Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2020 | 02h00

GOVERNO BOLSONARO

Vendilhões do templo

Decepcionante o que vivenciamos em nosso país. A impressão é de que nunca seremos uma pátria una em deveres e direitos de seus concidadãos. Já me parece absurdo que, num Estado cuja Constituição o declara laico, igrejas sejam isentas de impostos. Agora mais uma benesse é sugerida em forma de “luz” para os templos, contemplando uma parcela e afundando as mãos em nossos bolsos. Muitos defenderão a propagação da palavra divina, mas esta, de forma insana e desrespeitosa, está sendo alvo de barganha no grande balcão dos negócios políticos. Ou seja, quanto maior o rebanho, mais vultoso será o sucesso nas urnas. Votei em Bolsonaro, assim como em Lula, mas o que vejo até agora é a mudança de seta da esquerda para a direita. Arrependimentos que se arrastarão para o resto da minha vida. Não vejo muita diferença entre apadrinhar (com dinheiro suado do povo, diga-se) o “templo” corintiano ou igrejas; não vejo no que diferem as palavras impronunciáveis de Lula quanto às mulheres de seu partido do fato de Bolsonaro sugerir de forma rasa e deselegante que Joice Hasselmann deveria estar magra. Triste Brasil, sempre mudam as moscas, mas o conteúdo abjeto continua o mesmo. Talvez o caminho do meio, sugerido pela sabedoria milenar chinesa, um dia seja a solução viável e clara para os eleitores do País. Essa polarização de aberrações ideológicas de sinais trocados só nos levará ao fundo do poço. Pensando bem, um subsídio de luz seria interessante para todos os brasileiros, pois, pelo andar da carruagem, precisaremos de muita oração em nosso lar para que a tragicomédia chegue ao fim.

ANA SILVIA PINHEIRO MACHADO

anasilviappm@gmail.com

São Paulo  

Preocupante

É muito triste ver o que Bolsonaro está pretendendo fazer com a educação no nosso país, pelo exposto no editorial Mais pessimismo na educação (10/1, A3). Confunde métodos de aprendizagem com métodos de doutrinação, optando sempre por esta última, tentando introduzir valores de religiões evangélicas. Mas não somos um país laico? É desanimador! Mais tempo perdido para as novas gerações, que precisam estar preparadas para uma era muito rápida de transformações. O Brasil vai ficando para trás e nosso desenvolvimento humano e social, também. Vivemos tempos de total obscurantismo no que diz respeito à educação do nosso povo. Não é com fantasias preconceituosas e moralistas, acrescidas de ranço ideológico, que vamos melhorar no ranking internacional de avaliação da qualidade do ensino das nossas crianças, e sim com especialistas de verdade, detentores de preparo e do conhecimento técnico-pedagógico necessário para nortear a educação. Se assim não for, aprofundaremos as desigualdades e a pobreza do nosso povo! É realmente preocupante. E de dar muita tristeza.

ELIANA FRANÇA LEME 

efleme@gmail.com 

Campinas  

Realidade econômica

O Dieese divulga valor ideal do salário mínimo, base dezembro de 2019: R$ 4.342,57. Que tal cumprir a promessa de campanha e isentar de Imposto de Renda os ganhos até essa faixa? Nada mais justo. Até quando viveremos tutelados por uma falsidade que nos impõe dolorosos e cruéis sacrifícios? Reformas estruturantes já!

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo  

Privatizações

Nosso “iluminado” presidente da República deu mais uma demonstração de total desconhecimento das reais necessidades do Brasil. Ele, que depois de eleito e no início de seu mandato alardeava com ufanismo que enxugaria a máquina do governo, obeso, que herdou, teve uma recaída. Numa de suas últimas declarações à imprensa (que odeia), afirmou: “Se eu pudesse privatizaria os Correios hoje, mas... não vou fazer isso porque não quero prejudicar os servidores que lá trabalham”. O coitado do ministro Paulo Guedes, da Economia, deve ter tido uma crise de hipertensão diante dessa afirmação de sua excelência. É dose para leão nenhum botar defeito. Vou explicar para ver se o sr. presidente entende de uma vez por todas: as privatizações são absolutamente necessárias e têm o objetivo de tirar de cima do Estado o peso paquidérmico dos inchados quadros de funcionários das estatais, com a dispensa dos empregados inúteis, que só dão despesa para o Orçamento da União, conformando-os às estruturas de pessoal mínimas, enxutas, das empresas privadas. Deu para entender ou vai ser preciso que eu desenhe?

