Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2019 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO
Liturgia do cargo

Óbvio que a Presidência da República é a mais alta magistratura do País e, portanto, não se lhe dispensa a lhaneza no trato dos temas políticos. Em todos os postos de envergadura destinados a dar rumo a uma nação, o decoro, o equilíbrio, a expressão respeitosa e educada, ainda que crítica, são indispensáveis. Porque a cultura é o coração e a face de uma nação, que não pode ser reduzida à grosseria de uma aldeia incivilizada. Bater em juízes e na imprensa, com palavras ofensivas, toscas e pedestres, “próprias de arruaceiros que chamam desafetos para uma briga de rua”, como o Estado se referiu ao descalabro de Jair Bolsonaro ( Falta de decoro, 21/12, A3), é agressão ao processo civilizatório do nosso povo por quem deveria ser o primeiro a dar o exemplo.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

Avaliação do presidente

Não sei por quê, mas eles sempre conseguem nos surpreender. Dei-lhe o meu voto e ainda não me arrependi totalmente. Mas receio, pelo andar da carruagem, que em breve eu me venha a cobrar severamente por ter cometido um erro. Não há nada que possa prejudicar mais a imagem do chefe de uma nação que o destempero, que por si só pressupõe incapacidade de autocontrole, das palavras e dos gestos. As palavras porque, já disse um poeta, são como setas, depois de disparadas não voltam mais ao arco que as disparou, e os gestos, então, nos lembram sempre o velho ensinamento: quem bate esquece que bateu, mas quem foi agredido, quer por palavras ou atitudes, esse dificilmente esquecerá. Em tempos passados já se dizia que a educação é uma mão de ferro enrolada em veludo.

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

 

O tempo urge

Esclarecedores, como sempre,  os editoriais deste sábado do Estado (21/12, A3), bem como o  artigo do professor Marcos Sawaya Jank (A2). Realmente o Brasil é o celeiro do mundo. Bem administrado, alimentará o mundo. Entretanto, há que atender à demanda do povo brasileiro em primeira mão. Com referência ao nosso presidente, necessário se torna que algum amigo muito próximo lhe avise que tem de deixar de fazer pronunciamentos como se ainda fosse deputado federal e assumir a condição de presidente da República, cargo para o qual foi eleito. E, finalmente, assumir a retórica própria de um mandatário máximo. Os ataques desferidos demonstram inabilidade na condução do próprio pensamento e na exteriorização para seus ouvintes. Está no primeiro ano do mandato, mas não é possível dizer que o povo aguardará melhora no comportamento nos próximos três anos – talvez não haja tempo, vide as pesquisas. Sem dúvida que União, Estados e municípios podem equilibrar as contas públicas. Os esforços surtirão efeito se bem conduzidos por pessoas que tenham efetivo espírito público. Aí está o caso da prefeitura de Porto Alegre. Parabéns.

JOSÉ CARLOS MANFRÉ

manfre.advogados@gmail.com

São Paulo

 

COP 25

Boicote em Madri

Simplesmente ridículo o que mostra a foto publicada na  Coluna do Estadão de sábado (A4): “ambientalistas” espalharam irresponsavelmente adesivos, em Madri, defendendo o boicote à comida brasileira. É a turma do “quanto pior, melhor”. Que absurdo!

CLAUDIO BAPTISTA

clabap45@gmail.com

São Paulo

 

RACHADINHA

Embusteiros

Em voga há bastante tempo, as famosas rachadinhas são fruto de uma legislação tão vulgar quanto embusteira, que mais não faz do que consagrar o imenso desamor com que toda uma classe política trata a Nação, que é vilipendiada, aviltada e mesmo ridicularizada por esses que mamam à farta, enquanto se espreguiçam em seus privilegiados berços esplêndidos. Infames, não merecem o lugar privilegiado que ocupam.

