Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2019 | 03h00

MEIO AMBIENTE

'Um governo perdido'

Apesar de concordar totalmente com o editorial do Estadão Um governo perdido (23/12, A3), discordo do título, pois a situação é muito pior. O presidente Bolsonaro não está perdido, na verdade ele é contra a preservação ambiental. Pertence ao grupo de quem não acredita no aquecimento global, apesar de a maioria dos cientistas da Terra pensar o contrário. Elegeu-se sob a bandeira de combate à corrupção, mas escolheu Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), um condenado em primeira instância exatamente por falsear processo de proteção ambiental. A alegação de que Salles está recorrendo à segunda instância não se aplica ao caso. A realidade é que ministro e presidente estão de acordo com uma ala retrógrada do agronegócio. A ignorância de ambos quanto à importância do MMA é colossal e ficou demonstrada em dois episódios significativos: o desmonte da fiscalização do Ibama na Amazônia, com o consequente aumento do desmatamento e dos incêndios naquele bioma, decididamente criminosos; e o derrame de petróleo cru no litoral brasileiro. Neste último caso, ignorando por completo que era de sua responsabilidade a coordenação do plano de combate a tal poluição - o Plano Nacional de Contingência -, Salles gastou seu tempo em acusações frívolas e ridículas a ONGs, no que foi acompanhado pelo presidente Bolsonaro. E o ápice da irresponsabilidade na conservação do meio ambiente foi o presidente designar Salles para chefiar a delegação brasileira na Conferência do Clima da ONU, em Madri. Para nossa vergonha, não deu outra: Salles se limitou a exigir verbas das demais nações para preservar a Amazônia, como se por aqui nada estivesse acontecendo em sentido contrário. Agiu como se ainda vivêssemos nos tempos das caravelas, quando as notícias levavam meses para atravessar o Oceano Atlântico.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Terras na Amazônia

O editorial Um governo perdido toca em ponto crucial da ausência de projeto, de rumo e de articulação para o ocupante do Palácio do Planalto. A questão ambiental tratada no texto é, talvez, a mais explícita por causa do vexame internacional pelo qual passamos. Ela implica diretamente o agronegócio, que vinha ganhando confiança em razão da sustentabilidade desenvolvida ao longo dos anos, tudo destruído agora. Urge substituir a teocracia da ignorância por algumas sinapses esclarecidas.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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O agro e a Amazônia

De um lado, o agronegócio brasileiro pujante, batendo recordes e incomodando seus concorrentes; de outro, a cobiça mundial sobre os recursos amazônicos. Pronto: eis os ingredientes para convencer quem nunca foi à Amazônia, nunca visitou grandes projetos agrícolas e desconhece a alta tecnologia empregada na produção brasileira (aplausos para a Embrapa) a levantar bandeiras e pegar carona com a garota Greta, que logo sugerirá que paremos de respirar para não emitirmos tanto CO2.

LUIZ R. MELO DE OLIVEIRA

lrmoliveira@icloud.com

Belo Horizonte

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GOVERNO BOLSONARO

Um espetáculo por dia

O palco é a frente do Palácio da Alvorada. Na plateia, jornalistas e uma espécie de fã-clube do presidente Bolsonaro. O enredo tem se repetido diariamente: repórteres fazem perguntas pertinentes sobre questões ambientais, econômicas ou sobre o andamento das investigações envolvendo sua família. Para não responder, o presidente usa táticas diversionistas, faz menção à mãe de um repórter ou diz que um deles tem "uma cara de homossexual terrível" - para delírio de seus admiradores. Além de ser um espetáculo deprimente, que prejudica a imagem do Executivo e do Brasil, mostra o alto grau de destempero e despreparo deste presidente. Como mostrou recente pesquisa do Ibope, a maioria dos brasileiros compartilha desta opinião.

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Slogan

Neste primeiro ano de governo, com as polêmicas e notícias envolvendo seus filhos, o presidente Bolsonaro deveria mudar seu slogan para Brasil acima de tudo, família acima de tantos, Deus acima de todos.

 

CARLOS GASPAR

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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É a economia!