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo  

EUA X IRÃ

Guerra e reeleição

Nos EUA, historicamente uma guerra tende a impulsionar a popularidade do presidente e aumentar a probabilidade de reeleição. Durante a Guerra de Secessão (1861-1865), Abraham Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Após a Guerra Hispano-Americana (1898), o presidente William McKinley ganhou a reeleição em 1900. Durante a 1.ª Guerra Mundial (1914-1918), Woodrow Wilson foi reeleito em 1916 e durante a 2.ª Guerra (1939-1945), Franklin Roosevelt foi reeleito mais duas vezes (1940 e 1944) – antes ele já havia sido eleito e reeleito (1932 e 1936) durante a Grande Depressão. Após o início da Guerra do Vietnã (1964), Lyndon Johnson foi reeleito naquele mesmo ano. Richard Nixon foi reeleito em 1972, antes do término desse mesmo conflito bélico. Durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), Ronald Reagan foi reeleito em 1984. A única exceção foi George H. W. Bush, que perdeu a reeleição, em 1992, após a Guerra do Golfo (1990-1991), por aumentar impostos na recessão econômica. Seu filho George W. Bush foi reeleito em 2004, durante a Guerra ao Terror, após o ataque de 11 de setembro. Agora, em 2020, Donald Trump responderá aos ataques do Irã e isso poderá aumentar suas chances de reeleição em novembro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas  

Persas contra gregos

Este conflito entre o Ocidente e o Oriente é a reedição de um acontecimento histórico que está no subconsciente da humanidade, a Batalha das Termópilas.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas  

Líderes do mal

Impressionante como os dirigentes mundiais fazem sempre o contrário do que a população deseja: são resoluções de guerra, corrupção, privilégios, corporativismo e desigualdade social. Estão sempre decidindo por nós, e mal. É a minoria mandando a maioria do planeta para a... 

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

“Weintraub,

imprecionante!”

JAMES ROBERT JERNIGAN / SÃO PAULO, SOBRE AS ‘INOVAÇÕES’ ORTOGRÁFICAS DE AUTORIA 

DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

jimmyjjernigan@gmail.com

“Paralização, suspenção 

e imprecionante são apenas três das mais recentes pérolas escritas pelo ainda ministro da Educação (com ç), Abraham Weintraub. Se não for de pronto substituído por alguém corretamente alfabetizado, o jeito

é instalar um corretor ortográfico...”

J. S. DECOL / SÃO PAULO, IDEM

decoljs@gmail.com

O CONFLIRO IRÃ X EUA  

Estrogonofe de cogumelos é uma excelente opção vegetariana: saborosa e leve. Talvez, pensando nisso, o Congresso norte-americano aprovou a limitação dos poderes de Donald Trump com relação ao Irã. Ato contínuo, os persas vieram a público anunciar o início de uma grande operação no Oriente Médio com o objetivo de varrer os EUA da região. Isso lembra os US$ 150 bilhões enviados ao Irã no acordo nuclear e que resultaram numa grande aceleração do projeto balístico do país acompanhado do financiamento recorde de sua rede de milícias e de terroristas, o que resultou em grave instabilidade nas mais diversas localidades. Os americanos não aprendem, mesmo, que o comportamento do Irã é inversamente proporcional à disposição que os EUA demonstram em promover a paz com eles. Não enxergam que sua aversão à guerra é interpretada pelos persas como sinal de fraqueza. E procuram ignorar que os aiatolás estão cada vez mais próximos de obterem ogivas nucleares para seus mísseis. Assim, se o Senado norte-americano acompanhar a asneira da resolução da Câmara Baixa tomada a título de semear a paz, certamente e bem em breve colherão os cogumelos atômicos cultivados em Teerã e em Pyongyang. Só que não vai dar para fazer deles o tão almejado estrogonofe.  