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Vergonha na cara

O Brasil tem uma ótima oportunidade de acabar com a palhaçada da rachadinha, extinguindo a função de assessor parlamentar. Os parlamentares seriam assistidos por funcionários de carreira, concursados, acabando de vez com o ridículo procedimento de nomear a parentada e ainda ficar com o salário de todo mundo. Para isso basta haver vontade política e um pouco de vergonha na cara.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

EDUCAÇÃO

Desmonte em São Paulo

Irretocável o artigo  Remuneração injusta, efeitos perversos (21/12, A2), do professor João Cyro André. Além do grave problema do teto salarial, há outros, também muito graves, que se entrelaçam. Em vista da falta de verbas, não são mais abertos concursos para substituir os professores que se aposentam ou que procuraram outros empregos (evasão). Assim, os que ficam têm excesso de carga didática e assistencial, comprometendo, obviamente, o desempenho. Vários departamentos que perderam muitos docentes, em vista dos remanescentes em número reduzido, são até unidos entre si, voltando às vezes à situação de décadas atrás. Além dos salários baixos, há outros desestímulos à carreira docente. A falta de verbas e de equipes adequadas dificulta ou impede a realização de pesquisa de bom nível, desestimulando ainda mais a carreira docente. É incrível que o Estado de São Paulo, o mais rico da União, tenha chegado a essa calamitosa conjuntura. Assim, outro título, também apropriado para o assunto poderia ser: o desmonte das universidades públicas estaduais.

LUIGI VERCESI, professor titular aposentado da Unesp

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 
 
“O que difere ‘um pouquinho’, até agora, é não ter sido identificado em sua equipe nenhum PC Farias – ou um Sérgio Motta, um Zé Dirceu...”

 

MARCELO FALSETTI CABRAL / SÃO PAULO, SOBRE A AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE BOLSONARO

SER SEMELHANTE À DO PRIMEIRO ANO DE FERNANDO COLLOR

mfalsetti2002@yahoo.com.br

 

“Bolsonaro não é imune a provérbios. E sabe. Onde há fumaça, arde o olho...”

 

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE OS ROMPANTES PATERNOS EM DEFESA DA PROLE

standyball@hotmail.com

 

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Amanda Carvalho, Cesar Araujo – FPC Consulting Latam, Cláudia Santos – Connectare Comunicação, Comunicação Vertical, Confederação Nacional de Serviços (CNS), Edward Lorenz, Fernando Schmidt – embaixador do Chile, Seda Pumpyanskaya – United Nations, Sergio Dafré, Sesc SP, Silvia Carneiro – Secovi, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo, SindusCon São Paulo, Tania Tavares, Teatro Folha, Uriel Villas Boas, Vicente Candido da Silva – Innocenti Advogados Associados, Vinícius Tavares – Aprosoja Brasil e Virgílio Melhado Passoni.

BRASIL LTDA.

 

Segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, as projeções do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,2% para 2020, consideram que a parte pública está ficando menor, enquanto os investimentos privados estão crescendo. Com efeito, o País deverá achar seu norte para emergir da gravíssima crise econômica que atravessa quando o Brasil Ltda. for maior do que o Brasil S/A. Avante!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PIB DE 2020

 

Prognosticar um PIB de 2,2% para 2020 parece temerário, porque os gastos de fim de ano no comércio, na indústria e nos serviços estão para animar os mais descrentes. Entretanto, o pibinho que nos foi apresentado em 2019 parece que somente será reanimado se houver mais credibilidade dos empresários e investidores estrangeiros, cujas ações estão em consonância com o efetivo combate aos gastos públicos, no que os brasileiros ainda não têm uma posição correta demonstrada pelo governo, em números públicos, para possíveis discussões. Tomara, no entanto, que o prognóstico se realize.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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O FRACASSO COMO SUCESSO

 

Depois de três décadas de quase estagnação, crescer 2,2% ao ano é como se a China passasse a crescer 1% ao ano. Estamos comemorando este fracasso como se fosse um sucesso. Somos, ainda, uma republiqueta das bananas.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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ENQUANTO ISSO...

