Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2020 | 03h00

GOVERNO BOLSONARO

Barganha eleitoreira

Troca-se luz subsidiada para os templos pentecostais por 430 mil assinaturas para registrar a Aliança pelo Brasil. 

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre  

Cortesia com chapéu alheio

Já não chega a iníqua isenção de impostos? O que os políticos não fazem por um voto... Só que não à nossa custa! Sim, porque não é exatamente isenção, e sim transferência de renda, visto que alguém – nós! – vai pagar a conta de luz de igrejas multimilionárias. Bolsonaro deveria fazer o inverso, retirar as isenções de impostos dos donos de templos que esbanjam luxo. Afinal, esse dinheiro faz falta ao SUS, à educação e à segurança.

LUIZ M. LEITÃO DA CUNHA

luizmleitao@gmail.com

São Paulo  

Muito generoso...

Bolsonaro não foi eleito por suas qualidades políticas, mas tenta fingir que sim; não aceita que tal feito se deu apenas para evitar a continuação dos petistas, que deixaram uma herança realmente maldita. Bolsonaro iniciou o mandato e de cara mostrou intenção de ajeitar a vida familiar, presentear um filho com a Embaixada do Brasil nos EUA, o posto mais cobiçado no meio diplomático. Depois de escorregões vários, agora quer dar boa vida a grupos religiosos – que brotam e se multiplicam em grande número – com uma tarifa de energia elétrica barata. Pois é, sua intenção é de clareza ímpar, só não vê quem quer ser cego nesse assunto.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça  

Declaração infeliz

Estarrecedora a manifestação do ministro de Minas e Energia a respeito do “irrisório” custo da eletricidade. Em dez anos custaria a bagatela de R$ 300 milhões aos contribuintes brasileiros iluminar igrejas e templos para uma quantidade mínima da população. Como contribuinte que sou, ficaria feliz, e acredito que a maioria dos demais contribuintes também, se esses R$ 300 milhões fossem aplicados em creches, escolas e unidades de saúde no Norte e Nordeste, por exemplo, atingindo pessoas realmente necessitadas.

CARLOS ANGELO FERRO

carlosangelo@uol.com.br

Mogi-Mirim   

Escandaloso!

Sou evangélico, batista, e a atuação como cristão por intermédio da igreja é essencial e prioritária para mim. Dito isso, venho manifestar repúdio a essa infeliz ideia. Ela é uma intromissão estatal tão danosa como seria alguma perseguição – apenas o sinal está trocado. Manifesto também minha vergonha e indignação com a postura de políticos pretensamente evangélicos que querem tirar proveito disso e oferecem chance ao presidente – mal orientado nesse aspecto – de conquistar o apoio deles com tal manobra. É escandaloso! O padrão legítimo de atitude para o cristão autêntico é o ensinamento de Jesus: “Quem quiser tornar-se importante entre vocês deve ser servo” (Mt 20.26). Servo, não sanguessuga! O grau de sangria pública, no caso, não é o mais relevante, trata-se de uma questão de princípio. Aguardo também uma posição das lideranças evangélicas respeitáveis deste país distanciando-se de tal tipo de atitude!

ROLAND KÖRBER

roland@korber.com.br

São Paulo  

Milagre da geração

Os pastores midiáticos, que vivem fazendo “milagres” na televisão, não podiam fazer aparecer um gerador de eletricidade em cada igreja, em vez de vergonhosamente explorarem todos com mais essa estupidez de conta de luz subsidiada?

CARLOS E. CABRAL DE MELLO

cabral.porto@uol.com.br

Jundiaí  

Presos em Portugal

A exploração das classes menos favorecidas que é feita em território nacional passou a ser exportada e realizada também no exterior. O favorecimento a esses exploradores pela não cobrança de impostos e, agora, subsidiando energia é um deboche das autoridades.

HAMILTON PENALVA

hpenalva@globo.com

São Paulo  

Promessa é dívida

Um governo que foi eleito com discurso de austeridade não poderia sequer cogitar desse benefício. Além disso, o subsídio não tem dotação orçamentária. 

