Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2020 | 03h00

Epidemia

Novo coronavírus

Nas últimas décadas o mundo enfrentou várias epidemias de gripes suínas e aviárias e o surto da síndrome respiratória aguda grave (Sars). Agora o pânico é por causa do coronavírus, vindo da China. Há vários fatores que contribuem para o surgimento dessa doença. Animais vivos – em especial os silvestres – são repositórios de vírus que podem ultrapassar a barreira das espécies e chegar aos humanos. Após a compra, o consumo envolve o contato direto com sangue e outros fluidos no manejo e no preparo da carne. A demografia e as aglomerações facilitam a propagação do vírus. A mobilidade de pessoas, viajando por todo o mundo, contribui para a disseminação global. Esconder informações ou tentar resolver sozinho apenas piora o problema, que sai rapidamente do controle. O prefeito de Wuhan renunciou por causa do episódio. A centralização do poder leva à censura e à lentidão. Mas ao mesmo tempo concretiza a rápida solução, como o confinamento de milhões de pessoas numa cidade em quarentena e a rápida construção de hospital exclusivo para esta emergência.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Ataque e defesa

Em toda infecção devemos considerar dois importantes fatores. Um, o ataque do agente infeccioso, no caso, o coronavírus, vírus mutante de provável origem animal. Por estar começando, sua agressão não encontra o mecanismo de defesa adequado e por isso se torna perigoso. Paralelamente, devemos focar na importância dos nossos recursos naturais para enfrentar viroses novas ou mesmo as já conhecidas. Assim, três grandes medidas se tornam fundamentais para colaborarmos com nossa imunidade: cuidar da hidratação, tomando bastante água e sucos de frutas cítricas, dormir bem e acordar bem-disposto e não pular refeições, comer bem, incluindo frutas, legumes e verduras.

GERALDO SIFFERT JUNIOR, médico

SIFFERT18140@UOL.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Profilaxia

Se as autoridades do nosso país tiverem um mínimo de responsabilidade, devem cancelar o carnaval neste ano. Quem pensa o contrário é porque acha que a doença só acontece com os outros.

ORIVALDO T. DE VASCONCELOS

PROFESSORTENORIO@UOL.COM.BR

MONTE ALTO

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Alerta amarelo

A chuva continua

As chuvas não param de assolar a Grande Belo Horizonte. A capital mineira e as cidades próximas testemunham a fúria das águas, que varrem tudo o que encontram pela frente. Rodovias são interditadas, tetos desabam, carros são arrastados, árvores caem, lojas e restaurantes são invadidos por água e lama. As grandes cidades têm poucas áreas verdes, muito concreto e asfalto, precários sistemas de escoamento e bocas de lobo entupidas, entre outros graves problemas que contribuem para a tragédia. As autoridades não cuidam, não previnem e não planejam obras de saneamento. O resultado é essa destruição, que tem um custo exponencialmente elevado. Quantas vidas mais ainda se perderão?

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Negligência e eleições

As chuvas que têm castigado Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e outros Estados são o testemunho da imensa dívida social e técnica dos poderes públicos e de seus operadores com a população. Antes de ser alterado pelo homem, o ambiente era equilibrado e o ciclo vital se completava. Depois da ocupação vieram a poluição, o assoreamento, as enchentes. Além dos intrusos que ocuparam o caminho das águas, ainda há as obras de urbanização ineficiente. Fundos de vales tiveram seus córregos canalizados, mas os tubos não comportam toda a água das chuvas. É por isso que a cada ano aumentam os pontos de alagamento nas cidades brasileiras. Os governos não costumam administrar de forma integrada a vazão das bacias de drenagem e com o aumento da urbanização as tubulações que levam os riachos ficam saturadas e não cumprem mais essa função. Infelizmente, prefere-se investir o dinheiro público em coisas vistosas e as obras enterradas, mesmo que prioritárias, são deixadas sempre para depois, porque não rendem votos.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

ASPOMILPM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Sabesp

Privatização

Privatizar uma estatal problemática é previsível, mas a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é uma empresa sólida e bastante rentável. A decisão do governador paulista deveria ser mais bem avaliada. Não há argumento razoável que justifique entregar todo o capital da empresa ao setor privado. A Sabesp tem um modelo de gestão bastante eficiente e, embora precise de ajustes, não há nenhum indicativo de que a venda tornará o serviço prestado de melhor qualidade ou mais célere.