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo  

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PERIGO NO IRÃ  

No Irã, no funeral do general Qassim Suleimani, dezenas de mortos e feridos. E tudo indica que também derrubaram, por engano, um avião de passageiros causando 170 mortes. Este país quer ter bombas nucleares?  

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo  

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A QUEDA DO BOEING  

Estou indignado com parte da imprensa dizendo que o ataque ao avião civil no Irã pode ter sido um acidente, em flagrante tentativa de sustentar uma retórica militância que é contrária aos Estados Unidos. Ao ver as imagens, constata-se que o Irã quis atingir o avião, sim, não foi acidente, é flagrante o ato de terrorismo executado por aquela nação que, lamentavelmente, ataca e mata pessoas inocentes.  

Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo  

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PÉRSIA  

Saudades da antiga Pérsia de Dario, dos xás, da antiga Bagdá, terra de sonhos e fantasias. Hoje, é uma terra de terroristas, bandidos, assassinos e atrocidades. Muito triste.  

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo  

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DESFAZENDO O MITO  

Para deixar bem claro, aos que caíram no conto iraniano de que o general morto pelos EUA era um coitado, Qassim Suleimani era um terrorista sanguinário, comprovadamente pedófilo e odiador de negros e outras etnias. Foi para o inferno, graças à tardia –porém sábia – ação dos EUA.  

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz   

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LIÇÃO DE CASA  

A primeira página do Estadão de 9/1 mostrava o presidente Jair Bolsonaro atentamente assistindo e anotando palavra por palavra do que dizia Donald Trump na TV, em cadeia mundial. Se a ideia é aprender como se dirigir a um povo, talvez não seja de grande valia a lição, mas, se a intenção é se esmerar nas sacadas sarcásticas e dissimuladas, ambos estão no caminho certo. Pobres de seus eleitores!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo  

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O BRASIL DIANTE DO CONFLITO  

É claro que o Brasil deve se alinhar aos EUA, não temos nada em comum com o Irã!  

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas  

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DECISÕES PRESIDENCIAIS  

Concordo com Fernando Gabeira (O arquiteto do imprevisível, 10/1, A2): política externa e produção cultural devem ser suprapartidárias. Qualquer posição diferente desta apequena a nação.  

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo  

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LAMBE-BOTAS  

Disse o ex-presidente presidiário Lula da Silva que o atual presidente, Bolsonaro, é um “lambe-botas” de Donald Trump. Ainda bem que seja do presidente da maior potência mundial, que pode ajudar o Brasil e não nos dar prejuízos, como deram aqueles a quem Lula se ajoelhou para lamber as botas: Fidel Castro, Hugo Chávez e outros mais que estão nos dando o cano no pagamento do dinheiro tirado dos pobres brasileiros e entregue a eles por Lula. Luiz Inácio, a realidade dos fatos lhe chama de mentiroso.  

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo  

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PARA APRENDER  

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou exercícios militares no país. Num país onde não há dinheiro para alimentos, medicamentos e utilidades públicas básicas para a população, ele só pode estar se referindo a exercícios na lousa da escola.  

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba  

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DAVOS SEM BOLSONARO  

Se fosse convidado para tomar um cafezinho com Donald Trump, na Casa Branca, certamente o presidente Jair Bolsonaro não teria recusado. Mas para participar, entre os dias 21 e 24 deste mês, do importante fórum de Davos, na Suíça, apresentou algumas desculpas estranhas para cancelar sua participação. Foi lacônica a desculpa do Planalto, dita pelo porta-voz da República, Otávio do Rêgo Barros: o cancelamento se deu em razão de aspectos “econômico, politico e até de segurança”. Será que Bolsonaro está sofrendo alguma ameaça internacional? E, se estiver, o Brasil precisa ficar sabendo, não é verdade? É de lamentar a ausência do nosso presidente neste fórum, realizado há 50 anos, que propicia um encontro importante com líderes mundiais e empresários que debatem medidas para alavancar a economia mundial. Se fosse sensato, nosso presidente não perderia essa oportunidade de estreitar relação com dezenas de chefes de Estado. Afinal, o desenvolvimento econômico e social do Brasil depende, também, da boa imagem institucional que apresentamos a todos os países.  

