Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2019 | 03h00

FUNDOS DE PENSÃO

Impunidade


Com relação à matéria Com fim de intervenção, general da reserva assume o Postalis (24/12, B1), fica clara a falta de interesse do Ministério Público em agir contra os malfeitores que assaltaram este fundo de previdência dos Correios, o Postalis. Agora, estão aí os empregados tendo de pagar mensalmente 10% de seu salário, em média, para cobrir o rombo. E a mesma coisa está acontecendo com o fundo dos empregados da Petrobrás, também assaltado pelas quadrilhas que orbitavam nossas empresas estatais. Cadeia neles!


PAULO ROBERTO REIS

paulorobertodelgado@gmail.com

São Paulo


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PETROBRÁS

Refinarias e desestatização


A anunciada venda de oito refinarias – metade do parque de refino da Petrobrás – indica importante avanço nas privatizações. Com a venda, a estatal deverá arrecadar mais de R$ 50 bilhões, reduzir suas dívidas e priorizar a atividade de exploração e produção de petróleo (Estadão, 20/12, B1). Isso atende à regra de que o Estado só deve investir seus recursos em setores nos quais não há o investidor privado ou por questões estratégicas. Isso já não ocorre na Petrobrás de atualmente. O mote O petróleo é nosso inexiste, porque o monopólio petrolífero já foi afrouxado e temos alternativas privadas que podem custar mais barato ao consumidor. Bom seria vender toda a empresa e as demais estatais, ficando o governo apenas como um normatizador, licenciador e fiscalizador. Estatal é cabide de emprego ou fonte de benesses exageradas a seu funcionalismo, à custa do povo.


DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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ORÇAMENTO 2020

Bolo mal repartido


Definitivamente, o Brasil não é um país sério. O orçamento da folha de pagamento do poder público aprovado para 2020 é de R$ 344,6 bilhões – 174% maior que o orçamento da saúde, que será de apenas R$ 125,6 bilhões. O orçamento do saneamento básico para o ano que vem é de apenas R$ 661 milhões, valor equivalente a 33% do valor do fundo eleitoral, que vai levar R$ 2 bilhões em 2020. A folha de pagamento do poder público é 3,6 vezes maior que o orçamento da educação, que é de R$ 95 bilhões. A Previdência, por sua vez, morde 18,5% de todo o Orçamento público. Os recursos são muito mal utilizados no Brasil. Assim, vamos continuar muito longe da tão sonhada civilização.


JOSÉ C. SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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Derrapada


A poucos dias de terminar o ano, ouço dizer por aí que o segundo casamento é a vitória da esperança sobre a experiência. Algo parecido vale para a avaliação do Congresso Nacional em 2019. Cabe reconhecer que os parlamentares, sob intensa pressão da sociedade, conseguiram aprovar a reforma da Previdência, rejeitaram ou deixaram caducar medidas provisórias, derrubaram vetos presidenciais e ainda aliviaram algumas das propostas extravagantes do presidente Bolsonaro, o que não deixa de ser uma mostra importante de independência. No Brasil, afinal, a tradição é o Legislativo andar a reboque do Executivo, o que mudou – e muito – na atual legislatura. Por outro lado, congressistas dos mais variados partidos derraparam feio ao insistir em aprovar R$ 3,8 bilhões para o fundo eleitoral de 2020 – dinheiro que em parte viria da saúde, da educação, da segurança e de outras áreas. Por fim, diante das milhares de críticas, baixaram o valor para ainda absurdos R$ 2 bilhões destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, o que continua sendo uma excrescência, se levarmos em conta a atual situação do País.


TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul


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Fundo eleitoral


Mais do que discutir o valor do fundo e sua existência, é importante propor formas de reduzir o custo. Eleições livres são a base da democracia, e elas custam, mais ainda em países das dimensões do Brasil. Logo, precisam de recursos. Num sistema disperso como o proporcional, que o Brasil adotou, o custo é muito maior que no distrital misto ou no distrital puro. Logo, a mudança inicial deveria ser do sistema eleitoral. Como os vereadores dispõem de verbas altas, eles são representantes de determinadas correntes de interesse, e não da população. Para interromper essa cadeia perversa, que vai de vereadores e prefeitos a deputados, senadores e governadores, o ideal é proibir o uso de Fundos de Participação (Estadual e Municipal) para pagar vereadores e prefeitos.


MARIO ERNESTO HUMBERG

Marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo


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O custo do voto


O custo per capita para um brasileiro votar, seja eleitor ou não, é de cerca de R$ 302,00, distribuídos entre fundo eleitoral (R$ 14,00) e mais R$ 288,00 para o funcionamento da Justiça Eleitoral. Portanto, invistamos bem nosso din din, votando conscientemente!


