Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2019 | 03h00

RIO DE JANEIRO

Fórmula 1

Rio de Janeiro oferece o triplo do que São Paulo pretende pagar para abrigar o GP Brasil de Fórmula 1. Como se estivesse nadando em dinheiro!

SHIRLEY SCHREIER

schreier@iq.usp.br

São Paulo

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Na pindaíba

Mesmo na maior pindaíba, o Rio de Janeiro fez uma "singela" proposta à cúpula da Fórmula 1, da ordem de US$ 60 milhões, para levar a prova para lá a partir de 2021. A cifra é bem mais alta que a oferecida pela cidade mais rica do País, São Paulo. Se a cidade carioca não consegue dar o mínimo atendimento hospitalar ao seu povo, deixando-o desamparado, por que tamanho interesse no evento? Ora, certamente os responsáveis pela F1 preferirão continuar em São Paulo e liberar o Rio para cuidar do seu povo dignamente.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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US$ 60 milhões

Eu li direito? O quebradíssimo Estado do Rio de Janeiro quer gastar US$ 60 milhões (!) para ter novamente a Fórmula 1? E terá de construir um autódromo de R$ 700 milhões? Ah, mas o dinheiro é da iniciativa privada… Legal! Igualzinho na Copa do Mundo e na Olimpíada. Tudo bem, o carioca adora uma festa. Educação, segurança pública e saúde podem esperar.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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Déjà vu

Será que estamos diante de uma nova tentativa de "negociação" tipo Olimpíada? A Fórmula 1 sempre teve protocolos rígidos de funcionamento, mesmo porque envolve risco de vida para seus participantes e, por dever de ofício, deverá manter sempre impecável sua imagem. Como aceitar ingenuamente a responsabilidade pelos impactos ambientais da construção do autódromo na Floresta do Camboatá (31 ao todo), com tudo o que isso representa não só para a vida humana, mas também para a fauna e a flora já tão agredidas em nosso país, sempre em nome do lucro?

VERA BERTOLUCCI

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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CONTAS PÚBLICAS

Reajuste no DF

Área econômica alerta Bolsonaro de que aumento à polícia do DF pode violar Constituição (Estadão, 25/12). Pronto, abriu-se a porteira. Ninguém mais segura, novamente, os aumentos de funcionários públicos. Por uma questão de isonomia, todas as corporações pleitearão o reajuste e recorrerão ao supremo por isso (o minúsculo é proposital).

JONAS DE MATOS

jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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Preocupante

O editorial do Estado O custo do funcionalismo (25/12, A3) é, ao mesmo tempo, excelente e preocupante. Preocupante porque revela extraordinários dados envolvendo o funcionalismo brasileiro. De acordo com pesquisa do Banco Mundial, os servidores federais ganham em média 100% mais que os trabalhadores do setor privado, e entre 2003 e 2017 os gastos com pessoal nos Estados cresceram 80% acima da inflação, com importantes danos fiscais ao País. Atente-se, ainda, para o inquietante dado segundo o qual os 11,5 milhões de servidores do País consomem cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB). No editorial fica patente a inaceitável diferença entre o âmbito público e o privado. Num país de parcos recursos para saúde e educação, recente estudo do Senado dá conta de que nos últimos seis anos a União teria economizado R$ 32 bilhões se fossem os servidores tão cautelosos em seus reajustes quanto os trabalhadores da iniciativa privada. Enfim, os indecentes privilégios dos servidores são como um câncer permeando os tecidos econômico e social do País, e o remédio está na reforma administrativa.

JOSÉ SEBASTIÃO DE PAIVA

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Odebrecht-Instituto Lula

O ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foram indiciados pela Polícia Federal sob a acusação de recebimento de propina da Odebrecht disfarçada de doação ao instituto (Estado, 27/12, A6). Novamente o "honesto" Lula da Silva é indiciado, e este tal instituto, pelo visto, é uma grande lavanderia de dinheiro sujo.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Aposentadoria cassada

A Controladoria-Geral da União (CGU) cassou a aposentadoria de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás na gestão de Lula. Gabrielli é apontado pela CGU como responsável pelo prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006. Não sobra um no PT.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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TURISMO

Abusos

Muitos se perguntam por que o brasileiro prefere viajar para o exterior ao invés de conhecer as belezas naturais e os enormes recursos turísticos que temos aqui, no País. A pergunta é muito fácil de responder: o setor turístico e hoteleiro do Brasil destrói seu próprio potencial, cobrando preços absurdos pelos seus serviços. O valor das passagens dos voos domésticos, a ganância dos hoteleiros e, principalmente, dos restaurantes dos destinos turísticos vão minando, cada vez mais, um setor que tem tudo para crescer e se tornar um dos mais rentáveis do mundo. Um exemplo disso é a cidade mineira de Capitólio, que tem grande potencial turístico, mas peca pelo absurdo de seus serviços. Para ter uma ideia, uma refeição trivial para duas pessoas ali pode não sair por menos de R$ 250. Abusos como este, aliados a outros praticados em várias cidades turísticas brasileiras, afugentam nossos turistas, que acabam levando seus recursos para fora do Brasil.