Bolsonaro tem avaliação semelhante à de Collor no 1.º ano de governo (Estado, 21/12). Esqueçam as pesquisas de aprovação do governo e as tentativas infantis de explicação do inexplicável de Flávio Bolsonaro. O jogo é 2022 e a bola, infelizmente, não é corrupção. Daqui a mil dias, a única coisa que importará é o estado da economia brasileira. Basta lembrarmos a reeleição de Lula, apesar de estar envolvido até o pescoço com o mensalão. A bola é a economia, estúpido!

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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PREVIDÊNCIA

As contas dos Estados

Vários Estados brasileiros já reformaram a sua Previdência olhando para a melhoria de suas contas (Estado, 23/12, A4). Enquanto isso, no Congresso Nacional, a PEC paralela continua empacada, porque os políticos ali já estão de olho nas eleições municipais. Dá para entender?

MILTON BULACH 

mbulach@gmail.com

Campinas

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BRASIL

Doação

Excelente o artigo de Frei Luciano, gestor geral da Fraternidade - Federação Humanitária Internacional (FFHI), entidade dedicada ao desenvolvimento das comunidades (Obstáculos para a generosidade, 23/12, A2). Querendo ou não, o autor deixa clara a indigência moral, a incompetência e mesmo a corrupção que grassa entre os políticos de nossa República, pelo menos desde o início do século 20. Para o Brasil tornar-se um país respeitável, temos ainda muito a fazer.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

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BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano novo de Claudio Baptista, Eugênio Bucci, Fernando Jaeger, Floriano Pesaro, Fórum Permanente, Fundação Friedrich Ebert Brasil, Gilberto Kassab, Hugo Vinicius Rosa - Método, Igreja Evangélica Ministério Internacional Torre Forte, Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), Instituto Sou da Paz, Izabel Avallone, José Carlos Manfré, Paulo Roberto Gotaç, Paulo Sergio Arisi, Paulo Skaf - presidente da Fiesp, Robert Haller e Roberto Macedo.

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"O presidente do conselho da Odebrecht, Emílio, demitiu seu próprio filho da presidência da empresa. Taí um exemplo a ser seguido pelo presidente Jair Messias Bolsonaro: demitir o filho Flávio"

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE A DEMISSÃO, POR JUSTA CAUSA, DE MARCELO ODEBRECHT

mmpassoni@gmail.com

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"Jair, faça como Emílio: demita por justa causa (os três)!"

CARLOS ALBERTO ROXO / SÃO PAULO, SOBRE FAMÍLIA, NEGÓCIOS E POLÍTICA 

roxo.sete@gmail.com

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NÃO DÁ PARA COMEMORAR

Pelos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no auge da crise petista, entre 2015 e 2017, em razão da histórica recessão econômica, foram eliminados 2,873 milhões de empregos no Brasil. Porém, com a medíocre recuperação da atividade econômica, apenas 1,494 milhão de vagas foram criadas, ou 50% das dizimadas no período citado: 858 mil em 2018, na gestão Temer, e 948 mil com Jair Bolsonaro. Ou seja, não temos nada a comemorar. O flagelo do desemprego ainda atinge 12,5 milhões de trabalhadores e outros 38 milhões de subempregados. Infelizmente, este é o quadro deprimente que o Brasil entrega a seus filhos. Sem crescimento econômico, sem infraestrutura para transporte da produção, sem qualidade na educação, saúde, saneamento básico, etc.     

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RECUPERAÇÃO DE EMPREGOS

Reportagem na página B1 de 23/12 informa que: entre 2015 e 2017 foram cortadas 2.873.000 vagas de emprego; e entre 2018 e 2019 foram criadas 1.494.999. Portanto, está faltando criar 1.379.00 para retomar o saldo de vagas. Se considerarmos que todos os meses 200 mil jovens completam 18 anos, ou seja, estão querendo entrar no mercado de trabalho, arrumar o primeiro emprego, concluo que, na verdade, estão faltando 6.179.000 (1.379.000 + 4.800.000) vagas de emprego!

