Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 03h00

CORRUPÇÃO

Destruição de empresas

Em entrevista ao Estado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que a Operação Lava Jato destruiu empresas no Brasil, ao contrário do que ocorre nos EUA e na Alemanha. De fato, nossa realidade é diferente: aqui condenados por corrupção estão soltos até o trânsito em julgado; já nesses países eles são presos e assim permanecem até o fim do cumprimento da pena. Essa distinção faz os diversos setores das empresas de lá não serem contaminados pela presença de gestores ávidos por lucro ilícito. Não foi a Lava Jato que destruiu as empresas, mas o esquema que não funcionava sem propina, aliado à demora da Justiça em punir exemplarmente e fazer cumprir a condenação.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

Lá é diferente

Causa muita estranheza justamente o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, acusar a Lava Jato de ter destruído empresas e ainda afirmar que nos EUA e na Alemanha isso jamais aconteceria (‘A Lava Jato destruiu empresas’, afirma Toffoli, 16/12, A4). Porque nos países adiantados jamais se chegou a esse grau de corrupção generalizada no meio político e estatal, envolvendo empresas prestadoras de serviços como fonte do dinheiro sujo. Sem contar que o espaço deixado por uma empresa com problemas é logo ocupado por outra, renovando e arejando o ambiente.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

Proporções

Concordo com o presidente do STF quando diz que nos EUA e na Alemanha jamais aconteceria o que aconteceu aqui com as empresas alcançadas pela Lava Jato. Nos dois países citados não existem políticos tão corruptos como no Brasil, que envolvem nas suas falcatruas as grandes empresas que dependem do governo. Simples assim.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

*

Esqueceu a ganância

Foi o que fez o eminente ministro presidente do STF na entrevista ao Estado. Vamos aos fatos. Ele declarou que a Lava Jato acabou com as empresas. Pois bem, empresas são entidades jurídicas sem representatividade perante a Justiça. Quem responde juridicamente pelos atos das empresas são seus dirigentes: se estes exercerem uma má gestão as empresas responderão pelos ônus causados com confiscos, bloqueios, multas e até o seu fechamento. Portanto, quem acabou com as empresas foi a ganância dos empresários, aliada às falcatruas do governo. Não satisfeitos com os lucros exorbitantes no serviço prestado, decidiram avançar contra o bom senso, a ética e a moral. Deu no que deu. Total responsabilidade dos maus empresários.

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

*

Concorrência viciada

Com toda vênia ao ministro do STF, a corrupção é que, antes de tudo, destrói empresas. Cria barreiras de entrada intransponíveis a empresas sérias, eficientes e honestas, torna inviável sua participação em concorrências públicas e as deixa de fora da competição. O vício da corrupção ataca frontalmente os princípios da livre-iniciativa, insculpidos no artigo 170 da Constituição, em especial o inciso IV, da livre concorrência, desprezando, entre outros, os critérios de eficiência e economicidade.

CHARLES SCHAFFER ARGELAZI

charles@argelazi.adv.br

São Paulo

*

Acordos de leniência

Sobre Dias Toffoli dizer que a Operação Lava Jato destruiu muitos empregos, vale uma observação. Destruiu, sim, mas das empresas que superfaturavam obras e pagavam propinas a políticos. Mesmo assim, o governo fez acordos de leniência a fim de que elas se recuperassem financeiramente, para depois poderem pagar as multas e devolver o dinheiro desviado.

VILSON MANOEL SOARES

vilsonsoares@globo.com

São Paulo

*

As empresas flagradas em corrupção desenfreada tornaram-se gigantescas via dinheiro fácil de contratos fraudulentos. A Operação Lava Jato presta grande serviço ao País ao escancarar o mal que foi feito. As empreiteiras assumiram o risco de ser punidas. Deveria ter sido feita vista grossa? O que falta, sim, é regulamentar os acordos de leniência com legislação apropriada.

