Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 03h00

PODER JUDICIÁRIO

Crime premiado

Li com atenção a reportagem Em 11 anos, 1 condenação por venda de sentenças (15/12, A4) e fiquei indignado. Como pode um dos tripés da democracia e da República agir dessa maneira? Justo a Justiça, que deveria dar o exemplo de honestidade, pois, afinal, é dela que emana a ordem legal que norteia o Estado de Direito... Um em 11 anos! É pior ainda quando se lê que a pena foi a aposentadoria compulsória com rendimentos de R$ 30 mil mensais. É de uma desfaçatez que assombra os cidadãos honestos e trabalhadores deste sofrido país. Quando se vê na entrada dos tribunais a figura de Têmis, deusa grega da justiça, com a balança numa das mãos simbolizando a equidade e em outra a espada para punir os faltosos, com os olhos vendados demonstrando a imparcialidade nas decisões, percebe-se que ela está sendo desfigurada por uma elite intocável que veste a toga da magistratura.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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Bananas

A aposentadoria compulsória de magistrados condenados administrativamente por venda de sentenças é um dos mais fortes tapas na cara da sociedade brasileira. Como é que pode alguém ser premiado com um salário mensal vitalício de R$ 30 mil por ser criminoso? Só mesmo numa República bananeira!

MARCELO MELGAÇO

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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Compensador

Um crime que compensa no Brasil é a venda de decisões judiciais. Além de difícil comprovação, a pena imposta ao magistrado condenado é a aposentadoria compulsória, recebendo seus salários integrais, sem trabalhar.

JORGE DE JESUS LONGATO

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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Revolução Francesa

O fato de juízes venderem sentenças e somente um ter sido “condenado” à aposentadoria, com R$ 30 mil mensais, remete a Luiz XVI, que se negou a cortar as benesses da aristocracia e foram todos guilhotinados.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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CORRUPÇÃO

Despropósito

O universo pensante brasileiro reagiu com perplexidade à indigência intelectual exibida pelo sr. Dias Toffoli na entrevista ao Estado (16/12). O número e o conteúdo das cartas ao Fórum dos Leitores comprovam. Os argumentos do presidente do Supremo Tribunal reafirmaram a percepção há muito observada: Dias Toffoli foi o mais ousado despropósito do então presidente Lula da Silva, com a condescendência ominosa do Senado, ao tornar ministro da Corte o ex-advogado do PT, de saber jurídico abaixo da exigência constitucional e do cargo. O resto é o que se vê, ouve, lê.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

myguep23@gmail.com

Belém

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Maquiavélico

Empreiteiras fundamentadas nos ensinamentos de Nicolau Maquiavel, destinadas a servir ao “príncipe”, não estão preocupadas com os meios, se são lícitos, morais ou éticos, para chegar aos fins. Muita ingenuidade acreditar que as obras superfaturadas, com inúmeros aditivos, para obter recursos para os “príncipes” também não tenham obtido vantagens adicionais. Estamos colhendo os frutos das obras faraônicas à custa da escassez de recursos para pagar ao funcionalismo público, de hospitais sem a mínima dignidade humana por falta de salários e suprimentos. O estranho é o presidente da mais alta Corte defender empreiteiras envolvidas em corrupção. Por quê?

JOSÉ LUIZ MONTEIRO

jlm.eng@hotmail.com

Sorocaba

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CONGRESSO NACIONAL

Doações às cegas

Aprovação a toque de caixa no Congresso, dando aos deputados e senadores verbas para gastarem à vontade, sem interferência nem prestação de contas ao Estado, mostra que nada mudou no Legislativo. Só o fato de essa proposta de emenda constitucional (PEC) ter sido apresentada por Gleisi Hoffman (PT-PR), que responde a processos por corrupção, já diz tudo. Será outro meio vergonhoso de os brasileiros financiarem candidaturas às cegas, além dos bilhões do fundo eleitoral. Elegeremos prefeitos e vereadores no futuro com o mesmo perfil miasmático de quem aprovou esse absurdo. Enquanto nós, brasileiros, dormimos, a caravana da safadeza passa acintosamente na nossa cara. Com praticamente 70% dos parlamentares aprovando essa PEC, chegamos à triste conclusão de que fomos novamente ludibriados nas últimas eleições. Até quando, brasileiros?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EM SÃO PAULO

