Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2019 | 03h00

 

ECONOMIA

Vendas de Natal

Na esteira das boas perspectivas de crescimento econômico para 2020, as vendas de Natal nos shopping centers neste ano tiveram um crescimento de 9,5% no Brasil, sobre o mesmo período de 2018. É o melhor resultado desde 2014, com faturamento expressivo de R$ 168,2 bilhões, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). Em São Paulo, o resultado do varejo em geral também foi significativo: crescimento das vendas de 6,6%, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), maior aumento desde 2010. Sinais de que a liberação dos R$ 37 bilhões do FGTS para os trabalhadores e a melhora na criação de empregos fizeram aumentar a confiança dos consumidores.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Bom sinal

O aumento das vendas do comércio neste final de ano prenuncia uma retomada mais forte na economia nacional a partir de 2020. Espero que este impulso seja mantido no próximo ano, a depender de medidas adequadas tomadas pelas autoridades governamentais.

JOSÉ DE A. NOBRE DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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Recuperação à vista

Nesta época do ano, em meio a tantos votos de esperança de tempos melhores, só sinto e vejo o que observei durante os 65 anos que acompanho os altos e baixos no Brasil: o povo tem uma capacidade sobrenatural de se recuperar das diversas ideologias e aventuras dos seus dirigentes. O brasileiro, depois do susto, depois de um tempinho de adaptação, deixa esta turma falando sozinha e vai se virando, vai tocando o barco. É o que vemos e vivemos neste exato momento: recuperação à vista.

EDDA SIGNE MÖBUS

signe@terra.com.br

São Paulo

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2019-2020

Angústia e esperança

Vamos entrar no 20.º ano do século 21 e o Brasil, tonto de tanta incerteza e promessas vãs, perdeu-se nas veredas do tempo, à espera de novos ventos. Estamos todos no mesmo barco, parado em angustiante calmaria, aguardando ser guiados só pelas estrelas, por mares já dantes navegados, em busca de nosso destino, ainda incerto, movidos apenas por nossas renovadas esperanças.

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BRASIL

Desigualdade

Pouco a pouco, a verdade vem vindo à tona. A propaganda petista alardeava, por exemplo, o sucesso do programa educacional que o partido no poder havia implantado no Brasil. Mas as avaliações externas têm mostrado o desastre que vivemos neste campo. Estamos nas últimas colocações quando cotizados com outras nações desenvolvidas e não desenvolvidas, o que é mais alarmante e triste. Em resumo, a “Pátria Educadora” foi mais propaganda para enganar do que para ensinar. Agora, a notícia de que Desigualdade piora e Nordeste e Norte ficam mais distantes do resto do País (Estado, 26/12, B1). Vemos que, de novo, os programas para reduzir a pobreza, principalmente nessas Regiões do País, não funcionaram, mas foram somente um blá-blá-blá irresponsável para enganar o Brasil. E ainda tem gente que acredita na utopia petista.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

rodriguesalonso49@gmail.com

Santos

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EDUCAÇÃO

Baixo impacto

Muito oportunos a matéria A Ciência, sob várias lentes do microscópio (23/12, A12) e o editorial O ranking das universidades (25/12, A3), do Estado, sobre a produção científica das universidades brasileiras, com base nos dados do Leiden Ranking 2019, do Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia de Leiden, na Holanda. Todavia, tal como um termômetro, esses dados precisam estar referenciados. Tanto a produção quantitativa quanto o impacto de nossa produção precisam ser comparados com outros países. Neste caso, há um problema: produzimos muita coisa, mas, de um modo geral, de baixo impacto.

JORGE DAVID

jorgemauricio.david@gmail.com

São Paulo

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Novo ano, país velho

Nas nações com democracia forte e alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), as escolas formam profissionais e cidadãos críticos. Essa é a base de economias sólidas. Sabe-se, nestes países, que um povo instruído e produtivo não atira na própria cabeça seguindo salvadores da Pátria – costume raiz da corrupção, da ignorância e da pobreza. Aqui, no Brasil, há décadas educação é apenas comércio eleitoral. E, no poder, um verdadeiro “energúmeno” e seu bando cortam verbas de pesquisa, desprezam a ciência e atacam a cidadania e a democracia.