 

O presente de Natal do PT para o Brasil: Cuba deve dar calote de R$ 2,3 bilhões no BNDES. Alguém viu essa notícia escancarada em vários jornais e o assunto ser explorado?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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OS INSACIÁVEIS

 

Reportagem revoltante do Estadão do dia 13/12 nos informou que a Usina de Belo Monte quer térmicas para suprir baixa geração, por ficar até cinco meses por ano sem produzir energia. É inacreditável a desfaçatez dos empresários desonestos que sempre estão de prontidão para saquear os cofres públicos. Acredito que o atrevimento não é por acaso, mas sim pelo fato de estar havendo uma campanha orquestrada contra a Operação Lava Jato, com constantes ataques aos seus integrantes. Porém estranho que tenham tamanha ousadia ante um governo que se elegeu sob o lema de combater a corrupção. A usina começou a ser projetada em 1975, no Rio Xingu, durante o governo militar, mas a construção começou somente em 2010, durante o governo Dilma Rousseff. Foi mais uma obra insana construída na Amazônia, a exemplo de Balbina. Foram projetos genuinamente políticos e eu, como engenheiro, jamais os assinaria. Se eu assim fizesse, estaria desobedecendo ao Código de Ética do Engenheiro, que vem junto com o nosso diploma e a autorização de exercer a profissão. O Rio Xingu tem uma oscilação no seu nível de tal grandeza que jamais deveria ter sido considerada a construção de uma hidrelétrica em seu leito. Sabia-se de antemão que seria uma usina intermitente, como são as de energia solar e eólica. Belo Monte tem uma potência instalada de 11.233 MW, entretanto ela permanece parada por cinco meses por falta de vazão do rio. Assim, a sua potência efetiva se reduz a 4.500 MW. O lago da usina tem uma área de 516 m², o que levou à derrubada de idêntica área da Floresta Amazônica. Poderíamos defini-la como insana, não fora a certeza da malandragem mal disfarçada. Agora, o consórcio que detém a sua posse quer autorização para construir junto dela as poluidoras usinas termoelétricas, para compensar a estupidez inicial. Usinas termoelétricas bem no meio da floresta. Ora, para tal compensação, será muito mais racional e barato instalar usinas eólicas e solares mais perto dos centros consumidores, sem a necessidade da derrubada de mais árvores. Resumo: querem complementar uma obra insana com outra mais insana ainda, embora muito bem rentável para eles. Para nós, vai sobrar mais bandeira vermelha.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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BELO MONTE, UMA PIADA

 

Um dos grandes ralos de desvio de recursos públicos na era petista de Lula e Dilma foi a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Mesmo tendo gasto R$ 40 bilhões até a conclusão deste monstrengo, já se previa sua inviabilidade financeira em razão da forte oscilação da vazão do Rio Xingu. Esse empreendimento, com suas turbinas instaladas, deveria produzir 11.233 MW de potência, mas, com o longo período de cinco meses de baixa vazão do rio, produz, infelizmente, somente 4.571 MW por ano. E, aí, vem a piada: a concessionária da Belo Monte, a Norte Energia, para suprir a baixa geração, pretende erguer usinas térmicas ali ao lado, usinas mais caras e poluentes. Enquanto isso, os corruptos travestidos de homens públicos com os bilhões de reais que desviaram estão rindo dos 210 milhões de brasileiros.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DE MORRER DE RIR

 

Os portugueses se torciam de rir ao saberem dos semáforos na saída dos túneis da Marta, e agora correm o risco de morrerem de rir ao saberem das termoelétricas na beira da hidrelétrica de Belo Monte de Lula. E depois dizem que burros são eles.

 

Adriano J. B. V. de Azevedo rekaazevedo@gmail.com

São Paulo

 

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ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

 

Nem tudo é tranquilo no reino dos ambientalistas. Em Belo Monte, estão entre a cruz e a caldeirinha: sem luz ou sem floresta? Sem luz, desagradariam à população; sem floresta, desagradariam aos seus adeptos. Conflito típico da classe política, não da científica.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

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PRIMÁRIO FORTE

 