WILLIAN MARTINS

martins.willian1@terra.com.br

Guararema  

Energia solar

A reportagem de 9/1 sobre o subsídio para quem produz energia própria deixa claro que a distorção está no “frete”, o uso das linhas de distribuição sem custo, não no desconto justo na conta (a não cobrança da energia produzida) de quem instalou painéis solares no telhado de seu imóvel. Então, por que o Ministério da Economia não sugere a modificação da lei a esse respeito, em vez de querer retirar o desconto na cobrança de quem produz sua própria energia? 

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

radoico@gmail.com

São Paulo  

Fundo eleitoral 

Depois de o presidente Bolsonaro lançar a campanha “não vote em parlamentar que usa o fundão”, vamos lançar a campanha “não vote em político que aprova o fundão”.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo  

EDUCAÇÃO

Livros no lixo

O MEC estuda o descarte de 2,9 milhões de livros didáticos (11/1, A1) porque o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação os considera “inservíveis” e “vencidos”. Com uma agravante: os livros nunca chegaram aos alunos das escolas públicas do País. Esses exemplares foram adquiridos em gestões anteriores do MEC a partir de 2005 e estão armazenados em Cajamar (SP). E pagamos o aluguel do depósito. Tudo indica haver corrupção nessa história. Foram gastos mais de R$ 20 milhões, a editora ganhou e os responsáveis decerto também – alguém autorizou a falcatrua. E como sempre nós, a população, é que pagamos mais essa conta.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo  

Operação Fahrenheit 451

Não seria mais lucrativo para o País se, em vez de picotar ou queimar milhões de livros didáticos considerados desatualizados, a Operação Fahrenheit 451 do Ministério da Educação os distribuísse nas prisões?

ETELVINO JOSÉ HENRIQUES BECHARA, professor sênior da USP

ejhbechara@gmail.com

São Paulo  

“O Irã admite: com um míssil russo derrubou o avião ucraniano. 

Mas, como sempre, todos sabem, a culpa é dos Estados Unidos...”

 A. FERNANDES / SÃO PAULO

standyball@hotmail.com  

“Já imaginaram se a única democracia do Oriente Médio ‘errasse’ um míssil e atingisse um avião?!”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO

taniatma@hotmail.com  

“Imaginem um país que dispara mísseis equivocadamente por aí tendo mísseis com bombas atômicas!”

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI / VINHEDO

lpenchiari@gmail.com  

TODO ESFORÇO DIPLOMÁTICO É POUCO

  

É importante que países como a Rússia e a China não ingressem no conflito Irã x EUA, para não ampliar o conflito. Todavia, ao contrário da minimização dos efeitos de sua malfadada decisão por Donald Trump, não se podem esquecer a importância geopolítica do Irã, no cruzamento entre o sul, o centro e o ocidente da Ásia; suas grandes reservas de combustíveis fósseis; e o fato de dispor da maior oferta de gás natural do mundo e de figurar como a quarta maior reserva mundial comprovada de petróleo. Tudo sem considerar que o episódio do assassinato do general Suleimani não gerou efeitos exclusivos entre governos, mas levou às ruas manifestações de uma população de 77 milhões de habitantes. Sem um sólido e responsável esforço diplomático, amargar-se-ão por décadas as consequências desse tresloucado e desnecessário ato de estremecimento de um mundo que já se equilibra sobre uma bicicleta.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo  

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CONCERTO INTERNACIONAL  

A agressiva ação norte-americana no Irã é por demais preocupante. A tecnologia armamentista associada ao elevado número de tropas militares na região atingida dão indícios de que a questão vai exigir o envolvimento de mecanismos internacionais para evitar uma guerra mundial. E o Brasil, por sua vez, não pode ficar preocupado apenas com o preço do combustível ou a queda de exportações de matérias-primas e commodities.   

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos  

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O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS  

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, vai propor instrumentos para conter os preços dos combustíveis. Um deles deveria ser a privatização parcial da Petrobrás, começando pelo refino de combustíveis e derivados, mantendo por ora somente a prospecção e, ainda, na forma de “comodatos” a terceiros. É absurdo o governo ser produtor e refinador de petróleo e ter como empresa monopolizadora nos moldes praticando os preços e custos que bem entenda. A Petrobrás é um tremendo cabide de empregos e instrumento de manipulação política. Ademais, o oceano ou mar é território de Estado ou município, é território da Marinha, mas seria preciso mudar a Constituição para que o “mar territorial” fosse de fato “território” do Estado contingente e, mais ainda, também do “município” contingente. Aliás, impostos e taxas públicas deveriam ser de cada município, que “repassasse” para Estados e União na forma de “prestadores de serviços”, e não controladores de verbas, que transformam os municípios em meros pedintes de esmolas. Isso seria “começar” reformas, mesmo.  