JOÃO BOSCO EGAS CARLUCHO

boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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SÃO PAULO

Trânsito mal gerido

Passamos pela tenebrosa gestão de Fernando Haddad e Jilmar Tatto no trânsito de São Paulo. Acreditamos que teríamos um alívio na gestão Doria, mas não foi o caso. Agora, leio com assombro a notícia do projeto da gestão Covas de fazer novas ciclovias nas Avenidas Rebouças e Henrique Schaumann, entre outras. É inegável que se deve incentivar o transporte público e outras alternativas aos carros. O que vemos, no entanto, nas anteriores e na atual gestão, é que ninguém observa o que está acontecendo: ônibus articulados transitando por ruas onde nem carro trafega, fazendo conversão à esquerda reservada para veículos que fazem conversão à direita (um exemplo: Rua Dr. Renato Paes de Barros esquina com a Rua Dr. Eduardo de Souza Aranha). Quanto às ciclovias, em muitas ruas, durante a semana e fins de semana, não passa bicicleta alguma ou rarissimamente passa uma. Estas novas ciclovias têm que objetivo? Tirar carros das ruas? Aumentar o lazer? Agradar algum segmento da população? E as ruas esburacadas, que danificam os veículos e geram riscos até para as privilegiadas bicicletas? Faltam zeladoria e governança na Prefeitura e no DSV.

NOEDIR STOLF

nstolf@cardiol.br

São Paulo

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Buracos nas ruas

A cidade de São Paulo precisa, urgentemente, de recapeamento total. Andar pelas ruas está se transformando numa tortura. Nosso alcaide precisa se licenciar para cuidar de sua saúde e deixar alguém cuidar da cidade que é de todos nós.

RONALDO ROSSI

ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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“Bolsonaro apostou no 13 na Mega da Virada. Será que ‘o cara’ jogou no 38?”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE O SORTEIO DA MEGA SENA DE 31 DE DEZEMBRO

mg2448@icloud.com

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“Todos os anos corruptos furam nosso balão cheio de esperança. Que em 2020 estouremos nós seu balão de propina. Uma chuva de dinheiro público inundaria o Brasil, cobrindo nosso território com educação, saúde, moradia, segurança, infraestrutura e reduzindo a desigualdade”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), SOBRE OS VOTOS PARA 2020

ricardocsiqueira@globo.com


‘INSENSATEZ’

Fiquei mesmerizado ao ler o editorial Insensatez, no Estadão de 27/12 (A3) e o contraponto noticiado na mesma edição (A14), Rio faz investida na F1 e oferece US$ 60 milhões para ter a corrida. Joguei, definitivamente, a toalha, vez que para eles isso se tornou ideia fixa e insopitável. De outro lado, os administradores de nosso Estado e de nossa cidade não se mexem para mudar o atual status quo, abstendo-se olimpicamente do assunto. Contudo, ocorra o que ocorrer, Interlagos jamais deixará de representar o castelo insubstituível da Fórmula 1, bem como de abrigar, de forma imorredoura, seu DNA no Brasil.


José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo


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IRRESPONSÁVEIS DO RJ


Sobre o editorial Insensatez (27/12, A3)é a política suja e rasteira: “É dando que se recebe”.