Queda iminente de árvore

O leitor sr. Marcos A. M. Praça (15/12) tirou a sorte grande, pois seu pedido de poda de árvore, ao se tornar público neste Fórum, certamente merecerá a atenção da Prefeitura. Normalmente, conforme afirma esse leitor, tais pedidos são simplesmente ignorados e nada é feito. Meu pedido é o de corte de uma árvore que pode cair a qualquer momento, causando danos aos serviços públicos da região e até a perda de vidas humanas. O Decreto 26.535/1988 (alterado pelo Decreto 58.647/2019) autoriza a contratação de empresa especializada para fazer o serviço, mas o problema está em que a contratação depende de prévia autorização da Prefeitura, o que é praticamente impossível. Meu pedido foi devidamente formalizado, tenho o número de protocolo. Espero que isso sirva ao menos para mover ações de responsabilidade civil pelos danos materiais e de responsabilidade criminal pelas perdas humanas.

BRUNA PEREIRA

bruna.3719@gmail.com

São Paulo

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BOAS-FESTAS

Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Adriano J. B. V. de Azevedo, Advocacia Mariz de Oliveira, Aldo Dórea Mattos, Antonio Brandileone, Arlete Pacheco, Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, Central Press, Comunicação Interfarma, Consulado-Geral da República Federal da Alemanha em São Paulo, Creusa Colaço Monte Alegre, De Angeli Feiras & Eventos, Evaristo Eduardo de Miranda – Embrapa Territorial, FSB Comunicação, Festival das Cataratas, Fernando Gabeira, Grupo Bandeirantes, Idestur, Irene Maria Dell’Avanzi, Jorge M. Fonseca – George Career Change Consultants, Joyce Nogueira – Drumond Assessoria de Comunicação, Klaus Reider e família e Maria Gilka.

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“Por que será que não há punição para juízes que vendem sentenças? Porque os casos não são tão raros assim...”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE ESPÍRITO DE CORPO E IMPUNIDADE NO JUDICIÁRIO

luiz.frid@globomail.com

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“Será que as concessionárias das rodovias nunca chegaram à conclusão de que trechos elevados, como viadutos e pontes, necessitam de guardrails duplos, mais altos?”

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ, SOBRE O ACIDENTE EM QUE CAMINHÃO DESPENCOU DO RODOANEL SOBRE A RODOVIA RAPOSO TAVARES, COM MORTOS

sepassos@yahoo.com.br


‘ENERGÚMENO’


A incontinência verbal do presidente Jair Bolsonaro produziu mais uma de suas barbaridades ao chamar de “energúmeno” o patrono da educação brasileira, Paulo Freire. Além de injusta e despropositada, a declaração revelou uma tremenda falta de educação. Vergonha!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BODE EXPIATÓRIO?


Por que atacar Paulo Freire?  Bolsonaro quer um bode expiatório pela péssima gestão na Educação em seu governo? Arranje outro que possa se defender, já que o grande educador morreu há décadas. Chamá-lo de “energúmeno” é um ato abjeto que denota ignorância e má-fé, sem falar na covardia.


Eliana França Leme  efleme@gmail.com

Campinas


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NO PIOR DOS BOTEQUINS


Misericórdia! Jair Bolsonaro não pensa e não tem limites para suas declarações estapafúrdias e ofensivas. Como presidente da República, chamar um filho nobre desta pátria de “energúmeno”, como se referiu ao educador e filósofo Paulo Freire, é não ter noção do cargo que ocupa. Por sua baixa intelectualidade, talvez Bolsonaro nem saiba o significado da palavra “energúmeno” como consta no dicionário Aurélio: “endemoninhado, possesso, fanático ou louco”. E também não deve saber que o já falecido (1997) pernambucano Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial.  É claro que o presidente não é obrigado a gostar da obra deste educador, mas, como chefe da Nação, usar este termo chulo, deplorável, como se estivesse no pior dos botequins, é de indignar. Jair Bolsonaro pode até recuperar (como espero) a nossa economia, já que tem nos postos-chaves do governo gente competente, mas, como presidente da República, se prosseguir tropeçando com atitudes lamentáveis como esta, infelizmente, neste primeiro ano de mandato o seu legado será o de um presidente desequilibrado e antirrepublicano. Uma pena!