Quem prestou atenção às aulas no primário sabe que grande parte da Amazônia não serve para a agricultura. Sabe, também, que os rios sobem e descem muito, fenômeno que acontece todos os anos. Bobagens como a Usina de Belo Monte poderiam ser evitadas se as pessoas se lembrassem do que aprenderam na escola primária sobre a Amazônia. Outra gigantesca bobagem fadada ao retumbante fracasso é a ideia de plantar soja e cana de açúcar na Amazônia. O ministro do Meio Ambiente deveria se reunir com os índios da Amazônia para aprender algumas coisas sobre a floresta, aprender o valor da Amazônia viva, em pé. Mas ele prefere se reunir e confraternizar com mineradores, grileiros e madeireiros ilegais. O Brasil está dando um verdadeiro show de horror na pauta do meio ambiente, e nada indica que isso irá mudar.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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BRASIL PRECISA MUDAR

 

O Brasil recebeu uma “honraria negativa” na Conferência do Clima da ONU encerrada em 15 de dezembro: “Fóssil Colossal”. Só após a euforia da conquista é que o ministro do Meio Ambiente percebeu que tudo se tratava de um prêmio irônico sobre o retrocesso ambiental. De acordo com os participantes ambientalistas, o governo de Jair Bolsonaro, bem como seu ministro “entendido no assunto”, conseguiram “matar políticas ambientais que ajudaram o Brasil a obter reduções espetaculares de emissões na última década”. Mesmo assim, a dupla, de pires na mão, agora pede ajuda financeira aos países ricos. Afinal, não eram eles mesmos que afirmavam o interesse desses países ricos em “vilipendiar a soberania do Brasil”? O País precisa mudar, começando pelo Ministério do Meio Ambiente!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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AÇÕES SOBERANAS

 

Faz muito tempo que o Brasil poderia ter se tornado um líder a ser seguido na questão das mudanças do clima. Teria bastado terminar os desflorestamentos e queimadas desnecessárias para o desenvolvimento econômico e social e utilizar com maior ênfase os combustíveis renováveis. Então estaria com emissões de gases de efeito estufa (GEEs) próximas a zero – talvez 5% das atuais. Teria prestado, soberanamente, um enorme serviço à humanidade e a si mesmo. Teria desempenhado uma responsabilidade sem necessidade de investir como acontece nos países que dependem do carvão, do petróleo e do gás natural. Agora, o ministro do Meio Ambiente quer cobrar recursos da ONU para a proteção ambiental. O Brasil ainda é um país subdesenvolvido na compreensão dele? Explicará como aplicaria um subsídio? Tem como demonstrar que nada se fez por falta de meios? Não acabaram de desfazer com deselegância diplomática um fundo internacional? O desflorestamento não aumentou? No lugar de protagonizar vexames, o ministro deveria apresentar políticas e projetos críveis, ou seja, ações soberanas.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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‘A COP 25’

 

Questões ambientais globais sempre são difíceis de acordos, ainda mais num mundo mais radicalizado em interesses individuais e com retrocessos científicos (A COP 25, editorial do Estado de 17/12, A3). O vexame internacional brasileiro na COP-25 vai além da questão ambiental caracterizada como uma “diplomacia fóssil”. Em congressos no exterior começamos nossa fala pedindo desculpas pelo governo aqui instalado, não apenas pelo que o presidente falou de Greta Thunberg. A infantilidade do ogro com a ninfa tem sido apenas mais um motivo de chacota.

 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

 

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PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

 

Os países da comunidade europeia têm todos seus territórios devastados e quase que totalmente sem as necessárias vegetações úteis à preservação do meio ambiente. No entanto, no Brasil, é diferente, completamente o oposto destes países que tentam denegrir a postura de nossos governos. Que tal o governo brasileiro convidar os governos dos países europeus para serem cientificados de como preservar efetivamente o meio ambiente?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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PERSEGUIÇÃO

 

Para a líder estudantil sueca Greta Thunberg e o presidente francês, Emmanuel Macron, o Brasil é a bola da vez. Apesar de o incêndio australiano de grande dimensão – talvez até maior que o na Amazônia – não ter sido sequer comentado, o brasileiro foi aquele escândalo. Para o bem mundial, somos contra tais incêndios, mas só criticar o Brasil para atingir Bolsonaro é perseguição.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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ECONOMIA LIBERAL & POLÍTICA AUTORITÁRIA

 

A economia neoliberal de Paulo Guedes casa, em perfeita harmonia, com a anacrônica política autoritária da direita furiosa de Jair Bolsonaro. Prioriza os interesses do alto mundo empresarial com a manutenção de políticas públicas antissociais na educação, cultura e ciência. Tudo ao capital, nada ao trabalho. Ódio à preservação do meio ambiente em favor da exploração predatória da Amazônia. Retrocesso na educação secular em prol do atraso místico religioso do catolicismo medieval e do pentecostalismo mercantil. O Brasil na contramão do concerto das nações que buscam, no progresso da ciência e no fim da desigualdade econômica e social, um mundo de mais justiça e paz.