WILLIAN MARTINS

MARTINS.WILLIAN1@TERRA.COM.BR

GUARAREMA

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Abit

Apoio à Fiesp

Com relação à reportagem Associações usam ‘Fiesp do B’ para falar com governo (24/1), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) esclarece que não apoia nem participa de nenhum movimento de divisão da representatividade da indústria. Nesse sentido, a Abit manifesta seu respeito e apoio à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ao seu presidente, Paulo Skaf. O momento é de sinergia e coesão dos setores produtivos do Brasil para tornar viável uma agenda eficaz de retomada do crescimento, investimentos e criação de empregos.

FERNANDO VALENTE PIMENTEL, presidente

ABIT@ABIT.ORG.BR

SÃO PAULO

A ECONOMIA E O CORONAVÍRUS


Os mercados estão assustados com a propagação do coronavírus, que na China, em pânico, já fez 170 mortes e mais 7,7 mil pessoas infectadas – bem mais já do que a Sars, em 2003, que infectou 5,3 mil pessoas, com 774 mortes, sendo 349 na China. E a doença se alastra, também, para outros países, fazendo com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare Emergência Global de Saúde com o coronavírus. Isso tudo já está afetando a atividade econômica da China, e especialistas falam numa possível queda do PIB chinês de 1,2% neste ano – e global de menos 0,5% em razão do vírus. O mesmo ocorreu na época da Sars (2002/2003), quando o PIB chinês despencou 2%. Essa é a grande preocupação do mercado, já que a segunda maior economia do mundo nos últimos anos deixou de ter PIBs espetaculares de dois dígitos. Em 2019, fechou com crescimento de 6,1%, ou PIB de US$ 13,1 trilhões (seis vezes maior que o do Brasil). Apesar de A China ter formado neste longo período de expansão econômica uma robusta classe média de 450 milhões de pessoas – seu consumo interno já garante 76,2% do PIB e as exportações alcançam outros 32,4% –, esse inesperado surto do coronavírus vai prejudicar o setor produtivo e o consumo chinês, influenciando negativamente também todos os mercados.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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EMERGÊNCIA GLOBAL


A emergência global sobre o coronavírus que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de decretar deve ser entendida com a devida atenção. Tendo os cuidados profiláticos recomendados necessários, teremos condições de superar este momento de crise global, diante dessa patologia que agora nos atinge.


José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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PRATO CHEIO


O Brasil, que após décadas voltou a conviver com o sarampo, é um prato cheio para o coronavírus.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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DON SANTINI


O governo brasileiro cedeu um avião para a viagem de Don Vicente Santini para Davos e, depois, para a Índia, pois sua presença ali era tão urgente que não poderia viajar num voo comercial. Por outro lado, ao contrário dos governos de Alemanha, Canadá, Correa de Sul, Espanha, França, Estados Unidos, Holanda, Reino Unido, entre outros, o nosso governo brasileiro não tem planos (nem avião da FAB) para a retirada dos brasileiros que vivem na área afetada pelo coronavírus na China, mesmo após a declaração da OMS de considerar o vírus como emergência pública global. Ao contrário do Don Santini, não há amizade entre os brasileiros na China e a família Bolsonaro.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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BAGUNÇA PELO TWITTER


Os episódios desta semana envolvendo o assessor especial sei lá do quê Vicente Santini, da Casa Civil, permitem concluir: Jair Bolsonaro, por seus rompantes de moralismo tacanho e autoritário, está fazendo uma confusão terrivelmente prejudicial ao País. Demite um auxiliar pelo uso imoral de um avião da FAB pela manhã e eis que o sujeito, na calada da noite, reaparece nomeado para um outro cargo no mesmo ministério. E como foi que o tal Santini conseguiu se manter no governo por mais algumas horas? Certamente, por influência dos filhos do presidente – sempre eles – fazendo a cabeça do pai e no centro das piores confusões. Como isso também pegou mal, depois de descoberta a manobra, Bolsonaro resolveu demitir Santini novamente, desta vez junto com o assessor do assessor que o renomeou. Tudo isso à revelia do titular da pasta, Onyx Lorenzoni, em férias, em silêncio e com as barbas de molho. E o Diário Oficial que se vire para acompanhar o Twitter.