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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INACEITÁVEL


O cargo de presidente da República exige de seu ocupante um mínimo de educação. Como evitar a repercussão negativa causada pela declaração de Jair Bolsonaro chamando de “energúmeno” um gênio da nossa cultura, Paulo Freire? Mais um pronunciamento inaceitável.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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PAULO FREIRE


Jair Bolsonaro passou 30 anos na Câmara dos Deputados sem se preocupar com a educação do País e nunca apresentou projeto nenhum para melhorar a educação. Agora, arvora-se a crítico da educação, mostrando total desconhecimento do assunto. É terrível ouvir este senhor que nunca deveria ter saindo do baixo clero falar de um educador que desenvolveu um método para aprendizado de adultos analfabetos como se fosse o responsável pelos maus resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Temos de rezar para que apareça um líder moderado (e educado) que nos livre destes dois dinossauros, esquerdo e direito, e que possamos mandá-los, ambos, a algum museu de fósseis.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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ANARQUIA


O presidente Bolsonaro está se mostrando um grande Bakunin – ou seria anarquista? Retirou radares das estradas federais, quer aumentar os pontos para a perda da CNH e quer abolir o uso das cadeirinhas infantis nos veículos, mas as mortes aumentaram. Diz que a TV Escola “deseduca”; que a ativista Greta Thunberg é uma “pirralha” e que o educador Paulo Freire é um “energúmeno”, aquele que tem ligação com satanás. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro já, já será lembrando como Adolf Hitler, só está faltando o bigode.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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SABEDORIA PALACIANA


A sabedoria palaciana diz que ninguém assiste à TV Escola e que ela deseduca. Se ninguém a assiste, quem ela deseduca?


Percival Caropreso percival.caropreso@setordoisemeio.com

Cotia


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ENTREVISTA DIAS TOFFOLI


Fico surpreso, e tenho a certeza de que milhares de pessoas também, com as declarações do sr. presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atribuindo à Operação Lava Jato o desmonte das empreiteiras envolvidas nos maiores escândalos de corrupção do mundo (entrevista ao Estado de 16/12). Tanto no Parlamento como no Judiciário se vê em muitos líderes inveja pelo sucesso obtido pelo então juiz dr. Sérgio Moro ao desbaratar o enorme rombo causado nas finanças do País, via corrupção, e causando tanto sofrimento à população. Sem nenhuma intenção política, tornou-se o juiz o maior líder atual no Brasil. Procuram, então, de todas as formas, achar pretexto para diminuir esse prestígio. Pura inveja, ou puro interesse. Nada de patriotismo. Querer atribuir à Lava Jato o fechamento de empresas me parece escárnio. São bandidos tanto os agentes públicos quanto os empresários que dilapidaram o País, para tal comprando a consciência de inúmeros gananciosos à procura de poder, prestígio e fortuna, sem preocupação com milhares de pessoas que são vítimas dessa atitude. Se uma ação policial desbarata uma empresa fraudadora ou receptora ou revendedora de peças roubadas ou fraudadoras do Fisco e provoca seu fechamento, Vossa Excelência vai culpar a polícia? Mas na política nada acontece ao acaso. Não há inocentes. A quem interessam essas declarações? Estão bem evidentes o destino e o objetivo. Para bom entendedor... E lamentável que, ao invés de ajudar a reduzir estes descalabros, estes enciumados senhores colocam-se como críticos ferozes da Lava Jato. Aí vem o grito “a nossa Constituição não permite”. Desculpa para tapar o sol com peneira. Quanta coisa ela não permite e é feita neste país? Salve-se quem puder. Pobres nós, brasileiros.