FELICIO TADEO ZAMBOM

tadeo@transmotor.com.br

São Paulo

*

BELO MONTE

Fracasso anunciado

O fracasso operacional da hidrelétrica de Belo Monte foi amplamente previsto, todos os estudos indicavam a inviabilidade da obra (Belo Monte quer térmicas para suprir baixa geração, 15/12, A1). Houve vasta e irreparável destruição socioambiental na região e a usina construída não é técnica nem economicamente viável. O fracasso de Belo Monte é o reflexo do fracasso do Brasil, um país refém do crime organizado. O fiasco de Belo Monte é o triunfo do esquema de superfaturamento de obras públicas. Na verdade, a obra foi hiperfaturada, empreiteiras e partidos políticos levaram bilhões. Logo mais o Brasil, quiçá, vai pagar mais alguns bilhões às mesmas empreiteiras para superfaturem usinas termoelétricas a fim de suprirem os erros do projeto original. Um país que não aprende com os seus erros está fadado a permanecer no Terceiro Mundo para sempre.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

Tecnicamente, Belo Monte foi criticada acerbamente por motivo bem específico: a topografia do local não permitia armazenar água suficiente para gerar energia durante o ano todo. Mas um cidadão enfrentou esses óbices técnicos, simplesmente por desejo pessoal, Lula da Silva. Será que algum tipo de incentivo o fez insistir em levar avante algo condenado tecnicamente?

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas

*

Herança maldita

Belo Monte é mais uma herança deixada pelo PT para todos nós, brasileiros. Custou mais de R$ 40 bilhões, dos quais sabe Deus quanto de propina e corrupção, e nós vamos pagar pelo resto da vida. Desde o projeto muitas pessoas avisaram que essa usina só trabalharia metade do ano, pois na seca do Xingu ela tinha de parar. O PT obrigou os fundos de pensão das estatais a serem sócios do empreendimento, assim como a Eletrobrás. Isso é que é herança maldita!

JORGE EDUARDO G. ZAMBRA

jorgegonella@hotmail.com

São Paulo

*

“O ministro se engana. A Lava Jato não destruiu empresas, mas quadrilhas. Em tempo: como estamos no Brasil, o ladrão-mor continua solto por aí...”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE AS DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DO STF A RESPEITO DOS PREJUÍZOS CAUSADOS, NA SUA OPINIÃO, PELA AÇÃO DA FORÇA-TAREFA DA OPERAÇÃO NO COMBATE AOS CORRUPTOS

standyball@hotmail.com

*

“O que aconteceu aqui não aconteceria nos EUA, como disse o ministro. Lá, comprovado o crime, os criminosos iriam para a prisão até mesmo antes do julgamento”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mg2448@icloud.com


DESASTRADAS ACUSAÇÕES


Pobres e infelizes as palavras do supremo presidente Dias Toffoli sobre a Operação Lava Jato, típicas da fábula do poste que faz pipi no cachorro. Quanta desfaçafez afirmar que a Lava Jato “destruiu empresas” e que nos EUA isso não ocorre, entre tantas outras desastradas acusações. Presidente, os americanos não têm uma Corte Suprema do nível da nossa. Lá funciona o Estado Democrático de Direito. Não existe o Estado do compadrio, lugar-comum entre os nossos supremos ministros e os endinheirados da corrupção. A prisão em segunda instância é coisa séria, independentemente do “paciente”. De todas as justas manifestações em repúdio dos membros do Ministério Público, covardemente ofendido pelo ministro Toffoli, é preciso que o presidente da Suprema Corte reflita sobre as palavras do procurador da República em Minas Gerais Wesley Miranda Alves: “(Ele) direciona as críticas feitas à sua atuação e à de outros ministros do Supremo Tribunal Federal à própria magistratura. Não, o STF de hoje não representa a magistratura nacional. O atual e crescente combate à corrupção não se deve ao STF. Ocorre apesar do STF”. Copiou, ministro?