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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'FALTA DE DECORO'

Excelente editorial do Estado de 21/12 (A2) que retrata em detalhes do comportamento do presidente da República. A imprensa brasileira, ao invés de prejudicá-lo, dá imensas oportunidades para ele se corrigir e exercer suas obrigações profissionais com a qualidade exigida pelo cargo que ocupa. Nenhum presidente da República na história do Brasil foi tão indecoroso como o atual. O pior é que ele não deve dar ouvidos aos seus assessores, porque é impossível que não receba bons conselhos, além dos que recebe da imprensa todos os dias.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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PRESIDENTE ALOPRADO

O presidente Bolsonaro disse à imprensa: "Se não tiver a cabeça no lugar, eu alopro". Ora, diante de sua contínua demonstração de falta de educação e despreparo para o alto cargo que ocupa, com repetidas atitudes intempestivas e comportamento totalmente indecoroso, parece que já aloprou faz tempo, pois não? Modos, presidente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO 2022

Bolsonaro avalia Moro como vice na chapa em 2022 (Estado, 21/12). O mais lógico seria o inverso!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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NADA DISSO

Bolsonaro e Moro? Nada disso, o Brasil prefere uma chapa com Sérgio Moro presidente e o general Hamilton Mourão vice. A grosseria do presidente Bolsonaro já cansou, ninguém quer a Amazônia desmatada, ninguém quer um presidente da República que não respeite as minorias, o meio ambiente, os outros países e seus líderes, ninguém quer um presidente que desrespeita e  obstrui a Justiça. O miliciano carioca terá sorte se terminar seu primeiro mandato sem sofrer o impeachment.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MORO PARA VICE?

Será Sérgio Moro quem ajudará na reeleição de Jair Bolsonaro. A folha de serviços do ex-magistrado é bem mais extensa que a de Jair Bolsonaro. Só não desejando não se vê. O Brasil, no entanto, precisa de ambos e de mais alguns para alavancar a economia e a segurança pública. Não será hora de brigar, mas de ganhar eleições. Sugestão a Jair Bolsonaro: olho vivo!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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MAROTAMENTE

No início do seu governo, Jair Bolsonaro falou que, com a aposentadoria compulsória do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que se dará em 2020, ele iria indicar Sérgio Moro para ocupar o cargo. Moro se mostrou surpreso e agradeceu sua futura indicação. Sempre surpreendente, o presidente, tempos depois, disse num de seus rompantes que iria indicar para o STF um "terrivelmente evangélico". Segundo consta, Moro não é evangélico e, possivelmente, deve ter ficado inseguro quanto à sua indicação para o STF. Na verdade, segundo pesquisas, a reeleição do atual presidente está em sério perigo. Então, marotamente, Jair Bolsonaro, sabendo do alto prestígio de Sérgio Moro perante a opinião pública, espera reforçar a sua reeleição convidando Moro para ser seu vice nas próximas eleições presidenciais. Moro não é ingênuo, sabe das intenções políticas de Bolsonaro em carregá-lo para um segundo mandato.  Cabe a Moro deixar claro que não pretende continuar em nenhum cargo político - penso que para ele a experiência foi frustrante -, mas voltar ao Judiciário, que é seu ramo de atividade.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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FRITURA MINISTERIAL

O presidente Jair Bolsonaro está se mostrando um grande fanfarrão. A bola da vez, agora, é o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Demonstrando estar abalado com as investigações contra o "usurpador" Flávio Bolsonaro, diz aos mais próximos que Moro anda muito "esquisito" - será vergonha dos Bolsonaros? Essas declarações são sinais evidentes de "fritura" ministerial. Por outro lado, o presidente está careca de saber que, se algo acontecer ao ministro, ato contínuo será o próprio enterro de sua intenção eleitoral em 2022. Bolsonaro, muito cuidado nesta hora. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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REAÇÃO

Depois de ser tachado de chefe de organização criminosa por um ex-presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro e por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cujas ações ultimamente lembram mais um partido político na defesa de corruptos milionários, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, parece ter dado um basta às provocações, acionando na Justiça o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, por tê-lo chamado de "chefe de quadrilha". Essa expressão parece ter caído no gosto de gente com baixa estatura moral quando deseja ofender um homem de bem. A ofensa de Santa Cruz não teve como objetivo apenas atingir a honra de Sérgio Moro, ela foi extensiva a todos os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, acusados por ele de "desvio de caráter". Uma dúvida: para o presidente da OAB, só não tem desvio de caráter quem, como ele, segue apoiando Lula, Dilma e o resto da quadrilha que saqueou o País por 13 anos consecutivos?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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OFENSA HOUVE

