante sua posição em querer encolher a Polícia Federal e a Lava Jato alegando “exageros” em suas atuações e excesso de operações. Ora, é absolutamente transparente a eficiência destas operações e recuperação de dinheiro público. O que será que pretende?  

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo  

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A SOCIEDADE A SERVIÇO DO DIREITO  

Em entrevista, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão de condenados em segunda instância aumentou a percepção dos brasileiros sobre impunidade e corrupção. Tal consequência, de previsão óbvia, foi grandemente ressaltada pelos ministros que votaram a favor da tese da necessidade da prisão após condenação em segunda instância, porém devidamente menosprezada pelos ministros que votaram contra, para os quais a letra da lei deverá sempre importar mais que o espírito das leis, ou seja, nada disso do Direito servir à sociedade dentro da qual surge, se desenvolve e se modifica, porém sendo mais importante que a sociedade sirva ao Direito, assim como também serve aos entendimentos pessoais dos que não acreditam nem no espírito das leis nem em sentimentos e necessidades sociais, e nem sequer em uniformidades e concordâncias que almejem uma unidade institucional tão necessária para que haja a diminuição de crimes, de vítimas e de sofrimento.  

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro  

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‘OLHAR FIDEDIGNO SOBRE A CONSTITUIÇÃO’  

Curiosa e contraditória (com a prática) a fala do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de que “o técnico tem de ter um olhar fidedigno sobre a Constituição”, criticando o ministro da Justiça, Sérgio Moro, doutor em Direito, na questão da prisão após a condenação em segunda instância. Parece que “ter olhar fidedigno sobre a Constituição” não vem sendo o caso do magistrado da Suprema Corte, também conhecido por “Senhor Voto Vencido”, pois cerca de 1/3 de seus votos foram vencidos (161 em 514 decisões, no período de 2006 a 2015). Portanto, é razoável entender que boa parte das decisões do ministro não tem “olhar fidedigno sobre a Constituição”.  

Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)  

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DEMOCRACIA E REPRESENTAÇÃO  

Nossa democracia é sui generis. Davi Alcolumbre foi eleito senador, em 2014, com 131.695 votos, para representar o Amapá. Hoje, presidente do Senado, ele se posiciona contra a prisão após condenação em 2.ª instância (será que o fato de ele ser objeto de dois processos ligados à sua eleição inspira tal posicionamento?) e impede o andamento do processo na Casa, mesmo após aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Com esse “expressivo” número de votos, ele impede que algo contra o que ele, pessoalmente, se oponha tenha continuidade para discussão e votação. No momento, prisão após condenação em 2.ª instância, impedimentos de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), CPI Lava Toga e PEC da Bengala. Todos casos com clamor eloquente de toda a sociedade pela sua tramitação. Não falo em aprovação, pois o plenário pode pensar ao contrário, mas, se o plenário se posicionar, teremos uma representatividade mais coerente. É ou não é uma verdade que vivemos uma ditadura das minorias? Não é evidente que os métodos de representação estão incorretos? Haja contrassenso.   

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas  

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DESSERVIÇO  

Projeto sobre 2.ª instância é aprovado na CCJ do Senado, mas Alcolumbre deve aguardar PEC da Câmara. Mais um desserviço do presidente do Senado ao Brasil!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo  

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SEGUNDA INSTÂNCIA  

Nossos deputados e senadores articulam, via PEC, limitar à esfera criminal a prisão na 2.ª instância. É fácil de explicar. Querem aliviar os seus amigos do colarinho branco ou imaginando que amanhã serão eles próprios. Nossos congressistas ainda não perceberam que corrupção é o mais grave dos crimes.  

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)  

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SEGUNDA E INFALÍVEL INSTÂNCIA


Os dignos membros do Legislativo brasileiro deveriam empreender um périplo pelas segundas instâncias do Brasil e ver como funcionam, não em relação aos processos midiáticos, mas a todo o enorme acervo que faz com que, em São Paulo, por exemplo, uma única sessão obrigue os desembargadores a julgar mais de 300 processos. A questão não é primeira, segunda ou instância superior. Trata-se da convicção como se fez a justiça: um único erro judiciário já chegou a abalar por anos grandes nações, como a culta França.

  

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo  

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DEPUTADOS DO CENTRÃO  

A foto estampada na edição de 12/12 do Estado, dos deputados do centrão, justifica o interesse de manterem a blindagem e dificultarem a prisão em 2.ª instância. Nem precisou citar seus nomes. Já são bem conhecidos.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo  

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NOSSOS POLÍTICOS  

As eleições de 2018 semearam nos corações brasileiros uma frágil luz de esperança de que a classe política pudesse vir a desempenhar sua missão com foco no interesse público, à luz da justiça e da verdade. Ledo engano. Decorrido um ano, lamentavelmente, pouco mudou e, pelo que temos visto, dificilmente mudará. Permanecem atualíssimas as palavras de Oscar Niemeyer: “Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um vaso de flores para vocês usarem como penico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de camburão”.  

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro   

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IMPEACHMENT NO CHILE  

Os protestos contra Sebastián Piñera terminaram com 26 mortos durante as manifestações de rua. Houve violação dos direitos humanos com abuso por parte das forças de segurança. Agora, a crise política no Chile alcança o ápice com o pedido de impeachment, o qual pode ser utilizado como arma política dentro do jogo democrático conforme as regras do presidencialismo. De acordo os artigos 52 e 53 da Constituição de 1980, a Câmara dos Deputados pode autorizar o impeachment por maioria absoluta (78 votos dos 155 deputados) e o Senado Federal, remover o presidente por quórum qualificado de 2/3 dos membros (29 votos do total de 43 senadores). Provável que sobreviva politicamente por causa da coalizão governamental no Senado, mas chegará enfraquecido ao final do mandato.  

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas  

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HOMENAGEM A KIM JONG-UM  

Achei que fosse fake, mas é verdade. Achei que fosse piada, mas é sério – bem sério. Achei que fosse sonho. Mas o beliscão doeu... Recentemente, na Assembleia Legislativa de São Paulo, uma homenagem (indevida, na minha opinião) ao ditador chileno Augusto Pinochet foi impedida. E agora, Kim Jong-un foi homenageado pelo vereador Leonel Brizola Neto (PSOL), do Rio de Janeiro. Parem o Brasil. Quero descer!  

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)  

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PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE  

A Unesco, em boa hora, reconheceu como patrimônio da humanidade o boi-bumbá do Maranhão. Espera-se, a seguir, igualmente fundamentado no bom senso, história marcante, sensibilidade, apoio popular, bom gosto e beleza, que a Unesco também reconheça a importância cultural do boi-bumbá de Parintins, Amazonas. Espetáculo grandioso que todos os anos fascina e atrai milhares de turistas nacionais e internacionais.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmaill.com

Brasília

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