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


*

INFELICIDADE


Em entrevista ao Estadão, o ministro Dias Toffoli foi no mínimo infeliz ao declarar que a Operação Lava Jato destruiu empresas e que o Ministério Publico é pouco transparente. Na realidade, é quase impossível separar a conduta de dirigentes de empresas condenados pela Lava Jato da atuação da companhia que comandam. Obviamente, ela e seus sócios foram beneficiados com dinheiro de propina e bilhões vindos diretamente do BNDES sem muita burocracia, desigualando uma saudável competição de mercado entre empresas, levando as campeãs nacionais ao superfaturamento, à corrupção e a um crescimento viciado dessas organizações. A JBS, dos irmãos Batista, é um exemplo acabado dessa realidade. Imaginem quantas empresas em início de atividades poderiam ter sido beneficiadas com os R$ 8,1 bilhões liberados em tempo recorde pelo bando de fomento para a Friboi. Dias Toffoli deveria levar em consideração uma realidade que é de conhecimento geral: a Lava Jato, na verdade, destruiu um cartel de empreiteiras que cooptou desde presidentes da República até boa parte dos partidos políticos representados no Congresso Nacional. Dizer que a Lava Jato quebrou empresas é fechar os olhos para a crise econômica relacionada à incompetência, à má gestão e à corrupção, é ignorar que a Lava Jato já recuperou mais de R$ 14 bilhões para os cofres públicos – algo inédito na história. Quanto à falta de transparência do Ministério Público (MP) citada pelo ministro, basta lembrar a transparência com que procuradores e promotores de várias partes do Brasil têm demonstrado ao apoiarem os integrantes da Lava Jato para evitar que forças ocultas obstruam a Operação Lava Toga, que ultimamente tem mandado para a prisão juízes corruptos que vendem sentenças.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


*

NESTA TOADA


Procuradores da República criticaram o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, após a publicação de entrevista em que o ministro afirma que a Operação Lava Jato fechou empresas. O procurador Roberson Pozzobon enfatizou que a Lava Jato apenas descobriu graves ilícitos praticados por empresas e as responsabilizou, dentro dos limites, e com as consequências da aplicação das leis, e rebateu ainda o comentário de Toffoli de que o Ministério Público deveria ser mais transparente, citando o caso das apurações sobre as fake news que atingiram o STF, determinadas, de modo não transparente, por Dias Toffoli. Pudéssemos destruir todas as corrupções e, da terra arrasada, recomeçarmos, de um marco zero, uma nova civilização. Porém, como a democracia é a reunião de ideais que, várias vezes, mesmo se opõem, temos de continuar com essa mesma toada – denunciar, investigar, condenar e punir, denunciar, investigar, condenar e punir –, e assim até que a sociedade aprenda que os direitos de alguns não irão prevalecer sobre os direitos da maioria, e que somente a autêntica boa-fé traz a marca inconfundível da verdadeira democracia.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

TOFFOLI E A LAVA JATO


O presidente do Supremo Tribuna Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), José Dias Toffoli, disse em entrevista ao Estado que “a Operação Lava Jato destruiu empresas, o que jamais aconteceria nos Estados Unidos”. Ora, faltou sua excelência dizer que os dirigentes das empresas envolvidas até o pescoço na histórica e disruptiva operação de caça e detenção de tubarões do empresariado nacional quase destruíram a economia do País, que continua atolada no poço sem fundo aguardando um milagre para emergir à luz. Sem a Lava Jato, o Brasil já teria ido à bancarrota, ministro!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

RESPONSABILIDADES


É certo que as empresas não roubam, quem rouba são os dirigentes. Portanto, deveria haver leis que permitissem uma intervenção econômica nas empresas para punir os responsáveis e saneá-las, preservando empregos e a saúde da economia. Da mesma maneira, contrariando alguns ambientalistas, o boi não desmata, quem desmata são os homens que devem ser legalmente e rigorosamente combatidos pelos governos federal e estadual. E isso deveria vir com uma grande reforma de Estado, administrativa e tributária, fortalecendo Estados e municípios para que cumpram com maior responsabilidade as suas obrigações.


Victor Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo


*

LIMPEZA NA ÁREA


Em entrevista ao Estadão, o ministro Toffoli disse que a Lava Jato destruiu empresas. Ministro, empresas como muitas daquelas não existiriam ou não seriam tão grandiosas sem que tivessem se aproveitado da corrupção e do suborno. Melhor que deem espaço para empresas do bem.


Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@bol.com.br

São Paulo


*

GESTORES CORRUPTOS


A Lava Jato não acabou com as empresas, mas sim as pessoas que administravam as empresas junto com a corrupção, que chegaram à situação em que se encontram. O ministro Toffoli demonstra desconhecer a verdadeira situação.


Lucienne Carneiro lucienne.carneiro@icloud.com

São Paulo


*

Para Toffoli, a Lava Jato acabou com as empresas e o Ministério Público, que trabalha para descobrir a corrupção destas, é pouco transparente. Agora ele se superou! E é juiz do Supremo – pasmem!