Ernani Silva silvaernani45@gmail.com

São Paulo


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IMPACTO AMBIENTAL


É revoltante ler que o Rio de Janeiro oferece US$ 60 milhões anuais para ter a Fórmula 1. O local para construir o autódromo, um disparate, é a Floresta de Camboatá, o único ponto remanescente de grande parte da Mata Atlântica em área plana na cidade. Para tal feito, serão derrubadas 70 mil ou até 200 mil árvores. Além de colocar flora e fauna em risco de extinção, de acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o seu Relatório de Impacto Ambiental (Rima). A contrapartida para compensar este descalabro seria um programa de reflorestamento em espécies da Mata Atlântica, com plantio de 6 árvores para cada 1 derrubada, o que irá demorar 35 anos, período de concessão do autódromo. Quem nos garante que vão, mesmo, repor as árvores? Na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, foram distribuídas mudas de plantas a todos os atletas, pois seriam plantadas futuramente, o que ocorreu muito depois e, sem cuidados e fiscalização, acabaram morrendo. Então, que os ambientalistas, ONGs e o Ministério Público Federal, além do campeão da Fórmula 1 este ano, Lewis Hamilton, que já se posicionou contra, reajam severamente contra isso.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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POR QUE A ELITE ESTÁ TRISTE?


E foi-se o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro! Ano difícil, tumultuado, de adaptação, com muita coisa a ser esclarecida, ano de muita fofoca, também, com o intuito de desestabilizar o presidente da República. Ano de muita coisa boa, bilhões que foram roubados de nós voltaram aos cofres públicos, reformas foram feitas e acaba de sair a notícia de aumento de 9,5% no movimento de Natal nos shopping centers do País, com relação ao ano passado, o que, convenhamos, não é pouco em tão curto espaço de tempo. Mas tudo isso para dizer o seguinte: tenho o hábito de percorrer São Paulo à noite, todos os anos, nesta semana mais tranquila, para ver as decorações de fim de ano, e me espantei com o que vi – ou, melhor, com o que não vi. Não há luzes! A Avenida Paulista está morta, quando por muitos anos foi iluminadíssima, principalmente os bancos e o Parque Trianon. O bairro de Higienópolis fazia competição de decoração com luzes, era belíssimo. Neste ano, o bairro está apagado também, mas de uma forma estranha: os prédios “triple A”, de altíssima classe, não contam com uma lampadazinha sequer. Dentro da simplicidade e da disponibilidade financeira, só estão iluminados os prédios mais simples. Daí surge a pergunta: por que a elite está triste? Ela era feliz com Lula da Silva, é isso? Sim, pelo que testemunhei, feliz com o presidente Bolsonaro está o trabalhador. Não que a elite não trabalhe, não é isso, mas... Enfim, quem poderia imaginar uma coisa dessa? Eu, certamente, não.


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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ODEBRECHT-INSTITUTO LULA


Lula é indiciado pela Polícia Federal por causa de doações da Odebrecht ao Instituto Lula. Só falta ele alegar que não sabia de nada!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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CONTUNDENTE E-MAIL


Em e-mail aos executivos da empresa que dirigia, Marcelo Odebrecht foi claro e sucinto quanto ao apoio ao Instituto Lula, através de uma conta propina mantida num departamento estruturado da Odebrecht para essa finalidade: “Vai sair de um saldo que o amigo do meu pai ainda tem comigo de 14”. Mas o advogado Cristiano Zanin insiste na falácia retórica de perseguição política. Ora! Não é possível imaginar que o engomado advogado, articulado e bem remunerado, não consiga interpretar o que cristalinamente está escrito no contundente e-mail.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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A CONTA ‘AMIGO’


Sobre a matéria Doação de R$ 4 milhões da Odebrecht para Instituto Lula veio da conta ‘Amigo’, diz PF, publicada no Estadão em 27/12, parece que a conta “Amigo” na Odebrecht não se resumia só a ações no Brasil, mas também a serviços prestados na América do Sul no âmbito do Foro de São Paulo, junto com governos “amigos ideológicos” do PT. Parece que isso vai dar mais trabalho ao advogado dr. Zanin.


Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)


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ESTE É LULA


As doações feitas ao condenado Lula da Silva e ao respectivo Instituto Lula foram consideradas irregulares e, assim, Lula & cia. foram indiciados pela Polícia Federal. Ora, se as investigações concluíram que as palestras do ex-presidente foram feitas regularmente, mas que houve doações irregulares a um orador que mal conhece a Língua Portuguesa, o que se diria se fosse um erudito na língua pátria? Com a palavra, o homem “mais honesto”, nunca antes visto e que já disse que não sabe de nada.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CHEGA!