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo  

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PRIMEIRO, O MONOPÓLIO  

A Petrobras é uma empresa brasileira, monopolista, dona absoluta do mercado brasileiro, produz no Brasil, tem seus custos em reais, mas sempre que surge uma oportunidade ela gosta de agir como se fosse uma empresa qualquer. Nada, absolutamente nada justifica aumentar o preço da gasolina produzida no Brasil por conta da tensão no Irã. O petróleo é nosso, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, se quer repassar cada centavo das variações de preços internacionais a Petrobrás deveria antes abrir mão do seu monopólio e escancarar o mercado de petróleo para quem quiser vir produzir, refinar e distribuir petróleo no Brasil.  

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo  

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O GOVERNO BRASILEIRO E O PETRÓLEO  

Se não estou enganado, em todo país grande produtor de petróleo o preço dos combustíveis é muito barato. Acabo de voltar dos EUA, onde o galão (3,75 l) de gasolina custa US$ 3,50, ou US$ 0,93 o litro, o que, pelo poder de compra do americano, é como se fosse R$ 0,93 aqui. Não dá para atender preços tão canalhas aqui.  

Albino Clarel Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto   

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FUNDO DE COMPENSAÇÃO  

Diante do aumento do preço do barril de petróleo, o que fatalmente faz com que encareçam sobremaneira os preços dos combustíveis no Brasil, e considerando que as soluções que o governo apresenta não satisfazem ao consumidor – e este, como sempre, arcará com o prejuízo –, uma saída para o governo seria criar um fundo de compensação que possa suportar estes momentos difíceis, não repassando tais custos para os contribuintes. Por outro lado, o governo não tem caixa para criar fundos. Entendo, pois, que a melhor saída seria, por exemplo, que os nobres deputados abrissem mão do fundo partidário, este, sim, um claro exemplo do mau uso do dinheiro público, algo indecente e absolutamente imoral, que só se presta para favorecer maracutaias, nada trazendo de positivo para a Nação. Dessa forma, os R$ 2 bilhões seriam muito bem-vindos para, inicialmente, compor este fundo de compensação de emergência – valor que, efetivamente, em caso de necessidade, se reverteria positivamente para a população, evitando que os cidadãos fossem mais uma vez punidos. Será que os nobres deputados aceitariam essa proposta? Será que o governo brasileiro encararia este desafio vetando o fundo partidário? Pagar para ver...  

David Zylbergeld Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo  

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SUGESTÃO  

Minha sugestão ao “Posto Ipiranga”, para ele repassar ao “debiloide-mor”: dobrar os impostos dos combustíveis e dos insumos para a indústria de automóveis, separando metade destes impostos para aplicar em transportes públicos decentes e eficientes, ônibus, metrô e trem, com a ressalva de que motoristas de táxis e caminhões e ônibus coletivos teriam descontos tanto na aquisição de veículos como nos combustíveis. A minha dúvida é como os proprietários de postos seriam controlados para proporcionar estes descontos. O brasileiro é esperto, não é? As concessionárias de veículos já exercem esse procedimento. Tudo isso é uma ideia.  

Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju  

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SE FOI PARA DESFAZER...  

Passados os efeitos da comilança e dos brindes do fim de ano, o supremo ministro Dias Toffoli, contrariando o que decidira antes dos fogos da virada, sobriamente, desfez a decisão sobre os valores do seguro DPVAT. Resta saber quando o enfadonho justiceiro ministro Gilmar Mendes, à revelia e à omissão do seu presidente, vai chutar esse balde com mais uma de suas decisões monocráticas, visando a recompor as “burras” dos dirigentes da imaculada (?) seguradora Líder, beneficiária maior do indecente e démodé seguro? Enquanto isso, quem pagou a maior, que recorra à Justiça, a menor, abrolhos! Ministro Toffoli, “se foi pra desfazer, por que é que fez?”, diria o poetinha Vinicius de Moraes.  