Joana Luiza de Paula joanaluizadepaula@gmail.com

São Paulo


*

Totalmente desnecessárias as afirmações de Dias Toffoli na entrevista ao Estadão, em que também usou palavras desnecessárias como “injustamente marcado pelo estigma quanto a ser lulista, petista (...)”. Só gostaria de dizer ao excelentíssimo que não foi a Lava Jato que acabou com as empresas, e sim a eliminação da corrupção que alimentava essas empresas que as obrigou a voltar a operar numa economia real.


Roseli L. Cordeiro roselilotto.cordeiro@gmail.com

São Paulo


*

BARBARIDADES


Manchete do EstadãoPara Toffoli, Lava Jato destruiu empresas. Claro que teria de acabar com as fábricas de propinas e corrupção. O ministro falou ainda que isso jamais aconteceria com os Estados Unidos e com a Alemanha, que nunca destruiriam empresas. Só que o Judiciário de lá jamais aprovaria as barbaridades que o nosso STF aprovou que provocaram depressão e angústia no povo honesto do Brasil.


Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga


*

NEM PERTO


Por favor, digam ao ministro Toffoli que na Alemanha as empresas destruídas nem perto chegariam de onde chegaram – desapareceriam muito antes – e que isso é um conhecimento básico para um ministro do STF.


Cássio Mascarenhas de R. Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo


*

LAVA JATO


Ao contrário do afirmado pelo presidente do STF, Dias Toffoli, a Lava Jato foi a operação mais exitosa feita nos últimos cinco séculos no Brasil. Como todo trabalho, tem falhas, defeitos e equívocos, mas suas vantagens superam as desvantagens de longe.


Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


*

SUICÍDIO


Assusta-me quando o presidente da Corte Suprema credita a quebra de empresas às ações da Lava Jato, como se fossem santas, inocentes e ingênuas. Oras, a Lava Jato é para prender bandidos de qualquer natureza, corruptos e corruptores. Afinal, o que as empresas envolvidas são? Indiretamente, roubaram do povo. Elas não foram mortas pela Lava Jato, simplesmente se suicidaram. A lógica do dr. Toffoli, com certeza, não é a lógica da boa moral e da maioria dos brasileiros. Uma pena!


Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira


*

TOFFOLI SEGUNDO TOFFOLI


Não me espantam os argumentos usados por Dias Toffoli em sua entrevista ao Estadão. Para começar, ele reeditou críticas que o PT fez e fazia ao Ministério Público desde que há alguns anos lhe foi dado poder investigativo. Isso incomodou demais a gestão petista no poder. Repetiu, também, a arenga de Lula de que a Lava Jato destruiu empresas. Empresas que, diga-se de passagem, com o aval do presidente Lula mamaram sofregamente no erário e se agigantaram roubando. Com tais arrazoados, ele apenas confirmou o que já sabemos: o PT persiste debaixo da toga do ministro, portanto ele não tem isenção para julgar. Ademais, ele pintou um quadro idílico do Supremo Tribunal Federal, segundo ele uma casa sem lutas internas ou fortes divergências entre os ministros, e eu me pego pensando que não ouvi nem vi o que já assisti pela TV, estou sofrendo de alucinações. Quanto aos três eixos que Toffoli diz querer deixar como marca de sua presidência no STF (eficiência, transparência e responsabilidade), nego-me a comentar. A ironia e o cinismo dos argumentos me venceram.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


*

TOFFOLI SENDO TOFFOLI


Para o ministro Dias Toffoli, foi “a Lava Jato que destruiu empresas no País”. Bom, para o presidente da Suprema Corte com vários pedidos de impeachment, que vem se mostrando mais advogado dos corruptos do que um ministro idôneo, o que ele diz tem credibilidade zero. Não representa absolutamente nada, apenas nos faz dar boas gargalhadas. Tamanha barbaridade dita foi apenas Toffoli sendo Toffoli, braço direito do PT na Justiça brasileira.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


*

ENTREVISTA DIAS TOFFOLI


Lembrei, não sei por que, da canção: “Faz-me rir o que andas dizendo (...)”. Acho que foi pelo cinismo.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


*

SUPREMO DELÍRIO


Pérolas, rubis, pepitas tipo “o Poder Judiciário é o poder mais transparente que tem” (sic) e “a Lava Jato destruiu empresas” adornam a entrevista do sr. Dias Toffoli ao Estadão, ontem. Anódino, maçante como no voto em “javanês” no julgamento do compartilhamento de informações financeiras, o presidente do Supremo Tribunal Federal extrapolou, delirante: disse que seu voto foi “elogiadíssimo”, sem que se saiba por quem. Tão profunda e antológica fala foi ratificada – renegada, pois – pelo próprio Toffoli, depois da lavagem higienizante aplicada pelo colegiado.


