Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2019 | 03h00

FINANÇAS PÚBLICAS

Será o Benedito?

Estamos vivendo tempos inéditos. Nossos ditos representantes do Congresso relutam em apresentar leis ansiadas pela população, sejam de cunho anticorrupção, sejam modificadoras de quadros que hoje estrangulam a administração pública. Falta vontade política tanto da oposição, que joga no “quanto pior, melhor”, quanto da situação, para vender o difícil pelo fácil. Num momento de penúria financeira, conseguem que o Executivo aloque R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral. Dizem que é para financiar eleições. Ora, caciques de partidos impõem candidatos, os próprios entre eles. Pudera, com tantos assessores e verbas extras, além da famosa rachadinha... Afinal, qual é o real destino dessa verba ignominiosa? Já o ministro Paulo Guedes, da Economia, que antes da eleição dizia que faria e aconteceria, insiste numa CPMF moderna, digital. Se isso é o máximo de criatividade que consegue conceber para nos tirar deste buraco econômico-financeiro, estamos ferrados. Só conseguem diminuir o rombo nas contas criando mais impostos, não diminuindo gastos, como os simples mortais. Será o Benedito?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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CPMF, não!

Ninguém duvida da inteligência do ministro Paulo Guedes. Mas, aparentemente, ele duvida da inteligência dos brasileiros. Segundo o Estadão de ontem (B4), ele propõe taxar apenas as operações financeiras digitais. Mas atualmente quase todas as operações financeiras são, de uma forma ou outra, digitais! DOCs, TEDs, pagamento de boletos e tudo o mais é feito direta ou indiretamente por meios digitais (celulares, internet, caixas automáticas, “maquininhas”, etc.). Conclusão óbvia: é CPMF, sim! Conta outra, vai...

DAVID F. HASTINGS

david.hastings.brazil@gmail.com

São Paulo

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Só promessas...

O presidente Jair Bolsonaro fez uma série de promessas em sua campanha eleitoral em 2018 que insiste em não fazer cumprir. Entre elas, isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos e não permitir a volta da famigerada CPMF. Paulo Guedes, seu fiel escudeiro, e ele próprio voltam com esse assunto, amplamente rejeitado por toda a sociedade brasileira. Além disso, com as polêmicas infantis que faz questão de provocar a todo instante somente está perdendo apoio de seus eleitores, muito provavelmente não será reeleito e cairá no ostracismo. Pobre Brasil insistindo num erro atrás do outro.

BORIS BECKER

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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Dívida trilionária

O Impostômetro registrou anteontem, 18/12, R$ 2,403 trilhões. É um novo recorde de arrecadação de impostos no Brasil. A dívida bruta do governo geral fechou outubro em R$ 5,549 trilhões, o que representa 78,3% do produto interno bruto. O Brasil é um país de alto risco para os investidores internos e externos. E sem investimentos não há novos empreendimentos, o fantasma do desemprego continuará rondando a Nação ainda por muito tempo. O discurso do governo é de que se faz necessário limitar gastos, cortar na própria carne. Esperamos ansiosamente por esse dia.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Privilégios e penduricalhos

Excelente o editorial Irrealismo corporativo (18/12, A3), que dá conta dos artifícios e artimanhas de juízes e procuradores para manterem indecentes privilégios, ignorando a delicada situação das finanças públicas. Recorrer ao Poder Legislativo para corrigir intoleráveis distorções não parece bom caminho, pois este também exibe privilégios e penduricalhos inaceitáveis. Restam o Supremo Tribunal e o Poder Executivo. Mas o STF também está fora, faz parte do mesmo grupo objeto do editorial. Sobra o Executivo, última esperança.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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ISBN