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro  

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O MINISTRO QUE NÃO SE ENTENDE  

O presidente do STF, Dias Toffoli, novamente mostrou que não tem “cacoete” para estar na função da mais alta Corte do País. Como se já não bastasse impedir e depois derrubar sua própria decisão atrasando por meses as investigações sobre as “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro, agora, num clássico “vai pra frente, vai pra trás”, não se entende sobre o valor do DPVAT deste ano. Isso é o que se pode chamar da malfadada “insegurança jurídica”. Que vergonha, senhor presidente. Qual será a próxima?  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo  

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INCONSEQUENTE  

O ministro Dias Toffoli envergonha o Poder Judiciário e o Brasil com suas decisões que frequentemente são revogadas por ele mesmo. Isso é o que um incompetente faz, sem ligar para as terríveis consequências de seus atos grotescos. Renuncie, Toffoli, para o bem dos brasileiros.  

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo   

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DESCASO COM OS BRASILEIROS  

Quem está acompanhando a história do valor do DPVAT pode perceber que estão fazendo os brasileiros de idiotas. A história começou quando o presidente da República mandou acabar com este imposto, devido às falcatruas de uma seguradora segundo as quais a indenização em muitos acidentes de carro que envolveram pessoas não foi paga, e elas acabaram sendo atendidas pelo SUS. Depois, um senador do PSOL do Amapá, por desavença política e financeira, entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o valor pago fosse de R$ 16,23, o que se aprovou. Depois, a associação das companhias de seguros privados mandou reduzi-lo para R$ 5,23, porque existem R$ 5 bilhões de dinheiro provisionado e pouco utilizado, que foi aprovado. Novamente, o senador recorreu a Dias Toffoli para pagar o valor integral, no apagar das luzes de 2019, o que foi aprovado também. Então, na semana passada, o STF mandou que fosse pago o valor com redução – e quem já pagou pode pedir o ressarcimento da diferença paga a mais. O valor é irrisório individualmente, mas alto no total, e o que chama a atenção é o descaso com o povo brasileiro. E tudo fica por isso mesmo. Que país é este, onde todo mundo manda, menos o presidente?  

Vilson Manoel Soares vilsonsoares@globo.com

São Paulo  

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VAI, NÃO VAI  

O ministro do STF Dias Toffoli recua de decisão e reduz valor do seguro do IPVA. Do que mais será que ele tem certeza?  

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo  

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DPVAT  

Data vênia, o presidente do STF quer, agora, agradar a quem com suas últimas decisões?  

Moisés Goldstein mg2448@icloud.com

São Paulo  

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CREDIBILIDADE  

Por maiores que sejam as doses de otimismo e esperança injetados por recentes índices e indicadores, o Brasil estará limitado na sua marcha para o desenvolvimento enquanto vigorar o clima de ausência de credibilidade da Suprema Corte, facilmente confirmada no âmbito geral da sociedade. O órgão mais importante do Poder Judiciário, cada vez que reúne o seu colegiado para deliberar sobre matérias relevantes, constitui, na verdade, uma inquietadora fonte de sobressaltos oriundos de decisões desconcertantes, impregnadas de influências políticas, muitas vezes dependentes das identidades dos réus. Enquanto perdurarem tais tendências e favorecimentos e não forem observados maiores esforços no sentido de cumprir com rigor a Constituição, sem deslizar ocasionalmente em algumas de suas cláusulas por razões determinadas por cada caso, não haverá no País condições que garantam o ingresso de investimentos sadios e, consequentemente, a promoção do crescimento.  

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro  

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‘TOFFOLI NO PARAÍSO DO INFRATOR’  

Em artigo na semana passada, o jornalista José Nêumanne descreveu boa parte das razões pelas quais o Supremo Tribunal Federal perdeu a credibilidade de antes (Toffoli no paraíso do infrator, 8/1, A2). ao descrever a forma pela qual lá chegaram Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o brilhante jornalista demonstra que ela não cumpre os requisitos de reputação ilibada e notável saber jurídico e é letra morta na Constituição, e o que vale, mesmo, na escalada do poder é estabelecer conexões e rezar a oração de São Francisco: é dando que se recebe.  