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

  

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INDÚSTRIA, CRISE E PLANEJAMENTO  

Sobre o editorial Soa, de novo, o alarme da indústria (Estadão, 10/1, A3), tive vivência na indústria por 35 anos, e não me lembro de nenhum planejamento para períodos de dois ou dez meses. A prática usual, em empresas profissionalizadas, é de planejamento de no mínimo dois anos, mas eu, particularmente, por viver em mercados quase sempre instáveis, trabalhava com planejamentos trianuais e/ou quinquianuais. O editorial alerta para um possível perigo nos próximos meses. A linha editorial também tem sido de preocupação por mudanças imediatas. Não é assim que as indústrias trabalham. Por outro lado, o editorial destaca a nossa dependência industrial da Argentina. Equívoco notável termos ficado dependentes de país tão instável e com futuro que se anuncia pior do que tudo o que já assistimos. Eis, portanto, o momento de buscar novos mercados, e isso não é atividade governamental, são os empresários que devem trabalhar nesse sentido. Mas o mais importante, a meu ver, é lembrarmos que os últimos 14 anos de administração petista nos afastaram de mercados frutuosos, levando-nos a focalizar países sem força econômica para sustentar nossa indústria. Isso não se corrige rapidamente. Ganhar prestígio é uma coisa, readquirir prestígio é algo muito mais difícil. Estamos diante deste fato, readquirir prestígio. O auxílio governamental é necessário, mas não é fundamental. As indústrias têm de fazer o seu papel, e somente recorrer ao governo esporadicamente. Com as reformas que têm sido implementadas a partir do governo Temer, e continuando agora, estamos no caminho correto. Outra vez, lembremo-nos: 14

anos de governos petistas e nenhuma reforma foi implantada. É uma carga imensa para nosso país.  

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas  

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‘SOA, DE NOVO, O ALARME DA INDÚSTRIA’  

E a desindustrialização do País segue de vento em proa. Até quando o Brasil vai suportar o desmonte?  

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo  

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LUZ PARA AS IGREJAS  

A manchete do Estadão de 10/1 trazia: Bolsonaro quer dar subsídio para luz de templos religiosos. Tal medida virá a beneficiar em grande escala todas as seitas, doutrinas e igrejas de uma maneira geral, e temos em torno de 300 mil espalhadas pelo Brasil. Embora ninguém tenha nada que ver com a opção religiosa de Bolsonaro nem de ninguém, pois cada um tem o direito de optar pela que mais acreditar e adaptar, fica aqui caracterizada sua preferência pela evangélica, até porque a primeira-dama é e casaram-se numa delas – lembrando que o presidente disse que para a próxima vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) queria indicar um evangélico. Isso exposto, queria saber qual será o benefício que a população terá com tal procedimento? Na realidade, nenhum, pois só se beneficiarão os proprietários das igrejas, como, por exemplo, Edir Macedo, Valdemiro Santiago, R.R. Soares, Silas Malafaia, etc. Eles não precisarão utilizar parte do “gideon” recebido de seus fiéis e, dessa forma, terão uma receita maior sem as despesas com seu consumo de energia elétrica, né não?   

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo  

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REAJUSTE DO INSS  

Os aposentados e pensionistas do INSS que recebem um salário mínimo devem ter, neste ano, um reajuste menor do que os segurados que ganham acima do piso nacional. Ou seja, no Brasil, quem menos tem em termos econômicos menos tem em termos políticos, e, assim, logicamente, tem tudo para ser o mais prejudicado em termos das políticas nacionais, pois mais fácil é tirar qualquer coisa dos mais indefesos do que de quem irá botar a boca no mundo e denunciar os maus-tratos daqueles mais poderosos e muito mais covardes.  

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro  

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‘SUI GENERIS’  

País “sui generis” o nosso Brasil. Aos 16 anos, já é permitido ao brasileiro votar, mas até os 18 anos não pode ser responsabilizado penalmente por seus atos. Aos 18 anos, são exigidos cinco anos de experiência para poder trabalhar. Chegando aos 45 anos, é tido como velho para conseguir emprego. Finalmente, aos 65 anos, é jovem demais para se aposentar. Durmam com um barulho desse!  