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos


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NO OLHO DA RUA


Bolsonaro agiu rápido e certeiro em dois momentos. Em ambos jogando duro com um folgado e insensato servidor. Primeiro, demitiu Vicente Santini, por utilizar jato da FAB para ir à Suíça e à Índia. A seguir, não deixando a bobagem e a asneira respirarem nem prosperarem, Bolsonaro determinou nova demissão do deslumbrado apaniguado do ministro-chefe da Casa Civil, pronto da silva e serelepe para assumir outro cargo. Santini poderia, pelo menos, ter poupado o pai, brioso general do Exército, da imensa vergonha e desapontamento. Sobraram, também, broncas de Bolsonaro para os filhotes, Eduardo e Flávio, amigos de primeira hora do trapalhão Santini.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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VASECTOMIA


Nosso glorioso presidente da República passou por uma vasectomia. Ainda bem! Se o 01, 02 e 03 já são presidentes virtuais e dão muito trabalho, imaginem se surgisse o 04...


Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo


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Que notícia maravilhosa, o presidente Jair Bolsonaro fez vasectomia. Assim sendo, ficaremos livres de um 04.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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MALUQUICE


Olavo de Carvalho, em novo surto psicótico, inventou que Bill Gates é o responsável pelo coronavírus de Wuhan, com o objetivo de diminuir a população mundial! Pode? Todo maluco transfere suas manias para os outros, como a Psicanálise explica. Olavo é o vírus que infectou o clã presidencial, 0.1, 0.2 e 0.3, responsáveis pela indicação de Ernesto Araújo para o Itamaraty, Abraham Weintraub na Educação, Montezano no BNDES e o amigo duplamente defenestrado Vicente Santini, número 2 da Casa Civil, que pode acabar virando Casa Militar... com general da ativa.

                     

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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O FUTURO DO BRASIL


Rodrigo Maia asseverou que “Brasil não tem futuro com Weintraub no MEC”. Imaginemos, então, com Maia presidente da Câmara! Aliás, ninguém é totalmente imperfeito: ele torce para o Botafogo!


Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com

Brasília


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MENOS...


Rodrigo Maia também acumula cargo no Executivo como assessor da Presidência? Já está querendo nomear ministros?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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VOLTA ÀS AULAS


Semana que vem os parlamentares também têm de “voltar às aulas”. Neste ano letivo, mais trabalhos de interesse dos grupos, poucas provas de conhecimentos da Constituição, muitos testes de múltiplas escolhas partidárias e financeiras, sem necessidade de comprovar presença. Liberada a consulta de colegas ou “colas” individuais. Com garçons à disposição, os cafezinhos e as alimentações ricas de proteínas e as passagens pagas para Casa estarão garantidas até uma nova formatura. No entanto, até a poeira baixar, estará proibida a utilização de aviões da FAB para pesquisas internacionais.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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NOVOS MENSALÕES


Qual o real motivador de convocação extraordinária de deputados estaduais para votação das respectivas previdências (Assembleias encurtam recesso e até pagam extra a deputados para votar PrevidênciaEstadão, 29/1)? O objetivo é buscar soluções para as falências estaduais ou engordar as burras dos deputados? Engordar as burras de deputados, com tais convocações, nada mais é do que novos mensalões. A sociedade deve contar com que o Supremo Tribunal Federal (será que ele repetirá o que já fez?) anulando os pagamentos extraordinários desses deputados. Como o STF não age por moto próprio, devemos contar com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repetindo sua atuação no passado, enviando recurso ao STF. No caso específico da Bahia, destacado pela matéria, será que o que Rui Costa encontrou foi a fórmula disfarçada para manter maioria na Assembleia?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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TERGIVERSAÇÃO VERGONHOSA


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, recorreu à velha e conhecida estratégia da tergiversação ao explicar, ou, melhor, tentar explicar, a auditoria em operações do BNDES com empresas do Grupo J&F. Disse que o País “construiu leis, normas, aparatos legais e jurídicos que tornaram legal esse esquema de corrupção”. Não só misturou alhos com bugalhos, pois não tem nada que ver uma coisa com outra, como também não explicou patavinas o salto do custo da auditoria contratada de US$ 14 milhões para US$ 17,5 milhões. Dizer simplesmente que “não há mais nada a esclarecer” na auditoria e dar o assunto por encerrado, além de configurar postura flagrantemente defensiva, é zombar da nossa inteligência.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PRECISA DESENHAR?