Novo serviço

A despeito da nota de ontem informando que a Câmara Brasileira do Livro assumirá a emissão do ISBN no Brasil, entendo que essa notícia deveria ser comemorada pelos editores. A Agência Internacional do ISBN, que oferece um péssimo serviço (plataforma de solicitação ruim e burocracia desnecessária), perdeu ao longo dos anos a oportunidade de se modernizar e atender os editores com excelência. Para ter uma ideia, o preenchimento de formulários no site da agência exige do editor o upload de uma página em PDF em que constam as mesmas informações já apontadas no preenchimento do cadastro. E quando há divergência, por menor que seja (exemplo: uma simples letra maiúscula ou minúscula), recusa o pedido, obrigando o solicitante a refazer o carregamento do arquivo. Exigência, a meu ver, ultrapassada e que tende a emperrar processos simples do dia a dia editorial. A coluna Babel, em texto complementar disponível na versão online do Estado, afirma: “A qualidade do serviço que vem sendo oferecido pela Biblioteca Nacional, o mercado diz que anda tudo bem”. Sou editor há vários anos e não tenho essa percepção. A mim pareceu sempre um atraso o serviço oferecido pela Agência Internacional do ISBN. Que venha, então, um novo serviço, modernizado e à altura do padrão necessário para atender as editoras do Brasil.

ISAIAS SILVA PINTO

isaias.pinto@folha.com.br

São Paulo

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METRÔ DE SÃO PAULO

Sujeira nas estações

O Metrô paulistano já foi referência em limpeza. Nos dias atuais, porém, tal quesito deixa muito a desejar. Na Estação Sé, por exemplo, podemos observar grande quantidade de lixo jogado por usuários mal-educados nos trilhos dos trens. São garrafas PET, sacos e copos plásticos, embalagens de produtos e outros. Como não é recolhido, o lixo se acumula e incentiva mais usuários mal-educados a continuarem fazendo dos trilhos do Metrô a sua lata de lixo.

MÁRIO LUIZ LÚCIO

mllucio@yahoo.com.br

São Paulo

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BOAS-FESTAS

Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Adriano, Mércia e Clarinha Luchiari, Antonio Penteado Mendonça – Penteado Mendonça e Char Advocacia, Carlos Renato Napoleone, General Marcos Antonio Amaro dos Santos – Comando Militar do Sudeste, José Claudio Bertoncello, Judice Online, Lider Tecnologia, Maurício Lima, Nelson Penteado de Castro, Paulo Panossian, Phireo Turismo, Roberto Twiaschor, Todos Pela Educação, Virginia Sion e Waldomiro Carvas Junior – GWA Comunicação Integrada.

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“O que é a tecnologia moderna! Agora corremos o risco de ter de contribuir para a ‘nova’ CPMF online

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE O IMPOSTO DIGITAL SUGERIDO POR PAULO GUEDES

mmpassoni@gmail.com

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“Os políticos retiram dinheiro da educação e da saúde para rechear o fundo eleitoral e depois prometem, se eleitos, dinheiro para educação e saúde. Seria cômico se não fosse trágico”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE OS R$ 2 BILHÕES APROVADOS PELO CONGRESSO NACIONAL

luiz.frid@globomail.com

VETO NECESSÁRIO


O presidente Jair Bolsonaro declarou que, caso encontre uma “brecha”, a “tendência” é vetar os R$ 2 bilhões aprovados pelo Congresso para financiar as campanhas eleitorais de 2020. Se isso realmente acontecer, será um verdadeiro presente de Natal para a população. Até os ferrenhos opositores do presidente aplaudirão. Bolsonaro afirmou que usará seu poder de veto embora não queira “afrontar o Parlamento”. Não há o que temer. Com a opinião pública totalmente contra destinar esta vultosa e afrontosa quantidade de dinheiro para fins eleitorais, em detrimento de uso mais nobre, como em obras de infraestrutura, por exemplo, o Congresso não terá coragem de confrontar Bolsonaro. Seguramente, este veto, necessário e moralmente correto, dará fôlego precioso à frágil popularidade do presidente.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O FUNDO DE R$ 2 BILHÕES


Executivo e Legislativo, por seus presidentes, Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, polemizam, tacitamente, entre linhas e falas pausadas, sobre os R$ 2 bilhões destinados em orçamento para o fundo eleitoral de 2020. Um, dizendo sobre a injustiça social de tal destinação bilionária, e outro, dizendo sobre direitos de vetos e direitos sobre escolha de pautas. Realmente, preservar o poder político, com dinheiro público, de quem já o possui não é muito democrático, porém gastar tal importância bilionária com a nossa democracia de vitrine – onde ao lado da beleza das etiquetas colocam-se as dores e misérias dos desvalidos – é muita cara de pau de quem ousa dizer que se bate pelas ordens, progressos e justiças.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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INCONSEQUENTES