Sobre a denúncia de calúnia de Sérgio Moro contra o presidente da OAB, o pronunciamento de Antônio Carlos de Almeida Castro mostra comportamento estranho para o cidadão comum. Ele alega perplexidade e indignação com a acusação contra o presidente da Ordem. Disse ele: "Tal postura é um atentado à liberdade de expressão". Meu entendimento é de que qualquer manifestação é livre, mas não exime ninguém no caso de haver ofensa. Esta, se ocorrer, fica sujeita a processo legal e julgamento. Se um advogado com o renome de Antônio Carlos se esquece disso, estamos mal postos. Quando alguém diz sobre Moro, como falou Santa Cruz, o autor da possível ofensa, que "(...) a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe da quadrilha ao dizer (...)", está claro que ofensa houve. Bancar, pelo dicionário, significa "ser o responsável, passar por", ou seja, Santa Cruz atribui ao ministro Moro a função de chefe de uma quadrilha. O advogado, ao defender seu cliente, não pode ignorar que a liberdade de expressão não foi comprometida, mas também não pode deixar de reconhecer que ofensa houve. Precisamos acabar com a presente postura prevalente no País de que ninguém admite seu erro. Nunca me esqueço do médico Dráuzio Varella, que sempre lembra que, durante sua passagem pelo Carandiru como voluntário na gestão de saúde, disse que nunca encontrou no presídio algum culpado, "todos eram inocentes".

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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CONFRONTO

As posições polêmicas de confronto entre Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, e Sérgio Moro, ministro da Justiça, começaram após a imprensa ter divulgado que Santa Cruz ter dito que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro têm desvio de caráter. Ora, um ministro da Justiça está, certamente, entre os apoiadores do presidente da República, e a afirmação do presidente da OAB não é apenas partidária, como o próprio Felipe reconheceu - o que também é inapropriado para quem preside uma instituição que prima pela manutenção da ordem e da civilidade. Os problemas pessoais familiares de Santa Cruz com os regimes militares não deveriam impeli-lo tão duramente à frente dos que guardam esses rancores históricos, tão anacrônicos quanto improfícuos. Ou, então, que peça demissão, e aí, sim, invista-se do partidarismo que defende com todos os direitos de quem não preside uma ordem institucional, porém lidera uma disputa ideológica.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILITANTE POLÍTICO

"Sou militante, sim", afirmou o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, respondendo ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Será que os advogados que ele representa concordam com alguém como ele? Duvido!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UM PAÍS DIVIDIDO

O corregedor do Conselho Nacional do Ministe?rio Pu?blico, Rinaldo Reis Lima, arquivou representac?a?o contra Deltan Dallagnol por uma conversa que ele teve com o enta?o juiz Sérgio Moro. Todo barulho foi ouvido por pessoas contra a Operação Lava Jato e a favor do site The Intercept. O Brasil de fato é um país sem problemas. As mensagens vazadas foram obtidas de forma ilegal. Sem contar que as conversas divulgadas, além de roubadas, foram seletivas. Seria necessário alguém vir a público dizer que nunca houve conversas entre juízes, ministros, advogados e ou procuradores. Hora de parar com o teatro que insiste em ludibriar a sociedade. Incrível como o jornalismo se presta a um papel mesquinho e panfletário. Todos viram o empenho da Lava Jato para conter a roubalheira no País, mas parte do jornalismo vermelho, do Congresso e até do STF caiu na armadilha do site americano que tinha como meta manchar a reputação dos procuradores responsáveis por deter a corrupção. Fica patente que há uma divisão no País: um lado torce para o Brasil dar certo e o outro, para que bandidos tenham sucesso.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA

A afirmação exata do escritor peruano Mario Varga Llosa, em entrevista ao Estado, de que "é muito melhor ter democracias imperfeitas, até corrompidas, que ditaduras que não são eficientes", seguramente teve inspiração na famosa e icônica frase do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill "a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais". Democracia é aprendizado. Entre erros e acertos, o Brasil evoluiu muito desde a redemocratização. Enganam-se os saudosos de ditaduras (brasileira, chilena, entre outras) de que a estabilidade política e econômica conquistada durante estes governos justificava plenamente o regime de exceção. Se estas ditaduras fossem assim perfeitas teriam sobrevivido até hoje. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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