José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém


*

DEBOCHE EXTREMO


“A Lava Jato destruiu empresas”, disse Dias Toffoli. É o deboche extremo com o povo brasileiro. Nada podemos fazer contra o presidente do Poder Judiciário, mas é possível chamá-lo de cúmplice daqueles que roubaram. O argumento é indutivo, mas nem por isso falso.


Antonio Manoel Vasques Gomes amavago@gmail.com

Rio de Janeiro


*

O RABO QUE ABANA O CÃO


O sr. Toffoli em relação à Lava Jato tem o mesmo tirocínio que o alfaiate que mandou o cliente se ajustar à roupa. Típico de quem, quando lhe convém, diz que é o rabo que abana o cão. Quem destruiu aquelas empresas não foi a atuação legal e, acima de tudo, constitucional dos promotores que as investigaram, mas sim seus péssimos gestores-administradores, amorais, que se deixaram criminalmente corromper para corromperem criminalmente mais ainda. É o cara ainda é ministro do Supremo, valha-me Deus!


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos


*

CAMISA VERMELHA


Como podemos nos animar com nosso país, se em plena segunda-feira a manchete principal do Estadão diz: Para Toffoli, a Lava Jato destruiu empresas? Não é possível que este indivíduo que ocupa a presidência do STF fale desta maneira. Certamente, ele não considera que o nível de corrupção diminuiu nem os bilhões de reais que foram recuperados, mas certamente o que lhe incomoda é que ele continua preocupado com a grana que seu antigo partido, o PT, deixou de roubar, que seus antigos chefes, Lula e José Dirceu, correm o risco de serem presos, e certamente diminuiu a grana que recebiam mensalmente, e por aí vai. Por favor, sr. Toffoli, preocupe-se em defender o País e tire esta camisa vermelha que você continua usando debaixo da toga.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


*

APESAR DELE


O presidente do STF, Dias Toffoli, mostrou sua cabeça petista. Empresas corruptas não devem ter empecilhos para funcionar. Citou o mensalão como decisão do STF para o começo do combate à corrupção. É verdade, mas apesar dele, que lutou para inocentar seus “companheiros”. Merecemos alguém melhor para presidente da Corte.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


*

PARTO DEMORADO


O mariliense Antonio Dias Toffoli, presidente da Suprema Corte, entrevistado, emitiu pareceres não muito convincentes, como afirmar que a Lava Jato destruiu empresas, que o Ministério Público é pouco transparente e que o STF não está dividido. Nas votações polêmicas, como a da prisão após condenação em segunda instância, o placar em 2016 e 2019 foi de 6 a 5. Na segunda turma, a maioria das votações termina em 3 a 2. Portanto, são sinais claros e cristalinos da secessão existente no STF. Daqui a nove meses termina o mandato do petista de Marília, graças a Deus!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


*

DEZ ANOS DEPOIS


Pergunta que não quer calar: será que José Antônio Dias Toffoli, depois de mais de dez anos atuando como ministro do STF, conseguiria, numa terceira tentativa, ser aprovado no exame para juiz de primeira instância?