O Partido Social Liberal receberá R$ 202 milhões do fundo eleitoral; o Partido dos Trabalhadores receberá R$ 200 milhões; e o Movimento Democrático Brasileiro receberá R$ 147 milhões. Os contribuintes brasileiros pagarão R$ 500 milhões para que os candidatos destes três partidos façam suas campanhas políticas. Retirar dinheiro dos cofres públicos, proveniente da arrecadação de impostos, com o objetivo de financiar campanhas políticas, só pode ser coisa de gente imoral, inconsequente.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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BURACO SEM FUNDO


Além do fundo partidário, temos agora um fundo eleitoral que, em 2020, será de R$ 2 bilhões. Assim sendo, não tem tatu que aguente.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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SINUCA DE BICO


O governo federal, afoito, antes de lançar o programa Verde Amarelo para incentivar a criação de empregos para jovens desempregados de 19 a 29 anos, por meio da desoneração de impostos para empresas, deveria ter consultado os líderes do Congresso sobre a viabilidade da aprovação da cobrança de 7,5% de INSS sobre os valores pagos de seguro-desemprego. No meu entender, isso não seria tão ruim para este trabalhador desempregado, porque os meses relativos ao pagamento deste seguro seriam computados como tempo de aposentadoria. Os parlamentares, com as críticas de muitos formadores de opinião a esse projeto e a reação dos trabalhadores, se negam a aprovar esta taxa de 7,5%. E o Planalto, sem esse apoio, decide destinar no orçamento de 2020 R$ 1,5 bilhão para bancar a queda da arrecadação com a desoneração da folha para empresas. Ou seja, está numa sinuca de bico, já que comprou um problemão desnecessário por falta de planejamento. Com outro erro também crasso de ter desprezado o fracasso de um programa idêntico lançado pela desastrada Dilma Rousseff, em que o número de empregos criados foi pífio.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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A NOVA CPMF


Paulo Guedes será demitido quando for explicar o novo imposto sobre movimentação financeira para Bolsonaro. O novo imposto de Guedes é a volta da CPMF, e Bolsonaro já deixou claro que não quer isso. O Posto Ipiranga precisa pensar fora da caixinha e buscar outras formas de aumentar os impostos, por exemplo: criar o imposto sobre propina, IPro, imposto sobre a rachadinha, IRx, imposto sobre o superfaturamento, ISup, imposto sobre o fundo parlamentar, IFP. Os corruptos e o crime organizado têm de pagar impostos também, afinal eles movimentam grande parte do PIB da Nação e não contribuem com nada. Essa injustiça tem de acabar.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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MAIS IMPOSTOS


Ouvindo as falas do ministro Paulo Guedes, sempre fica a mesma impressão de todos os governos: como tributar a população? Nem falar da CPMF, mas quem sabe um imposto sobre movimentações financeiras digitais... Enxugar a máquina, nem pensar!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LAVA JATO PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS


As prisões de 20 dos 27 vereadores de Uberlândia (MG) por fraude a recursos públicos e uso de notas frias (Estadão, 17/12, A8), a do ex-governador da Paraíba por desvio na Saúde, e a apreensão de R$ 1,6 milhão mais o equivalente a U$ 30 mil em notas de dólares, euros e libras esterlinas na casa do presidente da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Bauru (SP), são episódios que enchem de interrogações os escaninhos da administração pública estadual e municipal. Vereadores e prefeitos de várias cidades têm sido processados por irregularidades. Tais acontecimentos conduzem à necessidade de um rigoroso pente fino nas administrações estaduais e municipais. É preciso a mudança de postura das autoridades e da própria sociedade em relação a supostas irregularidades. Os vereadores, partidos políticos, associações de moradores e, especialmente, as autoridades dotadas do múnus fiscalizador precisam agir em proteção ao patrimônio que é de todos. Quando a conta não “fecha”, há que investigar para a descoberta das falhas e o encontro das soluções. Além de honestidade, a administração pública dos três níveis – federal, estadual e municipal – carece de organização e método. Sem isso, continuaremos na marcha de marcar passos sem sair do lugar.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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RABINHO ENTRE AS PERNAS