ELIAS SKAF

eskaf@hotmail.com

São Paulo

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BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e próspero ano novo de Abav-PR, Camisaria Varca, Equipe Agência do Rádio Brasileiro, Ford Sonnervig, Gustavo Guimarães da Veiga, Ingrid e Alexandru Solomon, Judice, Luiz Frid, Márcia Callado, Maria Lúcia R. Jorge, Medialink Brasil, Mundiware Tecnologia Editorial, Patrícia Bezerra - vereadora em São Paulo, Sebastião Chagas - Charrone Implementos Agrícolas, SPMJ Comunicação - Sergio Poroger, Uriel Villas Bôas e família, Valdy Callado, Vicente Limongi Netto e Vida de Suporte.

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"Até parece que o Rio de Janeiro está de vento em popa, com as finanças em dia. O governador Wilson Witzel é um irresponsável e a proposta do governador é um acinte."

  

PANAYOTIS POULIS / RIO DE JANEIRO, SOBRE A OFERTA DE US$ 60 MILHÕES FEITA PELO ESTADO À FÓRMULA 1 PARA RECEBER A CORRIDA A PARTIR DE 2021

ppoulis46@gmail.com

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"Orçamento arrebentado, nenhum legado da Copa e da Olimpíada, e o governo do Rio investe seu tempo e dinheiro em atrair a F1. Que retardo!"

  

OSCAR THOMPSON / SANTANA DE PARNAÍBA, IDEM

oscarthompson@hotmail.com

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

REFORMA RS

A visão do governador do Rio Grande do Sul (Por um novo sentido de governar, Estadão, 26/12, A2) deveria ser compartilhada por todos os governadores e prefeitos do Brasil. É uma realidade, sem precedente, que boa parte dos Estados está em recuperação fiscal e a maioria dos municípios, insolvente, e teremos eleições municipais em 2020. Ao invés de Reforma RS, sugeriria ao excelso governador ReformaS, pois a primeira e última letra espelham a garra e o sentimento gaúcho que tanto fez e fará pelo País. Parabéns.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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'POR UM NOVO SENTIDO DE GOVERNAR'

Bolsonaro não precisa buscar em Donald Trump inspiração para seu governo, basta tomar de modelo a gestão de Eduardo Leite na condução do Rio Grande do Sul. 

Ari Cosme Francois arifrancois@hotmail.com

Ribeirão Preto

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COMBATE AO CRIME

Do projeto anticrime já aprovado pelo Congresso, Jair Bolsonaro vetou 25 itens. Mas, contrariando a opinião do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente não vetou a criação do "juiz de garantias". Moro acha temerária a forma como foi redigida essa mudança e explica: "Não foi esclarecido como o instituto vai funcionar nas comarcas com um juiz e se valerá para processos pendentes e tribunais superiores". A impressão que o presidente Bolsonaro deixa é de que mais uma vez tenta proteger seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que está sendo investigado por lavagem de dinheiro e peculato, entendendo que, com a criação do juiz de garantias, pode afastar deste processo o juiz Flavio Itabaiana. O presidente demonstra não estar preocupado se a implantação do juiz de garantias é melhor para o País, se vai aumentar as despesas do Judiciário, se vai atrapalhar as investigações em curso, inclusive da Lava Jato, etc. Autoritário, decide pelo estômago... Assim como tem abusado de apresentar projetos sem embasamento na Constituição, vários dos quais ou foram derrubados pelo Congresso ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Tudo porque sua soberba não permite utilizar o melhor caminho: consultar seu ministro da Justiça. Pior ainda neste caso do "juiz de garantias", que contraria Moro. Bolsonaro, porém, esquece que Sérgio Moro é um cidadão polido, de atitudes republicanas, mas não é idiota. E tampouco permitirá que a sua alta popularidade venha a servir de trampolim para Bolsonaro se reeleger em 2022.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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UMA MÃO LAVA A OUTRA?

De acordo com o noticiário, "Bolsonaro contraria Moro e sanciona juiz para investigações". Ora, nenhuma surpresa, sua excelência está pensando no futuro dos seus filhos e no seu próprio, afinal ninguém sabe o dia de amanhã, quando poderá necessitar de uma "mãozinha" no Judiciário. O seguro morreu de velho, como se usa dizer. Sem ironia, por favor!

Luís F. Amaral luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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PREFERÊNCIAS

Ao criar o "juiz de garantias" no pacote anticrime, o presidente Bolsonaro preferiu ficar com Marcelo Freixo (PSOL-RJ) ao invés de seu ministro da Justiça, Sérgio Moro. Está jogando milhões de seus votos na lata de lixo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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JUIZ DE GARANTIAS

Quer dizer que Freixo conseguiu provar mais que o ministro da Justiça, presidente?