Chega de Lula! Basta da cobertura midiática dedicada a um condenado sobre o qual continuam a pesar suspeitas de corrupção e desvios de vultosos recursos pertencentes ao povo que dizia representar. Por que prestigiar um personagem não muito edificante da História recente do Brasil e que, logo que recuperou a liberdade, obtida a partir de entendimento da Corte Suprema segundo o qual a condenação em segunda instância não implica a correspondente prisão, passou a manifestar-se de maneira virulenta e provocativa em organizações sociais prontas para incendiar o País? Para sua surpresa, no entanto, tais iniciativas não ressonaram do modo por ele esperado e serviram somente para mostrar que a população aprendeu a separar o joio do trigo. O pior é que com esta atitude mal intencionada e recheada de pirotécnica vazia, acaba por prejudicar seu próprio partido, ao impedi-lo de desenvolver novas lideranças. Seu tempo passou e ele ainda não percebeu. 


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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RECONHECIMENTO INTERNACIONAL


O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, foi eleito pelo respeitado jornal britânico Financial Times uma das 50 pessoas que marcaram a década por sua liderança na histórica Operação Lava Jato, “que sacudiu o establishment político da América Latina”, como disse o FT. A propósito, em que lugar ficou o condenado ex-presidente Lula?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BOLA NAS COSTAS


Pronto! Inventaram uma nova instância na Justiça brasileira, não bastassem as conhecidas primeira, segunda, terceira (STJ) e quarta (STF). Agora, tudo indica que teremos a instância zero, do juiz de garantias, aumentando as possibilidades de procrastinação e caducidade dos processos. Além disso, o que acontece se, como frequentemente vimos na Operação Lava Jato, depois de o processo ser enviado à primeira instância, for descoberta outra falcatrua da orcrim em julgamento? Volta para a instância zero investigar? Em futebolês, este lance foi “uma bola jogada nas costas”.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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GARANTIA DE IMPUNIDADE?


A tal figura jurídica chamada de juiz de garantias, inventada por deputados e incluída por eles no pacote anticrime, sancionado por Jair Bolsonaro, contrariamente ao que pensa o seu criador, o ministro Sérgio Moro, claramente tem segundas intenções, posto que suas excelências devem estar pensando no seu próprio futuro. Alguma dúvida?


José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo


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A IMAGEM DE MORO


O ex-juiz Sérgio Moro sofre ataques dos políticos, cidadãos e de seus pares da Justiça, que insistem em contrariar a opinião pública e conservar o sistema de impunidade de criminosos de colarinho branco. Dizem que Moro foi derrotado por Bolsonaro, que sancionou a lei que cria um novo juiz de garantias nas comarcas. Que seja, mas o fato é que o ministro colocou na cadeia muitos criminosos que em passado recente seria impossível de irem parar atrás das grades. O povo apoia o herói brasileiro que recebeu a merecida citação de um dos 50 personagens da década pelo Financial Times. Ssuas derrotas não alteram em nada a visão popular que ele tem.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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SAPOS


Incrível, Sérgio Moro, neste primeiro ano do governo Bolsonaro, como ministro da Justiça, engoliu uma quantidade de “sapos” que poucos no lugar dele aceitariam. Apesar de tentarem sabotar seu trabalho contra o crime e deixar seus autores impunes, conseguiu a proeza de resultados surpreendentes. Isso mostra seu caráter de sacrifício, sabendo que, apesar de tudo, vale a pena, em nome de um país menos violento e com mais justiça. Parabéns!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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EM FOGO BRANDO


Bolsonaro não tem interesse em colocar Sérgio Moro no fogo rápido. É interessante que ele seja cozido em fogo brando para, depois, ser definitivamente frito. Bolsonaro sabe do resultado de uma eleição, se concorrer com Moro. Até Moro concordar em ser vice, a fritura vai continuar.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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FELIZ 2020


Um novo ano está chegando. Queira Deus que 2020 nos proporcione menos desencanto. Que o Direito seja realmente o equilíbrio entre a justiça e a lei. “A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade” (Martha Medeiros). Sejamos felizes!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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