Nelson Augusto Rigobelli nrigobelli@uol.com.br

São Paulo


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BISONHO


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, em entrevista a este jornal, reconheceu o impossível de não reconhecer, a importância da Operação Lava Jato no combate à corrupção institucionalizada em nosso país. Mas Toffoli, mais uma vez, escorregou, ao avaliar que a operação destruiu empresas. Evidente que foi justamente o contrário. As empresas envolvidas colocaram sua estrutura a serviço da megacorrupção desvendada pela operação, e logicamente que tornou-se, assim, inviável manter contratos com o Estado. A empreiteira Odebrecht é o caso mais profundo e didático dessa simplória constatação, que o ministro Toffoli parece bisonhamente não perceber, pois até um setor exclusivamente estruturado para gerir a propina paga a políticos e outros envolvidos a empresa criou no Brasil.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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CAUSA E CONSEQUÊNCIA


O sr. Toffoli disse que a Lava Jato destruiu empresas. Ocorre que o Brasil foi destruído pelos donos dessas empresas, isso o sr. Toffoli, obviamente, não percebeu. Qual a autoridade deste senhor para atacar a Lava Jato, em flagrante e disfarçada defesa indireta dos donos das empresas? Precisaria esclarecer a este senhor que as empresas são abstratas, as empresas falam por intermédio dos donos, os donos e os políticos são os responsáveis e serão todos punidos pela Lava Jato e pela Justiça em 1.ª e 2.ª instâncias. O problema deste senhor é que ele é contra a Lava Jato, e não contra os corruptos e corruptores que destruíram o Brasil. Isso é lamentável, confundir causa com consequência.


Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo


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PRESIDENTE DA CORTE


Destruir empresas é ter a corrupção de agentes públicos como meta, ter contratos manipulados, não deixar a economia ser amplamente discutida. O Supremo atualmente está mais no débito que crédito, ministros que não podem andar pelo País, pois a cobrança será forte e obrigatória. Toffoli está presidente da Corte, o que não quer dizer que concordamos com a sua “verdade”. Será mais um a não deixar legado nem saudades. Por favor, ministro, termine o seu mandato sem destruir o Brasil, já será de grande valia.


Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo


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CALE-SE!


“A Lava Jato destruiu empresas”, afirma Toffoli, presidente do STF. Temos de ouvir isso? Por que não te calas?


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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OFENSA


É a primeira vez que leio num jornal um juiz da Suprema Corte chamar um povo inteiro de idiota. Aliás, o Estadão deveria ter vindo na segunda-feira impresso em vermelho, com uma estrela no meio, para ficar menos descarado.


Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André


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‘BEM PENSADO’


Estadão de 16/12 trouxe uma entrevista de Dias Toffoli (sem chamá-lo de ministro, por favor) que demonstra de forma cabal e indubitável a falta de caráter e compromisso para com a verdade do entrevistado. Em contraponto, no Caderno 2 (página C4), em Bem pensado, uma frase genial de Voltaire: “Crime é obedecer às ordens injustas”. Sem mais comentários.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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VÍNCULOS


Absolutamente lamentável a afirmativa do jovem ministro Dias Toffoli de que a Operação Lava Jato destruiu empresas. Só se explica por suas vinculações com os governos lullopetistas, que foram beneficiários da corrupção institucionalizada praticada em conluio com as empresas corruptoras e corruptas. Deu mostra o ministro, mais uma vez, de seus vínculos com a podridão que comandou o País naqueles governos.


Antonio Luiz Sampaio Carvalho alscarvalho@aasp.org.br

São Paulo


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LAVA JATO ‘DESTRUIU EMPRESAS’


Este tal de Toffoli faz e fala tudo o que seu chefe mandar. Quem primeiro falou esta asneira foi o patrão Lula.


Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo


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O HISTÓRICO BRASILEIRO


O presidente do STF, Dias Toffoli, reconhece a importância da Operação Lava Jato no combate à corrupção, mas diz que ela destruiu empresas, o que nunca aconteceria nos Estados Unidos ou na Alemanha (entrevista ao Estadão de 16/12). Realmente, para os governos dos Estados Unidos e da Alemanha o capital é muito mais importante do que a moral. Os Estados Unidos não puseram nenhum dos banqueiros tubarões e corruptos responsáveis pelo maior escândalo financeiro da história, em 2008, na cadeia. Preferiram gastar trilhões de dólares para salvar os bancos de investimento, que levaram 11 milhões de americanos a perder suas casas e arrasaram a economia mundial. A ética foi para o ralo e os bancos e os banqueiros foram salvos com dinheiro público. Uma nação altamente civilizada como a Alemanha elegeu e apoiou Adolf Hitler na maior guerra mundial da História, com 60 milhões de mortos, por ambição de domínio econômico e militar. Nunca destruiu nenhuma das empresas, que apoiaram o nazismo, só acobertou seus crimes hediondos. Prefiro o histórico brasileiro, que colocou empresários e políticos corruptos na cadeia e deixou suas empresas sem apoio do dinheiro dos bancos estatais, aos humores do mercado, numa verdadeira economia liberal... 

   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PREOCUPANTE


O atual presidente do STF, não satisfeito com decisão que deu impedindo o compartilhamento de informações entre instituições brasileiras com obrigação de investigar possíveis fraudes fiscais, e que levou o Brasil a desconforto significativo no cenário mundial, dá uma entrevista eivada de falhas. Argumentar que nos Estados Unidos não se fecham empresas envolvidas em falcatruas é absurdo. Como exemplos, lembremo-nos de Arthur Andersen e Enron. No caso da primeira, ainda se estimulou que o mercado aliviasse os efeitos e isso se conseguiu, mas a empresa teve de abandonar a auditoria, área na qual ela tinha sido relapsa. Sobre opiniões emitidas na entrevista, choca a dada sobre a Lava Jato, aquele “mas destruiu empresas”. Então é o carteiro que leva a má notícia que deve ser sacrificado? Quem cometeu o ilícito foi a empresa ou o cidadão, a Lava Jato apurou os fatos, coletou provas e apresentou-as à Justiça. Quanto ao desempenho das empresas depois da sujeira levantada, reporte-se ao que afirmo acima. Quem comete delito tem de ser penalizado. É preocupante termos como juiz um cidadão que pense dessa forma. Parece que ele não está determinado a fazer justiça, quer mais é acomodar situações. Mas, como ele nem sequer conseguiu aprovação para magistratura através de concurso, e apresenta pensamentos como o da entrevista, fica evidente que ele está em cargo no qual jamais deveria estar. A meu ver, os erros dele são menores do que o erro monumental de Davi Alcolumbre, que impede que o pedido de impedimento deste juiz seja levado a plenário no Senado. Nosso Estado de Direito está sendo muito machucado.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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SE


Entrevista é sempre manifestação pessoal de pensamento e de atitudes. Entretanto, cabe observar ao eminente ministro Dias Toffoli que a Justiça iria muito melhor no trilho de suas decisões se: os magistrados seguissem a ética à risca, o que não ocorre em face das dezenas de exceções demonstradas pela imprensa; se o Ministério Público fosse menos ambicioso, restringindo sua missão a acusar com provas e sem adentrar funções da magistratura e da advocacia; e, por fim, se os advogados, respeitando os demais no processo, agissem de acordo com suas prerrogativas legais e em homenagem à ética, defendessem seus clientes e nunca as quadrilhas que possam lhes envolver. Assim ocorrendo, a prestação jurisdicional poderá ser eficiente, justa e de acordo com os desejos de todos.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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UMA GUERRA LONGE DO FIM


Ao contrário do que afirma o ministro Dias Toffoli, o combate à corrupção promovido pela Operação Lava Jato não destruiu nenhuma empresa. As empreiteiras corruptas continuam todas atuando normalmente, a JBS vai muito bem, comandada pelo mesmo Joesley Batista de sempre. Os partidos políticos, os verdadeiros responsáveis pelos desvios sistemáticos de dinheiro público, estão todos aí, corruptos como sempre e agora desfrutando dos bilhões do fundo eleitoral. Falta muito para o Brasil ganhar a guerra contra a corrupção.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ICMS