Roberto Bruzadin bobbruza2@gmail.com

São Paulo


*

O BRASIL NA CONFERÊNCIA DO CLIMA


Desta vez o governo Bolsonaro nos envergonhou em grande escala, ao receber o título de “Fóssil Colossal” na Conferência de Clima da ONU, dado pela CAN, rede de 1,3 mil ONGs, pelos retrocessos ambientais na atual gestão federal. Como já disse antes, o presidente que não acredita na teoria do aquecimento global e, consequentemente, escolheu para ministro do Meio Ambiente um corrupto diplomado pela Justiça. De fato, Ricardo Salles foi condenado em 19/12/2018 pela Justiça, junto com a Fiesp, por improbidade administrativa e perda dos direitos políticos por três anos, por fraudar processo de manejo de Área de Proteção Ambiental da Várzea do Tietê. Não nos esqueçamos de que o presidente foi eleito sob a bandeira de combater a corrupção. Salles recorreu à segunda instância e até poderá ser absolvido, embora não vejo como, mas o presidente não poderia tê-lo nomeado ao cargo de ministro enquanto a segunda instância não tivesse cancelado a sua condenação. Não por acaso, neste ano tanto o desmatamento como os incêndios na Amazônia aumentaram de maneira significativa, pois Salles desmontou a fiscalização do Ibama na Amazônia. Depois de no começo do ano o presidente praticamente ter recusado as significativas doações que a Alemanha e a Noruega faziam ao Brasil, agora mandou exatamente Salles representar o Brasil na conferência em Madri, basicamente para pedir dinheiro para as demais nações. Ao mesmo tempo, aqui, no Brasil, lançou a ideia da venda de árvores nativas da Amazônia. Será que realmente o presidente acredita que os líderes das demais nações não sabem o que vem acontecendo aqui, num mundo globalizado? Salles ainda, na prática, exigiu verbas das demais nações por ainda termos 80% da Amazônia conservada. Tínhamos sim, antes de Bolsonaro assumir. Já não acredito que o Brasil vá conseguir sair ileso de um governo como o de Bolsonaro. O militar Bolsonaro pode acreditar no que quiser, como o seu guru – problema dele. O presidente do Brasil não, pois se torna problema nosso. Seria bom para o Brasil que a segunda instância da Justiça julgasse logo o recurso de Salles para resolver logo a sua situação.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

O FÓSSIL BRASILEIRO


O chefe da delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP25) foi o arrogante ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Sua missão foi “conseguir recursos justamente para aqueles que vivem na floresta e precisam ser remuneradas por sua conservação”. A “idée fixe” era arrancar dinheiro sem dar nada em troca, o que provocou a seguinte reação da Jennifor Morgan, o líder de Greenpeace: “O Brasil parece ter vindo aqui atrás de dinheiro. Não é o que você faria se você estivesse preocupado com o futuro do planeta e do seu povo”. É uma atitude, no mínimo, cara de pau de um governo que faz vista grossa, ou mesmo incentiva a exploração predatória da Amazônia e faz copo mole diante das queimadas que acontecem por la forza del destino. Como consolo deste vexame, ganhamos o prêmio de “Fóssil Colossal”. Parabéns, ministro, pela atuação brilhante.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


*

LEI NELES


Esperamos que Ricardo Salles tenha aprendido bem o perigo representado pelo acelerado aquecimento global e implemente as ações que competem à sua pasta. O Brasil, que poderia estar na liderança desse movimento fundamental para a humanidade, está sendo subjugado e reduzido a um “Fóssil Colossal”, devido à complacência do governo perante ações ilegais e gananciosas de grileiros, madeireiros e outros. Lei neles, ministro.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


*

CIENTISTA REVERENCIADO


Mais uma para a coleção das inoportunas e absurdas atitudes de Jair Bolsonaro: depois de publicamente ser humilhado, ofendido e até exonerado pelo presidente Bolsonaro, o cientista ex-chefe do Inpe, físico Ricardo Galvão, foi escolhido pela revista das mais conceituadas do mundo, a Nature, como uma das dez pessoas que foram mais importantes para a ciência neste ano. Essa estupidez do presidente, que chocou o mundo, ocorreu quando no último mês de julho o Inpe divulgou o alto e surpreendente nível de desmatamento na Floresta Amazônica. E o presidente, afoito e sem embasamento algum, o chamou de mentiroso e o acusou de estar “a serviço de alguma ONG”. O cientista, que estava no Inpe desde 1970, respondeu que o presidente havia sido “pusilânime e covarde”, já que o tal desmatamento anunciado por Galvão, para desgosto do presidente, foi confirmado em novembro pelo sistema Prodes. Houve, realmente, 30% de perda de floresta entre agosto de 2018 e julho de 2019. Mas o presidente não teve a grandeza de pedir desculpas ao cientista e à Nação. E o Brasil, por causa deste desprezo de Jair Bolsonaro pelo meio ambiente, foi humilhado na Conferência do Clima da ONU, em Madri, ganhando o prêmio de “Fóssil Colossal”.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.