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro   

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CAVADINHA  

Pobre e patético o argumento do ex-deputado federal Alberto Fraga, coronel reformado da Polícia Militar de Brasília, amicíssimo do presidente Jair Bolsonaro, sobre a cisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo ele, “(Sérgio) Moro pode conhecer muito de justiça, mas não tem conhecimento nenhum (sic) sobre segurança pública”. Senhor Alberto, para ser jockey não precisa ser cavalo previamente! Na mesma linha, é falso afirmar que todo coronel é expert no assunto. Isso está me parecendo uma indecente e imunda cavadinha visando à sua nomeação para a nova (?) pasta. Indague à sociedade sobre o trabalho do dr. Moro, coronel! Presidente Bolsonaro, cuidado com os “amigos” que o cercam! Siga o que disse o padre Fábio de Melo: “O silêncio é a única resposta que devemos dar aos tolos. Porque onde a ignorância fala a inteligência não dá palpites”.  

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro  

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CARICATA REALEZA  

É inacreditável, diante dos tristes flagrantes de populações subnutridas em várias regiões do mundo, especialmente no continente africano, a cobertura repleta de frivolidades que a mídia internacional dedica a qualquer atitude, por mais insignificante que seja, protagonizada por integrantes da caricata e anacrônica realeza inglesa. Por exemplo, a recente informação dando conta de que o príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, decidiram procurar emprego visando à suposta (só suposta) independência financeira da Corte não deveria merecer o menor registro, pois a busca por ocupação atinge milhões de jovens mundo afora, pelo menos os que vislumbram alguma oportunidade. Já passou da hora de o contribuinte que mantém o inútil reino sugerir aos parasitas de sangue azul que arrendem e franqueiem ao público, mediante cobrança de um módico ingresso que garanta seus sustentos, os palácios e jardins amealhados durante séculos de poder e luxo.  

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro  

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REALEZAEXIT  

O príncipe Harry e sua plebeia esposa hollywoodiana querem se mudar da realeza para a burguesia, que trabalha e sustenta a inútil e fútil monarquia britânica. O mais duradouro e bem-sucedido marketing da história humana é, sem dúvida, o do aparato real. Desde os tempos mágicos da mais remota antiguidade, criou-se a aura em torno da figura mítica do rei. Pompa e circunstância. Roupagem faustosa e distinta, uma espada e uma coroa de metal cingindo a cabeça e, pronto, temos um rei. Um pai divino da nação, mediador entre Deus e a plebe ignara. Das brumas de Avalon, rei Arthur e sua espada Excalibur, surgiu um reino mais recente, que dominou os sete mares, ao fim da Idade Média. Curiosamente, foi a Inglaterra quem tirou o poder dos nobres e o transferiu para a burguesia, em1688, 101 anos antes da Revolução Francesa, que só cortou a cabeça de seu rei em 1789. A Rússia só matou, literalmente, sua família real em 1917. E a China, a mais antiga civilização do oriente, ainda manteve um imperador divino até 1903. O mundo ainda cultiva reis, rainhas e imperadores em vários países, ricos e importantes, como a Suécia, a Holanda e o Japão, que reinam ou imperam, mas não governam. Mas é a Grã-Bretanha quem melhor conservou o mito e o charme da monarquia real, com a Rainha Elizabeth e sua enfezada corte, até os dias atuais. A burguesada que trabalha, ganha dinheiro e por isso governa, os trabalhadores das classes média e baixa e a pobrezada, continuam fascinados pela pompa e circunstância dos nobres e suas estripulias reais ou imaginárias. Na sociedade do espetáculo e das falsas aparências, nada mais adequado do que o mundo da fantasia real.   

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

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DEAR PRINCE HARRY,  

If you are looking for a job, our company will be glad to offer you the Management of our Sales Team. Good salary, chance to know all parts of the “continent” called Brazil. Please, reply to this newspaper.  

Harry Rentel harry@florarome.com.br

Vinhedo

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