O Supremo Tribunal Federal (STF) provavelmente concluirá esta semana o julgamento em favor da tipificação de crime para empresários que deixarem de pagar o ICMS declarado. Entre as diversas justificativas evocadas pelos ministros que votaram em favor desta tese, o ministro Luís Roberto Barroso foi direto, simples e certeiro ao afirmar que um crime tributário é tão sério quanto um furto. Sim, isso está correto sob os aspectos legal e moral. Entretanto, há uma variável bastante conhecida e que assola os empresários há décadas: a altíssima carga tributária brasileira literalmente inviabilizaria vários negócios, se fosse honrada à risca, daí o alto índice de sonegação. Não é criminalizando o não pagamento de tributos que essa situação se resolverá. Ao contrário, se a reforma tributária não contemplar uma mudança de modelo de forma a viabilizar o empreendedorismo e a correta arrecadação de impostos, a simples possibilidade de um processo criminal vai desestimular a abertura e mesmo a continuidade de vários negócios.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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AVANÇO NA ECONOMIA


Avançando, mas fora do passo é o título do editorial do Estadão de 17/12/2019. Depois da recessão que acabou por coroar o atraso da economia brasileira com relação à global – que já vínhamos sofrendo –, avançar agora é um sucesso e tanto, e querer comparar-nos com resultados de China, Estados Unidos e França é forçar um pessimismo que até irrita. O Brasil não está fora do passo, o compasso de certos setores da mídia é que mede errado porque relutam em admitir o óbvio: este governo já está dando certo.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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CRISE NA PREFEITURA DO RIO


suspensão de todos os pagamentos devidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro evidencia a situação de penúria nos cofres de um dos maiores orçamentos públicos do Brasil. A gestão Crivella, além de autoritária e antidemocrática, mostra-se incapaz de resolver questões importantes e que afetam, direta e indiretamente, a vida do povo carioca. Mesmo não conseguindo gerir os problemas administrativos da capital fluminense, o prefeito opta por travar uma guerra midiática contra veículos de comunicação que têm por ofício investigar, informar e dar publicidade às ações públicas, sejam elas desfavoráveis ou não ao gestor eleito. Não cabe à imprensa bajular prefeitos, governadores, presidente, ministros de Estado ou mesmo integrantes do Judiciário. É prerrogativa dos meios de comunicação informar e ponto. Que o Rio encontre o seu caminho e cobre daqueles que foram eleitos a solução para as mazelas da cidade.


Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema


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O DELATOR SÉRGIO CABRAL


O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o que quebrou o Estado do Rio, propõe delação premiada com devolução de R$ 380 milhões. Pergunto: seus bens não foram confiscados? Alguém com mais de 200 anos de cadeia pode ainda ser premiado?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LIGAÇÕES PERIGOSAS


O “cara” mais honesto deste país, como se sente com a delação de Sérgio Cabral? Vai também dizer que é perseguição política?


Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo


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‘PARAISÓPOLIS, NECESSIDADE DE REPORTAGEM’


Esclarecedor o texto Paraisópolis, necessidade de reportagem, do jornalista Carlos Alberto Di Franco (16/12, A2). Numa linguagem simples, ele critica e mostra pontos falhos dos articulistas e repórteres que não abrangeram todas as questões envolvidos em tragédias como a morte de nove pessoas em Paraisópolis, há alguns dias. Nas reportagens publicadas foi dada muito ênfase a que a culpada na tragédia em Paraisópolis foi somente da Polícia, quando outros entes têm também responsabilidade nesta tragédia. Um ente fundamental foram as prefeituras de vários governos, que por populismo não tomaram a iniciativa de planejar, orientar e controlar o crescimento daquela comunidade, bem como negligenciaram a autorização e a fiscalização daqueles eventos.


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo


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Mais uma vez cumprimento o autor Carlos Alberto Di Franco por esta verdadeira radiografia de corpo inteiro de nossa mídia, especialmente a impressa (16/12, A2). Como leitor, concordo integralmente com a análise, lúcida e profunda. A superficialidade da grande maioria dos textos das reportagens é, a meu ver, a grande responsável pelo abandono cada vez maior dos jornais pelos leitores em troca dos textos mais curtos (igualmente superficiais) das mídias sociais.