    

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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A PEC DO ‘PODE TUDO’

 

Davi Alcolumbre está no Senado para atender aos seus interesses e aos dos senadores, assim como Rodrigo Maia atende a si e a seus deputados. Para votar a favor da prisão após condenação em segunda instância, tem-se visto uma interminável novela e não se conseguem os votos de 320 deputados. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do “pode tudo”, por sua vez, que libera recursos sem necessidade de comprovar onde foram empregados, foi aprovada a toque de caixa. Mais uma forma de roubar o País.  Sem fiscalização, os parlamentares vão deitar e rolar. De que adianta dizer que 50% dos recursos vão para a saúde e os outros 70% para obras públicas, compra de equipamentos e outros investimentos? É aí que mora o perigo. Estamos desde Cabral assistindo a estes gastos exagerados, e o povo continua sem saneamento básico, sem saúde e cada vez mais pobre mitigando a esmola. Quanto ao comentário do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, de que a medida “é um estímulo para quem quer fazer a coisa errada e o resultado pode ser o aumento da percepção de impunidade”, não é somente uma percepção, senhor presidente, é um fato real. E esta aprovação teve o carimbo de vários partidos que dizem uma coisa para o eleitor, mas fazem outra. Como se diz por aí, a política não é para amadores e os que chegam são rapidamente convencidos a desviar, surrupiar, afanar, abiscoitar e por aí vai. Já de caráter, decência, ética, moral, transparência, honestidade, gestão e compromisso com o País temos um déficit. Pobre Brasil!

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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DURO DE ENGOLIR

 

Duro de engolir o resgate por Davi Alcolumbre (DEM-AP) da PEC de doação, de sugestão de Gleisi Hoffmann (PT-PR), dos quais 30% o político pode gastar sem fiscalização. Não esqueçam quem sugeriu e quem desenterrou a PEC!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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NÃO, NÃO E NÃO

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, bate o pezinho gordo e diz que não vai encaminhar a CPI da Lava Toga. Brasília é um bunker de indiciados e criminosos. É inacreditável que estas figuras que nada têm que ver com o interesse dos eleitores estejam no comando da Nação.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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NÁUSEAS

 

Senhor Alcolumbre: privatização da Eletrobrás e CPI da toga não avançam. Mudança da regra para reeleição da presidência do Senado, a todo vapor. Causa náuseas a nós, brasileiros.

 

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

 

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A VIDA NÃO TEM PREÇO

 

Aproximam-se os festejos de final de ano e, para muitas pessoas, esta é uma época de angústia e decepções inexplicáveis. Há momentos da vida em que as coisas não andam como gostaríamos e quanto mais tentamos resolver os problemas, mais eles só pioram a cada dia que passa. Pode ser um diagnóstico médico que você não esperava, dívidas em atraso, a perda de um familiar, uma demissão inesperada e o término de um relacionamento de anos, etc. Essas situações podem gerar uma sensação de vazio, de impotência, uma angústia incontrolável. E por causa delas muitos não veem solução para lutar. A única saída que parece possível é acabar com tudo, com a própria vida. Mas a vontade de sumir do mapa ou de tirar a própria vida não invade apenas a mente de quem tem problemas. Inúmeras pessoas sentem isso sem razão aparente. Elas não veem brilho em sua vida nem acreditam que exista razão para viver. É por isso que os índices de suicídio são altos em todo o mundo, em  especial no Brasil, que nos últimos anos passou a ser um dos maiores consumidor de medicamentos antidepressivos. Essas pessoas, porém, têm de lembrar que ainda não existe nada mais importante e mais valioso que a sua própria vida e têm de lutar. É o que mais importa.

 

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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