MARCOS MARTINS AQUINO

marcos@moinhonovo.com.br

São Paulo


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SAÚDE

Contra modismos


Sobre a recente reportagem Justiça derruba regra que permitia intervenção médica sem aval de grávida (19/12, A20), é lamentável que resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que dava segurança a mães e bebês tenha sido revogada pela Justiça. Na maior crise da história na saúde, o Ministério Público Federal (MPF) está preocupado em revogar uma resolução perfeita que impede que modismos inventados por ativistas do parto possam matar mães e bebês. O médico, numa situação de emergência, não pode perguntar se a pessoa aceita ou não o tratamento. Ele precisa agir. As manobras citadas como inadequadas na reportagem, como episiotomia e ocitocina, salvam vidas em várias situações e não podem ser recusadas, se necessárias. O MPF é leigo no tema e jamais poderia agir como um técnico. Ativistas querem acabar com a obstetrícia médica para assumirem o lugar dos médicos por motivo financeiro. Está cada dia mais difícil de arrumar médicos que se sujeitem a exercer esta tão nobre vocação. Pobres mães e bebês futuros.


RAPHAEL CÂMARA M. PARENTE, médico conselheiro federal do CFM

raphaelcmparente@hotmail.com

Rio de Janeiro


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BOAS-FESTAS


Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano novo de Antonio Carlos Gomes da Silva, Athié Wohnrath, Chen Peijie, cônsul geral da República Popular da China em São Paulo, Editora Iluminuras, FSB Comunicação, IAB Brasil, Ivix Value Creation, Leandro Ferreira, Luiz Tomazin, Mega Brasil Comunicação, Panayotis Poulis, SGS Brasil, Walber Gonçalves de Souza e Yang Wanming, embaixador da China.


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“Jair Bolsonaro foi bem cuidado depois do tombo que levou no Alvorada. Talvez não seja assim se a queda for nas urnas em 2022. As feridas e a cicatrização são diferentes”


JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO / RIO CLARO, SOBRE O ACIDENTE DOMÉSTICO DO PRESIDENTE

carneirojcc@uol.com.br


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“Quem sabe ter batido a cabeça faça bem ao presidente, lhe clareie as ideias e suas palavras venham, agora, menos desastradas?”


CECILIA CENTURION / SÃO PAULO, SOBRE A VERBORRAGIA PRESIDENCIAL

ceciliacenturion.g@gmail.com

VENDA DAS REFINARIAS


Enquanto o antidiplomático presidente Jair Bolsonaro, grudado em seus bajuladores, ofende seus críticos, odeia a imprensa e chama de homossexual um jornalista que fez uma pergunta sobre as denúncias contra seu filho, senador Flávio Bolsonaro, felizmente, alguns de seus colaboradores em postos-chave do governo trabalham com competência. Na Petrobrás, seguindo o programa de venda de ativos de Temer, a estatal já em março de 2020 deve se desfazer de 4 de suas 8 refinarias. Com muitos interessados, essa venda pode render à Petrobrás mais de R$ 50 bilhões, como publicou o Estadão. Isso diminui cada vez mais o foco de orgia dos políticos, um cabide de empregos e corrupção, que, infelizmente, vigorou por muitos anos. E o mais importante é que a venda dessas refinarias vai promover a queda do monopólio da Petrobrás no refino de petróleo, o que, com a concorrência a ser instalada no setor, poderá beneficiar o consumidor final.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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BOA NOTÍCIA


A privatização de oito refinarias da Petrobrás deverá movimentar mais de R$ 50 bilhões, segundo estimativas de analistas de mercado. Grande notícia para um país onde as estatais, historicamente, sempre funcionaram como instrumentos políticos de criminosos, quer seja nas trocas de favores por cargos bem remunerados com o dinheiro público ou nas corrupções diversas e bilionárias, ou, enfim, também como um grande cabide de empregos e como se fossem um imenso bordel de maus investimentos para o Brasil e para os brasileiros, e muitas funcionando como meio de enriquecimento fraudulento de políticos, de partidos políticos e de empresários desonestos. Que o diga a tão famosa e tão enferrujada refinaria de Pasadena, nos EUA, adquirida pela Petrobrás por um valor muito maior que o de mercado e, depois de descobertas as maracutaias e sua imprestabilidade, vendida por valor consideravelmente menor.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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O PETRÓLEO É NOSSO


Num comunicado ao mercado em 9/12/2019, a Petrobrás informou que concluiu a venda de 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte. Parece que esse pequeno Estado é um Texas brasileiro. Faltou dizer quem foi o comprador. Afinal, “o petróleo é nosso”.


Roldão Simas Filho rsimasfilho@outlook.com

Brasília


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A LAVA JATO E AS EMPRESAS


Foi estranha a afirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de que a Operação Lava Jato destruiu empresas no Brasil, em entrevista ao Estadão, publicada no dia 15/12. A Operação Lava Jato apenas apurou a participação dessas empresas no maior esquema de corrupção de toda a história de nosso país, envolvendo políticos corruptos e empresários desonestos que desviaram bilhões de reais de dinheiro público da Petrobrás e de outras estatais e de obras públicas.