Luiz O. C. Calejon luizcalejon@terra.com.br

Catanduva


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Como diz o professor Di Franco (16/12, A2), o jornalismo carece de profundidade, e não de versões dos fatos do que se ouviu dizer. Muitas críticas são feitas às redes sociais que ficam no plano das discussões puxando para um lado e para outro. O jornalismo panfletário compete com uma imprensa isenta, e as investigações não andam. Mas o que de fato interessa ao cidadão pagador de impostos é: por que prefeitura e Estado não enfrentam o tráfico que tomou conta da cidade de São Paulo, em especial nas favelas? A prefeitura finge ser surda. O governador João Doria disse que houve excessos, mas o que isso significa, que a polícia vai recuar e que a prefeitura não sabe lidar com esse problema? Se fosse para cobrar pelo espaço, estaria pronta, mas como nestes bailes o contribuinte banca a luz e a água à vontade, tudo parece normal. No dia seguinte ao massacre, Doria e Covas foram desafiados, “os bailes vão continuar”... E os poderes reféns da criminalidade posarão de expectadores e permanecerão omissos até quando? Esta a resposta que os cidadãos querem ter. Em breve, trocaremos vereadores e prefeito. É bom prestar atenção na forma como agem estes pseudorrepresentantes do povo. Hora das excelências andarem a pé e conhecerem a cidade que administram mal e porcamente.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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Cumprimento o jornalista Di Franco pelo lúcido artigo Paraisópolis, necessidade de reportagem, que não só dá uma aula de jornalismo, como também aborda o assunto com imparcialidade e bom senso.


Jose Eduardo Bandeira de Mello josedumello@gmail.com

Riacho Grande


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Sobre a manifestação, em artigo de 16/12 no Estadão, do competente jornalista Carlos Alberto Di Franco abordando o episódio do baile conhecido como pancadão, desejo manifestar-me no sentido pessoal despretensioso e dar minha modesta opinião sobre o assunto, valendo-me também do fato de residir no Morumbi, a uma distância de aproximadamente 1,5 km daquele local de divertimento público. A música chega em alto volume aonde moro e vai noite adentro. Condenável este baile, sob qualquer aspecto: jovens de 14, 15 anos – menores de idade – ali estão “fervendo” noite afora, evidentemente num lugar onde há drogas, encontros de viciados, traficantes, larápios de toda ordem, seduções e depravações sexuais das mais diversas modalidades e balcões de planos para crimes como assaltos e até assassinatos. O mais deplorável é a irresponsabilidade dos pais ou mães desta juventude (menores) que, a pretexto de diversão, se lança às aventuras da noitada. Cadê o Juizado de Menores? É minha sugestão aos poderes públicos, em especial à prefeitura, que abra espaço nos quatro pontos cardeais da cidade, construindo instalações adequadas para receber essas pessoas e assegurando a segurança e a integridade física – quiçá moral – dos frequentadores de eventos desse tipo. Claro que devem ser monitorados todos os procedimentos dos frequentadores, com vigilância da polícia, para coibir eventuais desordens, garantindo a segurança e um saudável ambiente ao povo.


Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo


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Sem procuração para defender a Polícia Militar, a força pública do Estado de São Paulo, esta, por sua vez, prestando bons serviços à população há exatamente 188 anos, atuando como o muro que separa o crime da sociedade, a meu ver, tem de ser mais valorizada e fortalecida. Devemos ter muito cuidado em não generalizar o episódio de Paraisópolis, em apressar conclusões com bases em especulações da mídia, pois até aqui vi e ouvi como únicos culpados pelo episódio os 31 policiais que prestavam serviços por ocasião dos fatos, diante de um público de mais de 5 mil participantes do tal baile funk, a maioria deles menores consumindo drogas e envolvidos com traficantes. Que fique claro que os tais pancadões são uma maneira de favorecer o tráfico de drogas e o aliciamento de menores para o crime – essa é a realidade. A diversão é um segundo plano. 


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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Na verdade não existe baile funk, existe pancadão. Ninguém dança! Tem sexo ao céu aberto, com a presença de menores de idade; distribuição de bebidas alcoólicas, maconha, cocaína; som estridente; moças provocando todos com o bumbum; e letras indecentes e impublicáveis. Alguns dizem que isso é cultura, mas é a treva!


Giampiero Giorgetti giampiero@falcare.com.br

São Paulo

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