Depois da busca e apreensão realizada pelo Ministério Público, que investiga o senador Flávio Bolsonaro, mais conhecido como “01” e suspeito de praticar a “rachadinha”, juntamente com seu ex-assessor (para assuntos de “roubalheira”?) Fabrício Queiroz, o paizão Jair Bolsonaro, intimidado, não teve coragem para enfrentar os repórteres e optou por sair pela porta dos fundos. Tudo aconteceu após cerimônia no Palácio do Planalto. Será que a ficha caiu, a vergonha cresceu e o populista colocou o “rabinho entre as pernas”? Bolsonaro, seus eleitores não merecem isso!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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NADA A TEMER


Segundo Flávio Bolsonaro, quem não deve não teme. Mas quem deve e tem como proteção o pai presidente da República e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), este realmente não deve mesmo ter nada a temer.


Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha


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NADA DE ILEGAL?


Quem não deve não teme. Se para a defesa de Flávio nada de ilegal será encontrado, seria muito bom deixar de usar argumentos idênticos aos que todos os que foram descobertos culpados até agora usaram. “Arrobaram a porta”, “operação absolutamente desnecessária”, “ilegalidades e arbitrariedades”, tudo desculpa esfarrapada. Se culpa não há, que se abram todas as informações, que se investigue tudo e que se estabeleça a verdade. Se esta for favorável ao investigado, muito mais rápido se eliminam as dúvidas, se declara a inocência e, no caso presente, acabam os respingos indevidos sobre seu pai. Maior de 18 anos, é ele próprio responsável pelo que faz.


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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AMIGO SECRETO


Acredito que Flávio Bolsonaro não participará de sorteio de amigo secreto neste Natal. Dias Toffoli, Queiroz e outros mais “chegados” também estarão ausentes. Vai cear apenas com a família, aproveitando a tal liberdade.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS


Investigação de Flávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz: com Coaf ou sem Coaf, ambos têm de ser investigados até as últimas consequências!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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‘SOB ATAQUE O REGIME DA LIBERDADE DE IMPRENSA’


Em seu artigo Sob ataque o regime da liberdade de imprensa, (19/12, A2), Eugênio Bucci nos diz que “a liberdade de imprensa é o princípio norteador do regramento que autoriza os jornalistas a verificarem diariamente os indícios da verdade factual e assim realizar um trabalho que, se não encontra a verdade pronta e acabada, impõe limites decisivos contra as propagandas do poder”. E “os órgãos de imprensa ajudam a sociedade a se proteger contra os mentirosos que tentam primeiro tapeá-la para depois oprimi-la”. Interessante que todo este poder e esta responsabilidade da imprensa (com as exceções de praxe – o Estadão, por exemplo) não funcionaram nos 16 anos dos governos petistas. Por meio de mentiras aceitas na imprensa, o povo foi tapeado e quase oprimido. Tanto assim que o Brasil chegou quase ao fundo do poço. Agora, mal o governo Bolsonaro assumiu, já passou a sofrer uma barragem de críticas pelo seu falar mal pensado mais do que pelo que seu governo está realizando. Antes, tínhamos a corrupção instituída e generalizada; isso acabou. Antes, tínhamos muitos comícios, muitas pedras fundamentais de projetos que não foram adiante com enormes gastos (só o projeto do trem-bala já consumiu mais de R$ 1 bilhão e não se viu sequer um trilho). Jair Bolsonaro, depois de ter sido eleito com quase 58 milhões de votos e de sofrer um atentado à sua vida (ainda não esclarecido), encontrou uma herança (esta, sim) maldita e está lutando para conseguir passar no Congresso as reformas necessárias. Após somente um ano no poder, o jornalismo devia entender melhor sua situação. Ele já confessou que nunca quis ser presidente e que as exigências do cargo eram muitas para ele. Mas está fazendo o possível! Tenha paciência, senhor Bucci! Apesar de tudo, o Brasil está melhor agora do que estava com os governos anteriores. Só muitos jornalistas é que não enxergam.