Reynaldo José Gatti Busch rjgbusch@hotmail.com

Limeira


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CURRÍCULO


Assim como Dias Toffoli ousou dizer que a Lava Jato foi responsável pelo fechamento de empresas e que isso jamais aconteceria nos Estados Unidos e na Alemanha, posso assegurar-lhe com a mais absoluta certeza que lá, na Alemanha, ou em qualquer outro país sério, nenhum indivíduo que tivesse um currículo igual ao dele se tornaria ministro, quanto mais presidente, da Suprema Corte.


Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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A BEM DA VERDADE


O senhor ministro, eminente advogado de partido político, advogado-geral da União durante mandato presidencial de um expoente deste mesmo partido e que não foi aprovado todas as vezes que tentou o concurso para a magistratura estadual disse que nos Estados Unidos empresas envolvidas em falcatruas e corrupção não foram atacadas. Creio que ele se esqueceu de dois casos clássicos, apenas neste século: a Enron, extinta em 2007, e o banco de investimentos Lehman Brothers, extinto em 2008. Já na Alemanha podemos lembrar o quanto sofreu a poderosa Siemens, que, também por muitos problemas éticos, foi obrigada a pagar multas impostas pelo governo alemão que se aproximam de € 2 bilhões.


Francisco Fernandes Filho franciscofernandesf@terra.com.br

São Paulo


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DESPREPARO


Com a opinião de que a Operação Lava Jato destruiu empresas no Brasil, Dias Toffoli demonstra mais uma vez o despreparo deste advogado em presidir o STF. É de envergonhar os seus pares!


Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira


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QUEBRADEIRA


“A Lava Jato quebrou empresas.” O Supremo Tribunal Federal quebra o Brasil quando não julga e condena os corruptos apontados pela Lava Jato que têm foro privilegiado.


Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)


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E AGORA, JOSÉ?


Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada Janaína Paschoal deu suas razões para pedir o impeachment do ministro do STF José Dias Toffoli. O ministro sentiu-se incomodado ao ser divulgado que havia movimentações suspeitas por parte dele, de Gilmar Mendes e respectivas famílias. A partir daí, o ministro se blindou, instaurou um inquérito sigiloso, mostrando suas garras contra qualquer um que falar do Supremo, censurou a revista Crusoé e suspendeu as apurações informadas pelo Coaf e pela Receita Federal. Segundo a deputada, Toffoli comeu flagrante crime de responsabilidade. Tudo aconteceu sob os olhares paralisados de cidadãos que esperam justiça de quem dá a última palavra, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dos senadores e deputados que se fingiram de surdos e da OAB, totalmente refém do PT. Concluindo, a autoridade, travestida de ministro usou de seu poder para intimidar. O que se viu foi um STF se apequenar. E agora, José?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CORRUPTORES


Mais uma vez Toffoli demonstrou que veio do PT, que incentivou as empresas honestas a se tornarem corruptoras.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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DÍVIDAS DE R$ 100 BILHÕES


Ao mesmo tempo que eu gostaria de ver uma empresa como a Odebrecht gerando riquezas para seus acionistas, empregados e para o País, eu fico abismado com a situação a que este grupo empresarial chegou, graças à corrupção instalada. Está provado que o crime não compensa. Será?


Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


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FICÇÃO E REALIDADE


A mídia informa que Marcelo Odebrecht foi demitido por justa causa da empresa da família. O interessante é que está no ar uma série de televisão intitulada Succession (sucessão), cujo principal personagem, além de se parecer com o senhor Marcelo, está tão enrolado quanto ele. Vale a pena ver!


Gildete Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo


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MARCELO ODEBRECHT


O que dizer de um primogênito herdeiro ser demitido por justa causa da gigantesca e bilionária empresa da família pelo próprio pai? Como dizem por aí, “há herdeiros e (m)erdeiros”...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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POR UMA CORTE MELHOR


Declarações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): a Operação Lava Jato “destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha” (Dias Toffoli); a prisão após condenação em 2.ª instancia não pode ser mudada “por meio de PEC, pois é cláusula pétrea” (Marco Aurélio Mello). Ou seja, ao condenar os donos de firmas grandes por cometer atos ilícitos (e ponha ilícitos nisso!), o impacto sobre os “negócios” de tais firmas deve ser levado em conta. Algumas cláusulas da Constituição brasileira são como os Dez Mandamentos, não podem ser modificadas pelo Legislativo que escreveu esta mesma Constituição. Sinceramente, merecemos algo melhor!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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‘UTOPIA VERSUS REALIDADE’


Em seu excelente artigo Utopia versus realidade (20/12, A2), Almir Pazzianotto Pinto mostrou com clareza que os constituintes de 1988, desafogados dos rigores do regime militar, partiram para uma espécie de sede ao pote  ao elaborar a Constituição, pródiga em direitos e pretensões e parcimoniosa em obrigações.


Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@hotmail.com

São Paulo

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