A caixa-preta do BNDES já foi aberta, e não houve nada de “ilegal”, o que não quer dizer, necessariamente, que não existiram aportes financeiros absurdos. O diagnóstico de seu presidente, Gustavo Montezano, foi claríssimo: “Brasil construiu leis, normas, aparatos legais e jurídicos que tornaram legal esse esquema de corrupção”. Ao menos encontramos um executivo que não subestima nossa inteligência.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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DESDE PLATÃO


O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, disse, durante entrevista para explicar auditoria que investigou a famosa caixa-preta da instituição, que o banco não fez nada de ilegal, mas que o Brasil sempre legalizou a corrupção através da construção de leis, normas, aparatos legais e jurídicos. Explicou que uma coisa é a legalidade, e outra, bem diferente, é a sua legitimidade. E sabemos que a política funciona assim, desde os escritos de Platão, que analisou a política e a natureza humana tão bem. Jamais mudamos o que temos de ruim em nós mesmos quando é possível continuarmos do mesmo modo, de acordo com culturas e políticas permissivas e presentes, e só mudamos realmente quando há controle e sanções severas ou, ainda, de acordo com a evolução da moral e dos costumes. E o mesmo Platão ainda reafirmava que uma democracia baseada em escolhas ruins, de políticos profissionais e desinteressados do bem comum, era uma das mais nefastas formas de governo. Ou seja, mudar entendimentos e leis, para melhor, depende basicamente de quem se escolhe para tomar as decisões políticas das quais tanto precisamos.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘MEU GAROTO’


O presidente Jair Bolsonaro ficou “fulo da vida” com as declarações do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, sobre os valores pagos à auditoria realizada para abrir a célebre caixa-preta do banco. Após defender a auditoria, Montezano disse que o País “legalizou” a corrupção, através de subterfúgios jurídicos e administrativos e, mesmo assim, autorizou o pagamento de mais um “aditivo” de mais de R$ 2 milhões e resolveu revisar o valor total de R$ 48 milhões para singelos R$ 42,7 milhões – “ah bom”! Ora, como foram os filhotes 01, 02 e 03 – amigos íntimos de Montezano – que o indicaram para o cargo, Bolsonaro ficou na maior saia-justa, afinal, ele o chama de “meu garoto”. É o que temos para hoje.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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COMPLEXO DE VIRA-LATA


Ouvi na TV as explicações do presidente do BNDES sobre os recursos públicos aplicados em auditoria da “caixa-preta” vazia do banco. Mais do que as inconvincentes explicações, incomodou-me o linguajar do fulano. Em certo momento, ele se referiu a “endereçar a questão”: ele a teria endereçado a quem, mesmo? Que eu saiba, em Português, a gente endereça uma carta, endereça um e-mail, um WhatsApp e por aí vai... Basta uma pesquisa rápida em páginas de traduções para verificar que “to address the issue” pode significar: explicitar, levantar, resolver, abordar, solucionar, tratar, enfrentar, equacionar ou debruçar-se sobre o problema, entre outros, mas nunca “endereçar”. A Língua Portuguesa possui muito mais vocabulário e recursos linguísticos do que a inglesa, então por que insistir em aportuguesar termos em inglês? É para mostrar que é culto, preparado? Este linguajar corporativo, além de ser ridículo e provinciano, ainda reforça nosso complexo de vira-latas...


José Roberto dos Santos Vieira jrdsvieira@gmail.com

São Paulo


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A CRISE DA ÁGUA NO RIO DE JANEIRO


Reportagens realizadas por uma rede de televisão visando a elucidar aspectos do curso do Rio Paraíba do Sul, alimentador do atualmente em crise sistema de abastecimento de água potável para o região metropolitana do Rio de Janeiro e motor de várias cidades e unidades industrias às suas margens, estão a revelar um quadro estarrecedor: boa parte das águas nele descarregadas, após uso, não sofrem qualquer tipo de tratamento e o poluem de maneira permanente e silenciosa. Descortina-se, assim, um grave problema de saúde pública que, até então, como tudo o que se refere ao saneamento básico, por sua falta de visibilidade eleitoral, estava convenientemente oculto. Que outros Estados realizem estudos semelhantes em seus rios, para que seja avaliado o tamanho real do problema em nível nacional. É provável que surjam desagradáveis surpresas que não constam dos dados oficiais.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PRIVATIZAR JÁ


Não conseguimos compreender o motivo pelo qual o governo brasileiro gerencia ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, mineração, telecomunicações, entre outros. Parece óbvio que a iniciativa privada tem melhores condições de administrar esses segmentos da economia. Esses cabides de emprego representam despesas milionárias para os contribuintes, que veem os cofres públicos serem assaltados diariamente. Os parlamentares adoram usufruir dessas empresas. Por exemplo, Cemig, Furnas, Infraero, Cedae e Copasa sempre foram valiosas moedas de troca para os políticos. É hora de acabar com essa mamata. Vamos privatizar! Fiquem atentos, governadores e presidente! Estancar a sangria é prioridade.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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