Silvano Corrêa silvanocorrea2012@hotmail.com

São Paulo


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GUERRA SUJA


O professor Eugênio Bucci (19/12, A2) afirma que “em 2019 o presidente moveu sua guerra suja contra o jornalismo”. É de perguntar: a imprensa promoveu uma guerra limpa contra o presidente? Quem deixar o aspecto ideológico de lado tem a resposta.


Paulo Antonio Neder pauloneder@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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A QUEIXA DO PRESIDENTE


Aprecio e admiro todo artigo do eminente professor e jornalista Eugênio Bucci. Na edição de ontem (19/12), apresentou ele mais um libelo crítico ao nosso presidente Bolsonaro. Alega, por motivos, que o presidente se refere a “excessos jornalísticos”. Eu, um modesto leitor, entendo que o presidente acha que é muito extenso o volume de críticas. Tudo o que pode ser encontrado em minúcias de estranho ou exagero verbal por ele dito ou feito serve de tema para um editorial ou comentários críticos. 365 dias deste ano foram e serão ainda reservados para esse mister. Não vejo nunca referências elogiosas aos acertos que são promovidos, ou os que aparecem o são com o mínimo destaque. Uma notícia comum. Quando era presidente o “condenado”, com mais patacoadas que ele pronunciava não havia paralelos. Não recordo, porém, de ter lido críticas permanentes por estes e outros motivos até mais escabrosos. Os comentários que eram feitos tinham até sabor humorístico, ou sem a virulência atual. Então é esta, em resumo, a queixa do sr. presidente. Peço desculpas por discordar.


Nelson Augusto Rigobelli nrigobelli@uol.com.br

São Paulo


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ESPERANÇA PARA 2020


Sobre o artigo Sob ataque o regime da liberdade de imprensa, do colunista Eugênio Bucci, os veículos de comunicação citados pelo professor, como a Folha de S.Paulo e a Rede Globo, dois notórios inimigos do presidente, não são somente criticados pelo titular do Executivo, mas por todos aqueles leitores que realmente leem seu conteúdo diário. Estes leitores constatam que, apesar de o Brasil chegar ao fim de 2019 praticamente resgatado e cheio de esperança depois dos anos de cleptocracia petista, a mídia mainstream ocupada por alguns militantes ainda ataca o governo e desinforma, utilizando sua régua e sua mentalidade para avaliar os antagonistas.


Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo


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LIBERDADE SEMPRE


A propósito do oportuno e contundente artigo Sob ataque o regime da liberdade de imprensa, do jornalista Eugênio Bucci (19/12, A2), relatando a inacreditável marca de nada menos que 111 ataques à imprensa – 1 a cada três dias (!) – cometidos pelo presidente Bolsonaro em apenas 11 meses de governo, cabe citar D. Pedro V, rei de Portugal no século 19: “Liberdade de pensar, liberdade de escrever não são compreendidas senão no estado de cerceamento pelos que temem da ação revolucionária da pena, e que ignoram que a sua inação faz com que a pena possa fazer alguma coisa. Não compreendo a liberdade sem a imprensa livre. O homem é pouco quando lhe cortam a língua”. Imprensa sempre livre, censura nunca mais. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A CRISE NO RIO DE JANEIRO


Não há no mundo quem seja capaz de prometer tanto como aquele que não deseja cumprir o prometido. O sr. Marcelo Crivella, ao assumir a Prefeitura do Rio de Janeiro, prometeu que cuidaria das pessoas. O caos na saúde do município atesta que ele vem cuidando das pessoas, é verdade, mas muito mal. Põe mal nisso.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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‘ENTÃO É NATAL’


Gostei muito da reportagem/entrevista, no Caderno 2 de ontem (19/12), com a cantora Simone. Excelente cantora, ex-esportista, boa voz, bonita e com opiniões definidas. Diz o que pensa (ou pensou), sem ter sido influenciada por qualquer que seja. Que bom que pretende gravar mais um disco, nestas alturas, com músicas por ela escolhidas. Parabéns ao jornal e à Simone. Continuo gostando dela.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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SUCESSO DE 1995


Então é Natal de John Lennon é chato. O de Simone é insuportável.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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