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo  

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RESPOSTA DO SUPREMO  

A disciplina e o respeito à hierarquia são essenciais em qualquer instituição, especialmente no Judiciário, como bem chamou a atenção o editorial Insistência no erro (9/1, A3), comentando uma nova crítica recente do procurador da República Deltan Dallagnol pelo fato de nenhum processo da Operação Lava Jato envolvendo os réus com foro privilegiado ter ainda chegado a uma condenação, decorridos seis anos. Todavia, essa é, sem dúvida, uma das questões para as quais a sociedade tem esperado resposta do Supremo Tribunal Federal.  

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos  

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MOROSIDADE NOTÓRIA  

Em que pese o editorial Insistência no erro, os questionamentos feitos por Deltan Dallagnol não se mostram desarrazoáveis, pois é notória a morosidade do STF em julgar casos criminais. A busca pela celeridade da Justiça não implica desrespeito, tratando-se, aliás, de cobrança feita várias vezes por vários setores da sociedade, inclusive pela imprensa.  

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo  

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O STF E A LAVA JATO  

Faço minha a indagação do procurador Dallagnol: “Quantas pessoas o Supremo condenou até agora na Lava Jato, quase seis anos depois?”.  

Alroger Luiz Gomes alroger-gomes@uol.com.br

Cotia  

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INAÇÃO  

Na verdade, o procurador Deltan Dallagnol não afrontou nem emitiu um juízo crítico sobre o Supremo, ele apenas fez um pergunta. A aparência de afronta é consequência da inação do STF, que não condenou nem absolveu ninguém na Lava Jato, ou seja, nem sequer julgou, depois de seis anos. Ademais, quem começou a não se dar o respeito foram os ministros do Supremo, principalmente aquela trinca que desqualifica e ofende a todos, chegando Gilmar Mendes à insanidade de chamar a força-tarefa de Curitiba de “quadrilha”.  

Miguel Santo Caram miguel@admcaram.com.br

São Paulo  

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IDEIA DE JERICO OU PRESSÃO IMOBILIÁRIA?  

Conforme carta minha publicada no Estadão de 6 de março de 2019, “o Minhocão representa a mais importante via de ligação entre as zonas leste e oeste, serve também à zona sul da cidade. A mobilidade urbana é um dos maiores problemas da metrópole. O prefeito anterior estrangulou artérias viárias com ciclofaixas, introduziu ônibus articulados, reduziu a velocidade em vias expressas e turbinou a ‘indústria da multa’. Resultado, sofreu derrota fragorosa nas urnas”. Se a intenção da administração atual é criar uma espécie de high-line tupiniquim, trata-se de uma ideia de jerico: naquele caso, foi desativada uma linha ferroviária que não tinha mais importância econômica; além disso, o trânsito local não foi afetado. Resultado: a experiência teve extraordinário sucesso urbanístico e turístico para a cidade de Nova York. Por outro lado, cidades como Chicago possuem até hoje linhas férreas cruzando o centro da cidade por cima das artérias viárias e prestando inestimável serviço à mobilidade urbana. Já aqui, com o pretendido fechamento do Minhocão para veículos, o trânsito ficará mais caótico ainda, pela transferência destes veículos de uma via expressa para ruas e avenidas lotadas de semáforos, amplificando ainda mais os conflitos, o tempo de viagem e o stress do cidadão. Fechar esta via todas as noites e nos fins de semana já não é o suficiente? Os especialistas em trânsito não são aqueles que deveriam avaliar a conveniência/viabilidade do fechamento para veículos? Será que fechar uma das mais importantes artérias viárias da cidade vai fazer com que os motoristas migrem para bicicletas ou transporte público? A Prefeitura vai assumir mais esta despesa permanente com parque linear (parque sem árvores!) com tantas restrições orçamentárias? O setor imobiliário está aprovando este projeto? Senhor prefeito, peço que atente para as consequências deste projeto para a cidade e seus cidadãos.  

José Roberto dos Santos Vieira jrsvieira@bol.com.br

São Paulo

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