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo

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PRA BOI SONSO

Os jabutis legislativos explicam a ineficiência judiciária penal. Juiz de garantias, Jair Bolsonaro? Conta, ou melhor, sanciona outra...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O QUARTETO

Bolsonaro salvará o Lulinha. Lula salvará o Flávio. Assim, Bolsonaro e o seu filho e Lula e o seu filho jamais serão presos por julgamentos de segunda instância. O quarteto será condenado, mas somente cumprirá pena preso no dia de São Nunca, conforme prescreve o Supremão Tribunal Federal Criminal do Brasilistão.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO BANALIZADA

"Rachadinhas", salários acima do teto constitucional no Legislativo, Judiciário e Executivo, jatinhos para lá e para cá, viagens em primeira classe, pensões para filhas, embora legais, são imorais. Equivalem ao recebimento de propinas. É o roubo institucionalizado. O País, enquanto conviver com estas imoralidades, nunca passará de uma republiqueta de bananas. E não há plano econômico que resista a estes saques.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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FIM DA RACHADINHA

Sugestão para acabar com esta "cultura das rachadinhas" na política, em todos os níveis: proibir os políticos de nomearam para seus gabinetes pessoas e essas despesas serem custeadas com dinheiro público. Cada vereador, deputado ou senador deveria pagá-las com dinheiro do seu próprio bolso. Com a palavra, o STF.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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FLÁVIO BOLSONARO

Fazendo tantas trapalhadas e ignorando hierarquia, ao que tudo indica, Flávio Bolsonaro não frequentou colégio militar, onde disciplina e respeito são ensinamentos básicos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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LEIS IDEAIS X POSSÍVEIS

As leis aprovadas pelo Poder Legislativo brasileiro são comumente classificadas como possíveis, raramente ideais. A própria Constituição federal exibe, talvez, o exemplo mais marcante do máximo que pôde ser concretizado, sem refletir, todavia, como seria desejável, uma relação harmônica entre direitos e deveres dos vários setores da vida nacional. Daí a quantidade absurda de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que precisaram ser examinadas desde a sua vigência e que implicaram incrível gasto de energia, que poderia ser canalizada para questões mais fundamentais à sociedade, e dinheiro, por dispor o País de um dos mais caros Parlamentos do mundo. Quando nossos políticos passarão a exibir um grau maior de sensibilidade em relação aos verdadeiros anseios e carências da população e deixarão um pouco mais de lado os aspectos pragmáticos de interesse particular, o que certamente aumentaria o número de leis "ideais" e diminuiria o das inevitáveis "possíveis"?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS PARTIDOS E SUAS VELHAS CARTILHAS

O levantamento do Estadão (25/12, A4) que encontrou 20 dos 33 partidos políticos brasileiros definindo-se como "de centro", apenas um que se acha de "direita", sete de "esquerda" e cinco que simplesmente não se acham, mostra o grande ponto de interrogação vivido pela política nacional. Pior que o "centro" ficou estigmatizado desde a época da Constituinte, quando seus partidos invocaram com leitura própria, contemporânea e até literal a frase "é dando que se recebe", de São Francisco de Assis. Com 130 anos de República e todos os trancos e dissabores vividos, já deveríamos ter evoluído para algo mais pragmático, condizente com as necessidades de cada momento. Não precisamos dos discursos à esquerda, à direita ou mesmo ao centro, que não passam de palavras jogadas ao vento. Incomodam haver 33 partidos já registrados e outros 77 pedindo registro e o fato de todos serem mantidos com o dinheiro púbico. A classe política tem de se conscientizar de suas altas responsabilidades e, em vez de filosofias e ideologias, trabalhar nas reformas de que o Estado tanto necessita. Sem elas, continuaremos marcando passo.  

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

               

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JANAÍNA PASCHOAL

Em entrevista ao Estado (26/12, A9), a professora de Direito Penal e deputada estadual Janaína Paschoal disse não saber se sai candidata novamente em 2022, aguardando para tanto um sinal místico. A propósito, cabe, por oportuno, dizer que não fosse a sua destemida, histórica e disruptiva atuação com o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mal dá para imaginar como estaria o País hoje em dia. O Brasil precisa de gente do quilate e perfil de Janaína Paschoal para seguir em frente e emergir do fundo do poço sem fundo em que foi atirado pelos irresponsáveis e criminosos desgovernos cleptopetistas, de lamentável memória.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESENTENDIMENTO NO PARTIDO

O mínimo que se espera dos integrantes de um partido político é o entendimento, a prática de uma ideologia que justificou a adesão. Causa surpresa quando a deputada estadual Janaína Paschoal vem a público para acusar o senador Flávio Bolsonaro, de seu partido, de ter cometido peculato. A que ponto chegamos. Mais um ponto negativo para a classe política.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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